Fórum da Rádio
Estações de radiodifusão => Rádios locais => Tópico iniciado por: jcset em Janeiro 17, 2018, 12:33:13 pm
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A AVFM (Antena Vareira) iniciará testes em 98.6 a partir de 1 de Fevereiro.
Esta mudança deve-se às fortes interferências dentro do Concelho de Ovar provocadas pelos operadores Antena1 98.7 (Maunça - Batalha) e Rádio Voz do Neiva 98.7 (Monte Oural - Vila Verde).
Certos que esta solução não irá resolver os problemas de cobertura idêntificados a Norte e Este do Concelho de Ovar mais acentuados em Esmoriz, mas não há no espetro uma frequência limpa disponÃvel para esta mudança.
:)
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Soube hoje que a AVFM esteve envolvida numa "suposta" polémica que teve dimensão nacional no Twitter e parece que também foi falada em algumas rádios nacionais, por um programa de humor em que utilizaram linguagem bastante ofensiva para com um conhecido elemento da comunidade LGBT. Andou ai nas bocas do povo de vários "famosos".
Afinal, o que é feito nas locais não anda assim tanto no submundo... A rádio desculpou-se metendo os pés pelas mãos, quase como aqueles Professores que puxam as orelhas ao aluno mas lhes passam a mão no pelo.
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Soube hoje que a AVFM esteve envolvida numa "suposta" polémica que teve dimensão nacional no Twitter e parece que também foi falada em algumas rádios nacionais, por um programa de humor em que utilizaram linguagem bastante ofensiva para com um conhecido elemento da comunidade LGBT. Andou ai nas bocas do povo de vários "famosos".
Afinal, o que é feito nas locais não anda assim tanto no submundo... A rádio desculpou-se metendo os pés pelas mãos, quase como aqueles Professores que puxam as orelhas ao aluno mas lhes passam a mão no pelo.
Quem acha que o mundo da rádio em Portugal se limita a Megas/Cidades/Vodafones/Observador/Meo/M80/RFM/Comercial e faz deste forum uma especie de tempo de antena destas rádios, promovendo diariamente as rádios do sistema, vive numa caverna e acha que fora dela não existe luz.
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Escrevi um post em relação a este comentário.
Não insultei ninguém, nem cometi nenhuma incorrecção, mas foi apagado.
Registo.
Siga para bingo...
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Escrevi um post em relação a este comentário.
Não insultei ninguém, nem cometi nenhuma incorrecção, mas foi apagado.
Registo.
Siga para bingo...
O post passou para aqui, por ser mais apropriado ao tema:
http://www.mundodaradio.org/forum/index.php?topic=575.90
Cumps.
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O meu comentário foi feito em resposta ao post do Zeca, não para falar no futuro da rádio.
Sendo assim, pedia encarecidamente que apagassem o referido meu comentário.
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Este emissor da AVFM deixa muito a desejar. Não raras vezes é engolido pela Antena 1 de Leiria a Norte. Mas hoje está ainda melhor. Estou em Cortegaça e está a ser totalmente limpo pela VOZNEIVA que chega com RDS e RT. Sendo o concelho do Alvará, não deixa de ser caricatuo, principalmente sendo uma das locais que não se limita a ser jukebox e até tem uma playlist ligeiramente diferenciadora, pelo menos ao noturno, onde apanho algum rock menos alternativo ou comercial.
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Este emissor da AVFM deixa muito a desejar. Não raras vezes é engolido pela Antena 1 de Leiria a Norte. Mas hoje está ainda melhor. Estou em Cortegaça e está a ser totalmente limpo pela VOZNEIVA que chega com RDS e RT. Sendo o concelho do Alvará, não deixa de ser caricatuo, principalmente sendo uma das locais que não se limita a ser jukebox e até tem uma playlist ligeiramente diferenciadora, pelo menos ao noturno, onde apanho algum rock menos alternativo ou comercial.
