Fórum da Rádio
Estações de radiodifusão => Rádio em Portugal => Tópico iniciado por: Boxx em Novembro 11, 2020, 11:51:17 am
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Tenho escutado um spot na Radio SBSR sobre uma suposta intenção do governo de aumentar a % de musica Portuguesa que passa na rádio e a natural apreensão dos operadores.
Alguém sabe mais pormenores?
Eu já acho os 25% um exagero. Não temos produção regular de qualidade para manter esta quota, muito menos para a aumentar...
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Provavelmente deverá ser uma iniciativa de várias rádios locais e não só.
Digo isto porque em Pombal, pelo menos uma das duas rádios locais do concelho, a Rádio Clube de Pombal, passa há vários dias um spot sobre esse assunto, provavelmente o mesmo ou com o mesmo conteúdo.
Rádio que, por acaso, até passa bastante música portuguesa, geralmente de bastante qualidade e, na sua larga maioria, totalmente "fora da caixa", isto comparando com as play lists habituais das rádios do costume.
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não percebi bem a sua mensagem...pelo que ouvi na SBSR, entendi que as rádios são frontalmente contra o aumento da quota. Na sua mensagem, deduzi o contrário.
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No caso da SBSR não sei mesmo como fariam já que como se sabe de música portuguesa apenas quer passar indie...
Mas a APR e a ARIC são frontalmente contra, sim.
https://www.apradiodifusao.pt/noticias/destaques/695-2020-11-04-18-42-15.html
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A Rádio Nova Era também está a passar um spot do género.
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Passmusica e SPA duas entidades que apenas contribuem para o massacre das rádios locais e on line. Se a SPA até posso mais facilmente admitir, a Passmusica é uma entidade abutre, desnecessária que apenas suga e esmifra rádios, bares e afins.
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Na única rádio local que gosto também tem passado de vez em quando um spot com um comunicado sobre este assunto. Pessoalmente não concordo nada. Segundo o Nuno Artur Silva, o objectivo é apoiar os músicos portugueses nesta altura em que todos eles estão a sofrer imenso (toda a Cultura, de resto) por causa do vÃrus e das restrições em vigor. A intenção é louvável e compreendo-a. A esmagadora maioria dos músicos tem os concertos cancelados e, hoje em dia, os concertos, e não as vendas dos álbuns, são de onde vem a maior parte dos rendimentos deles. Não podendo tocar ao vivo, a única coisa que lhes resta são as royalties das músicas deles serem tocadas na rádio, à s quais agora têm de se agarrar como a hera à s paredes. Na música não é possÃvel haver take-away. Ou melhor, até é. Com lives no instagram, etc, mas isso é gratuito, não é pago e eles precisam urgentemente de dinheiro neste momento. Só que estão a sofrer eles e estão a sofrer os músicos de todo o mundo, não são só os nossos. Mas estou a desviar-me um pouco do assunto. Como dizia, a intenção é compreensÃvel, só que aumentar para 40%, que seria quase metade da programação, é absurdo. Por um lado porque não se produz música em Portugal, boa e má, em número suficiente para cumprir diariamente numa rádio uma percentagem dessas e por outro porque pode dar a entender que o Governo pretende quase como que afastar os programadores das rádios e dizer "agora quem manda somos nós" e passar a ser o programador e isso já entra no domÃnio da restrição da liberdade das rádios de programarem. Seria mau para as rádios e mau para nós que as ouvimos. Para mais, é sabido que a esmagadora maioria das rádios cumpre a quota de 25% e até a ultrapassa.
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Na única rádio local que gosto também tem passado de vez em quando um spot com um comunicado sobre este assunto. Pessoalmente não concordo nada. Segundo o Nuno Artur Silva, o objectivo é apoiar os músicos portugueses nesta altura em que todos eles estão a sofrer imenso (toda a Cultura, de resto) por causa do vÃrus e das restrições em vigor. A intenção é louvável e compreendo-a. A esmagadora maioria dos músicos tem os concertos cancelados e, hoje em dia, os concertos, e não as vendas dos álbuns, são de onde vem a maior parte dos rendimentos deles. Não podendo tocar ao vivo, a única coisa que lhes resta são as royalties das músicas deles serem tocadas na rádio, à s quais agora têm de se agarrar como a hera à s paredes. Na música não é possÃvel haver take-away. Ou melhor, até é. Com lives no instagram, etc, mas isso é gratuito, não é pago e eles precisam urgentemente de dinheiro neste momento. Só que estão a sofrer eles e estão a sofrer os músicos de todo o mundo, não são só os nossos. Mas estou a desviar-me um pouco do assunto. Como dizia, a intenção é compreensÃvel, só que aumentar para 40%, que seria quase metade da programação, é absurdo. Por um lado porque não se produz música em Portugal, boa e má, em número suficiente para cumprir diariamente numa rádio uma percentagem dessas e por outro porque pode dar a entender que o Governo pretende quase como que afastar os programadores das rádios e dizer "agora quem manda somos nós" e passar a ser o programador e isso já entra no domÃnio da restrição da liberdade das rádios de programarem. Seria mau para as rádios e mau para nós que as ouvimos. Para mais, é sabido que a esmagadora maioria das rádios cumpre a quota de 25% e até a ultrapassa.
E aqui corre-se o risco, de não existindo essa produção, de serem sempre os mesmos a tocar, ou a serem tocados por conta do lobbing (informal) de editoras, A&Rs, produtoras, etc., gerando receita sempre para esses mesmos.
cumps
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E aqui corre-se o risco, de não existindo essa produção, de serem sempre os mesmos a tocar, ou a serem tocados por conta do lobbing (informal) de editoras, A&Rs, produtoras, etc., gerando receita sempre para esses mesmos.
cumps
Exactamente. Esse é o outro problema. O lobbying das editoras que já existe nas rádios de música comercial de maior audiência, num cenário desses, iria aumentá-lo ainda mais. Não há volta a dar. Somos um PaÃs muito pequeno e, infelizmente, não há música portuguesa a sair para as lojas em número suficiente para alimentar uma rádio. Qualquer rádio. Gravar um álbum e promovê-lo é um processo longo e caro e num PaÃs pobre como o nosso ainda é mais caro. São muitas despesas para depois nas vendas terem poucos lucros e o Spotify é um logro porque o Spotify fica com a maioria dos lucros e o que os músicos recebem das vendas no Spotify é uma miséria e ainda têm de lhes pagar para terem as músicas na plataforma. Para aumentarem a quota teriam de fazer o quê? Obrigar a Oxigénio a passar música pimba só para fazer os 40%? Sim, porque no caso das rádios temáticas como a Oxigénio, esta medida de aumento da quota de música portuguesa ainda é mais difÃcil, senão mesmo impossÃvel, de cumprir. Não há música electrónica em Portugal em número suficiente para alimentar uma rádio. Quem teve esta ideia mirabolante, não tem noção do PaÃs onde vive. Espero sinceramente que esta medida não vá para a frente.
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Precisa e exatamente.
Cumps
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Defendo os 40% da música portuguesa na rádio, até à semelhança do que, por exemplo, acontece na França. Aplaudo a decisão e espero que a mesma seja aprovada.
Se a memória não me falha, a obrigação das quotas não abrange as rádios temáticas de cariz musical.
