Fórum da Rádio
Estações de radiodifusão => Rádio em Portugal => Tópico iniciado por: PedroTavares em Julho 14, 2017, 01:35:45 pm
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Assunto do dia: a Altice (sob a MEO) anunciou compra da Média Capital. Qual será o impacto da nova "gerência" nas rádios? Quais são as vossas expetativas?
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A expectativa é de mais uma história de "asneira". Esta empresa é daquelas de credibilidade MUITO duvidosa...
Enviado do meu E2303 através de Tapatalk
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Uma palhaçada aquela conferência de imprensa... Não sei o que esperar, não tenho opinião.
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Primeiro que tudo há que esperar pela decisão da Concorrência portuguesa e (parece-me) também europeia. E à partida duas coisas são garantidas: vai levar muito tempo e vão ser imposto "remédios". No caso concreto da rádio, que é visto como um negócio menor, não haverá grandes mudanças, suponho eu.
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Não antevejo grandes alterações.
Pessoalmente gostava que aparecesse um projecto mais generalista na MCR.
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Uma nuance que não me lembrei há umas horas. A Vodafone FM, das duas uma, ou troca de frequências com a actual MEO Music (existindo ainda a situação de Coimbra, onde a MEO Music não opera) ou então, no limite, a própria operadora adquire à MCR as detentoras das frequências, fazendo esta última o mesmo em relação às da MEO Music.
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Sim é única situação que se coloca. A meu ver eu terminava era com esta fantochada das rádios de operadores e mudava a designação das mesmas. A Meo Music bem que podia ir parar a outros grupos. Tipo Rádio Nova Radar ou Nova Era. A Vodafone mudar somente o nome mantendo o conteúdo.
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Uma nuance que não me lembrei há umas horas. A Vodafone FM, das duas uma, ou troca de frequências com a actual MEO Music (existindo ainda a situação de Coimbra, onde a MEO Music não opera) ou então, no limite, a própria operadora adquire à MCR as detentoras das frequências, fazendo esta última o mesmo em relação às da MEO Music.
Apartir do momento que a Alice for dona da Média Capital simplesmente quando terminar o contrato com a Vodafone não o renova e fará o mesmo com o Montez em relação ás frequencias da MEOMUSIC. Os contratos existem e tem prazos.
A "troca" de frequencias e alvarás é coisa que não "existe" nem é viavel e legal.
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Uma nuance que não me lembrei há umas horas. A Vodafone FM, das duas uma, ou troca de frequências com a actual MEO Music (existindo ainda a situação de Coimbra, onde a MEO Music não opera) ou então, no limite, a própria operadora adquire à MCR as detentoras das frequências, fazendo esta última o mesmo em relação às da MEO Music.
Apartir do momento que a Alice for dona da Média Capital simplesmente quando terminar o contrato com a Vodafone não o renova e fará o mesmo com o Montez em relação ás frequencias da MEOMUSIC. Os contratos existem e tem prazos.
A "troca" de frequencias e alvarás é coisa que não "existe" nem é viavel e legal.
E diria que está fora de questão os 100.8 de Lisboa e os 102.7 do Porto passarem a transmitir a Vodafone FM, porque dentro do grupo já há a SBSR, feita há pouco tempo (não dá para mudar, seria insano) e muito próxima em termos da música que passa e do próprio formato. Só se a Vodafone conceder uma rádio feita com bastante diferença face à atual é que penso que possa haver alguma - reduzida - probabilidade de acontecer, e nesse caso beneficiaria de um público que já lá está, nessas frequências, migrando o público que ouve nas atuais frequências para lá também.
Mas há aqui um detalhe importante: o Paredes de Coura não é feito pela Música no Coração. Isso baralha as contas ainda mais...
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Uma nuance que não me lembrei há umas horas. A Vodafone FM, das duas uma, ou troca de frequências com a actual MEO Music (existindo ainda a situação de Coimbra, onde a MEO Music não opera) ou então, no limite, a própria operadora adquire à MCR as detentoras das frequências, fazendo esta última o mesmo em relação às da MEO Music.
Apartir do momento que a Alice for dona da Média Capital simplesmente quando terminar o contrato com a Vodafone não o renova e fará o mesmo com o Montez em relação ás frequencias da MEOMUSIC. Os contratos existem e tem prazos.
