Fórum da Rádio
Estações de radiodifusão => Rádios no mundo => Tópico iniciado por: joao_s em Junho 21, 2016, 12:00:23 am
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A Rádio 2 da BBC baseia-se em conceitos que não estamos habituados em Portugal.
A grelha estrutura-se em programas fixos, do tipo magazine, com convidados e assuntos do quotidiano de interesse geral, condimentados com música contemporânea variada, do pop ao rock, do folk ao jazz, etc. um equilibro entre os êxitos do momento com os das 5 décadas precedentes. Por outro lado, a grelha contempla programas que se renovam, o ouvinte ao ligar o recetor na expetativa de ouvir um dado programa, depara-se com outro programa no ar, no mesmo horário. É como se a rádio de reinventasse e renovasse periodicamente, uma dinâmica que se faz ouvir, sobretudo, no horário da noite. Tal faz lembrar as séries de televisão, muitas organizadas em temporadas, que, quando terminam são substituÃdas por outras. Talvez este modelo, que se renova, permita estabelecer um fluxo de pessoas de fora do mundo da rádio que participam na construção de uma imagem pública profÃcua da mesma, ao produzirem programas temáticos de qualidade, com conteúdos de que são “especialistasâ€.
Este agradável modelo de rádio vigora no Reino Unido desde 1967, mas por cá é uma absoluta novidade. Nunca ouvi nenhuma rádio com estas caracterÃsticas em Portugal.
Esperemos que na próxima quinta-feira os ingleses não desistam deste irreconhecÃvel projeto da UE. É importante lembrar que este paÃs foi impulsionador da revolução industrial (a rádio nasceu com a revolução industrial), da democracia, do comércio, da ciência, das artes, do cinema, da literatura, da música, etc., ou seja, uma referência na cultura, ciência, economia das sociedades ocidentais. Abrir um rombo, uma brecha, no projeto europeu não serve as partes, o que poderá é preceder um perÃodo de maior incerteza, maior complexidade, de novas/velhas rivalidades de desfecho difÃcil de antecipar.
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Desculpe-me a provocação: primeiro, a "tara" era a Smooth FM. Depois, é a BBC Radio 2. Não me interprete mal, mas a seguir será o quê? A Sputnik russa ou a Rádio Popular de Soure?
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??
Num fórum público cada um publica aquilo que acha sobre um dado assunto. Suponho que não está obrigado a seguir a corrente, e ser condicionado à partida. Chama-se a isso pluralismo. Se o assunto não lhe interessar, não lê. Tão simples quanto isso. É o que usualmente se faz. Não é uma provocação, é a sua opinião, válida como qualquer outra.
Sputnik e Rádio Popular de Soure?? Qual a relação? Nonsense…
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Esperemos que na próxima quinta-feira os ingleses não desistam deste irreconhecÃvel projeto da UE. É importante lembrar que este paÃs foi impulsionador da revolução industrial (a rádio nasceu com a revolução industrial), da democracia, do comércio, da ciência, das artes, do cinema, da literatura, da música, etc., ou seja, uma referência na cultura, ciência, economia das sociedades ocidentais. Abrir um rombo, uma brecha, no projeto europeu não serve as partes, o que poderá é preceder um perÃodo de maior incerteza, maior complexidade, de novas/velhas rivalidades de desfecho difÃcil de antecipar.
Os Ingleses votaram no Brexit... e agora? Será que vai mudar algo na BBC Radio 2? ;D
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Viva "FMnoAlentejo",
o resultado explosivo do referendo irá provocar ondas de choque com consequências imprevisÃveis na UE, mas também no próprio Reino Unido que, no limite, pode deixar de o ser, dando lugar a estados independentes. Um terramoto prolongado em que a generalidade dos danos apenas se estimará passado anos, quando a poeira assentar. A Europa não voltará a ser a mesma, para que sentido evoluirá, ninguém sabe.
Na escala subatómica, à primeira vista, o serviço público de rádio e televisão do Reino Unido pode ser afetado, caso a Escócia e Irlanda do Norte se separem, levando à desintegração (uma turbulência que se tende a espalhar pelo continente europeu, servindo de rastilho para outras regiões reivindicarem o separatismo). Apenas referindo as estações de rádio públicas, estas multiplicam-se em número elevado pelas terras de S. Majestade.
