Fórum da Rádio
Estações de radiodifusão => Rádios no mundo => Tópico iniciado por: joao_s em Outubro 28, 2018, 02:28:42 pm
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Para formarmos uma opinião minimamente consistente sobre a rádio portuguesa, convém ouvir o que se faz noutros paÃses. Ao contrário da televisão do paÃs vizinho, que tenho vindo a acompanhar desde 1983 (na altura, com 12 anos, irritava o meu pai quando andava no telhado a montar antenas e amplificadores, partindo-lhe as telhas da casa), não conheço a rádio espanhola porque não dispunha de sintonizadores com entrada coaxial, com os quais podia ouvir igualmente a rádio. Hoje seria diferente, já que disponho dos ditos equipamentos, um dos quais dispõe de duas entradas, antena A e antena B.
Encontro-me a ouvir a <RNE 3 (http://www.rtve.es/radio/radio3/)> (cultura contemporânea) há cerca de 2 horas, via web, e a opinião, até ao momento, é positiva. A palavra predomina, o radialista não é um figurante que se esconde atrás das músicas, pelo contrário é ele que domina o programa, não a música. Já ouvi BB King, Country, etc. e música que vai ao encontro dos meus gostos. Antes do espaço musical, um documentário sobre tecnologia, no qual ouvi a palavra Portugal duas vezes. Até aqui ao lado, “nuestros hermanos†fazem melhor do que nós…
Encontram-se vários estudos e relatórios sobre audiometria e modelos de rádios adotados em Espanha, mas estes são compartimentados em rádios generalistas ou temáticas, e não colocam as audiências absolutas em percentagem e numa mesma tabela.
Em Espanha, a entidade responsável pelos estudos de mercado designa-se “EGM/AIMCâ€. Um relatório genérico dos média em Espanha: basta consultar a secção de Rádio. (https://www.aimc.es/a1mc-c0nt3nt/uploads/2018/06/resumegm218.pdf)
Também em Espanha a rádio tem perdido ouvintes para outros meios. Clique aqui (http://www.gorkazumeta.com/2018/06/egm-2-ola-2018-la-radio-pierde.html).
Fazendo um cruzamento de dados, é possÃvel chegar à seguinte listagem das rádios mais ouvidas na segunda vaga de 2018 (não encontrei percentagens até ao momento) (https://www.neeo.es/2018/06/27/segunda-oleada-del-estudio-general-de-medios-egm-de-2018/)
1) Cadena Ser (generalista) - 4,089 milhões de ouvintes
2) Los 40 (temática musical) – 2,810 milhões de ouvintes
3) Cope (generalista) 2,686 milhões de ouvintes
4) Cadena Dial (temática musical) – 2,106 milhões de ouvintes
5) Cadena 100 (temática musical) – 1,980 milhões de ouvintes
6) Onda Cero (generalista) – 1,939 milhões de ouvintes
7) EuropaFM (temática musical) – 1,634 milhões de ouvintes
8.) RNE (generalista) – 1,391 milhões de ouvintes
NOTA: O consumo maioritário de rádio em Espanha é feito pela via analógica. O consumo digital representa apenas 8%.
NOTA 2: A <RNE Radio 3> apresenta uns resultados pÃfios. Apenas 411 mil ouvintes.
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Sem dúvida que em Espanha, apesar de um paÃs tão próximo, a realidade das rádios é bem diferente.
Alguém, ouvindo as " nossas" rádios, seja A1, TSF ou RR, imagina que nos próximos dez anos, alguma delas pode ser lÃder da tabela de audiências?
A culpa também não é só da Rádio, também é muito, das televisões informativas. Três ou quatro( com o CMTV), que se repetem, que abusam das " notÃcias de ultima horas", dos mesmos comentadores, que discutem futebol até ao tutano., com tipos tresloucados aos berros. Ou seja, o cidadão português está farto de informação.
E olha para as rádios como tábua de salvação. Quer ouvir música e de manhã uns tipos que os façam rir. Este o paradigma português, que não será mudado na próxima década.
Em Espanha não há tantos canais de informação e acima de tudo, não tem estes canais de informação.
