Fórum da Rádio

Fórum da Rádio => Conversas soltas => Tópico iniciado por: livelx90 em Junho 29, 2023, 10:48:22 pm

Título: Grupo Impresa
Enviado por: livelx90 em Junho 29, 2023, 10:48:22 pm
A SIC Notícias lançou no seu website recentemente, uma transmissão contínua via stream apenas de áudio, da sua emissão televisiva.
É um serviço interessante, passível do canal ser "ouvido em modo rádio" em qualquer dispositivo via internet.

https://sicnoticias.pt/direto/ouvir/

Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: Luisf662 em Junho 30, 2023, 12:00:01 am
A SIC Notícias lançou no seu website recentemente, uma transmissão contínua via stream apenas de áudio, da sua emissão televisiva.
É um serviço interessante, passível do canal ser "ouvido em modo rádio" em qualquer dispositivo via internet.

https://sicnoticias.pt/direto/ouvir/
Se emitisse assim em FM quase que aposto que tinha audiência principalmente na estrada. O problema é que se fosse só na região de Lisboa, ao sair de Lisboa começava se a deixar de se ouvir.

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Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: sintonia em Março 03, 2024, 11:26:07 am
A SIC Notícias lançou no seu website recentemente, uma transmissão contínua via stream apenas de áudio, da sua emissão televisiva.
É um serviço interessante, passível do canal ser "ouvido em modo rádio" em qualquer dispositivo via internet.

https://sicnoticias.pt/direto/ouvir/

Olhem, que boa surpresa! Eu desconhecia isto completamente!
Por acaso é pena não existir também em transmissão FM :-\
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: Luisf662 em Março 03, 2024, 02:15:31 pm
A SIC Notícias lançou no seu website recentemente, uma transmissão contínua via stream apenas de áudio, da sua emissão televisiva.
É um serviço interessante, passível do canal ser "ouvido em modo rádio" em qualquer dispositivo via internet.

https://sicnoticias.pt/direto/ouvir/

Olhem, que boa surpresa! Eu desconhecia isto completamente!
Por acaso é pena não existir também em transmissão FM :-\
Isso seria interessante se emitisse o áudio em FM, assim sim porque já se podia ouvir em qualquer lado mesmo sem internet. Agora assim não vejo vantagem nenhuma de ser só o áudio ou o áudio vídeo. 

Enviado do meu Redmi 7 através do Tapatalk

Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: pdnf em Março 03, 2024, 10:40:56 pm
Televisão não é rádio, o produto não é feito a pensar nos ouvintes. Aliás, tenho dúvidas que viesse a respeitar a lei da rádio. Ia anunciar as frequências na emissão televisiva.
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: sintonia em Março 03, 2024, 10:54:24 pm
Televisão não é rádio, o produto não é feito a pensar nos ouvintes. Aliás, tenho dúvidas que viesse a respeitar a lei da rádio. Ia anunciar as frequências na emissão televisiva.

Lei da Rádio que está ultrapassada e a precisar, seriamente, de uma revisão e de uma libertação...
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: ruicleto em Julho 01, 2025, 08:39:10 am
Não sei se repararam, mas comunico o erro (que começa a ser frequente na inserção de legendas na imagem) que ocorreu no Jornal da Noite na SIC, ontem dia 30 de junho, às 20h11 - o diapositivo apresentado deveria conter "avisos meteorológicos".
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: Atento em Setembro 27, 2025, 11:18:23 pm
Para o bem de Portugal ou esta ou um dos outros grupos privados deviam estourar...

Vem aí a Mediaset e o aprofundar do lixo televisivo em Portugal...

https://eco.sapo.pt/2025/09/27/impresa-a-urgencia-de-um-negocio-para-salvar-a-sic-e-o-expresso/

Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: radiokilledtheMTVstar em Setembro 27, 2025, 11:33:35 pm
Estive em Itália recentemente e os canais da Mediaset não me pareceram piores que SIC e TVI. Logo à partida têm mais variedade de programas em vez de quantidades industrais de novelas...
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: Atento em Setembro 28, 2025, 11:02:08 am
Estive em Itália recentemente e os canais da Mediaset não me pareceram piores que SIC e TVI. Logo à partida têm mais variedade de programas em vez de quantidades industrais de novelas...

Porque há dois grupos fortes um público (RAI) e o privado (Mediaset).

Cá não!!!

E ainda há a Medialivre...
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: radiokilledtheMTVstar em Setembro 28, 2025, 12:03:27 pm
Em Itália ainda existem a Discovery com 2 canais generalistas e a La 7.
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: Atento em Setembro 28, 2025, 02:44:10 pm
Em Itália ainda existem a Discovery com 2 canais generalistas e a La 7.


Sim!

Mas a luta é entre a RAI (Pública ) e a Mediaset.


Em Portugal,  os canais de rádio e tv do grupo RTP têm de ter audiência.

A RTP1 tem de lutar pelo primeiro lugar.
A RTP2 tem de chegar aos 3%.
O novo Canal de Notícias tem de andar já à volta dos 1,5%

Na rádio, a Antena1 tem de rapidamente estar na casa dos 7,5%
A 3 nos 5%
A 2 ultrapassar a barreira do 1%...