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Defendo os 40% da música portuguesa na rádio, até à semelhança do que, por exemplo, acontece na França. Aplaudo a decisão e espero que a mesma seja aprovada.
Se a memória não me falha, a obrigação das quotas não abrange as rádios temáticas de cariz musical.
Em França essa medida tem trazido resultados visÃveis à música francesa?
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Defendo os 40% da música portuguesa na rádio, até à semelhança do que, por exemplo, acontece na França. Aplaudo a decisão e espero que a mesma seja aprovada.
Se a memória não me falha, a obrigação das quotas não abrange as rádios temáticas de cariz musical.
Em França essa medida tem trazido resultados visÃveis à música francesa?
Há dados em contrário?
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Defendo os 40% da música portuguesa na rádio, até à semelhança do que, por exemplo, acontece na França. Aplaudo a decisão e espero que a mesma seja aprovada.
Se a memória não me falha, a obrigação das quotas não abrange as rádios temáticas de cariz musical.
Em França essa medida tem trazido resultados visÃveis à música francesa?
Há dados em contrário?
Os principais canais da Rádio France - France Inter, France Info, France Blue e France Culture - raramente passam música, por exemplo.
Não é com imposição de quotas nas rádiosque se resolve o problema da música (portuguesa).
No meu caso, funciona ao contrário...deixo de comprar e de assistir aos espetáculos.
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Já se sabe vão aumentar a cota para 30%. A senhora Ministra da Cultura anunciou hoje...
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Já se sabe vão aumentar a cota para 30%. A senhora Ministra da Cultura anunciou hoje...
Eu também já decidi que não dou mais um cêntimo, enquanto esta imposição vigorar, à música portuguesa.
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A quota vai mesmo aumentar para 30%. IncrÃvel...
https://www.publico.pt/2021/01/15/culturaipsilon/noticia/produtores-musicais-aplaudem-nova-quota-musica-portuguesa-radios-estao-1946466
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A quota vai mesmo aumentar para 30%. IncrÃvel...
https://www.publico.pt/2021/01/15/culturaipsilon/noticia/produtores-musicais-aplaudem-nova-quota-musica-portuguesa-radios-estao-1946466
Nao percebo a indignação.
Se querem estar legais, tem que cumprir a lei!
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Mais reacções.
https://smoothfm.iol.pt/noticias/106486/media-capital-radios-e-grupo-renascenca-repudiam-alteracao-nas-quotas-de-musica
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A ideia inicial não era para elevar a quota para os 40%?
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Já agora, se alguém tiver interesse na carta aberta enviada à ministra:
https://gruporenascencamultimedia.com/wp-content/uploads/2021/01/Carta-Quotas-Ministra-da-Cultura.pdf
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Já agora, se alguém tiver interesse na carta aberta enviada à ministra:
https://gruporenascencamultimedia.com/wp-content/uploads/2021/01/Carta-Quotas-Ministra-da-Cultura.pdf
A ministra e o inefável secretário de estado já não deveriam ocupar os cargos que ocupam há muito tempo.
O mais lamentável de tudo é que tenham sequer ocupado o lugar.
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Nao percebo a indignação.
Se querem estar legais, tem que cumprir a lei!
O Governo (todos os anteriores, não só este), se estivesse realmente interessado nos músicos nacionais e na Cultura portuguesa de uma maneira geral, tratava finalmente de criar o Estatuto do Artista (acho que finalmente no mês passado ficou concluÃdo e cuja não existência devia envergonhar-nos a todos, 47 anos depois do 25 de Abril) para que a precariedade na Cultura acabe de vez, para que a designação de trabalhador da cultura exista efectivamente e para que eles possam descontar para a Segurança Social e terem apoios e acabar-se de vez com a ideia medieval do artista que prevalece no nosso paÃs como alguém quase ilegal, itinerante e, se lhe acontece alguma coisa, fica desamparado e desprotegido. Isto não acontece em França nem em nenhum paÃs civilizado, só cá. Um PaÃs que não tem e nunca teve uma polÃtica cultural e onde o pouco que se fez foi com Manuel Maria Carrilho, talvez o único bom Ministro da Cultura que tivemos. Como tal, este súbito acordar do Governo para a falta de dinheiro dos músicos nacionais devido à pandemia e esta solidariedade para com os músicos nacionais não é genuÃna e não se pode acreditar nela. Se não fosse o impacto do vÃrus, eles não mexiam na quota. Isto é tão somente para as grandes editoras, que estão agora ainda mais à rasca, terem os seus grandes lucros assegurados. Sem concertos e com a gravação de álbuns limitada pela impossibilidade da proximidade fÃsica, resta as músicas tocadas nas rádios. Toda a gente sabe que os artistas são quem ganha menos, mesmo em condições normais, sem vÃrus. As editoras é que ficam com a fatia maior do bolo, até porque são elas que impõem as playlists nas rádios de música comercial, seguindo as directivas que vêm das suas casas-mãe nos Estados Unidos. Portanto o Governo vai pelo mais fácil que é algo que pode impor directamente que é a quota de música passada nas rádios. A indignação é porque isto é uma interferência na liberdade das rádios, sobretudo das rádios temáticas e das rádios locais, de passarem a música que quiserem e na nossa (minha, sua e nossa em termos de colectivo) liberdade de ouvirmos o que queremos (não, nenhum familiar meu ou amigo trabalha na rádio). O argumento de que a quota não é cumprida já não cola porque a esmagadora maioria das rádios não só cumpre a quota como até a supera.
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Nao percebo a indignação.
Se querem estar legais, tem que cumprir a lei!
Ainda lhe digo mais. Aliás, não sou eu que vou dizer. É a Isilda Sanches, uma vez que vou citá-la numa entrevista que ela deu quando saiu da Oxigénio e foi para a Antena 3. Ela refere também outra questão absurda que está consagrada, não nesta alteração à lei (a entrevista é, obviamente, anterior a esta alteração), mas a algo que já existe na lei como ela existe:
"Aqui na Antena 3 também há uma polÃtica musical. O constrangimento principal tem a ver com a música portuguesa, por causa da aplicação da lei da música portuguesa e da fiscalização. Como a Oxigénio tinha o estatuto de rádio temática, estava posicionada num estilo que alegámos que não tinha produção musical suficiente para cumprir a quota, e foi-nos dado o direito de não a cumprir. Mas passávamos muita música portuguesa que não estava editada ou que era instrumental. A lei da música portuguesa diz que não chega a música ser feita por músicos portugueses, tem de ser cantada em português, e isso é um constrangimento muito grande no mundo actual. Não só porque o inglês está generalizado, mas também porque põe de lado a música instrumental, o que é um absurdo. Os Dead Combo são instrumentais, o Rodrigo Leão, até há pouco tempo, também era instrumental. Esse tipo de constrangimento, aqui, é maior e é fiscalizado. A Antena 3 pertence a um grupo que está ligado ao Estado, portanto há uma fiscalização contÃnua. Essa é a parte mais complicada. Para se cumprir a lei como ela supostamente está enunciada é muito difÃcil. Nem sequer a produção de música portuguesa permite isso. Ou seja, se calhar permite, mas não com a música nova que está a sair. Permite com alguns géneros antigos, com determinados estilos, mas no grosso, no indie rock, na pop electrónica, no hip-hop… Se bem que no hip-hop fala-se em português mas, por exemplo, um produtor de hip-hop que só faça beats, como o Beats Vol. 1: Amor, do Sam the Kid, não seria considerado para a quota. Essas coisas fazem-me confusão.
