Fórum da Rádio
Fórum da Rádio => Conversas soltas => Tópico iniciado por: radiokilledtheMTVstar em Dezembro 13, 2024, 09:04:47 pm
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Mais achas para a fogueira, no mesmo dia onde no Jornal Económico tem uma manchete elogiosa na edição em papel (artigo premium)
https://paginaum.pt/2024/12/12/falencia-iminente-musica-no-coracao-nem-dinheiro-tem-para-mandar-tocar-um-requiem/
https://leitor.jornaleconomico.pt/noticia/luis-montez-o-pai-dos-festivais-de-verao-o-genro-da-musica
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Alguma folga deve existir. A Mariana partilhou no outro dia no LI que estão a contratar, salvo erro, para duas posições.
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Nem toda a gente assina o JE. Para quem não é assinante, não consegue ler sequer o corpo da notícia deles no leitor. Tem que ser aqui, onde ao menos há três parágrafos:
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/luis-montez-o-pai-dos-festivais-de-verao-o-genro-da-musica/
E de facto, como eu avisei e escrevi em tempo útil... fizeram-lhe o funeral e deram-no como morto demasiado cedo. E agora está a resolver as suas coisas.
O artigo do Página Um é francamente dramatizado e enferma de erros crassos numa série de aspetos. Por exemplo, dizer que uma decisão de penhora está no Tribunal e que "apesar disso" não consta na lista de maiores devedores. Não é apesar disso, é uma consequência da outra!
Já nem entro pela "sobrevalorização de ativos patrimoniais", que veremos dado que apenas 2 frequências foram vendidas por 4.6 milhões de euros.
Sobretudo a parte do passivo é o mais essencial de tratar e está a ser tratado. O problema agora está no resto: vai-se a pele, ficam os ossos. Ainda tem a Nova Era e a participação de 25% na Rádio Nova, mas depois disto, se ele fizer mais vendas para lá disso começa a desaparecer o central da questão, com as frequências da Sudoeste, a Rádio Marginal e o único projeto de rádio que lhe dá lucro, a Amália.
Se não tiver já saído da falência técnica com estas vendas que fez, está à beira de sair definitivamente. Talvez consiga mais 2 milhões de euros nessas duas participações a Norte, mas mais que isso vai ser complicado. A questão é que pode mesmo ser o suficiente para ficar com uma folga que dê para uns anos.
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Nem toda a gente assina o JE. Para quem não é assinante, não consegue ler sequer o corpo da notícia deles no leitor. Tem que ser aqui, onde ao menos há três parágrafos:
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/luis-montez-o-pai-dos-festivais-de-verao-o-genro-da-musica/
E de facto, como eu avisei e escrevi em tempo útil... fizeram-lhe o funeral e deram-no como morto demasiado cedo. E agora está a resolver as suas coisas.
O artigo do Página Um é francamente dramatizado e enferma de erros crassos numa série de aspetos. Por exemplo, dizer que uma decisão de penhora está no Tribunal e que "apesar disso" não consta na lista de maiores devedores. Não é apesar disso, é uma consequência da outra!
Já nem entro pela "sobrevalorização de ativos patrimoniais", que veremos dado que apenas 2 frequências foram vendidas por 4.6 milhões de euros.
Sobretudo a parte do passivo é o mais essencial de tratar e está a ser tratado. O problema agora está no resto: vai-se a pele, ficam os ossos. Ainda tem a Nova Era e a participação de 25% na Rádio Nova, mas depois disto, se ele fizer mais vendas para lá disso começa a desaparecer o central da questão, com as frequências da Sudoeste, a Rádio Marginal e o único projeto de rádio que lhe dá lucro, a Amália.
Se não tiver já saído da falência técnica com estas vendas que fez, está à beira de sair definitivamente. Talvez consiga mais 2 milhões de euros nessas duas participações a Norte, mas mais que isso vai ser complicado. A questão é que pode mesmo ser o suficiente para ficar com uma folga que dê para uns anos.
O problema do Pedro Almeida, já o escrevi aqui, é que tem boa vontade, mas falta-lhe ir fazer uma formação intensiva em Contabilidade.
Para perceber um pouco melhor de que se tratam os excedentes de revalorização:
https://www.fep.up.pt/disciplinas/1G111/Ficheiros/Exerc%C3%ADcio%20n%C2%BA%202%20_Capital%20Pr%C3%B3prio_Resolu%C3%A7%C3%A3o.pdf
Isto porque o excedente de revalorização só é realizado quando ocorre a alienação dos ativos. Portanto, não se trata de nenhuma Engenharia Financeira, mas sim de um processo absolutamente normal em contabilidade financeira, só passível de ser realizado com avaliações dos ativos realizadas por profissionais especializados. Não é por minha vontade que o meu T3 que vale 300.000 passa a figurar nas contas por 30.000.000€.
O que está a ser tratado é do ativo. Agora, importa usar a liquidez de que dispõe para o abater. A última frase do artigo sobre os depósitos a prazo é absurda: se ele tiver os 700k a render a uma taxa superior à que está a pagar de juro pela dívida que tem contraída, é um negócio que pode ser vantajoso, sem dúvida.
Como também já escrevi, acho que o que se passou na MnC, resultam de alguns erros de gestão, mas só erra quem investe e quem arrisca, mas, fundamentalmente, foi um ciclo de vida do produto que chegou ao fim. Os festivais do Montez têm de ser pensados para lá do que é o mainstream, onde os grandes players podem não lhe dar hipótese, principalmente quando realizam festivais em ambiente urbano e os dele são no meio de Quintas. Em abono da verdade, a sorte não tem estado do lado dele: o Costa a proibir no ano a seguir à Pandemia do SBSR se realizar no Cabeço da Flauta; no ano seguinte os grandes incêndios no Sudoeste, que deixaram equipas inteiras 4 dias sem tomar banho em Agosto. Tudo isto influencia a percepção de qualidade de um evento. A juntar a um cartaz que foi, regra geral, muito pobre, em 2024, sendo que mesmo a Anita já não é o sucesso de outrora, mesmo entre os mais jovens portugueses, foram um caldo explosivo.
