Autor Tópico: Cobertura radiofónica das cheias  (Lida 12872 vezes)

Zeca 2021

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Cobertura radiofónica das cheias
« em: Dezembro 13, 2022, 02:03:38 pm »
È nestes períodos de ocupação dos media nacionais seja rádio/tv que vemos como este país é super centralista e que falta faz no Grande Porto uma rádio urbana de noticias/generalista que nos livre desta intoxicação lisboeta.

A vida corre normalmente no Norte, nomeadamente no Grande Porto e qualquer rádio de noticias ou até mesmo generalista nos invade com emissão 100% local de Lisboa sobre as chuvas na Grande Lisboa. Chegamos ao ponto de rádios generalistas fazerem emissão especial dedicada ao caso, onde os seus animadores relatam a chuva a cair na rua. Incrivel.

Jamais isto aconteceu quando algo acontece fora da capital, onde a emissão corre normalmente, porquê? Porque não lhe diz respeito, é algo dos outros que apenas merece atenção nos noticiarios em formato de roda pé.
As tv´s é igual.

Da Observador à TSF, passando pela RR, só dá Lisboa.

Um país refém da capital. Incrível.

Isto acontece porque o Porto teve e tem empresários da rádio que utilizaram e utilizam os alvarás para fazer dinheiro, porque o poder dos media está na capital, porque o poder politico permitiu ao longo dos anos que a lei da rádio fosse sendo alterada para a aglutinação de rádios locais pelas rádios dos grupos.

Uma area metropolitana sem rádio urbana, miseravelmente ocupada por rádios da capital em todo o lado e com uma ou duas frequencias fantasmas à espera de mais uma venda para render uns milhares.
E assim vamos no Grande Porto. Que saudades das rádios pirata. 
« Última modificação: Dezembro 13, 2022, 02:08:57 pm por Zeca 2021 »

Atento

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Re: Cobertura radiofónica das cheias
« Responder #1 em: Dezembro 13, 2022, 02:28:12 pm »
È nestes períodos de ocupação dos media nacionais seja rádio/tv que vemos como este país é super centralista e que falta faz no Grande Porto uma rádio urbana de noticias/generalista que nos livre desta intoxicação lisboeta.

A vida corre normalmente no Norte, nomeadamente no Grande Porto e qualquer rádio de noticias ou até mesmo generalista nos invade com emissão 100% local de Lisboa sobre as chuvas na Grande Lisboa. Chegamos ao ponto de rádios generalistas fazerem emissão especial dedicada ao caso, onde os seus animadores relatam a chuva a cair na rua. Incrivel.

Jamais isto aconteceu quando algo acontece fora da capital, onde a emissão corre normalmente, porquê? Porque não lhe diz respeito, é algo dos outros que apenas merece atenção nos noticiarios em formato de roda pé.
As tv´s é igual.

Da Observador à TSF, passando pela RR, só dá Lisboa.

Um país refém da capital. Incrível.

Isto acontece porque o Porto teve e tem empresários da rádio que utilizaram e utilizam os alvarás para fazer dinheiro, porque o poder dos media está na capital, porque o poder politico permitiu ao longo dos anos que a lei da rádio fosse sendo alterada para a aglutinação de rádios locais pelas rádios dos grupos.

Uma area metropolitana sem rádio urbana, miseravelmente ocupada por rádios da capital em todo o lado e com uma ou duas frequencias fantasmas à espera de mais uma venda para render uns milhares.
E assim vamos no Grande Porto. Que saudades das rádios pirata.


Entre-os-Rios...

Borba...

A Antena1 há momentos esteve 50 minutos a falar do Alto Minho...

Tendo em conta aquilo que se está a passar é absolutamente natural que o destaque seja notícias da grande Lisboa...


Já agora a Rádio Nova e a Festival a emitir para o grande Porto falam de turbinas ou de marcianos?

Zeca 2021

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Re: Cobertura radiofónica das cheias
« Responder #2 em: Dezembro 13, 2022, 02:47:42 pm »
È nestes períodos de ocupação dos media nacionais seja rádio/tv que vemos como este país é super centralista e que falta faz no Grande Porto uma rádio urbana de noticias/generalista que nos livre desta intoxicação lisboeta.

