Fórum da Rádio
Fórum da Rádio => Conversas soltas => Tópico iniciado por: Zeca 2021 em Outubro 08, 2024, 04:07:19 pm
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O governo apresentou hoje um conjunto de medidas que quer colocar em prática nos próximos 3 anos. Para as rádios locais, apenas se encontra isto:
As rádios locais têm importantes funções sociais, designadamente no âmbito da difusão de informação, produção de património cultural e sonoro, combate ao
isolamento e promoção do desenvolvimento local. Com o objetivo de valorizar estes meios e após uma auscultação aos mesmos, o Governo quer garantir que as
rádios locais são abrangidas pelo regime de transmissão do “Direito de Antena” em todas as eleições, sendo que atualmente este apenas se cinge às eleições
autárquicas. Com esta medida o Executivo visa, também, assegurar a igualdade de oportunidades de comunicação de todas as candidaturas políticas, quer seja nas
eleições autárquicas, legislativas, europeias ou presidenciais. Para materializar esta medida, o Governo tenciona avançar com uma alteração legislativa a ser submetida
à Assembleia da República e discutida com os Grupos Parlamentares.
Ou seja, nada. Os grandes grupos agradecem, os monopólios e aquisições de emissores locais vai continuar ou aumentar e os amigos sentados em Lisboa agradecem do fundo do coração.
O compadrio e clubite partidaria de mãos dadas com a politica.
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Coloco aqui, neste tópico, porque me parece ser o mais adequado face àquilo que está em causa, o plano do governo para a CS, já não só para a RTP, DAB+, etc., esta reflexão bastante pertinente da investigadora e professora universitária Raquel Varela publicada na sua página pessoal na rede social facebook à poucos minutos, na qual ela levanta questões bastante relevantes face àquilo que foi exposto pelo Governo...
"Montenegro anunciou a descapitalização da RTP, e o financiamento aos media privados. Agora a comunicação será empresarial, mas paga por nós, o sonho do PSD. Além dos profissionais dos jornais e televisões privados serem dependentes da empresa privada, serão pagos pelo Estado para trabalhar nessa empresa privada...
Não há qualquer forma de chamar jornalismo a isto. Jornalismo por definição é esfera pública. Assim nasceu. Pode chamar-se comunicação da empresa tal, do Partido tal, do governo x.
Jornalismo não pode, porque o jornalismo nasce como projecto iluminista - ousar saber - contra o Poder, em defesa do público (não em defesa do Estado, nem do mercado, em defesa do bem comum, público, essa é a sua origem e sentido de existência). Estado e público não são o mesmo.
Não há nenhum défice democrático que tal medida do PSD possa colmatar. Há um défice financeiro de jornais, cheios de dívidas, que nós, o nosso salário, é chamado a pagar de forma ignóbil nesta proposta do PSD (apoiada por outros partidos?!)
Esta medida significa um gasto público e menos democracia, menos saber. Mais subvenções privadas. E ainda mais pressão sobre os seus profissionais. Ler e reler as obras da jornalista Sylvia Moretzsohn da Uni do Minho, sobre isto. Pagaremos agora, todos nós, jornais que são projectos políticos, privados, como todos os jornais, lembra Moretzsohn, nenhum é isento, tal coisa não existe.
O Correio da Manhã e a Sábado e o Observador apoiam o CDS, a IL e o Chega, o Expresso o PSD, o Público oscila entre o PS e o PSD e por aí fora. Todos os órgãos de comunicação contém em si um projecto politico, é legítimo, projecto que defende o seu interesse particular (parte, partido) na sociedade. Têm uma linha editorial que não é nem nunca foi a defesa do bem púbico, comum. São escolhas, não podem fazer-nos pagar isso.
Os impostos são para o bem comum. Não podemos aceitar financiar jornais privados, que são sistematicamente usados para defender interesses de empresas e partidos contra os funcionários públicos, o SNS, a educação pública, o trabalho com direitos, a paz. Quem quer ter projectos privados paga do seu bolso.
Para quem não ouviu o discurso, obsceno para a democracia, atestado de infantilidade a todos nós, Montenegro disse - cito- que “todos os órgãos de comunicação fazem serviço público”, que devem ser protegidos da “selvajaria” do mercado e “que as redes sociais são inimigas da democracia”".
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Coloco aqui, neste tópico, porque me parece ser o mais adequado face àquilo que está em causa, o plano do governo para a CS, já não só para a RTP, DAB+, etc., esta reflexão bastante pertinente da investigadora e professora universitária Raquel Varela publicada na sua página pessoal na rede social facebook à poucos minutos, na qual ela levanta questões bastante relevantes face àquilo que foi exposto pelo Governo...
"Montenegro anunciou a descapitalização da RTP, e o financiamento aos media privados. Agora a comunicação será empresarial, mas paga por nós, o sonho do PSD. Além dos profissionais dos jornais e televisões privados serem dependentes da empresa privada, serão pagos pelo Estado para trabalhar nessa empresa privada...
Não há qualquer forma de chamar jornalismo a isto. Jornalismo por definição é esfera pública. Assim nasceu. Pode chamar-se comunicação da empresa tal, do Partido tal, do governo x.
Jornalismo não pode, porque o jornalismo nasce como projecto iluminista - ousar saber - contra o Poder, em defesa do público (não em defesa do Estado, nem do mercado, em defesa do bem comum, público, essa é a sua origem e sentido de existência). Estado e público não são o mesmo.
Não há nenhum défice democrático que tal medida do PSD possa colmatar. Há um défice financeiro de jornais, cheios de dívidas, que nós, o nosso salário, é chamado a pagar de forma ignóbil nesta proposta do PSD (apoiada por outros partidos?!)
Esta medida significa um gasto público e menos democracia, menos saber. Mais subvenções privadas. E ainda mais pressão sobre os seus profissionais. Ler e reler as obras da jornalista Sylvia Moretzsohn da Uni do Minho, sobre isto. Pagaremos agora, todos nós, jornais que são projectos políticos, privados, como todos os jornais, lembra Moretzsohn, nenhum é isento, tal coisa não existe.
O Correio da Manhã e a Sábado e o Observador apoiam o CDS, a IL e o Chega, o Expresso o PSD, o Público oscila entre o PS e o PSD e por aí fora. Todos os órgãos de comunicação contém em si um projecto politico, é legítimo, projecto que defende o seu interesse particular (parte, partido) na sociedade. Têm uma linha editorial que não é nem nunca foi a defesa do bem púbico, comum. São escolhas, não podem fazer-nos pagar isso.
Os impostos são para o bem comum. Não podemos aceitar financiar jornais privados, que são sistematicamente usados para defender interesses de empresas e partidos contra os funcionários públicos, o SNS, a educação pública, o trabalho com direitos, a paz. Quem quer ter projectos privados paga do seu bolso.
Para quem não ouviu o discurso, obsceno para a democracia, atestado de infantilidade a todos nós, Montenegro disse - cito- que “todos os órgãos de comunicação fazem serviço público”, que devem ser protegidos da “selvajaria” do mercado e “que as redes sociais são inimigas da democracia”".
Um dos dias mais negros de Montenegro.
Se não arrepiar caminho, começa aqui a sua queda.
À hora a que escrevo está na tv do DDT a ter um desempenho medíocre com a tia Avillez cada vez mais incontinente verbal...
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Um dos dias mais negros de Montenegro.
Se não arrepiar caminho, começa aqui a sua queda.
Tendo a concordar, o que se ouviu hoje de manhã é, de facto, muito mau. A Raquel Varela tem razão, pergunto-me é se diria o mesmo se o Avante fosse ajudado, ou fosse o PCP a nacionalizar os OCS, mas isso são outros 500's.
A campanha eleitoral nas locais, sejamos sinceros, é para fazer o frete à Bauer, fundamentalmente, que não vai receber lá grande coisa pois tem pouco jornalismo. Para a Mega, TSF e Observador, bem como para a CMR isto é pífio. Olhem, pode ser que dê para a Rádio Maria lagar um emissor em condições.
Estou curioso para perceber se a Observador vai, novamente, rejeitar o apoio do Estado, agora que é a Direita que está no poder.
Quanto ao que referiu o Pedro Duarte:
https://eco.sapo.pt/2024/10/08/a-grande-surpresa-seria-manter-a-publicidade-na-rtp-aponta-pedro-duarte/
Percebo a ideia, de não por a RTP a correr atrás das privadas, que já são tão fracas, a fazer o mesmo. No fundo, é aquilo que nós escrevemos muitas vezes por aqui. Não sei é se será a publicidade a conseguir alterar isso. Veremos.
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Um dos dias mais negros de Montenegro.
Se não arrepiar caminho, começa aqui a sua queda.
Tendo a concordar, o que se ouviu hoje de manhã é, de facto, muito mau. A Raquel Varela tem razão, pergunto-me é se diria o mesmo se o Avante fosse ajudado, ou fosse o PCP a nacionalizar os OCS, mas isso são outros 500's.
A campanha eleitoral nas locais, sejamos sinceros, é para fazer o frete à Bauer, fundamentalmente, que não vai receber lá grande coisa pois tem pouco jornalismo. Para a Mega, TSF e Observador, bem como para a CMR isto é pífio. Olhem, pode ser que dê para a Rádio Maria lagar um emissor em condições.
Estou curioso para perceber se a Observador vai, novamente, rejeitar o apoio do Estado, agora que é a Direita que está no poder.
Quanto ao que referiu o Pedro Duarte:
https://eco.sapo.pt/2024/10/08/a-grande-surpresa-seria-manter-a-publicidade-na-rtp-aponta-pedro-duarte/
Percebo a ideia, de não por a RTP a correr atrás das privadas, que já são tão fracas, a fazer o mesmo. No fundo, é aquilo que nós escrevemos muitas vezes por aqui. Não sei é se será a publicidade a conseguir alterar isso. Veremos.
O ponto-chave aqui é o fim da publicidade na RTP sem o aumento da CAV.
É verdade que são 20 M €, mas arrisco-me a dizer que está inerente ou a alienação de canais ou a privatização de alguns.
Por fim, sou um feroz crítico do status quo em que o jornalismo português se está a acometer, contudo, e mesmo concordando com as palavras do Primeiro Ministro, dá-me um arrepio na espinha quando qualquer governo, seja de que cor for, tece essas considerações e tenta moldar a informação.
Já vivemos tempos tenebrosos no passado e é algo que não queria voltar a assistir.
Hoje, apesar da RTP dar tiros nos pés no que toca à ambição de chegar a resultados de audiência positivos, o serviço público de audiovisual é muito mais independente e isento que há década e meia.
Nesse aspecto, tenho que louvar o trabalho do ministro social-democrata Miguel Poiares Maduro que, após a delapidação ocorrida pelo seu antecessor, soube pôr ordem na casa.