Impunha-se ou migrar de frequência (88.4?) ou migrar de localização do emissor. Ou ambas.
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Este emissor da AVFM deixa muito a desejar. Não raras vezes é engolido pela Antena 1 de Leiria a Norte. Mas hoje está ainda melhor. Estou em Cortegaça e está a ser totalmente limpo pela VOZNEIVA que chega com RDS e RT. Sendo o concelho do Alvará, não deixa de ser caricatuo, principalmente sendo uma das locais que não se limita a ser jukebox e até tem uma playlist ligeiramente diferenciadora, pelo menos ao noturno, onde apanho algum rock menos alternativo ou comercial.
Impunha-se ou migrar de frequência (88.4?) ou migrar de localização do emissor. Ou ambas.
Pois, mas esses 88.4 vão acabar a tapar novamente a Antena 1, ou a ser tapada, porque o Muro na zona também tem imensa pujança. A única solução que vejo é talvez 97.3 ou os 102.9, mas isso ainda vai rebentar mais com a Vodafone de Cantanhede.
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A frequência é boa, está relativamente limpa. Mudar não iria melhorar nada, só acrescentar problemas.
Ovar é quase plana, logo a melhora solução seria, mesmo com limitações impostas pela Anacom, mudar o emissor para Santa Maria da Feira ou Oliveira de Azeméis.
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A frequência é boa, está relativamente limpa. Mudar não iria melhorar nada, só acrescentar problemas.
Ovar é quase plana, logo a melhora solução seria, mesmo com limitações impostas pela Anacom, mudar o emissor para Santa Maria da Feira ou Oliveira de Azeméis.
Mais ao menos. Mesmo nas previsões pessimistas do FM Scan existe área de sobreposição entre a Voz do Neiva e a AVFM. É verdade que neste momento a rádio de Vila Verde é pirata, mas ainda assim, e não sendo previsível que encerre, dados os anos a que a situação se arrasta e continuar a ter contratos públicos... para além disso, para sul existe pressão forte da Antena 1 de Leiria. Aliás, a VOZNEIVA tinha sinal muito forte, mas volta e meia ouviam-se umas entradas e não eram da AVFM mas sim da Antena 1.
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Este emissor da AVFM deixa muito a desejar. Não raras vezes é engolido pela Antena 1 de Leiria a Norte. Mas hoje está ainda melhor. Estou em Cortegaça e está a ser totalmente limpo pela VOZNEIVA que chega com RDS e RT. Sendo o concelho do Alvará, não deixa de ser caricatuo, principalmente sendo uma das locais que não se limita a ser jukebox e até tem uma playlist ligeiramente diferenciadora, pelo menos ao noturno, onde apanho algum rock menos alternativo ou comercial.
Impunha-se ou migrar de frequência (88.4?) ou migrar de localização do emissor. Ou ambas.
Pois, mas esses 88.4 vão acabar a tapar novamente a Antena 1, ou a ser tapada, porque o Muro na zona também tem imensa pujança. A única solução que vejo é talvez 97.3 ou os 102.9, mas isso ainda vai rebentar mais com a Vodafone de Cantanhede.