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Encontro-me a ouvir a <RNE 3 (http://www.rtve.es/radio/radio3/)> (cultura contemporânea) há cerca de 2 horas, via web, e a opinião, até ao momento, é positiva. A palavra predomina, o radialista não é um figurante que se esconde atrás das músicas, pelo contrário é ele que domina o programa, não a música. Já ouvi BB King, Country, etc. e música que vai ao encontro dos meus gostos. Antes do espaço musical, um documentário sobre tecnologia, no qual ouvi a palavra Portugal duas vezes. Até aqui ao lado, “nuestros hermanos†fazem melhor do que nós…
João_s, já sei que a sua opinião sobre a RTP não é a melhor, mas é difÃcil dizer alguma coisa que a Radio 3 faça melhor do que nós. Concordo quando fala da apresentação mais cuidada das músicas e da histórias por detrás dos discos e dos artistas, mas é só isso.
A Radio 3 é um oásis na horrÃvel rádio musical espanhola, que por muito que falem mal por cá da portuguesa, faz com que a RFM pareça ser de bom nÃvel e a Comercial como uma rádio 5 estrelas, de tão repetitiva que é.
Mas está muito longe do público (aliás, é uma mixórdia de programas para vários públicos-alvo, muito porque a RNE 1 não pode passar música), não tem programas de humor ou sequer notÃcias, tem uma grelha com programas sempre a mudar e até pelo que li várias guerras internas entre as direcções e os locutores, com programas a serem atirados para as madrugadas (sim, porque a Radio 3 tem programas inéditos até à s 5 da manhã todos os dias!). Quanto ao apoio à nova música espanhola, têm apenas um programa de maquetes chamado Capitán Demo e de resto estamos dependentes do que cada autor escolhe no seu programa. No Verão ouvia coisas que lá eram apresentadas como novidades mas que já passavam há meses na Antena 3... Ou seja, nada de bom.
Quando estamos em Espanha e queremos ouvir as rádios musicais por exemplo 14h, ou levamos com os mesmos hits de sempre ou logo praticamente com música experimental, não há um meio-termo. Com uma rádio como a Antena 3 (alternativa mas acessÃvel a todos) em Espanha, esses resultados estariam longe de ser pÃfios. E a música alternativa espanhola ficaria muito mais a ganhar.
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“radiokilledtheMTVstarâ€, antes de mais saúdo a sua presença neste fórum, assim como do participante “R4â€. O contributo de ambos é, seguramente, uma mais-valia para este espaço, discussões inflamadas à parte.
Embora seja da opinião que o serviço público de radiodifusão tem o seu espaço na sociedade portuguesa (e no bloco em que nos situamos, em qualquer paÃs da Europa civilizada), como a “argamassa que junta os blocosâ€, ou seja, quem olha para o todo e procura filtrar o que se faz nas mais diversas áreas da sociedade e do mundo, um referencial sem intuitos comerciais, se assim o entender, julgo que a RTP-Radiodifusão fica aquém desse propósito (os resultados das audiências confirmam). No meu ponto de vista, em parte, o panorama radiofónico do paÃs chegou a este ponto devido à ausência de projetos pertinentes e à inércia do serviço público. Ainda há a considerar uma diferença substancial do serviço público relativamente ao setor privado: no primeiro, os ouvintes são encarados como cidadãos, no segundo como consumidores.
Não tive tempo para formar uma opinião sobre a <RNE Radio 3> e, sim, à primeira vista parece que se ouve um aglomerado de programas diferentes entre si num curto espaço de tempo. Calhou hoje de manhã ouvir um documentário sobre tecnologia, R&B e rock progressivo. Do que ouvi, gostei.
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Com efeito, o grande problema da RNE 3 é manter uma programação elitista que pouco tem a ver com o público jovem. E as escolhas musicais deixam muito a desejar. Podem criticar a Antena 3, mas a nossa rádio pública faz melhor com menos, no que diz respeito às selecção musical. Já que o caro João S. gosta de falar na BBC Radio 2, diria que mais valia mencionar os exemplo da BBC Radio 1 (música mais comercial) e da BBC Radio 6 (música mais alternativa). Voltando à Antena 3, a nossa estação passa (pelo menos no "Indigente") o "As a man" da Anna Calvi ou a última do Thom Yorke, coisas que estão em airplay na "Radio Six" da "Bi Bi Ci".
