Fórum da Rádio
Espectro radioeléctrico => VHF-FM => Tópico iniciado por: estvmkt em Abril 10, 2016, 02:25:58 pm
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Bem,gostava que dessem um contributo para se ter uma noção de quais as rádios que cobrem de forma excelente menos de 80% dos concelhos a que pertencem:
-Cidade 99.7 de Penacova: da única vez que fui a Penacova perguntava eu se os 99.7 são mesmo de Penacova,pois no meio de tanto sobe e desce e em pleno coração desta vila,era complicado ouvir-se a 100% em grande parte da vila esta estação.
-RCI de Viseu: desde que a torre do emissor principal ficou destruida num incêndio (já lá vão cerca de 3 anos),que a rádios cobre Viseu e pouco mais. Existem dificuldades de recepção em muitas zonas do concelho,nomeadamente Prime,Caçador,,havendo mesmo zonas em que o sinal é nulo,repito,nulo. Em Repeses,por exemplo,de carro,há zonas com falhas.
-M80/M80 Penalva do Castelo: com a deslocalização do emissor para o Mundão e avaliar pela cobertura na vila de Penalva do Castelo,acredito que hajam algumas aldeias em que a rádio não se faça ouvir a 100%.
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Até hoje não me lembro de ouvir uma rádio local em más condições...
Ora do sitio onde vivo (Castro Verde) capta-se bem a Rádio Castrense (93.0) em todo o concelho, até hoje não tenho conhecimento de zonas "sombra", a Rádio Guadiana em Vila Real de Santo António capta-se até a 30KM! Já fiz muitos kilometros em Espanha a ouvir a Rádio Guadiana (90.5) e a Rádio Gilão em Tavira também se capta perfeitamente, até apanho aqui em Castro Verde! Têm duas frequências, o 94.8 e o 98.4, situados em zonas diferentes do concelho.
Já agora, o meu tio tem uma casa de campo aà perto de Penacova, é uma zona muito calma e bonita ;)
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Rádio Regional (Sabrosa), 94,5 MHz.
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Bem,curioso ou não ouvir-se a M80 no Sabugal há aldeias em que se ouve um bocado mal,isto de carro,fruto da ripada que leva da Kiss Fm (é esta a rádio,se não estou em erro,que emite em 96.8).
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Rádio Cidade de Tomar (90,5 Mhz): Nas zonas mais altas do concelho de Tomar (acima dos 200 metros), sofre forte pressão da Rádio Nostalgia (90,4 Mhz Monsanto), mesmo a menos de 1 KM do emissor da rádio em questão. De referir que os emissores do Monsanto ouvem-se perfeitamente nas zonas altas do concelho de Tomar (à excepção da Mega Hits, devido aos 92,3 da ABC P, da Cidade, mas no caso da Cidade, existem poucos locais do concelho onde o emissor do Monsanto vence o emissor da Serra da Lousã da RFM nos 91,7; e dos 96,6 Smooth FM em que os 96,7 da Rádio Tágide de Abrantes não dão qualquer hipótese ao emissor lisboeta). De resto, na cidade e nas zonas baixas, ambas as rádios locais do concelho de Tomar ouvem-se sem qualquer problema.
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Rádio Cidade de Tomar (90,5 Mhz): Nas zonas mais altas do concelho de Tomar (acima dos 200 metros), sofre forte pressão da Rádio Nostalgia (90,4 Mhz Monsanto), mesmo a menos de 1 KM do emissor da rádio em questão. De referir que os emissores do Monsanto ouvem-se perfeitamente nas zonas altas do concelho de Tomar (à excepção da Mega Hits, devido aos 92,3 da ABC P, da Cidade, mas no caso da Cidade, existem poucos locais do concelho onde o emissor do Monsanto vence o emissor da Serra da Lousã da RFM nos 91,7; e dos 96,6 Smooth FM em que os 96,7 da Rádio Tágide de Abrantes não dão qualquer hipótese ao emissor lisboeta). De resto, na cidade e nas zonas baixas, ambas as rádios locais do concelho de Tomar ouvem-se sem qualquer problema.
Curioso porque no outro dia ao fazer a viagem entre Lisboa e Porto de comboio, a Cidade de Tomar (que do que ouvi parece-me uma excelente rádio local) ouvia-se muito bem nessa zona. Até a micro-cobertura consegui sintonizar.