Em relação às rádios, estou a ficar muitíssimo surpreendido com a adesão da Amália no Porto. Admito que a publicidade intensiva pode ajudar, mas estando o emissor absolutamente mal tratado, bem pior do que há uns meses, ver gente de 30's a ouvir a rádio enquanto trabalha, não deixa de me surpreender, confesso. O fado não é só uma coisa de velhos, cada vez mais me parece.
A Nova Era precisava de um refresh, eventualmente, começar a emitir também em Lisboa a partir dos 100.8. A Sudoeste, sinceramente, não sei bem para que serve, parece a MegaHits 1,5 anos atrasada. Continuo a achar que ter duas frequências praticamente redundantes a emitir a Nova Era é desnecessário. Pondo o emissor de 102.7 em Santa Justa, fazia o 2 em 1. Até para sul progrediria praticamente de igual forma. Para Norte, por causa da RFM do Minhéu, já não faz préstimos maravilhosos e não...
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Penso que eventualmente fará sentido a Nova Era em Lisboa nos 100,8, sempre era uma rádio diferente na capital, com o toque do Porto. Poderia resultar. No mais, colocaria a Marginal nos 102,7 de Gondomar.
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Dizem as más línguas que a SW está quase quase a fechar portas, seguida por outra histórica do Porto...
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A Nova?
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A Nova?
Nova Era. A Rádio Nova está bem de pé.
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Vai ficar a Amália. Parece-me que é a única que tem capacidade para resistir. Curiosamente, mal foi nomeado o novo papa, entraram em emissão especial, até tinham lá alguém em estúdio a comentar. Fiquei deveras surpreendido.
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Juro que não consigo perceber em que é que a estrutura da Nova Era pode ser mais pesada que a da Amália: com uma equipa mais jovem (e coisas como o Ricardo Lomar a dizer que já fez emissões de direta vindo de casamentos) dos salários nem se falam, estúdios são os mesmos de sempre... são os emissores, é isso?
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Juro que não consigo perceber em que é que a estrutura da Nova Era pode ser mais pesada que a da Amália: com uma equipa mais jovem (e coisas como o Ricardo Lomar a dizer que já fez emissões de direta vindo de casamentos) dos salários nem se falam, estúdios são os mesmos de sempre... são os emissores, é isso?
Não deve ser. A Amália deve é ser mais rentável.
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Se a Nova Era fecha as portas é o fim da rádio no Porto.
È um fim sonoro de uma rádio que marcou gerações no Grande Porto.
Passam a sobrar 2 rádios com emissão em FM desde o Porto/ Arredores ( 1º anel ).
Fechem tudo.
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Se a Nova Era fecha as portas é o fim da rádio no Porto.
È um fim sonoro de uma rádio que marcou gerações no Grande Porto.
Passam a sobrar 2 rádios com emissão em FM desde o Porto/ Arredores ( 1º anel ).
Fechem tudo.
No primeiro anel não sobra nada, fica a Nova que é mesmo do Porto.
No segundo anel, Metropolitana - Espinho (mas é apenas um PC), Sintonia - Sta Maria da Feira, Rádio Clube da Feira - Sta Maria da Feira, No Ar, - Trofa Jornal FM - Paredes, Paivense - Castelo de Paiva, Penafiel - Penafiel e RAROUCA - Arouca.
No terceiro anel, sobrevivem à INF4MEDIA - São João da Madeira, RVE93.1 - Ovar, AVFM - Oliveira de Azeméis, Montemuro - Cinfães, ERA FM - Amarante, R.C.P.F - Paços de Ferreira, RVSTirso - Santo Tirso, FAMA - Famalicão, Cidade Hoje - Famalicão, ONDAVIVA - Póvoa de Varzim
Primeiro Anel: Concelhos que fazem fronteira com o concelho do Porto
Segundo Anel: Concelhos que fazem fronteira com um concelho que faça fronteira com um concelho que faça fronteira com o Porto
Terceiro Anel: Concelhos que estão a dois concelhos de distância de alcançar o Porto (e cujas as coberturas começam a ser algo deficitárias)
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Se a Nova Era fecha as portas é o fim da rádio no Porto.
È um fim sonoro de uma rádio que marcou gerações no Grande Porto.
Passam a sobrar 2 rádios com emissão em FM desde o Porto/ Arredores ( 1º anel ).
Fechem tudo.
No primeiro anel não sobra nada, fica a Nova que é mesmo do Porto.
No segundo anel, Metropolitana - Espinho (mas é apenas um PC), Sintonia - Sta Maria da Feira, Rádio Clube da Feira - Sta Maria da Feira, No Ar, - Trofa Jornal FM - Paredes, Paivense - Castelo de Paiva, Penafiel - Penafiel e RAROUCA - Arouca.
No terceiro anel, sobrevivem à INF4MEDIA - São João da Madeira, RVE93.1 - Ovar, AVFM - Oliveira de Azeméis, Montemuro - Cinfães, ERA FM - Amarante, R.C.P.F - Paços de Ferreira, RVSTirso - Santo Tirso, FAMA - Famalicão, Cidade Hoje - Famalicão, ONDAVIVA - Póvoa de Varzim
Primeiro Anel: Concelhos que fazem fronteira com o concelho do Porto
Segundo Anel: Concelhos que fazem fronteira com um concelho que faça fronteira com um concelho que faça fronteira com o Porto
Terceiro Anel: Concelhos que estão a dois concelhos de distância de alcançar o Porto (e cujas as coberturas começam a ser algo deficitárias)
Só algumas correções: AVFM é de Ovar e não de Oliveira de Azeméis; Oliveira de Azeméis tem sim a Caima 89,7 e a NoAr 97,1. A NoAr 107,8 está licenciada para o município de Santo Tirso (o município da Trofa não existia em 1989).
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Só algumas correções: AVFM é de Ovar e não de Oliveira de Azeméis; Oliveira de Azeméis tem sim a Caima 89,7 e a NoAr 97,1. A NoAr 107,8 está licenciada para o município de Santo Tirso (o município da Trofa não existia em 1989).
