Fórum da Rádio

Estações de radiodifusão => Rádio em Portugal => Tópico iniciado por: AG em Outubro 20, 2016, 10:36:45 am

Título: Lei da Rádio
Enviado por: AG em Outubro 20, 2016, 10:36:45 am
A Lei da Rádio de 1988 foi muito mal feita, em primeiro lugar devia ter lançado a concurso as duas redes que administrativamente tinham sido atribuídas à RR e RDP;
devia ter sido lançada uma terceira rede nacional em vez das Redes Sul e Norte; a Rádio Comercial teria sido concessionada em regime de concurso público em vez de ter sido privatizada (parecendo que não, é diferente). Finalmente, relativamente a rádios locais ou municipais não deviam existir. O que devia ter sido feito era lançarem concursos para rádios distritais (de maneira a ganharem escalabilidade que lhes permitissem sobreviver no mercado sem terem de ser vendidas a grandes grupos), o número de rádios variaria consoante o número de habitantes desse distrito.
Obviamente seria proibida as cadeias de emissores, a possibilidade de deslocalizar as emissões, não haveria rádios temáticas, etc...
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: guest6 em Outubro 20, 2016, 01:40:37 pm
Vou tecer uma consideração sobre o post anterior ao meu e logo de seguida apelar para que se mantenham ontopic:

Não é isso que está em discussão. A conversa dos "grandes grupos" já enjoa. As frequências locais foram mal distribuídas à partida. Um exagero de alvarás concedidos em concelhos que não têm dimensão nem mercado (agora muito menos mercado) para albergar duas (e em alguns casos até mais) concorrentes. Nem vou ao detalhe, falo-lhe só de capitais de distrito: faz algum sentido Vila Real ter 3 alvarás e Beja 2, por exemplo? Beja tem menos um porquê?

A ira é sempre canalizada para os "grandes grupos", mas nunca para os legisladores da altura da legalização das locais que permitiram uma distribuição absurda do espaço radioeléctrico ou para os proprietários das rádios. Afinal de contas, são estes últimos que permitem a venda. No entanto, nunca os vejo a levar com as balas.

A culpa é sempre do tirano da capital.



Peço desculpa por continuar o "off topic", mas há coisas que merecem resposta...

A Lei da Rádio de 1988 foi muito mal feita, em primeiro lugar devia ter lançado a concurso as duas redes que administrativamente tinham sido atribuídas à RR e RDP;
devia ter sido lançada uma terceira rede nacional em vez das Redes Sul e Norte; a Rádio Comercial teria sido concessionada em regime de concurso público em vez de ter sido privatizada (parecendo que não, é diferente). Finalmente, relativamente a rádios locais ou municipais não deviam existir. O que devia ter sido feito era lançarem concursos para rádios distritais (de maneira a ganharem escalabilidade que lhes permitissem sobreviver no mercado sem terem de ser vendidas a grandes grupos), o número de rádios variaria consoante o número de habitantes desse distrito.
Obviamente seria proibida as cadeias de emissores, a possibilidade de deslocalizar as emissões, não haveria rádios temáticas, etc...


Tudo isso que diz é verdade hoje e á luz de toda a informação e analise do que está disponível. Nos anos 80 estive ligado ao processo por si referido, por ligação a uma das rádios piratas á data e que se candidatou á legalização; e tudo o que hoje é "óbvio", naquela altura nem em hipótese acadêmica era ponderado. Se me referirem que as posteriores alterações foram feitas á medida dos "grandes", isso é mais certo que " a chuva cair de cima para baixo..."
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: augusto neto em Outubro 20, 2016, 01:57:18 pm
A Lei da Rádio tem sido alterada ao sabor da actuação dos grandes grupos.
Se antigamente só se podia ter capital em 2 rádios, depois em 5, actualmente acontece isto:

"Nenhuma pessoa singular ou colectiva pode deter, directa ou indirectamente, designadamente através de uma relação de domínio, um número de licenças de serviços de programas radiofónicos de âmbito local superior a 10 % do número total das licenças atribuídas no território nacional."

Ou seja cerca de 35  rádios locais por grupo as quais podem transformar em simples retransmissores.
A MCR, a MnC e a Rcom entre as 3 podem adquirir cerca de 105 rádios locais em Portugal e ficar com praticamente 1 terço de todas elas.
Mas vamos lá então continuar a troca de opiniões sobre quais as rádios locais é que devem ser transformadas em meros retransmissores para melhorar a cobertura das rádios da MCR...
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: estvmkt em Outubro 20, 2016, 05:30:25 pm
Eu por mim sou da opinião de que a M80 e a TSF deveriam ser convertidas em rádios nacionais,permitindo complementarem as respetivas redes.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Vitor Fernandes em Junho 22, 2021, 10:36:00 pm
Citação de post anterior: As locais têm os dias contados. Ou vão ser entregues à IURD ou vão passar para as mãos dos grandes grupos. Só vejo uma hipótese no horizonte. Repartir e baralhar com novo concurso e criar uma série de estações nacionais que hoje são locais encaputadas ao abrigo da Lei da Rádio obsoleta de que dispomos. (fim de citação)

Aqui está um tema muito interessante. É por estes temas que vale a pena participar em fóruns.

Eu penso que a melhor forma de revitalizar as rádios locais não é por via dos subsídios, pelo contrário, acho que os incentivos a fundo perdido só prejudicam as rádios porque as acomoda a "dinheiro fácil" (e isso é doentio) além de que alimenta uma série de interesses estranhos à rádio enquanto produto. Eu tenho feito um importante e discreto trabalho junto das autoridades com objetivo de contribuir para uma nova lei da rádio mais justa e mais atenta à realidade.

Bem sabemos que a Lei da Rádio atual que ainda tem raízes na Lei da Rádio dos anos 80, não acompanhou a realidade. Hoje a população é mais flutuante e cada vez mais os concelhos são mais híbridos entre si em matéria social, económica e cultural. Separar as rádios por concelhos é simplesmente obsoleto e uma ideia retardada que não funciona. Todos sabemos, por exemplo, que o concelho x é dormitório do concelho y e uma mesma rádio deve servir esta população por partilhar da mesma cultura social e mesma economia.

Eu defendo que as rádios locais não devem ser licenciadas para um determinado "concelho" mas sim licenciadas para áreas urbanas ou áreas metropolitanas. Dito de uma forma mais prática, defendo que as rádios não devem ser licenciadas para cobrir um concelho mas um grupo de concelhos que compõem áreas ou zonas urbanas.

No fundo não precisamos de mais rádios, mas de melhores rádios, e para isso é necessário conferir condições de viabilidade.

Só dotando as rádios de capacidade competitiva para gerar valor é que as rádios podem sobreviver, e só capacidade de cobertura é que pode dar força às rádios.

A cobertura está para uma rádio como está o tamanho da área comercial está para o comércio. Não podemos continuar a ter "minimercados" (leia-se rádios locais) quando os tempos modernos exigem mais.


Eu até sugeria aos Administradores deste Fórum para que criem um Tópico chamado: Contributos para a Nova Lei da Rádio, pois ai sim estarão de facto a contribuir para a rádio; em vez de usarem este fórum para "assassinatos de carácter" de pessoas e rádios "só porque sim". Quem sabe se não há boas ideias que possam, ainda a tempo, serem levadas às autoridades reguladoras e fiscalizadoras da radiodifusão em Portugal.

Cumprimentos a todos.

Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Memorias da Radio em Junho 23, 2021, 01:08:39 am
E agora depois de todo esse texto vou eu fazer a pergunta que toda a gente pensou e ninguém fez: e o que é que delimitação de licenciamentos por concelho tem a ver com a Rádio 5?

Abra-se um tópico próprio para discutir isso... não no meio de um tópico de qualquer rádio e menos ainda para promover uma "ação própria importante e discreta junto das autoridades", o que quer que essa ambiguidade textual queira dizer.

Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Vitor Fernandes em Junho 23, 2021, 01:31:22 am
Tem tudo a ver com isto (citação) " Lei da Rádio obsoleta de que dispomos", e que parece que a maioria concorda.

Sugeri abrir um tópico sobre contributos à nova lei da rádio, precisamente porque sobre este tema que se discute o alegado cumprimento (ou não) da Lei da Rádio pela Rádio 5 (a tal lei dita como obsoleta).

É por demais evidente que para meia dúzia "anónimos incapazes de assumir a sua identidade" tudo o que eu diga estará sempre errado ou estarão sempre de lupa na mão à procura de um "milímetro" para atacar. É isto que destrói a rádio, ou melhor, destrói tudo !

Quem realmente quer construir, primeiro ganha 20 ou 30 anos de experiência de liderar (de facto) operadores de radiodifusão licenciados, depois ganha o direito de ser ouvido pelas autoridades, e só assim está realmente a contribuir. É o que tenho feito, uns bons milhares de quilómetros tanto junto da ERC, como ANACOM, AdC e Grupos Parlamentares.

Talvez este fórum tenha ignorado, mas na altura dos 15 milhões (1.7 milhões de facto), a APR, ARIC e mais meia dúzia de rádios fizeram uma pressão enorme; e devo dizer que por exemplo a Rádio Regional (Vítor Fernandes) e a Golo FM (João Vinhas) merecem reconhecimento pela enorme pressão que fizeram diretamente no Governo e dos Grupos Parlamentares da Assembleia da República ... mas estas coisas escapam à ira destrutiva dos "opinadores compulsivos".
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Atento em Junho 23, 2021, 08:10:20 am
Tem tudo a ver com isto (citação) " Lei da Rádio obsoleta de que dispomos", e que parece que a maioria concorda.

Sugeri abrir um tópico sobre contributos à nova lei da rádio, precisamente porque sobre este tema que se discute o alegado cumprimento (ou não) da Lei da Rádio pela Rádio 5 (a tal lei dita como obsoleta).

É por demais evidente que para meia dúzia "anónimos incapazes de assumir a sua identidade" tudo o que eu diga estará sempre errado ou estarão sempre de lupa na mão à procura de um "milímetro" para atacar. É isto que destrói a rádio, ou melhor, destrói tudo !

Quem realmente quer construir, primeiro ganha 20 ou 30 anos de experiência de liderar (de facto) operadores de radiodifusão licenciados, depois ganha o direito de ser ouvido pelas autoridades, e só assim está realmente a contribuir. É o que tenho feito, uns bons milhares de quilómetros tanto junto da ERC, como ANACOM, AdC e Grupos Parlamentares.

Talvez este fórum tenha ignorado, mas na altura dos 15 milhões (1.7 milhões de facto), a APR, ARIC e mais meia dúzia de rádios fizeram uma pressão enorme; e devo dizer que por exemplo a Rádio Regional (Vítor Fernandes) e a Golo FM (João Vinhas) merecem reconhecimento pela enorme pressão que fizeram diretamente no Governo e dos Grupos Parlamentares da Assembleia da República ... mas estas coisas escapam à ira destrutiva dos "opinadores compulsivos".

Eu defendo há muito aqui no fórum que devemos partir para a existência de rádios distritais ou regionais, que sirvam verdadeiramente as regiões para as quais emitem e não sejam apenas cassetes FM...
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Junho 23, 2021, 09:49:24 am
A Rádio 5 está em total incumprimento das obrigações da Lei da Rádio relativamente aos blocos noticiosos há MESES. Não é semanas, é MESES. E a caixa alta que esta conta se encontra a utilizar não é para menos.

Na estação detida por Acácio Marinho não há nem tem havido uma única notícia sobre Espinho nos 3 blocos noticiosos diários que emitem, ainda por cima de baixa qualidade sonora. São todas sobre a Maia, como se a rádio fosse dessa terra e tivesse sido roubada a Espinho. Inacreditável.

Qualquer espinhense que queira ouvir as notícias da sua terra não consegue, na rádio onde era suposto estarem a ser emitidas.

O cúmulo dos cúmulos é estar por estes dias um anúncio sobre a reciclagem na Maia, quer como se a rádio se ouvisse em condições na totalidade desse concelho (que não se faz, e só aí já é muito questionável), quer como se fosse licenciada para a Maia!!!

Um total e completo desrespeito para com a cidade de Espinho!

O mais interessante é que a ERC já foi avisada por e-mail para estes incumprimentos, no início deste ano, e cinco meses e meio passados não deu resposta nem nada fez, nem atual nem retroativamente.

Mais: os indicativos de frequência mencionam "Rádio 5 - Porto" e "No coração do Porto" (no início da hora) quando a estação é de... Espinho, distrito de... Aveiro; o emissor situa-se no Monte da Virgem, em... Vila Nova de Gaia. Tudo certo, portanto. Tudo mesmo. Nem é sequer cumprida a obrigação de mencionar a localidade de atribuição da frequência, muito menos *a própria* frequência em 88.4.

A ERC está demasiado permissiva para com as rádios locais e quem perde são as populações de Espinho, Anta, Silvalde e Paramos que ficam sem rádio que as sirva como tinham e têm todo o direito de ter. Isto não é admissível!

A conta Memórias da Rádio vem assim fazer esta denuncia pública de uma situação que ofende diretamente a Lei da Rádio, a população da cidade de Espinho, e que a ERC insiste em não fiscalizar!

Então mas a Vodafone, Meo, SBSR, M80, Smooth, Megas FM, CidadesFm o que fazem pelas populações onde utilizam o emissor? Alguma destas rádios está preocupada com os concelhos onde retransmite o seu sinal da sede? Algumas destas rádios está preocupada com Gondomar, Gaia, Matosinhos, Maia, Valongo? Zero. Será a Rádio 5 a mão mais criminosa no meio de tanta e tanta rádio?
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Memorias da Radio em Junho 23, 2021, 10:41:42 am
Está a inverter o ónus da coisa. Essas já estão perdidas. Esta não. Especialmente o Zeca sendo de Espinho ou morando lá devia era apoiar a manutenção da rádio local que ainda está ativa, pertencente a esse concelho, em vez de vir com políticas de terra queimada. Cumprimentos.

Quanto ao Vítor, não respondo a pessoas que não deram nem tempo de outras darem a sua opinião em específico e já dizem que "a maioria concorda". Não se sugere abrir um tópico sobre isto, abre-se um tópico, ponto, todos os utilizadores têm essa possibilidade e se é tão interessado na temática (entende-se, também é em causa própria), pode e deve abrir um tópico. Continuo a achar é espetacular também a quantidade insana de picadas que tenta mandar como se eu já não tivesse dito agora três vezes que a minha identificação está disponível para quem a queira. Literalmente cada intervenção sua tem essa boca. Não, não irei fazê-lo porque já está feito, aceite que dói menos e siga com a sua vida.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Vitor Fernandes em Junho 23, 2021, 12:05:27 pm
Mas aceitar o que ? Quem se julga que é ?
Diz que a sua identificação é publica, se assim é, então diga !
Saia de trás da máscara ...
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Junho 23, 2021, 12:44:27 pm
Está a inverter o ónus da coisa. Essas já estão perdidas. Esta não. Especialmente o Zeca sendo de Espinho ou morando lá devia era apoiar a manutenção da rádio local que ainda está ativa, pertencente a esse concelho, em vez de vir com políticas de terra queimada. Cumprimentos.

As rádios que eu referi estão perdidas porquê?
Estão tão perdidas como a Rádio 5.
Será Espinho mais importante que os concelhos de Gaia, Matosinhos, Valongo, Gondomar e Maia?
Agora até pode acrescentar a Rádio Observador que nada faz pelos 2 concelhos onde adquiriu as frequências no Grande Porto.
Todas as frequências locais de rádio usadas como retransmissores deviam encerrar ou obrigar os seus detentores a transmiti desde o concelho. Foi para isso que foram criadas as rádios locais.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Vitor Fernandes em Junho 23, 2021, 01:21:08 pm
Ora aqui está uma boa observação: Estão perdidas porquê ?
Porque a MediaCapital, ou Renascença são intocáveis ?

Só um detalhe: A OBSERVADOR não adquiriu, fez um "acordo" que é uma forma de branquear um "aluguer".
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Junho 23, 2021, 06:36:11 pm
Ora aqui está uma boa observação: Estão perdidas porquê ?
Porque a MediaCapital, ou Renascença são intocáveis ?

Só um detalhe: A OBSERVADOR não adquiriu, fez um "acordo" que é uma forma de branquear um "aluguer".

A Observador não comprou nenhum dos dois emissores?
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Vitor Fernandes em Junho 23, 2021, 06:49:08 pm
Comprou na margem Sul do Tejo (Lisboa) e alugou na Maia e São João da Madeira, e prepara-se para alugar em Coimbra e Santrém onde já anda o Acácio Marinho "à caça".
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Junho 23, 2021, 07:45:17 pm
Comprou na margem Sul do Tejo (Lisboa) e alugou na Maia e São João da Madeira, e prepara-se para alugar em Coimbra e Santrém onde já anda o Acácio Marinho "à caça".

Lá vai Coimbra ficar apenas com a RUC.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdf em Junho 23, 2021, 08:16:37 pm
Comprou na margem Sul do Tejo (Lisboa) e alugou na Maia e São João da Madeira, e prepara-se para alugar em Coimbra e Santrém onde já anda o Acácio Marinho "à caça".

Lá vai Coimbra ficar apenas com a RUC.

Coimbra já só tem a RUC!
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Memorias da Radio em Junho 23, 2021, 08:34:15 pm
Desde pelo menos 2005...

A frequência da "Maia" é de Vila do Conde.

Quanto às rádios perdidas, digo que estão perdidas porque foram adquiridas pelos grandes grupos e a última vez que se assistiu a uma alienação de frequências, sem ser o que aconteceu agora na Rádio Sim, foi salvo erro nos anos 90 com a XFM e a Rádio Energia. O caminho é maioritariamente o de integração e não o oposto, tem sido sempre assim nos últimos 30 anos, e não se queira fazer do Acácio Marinho um "grupo", porque ele operacional tem apenas a No Ar neste momento, nem a Canal 5 tem tanta importância fora da Maia como os grupos têm relevância nacional, ainda que ele tenha relevância por si no meio.

Para mim, são coisas diferentes.

Quanto às procuras por Coimbra e Santarém, vai ser muito mais fácil Coimbra que Santarém por certo, onde não sobram assim tantas frequências viáveis para fazer a ponte com os emissores de Lisboa. Perdem Leiria e a zona Oeste, potencialmente, dependendo do que vier... ou não.

Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Atento em Junho 23, 2021, 09:08:09 pm
Comprou na margem Sul do Tejo (Lisboa) e alugou na Maia e São João da Madeira, e prepara-se para alugar em Coimbra e Santrém onde já anda o Acácio Marinho "à caça".

Lá vai Coimbra ficar apenas com a RUC.

Coimbra já só tem a RUC!


Na zona de Coimbra a rádio Observador será sempre melhor do que qualquer local...
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdf em Junho 23, 2021, 09:32:58 pm
Comprou na margem Sul do Tejo (Lisboa) e alugou na Maia e São João da Madeira, e prepara-se para alugar em Coimbra e Santrém onde já anda o Acácio Marinho "à caça".

Lá vai Coimbra ficar apenas com a RUC.

Coimbra já só tem a RUC!


Na zona de Coimbra a rádio Observador será sempre melhor do que qualquer local...

Obviamente!
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: joao_s em Junho 23, 2021, 10:24:53 pm
Comprou na margem Sul do Tejo (Lisboa) e alugou na Maia e São João da Madeira, e prepara-se para alugar em Coimbra e Santrém onde já anda o Acácio Marinho "à caça".
Aqui na zona de Santarém, a ‘Observador’ é bem-vinda! Dependendo da frequência escolhida (limpa ou sujeita a interferências), o sinal desse emissor vai comutar com os dois emissores da área de Lisboa. Qual é a frequência? Ao contrário de outros emissores de Lisboa, o atual sinal da ‘Observador’ nesta região apresenta-se bastante degradado, perto do inaudível.

Mas o FM é uma tecnologia do tempo das máquinas a vapor! Obsoleta, emissores para aqui, emissores para ali, interferências, ruído, etc. Urge o DAB+ neste país e, a reboque deste, uma reinvenção da rádio em Portugal. Com o DAB+ a expansão da ‘Observador’, e de outras rádios, estaria resolvida, assim como a possibilidade de surgirem novas soluções para os ouvintes.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: AG em Junho 23, 2021, 10:56:47 pm
Desde pelo menos 2005...

A frequência da "Maia" é de Vila do Conde.

Quanto às rádios perdidas, digo que estão perdidas porque foram adquiridas pelos grandes grupos e a última vez que se assistiu a uma alienação de frequências, sem ser o que aconteceu agora na Rádio Sim, foi salvo erro nos anos 90 com a XFM e a Rádio Energia. O caminho é maioritariamente o de integração e não o oposto, tem sido sempre assim nos últimos 30 anos, e não se queira fazer do Acácio Marinho um "grupo", porque ele operacional tem apenas a No Ar neste momento, nem a Canal 5 tem tanta importância fora da Maia como os grupos têm relevância nacional, ainda que ele tenha relevância por si no meio.

Para mim, são coisas diferentes.

Quanto às procuras por Coimbra e Santarém, vai ser muito mais fácil Coimbra que Santarém por certo, onde não sobram assim tantas frequências viáveis para fazer a ponte com os emissores de Lisboa. Perdem Leiria e a zona Oeste, potencialmente, dependendo do que vier... ou não.
Desde a primavera/verão de 2003, quando o RCP ocupou o lugar da jukebox A5 FM ou lá como se chamava - a estação era propriedade do Lino Vidal, na altura. A Mega tinha chegado no final do ano anterior.

Se tivesse que apostar nas novas frequências da Observador seria para os lados de Soure e de Tomar.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Junho 23, 2021, 11:05:46 pm
Comprou na margem Sul do Tejo (Lisboa) e alugou na Maia e São João da Madeira, e prepara-se para alugar em Coimbra e Santrém onde já anda o Acácio Marinho "à caça".