(...) "as rádios hoje em dia têm um software que permite fazer essas contas, mas digamos que isso à s vezes coage um pouco a playlist. Acaba por obrigar a mais repetições, para garantir que passam as músicas que têm de passar. Para mim é incompreensÃvel como é que se pode achar que instrumentais ou cantar em inglês não conta na quota de música portuguesa. Não percebo como é que isso é possÃvel num mundo global. Se as pessoas que estão a tocar nasceram em Portugal, ou vivem em Portugal — porque também temos esse caso, há muita gente que, não tendo nascido em Portugal, está cá a viver —, é música portuguesa ou não é? Daqui a pouco é preciso mostrar o cartão de cidadão… Isso faz-me confusão e estou convencida de que deve ser da interpretação."
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Nao percebo a indignação.
Se querem estar legais, tem que cumprir a lei!
Ainda lhe digo mais. Aliás, não sou eu que vou dizer. É a Isilda Sanches, uma vez que vou citá-la numa entrevista que ela deu quando saiu da Oxigénio e foi para a Antena 3. Ela refere também outra questão absurda que está consagrada, não nesta alteração à lei (a entrevista é, obviamente, anterior a esta alteração), mas a algo que já existe na lei como ela existe:
"Aqui na Antena 3 também há uma polÃtica musical. O constrangimento principal tem a ver com a música portuguesa, por causa da aplicação da lei da música portuguesa e da fiscalização. Como a Oxigénio tinha o estatuto de rádio temática, estava posicionada num estilo que alegámos que não tinha produção musical suficiente para cumprir a quota, e foi-nos dado o direito de não a cumprir. Mas passávamos muita música portuguesa que não estava editada ou que era instrumental. A lei da música portuguesa diz que não chega a música ser feita por músicos portugueses, tem de ser cantada em português, e isso é um constrangimento muito grande no mundo actual. Não só porque o inglês está generalizado, mas também porque põe de lado a música instrumental, o que é um absurdo. Os Dead Combo são instrumentais, o Rodrigo Leão, até há pouco tempo, também era instrumental. Esse tipo de constrangimento, aqui, é maior e é fiscalizado. A Antena 3 pertence a um grupo que está ligado ao Estado, portanto há uma fiscalização contÃnua. Essa é a parte mais complicada. Para se cumprir a lei como ela supostamente está enunciada é muito difÃcil. Nem sequer a produção de música portuguesa permite isso. Ou seja, se calhar permite, mas não com a música nova que está a sair. Permite com alguns géneros antigos, com determinados estilos, mas no grosso, no indie rock, na pop electrónica, no hip-hop… Se bem que no hip-hop fala-se em português mas, por exemplo, um produtor de hip-hop que só faça beats, como o Beats Vol. 1: Amor, do Sam the Kid, não seria considerado para a quota. Essas coisas fazem-me confusão.
(...) "as rádios hoje em dia têm um software que permite fazer essas contas, mas digamos que isso à s vezes coage um pouco a playlist. Acaba por obrigar a mais repetições, para garantir que passam as músicas que têm de passar. Para mim é incompreensÃvel como é que se pode achar que instrumentais ou cantar em inglês não conta na quota de música portuguesa. Não percebo como é que isso é possÃvel num mundo global. Se as pessoas que estão a tocar nasceram em Portugal, ou vivem em Portugal — porque também temos esse caso, há muita gente que, não tendo nascido em Portugal, está cá a viver —, é música portuguesa ou não é? Daqui a pouco é preciso mostrar o cartão de cidadão… Isso faz-me confusão e estou convencida de que deve ser da interpretação."
Na "mouch" caro Hélder. O resto é o que é...
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Isto das cotas é uma pouca vergonha!
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Nao percebo a indignação.
Se querem estar legais, tem que cumprir a lei!
Ainda lhe digo mais. Aliás, não sou eu que vou dizer. É a Isilda Sanches, uma vez que vou citá-la numa entrevista que ela deu quando saiu da Oxigénio e foi para a Antena 3. Ela refere também outra questão absurda que está consagrada, não nesta alteração à lei (a entrevista é, obviamente, anterior a esta alteração), mas a algo que já existe na lei como ela existe:
"Aqui na Antena 3 também há uma polÃtica musical. O constrangimento principal tem a ver com a música portuguesa, por causa da aplicação da lei da música portuguesa e da fiscalização. Como a Oxigénio tinha o estatuto de rádio temática, estava posicionada num estilo que alegámos que não tinha produção musical suficiente para cumprir a quota, e foi-nos dado o direito de não a cumprir. Mas passávamos muita música portuguesa que não estava editada ou que era instrumental. A lei da música portuguesa diz que não chega a música ser feita por músicos portugueses, tem de ser cantada em português, e isso é um constrangimento muito grande no mundo actual. Não só porque o inglês está generalizado, mas também porque põe de lado a música instrumental, o que é um absurdo. Os Dead Combo são instrumentais, o Rodrigo Leão, até há pouco tempo, também era instrumental. Esse tipo de constrangimento, aqui, é maior e é fiscalizado. A Antena 3 pertence a um grupo que está ligado ao Estado, portanto há uma fiscalização contÃnua. Essa é a parte mais complicada. Para se cumprir a lei como ela supostamente está enunciada é muito difÃcil. Nem sequer a produção de música portuguesa permite isso. Ou seja, se calhar permite, mas não com a música nova que está a sair. Permite com alguns géneros antigos, com determinados estilos, mas no grosso, no indie rock, na pop electrónica, no hip-hop… Se bem que no hip-hop fala-se em português mas, por exemplo, um produtor de hip-hop que só faça beats, como o Beats Vol. 1: Amor, do Sam the Kid, não seria considerado para a quota. Essas coisas fazem-me confusão.
(...) "as rádios hoje em dia têm um software que permite fazer essas contas, mas digamos que isso à s vezes coage um pouco a playlist. Acaba por obrigar a mais repetições, para garantir que passam as músicas que têm de passar. Para mim é incompreensÃvel como é que se pode achar que instrumentais ou cantar em inglês não conta na quota de música portuguesa. Não percebo como é que isso é possÃvel num mundo global. Se as pessoas que estão a tocar nasceram em Portugal, ou vivem em Portugal — porque também temos esse caso, há muita gente que, não tendo nascido em Portugal, está cá a viver —, é música portuguesa ou não é? Daqui a pouco é preciso mostrar o cartão de cidadão… Isso faz-me confusão e estou convencida de que deve ser da interpretação."