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E de facto ouve-se bem. Só que em zonas mais altas do concelho, os 90,5 são pressionados pelos 90,4 da Nostalgia. Nos vales e zonas baixas, os emissores do Monsanto desaparecem por completo.
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Curioso que ontem e hoje andei por trabalho na zona de Vilar Formoso,Fuentes,Guarda,Sabugal e Pinhel e ouvir a M80 leva-se com coisas engraçadas:
-os 93.1,além de apresentarem o rds local mesmo na emissão nacional,até se ouvem muito bem nesta zona,chegando a superar nalgumas zonas da cidade da Guarda os 96.8 do Sabugal,que levam ripada constante da Kiss Fm (desconheço se num simples telemóvel existe essa ripada ou não).
-Manteigas,falham na zona de Celorico da Beira até à cidade da Guarda,fora isso,após passar-se Guarda,é interessante notar que se ouvem bem para além fronteiras.
-os 96.8 do Sabugal,confesso,muito aquém a cobertura.
-os 93.1 confesso,excelente cobertura mesmo.
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93.1 MHz não são a microfrequência de Bragança(ex:RBA)?
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Não
93.1 MHz não são a microfrequência de Bragança(ex:RBA)?
Não, trata-se, com efeito, de um emissor da antiga rede RBA... mas de Mogadouro. Assim, a M80 Rádio emite de Bragança nos 89,2 e 90,0 MHz, todavia é igualmente retransmitida via 93,1 MHz Mogadouro.
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A micro frequência de Bragança está a funcionar?
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Os 93.1 são de Mogadouro,são a M80 Planalto.
Curioso ou não,quer a RBA quer a Mogadouro têm...noticiários "locais"
Já os 96.8 do Sabugal,confesso,grande desilusão na cidade da Guarda,isto de carro,pergunto se num simples rádio não será melhor a recepção ou não...
Manteigas curioso ou não,entra mal na cidade da Guarda,mas nos arredores e algumas aldeias junto à serra,ouve-se bem...
Mas o que me ressalva aqui mais,foi que mesmo dentro do concelho do Sabugal,os 96.8 levam ripada da Kiss Fm nalgumas aldeias...
Só mesmo na vila e aldeias mais próximas do emissor é que a emissão estabiliza.
Na A25 a mesma coisa,apesar de a emissão estabilizar sofre sempre interferências...
Pergunto eu,até que ponto,uma rádio espanhola pode prejudicar uma portuguesa...
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A micro frequência de Bragança está a funcionar?
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Conhecendo casos anteriores da MCR, diria que não.
No site da M80 não aparece a micro-frequência no mapa de frequências.
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Pois também fiz esse raciocÃnio, mas...
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Fico admirado como vocês se preocupam com as populacoes desses concelhos onde o grupo da média capital usa os emissores locais desses concelhos para retransmitirem o sinal lisboeta. Por vocês, pode fechar tudo. É por isso que este paÃs morre.. Interior sem ninguém, deserto, sem emprego onde se apenas se vai para tirar fotos para se colocar no Facebook. O importante é a Rádio y ou X do grupo Média Capital chegar bem a este ou aquele concelho, não dando emprego a ninguém. Em vez de ver gente cá no grupo a preocupar-se com o essencial, preocupa - se com o acessório, deixando pro lado o deserto a que este paÃs se está a transformar no interior e em muito local do litoral. Enfim..
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A micro acho que emite ainda...
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Fico admirado como vocês se preocupam com as populacoes desses concelhos onde o grupo da média capital usa os emissores locais desses concelhos para retransmitirem o sinal lisboeta. Por vocês, pode fechar tudo. É por isso que este paÃs morre.. Interior sem ninguém, deserto, sem emprego onde se apenas se vai para tirar fotos para se colocar no Facebook. O importante é a Rádio y ou X do grupo Média Capital chegar bem a este ou aquele concelho, não dando emprego a ninguém. Em vez de ver gente cá no grupo a preocupar-se com o essencial, preocupa - se com o acessório, deixando pro lado o deserto a que este paÃs se está a transformar no interior e em muito local do litoral. Enfim..