Lá vai Coimbra ficar apenas com a RUC.



Coimbra já só tem a RUC!


Na zona de Coimbra a rádio Observador será sempre melhor do que qualquer local...

Enfim. A Observador é uma rádio local de Lisboa que graças ao poder económico que tem o grupo a que pertence, adquire frequências locais, sem contribuir em nada para o concelho onde retransmite. Zero. zero empregos, zero estrutura de rádio. Apenas quer as frequências para aumentar o bolo de receita publicitário.
O atento adora ver tudo a fechar pelo país, já vi que sim.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: ruicleto em Junho 23, 2021, 11:07:23 pm
Comprou na margem Sul do Tejo (Lisboa) e alugou na Maia e São João da Madeira, e prepara-se para alugar em Coimbra e Santrém onde já anda o Acácio Marinho "à caça".
Aqui na zona de Santarém, a ‘Observador’ é bem-vinda! Dependendo da frequência escolhida (limpa ou sujeita a interferências), o sinal desse emissor vai comutar com os dois emissores da área de Lisboa. Qual é a frequência? Ao contrário de outros emissores de Lisboa, o atual sinal da ‘Observador’ nesta região apresenta-se bastante degradado, perto do inaudível.

Mas o FM é uma tecnologia do tempo das máquinas a vapor! Obsoleta, emissores para aqui, emissores para ali, interferências, ruído, etc. Urge o DAB+ neste país e, a reboque deste, uma reinvenção da rádio em Portugal. Com o DAB+ a expansão da ‘Observador’, e de outras rádios, estaria resolvida, assim como a possibilidade de surgirem novas soluções para os ouvintes.

Concordo plenamente com João. Urge nova tecnologia em Portugal com novas oportunidades e novos temas de conversa.
Já agora deixo ligação para estudo DAB+ no automóvel e atualização de informação:
https://www.worlddab.org/system/news/documents/000/012/060/original/WorldDAB_press_release_DABPLUS_RADIO_AS_STANDARD_IN_NEW_EUROPEAN_CARS_23.6.21.pdf?1624377802
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: radiokilledtheMTVstar em Junho 25, 2021, 07:22:43 pm

Eu defendo há muito aqui no fórum que devemos partir para a existência de rádios distritais ou regionais, que sirvam verdadeiramente as regiões para as quais emitem e não sejam apenas cassetes FM...

Eu também defendo isso, mas com as devidas excepções.
Iriam haver muitos despedimentos principalmente daqueles que aguentam as rádios locais com mais um ou dois funcionários, porque em Portugal não acredito em rádios distritais/regionais com animação 24/24h como a Radio Galega a conseguirem integrá-los a todos. Claro que a tem culpa de que alguns não façam um bom serviço às próprias populações com cassetes FM é dos próprios gestores... Por isso é que era fundamental ter um controlo apertado da ERC, que nunca existiu. E já agora, acabar de vez com o absurdo das Redes "Regionais" Norte e Sul para que deixemos de ter de ver aberrações como o pdnf referiu com a M80 Valongo por exemplo e deixar que se possível sejam facilitadas novas frequências às nacionais para que completem a sua cobertura nacional e não tenham que "matar" ainda mais rádios locais.

Depois, se Guimarães e a Guarda conseguem aguentar duas rádios locais, não poderíamos extingui-las só porque sim. E outras com carácter muito específico que não seria feito por ninguém como a Rádio Fronteira em Vilar Formoso que tem programas em parceria com a Onda Cero Salamanca.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Vitor Fernandes em Junho 25, 2021, 08:24:23 pm
Já foi saber quanto é que essas ditas rádios (cito, Guimarães e Braga) recebem do erário público ? Ou seja, dos impostos de todos nós?

Só podemos comparar quando a todas forem dadas as mesmas condições, não acha ?

É fácil ter 20 empregados se todos forem pagos pela "câmara". Eu tive o cuidado de ir saber, note-se que tenho documentação oficial de suporte, e há autarquias que pagam aos 150 a 200 mil euros por ano às suas rádios locais ... E outras pagam zero, e pior que isso perseguem a rádio local porque não lhes faz favores políticos.

Este debate era engraçado ...

Querem um debate giro? Eu lanço a sugestão: O impacto dos programas de fim-de-semana à tarde das televisões generalistas nas rádios locais.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: radiokilledtheMTVstar em Junho 25, 2021, 09:20:27 pm
Já foi saber quanto é que essas ditas rádios (cito, Guimarães e Braga) recebem do erário público ? Ou seja, dos impostos de todos nós?

Só podemos comparar quando a todas forem dadas as mesmas condições, não acha ?

É fácil ter 20 empregados se todos forem pagos pela "câmara". Eu tive o cuidado de ir saber, note-se que tenho documentação oficial de suporte, e há autarquias que pagam aos 150 a 200 mil euros por ano às suas rádios locais ... E outras pagam zero, e pior que isso perseguem a rádio local porque não lhes faz favores políticos.

Este debate era engraçado ...

Querem um debate giro? Eu lanço a sugestão: O impacto dos programas de fim-de-semana à tarde das televisões generalistas nas rádios locais.

Então que se aclare a situação. Se não há empresários privados que possam investir nas locais e se para si não devem ser públicas, então sobra essa coisa maravilhosa que é a IURD...
Aliás, por exemplo em Espanha parece-me haver muito mais contestação à RNE do que às centenas de rádios regionais, todas elas públicas. E acredito que aqui seria a esmagadora maioria do público não se importaria que as rádios em dificuldades se tornassem públicas, sempre está mais próxima das pessoas do que uma Antena 1 que acabou com o único espaço de informação regional que tinha e com outra onde só se satisfazem os caprichos de alguns...
Quanto à isenção delas, isso já é problema da competência ou falta dela das autoridades, é outra história...

Enviado do meu Redmi 7 através do Tapatalk
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Vitor Fernandes em Junho 25, 2021, 10:02:31 pm
As coisas não são assim tão líquidas. É preciso abandonar "discurso radical" para ser possível um debate sereno e ponderado sobre as rádios locais. É preciso muito mais estudo e análise para se poderem tirar conclusões.

Citando aqui um alto funcionário da ANACOM que diz, e bem, "isto já nasceu torto" (sobre as rádios locais), e é bem verdade. Somando a isto o "chico-espertismo" as coisas ficam ainda mais tortas (leia-se que os chicos-espertos a que me refiro são aqueles que criam rádios nacionais com base no somatório de rádios locais).

Como se pode exigir obrigações iguais perante direitos diferentes ? Um exemplo: Em Paredes temos uma rádio com PAR 1KW e outra com 2 KW; mas ambas pagam os mesmos impostos e regem-se pelas mesmas leis e obrigações; já nos direitos ... Como se pode exigir a estas duas rádios as mesmas obrigações se já são descriminadas à partida pelo mesmo estado ?

Quando eu no passado disse que tinha feito um trabalho silencioso junto das autoridades, este foi um dos temas; e tem piada que a AdC foi "dizendo" que estas "descriminações" mesmo que legalmente sustentadas conferem dualidade no acesso ao mercado e no espírito livre concorrencial entre os operadores de radiodifusão, embora a ANACOM (que sempre - e bem - esteve/está contra os aumentos de potência tivesse lavado as mãos dos despachos políticos que permitiram os aumentos de potência e consequentemente um pandemónio no espectro radioelétrico). Claro que a APR não se mete nisto porque na APR os beneficiários desta descriminação são associados (acho que já entenderam que a APR tem um sério problema de "camisolas").

Eu reparo que a ANACOM - e bem - está a tentar corrigir o que pode; mas isto está tudo torto, obsoleto e errado e isso espelha-se no funcionamento/viabilidade das rádios.

A agonia até à morte final das rádios locais começa na própria lei; e porque sinceramente ou se faz uma alteração profunda a isto tudo ou não fica nada a funcionar.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Julho 21, 2021, 01:47:14 am
O que é dito ao minuto 28 é verdade e muito relevante na gestão das empresas públicas. A contratação de novas pessoas é um forte constrangimento na gestão diária da vida das empresas públicas. E isso também justifica teres uma rádio jovem tão envelhecida e os falsos recibos verdes.

E ainda o facto de não haver margem de progressão como acontece na MCR com Cidade > Comercial > M80 e a RR com Mega > RFM > RR.
Uma Antena 4 mataria dois coelhos numa cajadada: libertava a Antena 1 para ser uma verdadeira rádio de palavra e permitiria a formação de uma grande equipa com Augusto Fernandes, Catarina Miranda etc mais os "decanos" da 3 para uma BBC Radio 2 à portuguesa.

O problema é que uma Antena 4 vai matar mais uma série de locais, a menos que canibalizes emissores da A2 e da A3! Mas sim, faz sentido isso!Também poderias pegar em malta da 2 e da 3 e dividir entre a 1 e a 2, mas seria um risco no ar... ;D ;D ;D

A RTP deveria ter uma verdadeira rádio jovem como a Mega ou a Cidade, mas com uma playlist diferenciada. A Antena 3, com OUTRO NOME, poderia fazer esse papel.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: estvmkt em Julho 21, 2021, 07:26:12 am
Mudança no mapa de frequências de rádio em Portugal exige se... Para ter mais duas/três redes nacionais: M80,TSF e mais uma rádio pública.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdf em Julho 21, 2021, 11:21:57 am
Mudança no mapa de frequências de rádio em Portugal exige se... Para ter mais duas/três redes nacionais: M80,TSF e mais uma rádio pública.

Só com DAB+.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Atento em Julho 21, 2021, 11:24:09 am
Mudança no mapa de frequências de rádio em Portugal exige se... Para ter mais duas/três redes nacionais: M80,TSF e mais uma rádio pública.

Só com DAB+.

Através da reorganização do mapa territorial de emissores e da reorganização das frequências não seria possível?
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdf em Julho 21, 2021, 11:33:09 am
Mudança no mapa de frequências de rádio em Portugal exige se... Para ter mais duas/três redes nacionais: M80,TSF e mais uma rádio pública.

Só com DAB+.

Através da reorganização do mapa territorial de emissores e da reorganização das frequências não seria possível?

Seria uma tarefa hercúlea, mas impossível não seria.

O problema está a montante e já foi aqui discutido vezes sem conta - a atribuição de alvará local a tudo o que é cantinho foi um erro...
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Julho 21, 2021, 01:21:25 pm
Mudança no mapa de frequências de rádio em Portugal exige se... Para ter mais duas/três redes nacionais: M80,TSF e mais uma rádio pública.

Só com DAB+.

Através da reorganização do mapa territorial de emissores e da reorganização das frequências não seria possível?




Seria uma tarefa hercúlea, mas impossível não seria.

O problema está a montante e já foi aqui discutido vezes sem conta - a atribuição de alvará local a tudo o que é cantinho foi um erro...

Desculpem a ignorância, mas as licenças foram atribuídas até quando? Ou são permanentes? Sim, existem demasiados alvarás locais, e isso é um erro que, a meu ver, interessa fundamentalmente aos grandes grupos e também à própria RDP. São licenças que não tem capacidade de se desenvolverem adequadamente e que, como tal, não fazem concorrência aos da piscina dos grandes...

Uma dúvida: em Espanha, quantas nacionais existem? Pelo que me apercebi, as privadas funcionam no sistema M80/Cidade/Mega, correto? Nacionais mesmo só o serviço público? Ou estou errado?
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Atento em Julho 21, 2021, 03:02:32 pm
Mudança no mapa de frequências de rádio em Portugal exige se... Para ter mais duas/três redes nacionais: M80,TSF e mais uma rádio pública.

Só com DAB+.

Através da reorganização do mapa territorial de emissores e da reorganização das frequências não seria possível?




Seria uma tarefa hercúlea, mas impossível não seria.

O problema está a montante e já foi aqui discutido vezes sem conta - a atribuição de alvará local a tudo o que é cantinho foi um erro...

Desculpem a ignorância, mas as licenças foram atribuídas até quando? Ou são permanentes? Sim, existem demasiados alvarás locais, e isso é um erro que, a meu ver, interessa fundamentalmente aos grandes grupos e também à própria RDP. São licenças que não tem capacidade de se desenvolverem adequadamente e que, como tal, não fazem concorrência aos da piscina dos grandes...

Uma dúvida: em Espanha, quantas nacionais existem? Pelo que me apercebi, as privadas funcionam no sistema M80/Cidade/Mega, correto? Nacionais mesmo só o serviço público? Ou estou errado?


1- Excetuando as rádios públicas que podem abrir emissores onde quiserem, as privadas têm de garantir as frequências através de concurso público promovido por cada comunidade autónoma, comprometendo-se a contratar profissionais da região e uma programação local para cada concelho, onde emitem, e comunidade autónoma.

2- Generalistas nacionais: RNE1, SER, COPE, ONDA CERO, ESRADIO.

3- Musicais nacionais: RNE2, RNE3, LOS 40, Cadena 100, Europa FM, Cadena DIAL, Rock FM, M80 (atualmente com outro nome).

4- Uma nacional de informação: RNE5.

5'- Uma nacional de desporto: Rádio Marca.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Julho 21, 2021, 07:01:41 pm
Mudança no mapa de frequências de rádio em Portugal exige se... Para ter mais duas/três redes nacionais: M80,TSF e mais uma rádio pública.

Só com DAB+.

Através da reorganização do mapa territorial de emissores e da reorganização das frequências não seria possível?




Seria uma tarefa hercúlea, mas impossível não seria.

O problema está a montante e já foi aqui discutido vezes sem conta - a atribuição de alvará local a tudo o que é cantinho foi um erro...

Desculpem a ignorância, mas as licenças foram atribuídas até quando? Ou são permanentes? Sim, existem demasiados alvarás locais, e isso é um erro que, a meu ver, interessa fundamentalmente aos grandes grupos e também à própria RDP. São licenças que não tem capacidade de se desenvolverem adequadamente e que, como tal, não fazem concorrência aos da piscina dos grandes...

Uma dúvida: em Espanha, quantas nacionais existem? Pelo que me apercebi, as privadas funcionam no sistema M80/Cidade/Mega, correto? Nacionais mesmo só o serviço público? Ou estou errado?


1- Excetuando as rádios públicas que podem abrir emissores onde quiserem, as privadas têm de garantir as frequências através de concurso público promovido por cada comunidade autónoma, comprometendo-se a contratar profissionais da região e uma programação local para cada concelho, onde emitem, e comunidade autónoma.

2- Generalistas nacionais: RNE1, SER, COPE, ONDA CERO, ESRADIO.

3- Musicais nacionais: RNE2, RNE3, LOS 40, Cadena 100, Europa FM, Cadena DIAL, Rock FM, M80 (atualmente com outro nome).

4- Uma nacional de informação: RNE5.

5'- Uma nacional de desporto: Rádio Marca.

Ou seja, no FM diria que temos 15 nacionais em Espanha contra 15 em Portugal! No nosso panorama nem precisariamos de tantas: contas por alto, a juntar às 6 existentes, precisariamos de rede para a M80, Cidade FM, Smooth, MegaHits, TSF, Observador, e eventualmente abrir mais uma licença a concurso, gosto da ideia da desportiva. Seria viável!
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: AG em Julho 21, 2021, 07:37:34 pm
Mudança no mapa de frequências de rádio em Portugal exige se... Para ter mais duas/três redes nacionais: M80,TSF e mais uma rádio pública.

Só com DAB+.

Através da reorganização do mapa territorial de emissores e da reorganização das frequências não seria possível?




Seria uma tarefa hercúlea, mas impossível não seria.

O problema está a montante e já foi aqui discutido vezes sem conta - a atribuição de alvará local a tudo o que é cantinho foi um erro...

Desculpem a ignorância, mas as licenças foram atribuídas até quando? Ou são permanentes? Sim, existem demasiados alvarás locais, e isso é um erro que, a meu ver, interessa fundamentalmente aos grandes grupos e também à própria RDP. São licenças que não tem capacidade de se desenvolverem adequadamente e que, como tal, não fazem concorrência aos da piscina dos grandes...

Uma dúvida: em Espanha, quantas nacionais existem? Pelo que me apercebi, as privadas funcionam no sistema M80/Cidade/Mega, correto? Nacionais mesmo só o serviço público? Ou estou errado?


1- Excetuando as rádios públicas que podem abrir emissores onde quiserem, as privadas têm de garantir as frequências através de concurso público promovido por cada comunidade autónoma, comprometendo-se a contratar profissionais da região e uma programação local para cada concelho, onde emitem, e comunidade autónoma.

2- Generalistas nacionais: RNE1, SER, COPE, ONDA CERO, ESRADIO.

3- Musicais nacionais: RNE2, RNE3, LOS 40, Cadena 100, Europa FM, Cadena DIAL, Rock FM, M80 (atualmente com outro nome).

4- Uma nacional de informação: RNE5.

5'- Uma nacional de desporto: Rádio Marca.

Ou seja, no FM diria que temos 15 nacionais em Espanha contra 15 em Portugal! No nosso panorama nem precisariamos de tantas: contas por alto, a juntar às 6 existentes, precisariamos de rede para a M80, Cidade FM, Smooth, MegaHits, TSF, Observador, e eventualmente abrir mais uma licença a concurso, gosto da ideia da desportiva. Seria viável!
Em FM não é possível.

Só com muito engenho se conseguiria alargar a M80 e a TSF (esta seria bem mais fácil pois falta apenas o Alentejo e o Algarve para cobrir todo o Continente) para nacionais, fazendo assim um total de 8 redes nacionais, o que me parece um número apropriado tendo em conta o tamanho do país.

O problema aqui é que tens logo 3 do Estado e 2 da Igreja, o que diminui muito a concorrência.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Luis Carvalho em Julho 21, 2021, 07:57:15 pm
Mudança no mapa de frequências de rádio em Portugal exige se... Para ter mais duas/três redes nacionais: M80,TSF e mais uma rádio pública.

Só com DAB+.

Através da reorganização do mapa territorial de emissores e da reorganização das frequências não seria possível?




Seria uma tarefa hercúlea, mas impossível não seria.

O problema está a montante e já foi aqui discutido vezes sem conta - a atribuição de alvará local a tudo o que é cantinho foi um erro...

Desculpem a ignorância, mas as licenças foram atribuídas até quando? Ou são permanentes? Sim, existem demasiados alvarás locais, e isso é um erro que, a meu ver, interessa fundamentalmente aos grandes grupos e também à própria RDP. São licenças que não tem capacidade de se desenvolverem adequadamente e que, como tal, não fazem concorrência aos da piscina dos grandes...

Uma dúvida: em Espanha, quantas nacionais existem? Pelo que me apercebi, as privadas funcionam no sistema M80/Cidade/Mega, correto? Nacionais mesmo só o serviço público? Ou estou errado?


1- Excetuando as rádios públicas que podem abrir emissores onde quiserem, as privadas têm de garantir as frequências através de concurso público promovido por cada comunidade autónoma, comprometendo-se a contratar profissionais da região e uma programação local para cada concelho, onde emitem, e comunidade autónoma.

2- Generalistas nacionais: RNE1, SER, COPE, ONDA CERO, ESRADIO.

3- Musicais nacionais: RNE2, RNE3, LOS 40, Cadena 100, Europa FM, Cadena DIAL, Rock FM, M80 (atualmente com outro nome).

4- Uma nacional de informação: RNE5.

5'- Uma nacional de desporto: Rádio Marca.

Ou seja, no FM diria que temos 15 nacionais em Espanha contra 15 em Portugal! No nosso panorama nem precisariamos de tantas: contas por alto, a juntar às 6 existentes, precisariamos de rede para a M80, Cidade FM, Smooth, MegaHits, TSF, Observador, e eventualmente abrir mais uma licença a concurso, gosto da ideia da desportiva. Seria viável!

Não são 15 rádios nacionais! Nem todas as cadeias espanholas asseguram a cobertura de todas as províncias de Espanha. A "Los 40 Classic" (ex-M80) não se ouve em condições minimamente satisfatórias em Badajoz. E a Rádio Marca não tem emissores  para quase toda a "Extremadura". As únicas estações que asseguram a cobertura em todas as províncias, regiões autónomas e praticamente todo o território espanhol são as da Rádio Nacional de Espanha.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Atento em Julho 21, 2021, 09:29:25 pm
Mudança no mapa de frequências de rádio em Portugal exige se... Para ter mais duas/três redes nacionais: M80,TSF e mais uma rádio pública.

Só com DAB+.

Através da reorganização do mapa territorial de emissores e da reorganização das frequências não seria possível?




Seria uma tarefa hercúlea, mas impossível não seria.

O problema está a montante e já foi aqui discutido vezes sem conta - a atribuição de alvará local a tudo o que é cantinho foi um erro...

Desculpem a ignorância, mas as licenças foram atribuídas até quando? Ou são permanentes? Sim, existem demasiados alvarás locais, e isso é um erro que, a meu ver, interessa fundamentalmente aos grandes grupos e também à própria RDP. São licenças que não tem capacidade de se desenvolverem adequadamente e que, como tal, não fazem concorrência aos da piscina dos grandes...

Uma dúvida: em Espanha, quantas nacionais existem? Pelo que me apercebi, as privadas funcionam no sistema M80/Cidade/Mega, correto? Nacionais mesmo só o serviço público? Ou estou errado?


1- Excetuando as rádios públicas que podem abrir emissores onde quiserem, as privadas têm de garantir as frequências através de concurso público promovido por cada comunidade autónoma, comprometendo-se a contratar profissionais da região e uma programação local para cada concelho, onde emitem, e comunidade autónoma.

2- Generalistas nacionais: RNE1, SER, COPE, ONDA CERO, ESRADIO.