A Radio 2 espelha, de alguma forma, a influência que a cultura inglesa tem no mundo ocidental, e dirige-se aos cidadãos de uma sociedade contemporânea e cosmopolita. O que pode acontecer, como consequência desta tomada de posição, é que a cultura inglesa deixe de ter relevância no ocidente. Não deixa de ser irónico que o paÃs cuja lÃngua materna foi adotada como lÃngua universal, falada em todo o mundo, a lÃngua da globalização, queira erguer fronteiras e isolar-se de um dos maiores blocos económicos do planeta. O Reino Unido não pode desconectar-se da Europa, isso é certo, a Europa nunca será completa sem o Reino Unido. O que se segue suscita um enorme interesse, a acompanhar, por exemplo em rádios informativas como a Antena 1 ou TSF (no setor da radiodifusão). Devemos a existência da Europa atual a este PaÃs, em que o dia D, o desembarque dos aliados nas praias da Normandia, a 6 de junho de 1944, que finalizou o domÃnio nazi na Europa, é um dos exemplos mais relevantes. Para não falar da revolução industrial e do movimento Arts&Crafts, da qual a indústria alemã se inspirou. As influências relevantes são inúmeras…
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Com este tópico, gostaria de saber qual a vossa opinião acerca desta estação de rádio, que é uma das minhas favoritas e costumo ouvi-la com muita frequência. Para alem disso, também gostaria de saber se existe ou já existiu (aqui incluem-se tanto as rádios extintas ou que entretanto mudaram de formato) alguma rádio em Portugal semelhante a esta e ainda em que condições se recebem os 1215 AM em território português (em especial no Norte do paÃs).
Para quem não conhece a emissora em questão, deixo aqui os links com as últimas músicas que passaram na rádio, bem como a atual playlist da rádio no que diz respeito aos temas mais recentes e a apresentação da rádio.
http://absoluteradio.co.uk/absolute-radio/music/
http://absoluteradio.co.uk/music/new-music/
http://absoluteradio.co.uk/about/hello/index.html
Quanto à emissão online, apesar da mesma só estar disponÃvel no Reino Unido, é possÃvel ouvir a Absolute Radio recorrendo a uma VPN, ou através da aplicação móvel da rádio (Nos smartphones e tablets Android, a aplicação não pode ser descarregada através da Play Store. Para poder ter acesso à aplicação, basta procurar no google o ficheiro .apk correspondente à aplicação em questão. Em relação aos smartphones e tablets com iOS e Windows Phone, não sei se é possÃvel obter a aplicação através das respetivas lojas oficiais de aplicações.)
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É herdeira da antiga Virgin Radio? Lembro-me de a escutar nessa frequência em OM.
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É sim senhor. A antiga Virgin Radio emitiu entre 1993 e 2008 em 1215 AM e 105.8 MHz (Londres, emissor de Crystal Palace, com aproximadamente 4 Kw de potência). Atualmente, a Absolute Radio para além de emitir nas frequências anteriormente mencionadas também se ouve em FM na região de Birmingham nos 105.2 MHz (emissor de Sutton Coldfield com 11 Kw de potência) anteriormente ocupada pela Kerrang Radio (agora uma rádio que só emite em plataformas digitais) e Planet Rock (esta apenas emitiu nesta frequência durante aproximadamente 1 ano, também apenas disponÃvel no digital).
E por falar em Virgin Radio, recentemente foi lançada uma nova versão da Virgin Radio no DAB (começou a emitir a 30 de Março de 2016), que faz parte do grupo da Talksport (1053 e 1089 AM), sendo que esta nova Virgin Radio passa um misto de êxitos pop atuais com rock da década de 80 até à atualidade, com a playlist a incidir mais no rock do que no pop. Para mais informações acerca da nova Virgin Radio, podem consultar o site da mesma (www.virginradio.co.uk) e no que diz respeito à emissão online, esta não tem qualquer restrição geográfica.