Só uma pequena correção: ;D ;D É a AZFM, a Caima agora é NoAr. Queria dizer AZFM e não AVFM. Na realidade, a AVFM acabou, mas ainda continua a emitir.
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Se a Nova Era fecha as portas é o fim da rádio no Porto.
È um fim sonoro de uma rádio que marcou gerações no Grande Porto.
Passam a sobrar 2 rádios com emissão em FM desde o Porto/ Arredores ( 1º anel ).
Fechem tudo.
No primeiro anel não sobra nada, fica a Nova que é mesmo do Porto.
No segundo anel, Metropolitana - Espinho (mas é apenas um PC), Sintonia - Sta Maria da Feira, Rádio Clube da Feira - Sta Maria da Feira, No Ar, - Trofa Jornal FM - Paredes, Paivense - Castelo de Paiva, Penafiel - Penafiel e RAROUCA - Arouca.
No terceiro anel, sobrevivem à INF4MEDIA - São João da Madeira, RVE93.1 - Ovar, AVFM - Oliveira de Azeméis, Montemuro - Cinfães, ERA FM - Amarante, R.C.P.F - Paços de Ferreira, RVSTirso - Santo Tirso, FAMA - Famalicão, Cidade Hoje - Famalicão, ONDAVIVA - Póvoa de Varzim
Primeiro Anel: Concelhos que fazem fronteira com o concelho do Porto
Segundo Anel: Concelhos que fazem fronteira com um concelho que faça fronteira com um concelho que faça fronteira com o Porto
Terceiro Anel: Concelhos que estão a dois concelhos de distância de alcançar o Porto (e cujas as coberturas começam a ser algo deficitárias)
È verdade, Porto e 1º anel passa a ficar apenas a Nova uma vez que a No Ar está afecta a santo Tirso.
Inacreditável como o nucleo urbano do Grande Porto está morto em termos radiofónicos, impedindo desse modo que muitos jovens e menos jovens possam ser animadores de rádio ou com uma profissão de jornalistas neste meio. Ao fim de duas ou três décadas, uma simples pergunta a quem escuta rádio no Grande Porto sobre vozes marcantes na rádio no Porto, a resposta é: nenhuma, pois não há. Tempos vão em que uma Olga Cardoso, Manuel Monteiro, Julio Montenegro, Jose Neves, Alvim, Gomes Amaro, por exemplo, eram nomes muitos populares e conhecidos de toda a gente.
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Se a Nova Era fecha as portas é o fim da rádio no Porto.
È um fim sonoro de uma rádio que marcou gerações no Grande Porto.
Passam a sobrar 2 rádios com emissão em FM desde o Porto/ Arredores ( 1º anel ).
Fechem tudo.
No primeiro anel não sobra nada, fica a Nova que é mesmo do Porto.
No segundo anel, Metropolitana - Espinho (mas é apenas um PC), Sintonia - Sta Maria da Feira, Rádio Clube da Feira - Sta Maria da Feira, No Ar, - Trofa Jornal FM - Paredes, Paivense - Castelo de Paiva, Penafiel - Penafiel e RAROUCA - Arouca.
No terceiro anel, sobrevivem à INF4MEDIA - São João da Madeira, RVE93.1 - Ovar, AVFM - Oliveira de Azeméis, Montemuro - Cinfães, ERA FM - Amarante, R.C.P.F - Paços de Ferreira, RVSTirso - Santo Tirso, FAMA - Famalicão, Cidade Hoje - Famalicão, ONDAVIVA - Póvoa de Varzim
Primeiro Anel: Concelhos que fazem fronteira com o concelho do Porto
Segundo Anel: Concelhos que fazem fronteira com um concelho que faça fronteira com um concelho que faça fronteira com o Porto
Terceiro Anel: Concelhos que estão a dois concelhos de distância de alcançar o Porto (e cujas as coberturas começam a ser algo deficitárias)
È verdade, Porto e 1º anel passa a ficar apenas a Nova uma vez que a No Ar está afecta a santo Tirso.
Inacreditável como o nucleo urbano do Grande Porto está morto em termos radiofónicos, impedindo desse modo que muitos jovens e menos jovens possam ser animadores de rádio ou com uma profissão de jornalistas neste meio. Ao fim de duas ou três décadas, uma simples pergunta a quem escuta rádio no Grande Porto sobre vozes marcantes na rádio no Porto, a resposta é: nenhuma, pois não há. Tempos vão em que uma Olga Cardoso, Manuel Monteiro, Julio Montenegro, Jose Neves, Alvim, Gomes Amaro, por exemplo, eram nomes muitos populares e conhecidos de toda a gente.
Urge-se rapidez na implementação do DAB+, e consequentemente, entrada de novas rádios locais/regionais no éter
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Urge-se rapidez na implementação do DAB+, e consequentemente, entrada de novas rádios locais/regionais no éter
E dinheiro para isso? Mesmo que com DAB+, acho muiro difícil o aparecimento desses players!
Não querendo teimar, porque, efetivamente, quando o alvará foi dado, não existia a Trofa, mas atente-se no estatuto editorial da No Ar:
Estatuto Editorial
A Rádio NoAr, é uma rádio generalista, dirigida ao concelho da Trofa e zonas limítrofes, assegurando um serviço de interesse público. O detentor do alvará é a Jornal da Trofa. Mais caricato é a Rádio Vizela, que até está noutro distrito, é licenciada para Lousada. Estes casos deviam ser regularizados. Mas a NoAr, é claramente da Trofa, e agora, retransmite para Oliveira de Azeméis.
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Urge-se rapidez na implementação do DAB+, e consequentemente, entrada de novas rádios locais/regionais no éter
E dinheiro para isso? Mesmo que com DAB+, acho muiro difícil o aparecimento desses players!
Não querendo teimar, porque, efetivamente, quando o alvará foi dado, não existia a Trofa, mas atente-se no estatuto editorial da No Ar:
Estatuto Editorial
A Rádio NoAr, é uma rádio generalista, dirigida ao concelho da Trofa e zonas limítrofes, assegurando um serviço de interesse público. O detentor do alvará é a Jornal da Trofa. Mais caricato é a Rádio Vizela, que até está noutro distrito, é licenciada para Lousada. Estes casos deviam ser regularizados. Mas a NoAr, é claramente da Trofa, e agora, retransmite para Oliveira de Azeméis.