“Zecaâ€, esse argumento é, no mÃnimo, delirante. Então, se um emissor local que pertenceu a um grupo inviável, for usado como retransmissor é uma calamidade, as localidades não se desenvolvem, as populações abandonam as suas terras porque deixaram de ter a sua rádio local (que nem ouviam, por isso é que esta fechou), as empresas deslocalizam-se ou fecham, o desemprego dispara, não se investe na zona, toda a gente se vai embora… tudo porque um emissor de uma ex-rádio local é usado como retransmissor. Sente-se bem??? Desde quando uma rádio é um motor de desenvolvimento e fator de progresso?
Oiça a BBC Radio 2 que isso passa-lhe. Do melhor que há.
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Em tempo tinha-lhe feito uma pergunta, que pelos vistos ficou sem resposta. È natural..
Então o que gera emprego numa cidade o que é? Não são empresas, comercio, serviços públicos?
Uma rádio não é uma empresa, uma actividade?
È preferÃvel poucos empregos do que nenhuns.
Volto a fazer-lhe a pergunta:
Porque não fecha a Media capital e os outros grupos em Lisboa e reabre com sede em Bragança ou numa outra cidade do paÃs, fazendo o que faz agora, transmitindo desde essa cidade,sendo Lisboa um retransmissor? Já que para si a localziação do estudio não é importante, acredito que lhe seja indiferente esta opção.. ;)..
Gostava de saber o que gera emprego para si..Muito provavelmente as viagens a Marte ou a Plutão.
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As rádios que deixaram de emitir pertenceram a empresas com problemas financeiros, que se tornaram insustentáveis, por isso cessaram a atividade. Quando as empresas acumulam prejuÃzos e dÃvidas, e não geram os lucros previstos, fecham. Nunca o vi preocupado com os milhares de empresas que faliram nos últimos anos, deixando no desemprego largos milhares de trabalhadores, muitas vezes do mesmo agregado familiar. Para si a rádio deve ser tratada como um caso à parte, mas não é assim, as leis do mercado aplicam-se como nos restantes setores de atividade (com algumas restrições por se usar o bem público que é o espetro radioelétrico. Claro está que existe uma entidade reguladora que zela por esse bem público, legislando no sentido de evitar a apropriação por grupos xenófobos, ideologias de extrema direita ou esquerda, entre outros, que põem em causa o estado de direito e a salvaguarda dos interesses de toda comunidade). Só faltava que o “Zeca†defendesse a utilização da “varinha mágica†do estado para colmatar a falta de investimento e desinteresse na radiofusão sonora local que cessa a atividade, enterrando aà verbas de todos os contribuintes, sem nenhum proveito. Um dos problemas, graves, que têm afundado o paÃs é a promiscuidade entre dinheiros públicos e setor privado, saindo a perder o estado. Uma empresa privada deve sobreviver per si, não a contar com verbas públicas, que são usadas em proveito de alguns, e não em prol da comunidade. Esse “paternalismo†serôdio do estado, que acorre a tudo o que é uma lógica de interesses instalada, tem afundado o paÃs, que não investe nas áreas em que tem potencial, porque os recursos tem vindo a ser desviados para outros fins, em benefÃcio de alguns. A corrupção e falta de estratégia são o problema de há décadas a esta parte, a juntar à falência de um modelo económico que foi posto em causa com a entrada dos paÃses de leste na UE e concorrência da China. Disso não não menciona nem uma palavra... A sua cassete é sempre a mesma.
Mas como o “Zeca†anda numa onda de viagens espaciais, sugiro-lhe o visionamento do filme de ficção cientÃfica “Blade Runner – Perigo Iminenteâ€, realizado por Ridley Scott em 1982, um marco nos filmes deste género. Como audição, sugiro-lhe “Vangelisâ€, que também compôs a banda sonora original deste filme. Por exemplo, sabia que a M80 dedicou o TOP de hoje, domingo, a 1982. Imagine qual foi o músico que atingiu o número um…
Estou a ouvir a BBC Radio 2 no momento em que escrevo este post, a desfrutar do programa de Clare Teal (dedicado à música de orquestra e seus derivados) e a aguardar pelo programa de Moira Stuart (dedicado ao Smooth Jazz e seus derivados ). Constato que o serviço público de radiodifusão da RTP ainda é uma nebulosa, maçador e ultrapassado. Falha um eixo estruturante e vital de serviço público, com uma rádio dedicada ao público adulto (aquele que paga a RTP), aos seus filhos e avós, ie, a todo o agregado familiar, como faz a BBC Radio 2. Um modelo diversificado e coerente, excelente. Faz falta por cá.