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De referir que a Absolute Radio opera, na faixa de Onda Média, não somente nos 1215, como também tem um pequeno número de emissores nos 1197 kHz e em outras frequências. Cf: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Absolute_Radio
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De referir que a Absolute Radio opera, na faixa de Onda Média, não somente nos 1215, como também tem um pequeno número de emissores nos 1197 kHz e em outras frequências. Cf: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Absolute_Radio
Nem Mais! Esses emissores servem para evitar interferências entre os emissores que operam nos 1215 AM, mas ainda assim existem zonas no Reino Unido onde as emissões dos 1215 AM interferem umas com as outras, principalmente à noite, pelo que a melhor forma de ouvir a Absolute Radio é através do FM nas zonas onde os 105.8 MHz e os 105.2 MHz são audÃveis (Grande Londres e área metropolitana de Birmingham) ou através da Internet.
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Para quem estiver interessado em ouvir a Absolute Radio e possuir um smartphone ou tablet com sistema operativo Android, pode descarregar aqui o ficheiro .apk que permite instalar a aplicação no dispositivo:
https://apkpure.com/absolute-radio/com.android.abr
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Chama-se “BBC Music Jazz†o novo canal de rádio da BBC com estreia marcada para 10 de novembro. Estará disponÃvel na rede DAB do Reino Unido, tendo os serviços competentes procedido à reconfiguração dos multiplexadores para acomodar a nova estação. Assim, o fluxo de bits (bit rate) das estações que já existem no serviço, como as “BBC Radios 1, 2, 6 music e 1 Xtraâ€, decresce de 128 kbps para 112 kbps, uma alteração técnica considerada marginal, que não terá efeitos percetÃveis na qualidade de som. Já a nova “BBC Music Jazz†será difundida em mono na rede DAB para manter a qualidade global de som, solução de compromisso quando se procura obter qualidade global no vasto portefólio de serviços que o operador público inglês disponibiliza à sociedade.
A estação estará também disponÃvel online, nos dispositivos móveis e no serviço “Internet Radio - vTunerâ€. No serviço “vTuner†ainda não consta a opção de escuta da “BBC Music Jazzâ€, conforme pude verificar numa busca que fiz há pouco.
Segundo o operador inglês, o novo canal de rádio irá encorajar muitos ouvintes a aderir ao serviço digital de rádio pela primeira vez, já que concentra os diferentes géneros de jazz num mesmo produto. A estação pública inglesa irá partilhar conteúdos com a estação comercial “Jazz FMâ€, em lógica de parceria.
Para uns, o mundo é dinâmico. Outros assistem às mudanças acomodados e de braços cruzados.
Dois links sobre este assunto, de uma rádio que ainda não emite:
http://www.bbc.co.uk/programmes/p033dmdy (http://www.bbc.co.uk/programmes/p033dmdy)
http://www.bbc.co.uk/programmes/articles/NK0RzQnT5r0KLb4D45Vwvl/how-to-find-bbc-music-jazz-faqs (http://www.bbc.co.uk/programmes/articles/NK0RzQnT5r0KLb4D45Vwvl/how-to-find-bbc-music-jazz-faqs)
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São extraordinárias a originalidade, inovação e dinâmica que os ingleses promovem na sua rádio. A rádio temática “BBC Music Jazzâ€, inicia as emissões a 10 de novembro e termina a… 14 de novembro, apenas estará no ar 4 dias. Tal implica toda uma logÃstica a que não estamos habituados em Portugal , a reconfiguração da rede nacional de DAB para acomodar a estação, esta rede detém uma cobertura de 97% do território, para um universo na ordem de 60 milhões de ouvintes; lançamento de diversos serviços online, bem como da viabilização de vastas possibilidades de escuta; isto para: 4 dias! Findo este perÃodo de tempo, os serviços são repostos ao estado anterior. Não fazia ideia que a infraestrutura DAB permitia tamanha flexibilidade.
Entre outros, nos 4 dias de emissão, será dado a conhecer um TOP de 50 álbuns de Jazz resultante das escolhas da comunidade de Jazz, músicos de Jazz, crÃticos da especialidade, jornalistas e as escolhas dos radialistas da BBC e da estação privada “Jazz FMâ€, que faz parceria com a BBC nesta iniciativa. Uma verdadeira epopeia cultural para os ouvintes. O serviço público na linha da frente. De facto, extraordinário.