3- Musicais nacionais: RNE2, RNE3, LOS 40, Cadena 100, Europa FM, Cadena DIAL, Rock FM, M80 (atualmente com outro nome).

4- Uma nacional de informação: RNE5.

5'- Uma nacional de desporto: Rádio Marca.

Ou seja, no FM diria que temos 15 nacionais em Espanha contra 15 em Portugal! No nosso panorama nem precisariamos de tantas: contas por alto, a juntar às 6 existentes, precisariamos de rede para a M80, Cidade FM, Smooth, MegaHits, TSF, Observador, e eventualmente abrir mais uma licença a concurso, gosto da ideia da desportiva. Seria viável!

Não são 15 rádios nacionais! Nem todas as cadeias espanholas asseguram a cobertura de todas as províncias de Espanha. A "Los 40 Classic" (ex-M80) não se ouve em condições minimamente satisfatórias em Badajoz. E a Rádio Marca não tem emissores  para quase toda a "Extremadura". As únicas estações que asseguram a cobertura em todas as províncias, regiões autónomas e praticamente todo o território espanhol são as da Rádio Nacional de Espanha.

Certo.


Embora as principais generalistas generalistas - SER e COPE - através de algumas emissoras pirata consigam cobrir mais de 90% do território.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: joao_s em Julho 21, 2021, 11:37:27 pm
(...)
Só com DAB+.

Através da reorganização do mapa territorial de emissores e da reorganização das frequências não seria possível?
Colocam-se algumas questões sobre o assunto:
- Custo da operação;
- Complexidade da operação;
- Solução para o curto prazo ou solução de futuro;
- Se a tecnologia suporta a demanda previsível para o futuro;
- Tecnologia ultrapassada versus tecnologia atual;
- Implicações para a população idosa, que pode ter frequências de décadas alteradas e os recetores não atualizam automaticamente a estação (recetores sem AF do RDS);
- Investimento emissores que, a prazo, podem ser desligados por motivos de substituição da tecnologia. Os últimos a entrar em funcionamento são os primeiros a ser desligados (investimento não amortizado);
- Adiar o inadiável (com os custos que isso implica).

Ao contrário do FM, em que a sintonia da estação é feita pela frequência, por exemplo, 90.2 MHz; no DAB+ a “sintonia” da estação é feita pelo nome, por exemplo, ‘Renascença’. Isto implica que podem ser feitas alterações técnicas no sistema sem que o utilizador tenha de realizar qualquer operação no recetor.

---/---
Já aqui foi referido que o operador público alemão ‘ZDF’, para a além de produzir canais de TV para a Alemanha (salvo erro, alguns também são difundidos na Áustria em sinal aberto), também é um instrumento de geopolítica, com a relevância que isso implica para o país. Desta forma, projeta a imagem deste país, está envolvido nos mais diversos tipos de coproduções e projetos internacionais (esta é uma forma dos países tirarem partido dos respetivos serviços públicos).

Vejam aqui um documentário coproduzido pela ‘ZDF’ sobre o mercado da Ribeira de Lisboa e qual a origem de alguns produtos vendidos nesse mercado. Foi difundido no canal franco-alemão ‘ARTE’, para um universo de 170 milhões de espetadores da Europa Central (https://www.arte.tv/fr/videos/070776-003-K/le-ventre-de-lisbonne/). Países fortes, serviços públicos fortes.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: ruicleto em Julho 21, 2021, 11:40:21 pm
(...)
Só com DAB+.

Através da reorganização do mapa territorial de emissores e da reorganização das frequências não seria possível?
Colocam-se algumas questões sobre o assunto:
- Custo da operação;
- Complexidade da operação;
- Solução para o curto prazo ou solução de futuro;
- Se a tecnologia suporta a demanda previsível para o futuro;
- Tecnologia ultrapassada versus tecnologia atual;
- Implicações para a população idosa, que pode ter frequências de décadas alteradas e os recetores não atualizam automaticamente a estação (recetores sem AF do RDS);
- Investimento emissores que, a prazo, podem ser desligados por motivos de substituição da tecnologia. Os últimos a entrar em funcionamento são os primeiros a ser desligados (investimento não amortizado);
- Adiar o inadiável (com os custos que isso implica).

Ao contrário do FM, em que a sintonia da estação é feita pela frequência, por exemplo, 90.2 MHz; no DAB+ a “sintonia” da estação é feita pelo nome, por exemplo, ‘Renascença’. Isto implica que podem ser feitas alterações técnicas no sistema sem que o utilizador tenha de realizar qualquer operação no recetor.

---/---
Já aqui foi referido que o operador público alemão ‘ZDF’, para a além de produzir canais de TV para a Alemanha (salvo erro, alguns também são difundidos na Áustria em sinal aberto), também é um instrumento de geopolítica, com a relevância que isso implica para o país. Desta forma, projeta a imagem deste país, está envolvido nos mais diversos tipos de coproduções e projetos internacionais (esta é uma forma dos países tirarem partido dos respetivos serviços públicos).

Vejam aqui um documentário coproduzido pela ‘ZDF’ sobre o mercado da Ribeira de Lisboa e qual a origem de alguns produtos vendidos nesse mercado. Foi difundido no canal franco-alemão ‘ARTE’, para um universo de 170 milhões de espetadores da Europa Central (https://www.arte.tv/fr/videos/070776-003-K/le-ventre-de-lisbonne/). Países fortes, serviços públicos fortes.

Boa análise!
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Julho 22, 2021, 01:58:14 am
(...)
Só com DAB+.

Através da reorganização do mapa territorial de emissores e da reorganização das frequências não seria possível?
Colocam-se algumas questões sobre o assunto:
- Custo da operação;
- Complexidade da operação;
- Solução para o curto prazo ou solução de futuro;
- Se a tecnologia suporta a demanda previsível para o futuro;
- Tecnologia ultrapassada versus tecnologia atual;
- Implicações para a população idosa, que pode ter frequências de décadas alteradas e os recetores não atualizam automaticamente a estação (recetores sem AF do RDS);
- Investimento emissores que, a prazo, podem ser desligados por motivos de substituição da tecnologia. Os últimos a entrar em funcionamento são os primeiros a ser desligados (investimento não amortizado);
- Adiar o inadiável (com os custos que isso implica).

Ao contrário do FM, em que a sintonia da estação é feita pela frequência, por exemplo, 90.2 MHz; no DAB+ a “sintonia” da estação é feita pelo nome, por exemplo, ‘Renascença’. Isto implica que podem ser feitas alterações técnicas no sistema sem que o utilizador tenha de realizar qualquer operação no recetor.

---/---
Já aqui foi referido que o operador público alemão ‘ZDF’, para a além de produzir canais de TV para a Alemanha (salvo erro, alguns também são difundidos na Áustria em sinal aberto), também é um instrumento de geopolítica, com a relevância que isso implica para o país. Desta forma, projeta a imagem deste país, está envolvido nos mais diversos tipos de coproduções e projetos internacionais (esta é uma forma dos países tirarem partido dos respetivos serviços públicos).

Vejam aqui um documentário coproduzido pela ‘ZDF’ sobre o mercado da Ribeira de Lisboa e qual a origem de alguns produtos vendidos nesse mercado. Foi difundido no canal franco-alemão ‘ARTE’, para um universo de 170 milhões de espetadores da Europa Central (https://www.arte.tv/fr/videos/070776-003-K/le-ventre-de-lisbonne/). Países fortes, serviços públicos fortes.

Todos concordaremos que o DAB+ é o futuro. Onde podemos ter dúvidas é sobre se valerá a pena apostar desde já na tecnologia, ou aguardar até que a mesma seja maturada.
Para mim a resposta é óbvia: pelo menos nos grandes centros urbanos, é necessária a migração. Dinheiro terá de vir do PRR ou do P2030, que terão reprogramações em breve.

Para termos uma ideia, entre RDP, R/Com, MCR, TSF e Observador, mais uma ou outra local que tenha escala para entrar, em quanto ficaria a migração, subsidiada a 100% pelo Estado? Novos opoeradores pagariam o seu custo.

Outra questão pertinente, é o custo dos receptores. O que seria necessário fazer para transformar um autoradio (que por vezes até já vem integrado nos computadores de bordo) em DAB? É um processo exequível, nomeadamente em matéria de custos? Mais uma vez, teriam de ser alocadas verbas dos Fundos Comunitários para a atualização também dos receptores.

Terceira questão: seria possível a manutenção de um sistema misto, em que deixariamos, por exemplo, as locais no FM e as nacionais (reais e impostoras) no DAB? Admito que poderia ser do interesse de ambos os players, grandes e pequenos, contando que o autoradio permita a sintonização de ambas, como ocorre hoje com o FM e AM. Para além disso, permitiria libertar uma serie de frequencias locais canibalizadas.

Quarta questão: o que permitiria em termos técnicos a libertação da banda do FM (87.5 - 108.0)? Outra ainda, não é possível aumentar a banda de FM mais para cima ou para baixo?

Finalmente, quais os reais custos para o país de dois sistemas a correr em paralelo, mas cada um na sua pista?
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Agosto 02, 2021, 02:10:13 am
Para além das questões do meu post anterior, que certamente os colegas mais experientes saberão responder, deixo outra: é possível, por exemplo, um grande hipermercado, passar no sistema de som uma estação de rádio? Pensava que não! Têm de pagar alguma taxa à estação?
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Memorias da Radio em Agosto 02, 2021, 02:54:41 am
Algumas respostas:

- Os equipamentos para DAB+ têm o mesmo custo, ou pouco mais caro, que equipamentos novos em FM. Elementos como processadores e mesas de mistura não precisam de mudança; os transmissores propriamente ditos sim; elementos como dipolos e torres podem precisar de ajustes conforme cada configuração de cada rádio e aquilo que vier a ser determinado (cada um na sua torre ou todos na mesma).

- Não é possível passar um autorádio FM para DAB. As frequências dos blocos são completamente diferentes e andam mais perto de VHF-I que propriamente qualquer outra coisa. É substituir o autorádio existente por um DAB+, o que nalguns carros, especialmente dos anos 2000, implica perda de informação no visor embutido no carro com o autorádio original, em troca de visualização no novo autorádio.

O custo dos recetores, uma vez mais, é igual ou um pouco mais caro que em FM, não está já proibitivo como estava há uns anos.

- Não só é possível um sistema misto como a Noruega é um exemplo desse sistema misto.

- Só é possível libertar a faixa FM pertencente ao Japão, 76-90 MHz (na prática seriam mais 11,5 MHz de espectro). Mas isto tem vários problemas: ora porque nem todos os rádios suportam a banda inferior, ora porque quando suportam obrigam a comutar de propósito da banda do Japão para a Europa em permanência, ora porque a harmonização disto é já de décadas e não é assim tão simples, ora porque seria prolongar uma ineficiência de espectro e tecnologia já ultrapassadas com solução equiparada, ora ainda porque depende de coordenação à escala Europeia e em muitos casos possivelmente comprar novos equipamentos, ora por fim porque a banda 76-87.5 MHz está reservada na ANACOM atualmente para outro tipo de usos sujeitos a licença (salvo erro).

Acima dos 108.0 MHz falamos de VHF-I, que esteve a ser usado muitos anos para televisão, mas o conceito tecnológico é uma harmonização mundial. Não é só "mudar e pronto".

Os custos para o país não sei.

Talvez mais relevante com a passagem do FM para DAB+ era também aproveitar a tecnologia do AM seja para aumentar de novo a amplitude áudio com o desligamento de emissores, para um punhado de redes nacionais e europeias em AM-Stereo com espaçamento de carrier a 36 kHz (para amplitude áudio de 18 kHz em vez dos antiquados 4.5 kHz que parecem áudio comprimido de 1995), ou implementar DRM na onda média. Com isto, com apenas três ou quatro emissores a nível nacional potentes e bem colocados haveria uma cobertura continental portuguesa, porque o AM permite maior raio de alcance ao contrário do FM, ao mesmo tempo em que se abria o mercado a novos players e se melhorava a fidelidade sonora do áudio.

Como em muitas coisas, não somos soberanos para decidir nisto e já iremos a reboque da Europa mudando, neste momento, quanto mais optar por outras soluções. Gente com falta de visão dá nisto.

Por fim: a difusão de elementos de rádio num grande hipermercado, como qualquer música com direitos de autor, paga licença à Passmusica no mínimo e com jeitinho também à SPA por parte do agente que está a emitir. Mas são empresas à parte. É prática corrente nalguns mini e supermercados ter um sistema local com uma rádio qualquer mas a prática vai caindo em desuso, é só nos mais antigos, porque depois são minutos de publicidade seguida e com jeitinho até da concorrência, o que é inconveniente.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: ruicleto em Agosto 08, 2021, 12:29:57 pm
O que é dito ao minuto 28 é verdade e muito relevante na gestão das empresas públicas. A contratação de novas pessoas é um forte constrangimento na gestão diária da vida das empresas públicas. E isso também justifica teres uma rádio jovem tão envelhecida e os falsos recibos verdes.

E ainda o facto de não haver margem de progressão como acontece na MCR com Cidade > Comercial > M80 e a RR com Mega > RFM > RR.
Uma Antena 4 mataria dois coelhos numa cajadada: libertava a Antena 1 para ser uma verdadeira rádio de palavra e permitiria a formação de uma grande equipa com Augusto Fernandes, Catarina Miranda etc mais os "decanos" da 3 para uma BBC Radio 2 à portuguesa.

O problema é que uma Antena 4 vai matar mais uma série de locais, a menos que canibalizes emissores da A2 e da A3! Mas sim, faz sentido isso!Também poderias pegar em malta da 2 e da 3 e dividir entre a 1 e a 2, mas seria um risco no ar... ;D ;D ;D

A RTP deveria ter uma verdadeira rádio jovem como a Mega ou a Cidade, mas com uma playlist diferenciada. A Antena 3, com OUTRO NOME, poderia fazer esse papel.

Voltamos ao mesmo tema de sempre em Portugal: pensam que as mudanças se fazem mudando, simplesmente, o nome da estação... ERRADO.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Atento em Agosto 08, 2021, 12:40:15 pm
O que é dito ao minuto 28 é verdade e muito relevante na gestão das empresas públicas. A contratação de novas pessoas é um forte constrangimento na gestão diária da vida das empresas públicas. E isso também justifica teres uma rádio jovem tão envelhecida e os falsos recibos verdes.

E ainda o facto de não haver margem de progressão como acontece na MCR com Cidade > Comercial > M80 e a RR com Mega > RFM > RR.
Uma Antena 4 mataria dois coelhos numa cajadada: libertava a Antena 1 para ser uma verdadeira rádio de palavra e permitiria a formação de uma grande equipa com Augusto Fernandes, Catarina Miranda etc mais os "decanos" da 3 para uma BBC Radio 2 à portuguesa.

O problema é que uma Antena 4 vai matar mais uma série de locais, a menos que canibalizes emissores da A2 e da A3! Mas sim, faz sentido isso!Também poderias pegar em malta da 2 e da 3 e dividir entre a 1 e a 2, mas seria um risco no ar... ;D ;D ;D

A RTP deveria ter uma verdadeira rádio jovem como a Mega ou a Cidade, mas com uma playlist diferenciada. A Antena 3, com OUTRO NOME, poderia fazer esse papel.

Voltamos ao mesmo tema de sempre em Portugal: pensam que as mudanças se fazem mudando, simplesmente, o nome da estação... ERRADO.

Certo.

Veja-se o mesmo na tv...

Os complexos da RTP para dar nome ao seu canal de informação...

Para não ferir a SIC Notícias, enrolou até parir RTPN...
Depois apareceu mais um complexo e toca a mudar o nome para RTP Informação...
Mais tarde fortíssimos complexos parem a RTP3...

De complexo em complexo, pelo meio, perde mais telespetadores...
Agora está com 0,6%...quando já andou perto dos 2,0%...
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: radiokilledtheMTVstar em Agosto 09, 2021, 06:19:06 pm

Certo.

Veja-se o mesmo na tv...

Os complexos da RTP para dar nome ao seu canal de informação...

Para não ferir a SIC Notícias, enrolou até parir RTPN...
Depois apareceu mais um complexo e toca a mudar o nome para RTP Informação...
Mais tarde fortíssimos complexos parem a RTP3...

De complexo em complexo, pelo meio, perde mais telespetadores...
Agora está com 0,6%...quando já andou perto dos 2,0%...

Concordo, mas é preciso não esquecer surgiu uma TVI24 pelo meio.
Mesmo assim, a RTP3 com o público da TDT chega muitas vezes a passá-la ficando em segundo lugar nos canais informativos.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Atento em Agosto 10, 2021, 07:59:24 pm

Certo.

Veja-se o mesmo na tv...

Os complexos da RTP para dar nome ao seu canal de informação...

Para não ferir a SIC Notícias, enrolou até parir RTPN...
Depois apareceu mais um complexo e toca a mudar o nome para RTP Informação...
Mais tarde fortíssimos complexos parem a RTP3...

De complexo em complexo, pelo meio, perde mais telespetadores...
Agora está com 0,6%...quando já andou perto dos 2,0%...

Concordo, mas é preciso não esquecer surgiu uma TVI24 pelo meio.
Mesmo assim, a RTP3 com o público da TDT chega muitas vezes a passá-la ficando em segundo lugar nos canais informativos.

Já andou perto existindo também a tvi24.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Agosto 19, 2021, 11:15:52 pm
Uma questão: as rádios nacionaissão "obrigadas" a ceder conteúdos às locais (exo: noticiários, relatos) a pedido das mesmas?

Estou a ouvir o relato do Partizan-Santa Clara na Rádio Regional de Arouca. Que, curiosamente, está ligeiramente adiantado face aos 96.7!
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: AG em Março 18, 2022, 10:48:39 am
Os 98,4 cobrem bem Braga, pelo que já foi aqui esclarecido e a Viana confirmo que chegam pois eu próprio testei. O que fica por cobrir é mesmo o Alto Minho (Valença, Cerveira e Caminha). Portanto, sobram dois emissores, porque é meu entender que uma rádio deste tipo não funciona com 8 horas de emissão local, portanto, o limite serão os seis emissores. Diria que as melhores soluções seriam dois emissores, um para a zona de Coimbra, outro para a região do Oeste.
Por ordem do que me parece mais eficaz:
Coimbra: a Beira Litoral, Soure (coma microcobertura reativada), Foz do Mondego, Cardal ou RCP-92.6 (esta última tem o problema da Antena 2, que se pusser o emissor de Gaia a 100%, deve ser dizimada).
Oeste: Benedita ou Cister, Hiper, Alenquer, RLO.

PS: A CISTER não está no FMSCAN.

Ainda não fui ao Minho desde que a Observador emite nos 98.4, presumia que a cobertura era fraca na região.

Se é assim passo a estar de acordo contigo.

Uma frequência na zona de Coimbra - a meu ver a de Soure ou a Cardal eram as melhores opções pois os 92,6 são da Mealhada, distrito de Aveiro - não poderiam emitir a Observador de Lisboa 24 horas por dia. A Foz do Mondego também poderia ser uma opção interessante. A Beira Litoral está numa cota relativamente baixa, em Montemor-o-Velho, nem a Aveiro chega.

Outra frequência na região de Leiria/Oeste mas que entrasse bem em Santarém/Tomar. Alenquer também não pode ser pois faz parte do distrito de Lisboa. Logo apostaria num das rádios de Tomar para além das emissoras que referiste.

Só estes dois distritos tem 700.000 habitantes (e nem conto com Santarém), o Algarve tem 400.000. Com apenas 6 emissores tem que se fazer escolhas.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Março 18, 2022, 11:35:41 am
Os 98,4 cobrem bem Braga, pelo que já foi aqui esclarecido e a Viana confirmo que chegam pois eu próprio testei. O que fica por cobrir é mesmo o Alto Minho (Valença, Cerveira e Caminha). Portanto, sobram dois emissores, porque é meu entender que uma rádio deste tipo não funciona com 8 horas de emissão local, portanto, o limite serão os seis emissores. Diria que as melhores soluções seriam dois emissores, um para a zona de Coimbra, outro para a região do Oeste.
Por ordem do que me parece mais eficaz:
Coimbra: a Beira Litoral, Soure (coma microcobertura reativada), Foz do Mondego, Cardal ou RCP-92.6 (esta última tem o problema da Antena 2, que se pusser o emissor de Gaia a 100%, deve ser dizimada).
Oeste: Benedita ou Cister, Hiper, Alenquer, RLO.

PS: A CISTER não está no FMSCAN.

Ainda não fui ao Minho desde que a Observador emite nos 98.4, presumia que a cobertura era fraca na região.

Se é assim passo a estar de acordo contigo.

Uma frequência na zona de Coimbra - a meu ver a de Soure ou a Cardal eram as melhores opções pois os 92,6 são da Mealhada, distrito de Aveiro - não poderiam emitir a Observador de Lisboa 24 horas por dia. A Foz do Mondego também poderia ser uma opção interessante. A Beira Litoral está numa cota relativamente baixa, em Montemor-o-Velho, nem a Aveiro chega.

Outra frequência na região de Leiria/Oeste mas que entrasse bem em Santarém/Tomar. Alenquer também não pode ser pois faz parte do distrito de Lisboa. Logo apostaria num das rádios de Tomar para além das emissoras que referiste.

Só estes dois distritos tem 700.000 habitantes (e nem conto com Santarém), o Algarve tem 400.000. Com apenas 6 emissores tem que se fazer escolhas.