O grupo impresa faliu...
O patriarca Balsemão vai vergar-se...

E bem...

Quis destruir a RTP e acabou no ocaso da vida com.as calças na mão...

Sem pena nenhuma!


https://eco.sapo.pt/2025/09/28/familia-berlusconi-avalia-compra-de-75-da-impreger/
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: tuscano332 em Setembro 29, 2025, 12:33:41 am
Para o bem de Portugal ou esta ou um dos outros grupos privados deviam estourar...

Vem aí a Mediaset e o aprofundar do lixo televisivo em Portugal...

https://eco.sapo.pt/2025/09/27/impresa-a-urgencia-de-um-negocio-para-salvar-a-sic-e-o-expresso/
Como o grupo está falido, apenas apostaram nesta reentre num programa novo, um reality show que será apresentado pela Júlia Pinheiro, no resto novelas e novas temporadas do que já possuem que fica mais barato.
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: Atento em Outubro 01, 2025, 01:38:54 pm
Vieira e um grupo de empresários querem comprar o grupo Impresa...
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: Memorias da Radio em Outubro 01, 2025, 03:34:56 pm
Vieira e um grupo de empresários querem comprar o grupo Impresa...

A Mediaset tem mais capital.
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: Atento em Outubro 02, 2025, 12:50:22 pm
https://eco.sapo.pt/2025/10/02/e-se-o-controlo-da-sic-e-expresso-deixar-de-ser-portugues-no-caso-dos-media-a-nacionalidade-do-acionista-importa/


Já agora alguém que compre a TSF, JN e O Jogo e dê músculo àquilo.
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: O Bigode do Sala em Outubro 21, 2025, 11:00:21 pm
Faleceu Francisco Pinto Balsemão.

https://sicnoticias.pt/pais/2025-10-21-morreu-francisco-pinto-balsemao-fundador-da-sic-e-do-expresso-3986e366
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: Atento em Outubro 22, 2025, 08:40:56 am
Pinto Balsemão - paz à sua alma.

A) Relevante empreendedor dos média privados,

B) Absolutamente nefasto para o grupo RTP, tentando-o diminuir e cercar através de pressões junto dos vários governos;

C) Um político mediano, dentro dos grandes (nunca foi verdadeiramente aceite no PPD/PSD), com ligações a grupos internacionais com relevância e influência.


Com a morte do patriarca também o grupo irá para outras mãos - um castigo merecido pela constante pressão junto dos governos face à RTP. Além disso, o herdeiro não tem andamento para aquilo.
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: Julio Carvalho em Outubro 22, 2025, 09:41:24 am
Foi um grande HOMEM!!!

Olhando hoje para esses empresarios privados da Comunicação Social, práticamente  de vão  de escada, este homem não tem comparação.
Constriu um império.  Ele e Nabeiro foram, para mim, os dois maiores empresário  deste país.
Fo um Homem de Cultura, superiormente  inteligente.
No tempo em que foi Primeiro Ministro  foi quando o Expresso foi mais contundente contra o governo e isto diz tudo.

Mao foi realmente um grande político,  porque não era politica, apresa da política  estar sempre na sua vida.
Foi deputado da Ala Liberal,  fundador do PSD e Primeiro Ministro apos a morte de Sá Carneiro.

Paz a sua Alma...
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: Atento em Outubro 22, 2025, 01:11:09 pm
Foi um grande HOMEM!!!

Olhando hoje para esses empresarios privados da Comunicação Social, práticamente  de vão  de escada, este homem não tem comparação.
Constriu um império.  Ele e Nabeiro foram, para mim, os dois maiores empresário  deste país.
Fo um Homem de Cultura, superiormente  inteligente.
No tempo em que foi Primeiro Ministro  foi quando o Expresso foi mais contundente contra o governo e isto diz tudo.

Mao foi realmente um grande político,  porque não era politica, apresa da política  estar sempre na sua vida.
Foi deputado da Ala Liberal,  fundador do PSD e Primeiro Ministro apos a morte de Sá Carneiro.

Paz a sua Alma...

É evidente que os maiores são Cavaco e Soares.  As duas grandes figuras da política portuguesa. Os dois grandes que foram tudo o que quiseram ser. Acresce ainda que Cavavaco não veio de nenhum berço de oiro como Balsemão,  Soares, Sá-Carneiro,  Cunhal e afins...
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: pdnf em Outubro 22, 2025, 03:44:35 pm
No tempo em que foi Primeiro Ministro  foi quando o Expresso foi mais contundente contra o governo e isto diz tudo.
Quem era o Diretor do Expresso nessa altura? O homem que adora meter veneno em tudo o que mexe, e que, nada me tira da cabeça, deitou abaixo um Governo de maioria absoluta e outro de minoria relativa bem recentemente, porque a sua personalidade narcísica oculta, de um modo diferente de um Sócrates ou Ventura, que são grandiosos, não suportava a ideia de não ser ele o centro das atenções.