A vida corre normalmente no Norte, nomeadamente no Grande Porto e qualquer rádio de noticias ou até mesmo generalista nos invade com emissão 100% local de Lisboa sobre as chuvas na Grande Lisboa. Chegamos ao ponto de rádios generalistas fazerem emissão especial dedicada ao caso, onde os seus animadores relatam a chuva a cair na rua. Incrivel.

Jamais isto aconteceu quando algo acontece fora da capital, onde a emissão corre normalmente, porquê? Porque não lhe diz respeito, é algo dos outros que apenas merece atenção nos noticiarios em formato de roda pé.
As tv´s é igual.

Da Observador à TSF, passando pela RR, só dá Lisboa.

Um país refém da capital. Incrível.

Isto acontece porque o Porto teve e tem empresários da rádio que utilizaram e utilizam os alvarás para fazer dinheiro, porque o poder dos media está na capital, porque o poder politico permitiu ao longo dos anos que a lei da rádio fosse sendo alterada para a aglutinação de rádios locais pelas rádios dos grupos.

Uma area metropolitana sem rádio urbana, miseravelmente ocupada por rádios da capital em todo o lado e com uma ou duas frequencias fantasmas à espera de mais uma venda para render uns milhares.
E assim vamos no Grande Porto. Que saudades das rádios pirata.


Entre-os-Rios...

Borba...

A Antena1 há momentos esteve 50 minutos a falar do Alto Minho...

Tendo em conta aquilo que se está a passar é absolutamente natural que o destaque seja notícias da grande Lisboa...


Já agora a Rádio Nova e a Festival a emitir para o grande Porto falam de turbinas ou de marcianos?

Eu sei que tem dificuldade de perceber muita coisa e desta vez não fugiu à regra.
Leia novamente e tente lá chegar.

pdnf

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Re: Cobertura radiofónica das cheias
« Responder #3 em: Dezembro 13, 2022, 03:00:56 pm »
Sendo absolutamente sinceros, o Zeca aqui tem alguma razão, neste caso nem me refiro especificamente ao Porto, que felizmente tem sido bastante poupado no tocante a estas calamidades (melhor planeamento urbano, talvez, mas isso são outros 500), mas ao conjunto do país.
Não sou nada fã da personagem que se dá pelo nome de Ana Abrunhosa, Ministra da Coesão Territorial, e antiga presidente da CCDR-C, mas ontem mereceu o meu aplauso pela bicada bem dada que entregou à comunicação social, quando os lembrou que houve inundações e cheias de grandes dimensões também no distrito de Faro, no mesmo dia que em Lisboa e simplesmente...ninguém falou disso. Até o JN, jornal do Porto, está com destaque ao minuto para a chuva na capital. Portalegre, Évora também alagaram... nota de rodapé.
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Zeca 2021

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Re: Cobertura radiofónica das cheias
« Responder #4 em: Dezembro 13, 2022, 03:22:11 pm »
Sendo absolutamente sinceros, o Zeca aqui tem alguma razão, neste caso nem me refiro especificamente ao Porto, que felizmente tem sido bastante poupado no tocante a estas calamidades (melhor planeamento urbano, talvez, mas isso são outros 500), mas ao conjunto do país.
Não sou nada fã da personagem que se dá pelo nome de Ana Abrunhosa, Ministra da Coesão Territorial, e antiga presidente da CCDR-C, mas ontem mereceu o meu aplauso pela bicada bem dada que entregou à comunicação social, quando os lembrou que houve inundações e cheias de grandes dimensões também no distrito de Faro, no mesmo dia que em Lisboa e simplesmente...ninguém falou disso. Até o JN, jornal do Porto, está com destaque ao minuto para a chuva na capital. Portalegre, Évora também alagaram... nota de rodapé.

Haja alguem com com capacidade de lá chegar aqui pelo forum, pois a grande maioria ou tem de facto dificuldade de ler nas entrelinhas ou então custa admitir que o centralismo vê-se nesta situações. Infelizmente a cidade do Porto só tem duas rádios de tematica musical e o Grande Porto fica refém de uma rádio metropolitana de temática noticiosa, pois a vida continua no país.

Zeca 2021

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Re: Cobertura radiofónica das cheias
« Responder #5 em: Dezembro 13, 2022, 03:55:45 pm »
Um pais centralista é aquele em que estando um dia normal em todo o país, com chuva normal num dia de Outono, onde apenas numa zona geografica de pouco mais 200km2, se verificou cheias em alguma zonas, se faz um apelo aos portugueses " "Fiquem em casa".