Mea culpa, pensava mesmo que a Mealhada era já Coimbra, e o mesmo para Alenquer em relação a Leiria.
Penso que a Cardal poderia ter dois problemas, o primeiro o facto de na zona sul de Aveiro a escuta ainda não ser perfeita (incrível, mas o emissor da Afifense ainda faz asneiras muito a sul). Por outro lado, é distrito de Leiria, o que limitaria a escolha da outra frequência ao distrito de Santarém. É engraçado que a Beira Litoral até entra relativamente bem a sul do Porto, melhor até que a de Soure.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Março 18, 2022, 03:31:03 pm
São precisos mais emissores?...
Na minha óptica apenas acrescentaria dois: no Minho e na zona Centro, de forma a fazer o eixo "A2-A1-A3" de forma quase perfeita.

Eu até sugeria mais que dois, para aí uns 10. Fecha-se mais umas rádios locais e coloca-se a debitar mais esta Rádio de um grupo, desde a capital do Império.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Março 18, 2022, 03:39:05 pm
Inacreditável como facilmente neste forum vejo foristas a matar rádios locais e a promover sistematicamente rádios de Lisboa, desta vez a Observador. O velho trauma colonialista de Lisboa a tentar ocupar tudo que existe no país, uma tristeza. Depois falam no interior desértico, falta de oportunidades bla bla bla quando são estas mesmas pessoas que todos os dias da rádio ás instituições publicas, apenas promovem a capital sempre á custa de qualquer coisa que ainda respire fora de lisboa.

Esta gente que aqui tanto desespera para mais frequências da Observador trabalham para quem?
Que interesse possuem para só promover o fecho das poucas vozes do país?
Que interesse tem ver um país desertificado, que fala apenas a uma só voz e apenas com a prespectiva desde lisboa?
Porque custa tanto a esta gente da capital defender o que ainda resta no país, promover a defesa da rádio fora de lisboa.
Esta gente que por aqui anda não gosta de rádio. Muitos dos aqui andam apenas andam por aqui a promover as suas rádios, os seus interesses, as sua convicções mais primárias de regionalistas saloios e pouco mais.

Mais Observador pelo país significa menos rádios locais pelo país, menos vozes, menos jornalismo formatado na Capital mas ao mesmo tempo, mais dinheiro para o grupo da Observador, mais dinheiro para o PIB do concelho de Lisboa, mais rendimento para o mesmo sitio no país, ou seja, mais deserto jornalistico neste Portugal centralista.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Atento em Março 18, 2022, 03:51:35 pm
Inacreditável como facilmente neste forum vejo foristas a matar rádios locais e a promover sistematicamente rádios de Lisboa, desta vez a Observador. O velho trauma colonialista de Lisboa a tentar ocupar tudo que existe no país, uma tristeza. Depois falam no interior desértico, falta de oportunidades bla bla bla quando são estas mesmas pessoas que todos os dias da rádio ás instituições publicas, apenas promovem a capital sempre á custa de qualquer coisa que ainda respire fora de lisboa.

Esta gente que aqui tanto desespera para mais frequências da Observador trabalham para quem?
Que interesse possuem para só promover o fecho das poucas vozes do país?
Que interesse tem ver um país desertificado, que fala apenas a uma só voz e apenas com a prespectiva desde lisboa?
Porque custa tanto a esta gente da capital defender o que ainda resta no país, promover a defesa da rádio fora de lisboa.
Esta gente que por aqui anda não gosta de rádio. Muitos dos aqui andam apenas andam por aqui a promover as suas rádios, os seus interesses, as sua convicções mais primárias de regionalistas saloios e pouco mais.

Mais Observador pelo país significa menos rádios locais pelo país, menos vozes, menos jornalismo formatado na Capital mas ao mesmo tempo, mais dinheiro para o grupo da Observador, mais dinheiro para o PIB do concelho de Lisboa, mais rendimento para o mesmo sitio no país, ou seja, mais deserto jornalistico neste Portugal centralista.

Poderia mencionar rádios locais que sejam comprovadamente uma mais valia para o concelho ou concelhos para os quais emitem?

Seguramente que não serão mais de 25/30...
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: brodcastfm em Março 18, 2022, 04:13:55 pm
Inacreditável como facilmente neste forum vejo foristas a matar rádios locais e a promover sistematicamente rádios de Lisboa, desta vez a Observador. O velho trauma colonialista de Lisboa a tentar ocupar tudo que existe no país, uma tristeza. Depois falam no interior desértico, falta de oportunidades bla bla bla quando são estas mesmas pessoas que todos os dias da rádio ás instituições publicas, apenas promovem a capital sempre á custa de qualquer coisa que ainda respire fora de lisboa.

Esta gente que aqui tanto desespera para mais frequências da Observador trabalham para quem?
Que interesse possuem para só promover o fecho das poucas vozes do país?
Que interesse tem ver um país desertificado, que fala apenas a uma só voz e apenas com a prespectiva desde lisboa?
Porque custa tanto a esta gente da capital defender o que ainda resta no país, promover a defesa da rádio fora de lisboa.
Esta gente que por aqui anda não gosta de rádio. Muitos dos aqui andam apenas andam por aqui a promover as suas rádios, os seus interesses, as sua convicções mais primárias de regionalistas saloios e pouco mais.

Mais Observador pelo país significa menos rádios locais pelo país, menos vozes, menos jornalismo formatado na Capital mas ao mesmo tempo, mais dinheiro para o grupo da Observador, mais dinheiro para o PIB do concelho de Lisboa, mais rendimento para o mesmo sitio no país, ou seja, mais deserto jornalistico neste Portugal centralista.
Concordo plenamente consigo. Deixem as rádios locais fazerem o seu trabalho elas são necessárias para o desenvolvimento das suas regiões.

Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Março 18, 2022, 04:21:34 pm
Inacreditável como facilmente neste forum vejo foristas a matar rádios locais e a promover sistematicamente rádios de Lisboa, desta vez a Observador. O velho trauma colonialista de Lisboa a tentar ocupar tudo que existe no país, uma tristeza. Depois falam no interior desértico, falta de oportunidades bla bla bla quando são estas mesmas pessoas que todos os dias da rádio ás instituições publicas, apenas promovem a capital sempre á custa de qualquer coisa que ainda respire fora de lisboa.

Esta gente que aqui tanto desespera para mais frequências da Observador trabalham para quem?
Que interesse possuem para só promover o fecho das poucas vozes do país?
Que interesse tem ver um país desertificado, que fala apenas a uma só voz e apenas com a prespectiva desde lisboa?
Porque custa tanto a esta gente da capital defender o que ainda resta no país, promover a defesa da rádio fora de lisboa.
Esta gente que por aqui anda não gosta de rádio. Muitos dos aqui andam apenas andam por aqui a promover as suas rádios, os seus interesses, as sua convicções mais primárias de regionalistas saloios e pouco mais.

Mais Observador pelo país significa menos rádios locais pelo país, menos vozes, menos jornalismo formatado na Capital mas ao mesmo tempo, mais dinheiro para o grupo da Observador, mais dinheiro para o PIB do concelho de Lisboa, mais rendimento para o mesmo sitio no país, ou seja, mais deserto jornalistico neste Portugal centralista.

Poderia mencionar rádios locais que sejam comprovadamente uma mais valia para o concelho ou concelhos para os quais emitem?

Seguramente que não serão mais de 25/30...
Todas.
Não vai ser uma rádio de Lisboa que vai contribuir com alguma coisa de bom para qualquer concelho seja.
Nenhuma rádio invasora de uma frequência local emprega gente nesse concelho.
Diga-me uma, só uma.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: brodcastfm em Março 18, 2022, 04:31:25 pm
Inacreditável como facilmente neste forum vejo foristas a matar rádios locais e a promover sistematicamente rádios de Lisboa, desta vez a Observador. O velho trauma colonialista de Lisboa a tentar ocupar tudo que existe no país, uma tristeza. Depois falam no interior desértico, falta de oportunidades bla bla bla quando são estas mesmas pessoas que todos os dias da rádio ás instituições publicas, apenas promovem a capital sempre á custa de qualquer coisa que ainda respire fora de lisboa.

Esta gente que aqui tanto desespera para mais frequências da Observador trabalham para quem?
Que interesse possuem para só promover o fecho das poucas vozes do país?
Que interesse tem ver um país desertificado, que fala apenas a uma só voz e apenas com a prespectiva desde lisboa?
Porque custa tanto a esta gente da capital defender o que ainda resta no país, promover a defesa da rádio fora de lisboa.
Esta gente que por aqui anda não gosta de rádio. Muitos dos aqui andam apenas andam por aqui a promover as suas rádios, os seus interesses, as sua convicções mais primárias de regionalistas saloios e pouco mais.

Mais Observador pelo país significa menos rádios locais pelo país, menos vozes, menos jornalismo formatado na Capital mas ao mesmo tempo, mais dinheiro para o grupo da Observador, mais dinheiro para o PIB do concelho de Lisboa, mais rendimento para o mesmo sitio no país, ou seja, mais deserto jornalistico neste Portugal centralista.

Poderia mencionar rádios locais que sejam comprovadamente uma mais valia para o concelho ou concelhos para os quais emitem?

Seguramente que não serão mais de 25/30...
Todas.
Não vai ser uma rádio de Lisboa que vai contribuir com alguma coisa de bom para qualquer concelho seja.
Nenhuma rádio invasora de uma frequência local emprega gente nesse concelho.
Diga-me uma, só uma.
Exatamente.
A Observador é apenas uma rádio local nada mais que isso.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Março 18, 2022, 04:45:24 pm
Mais uma vez, o problema reside não no facto de ser de Lisboa ou de Bruxelas. Sou o primeiro a defender que a RDP e também a R/Com e MCR, mais a mais a TSF por ordem de razão, tinham todas e totais condições para terem emissão a sair do Porto, Coimbra e mesmo de outros locais do país. O mesmo poderia e deveria fazer a Observador, se se quer afirmar como uma rádio verdadeiramente nacional.
Agora, isso é certo, projetos de informação em rádios locais, esqueçam. Nenhuma tem escala para isso, veja-se o que aconteceu com a Nova, que até tem um jornal a sustentar por trás. Por outro lado, as rádios locais pouco emprego criam, e a qualidade, essa nem ve-la. A maioria delas limitam-se a passar música horas e horas a fio, e a uns discos pedidos.
Querem informação regional de qualidade? Todos queremos. Faça-se o seguinte: altere-se a Lei da Rádio, abra-se concurso para novos alvarás e deixe-se crescer rádios com vocação nacional, apresentando-lhes um caderno de encargos devidamente estruturado em matéria de representação regional e limpe-se o éter de projetos medíocres e criem-se rádios regionais fortes.
Aí sim, criamos emprego e valor para as regiões. Entre o que temos que é nada, e um bom produto informativo, acho que ficamos todos a ganhar. E como já tive oportunidade de provar, este modelo nem para a região de Lisboa, muitas vezes confundida com o país, é bom.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Atento em Março 18, 2022, 05:03:18 pm
Inacreditável como facilmente neste forum vejo foristas a matar rádios locais e a promover sistematicamente rádios de Lisboa, desta vez a Observador. O velho trauma colonialista de Lisboa a tentar ocupar tudo que existe no país, uma tristeza. Depois falam no interior desértico, falta de oportunidades bla bla bla quando são estas mesmas pessoas que todos os dias da rádio ás instituições publicas, apenas promovem a capital sempre á custa de qualquer coisa que ainda respire fora de lisboa.

Esta gente que aqui tanto desespera para mais frequências da Observador trabalham para quem?
Que interesse possuem para só promover o fecho das poucas vozes do país?
Que interesse tem ver um país desertificado, que fala apenas a uma só voz e apenas com a prespectiva desde lisboa?
Porque custa tanto a esta gente da capital defender o que ainda resta no país, promover a defesa da rádio fora de lisboa.
Esta gente que por aqui anda não gosta de rádio. Muitos dos aqui andam apenas andam por aqui a promover as suas rádios, os seus interesses, as sua convicções mais primárias de regionalistas saloios e pouco mais.

Mais Observador pelo país significa menos rádios locais pelo país, menos vozes, menos jornalismo formatado na Capital mas ao mesmo tempo, mais dinheiro para o grupo da Observador, mais dinheiro para o PIB do concelho de Lisboa, mais rendimento para o mesmo sitio no país, ou seja, mais deserto jornalistico neste Portugal centralista.
Concordo plenamente consigo. Deixem as rádios locais fazerem o seu trabalho elas são necessárias para o desenvolvimento das suas regiões.


Qual trabalho?

Pode dizer qual?

Há excepções evidentemente...

Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Atento em Março 18, 2022, 05:06:04 pm
Mais uma vez, o problema reside não no facto de ser de Lisboa ou de Bruxelas. Sou o primeiro a defender que a RDP e também a R/Com e MCR, mais a mais a TSF por ordem de razão, tinham todas e totais condições para terem emissão a sair do Porto, Coimbra e mesmo de outros locais do país. O mesmo poderia e deveria fazer a Observador, se se quer afirmar como uma rádio verdadeiramente nacional.
Agora, isso é certo, projetos de informação em rádios locais, esqueçam. Nenhuma tem escala para isso, veja-se o que aconteceu com a Nova, que até tem um jornal a sustentar por trás. Por outro lado, as rádios locais pouco emprego criam, e a qualidade, essa nem ve-la. A maioria delas limitam-se a passar música horas e horas a fio, e a uns discos pedidos.
Querem informação regional de qualidade? Todos queremos. Faça-se o seguinte: altere-se a Lei da Rádio, abra-se concurso para novos alvarás e deixe-se crescer rádios com vocação nacional, apresentando-lhes um caderno de encargos devidamente estruturado em matéria de representação regional e limpe-se o éter de projetos medíocres e criem-se rádios regionais fortes.
Aí sim, criamos emprego e valor para as regiões. Entre o que temos que é nada, e um bom produto informativo, acho que ficamos todos a ganhar. E como já tive oportunidade de provar, este modelo nem para a região de Lisboa, muitas vezes confundida com o país, é bom.

Todos os canais da Rádio France transmitem a partir de Paris.

O que importa é a riqueza dos conteúdos.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: brodcastfm em Março 18, 2022, 05:11:47 pm
Mas não estamos em França estamos em Portugal e em Portugal temos 6 rádios nacionais (RR, RFM, Comercial, Antena 1, 2 e 3, 2 regionais (TSF e M80) e as restantes são Rádios Locais e para isso é que foram licenciadas. O resto são projectos que contornaram a lei e passaram a fazer das rádios locais transmissores ilegais, muitas vezes sem cumprir o que a lei obriga e onde a fiscalização não atua.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Atento em Março 18, 2022, 05:19:52 pm
Mas não estamos em França estamos em Portugal e em Portugal temos 6 rádios nacionais (RR, RFM, Comercial, Antena 1, 2 e 3, 2 regionais (TSF e M80) e as restantes são Rádios Locais e para isso é que foram licenciadas. O resto são projectos que contornaram a lei e passaram a fazer das rádios locais transmissores ilegais, muitas vezes sem cumprir o que a lei obriga e onde a fiscalização não atua.

A maioria das rádios locais portuguesas não serve para nada.

Apenas ocupa espaço.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: brodcastfm em Março 18, 2022, 05:20:59 pm
Mas não estamos em França estamos em Portugal e em Portugal temos 6 rádios nacionais (RR, RFM, Comercial, Antena 1, 2 e 3, 2 regionais (TSF e M80) e as restantes são Rádios Locais e para isso é que foram licenciadas. O resto são projectos que contornaram a lei e passaram a fazer das rádios locais transmissores ilegais, muitas vezes sem cumprir o que a lei obriga e onde a fiscalização não atua.

A maioria das rádios locais portuguesas não serve para nada.

Apenas ocupa espaço.
Descordo consigo. Pode dar exemplos? Mas respeito a sua opinião.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdf em Março 18, 2022, 05:24:49 pm
São precisos mais emissores?...
Na minha óptica apenas acrescentaria dois: no Minho e na zona Centro, de forma a fazer o eixo "A2-A1-A3" de forma quase perfeita.

Eu até sugeria mais que dois, para aí uns 10. Fecha-se mais umas rádios locais e coloca-se a debitar mais esta Rádio de um grupo, desde a capital do Império.

Sim.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdf em Março 18, 2022, 05:25:25 pm
Mas não estamos em França estamos em Portugal e em Portugal temos 6 rádios nacionais (RR, RFM, Comercial, Antena 1, 2 e 3, 2 regionais (TSF e M80) e as restantes são Rádios Locais e para isso é que foram licenciadas. O resto são projectos que contornaram a lei e passaram a fazer das rádios locais transmissores ilegais, muitas vezes sem cumprir o que a lei obriga e onde a fiscalização não atua.

A maioria das rádios locais portuguesas não serve para nada.

Apenas ocupa espaço.

Nada mais que a verdade. A maior parte são gira-discos a querer imitar as nacionais.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: brodcastfm em Março 18, 2022, 05:35:28 pm
Mas não estamos em França estamos em Portugal e em Portugal temos 6 rádios nacionais (RR, RFM, Comercial, Antena 1, 2 e 3, 2 regionais (TSF e M80) e as restantes são Rádios Locais e para isso é que foram licenciadas. O resto são projectos que contornaram a lei e passaram a fazer das rádios locais transmissores ilegais, muitas vezes sem cumprir o que a lei obriga e onde a fiscalização não atua.

A maioria das rádios locais portuguesas não serve para nada.

Apenas ocupa espaço.

Nada mais que a verdade. A maior parte são gira-discos a querer imitar as nacionais.
São opiniões mas continuo a acreditar nos trabalho que muitas rádios fazem para o desenvolvimento das suas regiões.

Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Atento em Março 18, 2022, 05:39:57 pm
Mas não estamos em França estamos em Portugal e em Portugal temos 6 rádios nacionais (RR, RFM, Comercial, Antena 1, 2 e 3, 2 regionais (TSF e M80) e as restantes são Rádios Locais e para isso é que foram licenciadas. O resto são projectos que contornaram a lei e passaram a fazer das rádios locais transmissores ilegais, muitas vezes sem cumprir o que a lei obriga e onde a fiscalização não atua.

A maioria das rádios locais portuguesas não serve para nada.

Apenas ocupa espaço.

Nada mais que a verdade. A maior parte são gira-discos a querer imitar as nacionais.
São opiniões mas continuo a acreditar nos trabalho que muitas rádios fazem para o desenvolvimento das suas regiões.

Algumas.

A maioria não.

Devemos partir para as rádios regionais ou distritais  que promovam e valorizem as regiões, dando espaço às vozes e iniciativas das regiões para as quais emitem.

Salvo algumas excepções não é isso que acontece.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdf em Março 18, 2022, 05:45:06 pm
Mas não estamos em França estamos em Portugal e em Portugal temos 6 rádios nacionais (RR, RFM, Comercial, Antena 1, 2 e 3, 2 regionais (TSF e M80) e as restantes são Rádios Locais e para isso é que foram licenciadas. O resto são projectos que contornaram a lei e passaram a fazer das rádios locais transmissores ilegais, muitas vezes sem cumprir o que a lei obriga e onde a fiscalização não atua.

A maioria das rádios locais portuguesas não serve para nada.

Apenas ocupa espaço.

Nada mais que a verdade. A maior parte são gira-discos a querer imitar as nacionais.
São opiniões mas continuo a acreditar nos trabalho que muitas rádios fazem para o desenvolvimento das suas regiões.

Também não é uma inverdade. Ainda hoje vinha a ouvir a Rádio Valdevez que tem um programa chamado "Trocas & Baldrocas" (sim, é mesmo assim) onde os ouvintes podem anunciar serviços e bens que queiram prestar/vender. A locutora elencava a venda de máquinas agrícolas, mobiliário e até um quadro da Última Ceia... obviamente não vamos comparar uma Rádio Valdevez, que presta um papel louvável, a uma Rádio 5 à deriva e a passar programas de seitas religiosas...
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Março 18, 2022, 08:37:29 pm

Todos os canais da Rádio France transmitem a partir de Paris.

O que importa é a riqueza dos conteúdos.

Que os conteúdos importam, disso não tenho dúvidas. Mas aí dou razão ao Zeca, o facto de não existir diversificação geográfica só faz uma única coisa: todas as pessoas que gravitam à volta do meio, sejam colaboradores da rádio, a opinion makers, acabando nos artistas vão ter a sua visão nacional enviesada pela perspectiva regional. Ora, uma rádio nacional não é uma rádio de Lisboa. Como já disse, redação principal em Lisboa pela proximidade ao poder político, mas tem de existir uma presença forte noutras regiões, permitindo uma visão global do país e tornar o meio acessível. E repito, não vejo como possa isso custar (muito) mais dinheiro ou gerar quebras de produtividade que resultem em diminuição da qualidade.

Mas não estamos em França estamos em Portugal e em Portugal temos 6 rádios nacionais (RR, RFM, Comercial, Antena 1, 2 e 3, 2 regionais (TSF e M80) e as restantes são Rádios Locais e para isso é que foram licenciadas. O resto são projectos que contornaram a lei e passaram a fazer das rádios locais transmissores ilegais, muitas vezes sem cumprir o que a lei obriga e onde a fiscalização não atua.

São opiniões mas continuo a acreditar nos trabalho que muitas rádios fazem para o desenvolvimento das suas regiões.

Mas até por isso, não acha que uma rádio "local" restrita à dimensão concelhia, porque se passarmos para os municípios vizinhos a escuta muitas vezes já é difícil, não teria muito mais pujança e força se tivesse dimensão regional. Fora das Áreas Metropolitanas, quantas pessoas tem um concelho, 15k, 10k, por vezes menos que 5k? Fará sentido mantermos essa realidade. 1989 já foi há mais de 30 anos, as coisas não ficam iguais para todo o sempre.