E a TSF, M80, Smooth, Megas,Batida, Cidade, Observador e afins não são rádios locais de Lisboa que retransmitem em muitos lados?
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O Montez vai conseguir manter manter o Festival Jardins do Marques, segundo disse o Paulino Coelho na RR, já estão contratados os Stranglers. Para mim é isso que ele deve fazer, manter este festival, o da Sumol e manter as poucas rádios que ainda tem, o resto esqueça, deixe-se de aventuras.
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O Montez vai conseguir manter manter o Festival Jardins do Marques, segundo disse o Paulino Coelho na RR, já estão contratados os Stranglers. Para mim é isso que ele deve fazer, manter este festival, o da Sumol e manter as poucas rádios que ainda tem, o resto esqueça, deixe-se de aventuras.
[/quote]
É mesmo para manter este festival, por parte do Montez, pois além dos Stranlers dia 1 de Julho, também já tem no cartaz a 26 de Junho Os Baco Exu do Blues que não conheço: https://jardinsdomarques.pt/cartaz/
Também deve conseguir manter o Sumol Summer Fest, tem data e já vende bilhetes para ele: https://blueticket.meo.pt/pt/event/15745/sumol-summer-fest-2026
Em relação ao Sudoeste, não existe nem uma palavra por parte deles, será que acabou? Se calhar foi por isso mesmo que a RFM se meteu a apoiar o Kalorama, tendo-o tirado no último ano à Comercial.
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O Montez vai conseguir manter manter o Festival Jardins do Marques, segundo disse o Paulino Coelho na RR, já estão contratados os Stranglers. Para mim é isso que ele deve fazer, manter este festival, o da Sumol e manter as poucas rádios que ainda tem, o resto esqueça, deixe-se de aventuras.
A 55 euros por concerto em vez de 55 euros por um passe diário com 10 ou 15 artistas... adivinhem qual dá mais lucro. Não é conseguir manter, é não ter alternativa porque precisa de dinheiro a entrar.
A Sudoeste e a Marginal ainda não tiveram novamente emissor por duas coisas: laxismo por parte de quem decide não colocar dipolos provisoriamente na torre da Amália, ou pedi-los a quem tenha uma torre erguida em Almada ou no Seixal, e porque gastar agora 20 ou 30 ou 40 mil euros em equipamentos é impossível quando só em salários vão se calhar 6 ou 7 mil mensais por rádio e os cachês para os artistas são da mesma ordem de grandeza do custo dos equipamentos ou pior.
A MNC vai acabar por perder as frequências de Lisboa e Cascais à conta disto, a continuar assim. Daqui a bocado passam 2 meses sem emitir.
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Mariana Montez substitui o pai na direção do grupo Nusica no Coração.
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Mariana Montez substitui o pai na direção do grupo Nusica no Coração.
Para fugir às dividas?
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Não sei, nas a Dra Mariana dá hoje uma entrevista ao Observador.
É ler, talvez ela fale nisso...
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Não sei, nas a Dra Mariana dá hoje uma entrevista ao Observador.
É ler, talvez ela fale nisso...
Tem um doutoramento? Não sabia.
EDIT: por curiosidade até fui ver. Já sabíamos que era caso de nepotismo, mas estou para ver como é que alguém com licenciatura em design de produto - cerâmica e vidro e uma pg em marketing digital vai dar a volta à coisa.
Espero que não parta ainda mais a loiça.
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Não sei, nas a Dra Mariana dá hoje uma entrevista ao Observador.
É ler, talvez ela fale nisso...
Ela tem uma grande paixão pelo setor da rádio apesar da formação de origem dela. Lá está, formação de origem pouco diz das pessoas... é a beber muita coisa do pai e do muito contacto que teve no setor, portanto tem essa vantagem, mas fará uma melhor liderança do que o pai estava a fazer já nos últimos tempos. E assim o Montez já pode ter a sua justa reforma.
Cito agora a entrevista dela:
A nova diretora-executiva sucede ao pai, Luís Montez. Em entrevista fala da situação financeira da promotora de concertos, da crise dos festivais e de uma visão pessoal: "Quero traçar o meu caminho".
Aconteceu gradualmente, mas agora é oficial. Mariana Montez assumiu a liderança da Música no Coração — a histórica promotora de concertos e festivais fundada pelo pai, Luís Montez, há 35 anos. Mariana Montez, que trabalha na empresa desde 2019, é a nova diretora-executiva. A passagem de testemunho aconteceu ao longo do último ano.
“O meu pai continua, obviamente, presente”, conta Mariana Montez ao Observador, na primeira entrevista desde que assumiu o cargo. “Ele foi e é a grande alma da empresa. Mas a Música no Coração está a passar por um reposicionamento, para ter uma visão mais atualizada e adaptada aos novos mercados. Senti que era a altura de assumir esta responsabilidade. Estou preparada para isso.”
O processo, explica, foi natural. “Nunca fui convidada pelo meu pai para vir para a Música no Coração. Isto aconteceu naturalmente. Sempre tive contacto com isto, sempre tive interesse, sempre estive envolvida e decidi arriscar. Por que não experimentar e perceber se é aquilo que quero fazer? E depois tornou-se natural assumir esta posição. A empresa ia caminhar neste sentido e eu estava preparada para levá-la para esse sítio.”
Nunca houve conversas particularmente decisivas que tenham definido o rumo das coisas. De forma orgânica, a história recente e o futuro ambicionado para a Música no Coração foram ditando aquilo que mais fazia sentido, conta Mariana Montez. “É daquelas coisas entre pai e filha que às vezes é subentendido. Eu já estava na empresa e ele começou a perceber que se calhar havia temas que não lhe diziam tanto, que a mim diziam mais. Conseguimos complementar-nos em várias áreas. E para este novo posicionamento da empresa também é super importante que haja esta abertura dele.”
"Há uma seleção e quase que temos de fazer figas para que tudo dê certo naquela semana, naquele fim de semana, naquele sábado. O mundo inteiro está a competir por uma data daquelas. Portanto, sempre que contratamos um artista é uma festa — são muitos meses de negociações.”