Por fim, a Raquel Varela, pessoa que até tenho algumas discordâncias de opinião, tem razão no que se refere.
Da mesma forma que fui liminarmente contra a nacionalização da TSF, também sou contra pôr o Estado (ou seja, todos nós) a financiar OCS privados.
Sobre a política concreta do actual Governo e as suas intenções, tenho muitas considerações, mas fica para outros fóruns.
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Coloco aqui, neste tópico, porque me parece ser o mais adequado face àquilo que está em causa, o plano do governo para a CS, já não só para a RTP, DAB+, etc., esta reflexão bastante pertinente da investigadora e professora universitária Raquel Varela publicada na sua página pessoal na rede social facebook à poucos minutos, na qual ela levanta questões bastante relevantes face àquilo que foi exposto pelo Governo...
"Montenegro anunciou a descapitalização da RTP, e o financiamento aos media privados. Agora a comunicação será empresarial, mas paga por nós, o sonho do PSD. Além dos profissionais dos jornais e televisões privados serem dependentes da empresa privada, serão pagos pelo Estado para trabalhar nessa empresa privada...
Não há qualquer forma de chamar jornalismo a isto. Jornalismo por definição é esfera pública. Assim nasceu. Pode chamar-se comunicação da empresa tal, do Partido tal, do governo x.
Jornalismo não pode, porque o jornalismo nasce como projecto iluminista - ousar saber - contra o Poder, em defesa do público (não em defesa do Estado, nem do mercado, em defesa do bem comum, público, essa é a sua origem e sentido de existência). Estado e público não são o mesmo.
Não há nenhum défice democrático que tal medida do PSD possa colmatar. Há um défice financeiro de jornais, cheios de dívidas, que nós, o nosso salário, é chamado a pagar de forma ignóbil nesta proposta do PSD (apoiada por outros partidos?!)
Esta medida significa um gasto público e menos democracia, menos saber. Mais subvenções privadas. E ainda mais pressão sobre os seus profissionais. Ler e reler as obras da jornalista Sylvia Moretzsohn da Uni do Minho, sobre isto. Pagaremos agora, todos nós, jornais que são projectos políticos, privados, como todos os jornais, lembra Moretzsohn, nenhum é isento, tal coisa não existe.
O Correio da Manhã e a Sábado e o Observador apoiam o CDS, a IL e o Chega, o Expresso o PSD, o Público oscila entre o PS e o PSD e por aí fora. Todos os órgãos de comunicação contém em si um projecto politico, é legítimo, projecto que defende o seu interesse particular (parte, partido) na sociedade. Têm uma linha editorial que não é nem nunca foi a defesa do bem púbico, comum. São escolhas, não podem fazer-nos pagar isso.
Os impostos são para o bem comum. Não podemos aceitar financiar jornais privados, que são sistematicamente usados para defender interesses de empresas e partidos contra os funcionários públicos, o SNS, a educação pública, o trabalho com direitos, a paz. Quem quer ter projectos privados paga do seu bolso.
Para quem não ouviu o discurso, obsceno para a democracia, atestado de infantilidade a todos nós, Montenegro disse - cito- que “todos os órgãos de comunicação fazem serviço público”, que devem ser protegidos da “selvajaria” do mercado e “que as redes sociais são inimigas da democracia”".
Um dos dias mais negros de Montenegro.
Se não arrepiar caminho, começa aqui a sua queda.
À hora a que escrevo está na tv do DDT a ter um desempenho medíocre com a tia Avillez cada vez mais incontinente verbal...
Curiosidades...
Acabei de ouvir no noticiário das 23h da Antena 1 que a Sra. Maria João Avillez não possui carteira profissional de jornalista desde 2008.
Curiosidades...
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Em primeiro lugar tenho que perguntar o óbvio ululante: como é que ninguém se lembrou ainda de fazer este tópico, para comentarmos isto, que vai ser tão central na vida das rádios? Ai ai! :P
Em segundo lugar, vamos então ao plano para a comunicação social do Governo.
https://www.portugal.gov.pt/pt/gc24/comunicacao/documento?i=plano-de-acao-para-a-comunicacao-social
30 medidas, sendo que para a rádio temos as seguintes:
- Revisão da Lei da Rádio e integração no Código da Comunicação Social (CCS), previsto para a 1ª metade de 2025. Prevê-se integrar o Direito europeu e atualizar a legislação futura. Pista importante quanto à existência de alvarás, na minha opinião, e mais umas coisinhas (DAB+? Emissões em cadeia?)
- Mais conteúdos e protagonistas locais na RTP, mais aposta nas delegações e centros de produção descentralizados, que por arrasto terá que ir parar à rádio.
- 50 a 75% de desconto na Lusa para OCS regionais e locais.
- Incentivos a OCS locais para todas as campanhas eleitorais passarem nas rádios locais, no valor de 1,5 M€ por eleição
- Incentivos à contratação jornalística e retenção de talento (5,5-11 IAS) se pagarem mais de 1120€ - o que pelo menos numa das medidas, literalmente contraria a convenção de salários que os jornalistas até têm assinado ainda há pouco..
.
- Formação empresarial para OCS regionais e locais;
- Publicação a pagar de deliberações autárquicas em sites de rádios regionais e locais.
O que acham disto? O que crêem que virá destas (eventuais) medidas para o meio rádio?
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Coloco aqui, neste tópico, porque me parece ser o mais adequado face àquilo que está em causa, o plano do governo para a CS, já não só para a RTP, DAB+, etc., esta reflexão bastante pertinente da investigadora e professora universitária Raquel Varela publicada na sua página pessoal na rede social facebook à poucos minutos, na qual ela levanta questões bastante relevantes face àquilo que foi exposto pelo Governo...
"Montenegro anunciou a descapitalização da RTP, e o financiamento aos media privados. Agora a comunicação será empresarial, mas paga por nós, o sonho do PSD. Além dos profissionais dos jornais e televisões privados serem dependentes da empresa privada, serão pagos pelo Estado para trabalhar nessa empresa privada...
Não há qualquer forma de chamar jornalismo a isto. Jornalismo por definição é esfera pública. Assim nasceu. Pode chamar-se comunicação da empresa tal, do Partido tal, do governo x.
Jornalismo não pode, porque o jornalismo nasce como projecto iluminista - ousar saber - contra o Poder, em defesa do público (não em defesa do Estado, nem do mercado, em defesa do bem comum, público, essa é a sua origem e sentido de existência). Estado e público não são o mesmo.
Não há nenhum défice democrático que tal medida do PSD possa colmatar. Há um défice financeiro de jornais, cheios de dívidas, que nós, o nosso salário, é chamado a pagar de forma ignóbil nesta proposta do PSD (apoiada por outros partidos?!)
Esta medida significa um gasto público e menos democracia, menos saber. Mais subvenções privadas. E ainda mais pressão sobre os seus profissionais. Ler e reler as obras da jornalista Sylvia Moretzsohn da Uni do Minho, sobre isto. Pagaremos agora, todos nós, jornais que são projectos políticos, privados, como todos os jornais, lembra Moretzsohn, nenhum é isento, tal coisa não existe.
O Correio da Manhã e a Sábado e o Observador apoiam o CDS, a IL e o Chega, o Expresso o PSD, o Público oscila entre o PS e o PSD e por aí fora. Todos os órgãos de comunicação contém em si um projecto politico, é legítimo, projecto que defende o seu interesse particular (parte, partido) na sociedade. Têm uma linha editorial que não é nem nunca foi a defesa do bem púbico, comum. São escolhas, não podem fazer-nos pagar isso.
Os impostos são para o bem comum. Não podemos aceitar financiar jornais privados, que são sistematicamente usados para defender interesses de empresas e partidos contra os funcionários públicos, o SNS, a educação pública, o trabalho com direitos, a paz. Quem quer ter projectos privados paga do seu bolso.
Para quem não ouviu o discurso, obsceno para a democracia, atestado de infantilidade a todos nós, Montenegro disse - cito- que “todos os órgãos de comunicação fazem serviço público”, que devem ser protegidos da “selvajaria” do mercado e “que as redes sociais são inimigas da democracia”".
Um dos dias mais negros de Montenegro.
Se não arrepiar caminho, começa aqui a sua queda.
À hora a que escrevo está na tv do DDT a ter um desempenho medíocre com a tia Avillez cada vez mais incontinente verbal...
Curiosidades...
Acabei de ouvir no noticiário das 23h da Antena 1 que a Sra. Maria João Avillez não possui carteira profissional de jornalista desde 2008.
Curiosidades...
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Coloco aqui, neste tópico, porque me parece ser o mais adequado face àquilo que está em causa, o plano do governo para a CS, já não só para a RTP, DAB+, etc., esta reflexão bastante pertinente da investigadora e professora universitária Raquel Varela publicada na sua página pessoal na rede social facebook à poucos minutos, na qual ela levanta questões bastante relevantes face àquilo que foi exposto pelo Governo...
"Montenegro anunciou a descapitalização da RTP, e o financiamento aos media privados. Agora a comunicação será empresarial, mas paga por nós, o sonho do PSD. Além dos profissionais dos jornais e televisões privados serem dependentes da empresa privada, serão pagos pelo Estado para trabalhar nessa empresa privada...
Não há qualquer forma de chamar jornalismo a isto. Jornalismo por definição é esfera pública. Assim nasceu. Pode chamar-se comunicação da empresa tal, do Partido tal, do governo x.
Jornalismo não pode, porque o jornalismo nasce como projecto iluminista - ousar saber - contra o Poder, em defesa do público (não em defesa do Estado, nem do mercado, em defesa do bem comum, público, essa é a sua origem e sentido de existência). Estado e público não são o mesmo.
Não há nenhum défice democrático que tal medida do PSD possa colmatar. Há um défice financeiro de jornais, cheios de dívidas, que nós, o nosso salário, é chamado a pagar de forma ignóbil nesta proposta do PSD (apoiada por outros partidos?!)
Esta medida significa um gasto público e menos democracia, menos saber. Mais subvenções privadas. E ainda mais pressão sobre os seus profissionais. Ler e reler as obras da jornalista Sylvia Moretzsohn da Uni do Minho, sobre isto. Pagaremos agora, todos nós, jornais que são projectos políticos, privados, como todos os jornais, lembra Moretzsohn, nenhum é isento, tal coisa não existe.
O Correio da Manhã e a Sábado e o Observador apoiam o CDS, a IL e o Chega, o Expresso o PSD, o Público oscila entre o PS e o PSD e por aí fora. Todos os órgãos de comunicação contém em si um projecto politico, é legítimo, projecto que defende o seu interesse particular (parte, partido) na sociedade. Têm uma linha editorial que não é nem nunca foi a defesa do bem púbico, comum. São escolhas, não podem fazer-nos pagar isso.