A "troca" de frequencias e alvarás é coisa que não "existe" nem é viavel e legal.
E diria que está fora de questão os 100.8 de Lisboa e os 102.7 do Porto passarem a transmitir a Vodafone FM, porque dentro do grupo já há a SBSR, feita há pouco tempo (não dá para mudar, seria insano) e muito próxima em termos da música que passa e do próprio formato. Só se a Vodafone conceder uma rádio feita com bastante diferença face à atual é que penso que possa haver alguma - reduzida - probabilidade de acontecer, e nesse caso beneficiaria de um público que já lá está, nessas frequências, migrando o público que ouve nas atuais frequências para lá também.
Mas há aqui um detalhe importante: o Paredes de Coura não é feito pela Música no Coração. Isso baralha as contas ainda mais...
De acordo. E resumindo: não vale a pena espécular sobre algo que tem ainda MUITA tinta para fazer correr, e as probabilidades do que por aqui escrevemos acontecer é quase a mesma de acertar no loto... :D
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Uma nuance que não me lembrei há umas horas. A Vodafone FM, das duas uma, ou troca de frequências com a actual MEO Music (existindo ainda a situação de Coimbra, onde a MEO Music não opera) ou então, no limite, a própria operadora adquire à MCR as detentoras das frequências, fazendo esta última o mesmo em relação às da MEO Music.
Apartir do momento que a Alice for dona da Média Capital simplesmente quando terminar o contrato com a Vodafone não o renova e fará o mesmo com o Montez em relação ás frequencias da MEOMUSIC. Os contratos existem e tem prazos.
A "troca" de frequencias e alvarás é coisa que não "existe" nem é viavel e legal.
E diria que está fora de questão os 100.8 de Lisboa e os 102.7 do Porto passarem a transmitir a Vodafone FM, porque dentro do grupo já há a SBSR, feita há pouco tempo (não dá para mudar, seria insano) e muito próxima em termos da música que passa e do próprio formato. Só se a Vodafone conceder uma rádio feita com bastante diferença face à atual é que penso que possa haver alguma - reduzida - probabilidade de acontecer, e nesse caso beneficiaria de um público que já lá está, nessas frequências, migrando o público que ouve nas atuais frequências para lá também.
Mas há aqui um detalhe importante: o Paredes de Coura não é feito pela Música no Coração. Isso baralha as contas ainda mais...
De acordo. E resumindo: não vale a pena espécular sobre algo que tem ainda MUITA tinta para fazer correr, e as probabilidades do que por aqui escrevemos acontecer é quase a mesma de acertar no loto... :D
Sem dúvida, sem dúvida... Quem acertar nisto que jogue no Totoloto, há muitos caminhos disponÃveis para um mesmo fim. Só se sabe o ponto de partida, neste momento. Teremos de aguardar!
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Ainda bem que a Média Capital foi comprada pela Altice. Como disse o AG espero que apresentem e invistam numa radio de palavra. Faz falta. Mas que seja algo ambicioso, estrutural e estruturante. O ideal seria comprar a TSF e terminar com a M80, fundido, digamos, os dois projetos, mas dando substancial relevância à palavra.
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Ainda bem que a Média Capital foi comprada pela Altice. Como disse o AG espero que apresentem e invistam numa radio de palavra. Faz falta. Mas que seja algo ambicioso, estrutural e estruturante. O ideal seria comprar a TSF e terminar com a M80, fundido, digamos, os dois projetos, mas dando substancial relevância à palavra.
De alguma forma a RR faz algo de parecido, ie, concilia a espaços informativos com a música a metro, seguindo a regra de 20% de temas novos, 80% dos temas estafados ao longo das últimas décadas, acompanhados de uma moderação avulsa, sem uma linha condutora de raiz. A anos-luz de uma “BBC Radio 2†que utiliza essa regra, mas a qualidade e relevância do produto é incomparavelmente superior.
Suponho que o participante “AG†se refere a um projeto na linha da primeira versão do <R CLUB P>, que foi para o ar, salvo erro, em 2003, e abruptamente descontinuado, para dar lugar a uma rádio informativa e de atualidades múltiplas, com palavra quase a 100%. Se for algo de perecido com essa versão 1, concordo 100%. Um produto com aquelas caracterÃsticas tem muito para explorar e aproxima-se das rádios de referência internacionais, das quais não há modelos semelhantes em Portugal.