Luís Montez não se vai afastar da Música no Coração, mas estará menos presente na gestão do dia a dia da promotora. A filha conta que o pai não quis de todo “impor” esta passagem de testemunho e que até estava “reticente” por não a querer pressionar a liderar a empresa. “Tenho três irmãos, todos têm carreiras diferentes, e o meu pai queria mesmo ter a certeza: ‘Será que queres mesmo isto? Porque podes ser o que quiseres’. Ele tinha esse receio porque não queria que fosse uma coisa imposta. Ele tem muito orgulho e é um super pai babado, mas esperou que fosse o meu tempo. ‘Queres mesmo? Então ‘bora lá’.”
Mariana acredita que o pai pode agora focar-se na sua maior paixão dentro do universo da música. “O nome da empresa diz tudo, porque o meu pai é mesmo um apaixonado por música e quem o conhece sabe. Assim pode ouvir os seus discos e conhecer os seus artistas, tentar encontrar o próximo grande artista, a próxima grande banda. No fundo, é onde ele é feliz. Ele é muitíssimo focado no futuro, encontrar novos talentos e trazê-los a Portugal é mesmo o que o move, é uma parte muito importante para ele.”
Mariana Montez mostra-se consciente da responsabilidade e dos desafios por “ser jovem e mulher”: “Mas existiram muitas mulheres antes de mim que me facilitaram o caminho e vejo com muita clareza, com muita segurança, este futuro. O legado que trago comigo é muito importante, não o esquecemos, mas também quero traçar o meu próprio caminho e implementar a minha visão cultural”.
Primeiro, o design. Só depois a música
Desde os 14 anos que Mariana Montez se começou a envolver e a ajudar no que fosse necessário nos eventos da Música no Coração. Mas muito antes disso, em criança e até mesmo em bebé, já frequentava os bastidores das grandes salas de espetáculo e festivais de música que o pai organizava. “Da bilheteira à produção, do catering à gestão de acreditações, não houve uma área pela qual não tenha passado dentro da empresa. É um grande privilégio e faz com que eu também consiga agora assumir esta posição, com um grande conhecimento do setor.”
Formou-se em Design de Produto na Escola Superior de Artes e Design, nas Caldas da Rainha, na vertente de Cerâmica e Vidro. “Sempre soube que a minha vida estava ligada à arte, sempre teve um papel muito importante.” Porém, nunca ambicionou nem esperou sequer um dia seguir as pisadas do pai. Da mesma forma que o próprio Luís Montez não esperava, no seu tempo, seguir o que o pai tinha feito — o avô paterno de Mariana, também chamado Luís Montez, foi um dos primeiros grandes promotores de espetáculos em Angola. A família acabou por se mudar para Portugal no pós-25 de Abril, durante o processo de descolonização. Luís Montez, o filho, ia ser engenheiro civil. “Mas depois teve uma proposta para trabalhar com os Xutos & Pontapés e foi levado para este mundo — e também havia a rádio, a grande paixão dele”, conta Mariana.
Quando entrou oficialmente na Música no Coração em 2019, Mariana Montez começou por se dedicar à área de produção e especializou-se, em particular, na gestão de resíduos e na sustentabilidade ambiental. “É algo que sempre teve um lugar especial para mim, sempre vi que havia muito por fazer nesta área dentro do setor do entretenimento.” Logo nesse primeiro ano, foi a responsável por alterar todas as casas de banho por instalações sanitárias compostáveis, reduzindo assim a pegada ecológica dos festivais. “Por vezes, são pequenos gestos que têm um grande impacto. E também pode ter um impacto enorme nas pessoas, nas preocupações que têm, e a cultura também é sobre educar. Esse papel é muito importante.”
Acabou por trabalhar noutras áreas, da produção dos palcos aos camarins, até se interessar pela programação propriamente dita e pelo processo de contratação dos artistas. “São situações em que todos os astros têm de se alinhar. Não é só a questão monetária. Primeiro, o artista tem de estar em tour, depois tem de fazer sentido de acordo com [a rota da digressão n’]o mapa. Hoje em dia também há uma grande preocupação com a saúde mental dos artistas, as tours já não duram não sei quantos anos. Há uma seleção e quase que temos de fazer figas para que tudo dê certo naquela semana, naquele fim de semana, naquele sábado. O mundo inteiro está a competir por uma data daquelas. Portanto, sempre que contratamos um artista é uma festa — são muitos meses de negociações.”
A difícil situação financeira e a perda do Super Bock Super Rock
Naquela altura, a promotora desfrutava de um “ano fantástico”. Os dois históricos e grandes festivais da empresa, o Super Bock Super Rock e o Sudoeste, estavam saudáveis e o primeiro até beneficiava da aura de entusiasmo em torno do regresso ao Meco. “E depois há uma pandemia em 2020 que muda tudo, que afetou todo o setor a nível mundial. Levámos todos um grande abanão. Eu estava super entusiasmada, finalmente ia agarrar nisto, e de repente passamos por uns anos, no mínimo, um bocado esquisitos.”
A necessidade de suspender todos os espetáculos e eventos que reunissem multidões abalou estruturalmente um setor que, subitamente, ficou sem trabalho e sem receitas. A Música no Coração foi profundamente afetada. Multiplicaram-se as dívidas a fornecedores e alguns processos judiciais, foram feitos empréstimos bancários, viram-se obrigados a vender património.
"Estamos a trabalhar num conceito adaptado aos dias de hoje, que seja diferenciador, que pode implicar mudar… Às vezes implica voltar à essência. O Sudoeste é uma experiência única na Zambujeira do Mar, temos a certeza de que o público já tem saudades, temos esse feedback, em 2027 faz 30 anos, seria um grande regresso.”
Luís Montez vendeu 19% da sua participação no consórcio Arena Atlântico, que gere a MEO Arena, à Live Nation, gigante empresa norte-americana dos espetáculos e digressões, que gere as tours de muitos dos maiores artistas do mundo e que também é a principal acionista do Rock in Rio. Entrou em força no mercado português nos últimos anos e tornou-se, assim, acionista maioritária da MEO Arena — destronando Montez dessa mesma posição.