Os impostos são para o bem comum. Não podemos aceitar financiar jornais privados, que são sistematicamente usados para defender interesses de empresas e partidos contra os funcionários públicos, o SNS, a educação pública, o trabalho com direitos, a paz. Quem quer ter projectos privados paga do seu bolso.
Para quem não ouviu o discurso, obsceno para a democracia, atestado de infantilidade a todos nós, Montenegro disse - cito- que “todos os órgãos de comunicação fazem serviço público”, que devem ser protegidos da “selvajaria” do mercado e “que as redes sociais são inimigas da democracia”".
Um dos dias mais negros de Montenegro.
Se não arrepiar caminho, começa aqui a sua queda.
À hora a que escrevo está na tv do DDT a ter um desempenho medíocre com a tia Avillez cada vez mais incontinente verbal...
Curiosidades...
Acabei de ouvir no noticiário das 23h da Antena 1 que a Sra. Maria João Avillez não possui carteira profissional de jornalista desde 2008.
Curiosidades...
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Caríssimo Bigode, não percebi o emoji, importa-se de mo decifrar?
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Coloco aqui, neste tópico, porque me parece ser o mais adequado face àquilo que está em causa, o plano do governo para a CS, já não só para a RTP, DAB+, etc., esta reflexão bastante pertinente da investigadora e professora universitária Raquel Varela publicada na sua página pessoal na rede social facebook à poucos minutos, na qual ela levanta questões bastante relevantes face àquilo que foi exposto pelo Governo...
"Montenegro anunciou a descapitalização da RTP, e o financiamento aos media privados. Agora a comunicação será empresarial, mas paga por nós, o sonho do PSD. Além dos profissionais dos jornais e televisões privados serem dependentes da empresa privada, serão pagos pelo Estado para trabalhar nessa empresa privada...
Não há qualquer forma de chamar jornalismo a isto. Jornalismo por definição é esfera pública. Assim nasceu. Pode chamar-se comunicação da empresa tal, do Partido tal, do governo x.
Jornalismo não pode, porque o jornalismo nasce como projecto iluminista - ousar saber - contra o Poder, em defesa do público (não em defesa do Estado, nem do mercado, em defesa do bem comum, público, essa é a sua origem e sentido de existência). Estado e público não são o mesmo.
Não há nenhum défice democrático que tal medida do PSD possa colmatar. Há um défice financeiro de jornais, cheios de dívidas, que nós, o nosso salário, é chamado a pagar de forma ignóbil nesta proposta do PSD (apoiada por outros partidos?!)
Esta medida significa um gasto público e menos democracia, menos saber. Mais subvenções privadas. E ainda mais pressão sobre os seus profissionais. Ler e reler as obras da jornalista Sylvia Moretzsohn da Uni do Minho, sobre isto. Pagaremos agora, todos nós, jornais que são projectos políticos, privados, como todos os jornais, lembra Moretzsohn, nenhum é isento, tal coisa não existe.
O Correio da Manhã e a Sábado e o Observador apoiam o CDS, a IL e o Chega, o Expresso o PSD, o Público oscila entre o PS e o PSD e por aí fora. Todos os órgãos de comunicação contém em si um projecto politico, é legítimo, projecto que defende o seu interesse particular (parte, partido) na sociedade. Têm uma linha editorial que não é nem nunca foi a defesa do bem púbico, comum. São escolhas, não podem fazer-nos pagar isso.
Os impostos são para o bem comum. Não podemos aceitar financiar jornais privados, que são sistematicamente usados para defender interesses de empresas e partidos contra os funcionários públicos, o SNS, a educação pública, o trabalho com direitos, a paz. Quem quer ter projectos privados paga do seu bolso.
Para quem não ouviu o discurso, obsceno para a democracia, atestado de infantilidade a todos nós, Montenegro disse - cito- que “todos os órgãos de comunicação fazem serviço público”, que devem ser protegidos da “selvajaria” do mercado e “que as redes sociais são inimigas da democracia”".
Um dos dias mais negros de Montenegro.
Se não arrepiar caminho, começa aqui a sua queda.
À hora a que escrevo está na tv do DDT a ter um desempenho medíocre com a tia Avillez cada vez mais incontinente verbal...
Curiosidades...
Acabei de ouvir no noticiário das 23h da Antena 1 que a Sra. Maria João Avillez não possui carteira profissional de jornalista desde 2008.
Curiosidades...
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Caríssimo Bigode, não percebi o emoji, importa-se de mo decifrar?
Não é nada referente às suas opiniões ou ao Radiofilo em particular, mas àquilo que o senhor relatou.
Escutar a Dr.ª Avillez na Antena 1 não me deixa propriamente feliz.
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Ela não falou na Antena 1, apenas se referiram ao facto de ela, de momento, não possuir carteira profissional e, devido a tal, segundo a Comissão da Carteira Profissional referiu, irá averiguar a situação da Sra. e salientou que, a confirmar-se, poderá estar a cometer um crime de usurpação de funções, segundo foi dito.
Ou seja, ninguém está a dizer que a pessoa em questão não tem formação em jornalismo, simplesmente, neste momento em termos legais e formais, não pode exercer a profissão, pois, alegadamente, suspendeu a sua carteira profissional em 2008.
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A SIC paga bem uma multa que vai para os 7500€ no máximo.
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Este foi o melhor plano dos últimos anos feito por um governo!
-
Este foi o melhor plano dos últimos anos feito por um governo!
Melhor para quem?
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Este foi o melhor plano dos últimos anos feito por um governo!
Melhor para quem?
Para os média
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Este foi o melhor plano dos últimos anos feito por um governo!
Melhor para quem?
Para os média
Até o Alberto Gonçalves malha nas declarações de ontem de Montenegro e levanta suspeitas...
https://observador.pt/programas/ideias-feitas/
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Este foi o melhor plano dos últimos anos feito por um governo!
Melhor para quem?
Para os média
De facto, o senhor desdém da RTP mas ela, pelos vistos, incomoda muito a comunicação social privada.
Como aqui disse, sou de esquerda, mas sobretudo, sou democrata. E uma democracia nos média só é plena com um serviço público robusto e sem o Estado se meter no financiamento (salvo algumas excepções) e nas linhas editoriais dos média privados, à excepção da fundamental regulação de alguns conteúdos, como por exemplo, a transmissão de cadáveres em horário diurno.
Este foi o melhor plano dos últimos anos feito por um governo!
Melhor para quem?
Para os média
Até o Alberto Gonçalves malha nas declarações de ontem de Montenegro e levanta suspeitas...
https://observador.pt/programas/ideias-feitas/
Impoluta figura.
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Este foi o melhor plano dos últimos anos feito por um governo!
Melhor para quem?
Para os média
De facto, o senhor desdém da RTP mas ela, pelos vistos, incomoda muito a comunicação social privada.
Como aqui disse, sou de esquerda, mas sobretudo, sou democrata. E uma democracia nos média só é plena com um serviço público robusto e sem o Estado se meter no financiamento (salvo algumas excepções) e nas linhas editoriais dos média privados, à excepção da fundamental regulação de alguns conteúdos, como por exemplo, a transmissão de cadáveres em horário diurno.
Este foi o melhor plano dos últimos anos feito por um governo!
Melhor para quem?
Para os média
Até o Alberto Gonçalves malha nas declarações de ontem de Montenegro e levanta suspeitas...
https://observador.pt/programas/ideias-feitas/
Impoluta figura.
Ontem foi o início do fim de Montenegro, ao apresentar tiques de figuras sinistras como Sócrates e Augusto Santos Silva.
Uma tragédia!
Outra tragédia é ver do outro lado Pedro Nuno Santos.
O que levou Montenegro a ficar capturado pela máfia espúria dos interesses mediáticos?
Impuseram-lhe isto e o pregador semanal fafense Mendes como candidato a Belém?
Tudo indica que sim!
Como escrevi aqui há uns meses Montenegro nunca devia ceder à máfia espúria do sistema mediático, atirando-se à RTP como animal ferido para esconder a sua debilidade profunda temendo esse sistema mediático privado.
Se cedesse seria o princípio do fim da sua estadia na política...
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O Alberto Gonçalves, para mim, está sempre em personagem. Sinceramente, acho mesmo. Quando há um assunto mais sério, tende a conseguir ter "o bom senso suficiente". Tem o seu quê de pessoa sem regras? Tem.
A Antena 1 e a RTP TV, doravante, vão começar a andar em cima de tudo o que puderem. O Montenegro arranjou ali um inimigo, acabou qualquer simpatia que possa vir a ter dali. Até para ele é mau.
De resto, andar a financiar jornalistas jovens para ganharem 1100€, é de rir. Como é de rir ouvir o Herdeiro a referir que a SIC vai ganhar essa publicidade. Borlas para os grandes players, e nós que paguemos.
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Este foi o melhor plano dos últimos anos feito por um governo!
Melhor para quem?
Para os média
Até o Alberto Gonçalves malha nas declarações de ontem de Montenegro e levanta suspeitas...
https://observador.pt/programas/ideias-feitas/
Das raras vezes em que concordo com este "excêntrico" - para dizer o mínimo. Lá teria de acontecer, mais dia menos dia.
O Alberto Gonçalves, para mim, está sempre em personagem. Sinceramente, acho mesmo. Quando há um assunto mais sério, tende a conseguir ter "o bom senso suficiente". Tem o seu quê de pessoa sem regras? Tem.
A Antena 1 e a RTP TV, doravante, vão começar a andar em cima de tudo o que puderem. O Montenegro arranjou ali um inimigo, acabou qualquer simpatia que possa vir a ter dali. Até para ele é mau.
De resto, andar a financiar jornalistas jovens para ganharem 1100€, é de rir. Como é de rir ouvir o Herdeiro a referir que a SIC vai ganhar essa publicidade. Borlas para os grandes players, e nós que paguemos.
O Balsemão Jr., como bom herdeiro que é, não prima pela inteligência: não tenho dúvidas que a publicidade que a RTP vai perder irá para outros meios que não a televisão. Se uns 20% do bolo da RTP forem parar à TVI, SIC ou mesmo o cabo será um um pequeno milagre. Até o tipo da Média Capital teve mais noção na reação que teve.
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A publicidade da RTP, se virem bem, é muitíssimo mais segmentada que a da concorrência toda em bloco. O destino disto deve ser +- este:
- durante o dia: perdem publicidade para... a CMTV, ou para o nada.
- horário nobre: devido à segmentação e a serem coisas mais elevadas, devem perder publicidade em maioria não para a SIC nem para a TVI, mas para... os canais de cabo.
E depois dentro disto, uma quota-parte boa ainda, talvez 30/40%, vá para o digital. Do qual só umas pinguinhas vão para os incumbentes.
Balsemão Jr. não tem grande juízo.
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A publicidade da RTP, se virem bem, é muitíssimo mais segmentada que a da concorrência toda em bloco. O destino disto deve ser +- este:
- durante o dia: perdem publicidade para... a CMTV, ou para o nada.