Caros colegas, relativamente à gestão do espectro existe uma regra muito importante que se chama "proteção de canais". Nesse contexto 88.40MHz, 97.30MHz ou 102.90MHz nunca seriam frequências alternativas e mais gritante 88.40MHz que pertence ao operador grupo 5 e é uma frequência atribuída a funcionar para o concelho de Espinho. O problema do espectro saturado foi criado pelo ICP/Anacom devido ao mau planeamento e agravado com o célebre aumento de potência concedido à maioria dos operadores maioritariamente de 27dB para 30dB sem justificação. A mania das potências no FM infelizmente é algo generalizado nos comentários e ideia dos entusiastas mas completamente descabido. Basta perceber que a diferença entre 27dB (500W) ou 30dB (1000W) é de 3dB. À saída do emissor é o dobro mas no recetor a diferença é mesmo + 3dB. Onde o nível de receção é fraco, o dobro da potência nada vai fazer e na maior parte dos casos até piora a cobertura. A receita para a cobertura do FM é em 1º lugar o espectro limpo, em 2º lugar a localização da antena (Cota do terreno e alguma elevação de torre), 3º a otimização do sistema radiante (tarefa muito ingrata e que tem que ser executada por gente séria, com equipamentos e muitos conhecimentos de radiofrequência). Cabe ao regulador baixar a P.A.R. atrubuida à maioria das nacionais e também muitas locais e regionais assim como no caso das nacionais repetir a mesma frequência em vários sites tipo (norte-centro-sul). A título de exemplo: de nada interessa sintonizar no grande porto 98.6MHz da serra das meadas se este operador tem frequências destinadas a essa zona no Monte da Virgem, Valongo, Muro, Marão, V.P.Aguiar e microcobertura em Penafiel entre outras.
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Caros colegas, relativamente à gestão do espectro existe uma regra muito importante que se chama "proteção de canais". Nesse contexto 88.40MHz, 97.30MHz ou 102.90MHz nunca seriam frequências alternativas e mais gritante 88.40MHz que pertence ao operador grupo 5 e é uma frequência atribuída a funcionar para o concelho de Espinho. O problema do espectro saturado foi criado pelo ICP/Anacom devido ao mau planeamento e agravado com o célebre aumento de potência concedido à maioria dos operadores maioritariamente de 27dB para 30dB sem justificação. A mania das potências no FM infelizmente é algo generalizado nos comentários e ideia dos entusiastas mas completamente descabido. Basta perceber que a diferença entre 27dB (500W) ou 30dB (1000W) é de 3dB. À saída do emissor é o dobro mas no recetor a diferença é mesmo + 3dB. Onde o nível de receção é fraco, o dobro da potência nada vai fazer e na maior parte dos casos até piora a cobertura. A receita para a cobertura do FM é em 1º lugar o espectro limpo, em 2º lugar a localização da antena (Cota do terreno e alguma elevação de torre), 3º a otimização do sistema radiante (tarefa muito ingrata e que tem que ser executada por gente séria, com equipamentos e muitos conhecimentos de radiofrequência). Cabe ao regulador baixar a P.A.R. atrubuida à maioria das nacionais e também muitas locais e regionais assim como no caso das nacionais repetir a mesma frequência em vários sites tipo (norte-centro-sul). A título de exemplo: de nada interessa sintonizar no grande porto 98.6MHz da serra das meadas se este operador tem frequências destinadas a essa zona no Monte da Virgem, Valongo, Muro, Marão, V.P.Aguiar e microcobertura em Penafiel entre outras.
jcset 88.4 já não pertence à Rádio 5, que migrou para 96.3, cuja rádio mais próxima era a VOZMARAO na mesma frequência e a Rádio Regional do Centro em 96.2.
No que respeita às nacionais não deixa de ter razão, efetivamente não existe grande necessidade de se conseguir sintonizar, por exemplo para a Antena 1 no Porto entre 6 a 8 frequências. Todavia, existir uma cobertura alternativa, nomeadamente para as rádios nacionais parece-me fazer todo o sentido. Imaginemos um temporal que deixe inoperacional uma Torre no Monte da Virgem. De um modo geral, Muro e Lousã conseguem dar conta do recado, daí que, por exemplo, tenha fortes reticências ao uso das mesmas frequências da Lousã por 3 locais a Norte. No caso da TSF é particularmente gritante, zona entre Ovar e a Murtosa, nem Santa Justa nem Lousã têm um sinal absolutamente ímpar em termos de qualidade, justamente por ser zona que já deveria ser da Lousã, mas tem interferências de Santo Tirso. Para além disso, há zonas de sombra aos emissores de grande potência (Carvalhos/Anta para o Monte da Virgem, Lousã para a Lousã, Belém para Monsanto).