O aumento generalizado dos custos, a diminuição do poder de compra dos consumidores e a crescente oferta de festivais também terão contribuído para reduzir a adesão do público. Na última edição do Super Bock Super Rock, em 2024, a audiência terá ficado aquém das expetativas. No último Sudoeste, que se realizou, no mesmo ano, a Música no Coração teve um prejuízo de dois milhões de euros após ter perdido o seu principal patrocinador, a MEO, também numa fase sensível para o grupo Altice.
“A Covid-19 foi um momento difícil. Todos sentimos isso, mas o nosso compromisso foi sempre com os nossos trabalhadores. Foi um momento muito importante de aprendizagem. Temos sempre de sair das dificuldades com outro conhecimento e um novo rumo, e em 2025 o nosso reposicionamento já se refletiu nas nossas contas. Por isso, diria que estamos num caminho sólido para o futuro, para sermos sustentáveis em todas as áreas.”
A Música no Coração, que organizava o Super Bock Super Rock desde 1995, perdeu o histórico festival por decisão da cervejeira detentora da marca. O nome está agora associado a uma série de concertos — os primeiros são de The Weeknd e acontecem a 5 e 6 de setembro no Estádio do Restelo, em Lisboa, promovidos pela Live Nation. Perderam igualmente o festival Super Bock em Stock, anteriormente Vodafone Mexefest, que ocupava várias salas no centro de Lisboa num fim de semana no final de novembro. “São conceitos icónicos da Música no Coração, mas respeitamos a vontade das marcas e a sensação que cada um tem sobre as suas ações estratégicas. Neste caso foi, uma decisão estratégica da marca, que nós respeitamos.”
Poderá o Sudoeste regressar em 2027?
O Sudoeste é um caso diferente. O nome pertence à Música no Coração, bem como metade da propriedade na Zambujeira do Mar onde o festival sempre acontece, a Herdade da Casa Branca. Após dois anos de interrupção, Luís Montez declarou recentemente que esperava que o festival pudesse regressar no verão de 2027. Mariana Montez sublinha a intenção e destaca a importância da longevidade e memória do evento.
“Há muito poucas pessoas que não tenham uma história épica no Sudoeste para contar. Estamos a trabalhar num conceito adaptado aos dias de hoje, que seja diferenciador, que pode implicar mudar… Às vezes implica voltar à essência. O Sudoeste é uma experiência única na Zambujeira do Mar, temos a certeza de que o público já tem saudades, temos esse feedback, em 2027 faz 30 anos, seria um grande regresso.”
Para concretizarem o regresso, seria fundamental reforçar a ligação do festival às marcas patrocinadoras, algo em que têm vindo a trabalhar. “É sempre importante a ligação às marcas, elas têm tornado os nossos projetos possíveis. Sem elas fica muito complicado, principalmente com os preços dos bilhetes que podemos praticar em Portugal. Para conseguirmos garantir essa acessibilidade, que é muito importante para nós, é importante ter as marcas envolvidas e a acrescentarem valor aos projetos, porque elas também alcançam públicos diferentes e desempenham um papel. É importante arranjar um parceiro que esteja connosco e que ajude a materializar as necessidades do festival.”
"Nunca houve tanta gente a ouvir tanta música, o que é uma coisa incrível, mas uma sala de espetáculos tem um limite de entradas. Qual é a forma justa de fazer essas entradas? Eventualmente, a forma como vendemos bilhetes para esse tipo de espetáculos há-de mudar. É uma boa discussão para se ter e que tem de ser aplicada a cada país ou a cada sala."
Embora o custo dos bilhetes face ao poder de compra do público seja fundamental para atrair espectadores, Mariana Montez teme que a tendência internacional em torno do modelo de bilhetes a preços dinâmicos possa ser inevitável em determinados circuitos. São ingressos cujo preço não está fixo — flutua consoante a procura, podendo ascender a valores bastante avultados. Trata-se de uma tendência popularizada pela norte-americana Ticketmaster, que pertence à Live Nation e que motivou duras críticas entre os fãs e até diversos processos em tribunal.
“É muito difícil combatermos uma tendência mundial, não é? E não querendo desculpabilizar os promotores, que também têm que ter uma voz sobre isso, esse tipo de estratégias acompanha os artistas. Ou seja, os artistas já vêm com várias exigências e coisas bastante fechadas. Temos de, obviamente, arranjar formas de regular este tipo de venda de bilhetes. Mas, ao mesmo tempo, cabe aos artistas a forma como querem fazer os seus concertos. Eles têm um poder muito grande nesta questão.”
A nova diretora-executiva da Música no Coração acredita que é sobretudo inevitável no campeonato das “mega estrelas”. “Nunca houve tanta gente a ouvir tanta música, o que é uma coisa incrível, mas uma sala de espetáculos tem um limite de entradas. Qual é a forma justa de fazer essas entradas? Eventualmente, a forma como vendemos bilhetes para esse tipo de espetáculos há-de mudar. É uma boa discussão para se ter e que tem de ser aplicada a cada país ou a cada sala — mas a sala também não vai poder limitar o artista, que é muito importante nesta questão.”
Outra das razões apontadas a nível global para justificar a crise dos festivais está relacionada com o menor interesse em experiências de campismo, o que prejudica gravemente festivais como o Sudoeste. “É uma coisa de que se tem falado e obviamente que sentimos isso com os nossos festivais, que tinham o campismo como um grande fator. Tal como a música ao vivo, o campismo é uma experiência irrepetível. Obviamente que ficar em hotéis ou num alojamento local tem o seu conforto, mas a experiência que se criava no Sudoeste, de partilha entre tendas… Nós chamávamos-lhes condomínios, as pessoas construíam-nos, cada um tinha o seu e depois havia uma proximidade e uma partilha que só nestes festivais com campismo se proporciona. Neste momento se calhar passou um bocadinho de moda, mas as modas são cíclicas e tenho a certeza de que irá voltar.”