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Com efeito, o grande problema da RNE 3 é manter uma programação elitista que pouco tem a ver com o público jovem. E as escolhas musicais deixam muito a desejar. Podem criticar a Antena 3, mas a nossa rádio pública faz melhor com menos (...)
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É isso mesmo. Quando alguns querem atirar areia para os olhos falando da "fortuna" que a 3 gasta, imaginem quanto é que deve custar uma rádio com uns 25 ou 30 programas de autor, a maior parte deles de apenas uma hora, desde as 6 da manhã até as 5 da manhã do dia seguinte, todos os dias!
Mas criticar tudo o que é português e ainda por cima público é uma regra para alguns.
Os espanhóis só podem contar a sério com o Spotify e o Youtube para fugir à rádio musical horrÃvel que têm que aturar sempre com os mesmos hits, estão muito atrás de nós no que à música alternativa diz respeito. Basta ver que aqui temos 3 grandes festivais alternativos dos melhores da Europa: Paredes de Coura, Primavera Sound e o NOS Alive que é uma mistura com mainstream. Já alguma vez ouviram falar dos espanhóis, tirando talvez o Primavera de Barcelona?
Edit: por curiosidade fui contar ao site da Radio 3, afinal são mais ou menos... 60 programas!
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“radiokilledtheMTVstarâ€, fez uma afirmação sem fundamento, na sequência, pelo que respondo-lhe da seguinte forma (caso se verifique outra do género, fica sem resposta)
(...)
Mas criticar tudo o que é português e ainda por cima público é uma regra para alguns.
(...)
Generalizações e julgamentos precipitados costumam dar para o torto. Está equivocado. Fez um raciocÃnio sem nenhuma lógica, sem pés nem cabeça. Então, alguém que não é contra o serviço público de rádio, mas crÃtico relativamente à forma como este é feito, logo: > critica tudo o que é público > critica tudo o que é português !? Mas que raio de argumento é este??
Das diferentes facetas da democracia, a que contempla o conjunto de serviços do estado prestados para o todo dos cidadãos é uma conquista civilizacional. O estado social tratou-se de uma conquista europeia, na américa do norte não funciona da mesma forma. Ninguém no seu perfeito juÃzo defende o retrocesso civilizacional em toda a linha.
Estou bem no meu paÃs e convicto que tem potencial por explorar. Podia funcionar melhor, estarÃamos noutro patamar de desenvolvimento.
Meça as palavras antes de escrever.
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Caro João_s, peço desculpa se levou a mal. Em primeiro lugar, não estava a falar propriamente de si.
Depois, não concordo com muito do que diz a RTP que não acho assim tão inferior a uma RTVE e mais algumas tvs/rádios públicas europeias e injustas as comparações que faz com a BBC que é um mundo à parte com os britânicos que simplesmente quase a amam, coisa que nunca acontecerá com a RTP... mas respeito a suas opiniões, aliás sempre com nÃvel e com uma escrita de fazer inveja.
Eu gostava de não ter que ter ir por indiretas e atribuir os nomes aos comentários, mas não queria voltar à chinfrineira que aconteceu com o senhor que fez esse comentário, no tópico do Futuro da Rádio.
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Registo o tom de elevação do texto, “radiokilledtheMTVstarâ€.
Da RTP-Televisão não tenho feito considerações. Da RTP-Rádios simplesmente acho que devem fazer melhor e com outra estratégia, não lhe parece? Acha que a RTP-Rádios está bem assim?