Quanto ao uso das mesmas frequências até faz sentido, mas tem de ser devidamente afastado, como acontece, por exemplo com o Muro e Monsanto na RR. O caso da Antena 2 88.0 Sameiro e Minhéu dá asneira, mas pior que isso é a RFM 106.2 Santa Justa - Meadas, a ter ainda em cima a Rádio Caminha e a Infomédia em 106.3, deu asneira e da grande.
Por acaso, o exemplo que deu 98.6 Meadas acaba por não ser muito preocupante no Porto, dado que os emissores de Lamego (diferentemente dos do Marão) não têm um desempenho excecional na AMP.
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Caros colegas, relativamente à gestão do espectro existe uma regra muito importante que se chama "proteção de canais". Nesse contexto 88.40MHz, 97.30MHz ou 102.90MHz nunca seriam frequências alternativas e mais gritante 88.40MHz que pertence ao operador grupo 5 e é uma frequência atribuída a funcionar para o concelho de Espinho. O problema do espectro saturado foi criado pelo ICP/Anacom devido ao mau planeamento e agravado com o célebre aumento de potência concedido à maioria dos operadores maioritariamente de 27dB para 30dB sem justificação. A mania das potências no FM infelizmente é algo generalizado nos comentários e ideia dos entusiastas mas completamente descabido. Basta perceber que a diferença entre 27dB (500W) ou 30dB (1000W) é de 3dB. À saída do emissor é o dobro mas no recetor a diferença é mesmo + 3dB. Onde o nível de receção é fraco, o dobro da potência nada vai fazer e na maior parte dos casos até piora a cobertura. A receita para a cobertura do FM é em 1º lugar o espectro limpo, em 2º lugar a localização da antena (Cota do terreno e alguma elevação de torre), 3º a otimização do sistema radiante (tarefa muito ingrata e que tem que ser executada por gente séria, com equipamentos e muitos conhecimentos de radiofrequência). Cabe ao regulador baixar a P.A.R. atrubuida à maioria das nacionais e também muitas locais e regionais assim como no caso das nacionais repetir a mesma frequência em vários sites tipo (norte-centro-sul). A título de exemplo: de nada interessa sintonizar no grande porto 98.6MHz da serra das meadas se este operador tem frequências destinadas a essa zona no Monte da Virgem, Valongo, Muro, Marão, V.P.Aguiar e microcobertura em Penafiel entre outras.
jcset 88.4 já não pertence à Rádio 5, que migrou para 96.3, cuja rádio mais próxima era a VOZMARAO na mesma frequência e a Rádio Regional do Centro em 96.2.
No que respeita às nacionais não deixa de ter razão, efetivamente não existe grande necessidade de se conseguir sintonizar, por exemplo para a Antena 1 no Porto entre 6 a 8 frequências. Todavia, existir uma cobertura alternativa, nomeadamente para as rádios nacionais parece-me fazer todo o sentido. Imaginemos um temporal que deixe inoperacional uma Torre no Monte da Virgem. De um modo geral, Muro e Lousã conseguem dar conta do recado, daí que, por exemplo, tenha fortes reticências ao uso das mesmas frequências da Lousã por 3 locais a Norte. No caso da TSF é particularmente gritante, zona entre Ovar e a Murtosa, nem Santa Justa nem Lousã têm um sinal absolutamente ímpar em termos de qualidade, justamente por ser zona que já deveria ser da Lousã, mas tem interferências de Santo Tirso. Para além disso, há zonas de sombra aos emissores de grande potência (Carvalhos/Anta para o Monte da Virgem, Lousã para a Lousã, Belém para Monsanto).
Quanto ao uso das mesmas frequências até faz sentido, mas tem de ser devidamente afastado, como acontece, por exemplo com o Muro e Monsanto na RR. O caso da Antena 2 88.0 Sameiro e Minhéu dá asneira, mas pior que isso é a RFM 106.2 Santa Justa - Meadas, a ter ainda em cima a Rádio Caminha e a Infomédia em 106.3, deu asneira e da grande.