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É pena não ser em DAB+. As únicas estações com qualidade de som minimamente aceitável no DAB são das da BBC e apenas algumas rádios locais. A grande maioria tem um som horrÃvel (incluindo a Absolute Radio que emite a 80 Kbps em Mono). O FM continua a ser a melhor opção para ouvir rádio no Reino Unido.
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“mpereiraâ€, oiço regularmente a “BBC Radio Two†através do serviço “Internet Radio – vTuner†com codec mp3, a 128 kbps, e posso asseverar que a qualidade de som é superior à das nossas estações de rádio em FM. A estação de rádio que refere “Absolute Radio†(estou a ouvir agora, enquanto escrevo) também está disponÃvel no serviço “Internet Radio – vTuner†com codec mp3, a 128 kbps, e a qualidade de som não é idêntica à da BBC, está uns furos abaixo, mesmo assim, o som é bastante aceitável, os agudos é que podiam estar com melhor de definição. Na BBC os agudos são definidos. Quanto ao serviço de DAB no Reino Unido, não disponho de informação recolhida por observação direta.
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O álbum “Reckless†de Byan Adams fez/faz parte da discografia dos jovens de uma geração. Editado em 1984, teve a divulgação do tema “Run to you†no programa “TNT†do FM Estéreo da Rádio Comercial e em “primeira mãoâ€. Seguiram-se “Heavenâ€, “Somebodyâ€, “Summer of ‘69â€, “One Night Love Affairâ€, etc. É incontornável, este disco faz parte da memória da minha geração.
Bryan Adams vai ter o seu programa na “BBC Radio 2â€! Dia 26 de dezembro, à s 12 horas, “Bryan Adams Rocks !†contempla uma seleção de temas escolhida e apresentada pela lenda do rock canadiano, que inclui os temas favoritos do músico, de artistas tais como David Bowie, The Rolling Stones, Deep Purple, Led Zeppelin, Nirvana, The Who… Certamente a não perder, nem que seja em diferido.
Para a quadra que se avizinha a “BBC Radio 2†está a preparar uma série de novidades, numa grelha que se afigura muito interessante. Uma rádio de excelência. A rádio continua viva, de boa saúde, com visão holÃstica da cultura contemporânea e a despertar/manter nÃveis elevados de interesse, no seu estilo único de comunicação. 5*
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“The World’s 100 Best Selling Artists†é o programa que estreia dia 26 de dezembro, pelas 9h30, estruturado em episódios com 2h30 de duração. A “BBC Radio 2†convida os ouvintes a revisitarem a história através da música, desde a década de 50 do Séc. XX até ao presente.
Esta também é rádio que conta com a presença de radialistas de 80 anos de idade (80 anos!) e radialistas jovens, intergeracional, culta e inteligente. Um modelo em que todos se reveêm, desde os mais novos aos mais velhos, todos são importantes.
Fala-se em Portugal como paÃs periférico nos mais diversos de contextos. A rádio portuguesa ainda é mais periférica e o serviço público de radiodifusão atrasado e decadente, sem nenhum interesse.
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Os que nasceram nos anos 70/71 ou nos imediatamente anteriores, portanto crianças ou jovens na década de 70, certamente que se lembram da cantora “Suzi Quatroâ€. Em 1978, obteve um sucesso meteórico com o tema “She's In Love With Youâ€, inclusive em Portugal ouvia-se em toda a parte. A imagem de marca da artista era de jovem rebelde, pronta para conquistar as tabelas dos TOPS. O tema foi editado antes de haver o género musical “POPâ€, em Portugal ainda não havia o “FM Estéreo da Rádio Comercialâ€, a rádio ouvia-se essencialmente em Onda Média. Foi na década de 70 que foram lançados alguns dos melhores temas de Rock de sempre, icónicos e intemporais, género que está ligado a esta década, assim como o “Discoâ€, que não sobreviveu para as décadas seguintes. Também foi na década de 70 que a HI-FI evoluiu significativamente a nÃvel de tecnologia e qualidade de som.