Também não é uma inverdade. Ainda hoje vinha a ouvir a Rádio Valdevez que tem um programa chamado "Trocas & Baldrocas" (sim, é mesmo assim) onde os ouvintes podem anunciar serviços e bens que queiram prestar/vender. A locutora elencava a venda de máquinas agrícolas, mobiliário e até um quadro da Última Ceia... obviamente não vamos comparar uma Rádio Valdevez, que presta um papel louvável, a uma Rádio 5 à deriva e a passar programas de seitas religiosas...

Certo, a Valdevez não sendo uma rádio excecional, diria que está na tipologia "popular" tem alguns programas que são úteis para uma camada da população mais idosa. Há um em que cheguei a parar dois ou três sábados de tarde que também me parecia muito útil, punha pessoas emigrantes em contacto na rádio com pessoas da terra que já não se viam há anos. Mas mesmo programas desse tipo, não seriam mais úteis numa rádio regional, do que num emissor local que se escuta aos soluços?

Não tenhamos vistas curtas. Um emissor local, por muito bom que seja, é quase o equivalente a uma microcobertura de uma rádio nacional/regional. Por outro lado, e isto é deveras importante, o mercado evoluiu. Se em 1989 não existiam mais rádios com potencial "expansionista" hoje isso não é assim, e como em qualquer setor de atividade, é importante que as empresas cresçam e ganhem escala, até para permitir outro mercado para os profissionais e garantir qualidade aos ouvintes.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: brodcastfm em Março 18, 2022, 08:52:16 pm
Eu tenho a minha opinião e não vou escrever mais aqui sobre este assunto. Na minha opinião valorizo muito o trabalho das rádios locais e elas são essenciais. Se outros não acham e acham que devem ser retransmissores pois tenho que respeitar e pronto.

Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Março 18, 2022, 09:32:12 pm
Mais uma vez, o problema reside não no facto de ser de Lisboa ou de Bruxelas. Sou o primeiro a defender que a RDP e também a R/Com e MCR, mais a mais a TSF por ordem de razão, tinham todas e totais condições para terem emissão a sair do Porto, Coimbra e mesmo de outros locais do país. O mesmo poderia e deveria fazer a Observador, se se quer afirmar como uma rádio verdadeiramente nacional.
Agora, isso é certo, projetos de informação em rádios locais, esqueçam. Nenhuma tem escala para isso, veja-se o que aconteceu com a Nova, que até tem um jornal a sustentar por trás. Por outro lado, as rádios locais pouco emprego criam, e a qualidade, essa nem ve-la. A maioria delas limitam-se a passar música horas e horas a fio, e a uns discos pedidos.
Querem informação regional de qualidade? Todos queremos. Faça-se o seguinte: altere-se a Lei da Rádio, abra-se concurso para novos alvarás e deixe-se crescer rádios com vocação nacional, apresentando-lhes um caderno de encargos devidamente estruturado em matéria de representação regional e limpe-se o éter de projetos medíocres e criem-se rádios regionais fortes.
Aí sim, criamos emprego e valor para as regiões. Entre o que temos que é nada, e um bom produto informativo, acho que ficamos todos a ganhar. E como já tive oportunidade de provar, este modelo nem para a região de Lisboa, muitas vezes confundida com o país, é bom.

Todos os canais da Rádio France transmitem a partir de Paris.

O que importa é a riqueza dos conteúdos.
Estamos a falar de rádios locais.
A cegueira pelo centralismo que nem lhe permite ver isso.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Março 18, 2022, 09:38:54 pm
Vamos fazer de conta que cada um de nós aqui no forum é uma rádio local.

Para alguns regionalista da Estremadura que aqui pulam, os restantes perdiam o direito de aqui falar e pela nossa boca iam eles falar. È o que acontece com os emissores locais.
O sonho de alguns é isto acontecer.


Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: AG em Março 18, 2022, 10:15:40 pm
Eu tenho a minha opinião e não vou escrever mais aqui sobre este assunto. Na minha opinião valorizo muito o trabalho das rádios locais e elas são essenciais. Se outros não acham e acham que devem ser retransmissores pois tenho que respeitar e pronto.
Se há rádios locais sem qualidade nem servem minimamente as populações então não devem emitir. Se ao menos retransmitirem uma rádio com qualidade é uma solução menos má que não emitir de todo.

Na minha óptica eu prefiro umas 100 rádios com alcance regional/distrital com qualidade a 200 locais más em 300 e tal licenças, que foi o que aconteceu com a lei de 88.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Asantosc12 em Março 18, 2022, 10:21:15 pm
Percebo que esta ideia de rádios locais para o Observador, seja apenas um exercício de perceber o quanto poderia ajudar o projeto a crescer e algumas áreas de cobertura que poderia ter. Mas podem juntar ao tema os 94,8 que era ou é da Golo FM, que está calada à 2/3 meses.

Aqui na minha região (Oeste), não faz falta nenhuma Rádio Observador e nem vejo potencial para falar verdade. Temos 3 de cariz noticiosa (Antena 1, RR e TSF) com cobertura muito boa em todas. Um exemplo, que com a chegada da Mega, pensava que fosse mais reunido com a Cidade FM, sendo que esta continua a ser a preferida dos jovens. Acrescentou pouco ou nada!

As rádios locais daqui na globalidade, comprem aquilo para a qual transmitem, servir as gentes do concelho. Não tem locução 24h/24h porque o dinheiro não é muito e os que animam as estações são pessoas sem custos, com o "bicho" e que sabem o que as pessoas querem ouvir. Os discos pedidos, são o facebook dos mais idosos, são a companhia deles e todos por lá vamos passar. É um produto sempre rentável.

Aliás, nem sei até que ponto, a compra dos 93,7 do Observador, não teve dedo/ajuda nossa...
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: brodcastfm em Março 18, 2022, 10:25:04 pm
Eu tenho a minha opinião e não vou escrever mais aqui sobre este assunto. Na minha opinião valorizo muito o trabalho das rádios locais e elas são essenciais. Se outros não acham e acham que devem ser retransmissores pois tenho que respeitar e pronto.
Se há rádios locais sem qualidade nem servem minimamente as populações então não devem emitir. Se ao menos retransmitirem uma rádio com qualidade é uma solução menos má que não emitir de todo.

Na minha óptica eu prefiro umas 100 rádios com alcance regional/distrital com qualidade a 200 locais más em 300 e tal licenças, que foi o que aconteceu com a lei de 88.
Mas no FM nunca vai ter apenas rádios regionais/distritais isso só poderá vir a ser possível com o DAB.

Mas parece que isso ainda vai demorar muito a não ser que exista uma imposição como o TDT.

A ANACOM já tem as regiões definidas, que já tive oportunidade de as ver,  mas falta o resto... Segundo a ANACOM o FM está para durar em Portugal.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: AG em Março 18, 2022, 10:38:27 pm
Eu tenho a minha opinião e não vou escrever mais aqui sobre este assunto. Na minha opinião valorizo muito o trabalho das rádios locais e elas são essenciais. Se outros não acham e acham que devem ser retransmissores pois tenho que respeitar e pronto.
Se há rádios locais sem qualidade nem servem minimamente as populações então não devem emitir. Se ao menos retransmitirem uma rádio com qualidade é uma solução menos má que não emitir de todo.

Na minha óptica eu prefiro umas 100 rádios com alcance regional/distrital com qualidade a 200 locais más em 300 e tal licenças, que foi o que aconteceu com a lei de 88.
Mas no FM nunca vai ter apenas rádios regionais/distritais isso só poderá vir a ser possível com o DAB.

Mas parece que isso ainda vai demorar muito a não ser que exista uma imposição como o TDT.

A ANACOM já tem as regiões definidas, que já tive oportunidade de as ver,  mas falta o resto... Segundo a ANACOM o FM está para durar em Portugal.
É possível saber quais são essas regiões? Fiquei curioso.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: brodcastfm em Março 18, 2022, 10:58:48 pm
Eu tenho a minha opinião e não vou escrever mais aqui sobre este assunto. Na minha opinião valorizo muito o trabalho das rádios locais e elas são essenciais. Se outros não acham e acham que devem ser retransmissores pois tenho que respeitar e pronto.
Se há rádios locais sem qualidade nem servem minimamente as populações então não devem emitir. Se ao menos retransmitirem uma rádio com qualidade é uma solução menos má que não emitir de todo.

Na minha óptica eu prefiro umas 100 rádios com alcance regional/distrital com qualidade a 200 locais más em 300 e tal licenças, que foi o que aconteceu com a lei de 88.
Mas no FM nunca vai ter apenas rádios regionais/distritais isso só poderá vir a ser possível com o DAB.

Mas parece que isso ainda vai demorar muito a não ser que exista uma imposição como o TDT.

A ANACOM já tem as regiões definidas, que já tive oportunidade de as ver,  mas falta o resto... Segundo a ANACOM o FM está para durar em Portugal.
É possível saber quais são essas regiões? Fiquei curioso.
Apenas posso dizer que são 5 regiões.

Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Março 19, 2022, 02:23:22 pm
Percebo que esta ideia de rádios locais para o Observador, seja apenas um exercício de perceber o quanto poderia ajudar o projeto a crescer e algumas áreas de cobertura que poderia ter. Mas podem juntar ao tema os 94,8 que era ou é da Golo FM, que está calada à 2/3 meses.

Aqui na minha região (Oeste), não faz falta nenhuma Rádio Observador e nem vejo potencial para falar verdade. Temos 3 de cariz noticiosa (Antena 1, RR e TSF) com cobertura muito boa em todas. Um exemplo, que com a chegada da Mega, pensava que fosse mais reunido com a Cidade FM, sendo que esta continua a ser a preferida dos jovens. Acrescentou pouco ou nada!

As rádios locais daqui na globalidade, comprem aquilo para a qual transmitem, servir as gentes do concelho. Não tem locução 24h/24h porque o dinheiro não é muito e os que animam as estações são pessoas sem custos, com o "bicho" e que sabem o que as pessoas querem ouvir. Os discos pedidos, são o facebook dos mais idosos, são a companhia deles e todos por lá vamos passar. É um produto sempre rentável.

Aliás, nem sei até que ponto, a compra dos 93,7 do Observador, não teve dedo/ajuda nossa...

È curioso ver que aqueles que defendem a invasão de rádios de Lisboa em frequência locais não residem nesses concelhos nem lá sequer trabalho ou por lá passam durante o ano. Mas, o bairrismo fanatico, bacoco lisboeta é tal, que querem impingir aos outros aquilo que ninguem lhe pediu. O imperialismo da corte ainda prevalece 500 anos depois em muitas mentes
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Atento em Março 19, 2022, 03:30:59 pm
Percebo que esta ideia de rádios locais para o Observador, seja apenas um exercício de perceber o quanto poderia ajudar o projeto a crescer e algumas áreas de cobertura que poderia ter. Mas podem juntar ao tema os 94,8 que era ou é da Golo FM, que está calada à 2/3 meses.

Aqui na minha região (Oeste), não faz falta nenhuma Rádio Observador e nem vejo potencial para falar verdade. Temos 3 de cariz noticiosa (Antena 1, RR e TSF) com cobertura muito boa em todas. Um exemplo, que com a chegada da Mega, pensava que fosse mais reunido com a Cidade FM, sendo que esta continua a ser a preferida dos jovens. Acrescentou pouco ou nada!

As rádios locais daqui na globalidade, comprem aquilo para a qual transmitem, servir as gentes do concelho. Não tem locução 24h/24h porque o dinheiro não é muito e os que animam as estações são pessoas sem custos, com o "bicho" e que sabem o que as pessoas querem ouvir. Os discos pedidos, são o facebook dos mais idosos, são a companhia deles e todos por lá vamos passar. É um produto sempre rentável.

Aliás, nem sei até que ponto, a compra dos 93,7 do Observador, não teve dedo/ajuda nossa...

È curioso ver que aqueles que defendem a invasão de rádios de Lisboa em frequência locais não residem nesses concelhos nem lá sequer trabalho ou por lá passam durante o ano. Mas, o bairrismo fanatico, bacoco lisboeta é tal, que querem impingir aos outros aquilo que ninguem lhe pediu. O imperialismo da corte ainda prevalece 500 anos depois em muitas mentes


Para que serve, por exemplo, a Rádio Regional?
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Março 19, 2022, 10:02:15 pm
Percebo que esta ideia de rádios locais para o Observador, seja apenas um exercício de perceber o quanto poderia ajudar o projeto a crescer e algumas áreas de cobertura que poderia ter. Mas podem juntar ao tema os 94,8 que era ou é da Golo FM, que está calada à 2/3 meses.

Aqui na minha região (Oeste), não faz falta nenhuma Rádio Observador e nem vejo potencial para falar verdade. Temos 3 de cariz noticiosa (Antena 1, RR e TSF) com cobertura muito boa em todas. Um exemplo, que com a chegada da Mega, pensava que fosse mais reunido com a Cidade FM, sendo que esta continua a ser a preferida dos jovens. Acrescentou pouco ou nada!

As rádios locais daqui na globalidade, comprem aquilo para a qual transmitem, servir as gentes do concelho. Não tem locução 24h/24h porque o dinheiro não é muito e os que animam as estações são pessoas sem custos, com o "bicho" e que sabem o que as pessoas querem ouvir. Os discos pedidos, são o facebook dos mais idosos, são a companhia deles e todos por lá vamos passar. É um produto sempre rentável.

Aliás, nem sei até que ponto, a compra dos 93,7 do Observador, não teve dedo/ajuda nossa...

È curioso ver que aqueles que defendem a invasão de rádios de Lisboa em frequência locais não residem nesses concelhos nem lá sequer trabalho ou por lá passam durante o ano. Mas, o bairrismo fanatico, bacoco lisboeta é tal, que querem impingir aos outros aquilo que ninguem lhe pediu. O imperialismo da corte ainda prevalece 500 anos depois em muitas mentes


Para que serve, por exemplo, a Rádio Regional?

Você reside nos concelhos onde emite a Regional?
Incomoda-lhe o tipo de emissão de uma rádio local onde não reside, não trabalha e nunca lá vai durante o ano?
Serve para quem a ouve.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: augusto neto em Março 20, 2022, 02:54:29 am
É interessante como uma pessoa (aparentemente com dificuldades do ponto de vista social) com um ódio e inveja a Lisboa que ultrapassa os limites do aceitável e com um discurso de permanente vitimização e complexo de inferioridade tomou conta da narrativa deste fórum. Uma pessoa que seja de Lisboa e que goste de rádio e que queira participar neste fórum qualquer dia tem de pedir desculpa por existir. Lá dizia Mark Twain "Nunca discuta com um ignorante, pois essa pessoa rebaixa-o ao nível dela e vencerá por experiência."
As audiências de rádio em Portugal de facto desviam-se do aparente padrão na Europa porque as rádios de palavra e informação estão cada vez mais em baixo nas audiências. Isto é ainda mais paradigmático quanto ao facto de na realidade não haver rádios de palavra em Portugal e as de informação serem mais rádios de estúdio do que de exterior. Oiça-se uma BBC 5 ou uma Cadena SER e constate-se o que são rádios de palavra. Oiça-se a France Info ou a LBC News para saber o que é uma rádio de informação.
Quanto ao modelo de rádios locais desaparecerem em favor das redes dos grandes grupos de rádio é infelizmente assim em toda a Europa, na América do Sul (Brasil é o exemplo máximo) e América do Norte. As rádios locais são absorvidas e acabam por se transformar em retransmissores. Acompanhei há uns tempos um caso de 2 rádios locais americanas que eram independentes e emitiam na mesma região. Para sobreviverem um empresário comprou-as e fundiu-as e vendeu o pacote a um grupo maior que aproveitou uma para retransmitir uma rede de country music e outra para outra rede de oldies.
Portugal não é diferente no modelo de criação de redes privadas. Pelo mundo fora infelizmente é assim e por exemplo por muito que eu goste de rádio AM isso não trará de volta a onda média.
É particularmente penoso entrar em certas rádios locais em Portugal. Eu já estive em rádios comunitárias em alguns países da Europa que têm estúdios muitíssimo superiores e emitem para zonas de cobertura muitíssimo inferiores às das nossas rádios locais.
O Mundo mudou. Os velhos do Restelo acabam sempre a falar para as paredes.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: AG em Março 20, 2022, 02:59:22 am
Percebo que esta ideia de rádios locais para o Observador, seja apenas um exercício de perceber o quanto poderia ajudar o projeto a crescer e algumas áreas de cobertura que poderia ter. Mas podem juntar ao tema os 94,8 que era ou é da Golo FM, que está calada à 2/3 meses.

Aqui na minha região (Oeste), não faz falta nenhuma Rádio Observador e nem vejo potencial para falar verdade. Temos 3 de cariz noticiosa (Antena 1, RR e TSF) com cobertura muito boa em todas. Um exemplo, que com a chegada da Mega, pensava que fosse mais reunido com a Cidade FM, sendo que esta continua a ser a preferida dos jovens. Acrescentou pouco ou nada!

As rádios locais daqui na globalidade, comprem aquilo para a qual transmitem, servir as gentes do concelho. Não tem locução 24h/24h porque o dinheiro não é muito e os que animam as estações são pessoas sem custos, com o "bicho" e que sabem o que as pessoas querem ouvir. Os discos pedidos, são o facebook dos mais idosos, são a companhia deles e todos por lá vamos passar. É um produto sempre rentável.

Aliás, nem sei até que ponto, a compra dos 93,7 do Observador, não teve dedo/ajuda nossa...

È curioso ver que aqueles que defendem a invasão de rádios de Lisboa em frequência locais não residem nesses concelhos nem lá sequer trabalho ou por lá passam durante o ano. Mas, o bairrismo fanatico, bacoco lisboeta é tal, que querem impingir aos outros aquilo que ninguem lhe pediu. O imperialismo da corte ainda prevalece 500 anos depois em muitas mentes


Para que serve, por exemplo, a Rádio Regional?

Você reside nos concelhos onde emite a Regional?
Incomoda-lhe o tipo de emissão de uma rádio local onde não reside, não trabalha e nunca lá vai durante o ano?
Serve para quem a ouve.
Serve para quem a ouve é uma belíssima justificação para quem ouve a Cidade no Porto ou a M80 em Viseu.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: modernices em Março 20, 2022, 10:45:18 am
Eu gosto muito da Rádio Observador. Ansioso que venha para a minha região. Resido na zona centro, onde há dezenas de rádios locais sem nexo, e onde um projeto destes por estas paragens seria muito bem vindo.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Março 20, 2022, 03:33:12 pm
Eu gosto muito da Rádio Observador. Ansioso que venha para a minha região. Resido na zona centro, onde há dezenas de rádios locais sem nexo, e onde um projeto destes por estas paragens seria muito bem vindo.

Curioso, inscreve-se no forum e a 1ª coisa que escreve é para promover a Rádio Observador e a defender o desaparecimento de rádios locais na zona centro.
È só rir. Para a próxima, sejam mais discretos.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Março 20, 2022, 03:37:39 pm
É interessante como uma pessoa (aparentemente com dificuldades do ponto de vista social) com um ódio e inveja a Lisboa que ultrapassa os limites do aceitável e com um discurso de permanente vitimização e complexo de inferioridade tomou conta da narrativa deste fórum. Uma pessoa que seja de Lisboa e que goste de rádio e que queira participar neste fórum qualquer dia tem de pedir desculpa por existir. Lá dizia Mark Twain "Nunca discuta com um ignorante, pois essa pessoa rebaixa-o ao nível dela e vencerá por experiência."
As audiências de rádio em Portugal de facto desviam-se do aparente padrão na Europa porque as rádios de palavra e informação estão cada vez mais em baixo nas audiências. Isto é ainda mais paradigmático quanto ao facto de na realidade não haver rádios de palavra em Portugal e as de informação serem mais rádios de estúdio do que de exterior. Oiça-se uma BBC 5 ou uma Cadena SER e constate-se o que são rádios de palavra. Oiça-se a France Info ou a LBC News para saber o que é uma rádio de informação.
Quanto ao modelo de rádios locais desaparecerem em favor das redes dos grandes grupos de rádio é infelizmente assim em toda a Europa, na América do Sul (Brasil é o exemplo máximo) e América do Norte. As rádios locais são absorvidas e acabam por se transformar em retransmissores. Acompanhei há uns tempos um caso de 2 rádios locais americanas que eram independentes e emitiam na mesma região. Para sobreviverem um empresário comprou-as e fundiu-as e vendeu o pacote a um grupo maior que aproveitou uma para retransmitir uma rede de country music e outra para outra rede de oldies.
Portugal não é diferente no modelo de criação de redes privadas. Pelo mundo fora infelizmente é assim e por exemplo por muito que eu goste de rádio AM isso não trará de volta a onda média.
É particularmente penoso entrar em certas rádios locais em Portugal. Eu já estive em rádios comunitárias em alguns países da Europa que têm estúdios muitíssimo superiores e emitem para zonas de cobertura muitíssimo inferiores às das nossas rádios locais.
O Mundo mudou. Os velhos do Restelo acabam sempre a falar para as paredes.
Tenha juízo.
Aqui ninguém tem odio a Lisboa.
O que eu defendo é uma politica contra o centralismo na rádio.
Lutar contra o centralismo na rádio não é ter ódio a Lisboa.
Confunde a beira da estrada com a estrada da beira.
Muito da mentalidade de quem reside em lisboa é precisamente a sua que acha que se tem odio a Lisboa apenas por se defender uma politica contra o centralismo. Enfim.
d
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Março 20, 2022, 03:40:49 pm
Percebo que esta ideia de rádios locais para o Observador, seja apenas um exercício de perceber o quanto poderia ajudar o projeto a crescer e algumas áreas de cobertura que poderia ter. Mas podem juntar ao tema os 94,8 que era ou é da Golo FM, que está calada à 2/3 meses.