- horário nobre: devido à segmentação e a serem coisas mais elevadas, devem perder publicidade em maioria não para a SIC nem para a TVI, mas para... os canais de cabo.
E depois dentro disto, uma quota-parte boa ainda, talvez 30/40%, vá para o digital. Do qual só umas pinguinhas vão para os incumbentes.
Balsemão Jr. não tem grande juízo.
Este fantástico programa, será que sai da RTP? Ou vai ser uma exceção?
https://www.youtube.com/watch?v=5wY6hp-Y2C8
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A publicidade da RTP, se virem bem, é muitíssimo mais segmentada que a da concorrência toda em bloco. O destino disto deve ser +- este:
- durante o dia: perdem publicidade para... a CMTV, ou para o nada.
- horário nobre: devido à segmentação e a serem coisas mais elevadas, devem perder publicidade em maioria não para a SIC nem para a TVI, mas para... os canais de cabo.
E depois dentro disto, uma quota-parte boa ainda, talvez 30/40%, vá para o digital. Do qual só umas pinguinhas vão para os incumbentes.
Balsemão Jr. não tem grande juízo.
Eu vejo isso de uma outra forma. A quebra de receitas publicitárias pode ser um pequeno espartilho para as contas do grupo RTP.
Juntando ao facto de um político (volto a dizer, um político) com responsabilidades governamentais tecer juízos de valor em relação ao programa mais visto do canal público, o objectivo está traçado.
Descapitalizar as empresas do Estado (não é só a RTP) em prol de uma futura privatização aos mesmos de sempre.
Mas lá está, isto é uma mera questão política.
Até não me importaria de ver um canal de TV e outro de rádio nas mãos do privado, desde que garantam as obrigações dr serviço público.
Contudo, neste país, ou essas obrigações não serão cumpridas, ou são mediante compensações financeiras... pagas com o nosso dinheiro.
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A publicidade da RTP, se virem bem, é muitíssimo mais segmentada que a da concorrência toda em bloco. O destino disto deve ser +- este:
- durante o dia: perdem publicidade para... a CMTV, ou para o nada.
- horário nobre: devido à segmentação e a serem coisas mais elevadas, devem perder publicidade em maioria não para a SIC nem para a TVI, mas para... os canais de cabo.
E depois dentro disto, uma quota-parte boa ainda, talvez 30/40%, vá para o digital. Do qual só umas pinguinhas vão para os incumbentes.
Balsemão Jr. não tem grande juízo.
Eu vejo isso de uma outra forma. A quebra de receitas publicitárias pode ser um pequeno espartilho para as contas do grupo RTP.
Juntando ao facto de um político (volto a dizer, um político) com responsabilidades governamentais tecer juízos de valor em relação ao programa mais visto do canal público, o objectivo está traçado.
Descapitalizar as empresas do Estado (não é só a RTP) em prol de uma futura privatização aos mesmos de sempre.
Mas lá está, isto é uma mera questão política.
Até não me importaria de ver um canal de TV e outro de rádio nas mãos do privado, desde que garantam as obrigações dr serviço público.
Contudo, neste país, ou essas obrigações não serão cumpridas, ou são mediante compensações financeiras... pagas com o nosso dinheiro.
Tal como na minha área profissional, a ferrovia, o ministro Pinto Luz veio dizer em público, recentemente e não sem alguma polémica, que a CP não podia encomendar/comprar tantos comboios para a alta velocidade porque, coitadinhos dos privados, têm que ser "protegidos".
Idem para a questão do passe verde ferroviário mensal de €20. É uma medida muito popular, terá os seus méritos no que toca ao incentivo à utilização dos transporte públicos, nomeadamente o ferroviário. Mas, significará um enorme rombo financeiro nos já depauperados cofres da CP e com as consequentes compensações financeiras já anunciadas pelo Governo, para além da possível enorme pressão que provocará na utilização dos comboios, quando é deveras sabido que a frota é velha, em muitos casos presa por arames e não estica enquanto não chegarem composições novas, que, atendendo aos imbróglios jurídicos em curso na sequência de contestações judiciais de concorrente perdedores nos concursos públicos para aquisição de material já efectuados, demorarão a chegar.
Ou seja, descapitalização crescente de empresas públicas (RTP, CP, etc., etc.).
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A publicidade da RTP, se virem bem, é muitíssimo mais segmentada que a da concorrência toda em bloco. O destino disto deve ser +- este:
- durante o dia: perdem publicidade para... a CMTV, ou para o nada.
- horário nobre: devido à segmentação e a serem coisas mais elevadas, devem perder publicidade em maioria não para a SIC nem para a TVI, mas para... os canais de cabo.
E depois dentro disto, uma quota-parte boa ainda, talvez 30/40%, vá para o digital. Do qual só umas pinguinhas vão para os incumbentes.
Balsemão Jr. não tem grande juízo.
Eu vejo isso de uma outra forma. A quebra de receitas publicitárias pode ser um pequeno espartilho para as contas do grupo RTP.
Juntando ao facto de um político (volto a dizer, um político) com responsabilidades governamentais tecer juízos de valor em relação ao programa mais visto do canal público, o objectivo está traçado.
Descapitalizar as empresas do Estado (não é só a RTP) em prol de uma futura privatização aos mesmos de sempre.
Mas lá está, isto é uma mera questão política.
Até não me importaria de ver um canal de TV e outro de rádio nas mãos do privado, desde que garantam as obrigações dr serviço público.
Contudo, neste país, ou essas obrigações não serão cumpridas, ou são mediante compensações financeiras... pagas com o nosso dinheiro.
Tal como na minha área profissional, a ferrovia, o ministro Pinto Luz veio dizer em público, recentemente e não sem alguma polémica, que a CP não podia encomendar/comprar tantos comboios para a alta velocidade porque, coitadinhos dos privados, têm que ser "protegidos".
Idem para a questão do passe verde ferroviário mensal de €20. É uma medida muito popular, terá os seus méritos no que toca ao incentivo à utilização dos transporte públicos, nomeadamente o ferroviário. Mas, significará um enorme rombo financeiro nos já depauperados cofres da CP e com as consequentes compensações financeiras já anunciadas pelo Governo, para além da possível enorme pressão que provocará na utilização dos comboios, quando é deveras sabido que a frota é velha, em muitos casos presa por arames e não estica enquanto não chegarem composições novas, que, atendendo aos imbróglios jurídicos em curso na sequência de contestações judiciais de concorrente perdedores nos concursos públicos para aquisição de material já efectuados, demorarão a chegar.
Ou seja, descapitalização crescente de empresas públicas (RTP, CP, etc., etc.).
Caro Radiofilo,
Não mencionando o exemplo da CP, era a empresa que tinha no meu pensamento.
Haveria muito a dizer sobre o que escreveu, mas fica para outros fóruns dedicados à ferrovia, uma das minhas grandes paixões.
Saudações ferroviárias! :D
PS: Desculpem o off-tipic.
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A publicidade da RTP, se virem bem, é muitíssimo mais segmentada que a da concorrência toda em bloco. O destino disto deve ser +- este:
- durante o dia: perdem publicidade para... a CMTV, ou para o nada.
- horário nobre: devido à segmentação e a serem coisas mais elevadas, devem perder publicidade em maioria não para a SIC nem para a TVI, mas para... os canais de cabo.
E depois dentro disto, uma quota-parte boa ainda, talvez 30/40%, vá para o digital. Do qual só umas pinguinhas vão para os incumbentes.
Balsemão Jr. não tem grande juízo.
Eu vejo isso de uma outra forma. A quebra de receitas publicitárias pode ser um pequeno espartilho para as contas do grupo RTP.
Juntando ao facto de um político (volto a dizer, um político) com responsabilidades governamentais tecer juízos de valor em relação ao programa mais visto do canal público, o objectivo está traçado.
Descapitalizar as empresas do Estado (não é só a RTP) em prol de uma futura privatização aos mesmos de sempre.
Mas lá está, isto é uma mera questão política.
Até não me importaria de ver um canal de TV e outro de rádio nas mãos do privado, desde que garantam as obrigações dr serviço público.
Contudo, neste país, ou essas obrigações não serão cumpridas, ou são mediante compensações financeiras... pagas com o nosso dinheiro.
Tal como na minha área profissional, a ferrovia, o ministro Pinto Luz veio dizer em público, recentemente e não sem alguma polémica, que a CP não podia encomendar/comprar tantos comboios para a alta velocidade porque, coitadinhos dos privados, têm que ser "protegidos".
Idem para a questão do passe verde ferroviário mensal de €20. É uma medida muito popular, terá os seus méritos no que toca ao incentivo à utilização dos transporte públicos, nomeadamente o ferroviário. Mas, significará um enorme rombo financeiro nos já depauperados cofres da CP e com as consequentes compensações financeiras já anunciadas pelo Governo, para além da possível enorme pressão que provocará na utilização dos comboios, quando é deveras sabido que a frota é velha, em muitos casos presa por arames e não estica enquanto não chegarem composições novas, que, atendendo aos imbróglios jurídicos em curso na sequência de contestações judiciais de concorrente perdedores nos concursos públicos para aquisição de material já efectuados, demorarão a chegar.
Ou seja, descapitalização crescente de empresas públicas (RTP, CP, etc., etc.).
Caro Radiofilo,
Não mencionando o exemplo da CP, era a empresa que tinha no meu pensamento.
Haveria muito a dizer sobre o que escreveu, mas fica para outros fóruns dedicados à ferrovia, uma das minhas grandes paixões.
Saudações ferroviárias! :D
PS: Desculpem o off-tipic.
Caro Bigode,
Vivam os comboios!
Saudações ferroviárias! :)
-
Os imbecis ou a Máfia dos interesses do sistema mediático espero que fiquem esclarecidos
https://www.dn.pt/4570887194/anunciantes-contra-fim-da-publicidade-na-rtp-alertam-para-saturacao-do-mercado/amp/
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Os imbecis ou a Máfia dos interesses do sistema mediático espero que fiquem esclarecidos
https://www.dn.pt/4570887194/anunciantes-contra-fim-da-publicidade-na-rtp-alertam-para-saturacao-do-mercado/amp/
Sistema mediático privado!!!!
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Caro Radiofilo,
Não mencionando o exemplo da CP, era a empresa que tinha no meu pensamento.
Haveria muito a dizer sobre o que escreveu, mas fica para outros fóruns dedicados à ferrovia, uma das minhas grandes paixões.
Saudações ferroviárias! :D
PS: Desculpem o off-tipic.