Por acaso, o exemplo que deu 98.6 Meadas acaba por não ser muito preocupante no Porto, dado que os emissores de Lamego (diferentemente dos do Marão) não têm um desempenho excecional na AMP.
Essa dos 96.3MHz estará eventualmente em testes.. Estranho é a postura do regulador com o argumento da "Proteção de Canais" que por este exemplo é mesmo só para alguns operadores.. Pior é 96.3MHz do Monte da Virgem (200m cota) misturados com 96.3MHz do Marão (1300m cota) que no terreno devem proporcionar um espetáculo de interferências e ruído muito engraçados. Falta saber quem anula quem.. Gritante e voltando atrás é a proximidade à Póvoa de Varzim 96.1MHz e o prejuízo da cobertura da Onda Viva para sul. Adiante, para o uso das mesmas frequências o 1º passo é reduzir pelo menos para metade a P.A.R. da grande maioria dos operadores e naqueles locais/regionais que beneficiam de sites instalados em cotas elevadas, a obrigatoriedade de utilizar antenas circulares que devidamente ajustadas e respeitando o objetivo da Licença do regulador, cobrem ao "concelho/região de atribuição do alvará e um bocadinho mais". Existem neste país micro coberturas de rádios locais 50W com um raio de cobertura maior do que alguns sites de 1 e 2KW. As rádios locais/regionais foram licenciadas para servir os concelhos/regiões onde estão inseridas. Ex. 103.20MHz Arouca ouve-se em Valença do Minho e tem problemas sérios de cobertura dentro do concelho, Ex. 95.0MHz Ponte de Lima ouve-se no Porto e tem sérios de cobertura dentro do concelho, Ex. Arganil 88.50MHz ouve-se desde Ovar até Nazaré tem e sérios de cobertura dentro do concelho, ... Sendo o público alvo das rádios citadas apenas como exemplo, os concelhos de atribuição do alvará e limítrofes, qual é o interesse em chegar mais longe se comercialmente não vão lá buscar rigorosamente nada?
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Caros colegas, relativamente à gestão do espectro existe uma regra muito importante que se chama "proteção de canais". Nesse contexto 88.40MHz, 97.30MHz ou 102.90MHz nunca seriam frequências alternativas e mais gritante 88.40MHz que pertence ao operador grupo 5 e é uma frequência atribuída a funcionar para o concelho de Espinho. O problema do espectro saturado foi criado pelo ICP/Anacom devido ao mau planeamento e agravado com o célebre aumento de potência concedido à maioria dos operadores maioritariamente de 27dB para 30dB sem justificação. A mania das potências no FM infelizmente é algo generalizado nos comentários e ideia dos entusiastas mas completamente descabido. Basta perceber que a diferença entre 27dB (500W) ou 30dB (1000W) é de 3dB. À saída do emissor é o dobro mas no recetor a diferença é mesmo + 3dB. Onde o nível de receção é fraco, o dobro da potência nada vai fazer e na maior parte dos casos até piora a cobertura. A receita para a cobertura do FM é em 1º lugar o espectro limpo, em 2º lugar a localização da antena (Cota do terreno e alguma elevação de torre), 3º a otimização do sistema radiante (tarefa muito ingrata e que tem que ser executada por gente séria, com equipamentos e muitos conhecimentos de radiofrequência). Cabe ao regulador baixar a P.A.R. atrubuida à maioria das nacionais e também muitas locais e regionais assim como no caso das nacionais repetir a mesma frequência em vários sites tipo (norte-centro-sul). A título de exemplo: de nada interessa sintonizar no grande porto 98.6MHz da serra das meadas se este operador tem frequências destinadas a essa zona no Monte da Virgem, Valongo, Muro, Marão, V.P.Aguiar e microcobertura em Penafiel entre outras.
jcset 88.4 já não pertence à Rádio 5, que migrou para 96.3, cuja rádio mais próxima era a VOZMARAO na mesma frequência e a Rádio Regional do Centro em 96.2.