Ainda ontem, foi o primeiro a entrar em direto e a fazer longos monólogos sobre o quão bom foi alguém a quem ele fez, literalmente, a cama. O que o Expresso fez nessa altura, não sendo eu vivo, já li bastante sobre isso, não era independência, nem sequer oposição. Ia além disso. Chama-se atirar as pessoas para a frente do comboio com objetivos pessoais. Curiosamente, outro semanário dirigido por outro Padre de Domingo à Noite, na ex-Emissora Católica de TV, fez exatamente o mesmo, a coberto de uma suposta Independência. Bem chamou Balsemão de "escorpião" a quem lhe chamou lelé da cuca.

É evidente que os maiores são Cavaco e Soares.  As duas grandes figuras da política portuguesa. Os dois grandes que foram tudo o que quiseram ser. Acresce ainda que Cavaco não veio de nenhum berço de oiro como Balsemão,  Soares, Sá-Carneiro,  Cunhal e afins...
Soares e Cavaco são, sem dúvida, os grandes responsáveis pela passagem de um Portugal militar para um Portugal Democrático e civil, que espero que perdure a partir de 2026, pois gosto pouco de quem ainda puxa do título quando já é civil. O único aspeto que se pode apontar a Cavaco foi o de não ter sido um verdadeiro opositor ao Regime do Estado Novo, mas, como referiu o Atento, é mais difícil quando não se nasce em berço de ouro, ou se é líder do Partido Comunista e, ao mesmo tempo, ""afilhado"" do ditador. Paradoxos de uma elite portuguesa.
Quanto a Sá Carneiro, é evidente que teve também uma tremenda relevância, que uma morta prematura lhe roubou. O próprio Álvaro Cunhal, à sua maneira, apesar dos desvarios pré-PREC, também tem o seu mérito, na transição do PCP para um partido plenamente democrático, longe das tontarias de outras forças de extrema-esquerda.
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: ruicleto em Outubro 22, 2025, 04:13:10 pm
"passagem de um Portugal militar para um Portugal Democrático e civil"? noto que a transição esteve sempre prevista e os únicos responsáveis pela sua concretização foram os próprios militares, que já previam nos documentos inerentes ao movimento dos capitães, tal transição para uma democracia com sufrágio universal.
Relevo que o título (posto militar), nos militares dos quadros permanentes, permanece até ao final das suas vidas, tal como as comendas e outros títulos, assim como também é verdade para os títulos concedidos pelo ensino superior (seja militar ou civil).
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: Julio Carvalho em Outubro 22, 2025, 04:54:04 pm
Durante o consulado como primeiro ministro de Balsemão,  quem foi director  do jornal, foi Augusto de Carvalho, tambem já  falecido...

Quanto a grandes políticos, o maior foi Mário Soares.
Sendo de um quadrante completamente  oposto ao dele, tenho ( sempre tive) uma grande admiração por ele.
Escuso me a dizer porquê,  mas se hoje estamos num sistema democrático.sobretudo a ele o devemos.

Um exemplo , de um grande democrata...
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: O Bigode do Sala em Outubro 22, 2025, 09:50:32 pm
Durante o consulado como primeiro ministro de Balsemão,  quem foi director  do jornal, foi Augusto de Carvalho, tambem já  falecido...

Quanto a grandes políticos, o maior foi Mário Soares.
Sendo de um quadrante completamente  oposto ao dele, tenho ( sempre tive) uma grande admiração por ele.
Escuso me a dizer porquê,  mas se hoje estamos num sistema democrático.sobretudo a ele o devemos.

Um exemplo , de um grande democrata...

Como figura do poder e com poder, Pinto Balsemão não está isento de controvérsias.

Contudo, mesmo sendo um consumidor, defensor e atento ao serviço público de rádio e televisão, reconheço que este só consegue ter o papel charneira bem cimentado com órgãos de comunicação social livres e isso só se garante havendo uma iniciativa privada variada e forte. O país também deve isso a Francisco Pinto Balsemão.

Não quero imaginar viver num país onde os órgãos de comunicação social eram dominados pelo duopólio Estado e Santa Sé, com a agravante que a Internet civil era uma mera obra ficção científica.

Pegando nas palavras do caro R4, o maior elogio que lhe posso tecer são as palavras escritas, em 1998, pelo director do Expresso aquando Balsemão era Primeiro Ministro: Augusto de Carvalho.

https://expresso.pt/actualidade/augusto-de-carvalho-e-os-25-anos-do-expresso=f749254

Pessoalmente e puxando a brasa à nossa sardinha radiofónica, questiono a razão de, dada a ligação do saudoso Emídio Rangel à TSF Rádio Jornal, o porquê da SoJornal não ter comprado o portefólio TSF, XFM e NRJ Rádio Energia aquando o desaparecimento da cooperativa e a venda à Lusocanal. À Impresa sempre lhe faltou a rádio para ser uma empresa plenamente multimédia.
Aliás, a SIC até há poucos anos mantinha uma ligação de cortesia com a TSF.

Outro tesourinho que aqui deixo é sobre o leilão da Rádio Comercial, onde FPB apoiou a família Botelho Moniz para a compra da RC, talvez com o intuito histórico de reaver para aquela família a marca Rádio Clube Português nacionalizada no pós-25 de Abril de 1974.