Meu caro, posso entender que existem coisas mal geridas ao longo dos tempos, mas isso nao pode servir de desculpa para que nao se façam mudanças. Já que fala na Antena 3 e numa das suas radialistas, aconselho-o a ouvir o podcast do Henrique Amaro à Blitz, difundido a semana passada. Acha que é por aumentar 5% a quota de musica por hora (uma faixa no máximo) que vai fazer tão grande diferença nas playlist?! Tudo isto são birras! Diz o HA e bem que não é por isso que os portugueses vão deixar de consumir rádio. Aconselho-o também a ler, por exemplo, o artigo do Observador (https://observador.pt/2021/01/29/quota-de-30-na-emissao-de-musica-portuguesa-entra-em-vigor-dia-27-de-fevereiro/) onde massivamente o musicos portugueses se congratulam por esta decisão. Serão eles burros, facciosos?! Se calhar ate seria insuficiente, e poderia ser maior. A questão é que os produtores de playlist também nao querem ter muito trabalho na elaboração de playlist. É reconhecido que a produção de musica nacional aumentou muito nos ultimos 20 anos, e existe "produto" que dê e sobre para evitar muitas repetições, agora quando eu, por exemplo, ligo a RFM e vejo que de 3 em 3 horas está sempre a tocar o Pedro Abrunhosa com a mesma musica, acha que estamos a falar de um problema de quota? Sejamos sérios na análise!
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Nao percebo a indignação.
Se querem estar legais, tem que cumprir a lei!
Ainda lhe digo mais. Aliás, não sou eu que vou dizer. É a Isilda Sanches, uma vez que vou citá-la numa entrevista que ela deu quando saiu da Oxigénio e foi para a Antena 3. Ela refere também outra questão absurda que está consagrada, não nesta alteração à lei (a entrevista é, obviamente, anterior a esta alteração), mas a algo que já existe na lei como ela existe:
"Aqui na Antena 3 também há uma polÃtica musical. O constrangimento principal tem a ver com a música portuguesa, por causa da aplicação da lei da música portuguesa e da fiscalização. Como a Oxigénio tinha o estatuto de rádio temática, estava posicionada num estilo que alegámos que não tinha produção musical suficiente para cumprir a quota, e foi-nos dado o direito de não a cumprir. Mas passávamos muita música portuguesa que não estava editada ou que era instrumental. A lei da música portuguesa diz que não chega a música ser feita por músicos portugueses, tem de ser cantada em português, e isso é um constrangimento muito grande no mundo actual. Não só porque o inglês está generalizado, mas também porque põe de lado a música instrumental, o que é um absurdo. Os Dead Combo são instrumentais, o Rodrigo Leão, até há pouco tempo, também era instrumental. Esse tipo de constrangimento, aqui, é maior e é fiscalizado. A Antena 3 pertence a um grupo que está ligado ao Estado, portanto há uma fiscalização contÃnua. Essa é a parte mais complicada. Para se cumprir a lei como ela supostamente está enunciada é muito difÃcil. Nem sequer a produção de música portuguesa permite isso. Ou seja, se calhar permite, mas não com a música nova que está a sair. Permite com alguns géneros antigos, com determinados estilos, mas no grosso, no indie rock, na pop electrónica, no hip-hop… Se bem que no hip-hop fala-se em português mas, por exemplo, um produtor de hip-hop que só faça beats, como o Beats Vol. 1: Amor, do Sam the Kid, não seria considerado para a quota. Essas coisas fazem-me confusão.
(...) "as rádios hoje em dia têm um software que permite fazer essas contas, mas digamos que isso à s vezes coage um pouco a playlist. Acaba por obrigar a mais repetições, para garantir que passam as músicas que têm de passar. Para mim é incompreensÃvel como é que se pode achar que instrumentais ou cantar em inglês não conta na quota de música portuguesa. Não percebo como é que isso é possÃvel num mundo global. Se as pessoas que estão a tocar nasceram em Portugal, ou vivem em Portugal — porque também temos esse caso, há muita gente que, não tendo nascido em Portugal, está cá a viver —, é música portuguesa ou não é? Daqui a pouco é preciso mostrar o cartão de cidadão… Isso faz-me confusão e estou convencida de que deve ser da interpretação."
E mais:
Quando refere que
" a lei da música portuguesa diz que não chega a música ser feita por músicos portugueses, tem de ser cantada em português, e isso é um constrangimento muito grande no mundo actual. Não só porque o inglês está generalizado, mas também porque põe de lado a música instrumental, o que é um absurdo. Os Dead Combo são instrumentais, o Rodrigo Leão, até há pouco tempo, também era instrumental.",
eu não encontro isso na própria lei:
cita-se Lei da Rádio
Lei n.º 54/2010, Artigo 41:
Difusão de música portuguesa
1 - A programação musical dos serviços de programas radiofónicos é obrigatoriamente preenchida, em quota mÃnima variável de 25 % a 40 %, com música portuguesa.
2 - Para os efeitos do presente artigo, consideram-se música portuguesa as composições musicais:
a) Que veiculem a lÃngua portuguesa ou reflictam o património cultural português, inspirando-se, nomeadamente, nas suas tradições, ambientes ou sonoridades caracterÃsticas, seja qual for a nacionalidade dos seus autores ou intérpretes; ou
b) Que, não veiculando a lÃngua portuguesa por razões associadas à natureza dos géneros musicais praticados, representem uma contribuição para a cultura portuguesa.
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Nao percebo a indignação.
Se querem estar legais, tem que cumprir a lei!
Ainda lhe digo mais. Aliás, não sou eu que vou dizer. É a Isilda Sanches, uma vez que vou citá-la numa entrevista que ela deu quando saiu da Oxigénio e foi para a Antena 3. Ela refere também outra questão absurda que está consagrada, não nesta alteração à lei (a entrevista é, obviamente, anterior a esta alteração), mas a algo que já existe na lei como ela existe:
"Aqui na Antena 3 também há uma polÃtica musical. O constrangimento principal tem a ver com a música portuguesa, por causa da aplicação da lei da música portuguesa e da fiscalização. Como a Oxigénio tinha o estatuto de rádio temática, estava posicionada num estilo que alegámos que não tinha produção musical suficiente para cumprir a quota, e foi-nos dado o direito de não a cumprir. Mas passávamos muita música portuguesa que não estava editada ou que era instrumental. A lei da música portuguesa diz que não chega a música ser feita por músicos portugueses, tem de ser cantada em português, e isso é um constrangimento muito grande no mundo actual. Não só porque o inglês está generalizado, mas também porque põe de lado a música instrumental, o que é um absurdo. Os Dead Combo são instrumentais, o Rodrigo Leão, até há pouco tempo, também era instrumental. Esse tipo de constrangimento, aqui, é maior e é fiscalizado. A Antena 3 pertence a um grupo que está ligado ao Estado, portanto há uma fiscalização contÃnua. Essa é a parte mais complicada. Para se cumprir a lei como ela supostamente está enunciada é muito difÃcil. Nem sequer a produção de música portuguesa permite isso. Ou seja, se calhar permite, mas não com a música nova que está a sair. Permite com alguns géneros antigos, com determinados estilos, mas no grosso, no indie rock, na pop electrónica, no hip-hop… Se bem que no hip-hop fala-se em português mas, por exemplo, um produtor de hip-hop que só faça beats, como o Beats Vol. 1: Amor, do Sam the Kid, não seria considerado para a quota. Essas coisas fazem-me confusão.