Só mesmo num pais de atrasados mentais é que se confunde um pais com uma pequena zona geográfica e se que esquece que Portugal é um país com 92mil km2 e não uma reduzida area do Seixal a Alverca.

Das tvs às rádios o lema é: Fiquem em casa.
Como?
Fiquem em casa porque chove um bocado lá fora?
Alguém que informe esses tipos que o alerta é para quem reside no concelho de Lisboa e arredores.
Um país de loucos.

Que país parolo centralista.

Luis Carvalho

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Re: Cobertura radiofónica das cheias
« Responder #6 em: Dezembro 13, 2022, 07:19:26 pm »
Toda a gente sabe que a vila de Campo Maior fica em Lisboa, entre o Campo Pequeno e Entrecampos. E que a aldeia de Foros do Mocho (Ponte de Sor) fica entre a Cruz Quebrada e o Dafundo. (ironia)

Sim, as inundações não ocorrem somente na região de Lisboa.
« Última modificação: Dezembro 13, 2022, 07:23:32 pm por Luis Carvalho »
Cumprimentos,
Luís Carvalho

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AG

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Re: Cobertura radiofónica das cheias
« Responder #7 em: Dezembro 13, 2022, 07:55:14 pm »
Estava à espera de um post do Zeca a elogiar a informação da Jornal FM mas já estou a ver que tive azar…

joao_s

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Re: Cobertura radiofónica das cheias
« Responder #8 em: Dezembro 13, 2022, 10:41:25 pm »
Então “zeca”, e quando as zonas ribeirinhas do Porto alagam com a subida do Douro, fica tudo debaixo de água, não acontece o mesmo com a exposição mediática? E, isto, quando no resto do país não cai uma gota d’água. Nestas situações já acha normal a cobertura mediática.
Os seus comentários não são nada, mesmo NADA, imparciais.
Como sempre, discurso populista ao lado do alvo. O “zeca” não questiona a informação espetáculo, o sensacionalismo o exagero do tratamento do tema, quando em 5 minutos o espetador/ouvinte fica informado, os órgãos de comunicação esticam a cobertura noticiosa durante horas até à saturação do espetador/ouvinte, não acrescentando nada de novo durante todo esse tempo.
Lisboetas, esses malandros centralistas com influência até Madrid. Não é que a TVE1 deu destaque às inundações da capital no ‘Telediario2’ da semana passada, com repórter e tudo. Por acaso, hoje não houve este espaço informativo devido à transmissão do jogo Argentina – Croácia.

radiokilledtheMTVstar

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Re: Cobertura radiofónica das cheias
« Responder #9 em: Dezembro 13, 2022, 11:28:26 pm »
Então “zeca”, e quando as zonas ribeirinhas do Porto alagam com a subida do Douro, fica tudo debaixo de água, não acontece o mesmo com a exposição mediática? E, isto, quando no resto do país não cai uma gota d’água. Nestas situações já acha normal a cobertura mediática.
Os seus comentários não são nada, mesmo NADA, imparciais.
Como sempre, discurso populista ao lado do alvo. O “zeca” não questiona a informação espetáculo, o sensacionalismo o exagero do tratamento do tema, quando em 5 minutos o espetador/ouvinte fica informado, os órgãos de comunicação esticam a cobertura noticiosa durante horas até à saturação do espetador/ouvinte, não acrescentando nada de novo durante todo esse tempo.
Lisboetas, esses malandros centralistas com influência até Madrid. Não é que a TVE1 deu destaque às inundações da capital no ‘Telediario2’ da semana passada, com repórter e tudo. Por acaso, hoje não houve este espaço informativo devido à transmissão do jogo Argentina – Croácia.

Concordo. Logo depois do jogo de Marrocos tivemos logo a cobertura da tragédia do taxista em Odivelas e depois por muito que a situação seja grave 457 horas de cobertura das cheias com os mais variados comentadores que na maior parte são tudo menos meteorologistas ou políticos com responsabilidades. E assim pergunto, durante a participação de Portugal no Mundial este país foi cor de rosa e com unicórnios a passear nas ruas em que nada de mal acontecia?