Sumol Summer Fest, Jardins do Marquês e Caixa Alfama: a “consolidação” antes de novos voos
Essa tem sido, porém, uma das vantagens do Sumol Summer Fest desde que há quatro anos se mudou da Ericeira para a Costa da Caparica. “Estamos muito contentes com o festival em Almada. É o primeiro festival de muitas gerações e estamos muito contentes com o conceito. Esta mudança para a Caparica trouxe uma nova proximidade a Lisboa, o que faz com que muita gente vá e volte. Há muitas mais pessoas que vão lá só um dia, já não há tanto aquela coisa de acampar. Portanto, também dá para várias faixas etárias.”
A edição deste ano acontece a 3 e 4 de julho e tem confirmados nomes como Trippie Redd e Yuri NR5. Uma das novidades é a estreia de um cabeça de cartaz português: o rapper T-Rex vai apresentar um “concerto único” que só poderá ser visto no Sumol Summer Fest. “O foco também tem de ser esse, valorizar conceitos diferenciadores.” Em abril, serão anunciados mais artistas.
Antes disso, arranca o Jardins do Marquês, em Oeiras, de 26 de junho a 8 de julho. É o festival mais recente da promotora — a primeira edição estava marcada para 2020 e teve de ser adiada para 2021 — mas tem sido uma aposta ganha. Também foi aqui que Mariana Montez demonstrou ao pai a sua visão. No ano passado, sugeriu fazer uma noite de comédia ao programar o humorista Pedro Teixeira da Mota — os bilhetes esgotaram em apenas três horas.
"Sempre houve competição e sempre competimos com o mundo inteiro. Haver mais players até é benéfico para o público, porque tem mais oferta. Há espaço para todos e cada um tem o seu lugar no mercado. A Live Nation não tem o fado, por exemplo — há muita coisa nossa e temos excelentes artistas em Portugal.”
Este ano, passam por lá artistas como The Stranglers, Baco Exu do Blues, Arnaldo Antunes, Raimundos, Peste e Sida, Thee Sacred Souls, Oracle Sisters e Lucas Ortet. Mais serão anunciados em breve. Também haverá um tributo aos Super Mama Djombo e uma celebração da tradição musical da Guiné-Bissau com Karyna Gomes, Manecas Costa e Micas Cabral. E uma performance especial em que Dino D’Santiago convida Mayra Andrade e as batukadeiras que estiveram em digressão internacional com Madonna. “O Jardins do Marquês tem uma curadoria muito cuidada. Tornou-se uma arena ao ar livre, um espaço que pode ir desde o rock à soul, passando pelo indie, pela comédia… Cabem ali muitas coisas e é muito importante.”
O outro festival da Música no Coração que se mantém sólido há já 14 edições é o Caixa Alfama, dedicado ao fado. Este ano, ainda não há datas nem nomes confirmados, mas está garantido que irá voltar a preencher as ruas e largos do típico bairro lisboeta. “É um bom exemplo de um conceito único. Respeitamos muito a comunidade local, o sítio onde se insere, trazemos sempre novos artistas e fazemos uma homenagem todos os anos a um fadista diferente. As coisas tornaram-se um bocado massificadas, o que é normal, porque é um negócio. Mas é com estes conceitos e momentos únicos, que o público percebe que são reais, que podemos acrescentar valor.”
Num momento em que o mercado da música ao vivo em Portugal se encontra ferozmente competitivo, até pela entrada em cena da gigante Live Nation, Mariana Montez defende que o panorama “sempre foi difícil”. “Ou seja, sempre houve competição e sempre competimos com o mundo inteiro. Haver mais players até é benéfico para o público, porque tem mais oferta. Há espaço para todos e cada um tem o seu lugar no mercado. A Live Nation não tem o fado, por exemplo — há muita coisa nossa e temos excelentes artistas em Portugal.”
Da crise dos festivais ao valor da Rádio Amália
Sobre a tão discutida crise generalizada dos festivais, acredita que a experiência de estar num evento com diversos palcos e artistas, num espírito mais propenso à descoberta, é intemporal. “Sempre nos focámos muito em festivais porque existe essa componente. Sou fã do artista A e vou lá para o ver, mas depois encontro os artistas B e C e ‘uau, não conhecia isto, nem sabia que ia gostar disto, tinha ouvido o disco mas nem tinha gostado muito e de repente ao vivo foi uma surpresa brutal’. As pessoas conectam-se muito com a música ao vivo. Essa é a magia dos festivais, que acho impossível de desaparecer. Por mais que as pessoas sejam cada vez mais fiéis aos seus artistas e gostem muito de um, ninguém fica indiferente quando está num festival e descobre um outro artista que nem estava à espera de ver tocar. É a curiosidade que é partilhada nos eventos ao vivo.”
Embora exista “muita oferta” de eventos no mercado, acredita que a “caracterização única de cada projeto” possa fazer a diferença. “A Covid-19 acelerou muitas mudanças e se calhar há projetos que precisavam de ser repensados e que nós não sabíamos bem no quê. O que é que faz sentido? O que é que o público quer? Trouxe-nos muitas aprendizagens.”
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Segunda e última parte com o que resta do artigo.
A nova diretora-executiva da Música no Coração acredita que a chave está na criação e aperfeiçoamento de “produtos com ADN próprio”. “É para aí que caminhamos e hoje em dia podemos ter uma liberdade maior nos projetos que fazemos, para que não esteja tudo tão em caixas fechadas. Cada vez se consome mais cultura e ainda bem, é super saudável, há mesmo espaço para todos os projetos que sejam inovadores e tenham uma identidade própria.”
Ainda que a Música no Coração seja uma promotora reconhecida pelos projetos com longevidade, no horizonte está precisamente a invenção de novos conceitos que possam ser bem-sucedidos num mercado muito diferente, 35 anos depois da fundação da empresa. “Temos sempre a vontade de criar e a inovação tem que estar presente em qualquer empresa. Portanto, novos conceitos, novas parcerias… Estamos a trabalhar todos os dias para os materializar. Uma boa ideia pode ter um impacto muito grande, ajuda muito ter um conceito forte e realmente vivemos num país incrível, com um excelente tempo, com todas as condições para proporcionar este tipo de eventos.”