(...) "as rádios hoje em dia têm um software que permite fazer essas contas, mas digamos que isso à s vezes coage um pouco a playlist. Acaba por obrigar a mais repetições, para garantir que passam as músicas que têm de passar. Para mim é incompreensÃvel como é que se pode achar que instrumentais ou cantar em inglês não conta na quota de música portuguesa. Não percebo como é que isso é possÃvel num mundo global. Se as pessoas que estão a tocar nasceram em Portugal, ou vivem em Portugal — porque também temos esse caso, há muita gente que, não tendo nascido em Portugal, está cá a viver —, é música portuguesa ou não é? Daqui a pouco é preciso mostrar o cartão de cidadão… Isso faz-me confusão e estou convencida de que deve ser da interpretação."
E mais:
Quando refere que
" a lei da música portuguesa diz que não chega a música ser feita por músicos portugueses, tem de ser cantada em português, e isso é um constrangimento muito grande no mundo actual. Não só porque o inglês está generalizado, mas também porque põe de lado a música instrumental, o que é um absurdo. Os Dead Combo são instrumentais, o Rodrigo Leão, até há pouco tempo, também era instrumental.",
eu não encontro isso na própria lei:
cita-se Lei da Rádio
Lei n.º 54/2010, Artigo 41:
Difusão de música portuguesa
1 - A programação musical dos serviços de programas radiofónicos é obrigatoriamente preenchida, em quota mÃnima variável de 25 % a 40 %, com música portuguesa.
2 - Para os efeitos do presente artigo, consideram-se música portuguesa as composições musicais:
a) Que veiculem a lÃngua portuguesa ou reflictam o património cultural português, inspirando-se, nomeadamente, nas suas tradições, ambientes ou sonoridades caracterÃsticas, seja qual for a nacionalidade dos seus autores ou intérpretes; ou
b) Que, não veiculando a lÃngua portuguesa por razões associadas à natureza dos géneros musicais praticados, representem uma contribuição para a cultura portuguesa.
Se assim é, e admito que seja, pois citou a Lei da Rádio, então a afirmação da Isilda Sanches não é verdadeira. Em todo o caso, nunca ouvi música instrumental passada em qualquer rádio portuguesa, excepto na Antena 2.
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Nao percebo a indignação.
Se querem estar legais, tem que cumprir a lei!
Ainda lhe digo mais. Aliás, não sou eu que vou dizer. É a Isilda Sanches, uma vez que vou citá-la numa entrevista que ela deu quando saiu da Oxigénio e foi para a Antena 3. Ela refere também outra questão absurda que está consagrada, não nesta alteração à lei (a entrevista é, obviamente, anterior a esta alteração), mas a algo que já existe na lei como ela existe:
"Aqui na Antena 3 também há uma polÃtica musical. O constrangimento principal tem a ver com a música portuguesa, por causa da aplicação da lei da música portuguesa e da fiscalização. Como a Oxigénio tinha o estatuto de rádio temática, estava posicionada num estilo que alegámos que não tinha produção musical suficiente para cumprir a quota, e foi-nos dado o direito de não a cumprir. Mas passávamos muita música portuguesa que não estava editada ou que era instrumental. A lei da música portuguesa diz que não chega a música ser feita por músicos portugueses, tem de ser cantada em português, e isso é um constrangimento muito grande no mundo actual. Não só porque o inglês está generalizado, mas também porque põe de lado a música instrumental, o que é um absurdo. Os Dead Combo são instrumentais, o Rodrigo Leão, até há pouco tempo, também era instrumental. Esse tipo de constrangimento, aqui, é maior e é fiscalizado. A Antena 3 pertence a um grupo que está ligado ao Estado, portanto há uma fiscalização contÃnua. Essa é a parte mais complicada. Para se cumprir a lei como ela supostamente está enunciada é muito difÃcil. Nem sequer a produção de música portuguesa permite isso. Ou seja, se calhar permite, mas não com a música nova que está a sair. Permite com alguns géneros antigos, com determinados estilos, mas no grosso, no indie rock, na pop electrónica, no hip-hop… Se bem que no hip-hop fala-se em português mas, por exemplo, um produtor de hip-hop que só faça beats, como o Beats Vol. 1: Amor, do Sam the Kid, não seria considerado para a quota. Essas coisas fazem-me confusão.
(...) "as rádios hoje em dia têm um software que permite fazer essas contas, mas digamos que isso à s vezes coage um pouco a playlist. Acaba por obrigar a mais repetições, para garantir que passam as músicas que têm de passar. Para mim é incompreensÃvel como é que se pode achar que instrumentais ou cantar em inglês não conta na quota de música portuguesa. Não percebo como é que isso é possÃvel num mundo global. Se as pessoas que estão a tocar nasceram em Portugal, ou vivem em Portugal — porque também temos esse caso, há muita gente que, não tendo nascido em Portugal, está cá a viver —, é música portuguesa ou não é? Daqui a pouco é preciso mostrar o cartão de cidadão… Isso faz-me confusão e estou convencida de que deve ser da interpretação."
E mais:
Quando refere que
" a lei da música portuguesa diz que não chega a música ser feita por músicos portugueses, tem de ser cantada em português, e isso é um constrangimento muito grande no mundo actual. Não só porque o inglês está generalizado, mas também porque põe de lado a música instrumental, o que é um absurdo. Os Dead Combo são instrumentais, o Rodrigo Leão, até há pouco tempo, também era instrumental.",
eu não encontro isso na própria lei:
cita-se Lei da Rádio
Lei n.º 54/2010, Artigo 41:
Difusão de música portuguesa
1 - A programação musical dos serviços de programas radiofónicos é obrigatoriamente preenchida, em quota mÃnima variável de 25 % a 40 %, com música portuguesa.
2 - Para os efeitos do presente artigo, consideram-se música portuguesa as composições musicais:
a) Que veiculem a lÃngua portuguesa ou reflictam o património cultural português, inspirando-se, nomeadamente, nas suas tradições, ambientes ou sonoridades caracterÃsticas, seja qual for a nacionalidade dos seus autores ou intérpretes; ou
b) Que, não veiculando a lÃngua portuguesa por razões associadas à natureza dos géneros musicais praticados, representem uma contribuição para a cultura portuguesa.
Se assim é, e admito que seja, pois citou a Lei da Rádio, então a afirmação da Isilda Sanches não é verdadeira. Em todo o caso, nunca ouvi música instrumental passada em qualquer rádio portuguesa, excepto na Antena 2.
Música sem Filme, na própria Antena 3;
Em Transe, rádio SBSR;
Linhas Cruzadas, quando emitia e ia a essa praia (alguns programas), em 27 rádios locais;
Swing, na Rádio Nova depois das 00h, com alguns temas assim postos;
Ãntima Fração, Francisco Amaral, quando emitia;
Lights FM (na Amadora), quando emitia... XFM...
-
Nao percebo a indignação.
Se querem estar legais, tem que cumprir a lei!