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/privatizacao-da-radio-comercial/
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: AG em Outubro 22, 2025, 10:18:36 pm
"passagem de um Portugal militar para um Portugal Democrático e civil"? noto que a transição esteve sempre prevista e os únicos responsáveis pela sua concretização foram os próprios militares, que já previam nos documentos inerentes ao movimento dos capitães, tal transição para uma democracia com sufrágio universal.
Relevo que o título (posto militar), nos militares dos quadros permanentes, permanece até ao final das suas vidas, tal como as comendas e outros títulos, assim como também é verdade para os títulos concedidos pelo ensino superior (seja militar ou civil).
Esteve prevista mas não sempre: a dada altura do PREC a vontade de fazer essa transição era praticamente nula, entre outras coisas, estava previsto um órgão de soberania paralela à AR - a Assembleia do MFA - e em que o Presidente da República seria eleito pela AR e pela AMFA; a acrescentar a isso uma espécie de "Senado militar" que era o Conselho da Revolução! Foi fundamental o combate dos partidos democráticos contra a instauração de um regime militarista, sobretudo o PS, o PPD e o CDS.

O 25 de novembro, no fundo teve essa razão, de "repor" o programa saído do 25 de abril na sua globalidade e avançar para um regime totalmente democrático, ainda assim com uma solução de compromisso, em que num período transitório esse "Senado militar", o CR, continuaria até que uma revisão constitucional - que só podia ser feita a partir de 1980 - o extinguisse.

A partir de 1976 a saída dos militares dos órgãos de poder político foi deixando de ser tema, embora a extinção desse órgão - algo bizarro - que foi o Conselho da Revolução em 1982 não tivesse sido fácil de digerir para os militares. E por isso a revisão constitucional desse ano, gizada por Balsemão e Soares foi tão importante.
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: pdnf em Outubro 22, 2025, 11:08:32 pm
"passagem de um Portugal militar para um Portugal Democrático e civil"? noto que a transição esteve sempre prevista e os únicos responsáveis pela sua concretização foram os próprios militares, que já previam nos documentos inerentes ao movimento dos capitães, tal transição para uma democracia com sufrágio universal.
Relevo que o título (posto militar), nos militares dos quadros permanentes, permanece até ao final das suas vidas, tal como as comendas e outros títulos, assim como também é verdade para os títulos concedidos pelo ensino superior (seja militar ou civil).
Um militar não se pode candidatar a PR, portanto, se está na corrida, não deve usar o título, e ele não esconde que até gosta dele. Nada contra que o use, mas não no contexto de um cargo que tem de ser ocupado por um civil.

Sobre a primeira parte, o @AG disse tudo. Acrescentaria apenas que é mais ao menos consensual entre os historiadores políticos e económicos que Portugal entra no pelotão das democracias liberais, de matriz totalmente ocidental, justamente com a governação de Francisco Pinto Balsemão, que começa a lançar que abrem caminho a que Mário Soares e Cavaco Silva, os dois pais fundadores da verdadeira democracia política, Parlamentar e Plural, devolvam o país a uma economia plenamente de mercado. Em bom rigor, eu nasci em 1991, e ainda me lembro, por exemplo, dos combustíveis tabelados pelo Estado, ou da falta de concorrência nas telecomunicações. Algumas reformas que vêm dos tempos da Revolução, e também do absolutamente planificador Estado Novo, só mesmo nos governos de Barroso e Sócrates é que ficaram concluídas.
(Também não deixa de ser verdade que continua a imperar uma lógica de cartelização, que na maioria dos países da Europa seria severamente sancionada, e aqui passa pelos pingos da chuva).

Não quero imaginar viver num país onde os órgãos de comunicação social eram dominados pelo duopólio Estado e Santa Sé, com a agravante que a Internet civil era uma mera obra ficção científica.

Pegando nas palavras do caro R4, o maior elogio que lhe posso tecer são as palavras escritas, em 1998, pelo director do Expresso aquando Balsemão era Primeiro Ministro: Augusto de Carvalho.

https://expresso.pt/actualidade/augusto-de-carvalho-e-os-25-anos-do-expresso=f749254

Pessoalmente e puxando a brasa à nossa sardinha radiofónica, questiono a razão de, dada a ligação do saudoso Emídio Rangel à TSF Rádio Jornal, o porquê da SoJornal não ter comprado o portefólio TSF, XFM e NRJ Rádio Energia aquando o desaparecimento da cooperativa e a venda à Lusocanal. À Impresa sempre lhe faltou a rádio para ser uma empresa plenamente multimédia.
Aliás, a SIC até há poucos anos mantinha uma ligação de cortesia com a TSF.

Outro tesourinho que aqui deixo é sobre o leilão da Rádio Comercial, onde FPB apoiou a família Botelho Moniz para a compra da RC, talvez com o intuito histórico de reaver para aquela família a marca Rádio Clube Português nacionalizada no pós-25 de Abril de 1974.