No que respeita às nacionais não deixa de ter razão, efetivamente não existe grande necessidade de se conseguir sintonizar, por exemplo para a Antena 1 no Porto entre 6 a 8 frequências. Todavia, existir uma cobertura alternativa, nomeadamente para as rádios nacionais parece-me fazer todo o sentido. Imaginemos um temporal que deixe inoperacional uma Torre no Monte da Virgem. De um modo geral, Muro e Lousã conseguem dar conta do recado, daí que, por exemplo, tenha fortes reticências ao uso das mesmas frequências da Lousã por 3 locais a Norte. No caso da TSF é particularmente gritante, zona entre Ovar e a Murtosa, nem Santa Justa nem Lousã têm um sinal absolutamente ímpar em termos de qualidade, justamente por ser zona que já deveria ser da Lousã, mas tem interferências de Santo Tirso. Para além disso, há zonas de sombra aos emissores de grande potência (Carvalhos/Anta para o Monte da Virgem, Lousã para a Lousã, Belém para Monsanto).
Quanto ao uso das mesmas frequências até faz sentido, mas tem de ser devidamente afastado, como acontece, por exemplo com o Muro e Monsanto na RR. O caso da Antena 2 88.0 Sameiro e Minhéu dá asneira, mas pior que isso é a RFM 106.2 Santa Justa - Meadas, a ter ainda em cima a Rádio Caminha e a Infomédia em 106.3, deu asneira e da grande.
Por acaso, o exemplo que deu 98.6 Meadas acaba por não ser muito preocupante no Porto, dado que os emissores de Lamego (diferentemente dos do Marão) não têm um desempenho excecional na AMP.
Essa dos 96.3MHz estará eventualmente em testes.. Estranho é a postura do regulador com o argumento da "Proteção de Canais" que por este exemplo é mesmo só para alguns operadores.. Pior é 96.3MHz do Monte da Virgem (200m cota) misturados com 96.3MHz do Marão (1300m cota) que no terreno devem proporcionar um espetáculo de interferências e ruído muito engraçados. Falta saber quem anula quem.. Gritante e voltando atrás é a proximidade à Póvoa de Varzim 96.1MHz e o prejuízo da cobertura da Onda Viva para sul. Adiante, para o uso das mesmas frequências o 1º passo é reduzir pelo menos para metade a P.A.R. da grande maioria dos operadores e naqueles locais/regionais que beneficiam de sites instalados em cotas elevadas, a obrigatoriedade de utilizar antenas circulares que devidamente ajustadas de acordo com o regulador, cobrem ao "concelho/região de atribuição do alvará e um bocadinho mais". As rádios locais/regionais foram licenciadas para servir os concelhos/regiões onde estão inseridas. Ex. 103.20MHz Arouca ouve-se em Valença do Minho e tem problemas sérios de cobertura dentro do concelho, Ex. 95.0MHz Ponte de Lima ouve-se no Porto e tem sérios de cobertura dentro do concelho, Ex. Arganil 88.50MHz ouve-se desde Ovar até Nazaré tem e sérios de cobertura dentro do concelho, ... Sendo o público alvo das rádios citadas os concelhos de atribuição do alvará e limítrofes, qual é o interesse em chegar mais longe se comercialmente não vai lá buscar rigorosamente nada?
A questão é que não faz qualquer sentido a cobertura ser de âmbito estritamente concelhio, como a prórpria ERC vem admitir em relatório recente. Claro que não faz sentido os 103.2 de Arouca se ouvirem no Minho, mas não me choca que se escutem em toda a AMP. Os 95.0 da ROL chegam ainda mais longe, em Gaia quase perfeitos, mas até Ovar conseguem chegar, na zona onde começam a levar com a RFM de Vouzela.
Há ainda a questão das "falsas" locais: para se adoptar essa solução, têm de ser encontradas soluções para as emissões das rádios "nacionais" encapotadas.