Ainda lhe digo mais. Aliás, não sou eu que vou dizer. É a Isilda Sanches, uma vez que vou citá-la numa entrevista que ela deu quando saiu da Oxigénio e foi para a Antena 3. Ela refere também outra questão absurda que está consagrada, não nesta alteração à lei (a entrevista é, obviamente, anterior a esta alteração), mas a algo que já existe na lei como ela existe:
"Aqui na Antena 3 também há uma polÃtica musical. O constrangimento principal tem a ver com a música portuguesa, por causa da aplicação da lei da música portuguesa e da fiscalização. Como a Oxigénio tinha o estatuto de rádio temática, estava posicionada num estilo que alegámos que não tinha produção musical suficiente para cumprir a quota, e foi-nos dado o direito de não a cumprir. Mas passávamos muita música portuguesa que não estava editada ou que era instrumental. A lei da música portuguesa diz que não chega a música ser feita por músicos portugueses, tem de ser cantada em português, e isso é um constrangimento muito grande no mundo actual. Não só porque o inglês está generalizado, mas também porque põe de lado a música instrumental, o que é um absurdo. Os Dead Combo são instrumentais, o Rodrigo Leão, até há pouco tempo, também era instrumental. Esse tipo de constrangimento, aqui, é maior e é fiscalizado. A Antena 3 pertence a um grupo que está ligado ao Estado, portanto há uma fiscalização contÃnua. Essa é a parte mais complicada. Para se cumprir a lei como ela supostamente está enunciada é muito difÃcil. Nem sequer a produção de música portuguesa permite isso. Ou seja, se calhar permite, mas não com a música nova que está a sair. Permite com alguns géneros antigos, com determinados estilos, mas no grosso, no indie rock, na pop electrónica, no hip-hop… Se bem que no hip-hop fala-se em português mas, por exemplo, um produtor de hip-hop que só faça beats, como o Beats Vol. 1: Amor, do Sam the Kid, não seria considerado para a quota. Essas coisas fazem-me confusão.
(...) "as rádios hoje em dia têm um software que permite fazer essas contas, mas digamos que isso à s vezes coage um pouco a playlist. Acaba por obrigar a mais repetições, para garantir que passam as músicas que têm de passar. Para mim é incompreensÃvel como é que se pode achar que instrumentais ou cantar em inglês não conta na quota de música portuguesa. Não percebo como é que isso é possÃvel num mundo global. Se as pessoas que estão a tocar nasceram em Portugal, ou vivem em Portugal — porque também temos esse caso, há muita gente que, não tendo nascido em Portugal, está cá a viver —, é música portuguesa ou não é? Daqui a pouco é preciso mostrar o cartão de cidadão… Isso faz-me confusão e estou convencida de que deve ser da interpretação."
E mais:
Quando refere que
" a lei da música portuguesa diz que não chega a música ser feita por músicos portugueses, tem de ser cantada em português, e isso é um constrangimento muito grande no mundo actual. Não só porque o inglês está generalizado, mas também porque põe de lado a música instrumental, o que é um absurdo. Os Dead Combo são instrumentais, o Rodrigo Leão, até há pouco tempo, também era instrumental.",
eu não encontro isso na própria lei:
cita-se Lei da Rádio
Lei n.º 54/2010, Artigo 41:
Difusão de música portuguesa
1 - A programação musical dos serviços de programas radiofónicos é obrigatoriamente preenchida, em quota mÃnima variável de 25 % a 40 %, com música portuguesa.
2 - Para os efeitos do presente artigo, consideram-se música portuguesa as composições musicais:
a) Que veiculem a lÃngua portuguesa ou reflictam o património cultural português, inspirando-se, nomeadamente, nas suas tradições, ambientes ou sonoridades caracterÃsticas, seja qual for a nacionalidade dos seus autores ou intérpretes; ou
b) Que, não veiculando a lÃngua portuguesa por razões associadas à natureza dos géneros musicais praticados, representem uma contribuição para a cultura portuguesa.
Se assim é, e admito que seja, pois citou a Lei da Rádio, então a afirmação da Isilda Sanches não é verdadeira. Em todo o caso, nunca ouvi música instrumental passada em qualquer rádio portuguesa, excepto na Antena 2.
Música sem Filme, na própria Antena 3;
Em Transe, rádio SBSR;
Linhas Cruzadas, quando emitia e ia a essa praia (alguns programas), em 27 rádios locais;
Swing, na Rádio Nova depois das 00h, com alguns temas assim postos;
Ãntima Fração, Francisco Amaral, quando emitia;
Lights FM (na Amadora), quando emitia... XFM...
Não podia também escrever umas frases em vez de pôr só uma "lista de supermercado"? Eu não disse que a música instrumental não era passada na rádio, disse que nunca a ouvi na nossa rádio. É muito diferente. Mas ainda bem, ainda bem que tem havido lugar para ela no nosso espectro radiofónico.
A Rádio Nova só descobri há três anos. Ouço-a só online, não há outra forma.
Infelizmente nunca ouvi a XFM. Tenho 34 anos e não sou de Lisboa. Porque é que as pessoas assumem logo à partida que toda a gente com quem teclam é de Lisboa e Vale do Tejo? Quando a XFM emitia, eu estava no 5º ano. Mesmo que tivesse conhecido a X na altura, nem a emissão online poderia ter ouvido (a XFM tinha emissão online? a internet em 96 estava muito incipiente entre nós), uma vez que só tive internet em casa a partir de 2001. Imensa pena tenho eu de nunca ter ouvido esse paraÃso que foi a XFM... musicalmente encaixava-se perfeitamente no meu gosto musical actual (embora não em 96/97, de todo).
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Nao percebo a indignação.
Se querem estar legais, tem que cumprir a lei!
Ainda lhe digo mais. Aliás, não sou eu que vou dizer. É a Isilda Sanches, uma vez que vou citá-la numa entrevista que ela deu quando saiu da Oxigénio e foi para a Antena 3. Ela refere também outra questão absurda que está consagrada, não nesta alteração à lei (a entrevista é, obviamente, anterior a esta alteração), mas a algo que já existe na lei como ela existe:
"Aqui na Antena 3 também há uma polÃtica musical. O constrangimento principal tem a ver com a música portuguesa, por causa da aplicação da lei da música portuguesa e da fiscalização. Como a Oxigénio tinha o estatuto de rádio temática, estava posicionada num estilo que alegámos que não tinha produção musical suficiente para cumprir a quota, e foi-nos dado o direito de não a cumprir. Mas passávamos muita música portuguesa que não estava editada ou que era instrumental. A lei da música portuguesa diz que não chega a música ser feita por músicos portugueses, tem de ser cantada em português, e isso é um constrangimento muito grande no mundo actual. Não só porque o inglês está generalizado, mas também porque põe de lado a música instrumental, o que é um absurdo. Os Dead Combo são instrumentais, o Rodrigo Leão, até há pouco tempo, também era instrumental. Esse tipo de constrangimento, aqui, é maior e é fiscalizado. A Antena 3 pertence a um grupo que está ligado ao Estado, portanto há uma fiscalização contÃnua. Essa é a parte mais complicada. Para se cumprir a lei como ela supostamente está enunciada é muito difÃcil. Nem sequer a produção de música portuguesa permite isso. Ou seja, se calhar permite, mas não com a música nova que está a sair. Permite com alguns géneros antigos, com determinados estilos, mas no grosso, no indie rock, na pop electrónica, no hip-hop… Se bem que no hip-hop fala-se em português mas, por exemplo, um produtor de hip-hop que só faça beats, como o Beats Vol. 1: Amor, do Sam the Kid, não seria considerado para a quota. Essas coisas fazem-me confusão.