Quanto a Altice, sendo um grupo privado multinacional, o que pretendem, suponho, é otimizar os lucros, mesmo que isso implique navegar à vista. Portanto, isso poderá não implicar mudanças de fundo no portefólio de rádios do grupo. A ver vamos se existem outros valores e se não replicam formatos de rádios francesas em Portugal. Prognósticos, “só depois do jogoâ€. Até pode acontecer que um grupo controlado por estrangeiros consiga o que a prata da casa não consegue fazer.
A fusão da rede da M80 com a da TSF coloca problemas de vária ordem. O que fazer com os inúmeros emissores (locais) que passam a ser redundantes, remanescentes?
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Emissores locais ajudam nalgumas zonas... Viseu por exemplo onde a TSF mal se ouve nalgumas zonas...
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Ainda bem que a Média Capital foi comprada pela Altice. Como disse o AG espero que apresentem e invistam numa radio de palavra. Faz falta. Mas que seja algo ambicioso, estrutural e estruturante. O ideal seria comprar a TSF e terminar com a M80, fundido, digamos, os dois projetos, mas dando substancial relevância à palavra.
Esqueçam que isso; em FM nos proximos anos, não acontece de cereteza, e por uma razão simples, falta o mais importante: €€.
A TSF teve que reduzir os custos operacionais, e MUITO, pois não tinha capacidade de sustentação eocnomica e mesmo assim ainda é muito cara.
Hoje mal há invesmento publicitário, e não só, para manter um projeto destes em Portugal. Quanto mais dois...!!!
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Esqueçam que isso; em FM nos proximos anos, não acontece de cereteza, e por uma razão simples, falta o mais importante: €€.
A TSF teve que reduzir os custos operacionais, e MUITO, pois não tinha capacidade de sustentação eocnomica e mesmo assim ainda é muito cara.
Hoje mal há invesmento publicitário, e não só, para manter um projeto destes em Portugal. Quanto mais dois...!!!
É o ângulo mais importante da questão e determina tudo o resto, caro AbÃlio. No entanto, voltando ao cenário hipotético da compra da TSF e da junção da rede regional norte com a rede regional sul para um projeto mais arrojado, de caráter generalista, outra questão se coloca. A lei teria de ser alterada. A soma dos retransmissores locais da TSF com os da MCR, suponho, não se pode concentrar num único grupo (excede o limite)… As atuais redes regionais teriam de ser extintas para dar lugar a mais uma rede nacional… A questão de definição de grupos de emissores de forma a constituÃrem redes regionais… O que fazer com os retransmissores em excesso, que foram liberados após a constituição da hipotética rede nacional, etc…
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Esqueçam que isso; em FM nos proximos anos, não acontece de cereteza, e por uma razão simples, falta o mais importante: €€.
A TSF teve que reduzir os custos operacionais, e MUITO, pois não tinha capacidade de sustentação eocnomica e mesmo assim ainda é muito cara.
Hoje mal há invesmento publicitário, e não só, para manter um projeto destes em Portugal. Quanto mais dois...!!!
É o ângulo mais importante da questão e determina tudo o resto, caro AbÃlio. No entanto, voltando ao cenário hipotético da compra da TSF e da junção da rede regional norte com a rede regional sul para um projeto mais arrojado, de caráter generalista, outra questão se coloca. A lei teria de ser alterada. A soma dos retransmissores locais da TSF com os da MCR, suponho, não se pode concentrar num único grupo (excede o limite)… As atuais redes regionais teriam de ser extintas para dar lugar a mais uma rede nacional… A questão de definição de grupos de emissores de forma a constituÃrem redes regionais… O que fazer com os retransmissores em excesso, que foram liberados após a constituição da hipotética rede nacional, etc…
Caro João_S eu nem me detenho nas questões legais das hipotéticas "junções" de "redes regionais" e mais as "locais", pois obviamente não chegaremos a esse patamar.
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Relembro que RFM + RR do grupo r/com possuem duas redes nacionais de FM; M80+TSF+Comercial teriam mais coisa menos coisa o mesmo número de emissores.