Andamos todos a escrever no fórum da CP? ;D ;D
Ando a tentar montar um projeto, que já vou conseguir apresentar brevemente a pessoas que têm algum poder decisório neste país, em que no mesmo vou cruzar as ondas e os carris. Aparentemente, o mercado da rádio e o do TP são muito diferentes, mas têm mais em comum do que o que se possa pensar, nomeadamente, uma legislação obsoleta, e um Estado que está onde não devia e não está tão forte quanto devia onde deve e tem de dizer "presente". Aparte de que ambos têm graves problemas de infraestruturas.
Tanto a CP como a RTP ficaram descapitalizadas, nos próximos anos, em provavelmente, um valor em torno dos 20M€, que vamos, todos nós, acabar a pagar de uma forma ou de outra, e não antevejo que seja a termos melhores serviços. O desastre dos IC's, particularmente na Linha do Norte, será visível mais rapidamente, até porque a RTP perde a publicidade de forma mais gradual, mas foram duas más medidas deste Executivo, quando, num caso e noutro, era preferível gastar essa verba em reforço de infraestruturas.
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Caro Radiofilo,
Não mencionando o exemplo da CP, era a empresa que tinha no meu pensamento.
Haveria muito a dizer sobre o que escreveu, mas fica para outros fóruns dedicados à ferrovia, uma das minhas grandes paixões.
Saudações ferroviárias! :D
PS: Desculpem o off-tipic.
Andamos todos a escrever no fórum da CP? ;D ;D
Ando a tentar montar um projeto, que já vou conseguir apresentar brevemente a pessoas que têm algum poder decisório neste país, em que no mesmo vou cruzar as ondas e os carris. Aparentemente, o mercado da rádio e o do TP são muito diferentes, mas têm mais em comum do que o que se possa pensar, nomeadamente, uma legislação obsoleta, e um Estado que está onde não devia e não está tão forte quanto devia onde deve e tem de dizer "presente". Aparte de que ambos têm graves problemas de infraestruturas.
Tanto a CP como a RTP ficaram descapitalizadas, nos próximos anos, em provavelmente, um valor em torno dos 20M€, que vamos, todos nós, acabar a pagar de uma forma ou de outra, e não antevejo que seja a termos melhores serviços. O desastre dos IC's, particularmente na Linha do Norte, será visível mais rapidamente, até porque a RTP perde a publicidade de forma mais gradual, mas foram duas más medidas deste Executivo, quando, num caso e noutro, era preferível gastar essa verba em reforço de infraestruturas.
Caro pdnf, desde já, saudações ferroviárias! :)
Força com esse projecto!
E olhe que a IP, empresa pública responsável pelas infraestruturas, não só, ferroviárias como rodoviárias, é a desgraça que se conhece... Atrasos constantes nas obras em curso (Beira Alta - um autêntico escândalo, Oeste - que conheço particularmente bem, Linha do Norte - com atrasos nas circulações constantes e diários, etc), obras mal planeadas, enfim, a lista é grande...
Temos que descobrir um fórum sobre ferrovia para batermos umas bolas por lá! ;)
-
Caro Radiofilo,
Não mencionando o exemplo da CP, era a empresa que tinha no meu pensamento.
Haveria muito a dizer sobre o que escreveu, mas fica para outros fóruns dedicados à ferrovia, uma das minhas grandes paixões.
Saudações ferroviárias! :D
PS: Desculpem o off-tipic.
Andamos todos a escrever no fórum da CP? ;D ;D
Ando a tentar montar um projeto, que já vou conseguir apresentar brevemente a pessoas que têm algum poder decisório neste país, em que no mesmo vou cruzar as ondas e os carris. Aparentemente, o mercado da rádio e o do TP são muito diferentes, mas têm mais em comum do que o que se possa pensar, nomeadamente, uma legislação obsoleta, e um Estado que está onde não devia e não está tão forte quanto devia onde deve e tem de dizer "presente". Aparte de que ambos têm graves problemas de infraestruturas.
Tanto a CP como a RTP ficaram descapitalizadas, nos próximos anos, em provavelmente, um valor em torno dos 20M€, que vamos, todos nós, acabar a pagar de uma forma ou de outra, e não antevejo que seja a termos melhores serviços. O desastre dos IC's, particularmente na Linha do Norte, será visível mais rapidamente, até porque a RTP perde a publicidade de forma mais gradual, mas foram duas más medidas deste Executivo, quando, num caso e noutro, era preferível gastar essa verba em reforço de infraestruturas.
Caro pdnf, desde já, saudações ferroviárias! :)
Força com esse projecto!
E olhe que a IP, empresa pública responsável pelas infraestruturas, não só, ferroviárias como rodoviárias, é a desgraça que se conhece... Atrasos constantes nas obras em curso (Beira Alta - um autêntico escândalo, Oeste - que conheço particularmente bem, Linha do Norte - com atrasos nas circulações constantes e diários, etc), obras mal planeadas, enfim, a lista é grande...
Temos que descobrir um fórum sobre ferrovia para batermos umas bolas por lá! ;)
Boa sorte para o projecto, pá!
Reforçando a ideia do Radiofilo e tentando fintar as questões políticas, a Infraestruturas de Portugal é uma espécie de Estado dentro do Estado e que é um mau exemplo para o país.
Resumidamente, em 1997, por directiva europeia, o mercado ferroviário que era monopolizado pela CP foi alterado, uma lógica de abertura aos privados. Retalhou-se a companhia em 3: CP (serviços ferroviários de passageiros e carga, bem como toda a operação que ela acarreta), REFER (as infra-estruturas) e a EMEF (os grupos oficinais).
Escusado será dizer que, mesmo tendo o mercado liberalizado nos seus países, a alemã DB e a francesa SNCF continuam a dominar todo o sector ferroviário, contornando as directivas europeias. Eles podem!
Em 1999 (PM Guterres), o primeiro e único operador externo de passageiros, sem contarmos com as parcerias com a RENFE em serviços como o Celta e os saudosos Lusitânia e Sud-expresso, foi a Fertagus, pertencente ao Grupo Barraqueiro (que tinha como accionista poderoso a extinta holandesa Arriva que era detida pela estatal alemã DB), operando na recém-criada Linha do Sul com 18 automotoras 3500's que são da frota da CP... e, subsequentemente, o contribuinte português pagou o material circulante para os privados operarem com um Contrato de Serviço Público bem abonatório à Fertagus, não esquecendo outras condicionantes ao acaso.
A própria CP também foi, mais tarde, retalhada em várias «sub-empresas», tendo esse processo revertido com a alienação da EMEF já no tempo do ministro PNS e do Eng. Moreira.
Até lá, em 2009, depois do Estado ter comprado 25 locomotivas à Siemens para a CP Carga, esta foi privatizada à MSC alegadamente abaixo do valor das 25 locomotivas 4700 da Siemens, ficando ainda o operador privado com todo o material circulante que estava afecto à CP Carga.
Em 2015 (PM PPC, secretários de estado Sérgio Monteiro e um tal de Miguel Pinto Luz, Miguel Ramalho como presidente), juntaram a REFER, E.P.E. com a falida Estradas de Portugal, S.A. para se criar a IP, S.A.. A experiência conhecida na Europa de uma empresa que junte ferrovia com as estradas foi na Suécia, a qual foi revertida, não sendo um particular sucesso.
O transporte ferroviário, desde dos anos 80 que sempre foi um parente pobre em Portugal face à rodovia, com o encerramento de inúmeras vias que serviam regiões periféricas e que deixaram de ter transportes viáveis que os levassem aos centros urbanos mais próximos.
Nos dias de hoje, quando estamos a poucos anos da UE proibir os vôos regionais a pequenas distâncias, haver uma empresa que gere as estradas (que tem direito a poucos fundos europeus) com ferrovia (alegadamente, subsidiada pela Europa) é mau sinal. Além de que, de parte a parte, há gente que não tem o conhecimento do sector vizinho e que foi transferida para tal.
Para rematar com o novo PNF, a CP é uma empresa que tem má imagem no público português. Às vezes por culpa própria, tendo alguns vícios que deveriam ser limados. Mas neste país há a ideia de que uma E.P..E. não deve gerar lucros. Deve sim! Eu concordo com o PNF para os serviços Regional e Interregional (não estava anteriormente contemplado), mas nunca para o IC. Os serviços comerciais da CP devem dar lucro que ajude a suprir os prejuízos causados pelos serviços efectuados em regiões onde a densidade populacional é baixa. Ora este passe, tal como na RTP, será uma machada nas contas da empresa.
Aliás, existe a ideia que a CP é uma casa mal gerida. Nada disso! A CP neste momento dá lucro e não foi graças a uma injecção de dinheiro, estilo TAP. A CP não recebia indemnizações do Estado através do Contrato de Serviço Público desde 2002 (PM Durão Barroso). A UE é que obrigou o Estado a cumprir com a CP, como tão bem cumpre com a rodovia (concessionárias de AE, Grupo Barraqueiro, etc.).
Por fim, concordo contigo. O Estado mete-se onde não deve e não se mete onde deveria se meter!
Na minha concepção, tudo o que são infra-estruturas vitais deveriam ser do Estado (ANA, REN, E-Redes, as infra-estruturas e imóveis que estão na Altice, IP, etc.).
Não é uma questão de Esquerda ou Direita. Há países liberais na economia onde isso acontece. É sim, uma questão de soberania! Neste momento, por exemplo, a questão do novo aeroporto de Lisboa está condicionada pelos apetites da Vinci, tal como as fundamentais obras de ampliação da pista na Portela. Aquele aeroporto foi transformado num centro comercial e foi considerado há pouco como o pior do mundo!
Além disso, vivemos no país do respeitinho, onde há a tendência de financiar alguns privados privilegiados com a desgraça dos serviços públicos.
Eu sou a favor do sector privado e da concorrência, desde que não seja à custa dos contribuintes e que o serviço público seja garantido.
Onde é que o Estado não se deveria meter? Em empresas que não são estratégicas como a EFACEC, a Companhia das Lezírias, ou a pagar indemnizações a quem não tem consciência que, em pleno século XXI, não se pode ter um negócio/produção e, diria mesmo, casa no meio do mato sem estarem segurados.
PS: Mais uma vez, peço desculpa pelo off-topic, assumindo as responsabilidades desta publicação extra-rádio.
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Caro Radiofilo,
Não mencionando o exemplo da CP, era a empresa que tinha no meu pensamento.
Haveria muito a dizer sobre o que escreveu, mas fica para outros fóruns dedicados à ferrovia, uma das minhas grandes paixões.
Saudações ferroviárias! :D
PS: Desculpem o off-tipic.
Andamos todos a escrever no fórum da CP? ;D ;D
Ando a tentar montar um projeto, que já vou conseguir apresentar brevemente a pessoas que têm algum poder decisório neste país, em que no mesmo vou cruzar as ondas e os carris. Aparentemente, o mercado da rádio e o do TP são muito diferentes, mas têm mais em comum do que o que se possa pensar, nomeadamente, uma legislação obsoleta, e um Estado que está onde não devia e não está tão forte quanto devia onde deve e tem de dizer "presente". Aparte de que ambos têm graves problemas de infraestruturas.