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/privatizacao-da-radio-comercial/

Certo. Foi uma perda o grupo TSF não ter ficado nas mãos da Impresa. Pessoalmente, tenho uma ideia de porque não terá acontecido, acho que na peça a jornalista deixa a nu, para bom entendedor. A TSF é, ainda hoje, uma rádio de esquerda. Provavelmente, se tivesse ido para a Impresa, provavelmente hoje não teríamos um tópico designado "Rádio Observador".
Sempre pensei que a relação de cortesia da SIC era com a R/Com... ;D ;D

Em relação à direção do Expresso, têm mesmo a certeza de que o atual Presidente não era diretor no período do Governo Balsemão? Ainda ontem ao ouvi-lo, ficava com essa ideia, e há vários CV's dele que o deixam subentendido:

https://gci.iscte-iul.pt/2022/univ/assets/bio/marcelo_rebelo_sousa.pdf?utm_source=chatgpt.com

Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: O Bigode do Sala em Outubro 22, 2025, 11:34:48 pm
"passagem de um Portugal militar para um Portugal Democrático e civil"? noto que a transição esteve sempre prevista e os únicos responsáveis pela sua concretização foram os próprios militares, que já previam nos documentos inerentes ao movimento dos capitães, tal transição para uma democracia com sufrágio universal.
Relevo que o título (posto militar), nos militares dos quadros permanentes, permanece até ao final das suas vidas, tal como as comendas e outros títulos, assim como também é verdade para os títulos concedidos pelo ensino superior (seja militar ou civil).
Um militar não se pode candidatar a PR, portanto, se está na corrida, não deve usar o título, e ele não esconde que até gosta dele. Nada contra que o use, mas não no contexto de um cargo que tem de ser ocupado por um civil.

Sobre a primeira parte, o @AG disse tudo. Acrescentaria apenas que é mais ao menos consensual entre os historiadores políticos e económicos que Portugal entra no pelotão das democracias liberais, de matriz totalmente ocidental, justamente com a governação de Francisco Pinto Balsemão, que começa a lançar que abrem caminho a que Mário Soares e Cavaco Silva, os dois pais fundadores da verdadeira democracia política, Parlamentar e Plural, devolvam o país a uma economia plenamente de mercado. Em bom rigor, eu nasci em 1991, e ainda me lembro, por exemplo, dos combustíveis tabelados pelo Estado, ou da falta de concorrência nas telecomunicações. Algumas reformas que vêm dos tempos da Revolução, e também do absolutamente planificador Estado Novo, só mesmo nos governos de Barroso e Sócrates é que ficaram concluídas.
(Também não deixa de ser verdade que continua a imperar uma lógica de cartelização, que na maioria dos países da Europa seria severamente sancionada, e aqui passa pelos pingos da chuva).

Não quero imaginar viver num país onde os órgãos de comunicação social eram dominados pelo duopólio Estado e Santa Sé, com a agravante que a Internet civil era uma mera obra ficção científica.

Pegando nas palavras do caro R4, o maior elogio que lhe posso tecer são as palavras escritas, em 1998, pelo director do Expresso aquando Balsemão era Primeiro Ministro: Augusto de Carvalho.

https://expresso.pt/actualidade/augusto-de-carvalho-e-os-25-anos-do-expresso=f749254

Pessoalmente e puxando a brasa à nossa sardinha radiofónica, questiono a razão de, dada a ligação do saudoso Emídio Rangel à TSF Rádio Jornal, o porquê da SoJornal não ter comprado o portefólio TSF, XFM e NRJ Rádio Energia aquando o desaparecimento da cooperativa e a venda à Lusocanal. À Impresa sempre lhe faltou a rádio para ser uma empresa plenamente multimédia.
Aliás, a SIC até há poucos anos mantinha uma ligação de cortesia com a TSF.

Outro tesourinho que aqui deixo é sobre o leilão da Rádio Comercial, onde FPB apoiou a família Botelho Moniz para a compra da RC, talvez com o intuito histórico de reaver para aquela família a marca Rádio Clube Português nacionalizada no pós-25 de Abril de 1974.

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/privatizacao-da-radio-comercial/

Certo. Foi uma perda o grupo TSF não ter ficado nas mãos da Impresa. Pessoalmente, tenho uma ideia de porque não terá acontecido, acho que na peça a jornalista deixa a nu, para bom entendedor. A TSF é, ainda hoje, uma rádio de esquerda. Provavelmente, se tivesse ido para a Impresa, provavelmente hoje não teríamos um tópico designado "Rádio Observador".
Sempre pensei que a relação de cortesia da SIC era com a R/Com... ;D ;D

Em relação à direção do Expresso, têm mesmo a certeza de que o atual Presidente não era diretor no período do Governo Balsemão? Ainda ontem ao ouvi-lo, ficava com essa ideia, e há vários CV's dele que o deixam subentendido:

https://gci.iscte-iul.pt/2022/univ/assets/bio/marcelo_rebelo_sousa.pdf?utm_source=chatgpt.com

Essa relação de cortesia com a R/Com é recente.