Aqui na minha região (Oeste), não faz falta nenhuma Rádio Observador e nem vejo potencial para falar verdade. Temos 3 de cariz noticiosa (Antena 1, RR e TSF) com cobertura muito boa em todas. Um exemplo, que com a chegada da Mega, pensava que fosse mais reunido com a Cidade FM, sendo que esta continua a ser a preferida dos jovens. Acrescentou pouco ou nada!

As rádios locais daqui na globalidade, comprem aquilo para a qual transmitem, servir as gentes do concelho. Não tem locução 24h/24h porque o dinheiro não é muito e os que animam as estações são pessoas sem custos, com o "bicho" e que sabem o que as pessoas querem ouvir. Os discos pedidos, são o facebook dos mais idosos, são a companhia deles e todos por lá vamos passar. É um produto sempre rentável.

Aliás, nem sei até que ponto, a compra dos 93,7 do Observador, não teve dedo/ajuda nossa...

È curioso ver que aqueles que defendem a invasão de rádios de Lisboa em frequência locais não residem nesses concelhos nem lá sequer trabalho ou por lá passam durante o ano. Mas, o bairrismo fanatico, bacoco lisboeta é tal, que querem impingir aos outros aquilo que ninguem lhe pediu. O imperialismo da corte ainda prevalece 500 anos depois em muitas mentes


Para que serve, por exemplo, a Rádio Regional?

Você reside nos concelhos onde emite a Regional?
Incomoda-lhe o tipo de emissão de uma rádio local onde não reside, não trabalha e nunca lá vai durante o ano?
Serve para quem a ouve.
Serve para quem a ouve é uma belíssima justificação para quem ouve a Cidade no Porto ou a M80 em Viseu.

Se lhe colocarem apenas sardinhas no prato, vai comer o quê?
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: modernices em Março 20, 2022, 05:17:42 pm
Eu gosto muito da Rádio Observador. Ansioso que venha para a minha região. Resido na zona centro, onde há dezenas de rádios locais sem nexo, e onde um projeto destes por estas paragens seria muito bem vindo.

Curioso, inscreve-se no forum e a 1ª coisa que escreve é para promover a Rádio Observador e a defender o desaparecimento de rádios locais na zona centro.
È só rir. Para a próxima, sejam mais discretos.

E qual o problema de elogiar esse projeto em concreto no meu primeiro post? É proibido, ora essa?!

Embora lendo os seus posts rapidamente se percebe que vai por aí muita amargura contra as rádios de fora do Porto... Mas olhe, arranje financiamento e faça-se à vida!
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Março 20, 2022, 08:47:05 pm
Eu gosto muito da Rádio Observador. Ansioso que venha para a minha região. Resido na zona centro, onde há dezenas de rádios locais sem nexo, e onde um projeto destes por estas paragens seria muito bem vindo.

Curioso, inscreve-se no forum e a 1ª coisa que escreve é para promover a Rádio Observador e a defender o desaparecimento de rádios locais na zona centro.
È só rir. Para a próxima, sejam mais discretos.

E qual o problema de elogiar esse projeto em concreto no meu primeiro post? É proibido, ora essa?!

Embora lendo os seus posts rapidamente se percebe que vai por aí muita amargura contra as rádios de fora do Porto... Mas olhe, arranje financiamento e faça-se à vida!

Eu também acredito no pai natal. 
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: modernices em Março 21, 2022, 06:43:13 am
Eu gosto muito da Rádio Observador. Ansioso que venha para a minha região. Resido na zona centro, onde há dezenas de rádios locais sem nexo, e onde um projeto destes por estas paragens seria muito bem vindo.

Curioso, inscreve-se no forum e a 1ª coisa que escreve é para promover a Rádio Observador e a defender o desaparecimento de rádios locais na zona centro.
È só rir. Para a próxima, sejam mais discretos.

E qual o problema de elogiar esse projeto em concreto no meu primeiro post? É proibido, ora essa?!

Embora lendo os seus posts rapidamente se percebe que vai por aí muita amargura contra as rádios de fora do Porto... Mas olhe, arranje financiamento e faça-se à vida!

Eu também acredito no pai natal.

Pois, é mais fácil papaguear do que arregaçar as mangas e fazer algo que se veja, não é?


Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Março 22, 2022, 10:02:00 am
Se há rádios locais sem qualidade nem servem minimamente as populações então não devem emitir. Se ao menos retransmitirem uma rádio com qualidade é uma solução menos má que não emitir de todo.
Na minha ótica eu prefiro umas 100 rádios com alcance regional/distrital com qualidade a 200 locais más em 300 e tal licenças, que foi o que aconteceu com a lei de 88.

Eu subscrevo, mas propunha ainda o seguinte exercício teórico.
Imaginemos por hipótese que a Lei da Rádio não tinha sido alterada por forma a permitir a associação de rádios locais. Veja-se o que teríamos hoje:

Duas generalistas: Antena 1, Renascença, que maioritariamente servem a população 45 para cima
Duas musicais: RFM e Comercial que estão vocacionadas para o segmento 35 adiante
Uma Rádio Clássica: Antena 2, que tem de existir
Uma Rádio Alternativa: Antena 3, que pouco valor acrescenta, se é que não subtrai
Uma Rádio Informativa apenas na Região Norte: TSF
Uma Rádio Musical, que deveria ser generalista na Região Sul: a M80 (rede essa que deveria ser ocupada por uma informativa).

Tudo o resto, seriam rádios locais. Se as atuais são o que são, com as dificuldades de publicidade que enfrentam hoje, imaginemos o que seria com tantas rádios locais como existiam em 89. De duas uma, ou seriam, quase todas, meras juke box ou, em alternativa, muitas delas já teriam encerrado. Teríamos imensas rádios a servir o público senior...mas?

1. Onde estaria uma rádio jazz, blues, bossa nova como a Smooth? (É curioso que ninguém questiona a ocupação das locais quando se fala desta rádio)
2. Onde estariam as rádios para os jovens, com exceção da região de Lisboa e de uma Nova Era muito amorfa no Porto? O espaço da Cidade FM e da MEGAHITS representa 10% do auditório, malta nova. Não é relevante?
3. Mesmo nos dias de hoje, há regiões de Portugal que não têm uma única rádio informativa que chegue com sinal decente (exo: distrito de Beja). Acham isto razoável numa democracia europeia?
...
Poderia continuar a enunciar por aqui abaixo algumas questões, mas nunca é demais relembrar que o fenómeno de canibalização das locais existe em todo o país, com idênticas dimensões em Porto e Lisboa porque, friso isto muitas vezes, uma rádio estar sedeada em Lisboa não significa que seja para Lisboa. Os projetos que têm surgido nos grupos de rádio, têm vocação nacional e fazem falta em antena.
Só há uma solução possível: a passagem para um modelo com mais redes nacionais (ou qause) como em Espanha e a criação de rádios regionais fortes.

E para isso não é preciso DAB. Basta somente não renovar os alvarás para todas as rádios e abrir novos concursos. Como todas as empresas, umas morrem, outras criam-se e, estou em crer, que se criaria mais emprego, disperso entre regiões. Este modelo só não evolui porque, por esse pais fora, muitas locais são o meio de propaganda dos caciques locais e de organizações muito pouco transparentes (sim, falo da IURD para que não restem dúvidas), mas que exercem influência sobre o poder político.

Não precisamos de que se mantenha tudo igual a 1989, passaram 33 anos, é muito tempo. A escala concelhia, hoje, cada vez faz menos sentido, principalmente na rádio, onde as pessoas que a escutam se deslocam livremente entre vários pontos do território regional. O modelo atual é o garante de uma bimacrocefalia de rádios como a Comercial e a RFM.
Um ponto importante, que o Atento tem referido também é que falta verdadeiramente um projeto de palavra em Portugal, que não seja nem generalista nem informativo. Entendo que deveria ser aberta uma licença para uma rádio deste tipo num futuro concurso.

Eu tenho a minha opinião e não vou escrever mais aqui sobre este assunto. Na minha opinião valorizo muito o trabalho das rádios locais e elas são essenciais. Se outros não acham e acham que devem ser retransmissores pois tenho que respeitar e pronto.
Se há rádios locais sem qualidade nem servem minimamente as populações então não devem emitir. Se ao menos retransmitirem uma rádio com qualidade é uma solução menos má que não emitir de todo.

Na minha óptica eu prefiro umas 100 rádios com alcance regional/distrital com qualidade a 200 locais más em 300 e tal licenças, que foi o que aconteceu com a lei de 88.
Mas no FM nunca vai ter apenas rádios regionais/distritais isso só poderá vir a ser possível com o DAB.

Mas parece que isso ainda vai demorar muito a não ser que exista uma imposição como o TDT.

A ANACOM já tem as regiões definidas, que já tive oportunidade de as ver,  mas falta o resto... Segundo a ANACOM o FM está para durar em Portugal.
É possível saber quais são essas regiões? Fiquei curioso.
Apenas posso dizer que são 5 regiões.


É óbvio: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. São as regiões NUT's II que estão implementadas para os diversos usos no país. Continuo a dizer, não é preciso esperar pelo DAB, que nunca chegará antes de 2035. Haja vontade política.

Eu gosto muito da Rádio Observador. Ansioso que venha para a minha região. Resido na zona centro, onde há dezenas de rádios locais sem nexo, e onde um projeto destes por estas paragens seria muito bem vindo.


Em democracia, diria que qualquer projeto que reforce a pluralidade é sempre bem vindo. Reparem, Espanha tem quatro rádios de palavra com cobertura nacional. Mas por cá, rádio é só música.


As rádios locais daqui na globalidade, comprem aquilo para a qual transmitem, servir as gentes do concelho. Não tem locução 24h/24h porque o dinheiro não é muito e os que animam as estações são pessoas sem custos, com o "bicho" e que sabem o que as pessoas querem ouvir. Os discos pedidos, são o facebook dos mais idosos, são a companhia deles e todos por lá vamos passar. É um produto sempre rentável.

Aliás, nem sei até que ponto, a compra dos 93,7 do Observador, não teve dedo/ajuda nossa...

Claro que sim, e os discos pedidos não são só para idosos. Até malta mais jovem, noutro formato, gostaria de algo do género, pelo menos onde existisse mais possibilidade de intervenção em antena. Mas pode-se assegurar isso com as redes regionais, e até nacionais. é preciso é ter um bom caderno de encargos.

O que quer dizer com "dedo nosso" na frequência da Amadora?

PS: Sou de Vila Nova de Gaia, portanto, sinto que tenho legitimidade para falar sobre este tema, não sou de Lisboa.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: modernices em Março 22, 2022, 11:21:24 am
Concordo!
Excelente post pdnf.
Por trás de cada rádio há uma empresa e como qualquer empresa tem de ser rentável para sobreviver e pagar contas. Ao meu redor só há rádios locais moribundas, sem qualidade, desinteressantes e é por isso que bons projetos nessas rádios seriam sempre bem vindos. Pelo pluralismo e pela variedade.

Defender o local apenas para ter lá um debitador de mp3's a sair do código postal da terrinha não me parece caminho. Nem assunto.

PS. Também não sou de Lisboa
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: ruicleto em Março 22, 2022, 06:19:55 pm
Penso que a mudança tecnológica para o DAB, mais cedo ou mais tarde a ocorrer, virá trazer um panorama mais arrumado para todos e onde todos terão lugar - nacionais regionais ou locais. É necessário não perder esta oportunidade e começar, o mais breve possível, o esboço das redes MUX.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Março 22, 2022, 08:30:17 pm
Penso que a mudança tecnológica para o DAB, mais cedo ou mais tarde a ocorrer, virá trazer um panorama mais arrumado para todos e onde todos terão lugar - nacionais regionais ou locais. É necessário não perder esta oportunidade e começar, o mais breve possível, o esboço das redes MUX.

Pois, mas sem PRR e sem P2030 será difícil. Antes do próximo quadro comunitário será muito difícil conseguir operacionalizar isso. A mudança tem de ser financiada pelo Estado, doutro modo é impossível.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Memorias da Radio em Março 22, 2022, 10:42:01 pm
Concordo!
Excelente post pdnf.
Por trás de cada rádio há uma empresa e como qualquer empresa tem de ser rentável para sobreviver e pagar contas. Ao meu redor só há rádios locais moribundas, sem qualidade, desinteressantes e é por isso que bons projetos nessas rádios seriam sempre bem vindos. Pelo pluralismo e pela variedade.

Defender o local apenas para ter lá um debitador de mp3's a sair do código postal da terrinha não me parece caminho. Nem assunto.

PS. Também não sou de Lisboa

Infelizmente a zona de Coimbra já viu muito melhores dias no que a rádio diz respeito e é pena, porque há duas instituições de ensino superior a formar na área, e muita muita gente com muita qualidade em Coimbra que não consegue fazer nada graças ao centralismo e à maneira como os proprietários que sobram de alvarás na região gerem a coisa. E não é particularizar: é a verdade. E vou-me debruçar nisso (penso que é a primeira vez que a temática desta região é trazida a lume!).

Eu chego a Coimbra e se não quiser escolher nenhuma das nacionais ou das cadeias de regionais a dar mais do mesmo  estou lixado - a 92.6 tem boa música mas por vezes é demasiado generalista e previsível e faltam-lhe ligações a Coimbra e imensa locução, a Regional do Centro faz ainda algum bom serviço no que sobra dela mas é demasiado popularucha  e cristalizada no tempo, e nem vou entrar sequer na Mundial FM que tem alguém à frente que podia fazer outro tipo de rádio generalista completamente diferente e opta também pelo modelo popular e mal.

Há simplesmente demasiadas rádios pimba na região de Coimbra e não há uma única! que seja que tenha uma playlist diferenciadora, interessante, equilibrada e com boa informação e locução no processo. Esse espaço existe e foi deixado vago! Em tempos a TSF-RJC fazia isso, depois a 90FM fazia esse serviço, depois a Mega até 2007, e desde aí para a frente acabou-se. Não há uma única que represente a cidade de Coimbra e quem se reveja nesta forma de estar em condições, porque se cometeu o grave erro de vender todos os alvarás emitidos aos grandes grupos. Sobra uma por vezes algo amadora, demasiado encaixotada RUC, com um emissor mais fraco e que a 15kms apenas do centro de Coimbra já não se pode ouvir em termos porque forçam o piloto de estéreo na estação.

Aveiro pelo menos sempre tem a Terra Nova a fazer bom serviço, a 105.6 a imitar a Nova Era e por aí vai.

Falha enorme, enorme! de mercado na região centro, e o pior é que eu sei e conheço gente com vistas mais largas que queria e podia perfeitamente executar isto e não pode, porque foi forçado a ficar de parte por outras gentes ou simplesmente não tem acesso. Tenho pena, porque gostava de executar isso com essas pessoas, mas para isso precisávamos de ter acesso a uma frequência.

Quando é que se vai ganhar consciência que a pluralidade no meio radiofónico enriquece a todos? Quando é que se vai deixar este caciquismo e esta política de falso secretismo que abunda no meio rádio português? Quando é que se vai deixar de ter vistas curtas na gestão de um ativo local de muito mais longo alcance que o município?

Se vier um aeroporto para a região de Coimbra, que raio de incentivo vão os turistas ter para ouvir rádio fora das nacionais que represente a cidade e a região? Que raio de incentivo existe já hoje para uma região com 2 milhões de dormidas, com património histórico  da UNESCO e uma riqueza humana invejável com que outras regiões só podem sonhar?

Quando é que os donos das rádios vão acordar para a vida em Coimbra?!
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Março 23, 2022, 10:52:45 am
Concordo!
Excelente post pdnf.
Por trás de cada rádio há uma empresa e como qualquer empresa tem de ser rentável para sobreviver e pagar contas. Ao meu redor só há rádios locais moribundas, sem qualidade, desinteressantes e é por isso que bons projetos nessas rádios seriam sempre bem vindos. Pelo pluralismo e pela variedade.

Defender o local apenas para ter lá um debitador de mp3's a sair do código postal da terrinha não me parece caminho. Nem assunto.

PS. Também não sou de Lisboa

Infelizmente a zona de Coimbra já viu muito melhores dias no que a rádio diz respeito e é pena, porque há duas instituições de ensino superior a formar na área, e muita muita gente com muita qualidade em Coimbra que não consegue fazer nada graças ao centralismo e à maneira como os proprietários que sobram de alvarás na região gerem a coisa. E não é particularizar: é a verdade. E vou-me debruçar nisso (penso que é a primeira vez que a temática desta região é trazida a lume!).

Eu chego a Coimbra e se não quiser escolher nenhuma das nacionais ou das cadeias de regionais a dar mais do mesmo  estou lixado - a 92.6 tem boa música mas por vezes é demasiado generalista e previsível e faltam-lhe ligações a Coimbra e imensa locução, a Regional do Centro faz ainda algum bom serviço no que sobra dela mas é demasiado popularucha  e cristalizada no tempo, e nem vou entrar sequer na Mundial FM que tem alguém à frente que podia fazer outro tipo de rádio generalista completamente diferente e opta também pelo modelo popular e mal.

Há simplesmente demasiadas rádios pimba na região de Coimbra e não há uma única! que seja que tenha uma playlist diferenciadora, interessante, equilibrada e com boa informação e locução no processo. Esse espaço existe e foi deixado vago! Em tempos a TSF-RJC fazia isso, depois a 90FM fazia esse serviço, depois a Mega até 2007, e desde aí para a frente acabou-se. Não há uma única que represente a cidade de Coimbra e quem se reveja nesta forma de estar em condições, porque se cometeu o grave erro de vender todos os alvarás emitidos aos grandes grupos. Sobra uma por vezes algo amadora, demasiado encaixotada RUC, com um emissor mais fraco e que a 15kms apenas do centro de Coimbra já não se pode ouvir em termos porque forçam o piloto de estéreo na estação.

Aveiro pelo menos sempre tem a Terra Nova a fazer bom serviço, a 105.6 a imitar a Nova Era e por aí vai.

Falha enorme, enorme! de mercado na região centro, e o pior é que eu sei e conheço gente com vistas mais largas que queria e podia perfeitamente executar isto e não pode, porque foi forçado a ficar de parte por outras gentes ou simplesmente não tem acesso. Tenho pena, porque gostava de executar isso com essas pessoas, mas para isso precisávamos de ter acesso a uma frequência.

Quando é que se vai ganhar consciência que a pluralidade no meio radiofónico enriquece a todos? Quando é que se vai deixar este caciquismo e esta política de falso secretismo que abunda no meio rádio português? Quando é que se vai deixar de ter vistas curtas na gestão de um ativo local de muito mais longo alcance que o município?

Se vier um aeroporto para a região de Coimbra, que raio de incentivo vão os turistas ter para ouvir rádio fora das nacionais que represente a cidade e a região? Que raio de incentivo existe já hoje para uma região com 2 milhões de dormidas, com património histórico  da UNESCO e uma riqueza humana invejável com que outras regiões só podem sonhar?

Quando é que os donos das rádios vão acordar para a vida em Coimbra?!

Excelente post, que me vem dar razão. É preciso recolher e dar de novo, ou seja, não renovar alvarás e abrir novo concurso com um caderno de encargos bem definido que não seja só a popularuchice que fica mais barato às locais fazer.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: modernices em Março 23, 2022, 02:06:33 pm
Concordo!
Excelente post pdnf.
Por trás de cada rádio há uma empresa e como qualquer empresa tem de ser rentável para sobreviver e pagar contas. Ao meu redor só há rádios locais moribundas, sem qualidade, desinteressantes e é por isso que bons projetos nessas rádios seriam sempre bem vindos. Pelo pluralismo e pela variedade.

Defender o local apenas para ter lá um debitador de mp3's a sair do código postal da terrinha não me parece caminho. Nem assunto.

PS. Também não sou de Lisboa

Infelizmente a zona de Coimbra já viu muito melhores dias no que a rádio diz respeito e é pena, porque há duas instituições de ensino superior a formar na área, e muita muita gente com muita qualidade em Coimbra que não consegue fazer nada graças ao centralismo e à maneira como os proprietários que sobram de alvarás na região gerem a coisa. E não é particularizar: é a verdade. E vou-me debruçar nisso (penso que é a primeira vez que a temática desta região é trazida a lume!).

Eu chego a Coimbra e se não quiser escolher nenhuma das nacionais ou das cadeias de regionais a dar mais do mesmo  estou lixado - a 92.6 tem boa música mas por vezes é demasiado generalista e previsível e faltam-lhe ligações a Coimbra e imensa locução, a Regional do Centro faz ainda algum bom serviço no que sobra dela mas é demasiado popularucha  e cristalizada no tempo, e nem vou entrar sequer na Mundial FM que tem alguém à frente que podia fazer outro tipo de rádio generalista completamente diferente e opta também pelo modelo popular e mal.

Há simplesmente demasiadas rádios pimba na região de Coimbra e não há uma única! que seja que tenha uma playlist diferenciadora, interessante, equilibrada e com boa informação e locução no processo. Esse espaço existe e foi deixado vago! Em tempos a TSF-RJC fazia isso, depois a 90FM fazia esse serviço, depois a Mega até 2007, e desde aí para a frente acabou-se. Não há uma única que represente a cidade de Coimbra e quem se reveja nesta forma de estar em condições, porque se cometeu o grave erro de vender todos os alvarás emitidos aos grandes grupos. Sobra uma por vezes algo amadora, demasiado encaixotada RUC, com um emissor mais fraco e que a 15kms apenas do centro de Coimbra já não se pode ouvir em termos porque forçam o piloto de estéreo na estação.

Aveiro pelo menos sempre tem a Terra Nova a fazer bom serviço, a 105.6 a imitar a Nova Era e por aí vai.

Falha enorme, enorme! de mercado na região centro, e o pior é que eu sei e conheço gente com vistas mais largas que queria e podia perfeitamente executar isto e não pode, porque foi forçado a ficar de parte por outras gentes ou simplesmente não tem acesso. Tenho pena, porque gostava de executar isso com essas pessoas, mas para isso precisávamos de ter acesso a uma frequência.