Tanto a CP como a RTP ficaram descapitalizadas, nos próximos anos, em provavelmente, um valor em torno dos 20M€, que vamos, todos nós, acabar a pagar de uma forma ou de outra, e não antevejo que seja a termos melhores serviços. O desastre dos IC's, particularmente na Linha do Norte, será visível mais rapidamente, até porque a RTP perde a publicidade de forma mais gradual, mas foram duas más medidas deste Executivo, quando, num caso e noutro, era preferível gastar essa verba em reforço de infraestruturas.
Caro pdnf, desde já, saudações ferroviárias! :)
Força com esse projecto!
E olhe que a IP, empresa pública responsável pelas infraestruturas, não só, ferroviárias como rodoviárias, é a desgraça que se conhece... Atrasos constantes nas obras em curso (Beira Alta - um autêntico escândalo, Oeste - que conheço particularmente bem, Linha do Norte - com atrasos nas circulações constantes e diários, etc), obras mal planeadas, enfim, a lista é grande...
Temos que descobrir um fórum sobre ferrovia para batermos umas bolas por lá! ;)
Boa sorte para o projecto, pá!
Reforçando a ideia do Radiofilo e tentando fintar as questões políticas, a Infraestruturas de Portugal é uma espécie de Estado dentro do Estado e que é um mau exemplo para o país.
Resumidamente, em 1997, por directiva europeia, o mercado ferroviário que era monopolizado pela CP foi alterado, uma lógica de abertura aos privados. Retalhou-se a companhia em 3: CP (serviços ferroviários de passageiros e carga, bem como toda a operação que ela acarreta), REFER (as infra-estruturas) e a EMEF (os grupos oficinais).
Escusado será dizer que, mesmo tendo o mercado liberalizado nos seus países, a alemã DB e a francesa SNCF continuam a dominar todo o sector ferroviário, contornando as directivas europeias. Eles podem!
Em 1999 (PM Guterres), o primeiro e único operador externo de passageiros, sem contarmos com as parcerias com a RENFE em serviços como o Celta e os saudosos Lusitânia e Sud-expresso, foi a Fertagus, pertencente ao Grupo Barraqueiro (que tinha como accionista poderoso a extinta holandesa Arriva que era detida pela estatal alemã DB), operando na recém-criada Linha do Sul com 18 automotoras 3500's que são da frota da CP... e, subsequentemente, o contribuinte português pagou o material circulante para os privados operarem com um Contrato de Serviço Público bem abonatório à Fertagus, não esquecendo outras condicionantes ao acaso.
A própria CP também foi, mais tarde, retalhada em várias «sub-empresas», tendo esse processo revertido com a alienação da EMEF já no tempo do ministro PNS e do Eng. Moreira.
Até lá, em 2009, depois do Estado ter comprado 25 locomotivas à Siemens para a CP Carga, esta foi privatizada à MSC alegadamente abaixo do valor das 25 locomotivas 4700 da Siemens, ficando ainda o operador privado com todo o material circulante que estava afecto à CP Carga.
Em 2015 (PM PPC, secretários de estado Sérgio Monteiro e um tal de Miguel Pinto Luz, Miguel Ramalho como presidente), juntaram a REFER, E.P.E. com a falida Estradas de Portugal, S.A. para se criar a IP, S.A.. A experiência conhecida na Europa de uma empresa que junte ferrovia com as estradas foi na Suécia, a qual foi revertida, não sendo um particular sucesso.
O transporte ferroviário, desde dos anos 80 que sempre foi um parente pobre em Portugal face à rodovia, com o encerramento de inúmeras vias que serviam regiões periféricas e que deixaram de ter transportes viáveis que os levassem aos centros urbanos mais próximos.
Nos dias de hoje, quando estamos a poucos anos da UE proibir os vôos regionais a pequenas distâncias, haver uma empresa que gere as estradas (que tem direito a poucos fundos europeus) com ferrovia (alegadamente, subsidiada pela Europa) é mau sinal. Além de que, de parte a parte, há gente que não tem o conhecimento do sector vizinho e que foi transferida para tal.
Para rematar com o novo PNF, a CP é uma empresa que tem má imagem no público português. Às vezes por culpa própria, tendo alguns vícios que deveriam ser limados. Mas neste país há a ideia de que uma E.P..E. não deve gerar lucros. Deve sim! Eu concordo com o PNF para os serviços Regional e Interregional (não estava anteriormente contemplado), mas nunca para o IC. Os serviços comerciais da CP devem dar lucro que ajude a suprir os prejuízos causados pelos serviços efectuados em regiões onde a densidade populacional é baixa. Ora este passe, tal como na RTP, será uma machada nas contas da empresa.
Aliás, existe a ideia que a CP é uma casa mal gerida. Nada disso! A CP neste momento dá lucro e não foi graças a uma injecção de dinheiro, estilo TAP. A CP não recebia indemnizações do Estado através do Contrato de Serviço Público desde 2002 (PM Durão Barroso). A UE é que obrigou o Estado a cumprir com a CP, como tão bem cumpre com a rodovia (concessionárias de AE, Grupo Barraqueiro, etc.).
Por fim, concordo contigo. O Estado mete-se onde não deve e não se mete onde deveria se meter!
Na minha concepção, tudo o que são infra-estruturas vitais deveriam ser do Estado (ANA, REN, E-Redes, as infra-estruturas e imóveis que estão na Altice, IP, etc.).
Não é uma questão de Esquerda ou Direita. Há países liberais na economia onde isso acontece. É sim, uma questão de soberania! Neste momento, por exemplo, a questão do novo aeroporto de Lisboa está condicionada pelos apetites da Vinci, tal como as fundamentais obras de ampliação da pista na Portela. Aquele aeroporto foi transformado num centro comercial e foi considerado há pouco como o pior do mundo!
Além disso, vivemos no país do respeitinho, onde há a tendência de financiar alguns privados privilegiados com a desgraça dos serviços públicos.
Eu sou a favor do sector privado e da concorrência, desde que não seja à custa dos contribuintes e que o serviço público seja garantido.
Onde é que o Estado não se deveria meter? Em empresas que não são estratégicas como a EFACEC, a Companhia das Lezírias, ou a pagar indemnizações a quem não tem consciência que, em pleno século XXI, não se pode ter um negócio/produção e, diria mesmo, casa no meio do mato sem estarem segurados.
PS: Mais uma vez, peço desculpa pelo off-topic, assumindo as responsabilidades desta publicação extra-rádio.
Excelente análise com a qual, globalmente, concordo!
Temos mesmo que descobrir um fórum ferroviário para discutir estas questões por lá. Haveria pano para mangas. :D
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O Pocinho cid agora na Observador a dizer mentiras no Causa Pública
Traz os exemplos nórdicos, a tve e a BBC, mas depois o Pocinho mete o fucininho nos conteúdos que tornam a rtp irrelevante para mais tarde ser retalhada...
O Pocinho também devia meter o fucininho nos conteúdos desses canais internacionais...
Pocinho
Pocinho
És um salta pocinhas aquilino (Aquilino Ribeiro).
A fechar a sondagem dos leitores e ouvintes do grupo Observador
Contra o fim da publicidade na rtp 59%
A favor 41%
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Não está exatamente dentro do Plano do Governo, mas toca-lhe:
https://eco.sapo.pt/2024/09/23/erc-lanca-consulta-publica-sobre-separacao-entre-jornalismo-e-conteudo-comercial/
Parece-me uma matéria relevante para ser regulada.
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No programa do PS: "Promover, em articulação com o setor, a transição das emissões de rádio e televisão para ambientes digitais, preparando o modelo de migração da radiodifusão para o sistema DAB, reforçando a oferta de serviços disponibilizados através da TDT e garantindo o acesso inclusivo da população a serviços digitais de interesse geral;" .
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Pedro Nuno e Montenegro recusam um debate a dois nas rádios ...
Enfim!
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Não estão a ser muito inteligentes, não. Seria talvez a maior oportunidade de poderem debater sem levarem com a praga das "notas" e dos "especialistas" em comunicação que não teriam grande pretexto para 4 horinhas de comentário...
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Políticos vivem da imagem. A rádio não a dá. Além disso, para eles rádio é para musiquinhas, não é verdade?
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Políticos vivem da imagem. A rádio não a dá. Além disso, para eles rádio é para musiquinhas, não é verdade?
Olha que eles deviam dar-lhe mais atenção, em alguns casos é por lá que durante a campanha, quando andam de um lado para o outro, por vezes sabem as coisas, ainda que alguns automóveis possam ter TV.
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Para que conste nas estatísticas, eu ouvi o debate da rádio hoje. Na minha opinião, o jornalista da Observador foi "muito fraquinho"...
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Para que conste nas estatísticas, eu ouvi o debate da rádio hoje. Na minha opinião, o jornalista da Observador foi "muito fraquinho"...
Do que consegui ouvir deste debate concordo a 100%, mas não sou muito ouvinte da Observador devido ao local onde moro, ainda que claro o possa fazer pela net.
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Para que conste nas estatísticas, eu ouvi o debate da rádio hoje. Na minha opinião, o jornalista da Observador foi "muito fraquinho"...
Do que consegui ouvir deste debate concordo a 100%, mas não sou muito ouvinte da Observador devido ao local onde moro, ainda que claro o possa fazer pela net.
Em termos de política não é aconselhável ouvir a radio observador. Fica se com uma ideia errada da realidade política. Aconselho em termos de política ouvir outra rádio a antena 1 ou a TSF.
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Para que conste nas estatísticas, eu ouvi o debate da rádio hoje. Na minha opinião, o jornalista da Observador foi "muito fraquinho"...
Do que consegui ouvir deste debate concordo a 100%, mas não sou muito ouvinte da Observador devido ao local onde moro, ainda que claro o possa fazer pela net.
Em termos de política não é aconselhável ouvir a radio observador. Fica se com uma ideia errada da realidade política. Aconselho em termos de política ouvir outra rádio a antena 1 ou a TSF.
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A TSF também é inclinada, mas para o lado esquerdo, inversamente à da Rádio Observador.
Para o real equilíbrio o melhor é ouvir a Antena 1.
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Choremos, irmãos:
Ministro dos Assuntos Parlamentares: Carlos Eduardo Almeida de Abreu Amorim
:'( :'(
Se mantiver a tutela da RTP, é péssimo.
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Porquê?
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Porquê?
Penso que defende a privatização da RTP.
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E o Abreu Amorim não tem direito à sua opinião?
Ou é das tais figuras sinistras só porque não tem a opinião que interesssa aos estatistas?
Não o conheço pessoalmente, mas conheço quem o conhece bem. O que me dizem é que e um académico brilhante, homem culto e que adora política.