E essa saturação vai dar a isto...
https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2022-12-13-cheias-em-portugal-caos-em-lisboa-por-que-razao-as-pessoas-ignoram-os-alertas-de-mau-tempo/
« Última modificação: Dezembro 13, 2022, 11:36:23 pm por radiokilledtheMTVstar »

Luis Carvalho

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Re: Cobertura radiofónica das cheias
« Responder #10 em: Dezembro 13, 2022, 11:43:36 pm »
Importa referir que a Antena 1 teve, esta tarde, um jornalista a fazer reportagem a partir da vila de Campo Maior, além dos jornalistas que se encontravam noutros locais onde as cheias tiveram uma expressão considerável.
Cumprimentos,
Luís Carvalho

Administrador do "Fórum da Rádio"

Radiofilo

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Re: Cobertura radiofónica das cheias
« Responder #11 em: Dezembro 14, 2022, 10:36:54 am »
Então “zeca”, e quando as zonas ribeirinhas do Porto alagam com a subida do Douro, fica tudo debaixo de água, não acontece o mesmo com a exposição mediática? E, isto, quando no resto do país não cai uma gota d’água. Nestas situações já acha normal a cobertura mediática.
Os seus comentários não são nada, mesmo NADA, imparciais.
Como sempre, discurso populista ao lado do alvo. O “zeca” não questiona a informação espetáculo, o sensacionalismo o exagero do tratamento do tema, quando em 5 minutos o espetador/ouvinte fica informado, os órgãos de comunicação esticam a cobertura noticiosa durante horas até à saturação do espetador/ouvinte, não acrescentando nada de novo durante todo esse tempo.
Lisboetas, esses malandros centralistas com influência até Madrid. Não é que a TVE1 deu destaque às inundações da capital no ‘Telediario2’ da semana passada, com repórter e tudo. Por acaso, hoje não houve este espaço informativo devido à transmissão do jogo Argentina – Croácia.

Concordo. Logo depois do jogo de Marrocos tivemos logo a cobertura da tragédia do taxista em Odivelas e depois por muito que a situação seja grave 457 horas de cobertura das cheias com os mais variados comentadores que na maior parte são tudo menos meteorologistas ou políticos com responsabilidades. E assim pergunto, durante a participação de Portugal no Mundial este país foi cor de rosa e com unicórnios a passear nas ruas em que nada de mal acontecia?

E essa saturação vai dar a isto...
https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2022-12-13-cheias-em-portugal-caos-em-lisboa-por-que-razao-as-pessoas-ignoram-os-alertas-de-mau-tempo/

Excesso de mediatismo e falta de cultura de segurança, ou melhor, de prevenção, não só por parte da população, motivada pela tal saturação com o bombardeamento noticioso que, na maior parte das vezes, não adianta nada de substancial, como também por parte das autoridades (municípios, governo central, protecção civil) que, com os alertas de várias cores, muitas vezes geram confusão no comum dos mortais e, também, não fazem o chamado "trabalho de casa" (limpezas atempadas, preparação para o pior, criação de infraestruturas devidamente dimensionadas para responder às catástrofes, etc.).

radiokilledtheMTVstar

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Re: Cobertura radiofónica das cheias
« Responder #12 em: Dezembro 14, 2022, 11:50:37 am »
É isso sem tirar nem pôr, mas enquanto as audiências dos canais informativos não baixarem nada irá mudar...
« Última modificação: Dezembro 14, 2022, 11:55:12 am por radiokilledtheMTVstar »

Zeca 2021

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Re: Cobertura radiofónica das cheias
« Responder #13 em: Dezembro 14, 2022, 11:58:07 am »
Toda a gente sabe que a vila de Campo Maior fica em Lisboa, entre o Campo Pequeno e Entrecampos. E que a aldeia de Foros do Mocho (Ponte de Sor) fica entre a Cruz Quebrada e o Dafundo. (ironia)

Sim, as inundações não ocorrem somente na região de Lisboa.

As inundações praticamente se limitou ao vale do Tejo e pouco mais e o pais viveu normalmente.

Zeca 2021

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Re: Cobertura radiofónica das cheias
« Responder #14 em: Dezembro 14, 2022, 11:59:38 am »
Estava à espera de um post do Zeca a elogiar a informação da Jornal FM mas já estou a ver que tive azar…
O país fora de Lisboa viveu normalmente.