(...) "as rádios hoje em dia têm um software que permite fazer essas contas, mas digamos que isso à s vezes coage um pouco a playlist. Acaba por obrigar a mais repetições, para garantir que passam as músicas que têm de passar. Para mim é incompreensÃvel como é que se pode achar que instrumentais ou cantar em inglês não conta na quota de música portuguesa. Não percebo como é que isso é possÃvel num mundo global. Se as pessoas que estão a tocar nasceram em Portugal, ou vivem em Portugal — porque também temos esse caso, há muita gente que, não tendo nascido em Portugal, está cá a viver —, é música portuguesa ou não é? Daqui a pouco é preciso mostrar o cartão de cidadão… Isso faz-me confusão e estou convencida de que deve ser da interpretação."
E mais:
Quando refere que
" a lei da música portuguesa diz que não chega a música ser feita por músicos portugueses, tem de ser cantada em português, e isso é um constrangimento muito grande no mundo actual. Não só porque o inglês está generalizado, mas também porque põe de lado a música instrumental, o que é um absurdo. Os Dead Combo são instrumentais, o Rodrigo Leão, até há pouco tempo, também era instrumental.",
eu não encontro isso na própria lei:
cita-se Lei da Rádio
Lei n.º 54/2010, Artigo 41:
Difusão de música portuguesa
1 - A programação musical dos serviços de programas radiofónicos é obrigatoriamente preenchida, em quota mÃnima variável de 25 % a 40 %, com música portuguesa.
2 - Para os efeitos do presente artigo, consideram-se música portuguesa as composições musicais:
a) Que veiculem a lÃngua portuguesa ou reflictam o património cultural português, inspirando-se, nomeadamente, nas suas tradições, ambientes ou sonoridades caracterÃsticas, seja qual for a nacionalidade dos seus autores ou intérpretes; ou
b) Que, não veiculando a lÃngua portuguesa por razões associadas à natureza dos géneros musicais praticados, representem uma contribuição para a cultura portuguesa.
Se assim é, e admito que seja, pois citou a Lei da Rádio, então a afirmação da Isilda Sanches não é verdadeira. Em todo o caso, nunca ouvi música instrumental passada em qualquer rádio portuguesa, excepto na Antena 2.
Música sem Filme, na própria Antena 3;
Em Transe, rádio SBSR;
Linhas Cruzadas, quando emitia e ia a essa praia (alguns programas), em 27 rádios locais;
Swing, na Rádio Nova depois das 00h, com alguns temas assim postos;
Ãntima Fração, Francisco Amaral, quando emitia;
Lights FM (na Amadora), quando emitia... XFM...
Não podia também escrever umas frases em vez de pôr só uma "lista de supermercado"? Eu não disse que a música instrumental não era passada na rádio, disse que nunca a ouvi na nossa rádio. É muito diferente. Mas ainda bem, ainda bem que tem havido lugar para ela no nosso espectro radiofónico.
A Rádio Nova só descobri há três anos. Ouço-a só online, não há outra forma.
Infelizmente nunca ouvi a XFM. Tenho 34 anos e não sou de Lisboa. Porque é que as pessoas assumem logo à partida que toda a gente com quem teclam é de Lisboa e Vale do Tejo? Quando a XFM emitia, eu estava no 5º ano. Mesmo que tivesse conhecido a X na altura, nem a emissão online poderia ter ouvido (a XFM tinha emissão online? a internet em 96 estava muito incipiente entre nós), uma vez que só tive internet em casa a partir de 2001. Imensa pena tenho eu de nunca ter ouvido esse paraÃso que foi a XFM... mas com a minha idade actual na altura, claro. Musicalmente encaixava-se perfeitamente em boa parte do meu gosto musical actual.
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Já habitualmente escrevo bastante, desta vez resolvi ser mais objetivo. :)
Quanto à XFM, também emitiu em 105.8 Valongo, a servir o Grande Porto e o Vale do Sousa. Daà não se pode ler que em algum momento tenha assumido que escrevia dessa região, até porque o habitual é assumir que *não* se escreve de lá.
Sobre o tópico: é interessante que, depois da entrada em vigor dos 30% de quota, nunca mais se viu ninguém (ou pelo menos não vi) a queixar dessa quota... nem se notaram diferenças significativas nas playlists, com exceção da Comercial.
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A quota mínima de música portuguesa nas emissoras nacionais, baixou para a percentagem que vigorava antes da pandemia. Passou de 30 para 25%.
https://expresso.pt/blitz/2023-02-27-Radios-ja-nao-sao-obrigadas-a-passar-30-de-musica-portuguesa-e0c8ba0d
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A quota mínima de música portuguesa nas emissoras nacionais, baixou para a percentagem que vigorava antes da pandemia. Passou de 30 para 25%.
https://expresso.pt/blitz/2023-02-27-Radios-ja-nao-sao-obrigadas-a-passar-30-de-musica-portuguesa-e0c8ba0d
Pressão dos grandes grupos?
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Aprovada a reversão da quota mínima de música portuguesa nas emissoras nacionais para 30% por projetos de lei do BE, PCP e PAN (e com uma frase curiosa da Joana Mortágua).
https://sicnoticias.pt/cultura/2023-05-05-Aprovada-nova-quota-minima-de-musica-portuguesa-nas-radios-nacionais-3354b1ee
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Aprovada a reversão da quota mínima de música portuguesa nas emissoras nacionais para 30% por projetos de lei do BE, PCP e PAN (e com uma frase curiosa da Joana Mortágua).
https://sicnoticias.pt/cultura/2023-05-05-Aprovada-nova-quota-minima-de-musica-portuguesa-nas-radios-nacionais-3354b1ee
Vi o reels partilhado pela Gilvaz, ela até foi mais longe, afirmando que o Salvador Sobral é um produto de uma rádio, que por acaso é pública e não privada. Eu sou frontalmente contra quotas, opinião impopular, até no serviço público. Não obstante reconheça que nos faz falta uma DIAL no éter, mas não é o tipo de produto que deva ser promovido pelo serviço público. Seria um bom uso para as decrépitas frequências de Rádios 5, Estádios, Sudoestes, etc.
Agora, não é com quotas que a coisa vai lá. Nem a Antena 3 as deveria ter, a única estação em que eventualmente poderia concordar é na Antena 1 Sejamos sinceros, imaginam a RFM ou a Comercial a deixarem de passar música portuguesa? Eu não, seria um rombo brutal nas audiências. A prova é que Mega e Cidade estão isentas, e passam, convidam artistas. Isto é, mais uma vez, o Estado a meter o dedo onde não é chamado.
Querem quotas? Façam-nas para o tempo de palavra, para o que é esperado de uma generalista (orelhas a arder para a Antena 1, RR e M80), dêem condições para que ou a TSF ou a Observador tenham uma rede nacional, pois é vergonhoso que existam pontos no país sem uma rádio de informação. Puxem as orelhas ao Dom Américo, ao Dr. Nicolau Santos, ao Dr. Domingos Andrade, ao Dr. Mário Ferreira e façam-nos arrepiar caminho. Isso sim, era um bom serviço da Assembleia da República ao meio, mas não interessa. Quanto mais música o povo ouvir, melhor! E deixem as musicais em paz, que estão a fazer bem o seu trabalho, e por isso têm a audiência que têm. Justiça seja feita, neste ponto bem quem votou contra, PS e PSD que têm maioria de 2/3, que permite alterar/revogar Leis de valor Reforçado (algumas Leis de Bases como a LEO) e alterar a CRP, saem muito mal desta fotografia, ao deixarem o meio nas mãos da extrema-esquerda.
