Fórum da Rádio
Estações de radiodifusão => Rádios locais => Tópico iniciado por: JLopes em Fevereiro 13, 2016, 05:28:25 pm
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Já se sabe que a Rádio Jornal de Setúbal tem funcionado mais ou menos mal em termos técnicos. Não chegasse a péssima cobertura, aliás microcobertura da cidade do rio Sado, o PC de emissão costuma encravar de vez em quando, ficando como um disco de vinil mais que riscado.
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Para eles desde que aquilo dê bom dinheiro é o que interessa, querem lá saber do som ou dessas questões... É uma realidade presenciada. Estão mais virados para o público a nÃvel local, e é a partir daà que fazem o seu sustento. Como a via é mais popular, é o que temos.
As condições técnicas nem são más, com pequenos ajustes (um mês de publicidade?) ficavam cinco estrelas, mas não o querem fazer. Nem sequer é apetecÃvel para qualquer grupo porque os 88.6 sofrem interferência larga da Antena 2 em 88.7 e da Antena1 em 88.4. Morre completamente na zona da Venda do Alcaide/Batudes, ainda antes de chegar ao Pinhal Novo, para norte; e para sul, na Morgada já não se ouve (cerca de 9km do centro).
Assim claro que não há milagres. Mas é mais que sabido que falta um projeto de rádio distrital para Setúbal com cobertura de Setúbal e Lisboa - os emissores da penÃnsula dão para isso e muito mais, há público claro se se apelar a uma identidade regional, mas ninguém quer saber. É o retrato de como, a partir de certa zona da penÃnsula, ninguém quer saber de nada ou pouco querem.
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O pedido de autorização para a mudança da rádio RJS para a SBSR foi rejeitado pela ERC (http://www.erc.pt/download/YToyOntzOjg6ImZpY2hlaXJvIjtzOjM5OiJtZWRpYS9kZWNpc29lcy9vYmplY3RvX29mZmxpbmUvNzY1MC5wZGYiO3M6NjoidGl0dWxvIjtzOjI5OiJkZWxpYmVyYWNhby1lcmMyMDE5MjIzLWF1dC10diI7fQ==/deliberacao-erc2019223-aut-tv).
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vejo casos iguais a estes que foram autorizados, por exemplo M80: Porto 90.0 e Valongo 105.8. Provavelmente foram mais inteligentes no redação do pedido efectuado.
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vejo casos iguais a estes que foram autorizados, por exemplo M80: Porto 90.0 e Valongo 105.8. Provavelmente foram mais inteligentes no redação do pedido efectuado.
Tem mais a ver com o facto da Música no Coração, Lda. acabar por ficar com o domÃnio de 2 das 3 frequências consignadas a Setúbal, que a Lei da Rádio não permite.
Portanto, os proprietários desta estação vão ter que vender a frequência a outro grupo...
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vejo casos iguais a estes que foram autorizados, por exemplo M80: Porto 90.0 e Valongo 105.8. Provavelmente foram mais inteligentes no redação do pedido efectuado.
Realmente ao ler isto:
Quanto aos requisitos de fundamentação constantes no n.º 3, do artigo 26.º, da Lei da Rádio, o operador informou que «(...) esta Rádio, com o atual formato, [está] a atravessar uma situação financeira difÃcil, por várias razões, entre elas os baixos Ãndices de audiências que não são suscetÃveis de atrair investimento publicitário», assim, considerando que «para o sucesso de qualquer projeto a Marca (nome) é muito importante», alega que «(...) a alteração da denominação do serviço de programas da Rádio Jornal de Setúbal para Rádio SBSR, tornará a rádio mais apetecÃvel ao mercado publicitário (a começar pelos próprios patrocÃnios do Festival SBSR), permitindo assim que esta passe a viver exclusivamente das receitas publicitárias, justificando-se também por questões financeiras»
Parece um pouco atirar areia para os olhos da ERC...
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SBSR é sem duvida um dos alvos do mercado publicitário...da Unicer que a financia...
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Em vez de se preocupar com emissores novos, podia cuidar dos que já tem.
91.0 MHz volta e meia está desligado. Foi para isso que se acabou com a Rádio Clube de Matosinhos?
102.7 MHz volta e meia com modulação muito elevada ou mal se ouve.
Das audiências já nem falo. Ai Montez Montez...
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Se o que ouvi dizer da RJS é verdade, eles estão a emitir há anos só com o velho excitador, que só se apanha em Setúbal e, com um rádio bom, talvez em Tróia. Há pouco tempo estive em Palmela e nos 88.6 quase sempre só se ouvia vestÃgios da Antena 2 (88.7). A conterrânea Rádio Azul, que utiliza a mesma torre, apanha-se bem em toda a região e com melhor qualidade de som.