Relembro que era comum nos anos 90 e 2000 o intercâmbio de jornalistas entre a TSF e a SIC (o Fernando Alves, por exemplo, foi comentador na Noite da Má Língua, a Quadratura do Círculo era basicamente o Flashback da TSF e quando a Maria João Ruela foi baleada no Iraque (lembro-me de ver isso na TV) ela estava acompanhada por um repórter da TSF. Onde é que a Rádio Observador tem essa classe que a TSF tinha?

https://www.bbc.com/portuguese/noticias/story/2003/11/printable/031114_portuguesjr
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: pdnf em Outubro 23, 2025, 12:03:58 am
Onde é que a Rádio Observador tem essa classe que a TSF tinha?
Certo, a TSF, com a mesma idade tinha outro status, pese embora não ache a Observador um mau produto, para os padrões de hoje. Só digo é que, provavelmente, num grupo que tem um certo pulsar mais à direita moderada, talvez não tivesse existido essa necessidade de produto, se a TSF tivesse sido adquirida pela Impresa, pois esse espaço sociológico estaria ocupado.
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: Atento em Outubro 23, 2025, 12:22:44 am
https://www.jn.pt/arquivo/artigo/nem-o-senhor-do-bolo-compareceu-na-festa/514719?fbclid=IwdGRjcANmRgljbGNrA2ZF3WV4dG4DYWVtAjExAAEemKTomv3eDbsF9Aeq4iNfSnUNRgahGm4pfd6BU4YJYEE9jOqZiSQjZvDR8Ss_aem_OYuKQb6uD-jvEzHWbRbpQQ
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: AG em Outubro 23, 2025, 12:36:16 am
Em relação à direção do Expresso, têm mesmo a certeza de que o atual Presidente não era diretor no período do Governo Balsemão? Ainda ontem ao ouvi-lo, ficava com essa ideia, e há vários CV's dele que o deixam subentendido:

https://gci.iscte-iul.pt/2022/univ/assets/bio/marcelo_rebelo_sousa.pdf?utm_source=chatgpt.com
Foram os dois: Marcelo Rebelo de Sousa até 1981 e Augusto de Carvalho até de 1981 até 1983.
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: ruicleto em Outubro 23, 2025, 09:55:36 am
"passagem de um Portugal militar para um Portugal Democrático e civil"? noto que a transição esteve sempre prevista e os únicos responsáveis pela sua concretização foram os próprios militares, que já previam nos documentos inerentes ao movimento dos capitães, tal transição para uma democracia com sufrágio universal.
Relevo que o título (posto militar), nos militares dos quadros permanentes, permanece até ao final das suas vidas, tal como as comendas e outros títulos, assim como também é verdade para os títulos concedidos pelo ensino superior (seja militar ou civil).
Esteve prevista mas não sempre: a dada altura do PREC a vontade de fazer essa transição era praticamente nula, entre outras coisas, estava previsto um órgão de soberania paralela à AR - a Assembleia do MFA - e em que o Presidente da República seria eleito pela AR e pela AMFA; a acrescentar a isso uma espécie de "Senado militar" que era o Conselho da Revolução! Foi fundamental o combate dos partidos democráticos contra a instauração de um regime militarista, sobretudo o PS, o PPD e o CDS.

O 25 de novembro, no fundo teve essa razão, de "repor" o programa saído do 25 de abril na sua globalidade e avançar para um regime totalmente democrático, ainda assim com uma solução de compromisso, em que num período transitório esse "Senado militar", o CR, continuaria até que uma revisão constitucional - que só podia ser feita a partir de 1980 - o extinguisse.

A partir de 1976 a saída dos militares dos órgãos de poder político foi deixando de ser tema, embora a extinção desse órgão - algo bizarro - que foi o Conselho da Revolução em 1982 não tivesse sido fácil de digerir para os militares. E por isso a revisão constitucional desse ano, gizada por Balsemão e Soares foi tão importante.

Obrigado pelo texto complementar. Apenas refiro que este "Senado militar" como chama, foi apenas com o intuito de que existiria a certeza de que não se regredia para o mesmo sistema ditatorial existente antes da revolução dos cravos...
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: SamM em Outubro 23, 2025, 10:19:32 am
"passagem de um Portugal militar para um Portugal Democrático e civil"? noto que a transição esteve sempre prevista e os únicos responsáveis pela sua concretização foram os próprios militares, que já previam nos documentos inerentes ao movimento dos capitães, tal transição para uma democracia com sufrágio universal.
Relevo que o título (posto militar), nos militares dos quadros permanentes, permanece até ao final das suas vidas, tal como as comendas e outros títulos, assim como também é verdade para os títulos concedidos pelo ensino superior (seja militar ou civil).
Um militar não se pode candidatar a PR, portanto, se está na corrida, não deve usar o título, e ele não esconde que até gosta dele. Nada contra que o use, mas não no contexto de um cargo que tem de ser ocupado por um civil.

Sobre a primeira parte, o @AG disse tudo. Acrescentaria apenas que é mais ao menos consensual entre os historiadores políticos e económicos que Portugal entra no pelotão das democracias liberais, de matriz totalmente ocidental, justamente com a governação de Francisco Pinto Balsemão, que começa a lançar que abrem caminho a que Mário Soares e Cavaco Silva, os dois pais fundadores da verdadeira democracia política, Parlamentar e Plural, devolvam o país a uma economia plenamente de mercado. Em bom rigor, eu nasci em 1991, e ainda me lembro, por exemplo, dos combustíveis tabelados pelo Estado, ou da falta de concorrência nas telecomunicações. Algumas reformas que vêm dos tempos da Revolução, e também do absolutamente planificador Estado Novo, só mesmo nos governos de Barroso e Sócrates é que ficaram concluídas.
(Também não deixa de ser verdade que continua a imperar uma lógica de cartelização, que na maioria dos países da Europa seria severamente sancionada, e aqui passa pelos pingos da chuva).

