O que houve foi uma decisão da assembleia da AAC em Março a impedir o Chega de entrar no edifício. Contudo, a AAC é uma pessoa coletiva, a RUC é outra, e ainda que a RUC seja detida pela AAC.
Ou seja, uma decisão da Associação Académica de Coimbra, só por si, não abrange a RUC automaticamente e a própria RUC tinha ou tem que ter emitido a mesmíssima decisão para ser válida. A RUC é uma pessoa coletiva e a AAC é outra para efeitos legais.
O que houve esta manhã foi um aproveitamento disso mesmo.
É também problemático considerar-se invasão de propriedade privada se o próprio remetente tinha sido convidado a participar, 3 vezes, no programa que era feito naquele mesmo estúdio, ainda que de forma virtual.
A RUC acaba por chamar a isto de uma ação de intervenção feita ao arrepio do trabalho com as estruturas coletivas e eu penso que é mesmo a forma mais correta de fazer a abordagem a isto. Melhor definição sinceramente não me ocorreria. Não deixa de ser algo tremendo e lamentável ao mesmo tempo, mas foi o equivalente direto do elefante entrar na loja de porcelanas e partir a loiça toda depois de ter tocado três vezes à campainha.
Em qualquer caso, muito bem gerido pela RUC, transversalmente, em tudo. Adorava agora era ouvir o podcast disto.