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A RJS tem funcionado mal do ponto de vista técnico há muitos anos. E desde que reduziram a potência para os ridÃculos 30W deixaram de conseguir sequer cobrir bem toda a cidade com o sinal em 88.6. A única explicação que vejo é no meio de tanta precariedade ainda conseguirem ganhar dinheiro com uma rádio tão mal estimada.
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Tem que haver financiamento local (autarquias?...) e dos próprios ouvintes (clube de ouvintes ?...) se quiserem ter rádios de cariz local que possam acompanhar os acontecimentos ao nÃvel local e ter a necessária sensibilidade para com a sociedade local.
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Tem que haver financiamento local (autarquias?...) e dos próprios ouvintes (clube de ouvintes ?...) se quiserem ter rádios de cariz local que possam acompanhar os acontecimentos ao nÃvel local e ter a necessária sensibilidade para com a sociedade local.
O financiamento local já existe e chama-se "contratos de exploração de publicidade", "adjudicação direta" e semelhantes termos legais. O "clube de ouvintes"... muito dificilmente isso colheria. Especialmente em Setúbal, onde se a RJS faz um serviço mais local para públicos localmente, e historicamente, menos endinheirados (i.e. populares/rurais), a principal visada de algo assim seria mesmo era a Azul, que historicamente sempre foi direcionada a públicos mais elevados, ou assim o dizem por lá.
Uma solução interessante foi ensaiada pela Rádio Cova da Beira, do Fundão: permitir que qualquer ouvinte se tornasse cooperante colocando lá desde 5€ (5€ = 1 unidade de quota), durante um perÃodo também com o mÃnimo de 50€ (10 unidades de quota). Isso levou a que neste momento haja mais de 1 milhar (!!!) de cooperantes na estação e pode bem ter sido uma solução eficaz para limpeza de contas da mesma enriquecendo o património local.
Em Setúbal não dá para executar isso da mesma maneira porque as rádios são todas geridas pelo testa de ferro do Montez, o José Augusto Madaleno, e a figura jurÃdica não é a mesma. Além disso, a única cessão de quotas que o Montez fez até hoje (sem contar com a Grandes NotÃcias) aconteceu com o negócio com a Everything is New e muito, muito dificilmente quereria ele saber dessas duas estações que distam mais de 50kms dele para abrir a algo assim nem consta que ambas estejam assim tão mal de finanças.
A RJS tem funcionado mal do ponto de vista técnico há muitos anos. E desde que reduziram a potência para os ridÃculos 30W deixaram de conseguir sequer cobrir bem toda a cidade com o sinal em 88.6. A única explicação que vejo é no meio de tanta precariedade ainda conseguirem ganhar dinheiro com uma rádio tão mal estimada.
Em cheio.
Neste momento e depois de terem reabilitado a Azul bastava apenas fazerem o multiplex e emitirem a RJS dos mesmos dipolos e emissor, em 88.6, como tantas outras rádios o fazem. Valeria talvez o custo de um mês de receitas de publicidade por lá, talvez cerca de 3-4 mil euros ao todo.
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A Radio Jornal de Setúbal foi condenada à pena de admoestação pela ERC por algo que já fazia há quase 20 anos: em vez de emitir do número B, emitia no número A, num prédio no centro da cidade de Setúbal. Até onde sei, isso ocorria desde pelo menos 2003.
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Jornal de Setúbal multada pela ERC, nem umas emissões consegue gravar:
https://www.erc.pt/document.php?id=NWIxZjljNDUtZmMwYy00NjEwLTllNjctYjk0NGNkNGVhMTVj
Além disso, a ERC menciona que na visita às instalações, os equipamentos são extremamente obsoletos.
De facto, mesmo com uma Antena 2 em condições de emissão deficitárias, desta frequência, não chega sinal decente a Lisboa, para não dizer que chega nada, porque na prática é mais isso.
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Se uma autarquia, segundo vejo pelas atas de várias Câmaras Municipais, pode subsidiar associações e organizações diversas, seria bom que também pudesse "ajudar" as rádios locais que emitem nos respetivos concelhos, desde que não fossem meros repetidores de outras, ditas nacionais, e que respeitassem o que está legislado quanto ao teor das emissões locais e dos jornalistas contratados.
Assim, veríamos, certamente, equipamentos e emissões com qualidade mínima para que os reguladores não interviessem...