Tem direito a ter as suas opiniões, como qualquer pessoa.
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E o Abreu Amorim não tem direito à sua opinião?
Ou é das tais figuras sinistras só porque não tem a opinião que interesssa aos estatistas?
Não o conheço pessoalmente, mas conheço quem o conhece bem. O que me dizem é que e um académico brilhante, homem culto e que adora política.
Tem direito a ter as suas opiniões, como qualquer pessoa.
É assim, pode ter a sua opinião claro, mas a opinião tem que ter lógica. Defender uma privatização da RTP quando na televisão os privados estão como estão e é um mercado em rota descendente, e na rádio não está sequer perto de ser o operador dominante e teria 2 canais de rádio reduzidos à irrelevância comercial, não me parece exatamente avisado - nem inteligente.
Já nem sequer entro pelo que a RTP faz de diferente... é que já nem vou por aí. Só as condições de mercado já explicam tudo.
A não ser que se queira fazer da RTP uma RTP rentista, em que é gerida na lógica privada, mas gerida à mesma com a taxa do audiovisual, qual Channel 4 à portuguesa. Mas aí a pergunta tem que ser: qual a massa crítica que existe para isto?
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Porquê?
Penso que defende a privatização da RTP.
O Abreu não tem voto nessa matéria. Esse assunto está completamente encerrado.
O importante é o PSD recuperar Gaia com Luís Filipe Menezes.
Também gostei da boa provocação de colocar no mesmo ministério a cultura, desporto e juventude.
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Atenção, eu nao defendo a privatização da RTP exactamente pelas razões que o Memorias enumera. Tenho mais dúvidas na quantidade de canais de televisão e rádio que a RTP detém...
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Atenção, eu nao defendo a privatização da RTP exactamente pelas razões que o Memorias enumera. Tenho mais dúvidas na quantidade de canais de televisão e rádio que a RTP detém...
Lol...
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Choremos, irmãos:
Ministro dos Assuntos Parlamentares: Carlos Eduardo Almeida de Abreu Amorim
:'( :'(
Se mantiver a tutela da RTP, é péssimo.
Ele já teve a tutela da pasta no último ano.
Penso que nada de extraordinário irá acontecer e pelo menos o DAB+ irá avançar.
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Ele já teve a tutela da pasta no último ano.
Penso que nada de extraordinário irá acontecer e pelo menos o DAB+ irá avançar.
É curioso eu ser votante da área política da AD e achar que há razões para preocupação, e tu, sendo de esquerda, pelo que percebo, dizeres o contrário. Uma coisa é ser Secretário de Estado, outra totalmente diferente é ser Ministro. CAA é Liberal, está no PSD, mas podia perfeitamente estar na IL. Aliás, é autor de um livro sobre...Liberalismo. Além disso, é truculento, cria polémicas com a CS desnecessárias, não acho que vá ter um caminho fácil. Não é segredo que defende a privatização da RTP, com a qual eu, e uma parte do PSD discorda, incluindo o anterior Ministro, Pedro Duarte. Mas, fundamentalmente, fica a sensação que CAA tem uma certa carga de lobista. Não aprecio muito, sinceramente, perfis desse tipo próximos do Governo. Falam muito da Ana Paula Martins, mas penso que é o Elo Mais Fraco deste Governo.
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Choremos, irmãos:
Ministro dos Assuntos Parlamentares: Carlos Eduardo Almeida de Abreu Amorim
:'( :'(
Se mantiver a tutela da RTP, é péssimo.
Ele já teve a tutela da pasta no último ano.
Penso que nada de extraordinário irá acontecer e pelo menos o DAB+ irá avançar.
Oxalá...
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Bom, menos mal que Montenegro percebeu que não poderia ser CAA a ficar com a pasta da Comunicação Social:
https://observador.pt/2025/06/05/leitao-amaro-fica-com-tutela-da-comunicacao-social/
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Ele já teve a tutela da pasta no último ano.
Penso que nada de extraordinário irá acontecer e pelo menos o DAB+ irá avançar.
É curioso eu ser votante da área política da AD e achar que há razões para preocupação, e tu, sendo de esquerda, pelo que percebo, dizeres o contrário. Uma coisa é ser Secretário de Estado, outra totalmente diferente é ser Ministro. CAA é Liberal, está no PSD, mas podia perfeitamente estar na IL. Aliás, é autor de um livro sobre...Liberalismo. Além disso, é truculento, cria polémicas com a CS desnecessárias, não acho que vá ter um caminho fácil. Não é segredo que defende a privatização da RTP, com a qual eu, e uma parte do PSD discorda, incluindo o anterior Ministro, Pedro Duarte. Mas, fundamentalmente, fica a sensação que CAA tem uma certa carga de lobista. Não aprecio muito, sinceramente, perfis desse tipo próximos do Governo. Falam muito da Ana Paula Martins, mas penso que é o Elo Mais Fraco deste Governo.
Baseando-me no espectro político nos costumes estou à esquerda, pelo menos nunca fui conservador. Na ecomomia estou muito mais ao centro, entre a direita do PS e a esquerda da AD. Até tenho votado algumas vezes na IL, nos últimos anos. Acho que o Estado tem de marcar presença em certos sectores (a comunicação social é necessariamente um deles) e noutros nem por isso, estando apenas como regulador.
Quanto ao CAA pode ter as suas opiniões sobre os media mas está sujeito enquanto ministro ao programa de governo da AD, e esse aponta para a continuidade do serviço público.
De qualquer forma esta discussão fica sem sentido pois a pasta da CS não ficará sob a sua alçada, mas sim com Leitão Amaro.
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E o Abreu Amorim não tem direito à sua opinião?
Ou é das tais figuras sinistras só porque não tem a opinião que interesssa aos estatistas?
Não o conheço pessoalmente, mas conheço quem o conhece bem. O que me dizem é que e um académico brilhante, homem culto e que adora política.
Tem direito a ter as suas opiniões, como qualquer pessoa.
Ter uma opinião é uma coisa, fazer parte do governo é outra.
O Carlos Abreu Amorim é um verme incapaz, um carreirista infecto que espalha mediocridade por onde passa.
Porquê?
Penso que defende a privatização da RTP.
O Abreu não tem voto nessa matéria. Esse assunto está completamente encerrado.
O importante é o PSD recuperar Gaia com Luís Filipe Menezes.
Também gostei da boa provocação de colocar no mesmo ministério a cultura, desporto e juventude.
Não vai acontecer. As pessoas ainda não se esqueceram de 2013 e do desaire duplo dessas fracas figuras.
Acabar com o ministério da cultura é o deleite da grunharia. A direita adora pardieiros incultos, é assim que abre terreno para governações desastrosas.
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E o Abreu Amorim não tem direito à sua opinião?
Ou é das tais figuras sinistras só porque não tem a opinião que interesssa aos estatistas?
Não o conheço pessoalmente, mas conheço quem o conhece bem. O que me dizem é que e um académico brilhante, homem culto e que adora política.
Tem direito a ter as suas opiniões, como qualquer pessoa.
Ter uma opinião é uma coisa, fazer parte do governo é outra.
O Carlos Abreu Amorim é um verme incapaz, um carreirista infecto que espalha mediocridade por onde passa.
Porquê?
Penso que defende a privatização da RTP.
O Abreu não tem voto nessa matéria. Esse assunto está completamente encerrado.
O importante é o PSD recuperar Gaia com Luís Filipe Menezes.
Também gostei da boa provocação de colocar no mesmo ministério a cultura, desporto e juventude.
Não vai acontecer. As pessoas ainda não se esqueceram de 2013 e do desaire duplo dessas fracas figuras.
Acabar com o ministério da cultura é o deleite da grunharia. A direita adora pardieiros incultos, é assim que abre terreno para governações desastrosas.
Esperem mais um tempo e depois verão até onde isto vai. Já está a começar com os avisos do centeno.
Enviado do meu Redmi 7 através do Tapatalk
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Esperem mais um tempo e depois verão até onde isto vai. Já está a começar com os avisos do centeno.
Certo. Não é à toa que em Bruxelas já se começa a discutir o novo PRR, mais próximo do plano Marshall que o inspirou, focado em Infraestruturas e Defesa. Há ventos de crise no horizonte. As crises económicas são cíclicas, é impossível existir crescimento em contínuo. Felizmente, parece-me que o país tem alguma capacidade, à data de hoje, de fazer alguma política contracíclica, imaginando que a crise não terá proporções bíblicas como teve a de 2009 ou a de 1929.
Numa coisa o Sócrates tinha razão: não foi culpa dele a crise, apenas errou na receita, ao exagerar abundantemente na política de aceleração da economia, que, paradoxalmente, só fez agravar mais o abrandamento da economia. Mal comparado, foi um antibiótico em que fazes 1 toma diária durante 10 dias, mas, em vez disso, decides tomar os 10 comprimidos de uma vez, e foste parar à UCI com uma hepatite medicamentosa.
Tal como não será culpa de Montenegro a crise que, tudo indica, se avizinha. A mesma, isso sim, vai ter de nos convocar, enquanto sociedade, a fazermos escolhas, porque não é razoável continuarmos a ter o Estado com o tamanho que temos, e a não fazer nada bem feito. A TAP não funciona como devia, a CP também não, a RTP idem aspas, as Escolas estão pelas ruas da amargura e o SNS, bom, esse só não é maior o desastre, principalmente nas situações de doença aguda (SU) porque nos privados ainda consegue ser pior.
Uma coisa me parece óbvia, com ou sem crise, não podemos continuar a ter os níveis de execução de Investimento Público que vimos apresentando desde 2011, o congelamento de carreiras, que não conseguem acompanhar o setor privado, ao mesmo tempo que começamos a ter problemas sérios em Infraestruturas Críticas.
Veremos o que nos reservam os próximos tempos...
E o Abreu Amorim não tem direito à sua opinião?
Ou é das tais figuras sinistras só porque não tem a opinião que interesssa aos estatistas?
Não o conheço pessoalmente, mas conheço quem o conhece bem. O que me dizem é que e um académico brilhante, homem culto e que adora política.
Tem direito a ter as suas opiniões, como qualquer pessoa.
Ter uma opinião é uma coisa, fazer parte do governo é outra.
O Carlos Abreu Amorim é um verme incapaz, um carreirista infecto que espalha mediocridade por onde passa.
Porquê?
Penso que defende a privatização da RTP.
O Abreu não tem voto nessa matéria. Esse assunto está completamente encerrado.
O importante é o PSD recuperar Gaia com Luís Filipe Menezes.
Também gostei da boa provocação de colocar no mesmo ministério a cultura, desporto e juventude.
Não vai acontecer. As pessoas ainda não se esqueceram de 2013 e do desaire duplo dessas fracas figuras.