Quando é que se vai ganhar consciência que a pluralidade no meio radiofónico enriquece a todos? Quando é que se vai deixar este caciquismo e esta política de falso secretismo que abunda no meio rádio português? Quando é que se vai deixar de ter vistas curtas na gestão de um ativo local de muito mais longo alcance que o município?

Se vier um aeroporto para a região de Coimbra, que raio de incentivo vão os turistas ter para ouvir rádio fora das nacionais que represente a cidade e a região? Que raio de incentivo existe já hoje para uma região com 2 milhões de dormidas, com património histórico  da UNESCO e uma riqueza humana invejável com que outras regiões só podem sonhar?

Quando é que os donos das rádios vão acordar para a vida em Coimbra?!

Por isso é que defendi a vinda de projetos interessantes para aqui.
O que se ouve por estas bandas no FM não lembra a ninguém. O disco pedido onde os ouvintes participam à vez numa e noutra rádio, sempre os mesmos.. eternos tocadores de MP3 a imitar (mal) as nacionais. enfim

Também não sei se novos concursos resolveriam isto. Iriam voltar os mesmos ou aparecer curiosos sem sustentabilidade financeira que ao fim de pouco tempo iriam cair no marasmo ou abandono.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Memorias da Radio em Março 23, 2022, 02:26:05 pm
Eu defendo a liberalização/racionalização do setor: não há alvarás para ninguém, são empresas como quaisquer outras, e assim acaba-se a mama dos intermediários como Acacio Marinho e outros similares que se encheram nos últimos 20 anos à conta disso e retorna-se o exercício da rádio em Portugal a quem a possa e queira fazer, tenha ideias e dinheiro para elas e não para as margens de lucro dos revendedores de alvarás; os municípios têm frequências fixas associadas; um início de emissão num município que não tenha rádio ou que tenha, mas vá a empresa à falência, dependeria  de autorização da ANACOM (ou seja, haver frequência disponível e definir-se a potência associada) e da análise à grelha de programas e modelo de negócio da ERC. Tendo ambas luz verde, era lançar.

Deixar de se ter a visão de que a rádio pertence ao município: a rádio pertence ao distrito onde está e representa o município *nesse* distrito e é essa região, é o porta-estandarte. Dependendo do projeto e alcance, autorização de aumentos de potência até 5kW.

Obrigar todos os grupos que usam frequências locais a emitir, não interessa de onde nem como, apenas 4 horas de emissão local MAS com locução que não pode ter as mesmas pessoas da emissão nacional, deve ter notícias e no mínimo um conteúdo ou programa de âmbito local ou distrital. Para quem tenha a Rede Regional Norte/Sul, pelo menos 6 horas tem que ser emitidas dessa região. Obrigar os operadores locais a cinco boletins informativos regionais diários no período das 07 às 20 horas, e não três. Fiscalização das grelhas a cada 24 meses a assegurar o rigoroso cumprimento de todos os intervenientes.

Isto para mim são os mínimos olímpicos para se repor algum nível de salubridade nas coisas e se dar alguma relevância a haver rádios locais. E se mesmo assim não der, é mandar abaixo e fazer de novo: fecha-se tudo de uma vez, deixa-se correr em novo concurso e recomeça tudo da estaca zero mas desta vez bem feito…
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: modernices em Março 23, 2022, 02:42:11 pm
É isso é financeiramente viável?
Uma coisa que tenho reparado é que as rádios amarradas aos seu locais ficam (na maioria dos casos) asfixiadas financeiramente. Não sobrevivem se ficarem dependentes do talho da esquina ou da mercearia da dona Josefina e muitas vezes acabam por ficar reféns do maior empregador do concelho, que muitas vezes é a câmara. E acho que ninguém quer o cenário do financiamento do estado central ou local para se fazer uma coisa destas.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Memorias da Radio em Março 23, 2022, 02:55:12 pm
É isso é financeiramente viável?
Uma coisa que tenho reparado é que as rádios amarradas aos seu locais ficam (na maioria dos casos) asfixiadas financeiramente. Não sobrevivem se ficarem dependentes do talho da esquina ou da mercearia da dona Josefina e muitas vezes acabam por ficar reféns do maior empregador do concelho, que muitas vezes é a câmara. E acho que ninguém quer o cenário do financiamento do estado central ou local para se fazer uma coisa destas.

Para essss casos a lei já hoje prevê rádios em associação até ao limite de seis. E eu pessoalmente não vejo mal nenhum em haver financiamento do Estado para o serviço local. Se antigamente havia com a RDP… ainda poupam imenso dinheiro, a maioria dos meios sendo privado
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: radiokilledtheMTVstar em Março 23, 2022, 06:24:23 pm

Para essss casos a lei já hoje prevê rádios em associação até ao limite de seis. E eu pessoalmente não vejo mal nenhum em haver financiamento do Estado para o serviço local. Se antigamente havia com a RDP… ainda poupam imenso dinheiro, a maioria dos meios sendo privado

Concordo, se a RDP deixou de ter sequer um único desdobramento regional no Portugal em Direto quem nos poderia garantir que tinha condições para tratar do futuro das rádios locais? Prefiro muito mais um modelo de parcerias público-privadas e apenas nas que estão em mais dificuldades, o que já é em parte o que acontece hoje só não é oficializado.

Acho mais importante da parte do estado haver uma reformulação total da ERC e ANACOM que já várias vezes mostraram a sua ineficácia para conseguirem fiscalizar as locais "fantasma".
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Março 23, 2022, 06:35:22 pm
Por isso é que defendi a vinda de projetos interessantes para aqui.
O que se ouve por estas bandas no FM não lembra a ninguém. O disco pedido onde os ouvintes participam à vez numa e noutra rádio, sempre os mesmos.. eternos tocadores de MP3 a imitar (mal) as nacionais. enfim

Também não sei se novos concursos resolveriam isto. Iriam voltar os mesmos ou aparecer curiosos sem sustentabilidade financeira que ao fim de pouco tempo iriam cair no marasmo ou abandono.


Resolvia, apenas se existir um caderno de encargos forte e que, ao mínimo incumprimento, fosse alvo de sanções. Há formas de conseguires excluir os concorrentes que não interessam, nomeadamente através de rácios de autonomia financeira, como se faz, por exemplo, nos concursos de projetos do P2020/PRR.

Eu defendo a liberalização/racionalização do setor: não há alvarás para ninguém, são empresas como quaisquer outras, e assim acaba-se a mama dos intermediários como Acacio Marinho e outros similares que se encheram nos últimos 20 anos à conta disso e retorna-se o exercício da rádio em Portugal a quem a possa e queira fazer, tenha ideias e dinheiro para elas e não para as margens de lucro dos revendedores de alvarás; os municípios têm frequências fixas associadas; um início de emissão num município que não tenha rádio ou que tenha, mas vá a empresa à falência, dependeria  de autorização da ANACOM (ou seja, haver frequência disponível e definir-se a potência associada) e da análise à grelha de programas e modelo de negócio da ERC. Tendo ambas luz verde, era lançar.

Deixar de se ter a visão de que a rádio pertence ao município: a rádio pertence ao distrito onde está e representa o município *nesse* distrito e é essa região, é o porta-estandarte. Dependendo do projeto e alcance, autorização de aumentos de potência até 5kW.

Obrigar todos os grupos que usam frequências locais a emitir, não interessa de onde nem como, apenas 4 horas de emissão local MAS com locução que não pode ter as mesmas pessoas da emissão nacional, deve ter notícias e no mínimo um conteúdo ou programa de âmbito local ou distrital. Para quem tenha a Rede Regional Norte/Sul, pelo menos 6 horas tem que ser emitidas dessa região. Obrigar os operadores locais a cinco boletins informativos regionais diários no período das 07 às 20 horas, e não três. Fiscalização das grelhas a cada 24 meses a assegurar o rigoroso cumprimento de todos os intervenientes.

Isto para mim são os mínimos olímpicos para se repor algum nível de salubridade nas coisas e se dar alguma relevância a haver rádios locais. E se mesmo assim não der, é mandar abaixo e fazer de novo: fecha-se tudo de uma vez, deixa-se correr em novo concurso e recomeça tudo da estaca zero mas desta vez bem feito…

O espectro é limitado, portanto, têm de existir alvarás. Senão, daqui a pouco tinhas 2 rádios a emitir em 88,4...espera já aconteceu!  ;D ;D Concordo com o que referes, mas os requisitos que colocaste já deveriam fazer parte do caderno do novo concurso total, embora ache que se poderia ir mais longe no número de redes nacionais (ou quase). Como já referi, e até por comparação com Espanha, penso que seria perfeitamente possível existir emissão em todo o território nacional das atuais seis nacionais, a que acrescentaria aquilo que diria ser o espaço para TSF, M80, MegaHits, Cidade FM, Smooth e Observador ou uma rádio de informação/palavra da RTP (isto indo a concurso, mas estou certo que seriam propostas vencedoras). Daí para a frente em lugar de rádios municipais, ou mesmo distritais, evoluiria para rádios regionais. Nas próprias redes nacionais, principalmente nas informativas, mas também no que respeita à locução nas musicais, incluir alguns pontos dos que referes, nomeadamente não concentrar tudo em Lisboa. As redes regionais não deveriam poder emitir em cadeia com as de outras regiões. Acabaria com o conceito de RRN/RRS.

É isso é financeiramente viável?
Uma coisa que tenho reparado é que as rádios amarradas aos seu locais ficam (na maioria dos casos) asfixiadas financeiramente. Não sobrevivem se ficarem dependentes do talho da esquina ou da mercearia da dona Josefina e muitas vezes acabam por ficar reféns do maior empregador do concelho, que muitas vezes é a câmara. E acho que ninguém quer o cenário do financiamento do estado central ou local para se fazer uma coisa destas.

Para essss casos a lei já hoje prevê rádios em associação até ao limite de seis. E eu pessoalmente não vejo mal nenhum em haver financiamento do Estado para o serviço local. Se antigamente havia com a RDP… ainda poupam imenso dinheiro, a maioria dos meios sendo privado

Financiamento das autarquias ou mesmo do Estado...de fugir! O que pagamos dá para a RDP funcionar mal. Querem mais?
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: modernices em Março 23, 2022, 09:31:16 pm
É isso é financeiramente viável?
Uma coisa que tenho reparado é que as rádios amarradas aos seu locais ficam (na maioria dos casos) asfixiadas financeiramente. Não sobrevivem se ficarem dependentes do talho da esquina ou da mercearia da dona Josefina e muitas vezes acabam por ficar reféns do maior empregador do concelho, que muitas vezes é a câmara. E acho que ninguém quer o cenário do financiamento do estado central ou local para se fazer uma coisa destas.

Para essss casos a lei já hoje prevê rádios em associação até ao limite de seis. E eu pessoalmente não vejo mal nenhum em haver financiamento do Estado para o serviço local. Se antigamente havia com a RDP… ainda poupam imenso dinheiro, a maioria dos meios sendo privado

Mas assim voltamos a cair no que temos hoje. Com várias rádios a contornar o limite com artimanhas locais. Eu acho que se devia acabar com essa limitação e pronto.
Uma rádio local viável nunca venderá o seu espaço a outras. Se for rentável mantêm. Há alguns casos assim. Já outros devem estar desejosos que lhes batam a porta para pegar naquilo.
Isto porque tem de haver mercado. Se não houver mercado acham que alguém faz uma rádio investindo uma porrada de dinheiro? Isto depois vem em catadupa. Sem mercado não há publicidade bem remunerada, logo não há investimento tecnológico nem investimento nas pessoas. Isso do rádio clube da terrinha feito pelo pai, pela mãe e pelos amigos era em 1989 com muita carolice à mistura, com o Zé do bar a passar uns discos e a dona Amélia a falar com ouvintes. Isso já passou a história a meu ver. Agora as coisas tem de ser profissionais e o profissionalismo paga-se. Nenhum jornalista quer ganhar menos de 1000 euros (e bem!). E para ter a rádio da terra com informação local bem feita é preciso mais que um jornalista. Locutores a mesma coisa. Editores de áudio a mesma e por aí fora. É um custo grande que não pode ser sustentado com spots a 50 cêntimos ou 1 euro.

Estado a financiar é que está mais que provado que não resulta até porque já temos esse exemplo.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: augusto neto em Março 24, 2022, 02:24:36 am
Eu vejo aqui ideias verdadeiramente alucinantes.
As frequências de rádio (televisão, banda larga, radio comunicações etc) são bens finitos e pertencentes ao Estado.
Quando se fala de Estado fala-se do país de todos nós. Quando esse bem é colocado a concurso com alvarás isso não se deve transformar num "mercado". Deve ter regras e bem definidas. Agora também não pode ser espartilhado e impedir o seu funcionamento e renovação.
Dito isto e tal como na mensagem anterior que aqui deixei, o "mercado" em Portugal é igual ao de Inglaterra, ao dos EUA, ao de França etc no sentido em que as locais estão a ser vampirizadas em favor de redes privadas.
O que não há lá fora é aberrações do género criadas no governo do Cavaco Silva de aquando da decisão de se colocar a concurso uma rede nacional de rádio ter-se dividido essa rede em rede regional sul RRS e rede regional norte RRN para satisfazer os partidários e membros do PSD Carlos Barbosa vencedor do alvará da RRS e Luís Silva vencedor da RRN. Uma aberração de dividir um canal que se mantém mais de 30 anos depois.
Julgam que a rádio digital vai resolver estes problemas?
Não vai. A RDT (DAB) em Portugal quando apareceu veio com uma espécie de fórmula 1 com bitrates altíssimos o que permitiu na época só 6 canais nacionais. Nunca foi pensado ser um serviço com mais outros 6 canais nacionais por exemplo e resolver a aberração das redes "regionais" e nem a de criar outro modelo de rádios essas sim regionais e dimensionadas conforme a população e não conforme a dimensão territorial. É absurda a quantidade de rádios locais à volta de Lisboa por exemplo e ainda mais no Porto dado que há muitos mais municípios de menor dimensão ao seu redor e que provavelmente tem um dos espectros FM mais saturados do Mundo.
Tal como não fez sentido a potência atribuída às rádios locais. Em toda a Europa e resto do Mundo há vários tipos de rádios locais classificadas por categoria de potência e cá quase que se tentou que todas as locais tivessem a mesma potência. Se num concelho houver uma rádio com 2kw e outra com 0,5kw é óbvio que um grande grupo nunca vai querer adquirir a menos potente e com isso se salvava muitas rádios locais (que é o que se fazia lá fora).
Hoje em dia o modelo de RDT vem alterar tudo isto. Mas como é óbvio em Portugal terra das proezas políticas e como primeiro país do Mundo a fechar a RDT (DAB) agora vamos tentar reabrir e se calhar quando lá chegarmos já a DAB+ poderá ser a DAB++ ou outra tecnologia mais avançada.
Os decisores políticos e o papel completamente patético e inapto da ERC e da Anacom tornam este panorama ainda muito pior.
Posso dizer a quem ainda não sabe que o actual director da Anacom sugeriu enfiar a TDT no cabo para acabar com a TDT terrestre por antena. Nem nos Países Baixos se lembraram de tal idiotice. Em vez de pensar em alargar para o triplo os canais gratuitos disponíveis quer acabar com a TDT por antena. E é por estas e por outras que TDT e RDT em Portugal são discussões estéreis porque quem tem o poder nem sequer sabe o que está a fazer e do que está a falar.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: ruicleto em Março 24, 2022, 10:35:55 am
Eu vejo aqui ideias verdadeiramente alucinantes.
As frequências de rádio (televisão, banda larga, radio comunicações etc) são bens finitos e pertencentes ao Estado.
Quando se fala de Estado fala-se do país de todos nós. Quando esse bem é colocado a concurso com alvarás isso não se deve transformar num "mercado". Deve ter regras e bem definidas. Agora também não pode ser espartilhado e impedir o seu funcionamento e renovação.
Dito isto e tal como na mensagem anterior que aqui deixei, o "mercado" em Portugal é igual ao de Inglaterra, ao dos EUA, ao de França etc no sentido em que as locais estão a ser vampirizadas em favor de redes privadas.
O que não há lá fora é aberrações do género criadas no governo do Cavaco Silva de aquando da decisão de se colocar a concurso uma rede nacional de rádio ter-se dividido essa rede em rede regional sul RRS e rede regional norte RRN para satisfazer os partidários e membros do PSD Carlos Barbosa vencedor do alvará da RRS e Luís Silva vencedor da RRN. Uma aberração de dividir um canal que se mantém mais de 30 anos depois.
Julgam que a rádio digital vai resolver estes problemas?
Não vai. A RDT (DAB) em Portugal quando apareceu veio com uma espécie de fórmula 1 com bitrates altíssimos o que permitiu na época só 6 canais nacionais. Nunca foi pensado ser um serviço com mais outros 6 canais nacionais por exemplo e resolver a aberração das redes "regionais" e nem a de criar outro modelo de rádios essas sim regionais e dimensionadas conforme a população e não conforme a dimensão territorial. É absurda a quantidade de rádios locais à volta de Lisboa por exemplo e ainda mais no Porto dado que há muitos mais municípios de menor dimensão ao seu redor e que provavelmente tem um dos espectros FM mais saturados do Mundo.
Tal como não fez sentido a potência atribuída às rádios locais. Em toda a Europa e resto do Mundo há vários tipos de rádios locais classificadas por categoria de potência e cá quase que se tentou que todas as locais tivessem a mesma potência. Se num concelho houver uma rádio com 2kw e outra com 0,5kw é óbvio que um grande grupo nunca vai querer adquirir a menos potente e com isso se salvava muitas rádios locais (que é o que se fazia lá fora).
Hoje em dia o modelo de RDT vem alterar tudo isto. Mas como é óbvio em Portugal terra das proezas políticas e como primeiro país do Mundo a fechar a RDT (DAB) agora vamos tentar reabrir e se calhar quando lá chegarmos já a DAB+ poderá ser a DAB++ ou outra tecnologia mais avançada.
Os decisores políticos e o papel completamente patético e inapto da ERC e da Anacom tornam este panorama ainda muito pior.
Posso dizer a quem ainda não sabe que o actual director da Anacom sugeriu enfiar a TDT no cabo para acabar com a TDT terrestre por antena. Nem nos Países Baixos se lembraram de tal idiotice. Em vez de pensar em alargar para o triplo os canais gratuitos disponíveis quer acabar com a TDT por antena. E é por estas e por outras que TDT e RDT em Portugal são discussões estéreis porque quem tem o poder nem sequer sabe o que está a fazer e do que está a falar.
Excelente texto. Apenas discordo quando diz "Julgam que a rádio digital vai resolver estes problemas? Não vai", pois pessoalmente penso que vai resolver, face à capacidade que tem cada MUX e à possibilidade de existirem vários, os quais podem conter muitas rádios. Veja-se o exemplo de outros países, como a Bélgica, onde há lugares para todos.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Março 24, 2022, 03:54:39 pm
Concordo!
Excelente post pdnf.
Por trás de cada rádio há uma empresa e como qualquer empresa tem de ser rentável para sobreviver e pagar contas. Ao meu redor só há rádios locais moribundas, sem qualidade, desinteressantes e é por isso que bons projetos nessas rádios seriam sempre bem vindos. Pelo pluralismo e pela variedade.

Defender o local apenas para ter lá um debitador de mp3's a sair do código postal da terrinha não me parece caminho. Nem assunto.

PS. Também não sou de Lisboa

"...Da terrinha...".
Assim se vê a forma como se olha e fala de localidades que não são Lisboa.
A "terrinha" significa um concelho que tem a mesma dignidade que o concelho de Lisboa, onde os portugueses são tão portugueses como os alfacinhas.
Tipo de linguagem que mostra bem as profundezas do regionalismo bacoco de alguns.
Assim se vê a forma como se olha para o país desde a Capital....." a terrinha..."
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Março 24, 2022, 04:02:18 pm
É isso é financeiramente viável?
Uma coisa que tenho reparado é que as rádios amarradas aos seu locais ficam (na maioria dos casos) asfixiadas financeiramente. Não sobrevivem se ficarem dependentes do talho da esquina ou da mercearia da dona Josefina e muitas vezes acabam por ficar reféns do maior empregador do concelho, que muitas vezes é a câmara. E acho que ninguém quer o cenário do financiamento do estado central ou local para se fazer uma coisa destas.