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A RJS é infelizmente a este ponto a suprema representação em Portugal de ao que a teimosia e carolice podem chegar. A esta altura não conheço nenhuma outra estação que emita em condições tão deficitárias, penso mesmo que sejam os piores em todo o país neste ponto, tudo somado. Uma vergonha.
É um povo (o de Setúbal cidade) que eu não compreendo, nunca compreenderei, por estas e por muitas outras razões, para ser... sucinto.
Jornal de Setúbal multada pela ERC, nem umas emissões consegue gravar:
https://www.erc.pt/document.php?id=NWIxZjljNDUtZmMwYy00NjEwLTllNjctYjk0NGNkNGVhMTVj
Além disso, a ERC menciona que na visita às instalações, os equipamentos são extremamente obsoletos.
De facto, mesmo com uma Antena 2 em condições de emissão deficitárias, desta frequência, não chega sinal decente a Lisboa, para não dizer que chega nada, porque na prática é mais isso.
O estúdio em si enquanto espaço reservado nem é muito mau, o isolamento de parede é ou era bom, o problema é o recheio.
Os equipamentos de emissão são, de facto, obsoletíssimos, e até vou avançar aqui com alguns detalhes que com 150% de certeza não mudaram desde a última vez que tomei conhecimento destes factos:
- o equipamento de monitorização da emissão FM é um rádio "boombox" da 2a metade dos anos 90, todo rafado das colunas, em que quando um ouvinte vai lá e critica o som, ligam o rádio e dizem "mas o som está bom!" (juro);
- o computador de emissão tem ou tinha um monitor 4:3 LCD que predata ao início dos anos 2000, corre o Windows XP com as definições de performance ativadas (e já atualizado, porque antes corria o 98), e um software de emissão igualmente muito desatualizado. Não será mais que um Pentium 4, de 2003/2004, o computador que lá está, um guerreiro autêntico com cerca de 20 anos ou mais;
- Ainda existem MiniDisc e um leitor de MiniDisc no rack que está no estúdio da RJS, embora teoricamente o leitor de MD estivesse já avariado;
- O sistema de gravação está "avariado" porque era feito num disco mecânico antigo que entretanto avariara há bastante - o tempo médio de vida deles ronda os 10 anos, máximo 12/15, acho que isso diz tudo;
- O estúdio é globalmente mal iluminado, entra ou entrava mesmo frio para o estúdio a partir da caixilharia de alumínio, e a mesa de emissão é outra relíquia que talvez tenha por volta dos 20 anos ou mais;
- O processador de emissão predata ou predatava ao final dos anos 90, quando existia e não estava avariado, e o emissor pela mesma bitola segue ou seguia;
- Os microfones não são muito maus, mas são material já com muita rodagem que terá por volta do mesmo tempo por esta altura e, sobretudo, não sofre o menor processamento. Microfone broadcast tem sempre que sofrer processamento, como bem se sabe... exceto para os responsáveis da RJS, que se borrifam olimpicamente nisso e não querem saber.
Existiram inúmeras iniciativas de digitalização desde 2004 até à presente data nas locais em que o Estado entrava com 50% do valor. Quando questionei sobre este ponto, há já uns bons anos, não só fui encarado como se fosse idiota e tivesse dito para matar três gatos, como me disseram que "não se metem nisso" porque "ainda criam dívidas e depois acaba a rádio". A torre de emissão opera só com o excitador há mais de 20 anos, e quando avariar avariou que "não há dinheiro para comprar outra". Ao que me constou, até ferrugem persistente já tem.
E assim vai a RJS.
Se uma autarquia, segundo vejo pelas atas de várias Câmaras Municipais, pode subsidiar associações e organizações diversas, seria bom que também pudesse "ajudar" as rádios locais que emitem nos respetivos concelhos, desde que não fossem meros repetidores de outras, ditas nacionais, e que respeitassem o que está legislado quanto ao teor das emissões locais e dos jornalistas contratados.
Assim, veríamos, certamente, equipamentos e emissões com qualidade mínima para que os reguladores não interviessem...
Por opção própria dos responsáveis da RJS, nem sequer nunca por uma só vez pediram subsidiação à Câmara porque alegam que isso obrigava a serem dependentes politicamente, e quem dirige não quer depender politicamente da Câmara Municipal. Não me parece o pior dos pontos, se ao menos as coisas fossem tratadas por eles próprios. Que não são.
Eu se fosse um responsável de rádio local tinha vergonha de ter a minha estação assim. Preferia demitir-me. Se alguma vez isto dava para mim. lol