Não quero imaginar viver num país onde os órgãos de comunicação social eram dominados pelo duopólio Estado e Santa Sé, com a agravante que a Internet civil era uma mera obra ficção científica.

Pegando nas palavras do caro R4, o maior elogio que lhe posso tecer são as palavras escritas, em 1998, pelo director do Expresso aquando Balsemão era Primeiro Ministro: Augusto de Carvalho.

https://expresso.pt/actualidade/augusto-de-carvalho-e-os-25-anos-do-expresso=f749254

Pessoalmente e puxando a brasa à nossa sardinha radiofónica, questiono a razão de, dada a ligação do saudoso Emídio Rangel à TSF Rádio Jornal, o porquê da SoJornal não ter comprado o portefólio TSF, XFM e NRJ Rádio Energia aquando o desaparecimento da cooperativa e a venda à Lusocanal. À Impresa sempre lhe faltou a rádio para ser uma empresa plenamente multimédia.
Aliás, a SIC até há poucos anos mantinha uma ligação de cortesia com a TSF.

Outro tesourinho que aqui deixo é sobre o leilão da Rádio Comercial, onde FPB apoiou a família Botelho Moniz para a compra da RC, talvez com o intuito histórico de reaver para aquela família a marca Rádio Clube Português nacionalizada no pós-25 de Abril de 1974.

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/privatizacao-da-radio-comercial/

Certo. Foi uma perda o grupo TSF não ter ficado nas mãos da Impresa. Pessoalmente, tenho uma ideia de porque não terá acontecido, acho que na peça a jornalista deixa a nu, para bom entendedor. A TSF é, ainda hoje, uma rádio de esquerda. Provavelmente, se tivesse ido para a Impresa, provavelmente hoje não teríamos um tópico designado "Rádio Observador".
Sempre pensei que a relação de cortesia da SIC era com a R/Com... ;D ;D

Em relação à direção do Expresso, têm mesmo a certeza de que o atual Presidente não era diretor no período do Governo Balsemão? Ainda ontem ao ouvi-lo, ficava com essa ideia, e há vários CV's dele que o deixam subentendido:

https://gci.iscte-iul.pt/2022/univ/assets/bio/marcelo_rebelo_sousa.pdf?utm_source=chatgpt.com

Essa relação de cortesia com a R/Com é recente.

Relembro que era comum nos anos 90 e 2000 o intercâmbio de jornalistas entre a TSF e a SIC (o Fernando Alves, por exemplo, foi comentador na Noite da Má Língua, a Quadratura do Círculo era basicamente o Flashback da TSF e quando a Maria João Ruela foi baleada no Iraque (lembro-me de ver isso na TV) ela estava acompanhada por um repórter da TSF. Onde é que a Rádio Observador tem essa classe que a TSF tinha?

https://www.bbc.com/portuguese/noticias/story/2003/11/printable/031114_portuguesjr

Sem nunca esquecer o "Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer", bem como a Grande Reportagem, creio.
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: O Bigode do Sala em Outubro 23, 2025, 11:28:40 am
"passagem de um Portugal militar para um Portugal Democrático e civil"? noto que a transição esteve sempre prevista e os únicos responsáveis pela sua concretização foram os próprios militares, que já previam nos documentos inerentes ao movimento dos capitães, tal transição para uma democracia com sufrágio universal.
Relevo que o título (posto militar), nos militares dos quadros permanentes, permanece até ao final das suas vidas, tal como as comendas e outros títulos, assim como também é verdade para os títulos concedidos pelo ensino superior (seja militar ou civil).
Um militar não se pode candidatar a PR, portanto, se está na corrida, não deve usar o título, e ele não esconde que até gosta dele. Nada contra que o use, mas não no contexto de um cargo que tem de ser ocupado por um civil.

Sobre a primeira parte, o @AG disse tudo. Acrescentaria apenas que é mais ao menos consensual entre os historiadores políticos e económicos que Portugal entra no pelotão das democracias liberais, de matriz totalmente ocidental, justamente com a governação de Francisco Pinto Balsemão, que começa a lançar que abrem caminho a que Mário Soares e Cavaco Silva, os dois pais fundadores da verdadeira democracia política, Parlamentar e Plural, devolvam o país a uma economia plenamente de mercado. Em bom rigor, eu nasci em 1991, e ainda me lembro, por exemplo, dos combustíveis tabelados pelo Estado, ou da falta de concorrência nas telecomunicações. Algumas reformas que vêm dos tempos da Revolução, e também do absolutamente planificador Estado Novo, só mesmo nos governos de Barroso e Sócrates é que ficaram concluídas.
(Também não deixa de ser verdade que continua a imperar uma lógica de cartelização, que na maioria dos países da Europa seria severamente sancionada, e aqui passa pelos pingos da chuva).

