Ouvi cerca de 40 minutos com a Helena Almeida no regresso a casa (até agora), e de facto nota-se o standard de qualidade Renascença na continuidade da emissão.
É que eu não tenho uma! para dizer dela. Uma que fosse. Não tenho nada de nada!
Continuidade perfeita, sem erros, animação bem presente e sem exageros, agradável nisso, uma opção por normalmente não apresentar as músicas após falar bastante que também me pareceu correta, atenção às diversas trilhas e ao sítio onde acabam, enfim, rádio bem em direto e sem qualquer dificuldade no direto.
Mesmo na trilha do trânsito, que não se compreende ser tão curta e ter que andar a ser puxada para trás pelos locutores passado este tempo todo e ninguém se ter dignado a misturar aquilo, foi impecavelmente gerida pela Helena Almeida, que foi dizendo o trânsito ao seu ritmo, puxando nas alturas mais convenientes, calando-se quando precisou de coordenar ver uma info de trânsito e puxar a trilha ao mesmo tempo, enfim, um brio técnico excelente.
Na trilha do tempo arrancou com ela em baixo mas aqui tem mais que desculpa não só porque continuou no mesmo fio de fala, não intervalou, como no ponto em que saiu misturada com o tempo era basicamente impossível ela entrar em cima para depois ser reduzida porque foi quando ela ainda estava a falar (uma vez mais, a opção técnica correta). Depois daquilo tudo o separador de estação arrancou em baixo mas foi prontamente corrigido, não ficou em baixo como já cheguei a ouvir.
A playlist sendo o que é casou bastante bem com a Helena Almeida a esta hora: imensos clássicos, com o espaço pontual para o guilty pleasure (um arranjo diferente do Eu Sou Aquele dos Excesso e Tou Nem Aí de Luka), e depois coisas também pertencentes à mesma leva, como Bend and Break dos Keane.
Deve ser a 1ª vez em não sei quanto tempo em que eu não tenho nada para dizer da continuidade da emissão.
Se tivesse uma observação a fazer, mas admito que é meio injusta, é mesmo a dicção e o timbrar da Helena Almeida serem por vezes demasiado senhoriais para o que seria uma emissão de uma rádio mais moderna, ficaram na Rádio Sim e de lá não saíram mais. Mas como se costuma dizer, não se muda as pintas ao leopardo nesta altura do campeonato, e onde era preciso estar qualidade está lá. E sinceramente? Prefiro mil vezes que a amálgama de nada que era este painel, com vozes novas mas sem o brio e a presença que são precisas.
Muito bem!