Uma rádio rock, nesta altura do campeonato? Para ser bem sucedida, teria que ser mais um albergue de nostalgia torpe. A grande maioria do público do género, infelizmente, está preso ao passado e de lá não parece interessado em sair.
Não é bem assim... Franz Ferdinand foram cabeças de cartaz do Paredes de Coura o ano passado com muita Gen Z a vê-los.
Uma rádio rock era urgente até para a quantidade de profissionais desperdiçados que agora andam por aí: juntar-se à festa o Fontoura e a Carolina Torres de madrugada...
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Uma banda cujo ponto alto foi numa altura em que essa mesma Gen-Z mal tinha nascido ou ainda era demasiado nova para os ter vivido em pleno só ajuda ainda mais o meu ponto.
Se ainda estivéssemos a falar dos Sleep Token ou dos President, aí seria outra conversa. Mas mesmo esses são exceções que só confirmam a regra. Nostalgia atrás de nostalgia não é prova de vitalidade cultural, por mais números que faça.
Concordamos em discordar, se o rock estivesse assim tão fora de moda essa noite com eles a cabeça de cartaz seria um flop.
E tens aí, para não falar de indie, os Nothing But Thieves que são conhecidos em todo o lado menos neste cantinho e nas rádios portuguesas.
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Os Nothing But Thieves ainda não são
mainstream - é até provável que nunca o venham a ser. Não ao nível que os Tame Impala entretanto se estão a tornar - duvido é que vá durar assim tanto. Mas, lá está, exceção que confirma a regra.
Mais: se é verdade que o rock até subiu na quota de mercado americana em 2025, há um pormenor que, na verdade, é pormaior: cerca de 75% desse consumo constitui material de catálogo, não coisas novas. Bem acima da média de qualquer outro género, exceto o jazz. Mesmo o hip-hop/R&B começa a ter uma subida acentuada nesse particular. Já géneros como a country, latino, kpop, afrobeats e mesmo a música eletrónica/dança ainda são dominados por novos lançamentos.
Não é um simples concordar em discordar; os números suportam isto, independentemente da idade quem consome.