Não quero imaginar viver num país onde os órgãos de comunicação social eram dominados pelo duopólio Estado e Santa Sé, com a agravante que a Internet civil era uma mera obra ficção científica.

Pegando nas palavras do caro R4, o maior elogio que lhe posso tecer são as palavras escritas, em 1998, pelo director do Expresso aquando Balsemão era Primeiro Ministro: Augusto de Carvalho.

https://expresso.pt/actualidade/augusto-de-carvalho-e-os-25-anos-do-expresso=f749254

Pessoalmente e puxando a brasa à nossa sardinha radiofónica, questiono a razão de, dada a ligação do saudoso Emídio Rangel à TSF Rádio Jornal, o porquê da SoJornal não ter comprado o portefólio TSF, XFM e NRJ Rádio Energia aquando o desaparecimento da cooperativa e a venda à Lusocanal. À Impresa sempre lhe faltou a rádio para ser uma empresa plenamente multimédia.
Aliás, a SIC até há poucos anos mantinha uma ligação de cortesia com a TSF.

Outro tesourinho que aqui deixo é sobre o leilão da Rádio Comercial, onde FPB apoiou a família Botelho Moniz para a compra da RC, talvez com o intuito histórico de reaver para aquela família a marca Rádio Clube Português nacionalizada no pós-25 de Abril de 1974.

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/privatizacao-da-radio-comercial/

Certo. Foi uma perda o grupo TSF não ter ficado nas mãos da Impresa. Pessoalmente, tenho uma ideia de porque não terá acontecido, acho que na peça a jornalista deixa a nu, para bom entendedor. A TSF é, ainda hoje, uma rádio de esquerda. Provavelmente, se tivesse ido para a Impresa, provavelmente hoje não teríamos um tópico designado "Rádio Observador".
Sempre pensei que a relação de cortesia da SIC era com a R/Com... ;D ;D

Em relação à direção do Expresso, têm mesmo a certeza de que o atual Presidente não era diretor no período do Governo Balsemão? Ainda ontem ao ouvi-lo, ficava com essa ideia, e há vários CV's dele que o deixam subentendido:

https://gci.iscte-iul.pt/2022/univ/assets/bio/marcelo_rebelo_sousa.pdf?utm_source=chatgpt.com

Essa relação de cortesia com a R/Com é recente.

Relembro que era comum nos anos 90 e 2000 o intercâmbio de jornalistas entre a TSF e a SIC (o Fernando Alves, por exemplo, foi comentador na Noite da Má Língua, a Quadratura do Círculo era basicamente o Flashback da TSF e quando a Maria João Ruela foi baleada no Iraque (lembro-me de ver isso na TV) ela estava acompanhada por um repórter da TSF. Onde é que a Rádio Observador tem essa classe que a TSF tinha?

https://www.bbc.com/portuguese/noticias/story/2003/11/printable/031114_portuguesjr

Sem nunca esquecer o "Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer", bem como a Grande Reportagem, creio.

O Governo Sombra foi, em tempos, uma parceria com a TVI24 quando o José Alberto Carvalho era director de informação do canal de Queluz de Baixo.

Após o divórcio de Carlos Vaz Marques com a TSF e, consequentemente, a venda da Média Capital pela PRISA, o Governo Sombra «acaba», nascendo exclusivamente nas madrugadas da SIC (generalista) como «Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer».
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: pdnf em Outubro 26, 2025, 12:57:49 am

O Governo Sombra foi, em tempos, uma parceria com a TVI24 quando o José Alberto Carvalho era director de informação do canal de Queluz de Baixo.

Após o divórcio de Carlos Vaz Marques com a TSF e, consequentemente, a venda da Média Capital pela PRISA, o Governo Sombra «acaba», nascendo exclusivamente nas madrugadas da SIC (generalista) como «Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer».

Não me lembrava de ter passado pela TVI24, mas na SIC N tinha a certeza que ainda tinha estado às 0h de sábado, depois do EdMN como "Governo Sombra":
https://sic.pt/programas/governo-sombra/videos/2020-10-23-Governo-Sombra---23-de-outubro
Título: Re: Grupo Impresa
Enviado por: AG em Outubro 26, 2025, 12:00:24 pm

O Governo Sombra foi, em tempos, uma parceria com a TVI24 quando o José Alberto Carvalho era director de informação do canal de Queluz de Baixo.

Após o divórcio de Carlos Vaz Marques com a TSF e, consequentemente, a venda da Média Capital pela PRISA, o Governo Sombra «acaba», nascendo exclusivamente nas madrugadas da SIC (generalista) como «Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer».

Não me lembrava de ter passado pela TVI24, mas na SIC N tinha a certeza que ainda tinha estado às 0h de sábado, depois do EdMN como "Governo Sombra":
https://sic.pt/programas/governo-sombra/videos/2020-10-23-Governo-Sombra---23-de-outubro
Se não me engano nas datas, o Governo Sombra em televisão começou na TVI24 em 2012 e passou para a SICN no início de 2020.

Lembro-me que o divórcio polémico do Carlos Vaz Marques com a TSF foi no verão de 2021, e portanto foi nessa altura que tiveram de mudar o nome do programa.