Ah, não faltou na intervenção da Mortágua, mesmo no final, o "necessário apoio às rádios locais" para passarem música portuguesa e fazerem face aos grandes grupos. A música muda, mas a cassete é a mesma.
Desculpem a politica, mas casos há em que não há hipótese, a beleza do meio também é muito isto: tantas as ciências e saberes que o fazem.
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Aprovada a reversão da quota mínima de música portuguesa nas emissoras nacionais para 30% por projetos de lei do BE, PCP e PAN (e com uma frase curiosa da Joana Mortágua).
https://sicnoticias.pt/cultura/2023-05-05-Aprovada-nova-quota-minima-de-musica-portuguesa-nas-radios-nacionais-3354b1ee
Vi o reels partilhado pela Gilvaz, ela até foi mais longe, afirmando que o Salvador Sobral é um produto de uma rádio, que por acaso é pública e não privada. Eu sou frontalmente contra quotas, opinião impopular, até no serviço público. Não obstante reconheça que nos faz falta uma DIAL no éter, mas não é o tipo de produto que deva ser promovido pelo serviço público. Seria um bom uso para as decrépitas frequências de Rádios 5, Estádios, Sudoestes, etc.
Agora, não é com quotas que a coisa vai lá. Nem a Antena 3 as deveria ter, a única estação em que eventualmente poderia concordar é na Antena 1 Sejamos sinceros, imaginam a RFM ou a Comercial a deixarem de passar música portuguesa? Eu não, seria um rombo brutal nas audiências. A prova é que Mega e Cidade estão isentas, e passam, convidam artistas. Isto é, mais uma vez, o Estado a meter o dedo onde não é chamado.
Querem quotas? Façam-nas para o tempo de palavra, para o que é esperado de uma generalista (orelhas a arder para a Antena 1, RR e M80), dêem condições para que ou a TSF ou a Observador tenham uma rede nacional, pois é vergonhoso que existam pontos no país sem uma rádio de informação. Puxem as orelhas ao Dom Américo, ao Dr. Nicolau Santos, ao Dr. Domingos Andrade, ao Dr. Mário Ferreira e façam-nos arrepiar caminho. Isso sim, era um bom serviço da Assembleia da República ao meio, mas não interessa. Quanto mais música o povo ouvir, melhor! E deixem as musicais em paz, que estão a fazer bem o seu trabalho, e por isso têm a audiência que têm. Justiça seja feita, neste ponto bem quem votou contra, PS e PSD que têm maioria de 2/3, que permite alterar/revogar Leis de valor Reforçado (algumas Leis de Bases como a LEO) e alterar a CRP, saem muito mal desta fotografia, ao deixarem o meio nas mãos da extrema-esquerda.
Ah, não faltou na intervenção da Mortágua, mesmo no final, o "necessário apoio às rádios locais" para passarem música portuguesa e fazerem face aos grandes grupos. A música muda, mas a cassete é a mesma.
Desculpem a politica, mas casos há em que não há hipótese, a beleza do meio também é muito isto: tantas as ciências e saberes que o fazem.
Concordo com quotas no serviço público de rádio. Se não forem as rádios públicas a apostarem na música portuguesa, mesmo em artistas de qualidade que não chegam ao mainstream, quem o fará? A Rádio Comercial ou a RFM passam, por sua iniciativa, o último álbum dos Glockenwise ou d' A Garota Não?
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Concordo com quotas no serviço público de rádio. Se não forem as rádios públicas a apostarem na música portuguesa, mesmo em artistas de qualidade que não chegam ao mainstream, quem o fará? A Rádio Comercial ou a RFM passam, por sua iniciativa, o último álbum dos Glockenwise ou d' A Garota Não?
Não vejo que seja um problema. Uma rádio com a orientação como a que tem a Antena 3 passará naturalmente esses artistas, sem que sejam precisas quotas para tal. ;) As rádios precisam dos artistas e da música portuguesa para segurarem audiência. Por isso entendo que as quotas são redutoras, até porque mais que quantidade, importa qualidade.
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30% da música nas rádios volta a ser obrigatoriamente portuguesa
Rádios: 30% será música portuguesa a partir de setembro
A partir de dia 1 de setembro, a quota mínima obrigatória de música portuguesa na programação musical das rádios volta a ser de 30%. A portaria, assinada pelo ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, tem a validade de um ano e responde à reivindicação do setor.
De acordo com a comunicação do Governo, a quota mínima obrigatória de música portuguesa nas rádios, prevista na Lei n.º54/2010, entrou em vigor em 2010. Foi desde então fixada nos 25%, até 2021, data em que, no âmbito das medidas de apoio à Cultura no contexto de resposta à pandemia da doença COVID-19, subiu para 30%.
A fixação de um valor superior de quota permitiu, designadamente, verificar que o mesmo não influenciou negativamente as audiências de rádio no período em que vigorou. Além disso, a produção de música portuguesa apresenta hoje uma vitalidade que permite às rádios cumprir o regime de quotas, sem comprometer a diversidade e a coerência do projeto editorial de cada serviço de programas.
Assim, depois de ouvir o setor, e enquanto o Parlamento se prepara para iniciar um processo de revisão mais alargada da Lei da Rádio (Lei n.º 54/2010), o Ministério da Cultura volta a estabelecer por portaria a quota de 30%. Esta medida "permite ao parlamento fazer uma alteração à lei que não se limite no essencial à quota", disse Pedro Adão e Silva, numa audição na Comissão Parlamentar de Cultura, Comunicação e Desporto, em julho, uma vez que outros aspetos do regime legal de quotas de música portuguesa carecem de revisão, como as condições de isenção, os mecanismos de comunicação e definição de subquotas.
A medida entra em vigor a 1 de setembro de 2023, produzindo efeitos pelo período de um ano.
https://pplware.sapo.pt/multimedia-2/musica/30-da-musica-nas-radios-volta-a-ser-obrigatoriamente-portuguesa/ (https://pplware.sapo.pt/multimedia-2/musica/30-da-musica-nas-radios-volta-a-ser-obrigatoriamente-portuguesa/)
https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/comunicacao/noticia?i=em-setembro-30-da-musica-nas-radios-volta-a-ser-obrigatoriamente-portuguesa (https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/comunicacao/noticia?i=em-setembro-30-da-musica-nas-radios-volta-a-ser-obrigatoriamente-portuguesa)
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Marcelo Rebelo de Sousa dixit: "Não obstante a definição algo tautológica de música portuguesa, o Presidente da República promulgou também o decreto sobre alteração à Lei da Rádio, aprovada pela Lei n.º 54/2010, de 24 de dezembro."
Assim, doravante, a quota mínima de música portuguesa, fica definida em 30%, não estando sujeita a portaria do membro do Governo responsável pela tutela do setor, como acontecia até aqui. Penso que a Lei terá entrado hoje em vigor, dia seguinte à promulgação.