Apanha-se tão facilmente um "cacique" de uma rádio lisboeta que ocupa uma frequência local que um mentiroso.
Tão obvio a finalidade deste perfil no forum.
Mais do mesmo.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: modernices em Março 24, 2022, 04:28:26 pm
Eu vejo aqui ideias verdadeiramente alucinantes.
As frequências de rádio (televisão, banda larga, radio comunicações etc) são bens finitos e pertencentes ao Estado.
Quando se fala de Estado fala-se do país de todos nós. Quando esse bem é colocado a concurso com alvarás isso não se deve transformar num "mercado". Deve ter regras e bem definidas. Agora também não pode ser espartilhado e impedir o seu funcionamento e renovação.
Dito isto e tal como na mensagem anterior que aqui deixei, o "mercado" em Portugal é igual ao de Inglaterra, ao dos EUA, ao de França etc no sentido em que as locais estão a ser vampirizadas em favor de redes privadas.
O que não há lá fora é aberrações do género criadas no governo do Cavaco Silva de aquando da decisão de se colocar a concurso uma rede nacional de rádio ter-se dividido essa rede em rede regional sul RRS e rede regional norte RRN para satisfazer os partidários e membros do PSD Carlos Barbosa vencedor do alvará da RRS e Luís Silva vencedor da RRN. Uma aberração de dividir um canal que se mantém mais de 30 anos depois.
Julgam que a rádio digital vai resolver estes problemas?
Não vai. A RDT (DAB) em Portugal quando apareceu veio com uma espécie de fórmula 1 com bitrates altíssimos o que permitiu na época só 6 canais nacionais. Nunca foi pensado ser um serviço com mais outros 6 canais nacionais por exemplo e resolver a aberração das redes "regionais" e nem a de criar outro modelo de rádios essas sim regionais e dimensionadas conforme a população e não conforme a dimensão territorial. É absurda a quantidade de rádios locais à volta de Lisboa por exemplo e ainda mais no Porto dado que há muitos mais municípios de menor dimensão ao seu redor e que provavelmente tem um dos espectros FM mais saturados do Mundo.
Tal como não fez sentido a potência atribuída às rádios locais. Em toda a Europa e resto do Mundo há vários tipos de rádios locais classificadas por categoria de potência e cá quase que se tentou que todas as locais tivessem a mesma potência. Se num concelho houver uma rádio com 2kw e outra com 0,5kw é óbvio que um grande grupo nunca vai querer adquirir a menos potente e com isso se salvava muitas rádios locais (que é o que se fazia lá fora).
Hoje em dia o modelo de RDT vem alterar tudo isto. Mas como é óbvio em Portugal terra das proezas políticas e como primeiro país do Mundo a fechar a RDT (DAB) agora vamos tentar reabrir e se calhar quando lá chegarmos já a DAB+ poderá ser a DAB++ ou outra tecnologia mais avançada.
Os decisores políticos e o papel completamente patético e inapto da ERC e da Anacom tornam este panorama ainda muito pior.
Posso dizer a quem ainda não sabe que o actual director da Anacom sugeriu enfiar a TDT no cabo para acabar com a TDT terrestre por antena. Nem nos Países Baixos se lembraram de tal idiotice. Em vez de pensar em alargar para o triplo os canais gratuitos disponíveis quer acabar com a TDT por antena. E é por estas e por outras que TDT e RDT em Portugal são discussões estéreis porque quem tem o poder nem sequer sabe o que está a fazer e do que está a falar.

Quando me referia a mercado referia me ao mercado de venda de publicidade. Numa lógica de que é preciso escala para um projecto vingar financeiramente.
Também acho que o digital não resolve nada.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: radiokilledtheMTVstar em Março 26, 2022, 09:39:51 am
Eu subscrevo, mas propunha ainda o seguinte exercício teórico.
Imaginemos por hipótese que a Lei da Rádio não tinha sido alterada por forma a permitir a associação de rádios locais. Veja-se o que teríamos hoje:

Duas generalistas: Antena 1, Renascença, que maioritariamente servem a população 45 para cima
Duas musicais: RFM e Comercial que estão vocacionadas para o segmento 35 adiante
Uma Rádio Clássica: Antena 2, que tem de existir
Uma Rádio Alternativa: Antena 3, que pouco valor acrescenta, se é que não subtrai
Uma Rádio Informativa apenas na Região Norte: TSF
Uma Rádio Musical, que deveria ser generalista na Região Sul: a M80 (rede essa que deveria ser ocupada por uma informativa).

Tudo o resto, seriam rádios locais. Se as atuais são o que são, com as dificuldades de publicidade que enfrentam hoje, imaginemos o que seria com tantas rádios locais como existiam em 89. De duas uma, ou seriam, quase todas, meras juke box ou, em alternativa, muitas delas já teriam encerrado. Teríamos imensas rádios a servir o público senior...mas?

1. Onde estaria uma rádio jazz, blues, bossa nova como a Smooth? (É curioso que ninguém questiona a ocupação das locais quando se fala desta rádio)
2. Onde estariam as rádios para os jovens, com exceção da região de Lisboa e de uma Nova Era muito amorfa no Porto? O espaço da Cidade FM e da MEGAHITS representa 10% do auditório, malta nova. Não é relevante?
3. Mesmo nos dias de hoje, há regiões de Portugal que não têm uma única rádio informativa que chegue com sinal decente (exo: distrito de Beja). Acham isto razoável numa democracia europeia?


Isso é verdade. Comparando com Espanha temos muito mais rádios temáticas em grandes cidades do que em Madrid ou Barcelona, "empestadas" de rádios ligadas à IURD (sim, em Madrid existem pelo menos 3 frequências) e de música latina praticamente non-stop.

Mas isso é talvez o único ponto positivo da destruição de algumas rádios locais. Como devem saber acho as atuais regiões NUTS II que aqui são faladas como a única solução para a reorganização das rádios locais uma patetice, como é que se pode comparar o Norte com várias cidades com duas locais a funcionar perfeitamente com o Alentejo por exemplo? Tudo teria de ser gerido com "pinças" o que não estou a ver acontecer num país com leis feitas por governantes que mal põem os pés na rua, perderiam-se injustamente para além de muitos empregos a proximidade com as populações.
Assim não estou a ver grande alternativa a que a ERC e a Anacom sejam refundadas para que possam realmente fazer alguma coisa sobre as questões das locais "fantasma" e jukeboxes.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Março 27, 2022, 12:59:14 am
Eu subscrevo, mas propunha ainda o seguinte exercício teórico.
Imaginemos por hipótese que a Lei da Rádio não tinha sido alterada por forma a permitir a associação de rádios locais. Veja-se o que teríamos hoje:

Duas generalistas: Antena 1, Renascença, que maioritariamente servem a população 45 para cima
Duas musicais: RFM e Comercial que estão vocacionadas para o segmento 35 adiante
Uma Rádio Clássica: Antena 2, que tem de existir
Uma Rádio Alternativa: Antena 3, que pouco valor acrescenta, se é que não subtrai
Uma Rádio Informativa apenas na Região Norte: TSF
Uma Rádio Musical, que deveria ser generalista na Região Sul: a M80 (rede essa que deveria ser ocupada por uma informativa).

Tudo o resto, seriam rádios locais. Se as atuais são o que são, com as dificuldades de publicidade que enfrentam hoje, imaginemos o que seria com tantas rádios locais como existiam em 89. De duas uma, ou seriam, quase todas, meras juke box ou, em alternativa, muitas delas já teriam encerrado. Teríamos imensas rádios a servir o público senior...mas?

1. Onde estaria uma rádio jazz, blues, bossa nova como a Smooth? (É curioso que ninguém questiona a ocupação das locais quando se fala desta rádio)
2. Onde estariam as rádios para os jovens, com exceção da região de Lisboa e de uma Nova Era muito amorfa no Porto? O espaço da Cidade FM e da MEGAHITS representa 10% do auditório, malta nova. Não é relevante?
3. Mesmo nos dias de hoje, há regiões de Portugal que não têm uma única rádio informativa que chegue com sinal decente (exo: distrito de Beja). Acham isto razoável numa democracia europeia?


Isso é verdade. Comparando com Espanha temos muito mais rádios temáticas em grandes cidades do que em Madrid ou Barcelona, "empestadas" de rádios ligadas à IURD (sim, em Madrid existem pelo menos 3 frequências) e de música latina praticamente non-stop.

Mas isso é talvez o único ponto positivo da destruição de algumas rádios locais. Como devem saber acho as atuais regiões NUTS II que aqui são faladas como a única solução para a reorganização das rádios locais uma patetice, como é que se pode comparar o Norte com várias cidades com duas locais a funcionar perfeitamente com o Alentejo por exemplo? Tudo teria de ser gerido com "pinças" o que não estou a ver acontecer num país com leis feitas por governantes que mal põem os pés na rua, perderiam-se injustamente para além de muitos empregos a proximidade com as populações.
Assim não estou a ver grande alternativa a que a ERC e a Anacom sejam refundadas para que possam realmente fazer alguma coisa sobre as questões das locais "fantasma" e jukeboxes.

Eu penso que evoluir para um modelo regional faria, justamente aproximar a rádios das populações. A realidade do concelho hoje está muito ultrapassada. Alguém que goste de ouvir uma rádio local ficará muito melhor servido se a mesma se escutar, com devidas condições, de Viana ao Porto, do que só num concelho em particular. Se me disseres que as regiões NUT II serão muito grandes, tendo a concordar. Provavelmente, no Norte, diria que faria sentido agrupar Porto, Braga e Viana e noutro agrupamento Vila Real e Bragança, tanto pela capacidade de propagação, mas também porque efetivamente existem intercâmbios mais significativos dentro destes dois agrupamentos. Claro, as coisas teriam de ser pensadas, mas também não veria com maus olhos a fusão de alguns projetos.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: AG em Maio 26, 2022, 01:18:07 am

Uma lista de frequências locais mortas, ocupadas por um grande grupo.
Imaginar o numero de empregos que aqui podiam existir, jornalistas e outros cargos, mostra bem o estado deste país.
Uma rádio que não passa de uma cassete FM que não emprega uma única pessoa em todos esses concelhos.
Incrível.
Só neste país parolo, moribundo e centralista.
Depois vêm com discursos em prol do interior e do país e da luta contra a desigualdade territorial.
Tretas.

Das 31 frequências, 6 estão na AMP e na AML. A questão é, das referidas, quantas estariam hoje a emitir sem serem meras cassetes, a partir das respetivas cidades? Não coneheço bem a realidade de Lisboa, mas aqui no Porto e arredores, quantas locais temos que ainda apresentem produto digno de primeira divisão? Nova, Nova Era, Festival, Rádio Clube da Feira, FAMA, Cidade Hoje, Antena Minho, RVE e TerraNova. Diria que há mais locais MP3 do que verdadeiras rádios. Precisamos é de dar meios a quem tem qualidade para emitir bem para se expandir para lá do concelho do alvará e eliminar do éter aquilo que é Spotify FM. Apesar de tudo, acho que Smooth FM, M80, Vodafone, Observador e MegaHits e até Cidade FM fazem falta no éter do Porto e do país. São rádios com vocação nacional, num país em que três das seis licenças estão atribuídas (e bem) ao Serviço Público. O problema é o modelo de locais, hoje em dia a escala concelhia está verdadeiramente ultrapassada.
Lisboa é ainda mais desolador, rádios com vocação local quase nem existem. Com qualidade, apenas a Amália (tenho de incluir aqui porque está orientada para uma público local), 105.4 (numa lógica temática, de rádio rock), RC Mafra, Sesimbra FM e Rádio Azul. O resto ou é de grandes grupos, ou rádios públicas ou então rádios controladas por seitas religiosas, e as poucas que sobram não são de primeira divisão (Popular FM é popularucha, Horizonte FM e RDS, Ultra, Lezíria, etc, do pouco que ouço são Spotify FM).

A conclusão que se chega é que umas 100 rádios verdadeiramente locais para todo o país eram mais que suficientes.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Maio 26, 2022, 02:25:56 pm

Uma lista de frequências locais mortas, ocupadas por um grande grupo.
Imaginar o numero de empregos que aqui podiam existir, jornalistas e outros cargos, mostra bem o estado deste país.
Uma rádio que não passa de uma cassete FM que não emprega uma única pessoa em todos esses concelhos.
Incrível.
Só neste país parolo, moribundo e centralista.
Depois vêm com discursos em prol do interior e do país e da luta contra a desigualdade territorial.
Tretas.

Das 31 frequências, 6 estão na AMP e na AML. A questão é, das referidas, quantas estariam hoje a emitir sem serem meras cassetes, a partir das respetivas cidades? Não coneheço bem a realidade de Lisboa, mas aqui no Porto e arredores, quantas locais temos que ainda apresentem produto digno de primeira divisão? Nova, Nova Era, Festival, Rádio Clube da Feira, FAMA, Cidade Hoje, Antena Minho, RVE e TerraNova. Diria que há mais locais MP3 do que verdadeiras rádios. Precisamos é de dar meios a quem tem qualidade para emitir bem para se expandir para lá do concelho do alvará e eliminar do éter aquilo que é Spotify FM. Apesar de tudo, acho que Smooth FM, M80, Vodafone, Observador e MegaHits e até Cidade FM fazem falta no éter do Porto e do país. São rádios com vocação nacional, num país em que três das seis licenças estão atribuídas (e bem) ao Serviço Público. O problema é o modelo de locais, hoje em dia a escala concelhia está verdadeiramente ultrapassada.
Lisboa é ainda mais desolador, rádios com vocação local quase nem existem. Com qualidade, apenas a Amália (tenho de incluir aqui porque está orientada para uma público local), 105.4 (numa lógica temática, de rádio rock), RC Mafra, Sesimbra FM e Rádio Azul. O resto ou é de grandes grupos, ou rádios públicas ou então rádios controladas por seitas religiosas, e as poucas que sobram não são de primeira divisão (Popular FM é popularucha, Horizonte FM e RDS, Ultra, Lezíria, etc, do pouco que ouço são Spotify FM).

A conclusão que se chega é que umas 100 rádios verdadeiramente locais para todo o país eram mais que suficientes.

Só dar nota que a RCS-91.2 e Maria, assim como a Infomédia a Norte, apesar de serem produtos religiosos, temática aceite pela ERC, o que pode ser ou não discutível, não são de seitas, mas sim de religiões radicadas ao abrigo da Lei da Liberdade Religiosa, que não visam o mal a nenhum dos seus ouvintes. Diferentemente do que acontece com a rede RECORD e afinidades, em que tenho a sensação que se a ERC ouvisse 10 minutos de emissão, muito provavelmente existiriam razões mais que suficientes para a perda da licença, desde práticas de extorsão, a divulgação de conteúdos que até põem em causa a saúde pública de forma gravosa, fundamentos não faltariam. Aliás, se lerem as deliberações a mudança de projeto só foi aceite porque foi considerada temática "religiosa evangélica". Ora, se a ERC tivesse tido o cuidado de consultar a comissão para a liberdade religiosa, na altura presidida pelo insuspeito, Dr. Mário Soares e a Aliança Evangélica, teria percebido em 5 minutos que a IURD não é uma religião radicada, cumprindo os princípios que norteiam o Estado de Direito em matéria religiosa, sendo que utilizou a expressão "evangélica" de forma abusiva.
Não obstante, serão produtos com audiências muito, mas muito residuais. Dou o meu exemplo, eu sou protestante, a Infomédia é de uma denominação protestante e muito raramente a escuto, apesar de até ter uma boa cobertura dentro de minha casa. Até os próprios crentes percebem que rádios religiosas são produtos mais interessantes para ter no online do que no FM, porque, se não formos fundamentalistas, não vivemos numa bolha isolada do mundo.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: modernices em Maio 26, 2022, 02:50:37 pm
Sim, não se compreende a razão de existir dessa Record. Nem positiva que parece ser temática musical mas quando vou a Lisboa só oiço gente aos berros
Infelizmente a ERC só funciona conforme denúncia mas é fácil denunciar e até pode ser por e-mail para o info@erc.pt
Muitas deliberações tem origem em queixas a quem é dado provimento.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Memorias da Radio em Maio 26, 2022, 05:05:29 pm
Falta dizer a esse propósito que tem que ser sintonizada após as 22h para isso (se bem que há uns apontamentos espalhados as vezes…) e que seria apenas coerente com o que a AACS fez com a SIC em 95.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: pdnf em Maio 26, 2022, 08:00:41 pm
Falta dizer a esse propósito que tem que ser sintonizada após as 22h para isso (se bem que há uns apontamentos espalhados as vezes…) e que seria apenas coerente com o que a AACS fez com a SIC em 95.

Certíssimo...isso é verdade, porque ainda são generalistas! O que aconteceu com a SIC em 95?
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Memorias da Radio em Maio 27, 2022, 02:21:40 am
Falta dizer a esse propósito que tem que ser sintonizada após as 22h para isso (se bem que há uns apontamentos espalhados as vezes…) e que seria apenas coerente com o que a AACS fez com a SIC em 95.

Certíssimo...isso é verdade, porque ainda são generalistas! O que aconteceu com a SIC em 95?

Ia perdendo a licença à conta de transmitir coisas da IURD às 3 da manhã sem qualquer identificação no meio de uma mira técnica. A AACS caiu severíssima em cima deles, deu problema político dos sérios e na altura já lá estava o Guterres, que queria moralizar a televisão, e ia correndo muito mal.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: brodcastfm em Julho 16, 2024, 11:50:07 pm
Como principais dossiers, Carlos Abreu Amorim terá em mãos o plano de ação de apoio aos media, a Lusa e a RTP.

Para ler aqui: https://eco.sapo.pt/2024/07/16/carlos-abreu-amorim-fica-com-a-tutela-da-comunicacao-social/
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Luis Carvalho em Maio 19, 2025, 11:43:43 am
Um pedido ao futuro governo de Portugal: que, numa futura revisão da Lei da Rádio, permita o aumento da potência da 105.4 Cascais, Rádio Sines, Rádio Portimão e as outras estações com 400 W de P.A.R. máxima autorizada. Sempre que tecnicamente viável, estas rádios deviam poder operar com 1 kW ou até mais. E quanto às rádios locais com 500W de PAR autorizada, algumas também mereciam poder operar com 1 kW, sobretudo aquelas que têm o respectivo emissor num local não muito favorável.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: ruicleto em Maio 19, 2025, 11:46:37 am
Um pedido ao futuro governo de Portugal: que, numa futura revisão da Lei da Rádio, permita o aumento da potência da 105.4 Cascais, Rádio Sines, Rádio Portimão e as outras estações com 400 W de P.A.R. máxima autorizada. Sempre que tecnicamente viável, estas rádios deviam poder operar com 1 kW ou até mais. E quanto às rádios locais com 500W de PAR autorizada, algumas também mereciam poder operar com 1 kW, sobretudo aquelas que têm o respectivo emissor num local não muito favorável.

Muito trabalhinho há pela frente nas questões da rádio portuguesa... esperemos que haja uma boa tutela neste importante setor, que já provou o que vale em casos de "aflição"!
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Maio 21, 2025, 10:16:25 am
Um pedido ao futuro governo de Portugal: que, numa futura revisão da Lei da Rádio, permita o aumento da potência da 105.4 Cascais, Rádio Sines, Rádio Portimão e as outras estações com 400 W de P.A.R. máxima autorizada. Sempre que tecnicamente viável, estas rádios deviam poder operar com 1 kW ou até mais. E quanto às rádios locais com 500W de PAR autorizada, algumas também mereciam poder operar com 1 kW, sobretudo aquelas que têm o respectivo emissor num local não muito favorável.

O problema da rádio local não passa pelo aumento da potencia mas sim pela criação de projectos regionais que possam aglutinar projectos locais e entregar as frequencias locais às suas localidades.
Deixar de ajudar os grandes grupos é a solução.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: ruicleto em Maio 21, 2025, 10:48:42 am
Um pedido ao futuro governo de Portugal: que, numa futura revisão da Lei da Rádio, permita o aumento da potência da 105.4 Cascais, Rádio Sines, Rádio Portimão e as outras estações com 400 W de P.A.R. máxima autorizada. Sempre que tecnicamente viável, estas rádios deviam poder operar com 1 kW ou até mais. E quanto às rádios locais com 500W de PAR autorizada, algumas também mereciam poder operar com 1 kW, sobretudo aquelas que têm o respectivo emissor num local não muito favorável.

O problema da rádio local não passa pelo aumento da potencia mas sim pela criação de projectos regionais que possam aglutinar projectos locais e entregar as frequencias locais às suas localidades.
Deixar de ajudar os grandes grupos é a solução.

Talvez seja uma solução, discordando apenas na não ajuda aos grandes grupos, que também atravessam tempos difíceis ao nível dos investimentos em publicidade.
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: ruicleto em Março 17, 2026, 11:04:54 am
A notícia que segue na ligação infra indicada, é tal e qual como o apoio dado às rádios locais em Portugal, que ao invés de se "acarinharem" são vendidas aos grandes Grupos para funcionarem como meros retransmissores da capital... fica à consideração de cada um de nós avaliar o caminho que estamos a trilhar...

https://www.gov.uk/government/news/future-of-news-is-local-says-culture-secretary-as-she-launches-the-first-action-plan-to-back-local-news-in-a-generation
Título: Re: Lei da Rádio
Enviado por: Zeca 2021 em Março 20, 2026, 10:50:59 am
A notícia que segue na ligação infra indicada, é tal e qual como o apoio dado às rádios locais em Portugal, que ao invés de se "acarinharem" são vendidas aos grandes Grupos para funcionarem como meros retransmissores da capital... fica à consideração de cada um de nós avaliar o caminho que estamos a trilhar...

https://www.gov.uk/government/news/future-of-news-is-local-says-culture-secretary-as-she-launches-the-first-action-plan-to-back-local-news-in-a-generation

Outro paradigma. Olhem bem para as declarações:

"A diretora executiva da Sociedade de Editores, Dawn Alford, disse:

A Sociedade de Editores saúda o reconhecimento, por parte do governo, da importância da mídia local e as medidas estabelecidas nesta estratégia para apoiar a inovação e incentivar a próxima geração de jornalistas.

Há anos, editores e publicadores vêm se adaptando a um cenário midiático em rápida transformação, alcançando com sucesso públicos significativamente maiores por meio de plataformas digitais, ao mesmo tempo em que continuam a informar o público, refletir as vozes locais e responsabilizar os tomadores de decisão. De fato, algumas editoras agora alcançam 80% da população local atendida por seus títulos — mais do que nunca.

Um setor de mídia local forte é essencial para uma sociedade democrática, e estamos ansiosos para trabalhar com o governo e parceiros da indústria para garantir que ele continue a prosperar e a servir as comunidades em todo o Reino Unido"


Em Portugal é ao contrario, quanto mais centralismo, melhor. A Observdor é o expoente máximo disso, uma ultima ratio de uma rádio local de noticia já ter aglutinado vários emissores locais.