Já tivemos uma rádio de palavra com resultados muito interessantes em Portugal, antes do CNL ser adquirido pela SIC para dar lugar à SIC N. No perÃodo da troika fez sentido que a generalidade das pessoas se desligassem das rádios informativas porque as notÃcias eram frustrantes, falava-se da desagregação da EU, o fim do Euro, a situação do paÃs degradava-se de dia para dia, os problemas inerentes à situação financeira e económica da nação batiam-lhes à porta, o futuro afigura-se incerto, muitos emigraram contra a sua vontade, conheci vários, sabia-se de suicÃdios, vivia-se um dia de cada vez. Agora o cenário é diferente, o mundo e a Europa em particular, está a mudar muito rapidamente, aliás, vivemos tempos acelerados, ao ponto de uma geração ficar obsoleta em poucos anos, temos uma revolução tecnológica à porta, o cenário geopolÃtico está instável com a ascensão da extrema-direita e populismo pela Europa e mundo, etc.
Julgo que uma rádio 100% de palavra faz falta no panorama radiofónico. Com as fake news e boatos que se espalham pelas redes sociais, o cidadão médio tende a procurar fontes de informação credÃveis e comunicadores que desconstruam este puzzle cada vez mais complexo. Uma rádio de palavra pode ser igualmente generalista, mas sem música (os temas e programas não têm de se cingir apenas à informação e atualidade e também devem interessar à s gerações mais novas). Os canais de TV noticiosos(?) do paÃs estão a falhar, o horário nobre em perÃodo noturno é ocupado quase exclusivamente com conversas estéreis sobre futebol, que apenas servem para dar protagonismo aos convidados.
O problema de um projeto desta envergadura poderá ser financeiro e o risco que envolve, até porque o retorno de audiência não deverá ser imediato. Em 2008, quem acompanhasse alguma imprensa nacional e internacional já sabia que vinha a caminho uma crise financeira mundial, antes desta ocorrer.
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Eu gostava de não ter que ter ir por indiretas e atribuir os nomes aos comentários, mas não queria voltar à chinfrineira que aconteceu com o senhor que fez esse comentário, no tópico do Futuro da Rádio.
Isto já é provocação gratuita. Mas também vai ser a primeira e a última.
Completamente escusado.
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Eu gostava de não ter que ter ir por indiretas e atribuir os nomes aos comentários, mas não queria voltar à chinfrineira que aconteceu com o senhor que fez esse comentário, no tópico do Futuro da Rádio.
Isto já é provocação gratuita. Mas também vai ser a primeira e a última.
Completamente escusado.
Nem estava a falar de si, mas sim do abiliomaia.
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Eu gostava de não ter que ter ir por indiretas e atribuir os nomes aos comentários, mas não queria voltar à chinfrineira que aconteceu com o senhor que fez esse comentário, no tópico do Futuro da Rádio.
Isto já é provocação gratuita. Mas também vai ser a primeira e a última.
Completamente escusado.
Nem estava a falar de si, mas sim do abiliomaia.
Não deixa de ser provocação gratuita. Mantenham-se no tópico, por favor...
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Por uma questão de principio e educação, não respondo ao que se passou aqui. Apenas espero medidas por quem de direito.
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Caro "radiokilledtheMTVstar":
Não obstante considerar que mantém intervenções úteis no Fórum, recomendo-lhe que cesse de imediato com os comentários supérfluos em tom de provocação. De outro modo, se insistir no uso deste espaço para quezÃlias pessoais não hesitarei em suspendê-lo do Fórum por uns tempos. Considere isto um aviso da Administração do Fórum.
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A Rádio 3 de Espanha tem alguns problemas, tirando alguns eventos ao vivo que vai fazendo, na grande maioria os programas são os mesmos faz anos e anos é muito estática, Tem alguns programas excelentes, só que desadequados na hora, por exemplo das nossas 13h até às nossas 15h nos dias de semana, os programas são bons, mas não é horário adequado para aquele tipo de programas/musica refiro-me ao Discopolis e ao Quando Los Elefentes Sueñan con La Musica.
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Indico a ligação para a página na internet da rádio belga (parte flamenga) JOE. Espero que gostem de escutar :D
Trata-se de uma estação de rádio com uma qualidade muito grande e que apresenta diversas opções temáticas escutáveis online:
https://joe.be/
Desculpem não estar no tópico Radio 3, a qual escuto em Manteigas, por incrÃvel que possa parecer, face à distância a Espanha. Julgo que o emissor estará muito bem localizado ( Pena de Francia 95.4MHz).