Acabar com o ministério da cultura é o deleite da grunharia. A direita adora pardieiros incultos, é assim que abre terreno para governações desastrosas.
Em relação ao CAA, não indo ao ponto de chamar verme, porque, até ver, não é corrupto, nem fascista, não ignoro que é o resto é verdade. Perfis truculentos, como o dele, ou do Hugo Soares, dispenso que estejam no Governo, e mesmo no PSD, agradecia se se juntassem à seita dos ventos de Ventura.
O Menezes não vai ser candidatar, nem fazia sentido. Precisamos de sangue novo, não de um homem que vai pegar na CMG aos 72 anos, para terminar o mandato aos 84. Não é razoável, nem se coaduna com a energia necessária para liderar uma Autarquia. Não faço um mau balanço dos mandatos de Menezes, Gaia conheceu um grande desenvolvimento e ímpeto reformista, que nem o Porto conseguiu acompanhar. Rodeou-se, isso sim, de péssimas figuras, com destaque para o passa pelos pingos-da-chuva Marco António, Firmíno e, acabando no socialista de conveniência e atropelador de crianças Guilherme Aguiar.
Dito isto, acho que, dificilmente, alguém do PSD conseguirá tirar a Câmara ao João Paulo Correia e ao PS, que, no geral, é um nome forte, e que fez um bom trabalho enquanto Deputado, Secretário de Estado e Presidente de Junta. Podemos questionar os métodos com que encostou os Vieiristas, mas era um trabalho extremamente necessário. Até porque, a 2 meses das eleições (agosto não conta que está tudo a banhos no Algarve), não há sequer um nome. Vai acabar por ser o Cancela(r).
Em relação à Cultura, calma com a questão da morte do Ministério. Na realidade, o que aconteceu foi uma mudança de Ministra. A Margarida era Ministra da Modernização Administrativa, pasta que perdeu para o Gonçalo Matias, agora rebatizada de Reforma. Na prática, a Margarida substituiu a primadona que lá estava à espera que o Montenegro pudesse correr com ela sem escândalo. O Desporto e a Juventude, que ocupam 10% do tempo, se tanto, ficama gora apensados à cultura.
Dito isto, tenho alguma aversão a governos pequenos e a Mega ministérios, não acho que gastar mais 200k ou 300k seja exatamente deitar dinheiro pela janela.
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Esperem mais um tempo e depois verão até onde isto vai. Já está a começar com os avisos do centeno.
Certo. Não é à toa que em Bruxelas já se começa a discutir o novo PRR, mais próximo do plano Marshall que o inspirou, focado em Infraestruturas e Defesa. Há ventos de crise no horizonte. As crises económicas são cíclicas, é impossível existir crescimento em contínuo. Felizmente, parece-me que o país tem alguma capacidade, à data de hoje, de fazer alguma política contracíclica, imaginando que a crise não terá proporções bíblicas como teve a de 2009 ou a de 1929.
Numa coisa o Sócrates tinha razão: não foi culpa dele a crise, apenas errou na receita, ao exagerar abundantemente na política de aceleração da economia, que, paradoxalmente, só fez agravar mais o abrandamento da economia. Mal comparado, foi um antibiótico em que fazes 1 toma diária durante 10 dias, mas, em vez disso, decides tomar os 10 comprimidos de uma vez, e foste parar à UCI com uma hepatite medicamentosa.
Tal como não será culpa de Montenegro a crise que, tudo indica, se avizinha. A mesma, isso sim, vai ter de nos convocar, enquanto sociedade, a fazermos escolhas, porque não é razoável continuarmos a ter o Estado com o tamanho que temos, e a não fazer nada bem feito. A TAP não funciona como devia, a CP também não, a RTP idem aspas, as Escolas estão pelas ruas da amargura e o SNS, bom, esse só não é maior o desastre, principalmente nas situações de doença aguda (SU) porque nos privados ainda consegue ser pior.
Uma coisa me parece óbvia, com ou sem crise, não podemos continuar a ter os níveis de execução de Investimento Público que vimos apresentando desde 2011, o congelamento de carreiras, que não conseguem acompanhar o setor privado, ao mesmo tempo que começamos a ter problemas sérios em Infraestruturas Críticas.
Veremos o que nos reservam os próximos tempos...
E o Abreu Amorim não tem direito à sua opinião?
Ou é das tais figuras sinistras só porque não tem a opinião que interesssa aos estatistas?
Não o conheço pessoalmente, mas conheço quem o conhece bem. O que me dizem é que e um académico brilhante, homem culto e que adora política.
Tem direito a ter as suas opiniões, como qualquer pessoa.
Ter uma opinião é uma coisa, fazer parte do governo é outra.
O Carlos Abreu Amorim é um verme incapaz, um carreirista infecto que espalha mediocridade por onde passa.
Porquê?
Penso que defende a privatização da RTP.
O Abreu não tem voto nessa matéria. Esse assunto está completamente encerrado.
O importante é o PSD recuperar Gaia com Luís Filipe Menezes.
Também gostei da boa provocação de colocar no mesmo ministério a cultura, desporto e juventude.
Não vai acontecer. As pessoas ainda não se esqueceram de 2013 e do desaire duplo dessas fracas figuras.
Acabar com o ministério da cultura é o deleite da grunharia. A direita adora pardieiros incultos, é assim que abre terreno para governações desastrosas.
Em relação ao CAA, não indo ao ponto de chamar verme, porque, até ver, não é corrupto, nem fascista, não ignoro que é o resto é verdade. Perfis truculentos, como o dele, ou do Hugo Soares, dispenso que estejam no Governo, e mesmo no PSD, agradecia se se juntassem à seita dos ventos de Ventura.
O Menezes não vai ser candidatar, nem fazia sentido. Precisamos de sangue novo, não de um homem que vai pegar na CMG aos 72 anos, para terminar o mandato aos 84. Não é razoável, nem se coaduna com a energia necessária para liderar uma Autarquia. Não faço um mau balanço dos mandatos de Menezes, Gaia conheceu um grande desenvolvimento e ímpeto reformista, que nem o Porto conseguiu acompanhar. Rodeou-se, isso sim, de péssimas figuras, com destaque para o passa pelos pingos-da-chuva Marco António, Firmíno e, acabando no socialista de conveniência e atropelador de crianças Guilherme Aguiar.
Dito isto, acho que, dificilmente, alguém do PSD conseguirá tirar a Câmara ao João Paulo Correia e ao PS, que, no geral, é um nome forte, e que fez um bom trabalho enquanto Deputado, Secretário de Estado e Presidente de Junta. Podemos questionar os métodos com que encostou os Vieiristas, mas era um trabalho extremamente necessário. Até porque, a 2 meses das eleições (agosto não conta que está tudo a banhos no Algarve), não há sequer um nome. Vai acabar por ser o Cancela(r).
Em relação à Cultura, calma com a questão da morte do Ministério. Na realidade, o que aconteceu foi uma mudança de Ministra. A Margarida era Ministra da Modernização Administrativa, pasta que perdeu para o Gonçalo Matias, agora rebatizada de Reforma. Na prática, a Margarida substituiu a primadona que lá estava à espera que o Montenegro pudesse correr com ela sem escândalo. O Desporto e a Juventude, que ocupam 10% do tempo, se tanto, ficama gora apensados à cultura.
Dito isto, tenho alguma aversão a governos pequenos e a Mega ministérios, não acho que gastar mais 200k ou 300k seja exatamente deitar dinheiro pela janela.
Gaia vai ser PSD com vitória tranquila de Luís Filipe Menezes.
O Ministério da Cultura não acabou. Pelo contrário.
Balseiro Lopes vai conseguir tocar todos os pontos...
Dalila Rodrigues tinha um feitio complicado e perdia-se em caminhos de um certo elitismo...
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Gaia vai ser PSD com vitória tranquila de Luís Filipe Menezes.
O Ministério da Cultura não acabou. Pelo contrário.
Balseiro Lopes vai conseguir tocar todos os pontos...
O Menezes não é candidato, disse-o há dias à Observador, apresentando uma razão muito válida: ser Presidente de Câmara é muito mal pago.
https://observador.pt/programas/comissao-de-inquerito/luis-montenegro-sondou-me-para-as-autarquicas/
Evidentemente, a Margarida tem capacidade que chegue e sobre. Além de que, num setor que é tradicionalmente de esquerda, a ministra que está, dentro do PSD nessa área ideológica, não é má ideia para conseguir alguma paz no setor, depois da reencarnação do D. João V que tivemos lá antes.
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Gaia vai ser PSD com vitória tranquila de Luís Filipe Menezes.
O Ministério da Cultura não acabou. Pelo contrário.
Balseiro Lopes vai conseguir tocar todos os pontos...
O Menezes não é candidato, disse-o há dias à Observador, apresentando uma razão muito válida: ser Presidente de Câmara é muito mal pago.
https://observador.pt/programas/comissao-de-inquerito/luis-montenegro-sondou-me-para-as-autarquicas/
Evidentemente, a Margarida tem capacidade que chegue e sobre. Além de que, num setor que é tradicionalmente de esquerda, a ministra que está, dentro do PSD nessa área ideológica, não é má ideia para conseguir alguma paz no setor, depois da reencarnação do D. João V que tivemos lá antes.
Menezes vai ser candidato...
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Espero bem que não.
Representa a velha politica.dos esquemas( Rio foi uma da suas" vitimas", quando concorreu pela primeira vez à Câmara do Porto), das " cunhas" e das vítimizacoes.
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Espero bem que não.
Representa a velha politica.dos esquemas( Rio foi uma da suas" vitimas", quando concorreu pela primeira vez à Câmara do Porto), das " cunhas" e das vítimizacoes.
Não diria melhor. Figura nefasta.
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Espero bem que não.
Representa a velha politica.dos esquemas( Rio foi uma da suas" vitimas", quando concorreu pela primeira vez à Câmara do Porto), das " cunhas" e das vítimizacoes.
Não diria melhor. Figura nefasta.
Infelizmente também tive o desprazer de trabalhar com ele. Além de figura nefasta, é mal educado, arrogante, delirante e imprestável. A política portuguesa está muito bem com ele por longe.
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Noticiou-se entretanto que as locais vão ter um pagamento de 14,80€/minuto + IVA para transmitir os tempos de antena das autárquicas de 2025.
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Noticiou-se entretanto que as locais vão ter um pagamento de 14,80€/minuto + IVA para transmitir os tempos de antena das autárquicas de 2025.
Informação mais DESENVOLVIDA no tópico RR.
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A propósito de Autoridades e Reguladores, aposto que não será abordado, nesta conferência - abaixo indicada, o assunto das emissões digitais da rádio em Portugal...
https://www.erc.pt/pt/a-erc/noticias/conferencia-anual-da-erc-discute-e2-80-9c20-anos-de-regulacao-a-comunicacao-social-e-o-futuro-digital-e2-80-9d/