O ideal seria criar dois grandes grupos de média em Portugal: por um lado a Altice com a TVI+ as rádios comercial, M80 e TSF; por outro a NOS com a SIC e o grupo R/com.
Num futuro próximo, não me causaria azedume se o grupo RTP fosse adquirido na totalidade por um grupo privado com músculo financeiro.
Os canais internacionais ficariam nas mãos do estado, sendo a sua programação da responsabilidade dos três grupos privados que contribuiriam assim em articulação com o Estado Português para a arquitetura de dois canais internacionais com escala e qualidade.
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Num futuro próximo, não me causaria azedume se o grupo RTP fosse adquirido na totalidade por um grupo privado com músculo financeiro.
Os canais internacionais ficariam nas mãos do estado, sendo a sua programação da responsabilidade dos três grupos privados que contribuiriam assim em articulação com o Estado Português para a arquitetura de dois canais internacionais com escala e qualidade.
Concorde-se ou não, a proposta resume-se numa simples palavra: inconstitucional... Nem o Sr. Relvas o conseguiria fazer. Em teoria, a RTP até poderia ser concessionada a privados, todavia o Estado estaria obrigado a realizar um contrato blindado com o privado, de forma a assegurar o serviço público, e teria de ter mecanismos de controlo da prestação desse contrato. Algo que, até quando o então ministro Miguel Relvas o quis fazer, se verificou ser muito difÃcil. Duvido que a proposta da concessão preconizada por António Borges passasse no Tribunal Constitucional.
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A Lei da Rádio não permite que um grupo controle as duas redes regionais do Continente, apenas 50% do total das licenças. A fusão TSF-M80 não é possÃvel.
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Relembro que RFM + RR do grupo r/com possuem duas redes nacionais de FM; M80+TSF+Comercial teriam mais coisa menos coisa o mesmo número de emissores.
O ideal seria criar dois grandes grupos de média em Portugal: por um lado a Altice com a TVI+ as rádios comercial, M80 e TSF; por outro a NOS com a SIC e o grupo R/com.
Num futuro próximo, não me causaria azedume se o grupo RTP fosse adquirido na totalidade por um grupo privado com músculo financeiro.
Os canais internacionais ficariam nas mãos do estado, sendo a sua programação da responsabilidade dos três grupos privados que contribuiriam assim em articulação com o Estado Português para a arquitetura de dois canais internacionais com escala e qualidade.
Não me agradam nada essas ideias... parecem os tempos do Estado Novo, em que basicamente havia duas grandes rádios privadas e uma estatal. É uma solução que não fomenta a concorrência nem o pluralismo que a comunicação social deve ter.
Acho que a RTP nesta altura não precisa, de todo, ser concessionada. É uma empresa que tem vindo a ser globalmente bem gerida desde 2002, não vejo vantagem nenhuma em ser entregue a sua gestão a privados.
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Esperar para ver, etc. Até porque à formalização do negócio vão haver eleições na ERC e, até lá, muita água irá correr por baixo do moÃnho.
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Relembro que RFM + RR do grupo r/com possuem duas redes nacionais de FM; M80+TSF+Comercial teriam mais coisa menos coisa o mesmo número de emissores.
O ideal seria criar dois grandes grupos de média em Portugal: por um lado a Altice com a TVI+ as rádios comercial, M80 e TSF; por outro a NOS com a SIC e o grupo R/com.
Num futuro próximo, não me causaria azedume se o grupo RTP fosse adquirido na totalidade por um grupo privado com músculo financeiro.
Os canais internacionais ficariam nas mãos do estado, sendo a sua programação da responsabilidade dos três grupos privados que contribuiriam assim em articulação com o Estado Português para a arquitetura de dois canais internacionais com escala e qualidade.
Não me agradam nada essas ideias... parecem os tempos do Estado Novo, em que basicamente havia duas grandes rádios privadas e uma estatal. É uma solução que não fomenta a concorrência nem o pluralismo que a comunicação social deve ter.
Acho que a RTP nesta altura não precisa, de todo, ser concessionada. É uma empresa que tem vindo a ser globalmente bem gerida desde 2002, não vejo vantagem nenhuma em ser entregue a sua gestão a privados.
Não havendo escala consistente nos grupos de rádio, depois não pode exigir projetos arrojados, uma vez que não haverá o tal investimento necessário...