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Como esperava, não me respondeu à pergunta em concreto que lhe coloquei. Quando se é amigo do sistema, é mais fácil filosofar e refugiar-se em generalizações que nada têm a ver com a questão. Eu não falei dos milhares de desempregados em outras actividades, porque este é um fórum de rádio, que eu saiba. E por ser um fórum de rádio, falo de rádio. Fico triste em saber que afinal o sistema reluz que se farta neste paÃs, que mais pequenos ficamos quando afinal a Rádio vai morrendo por esses paÃs fora, mas o importante é que a BBC tem uma excelente programação. Fico impressionado quando alguém diz que a Rádio não é um motor impulsionador de uma região. Você de facto não tem a noção o que é uma rádio, um concelho ou uma região carecida meios. A Rádio pode ser um importante meio de promoção da cidade, da industria e comercio de um concelho, e animação local. Você confunde rádio com cassetes, e é por isso que escreveu o que eu li. É impressionante dizer-se que a Rádio não tem, entre muitasmuitas, essa função. Pelos vistos não tem apreendido nada com a BBC. Caro João, já agora escute Rain and Tears dos Aphrodite's Child....pode ser que aprenda um pouco
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Olhe à sua volta. Na era da globalização tem acesso a um manancial de informação e entretenimento, de forma imediata, sem filtragem, nesse aparelho que cabe na palma da mão (smartphone). As redes sociais, a televisão, a Internet no seu conjunto, afetaram a exposição que a rádio tinha outrora, nomeadamente a difusão sonora local. Hoje não precisa da rádio local para estar a par das notÃcias/iniciativas/eventos da terra, basta ter uma conta no facebook (ou outro serviço do género) que as informações chegam até si. Isto muda a perceção do público sobre a rádio de proximidade.,
O que muitos cidadãos procuram na rádio é um meio de divulgação da cultura contemporânea, diversificado nas suas diversas vertentes, conciliada com entretenimento, discurso descontraÃdo, estruturado e de proximidade para com os ouvintes (isso cabe a uma rádio nacional, não local. Esse modelo falha em Portugal, por isso, para muitos, a rádio portuguesa é chata e soa a ultrapassada). Uma rádio orientada para os públicos de todo o paÃs, que mostra o panorama artÃstico desse paÃs e que filtra o se faz por esse mundo, em função de programas especÃficos, conduzidos por supostos especialistas de diferentes áreas. Os pequenos assuntos do bairro não têm interesse na rádio, já estão expostos nos serviços disponibilizados na Internet.
Resolva esta “equaçãoâ€, “Zecaâ€, baseando-se na lei da oferta e da procura: suponha-se gestor de uma rádio local, na qual as receitas não cobrem as despesas. Os patrocinadores e anunciantes preferem a Internet e imprensa em detrimento da rádio. Suponha ainda que um grupo de comunicação manifesta interesse na aquisição da frequência em troca de várias dezenas de milhares de euros. Qual seria a sua solução? Continuar com a vida de cabeça erguida ou ver-se enredado em chatices? Há que aceitar que certos projetos atingem o seu término pelo manifesto desinteresse do meio social envolvente. Sem ouvintes nenhuma rádio sobrevive.
De facto a BBC R2 tem uma excelente programação, diversificada, orientada ao entretenimento e formação cultural dos ouvintes de todas as idades. Ainda hoje decorrerá o programa de Leo Green (Sounds of the 50s – que mostra que na década de 50 aconteceu uma revolução cultural que influenciou as mentalidades e inspirou as décadas seguintes. Talvez muitos de nós supúnhamos que tal proeza tinha acontecido na década de 60, mas não, começou na década de 50. Diverte e é pedagógico) e, depois, o programa de Jools Holland (com uma banda que toca ao vivo, convidados, discos e uma excelente camaradagem entre os intervenientes. Um programa destes tem os ingredientes para chamar os jovens para a música, criarem bandas de garagem, valorizando o seu tempo e valorizarem-se enquanto pessoas).
Na RTP bem que poderiam ponderar neste modelo de rádio.
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Caro João. Eu não tenho nada contra a venda de rádios locais desde que quem compra, use o emissor para o fim que foi criado. Ser local. Caso contrário, é um bom negócio para os grandes grupos, com um pequeno investimento terem acesso a milhares de pessoas, sem gastar um tostão no concelho. A lei devia ser alterada no sentido de obrigar quem compra a use como local e não como retransmissor da Capital.