Por enquanto, mantêm os pés no chão e uma postura terra a terra. 2025 e 2026 serão sobretudo anos de “consolidação” dos projetos já existentes e da sustentabilidade financeira da promotora. “Em 2025 essas escolhas já se refletiram e agora estamos confiantes no futuro e no rumo que temos para a empresa.”
"A rádio é daquelas coisas que nunca vai desaparecer. Temos muito interesse de fazer crescer, sobretudo a Rádio Amália, que tem um papel muito grande na intergeracionalidade do fado. As outras também são projetos muito queridos, mas a Rádio Amália tem um destaque especial”, diz, pondo de parte a abertura de novas estações por enquanto.
No campo das rádios, outra área histórica do negócio da Música no Coração, a última novidade foi, em 2024, a venda da frequência da SBSR.FM ao grupo Medialivre, que a usou para relançar a Correio da Manhã Rádio. A Música no Coração mantém na empresa as rádios Sudoeste, Marginal, Nova Era e Amália. Esta última, dedicada em exclusivo ao fado, tem sido a joia da coroa.
“É uma rádio com mais de 40 mil ouvintes diários. Tem muitos fãs. E também tem uma componente de música ao vivo. Todas as semanas, dezenas de pessoas vão até aos estúdios para ouvir fado. É uma rádio ouvida em Lisboa, no Porto e em Setúbal e que faz diferença na vida de muitas pessoas. A rádio é daquelas coisas que nunca vai desaparecer. Temos muito interesse de fazer crescer, sobretudo a Rádio Amália, que tem um papel muito grande na intergeracionalidade do fado. As outras também são projetos muito queridos, mas a Rádio Amália tem um destaque especial”, diz, pondo de parte a abertura de novas estações por enquanto.
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Entrevista muito inteligente da Mariana, a quem dou os parabéns pelo novo cargo. Subscrevo praticamente toda a visão que tem do setor, tenho algumas dúvidas na questão dos bilhetes com preços dinâmicos, mas isso é algo que, como ela refere, pode, provavelmente, acabar a afastar de Portugal os grandes nomes internacionais, principalmente os das gerações mais jovens.
Concordo com a aposta na Amália, provavelmente, é mesmo o conceito mais diferenciador, e não me chocaria, bem pelo contrário, que pudesse ganhar uma melhor frequência a Norte, por troca com a SW ou com a Nova Era, assim como também acho que poderia ser interessante trazer a Marginal para o Porto.
Agora, também é preciso lembrar que, sendo uma rádio já de âmbito Metropolitano, não pode ter programas como o Fórum Lisboa da semana passada em que se diz que um caso de corrupção na câmara da Trofa, um vilarejo, não tem o mesmo impacto que sendo em Lisboa. O programa até foi muito bom, mais de âmbito nacional do que local, mas estas pequenas coisas... podem ter o efeito de afastar ouvintes. No Porto ouve-se fado, mas é preciso criar algum sentimento de pertença na população, para que fujam das alternativas do Acácio.
Em relação à rádio do Grande Porto, também necessita de afinar o conceito, com vista à sua eventual exportação, dado que a Sudoeste, muito honestamente, acho que terá os dias contados, mais ano, menos ano.
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Entrevista muito inteligente da Mariana, a quem dou os parabéns pelo novo cargo. Subscrevo praticamente toda a visão que tem do setor, tenho algumas dúvidas na questão dos bilhetes com preços dinâmicos, mas isso é algo que, como ela refere, pode, provavelmente, acabar a afastar de Portugal os grandes nomes internacionais, principalmente os das gerações mais jovens.
Concordo com a aposta na Amália, provavelmente, é mesmo o conceito mais diferenciador, e não me chocaria, bem pelo contrário, que pudesse ganhar uma melhor frequência a Norte, por troca com a SW ou com a Nova Era, assim como também acho que poderia ser interessante trazer a Marginal para o Porto.
Agora, também é preciso lembrar que, sendo uma rádio já de âmbito Metropolitano, não pode ter programas como o Fórum Lisboa da semana passada em que se diz que um caso de corrupção na câmara da Trofa, um vilarejo, não tem o mesmo impacto que sendo em Lisboa. O programa até foi muito bom, mais de âmbito nacional do que local, mas estas pequenas coisas... podem ter o efeito de afastar ouvintes. No Porto ouve-se fado, mas é preciso criar algum sentimento de pertença na população, para que fujam das alternativas do Acácio.
Em relação à rádio do Grande Porto, também necessita de afinar o conceito, com vista à sua eventual exportação, dado que a Sudoeste, muito honestamente, acho que terá os dias contados, mais ano, menos ano.
Nova Era não precisa de corrigir absolutamente nada. Mas eventualmente precisaria de ter umas horas a emitir a partir de Lisboa, seria interessante, no painel Manhã 2, por exemplo.
E mais importante, a Amália devia mesmo ter emissão a partir do Porto. Seria bem interessante os finais de tarde serem feitos na Rua da Alegria.
Mas em suma, é isso: extinguir a SW. Colocar 102,7 MHz a emitir a Marginal e 100,8 MHz a Nova Era. Uma rádio para jovens, uma para os mais velhos e outra com um painel mais "alto" (tentaria aqui colocar alguns clássicos que passavam nos antigos "R CLUB P" e "NSTALGIA" para chegar a um outro auditório e concorrer com a Smooth). Perfeito para um pequeno grupo de rádio.
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Foi uma entrevista bem conseguida para primeira vez, no entanto em relação à rádio se fosse funcionário da Nova Era ou Marginal ficava seriamente preocupado em apenas se falar da Amália (o pessoal da SW já deve estar preparado para mais dia menos dia serem descartados para uma rádio 100% non stop).
Em relação à Nova Era concordo que não há grande coisa para corrigir em antena tirando talvez as Manhãs, no entanto tornou-se público que a equipa está praticamente toda sobrecarregada de tarefas fora do microfone e por isso mal devem ter produtores. Imagino que na Marginal a situação seja igual ou ainda pior.
A recuperação do grupo, se for conseguida, passará por um processo longo portanto as equipas destas 2 rádios terão de ser mesmo muito resilientes.
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