Refere-se ao DAB+? Isso sim era de interesse apostar, quando já é uma aposta ganha na generalidade da Europa.
Agora podcasts, web cassetes etc.. acho que já temos de sobra
Correto, e admito que quando li as palavras do Pedro Ribeiro, acho que na cabeça dele deve estar a questão do DAB também.
[quote author=ToLv link=topic=331.msg40756#msg40756 date=1694468563
Dizer que estas novidades souberam a pouco ou foram muito superficiais é não estar mesmo a ver o paradigma por onde a comercial está a querer entrar e o quão pioneiros estão (a tentar) ser. O refresh aconteceu e está para acontecer daqui para a frente - e não apenas no FM. Isso é bastante evidente: é no mercado áudio (+ digital) em Portugal. Apontar apenas a “novos horários” é apenas querer ver a coisa pela rama.
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Mas a questão dos podcasts não é de somenos. Podcast é palavra. Palavra sobre vários temas. Enquanto que na concorrência se entende que o lugar deles é numa plataforma, e que a rede nacional de emissores (ou locais associadas) é para debitar essencialmente música, a Comercial está a trilhar a estrada na direção inversa. É um passo pequenino? É! Não vamos negar. Mas é um começo, qualquer mudança não se faz da noite para o dia. E a rádio em Portugal está a chegar tarde ao fenómeno e ao poder da palavra. É confortável ficar descansando à sombra das audiências, mas as empresas que subsistem são as que sabem antecipar mudanças. É um princípio básico de Estratégia Empresarial. Falaram acima da "entrada de uma miúda" como sendo a grande mudança. A Marta hoje tem 28 anos, salvo erro, é de facto muito jovem, mas se recuarmos 20 ou 30 anos, os decanos que hoje consideramos, começaram a assumir responsabilidades com essa idade. Não é a um ano de se reformarem que vamos pensar no que fazer para salvaguardar o património imaterial, que mais que o saber fazer, é a absorção da cultura e identidade da organização. Mais uma vez, Roma e Pavia não se fizeram num dia, mas é necessário que se faça progressivamente.
A única questão que, primeiramente confesso, nem percebi, foi a questão do logotipo, mas até isso não foi mal pensado de todo, não mexer muito. Um dos locais onde as pessoas vêm o logo das rádios em permanência é nos PC's de bordo dos carros, sendo que a maioria não dá para alterar, ou as pessoas não se dão a esse trabalho quando o é possível. Portanto, globalmente, acho que esta mudança está bem pensada, bem conseguida, e estou em crer que tenderá a ser aprofundada. Sim, o lugar da palavra é no digital, como o é da música, mas também nos recetores é o de ambas. Disso, não tenhamos dúvidas.