A sonoridade do tema aludido é de um “rock†comercial, sem sofisticação, mas que se ouve bem e teve uma enorme aceitação na altura. Um pretexto para recordarem a vossa infância. Fica o link para refrescarem a memória:
https://www.youtube.com/watch?v=PLXOlQu0LkM (https://www.youtube.com/watch?v=PLXOlQu0LkM)
A "Suzi Quatro" vai estar na “BBC Radio 2†no próximo dia 4 de janeiro de 2017, pelas 22 horas. Estes estão em todas, fantástico. O programa vai ser dinamizado pelo radialista “Graham Gouldman†da “BBC Radio London†(94.9 FM | DAB).
Um facto curioso é que há radialistas da BBC fazem programas nas diferentes estações do grupo BBC e de forma rotativa.
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Onde vocês escutam a BBC RADIO 2?
Estive no site e não encontro o player.
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Olhe que nos anos 70 o FM já era bastante ouvido em Portugal, quer no tempo do RCP FM, quer na RDP Programa 4. Programas históricos como o Em Órbita ou o Dois Pontos são desse tempo, no caso do primeiro, dos anos 60 ainda. O FM não estaria tão massificado (sobretudo porque não havia walkmans) mas já tinha muita divulgação.
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Onde vocês escutam a BBC RADIO 2?
Estive no site e não encontro o player.
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No site da BBC radio 2 clico em listen live e a coisa funciona. Tenho também um aparelho hi-fi da Philips com ligação à net e lá estão disponÃveis todas as estações da BBC. Costumo ouvir a radio 6 music.
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Onde vocês escutam a BBC RADIO 2?
Estive no site e não encontro o player.
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Se estiver a ponderar uma viagem até ao Reino Unido, como é o meu caso para 2017, poderá sintonizar a “BBC Radio 2†em [88.0 ~ 91.0 FM | DAB]. Em Portugal dispõe de 3 alternativas para uma audição confortável e com qualidade de som: emparelhar o computador (ou dispositivo móvel) com um sistema áudio, através da tecnologia Bluetooth – BT Audio, e utilizar o player disponibilizado no website da “BBC Radio 2â€, ou seja, utilizar o computador como intermediário; utilizar um sistema áudio que integre a tecnologia wireless, configurá-lo para a rede local doméstica e utilizar o serviço “Internet Radioâ€, que disponibiliza quase todas as estações de rádio dos mais diversos paÃses – streaming direto do próprio sistema; utilizar o serviço da emissão de rádio disponibilizado por um operador de televisão por subscrição – o MEO tem as rádios da BBC, o NOS não tem rádios internacionais.
Contrariamente ao participante “Boxxâ€, que ouve uma rádio que obedece a um determinado perfil e o resto não lhe interessa, eu prefiro rádios que não se limitem a um estilo musical e de comunicação uniforme, digamos assim, ou seja, que tenham comunicação falada diversificada, programas de autor nas mais diversas áreas e dediquem programas a diferentes estilos musicais: Jazz, Orquestra, POP, Rock, Soul, Folk,… temas mais antigos, música moderna, com radialistas conhecedores dos diferentes estilos de música (não iletrados de música, como em Portugal. Formação em música igual a zero.)
Classificaria o modelo da “BBC Radio 2†como um produto cultural relevante, que melhora/aumenta a cultura geral de quem a ouve, e tal como ler um livro, visionar um filme, assistir a um concerto ao vivo, etc. contribui para a qualidade de vida de cada um. Não é uma rádio banal e descartável, muito pelo contrário.
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Vou escutar. Muito obrigado pelas dicas!
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Onde vocês escutam a BBC RADIO 2?
Estive no site e não encontro o player.
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Se estiver a ponderar uma viagem até ao Reino Unido, como é o meu caso para 2017, poderá sintonizar a “BBC Radio 2†em [88.0 ~ 91.0 FM | DAB]. Em Portugal dispõe de 3 alternativas para uma audição confortável e com qualidade de som: emparelhar o computador (ou dispositivo móvel) com um sistema áudio, através da tecnologia Bluetooth – BT Audio, e utilizar o player disponibilizado no website da “BBC Radio 2â€, ou seja, utilizar o computador como intermediário; utilizar um sistema áudio que integre a tecnologia wireless, configurá-lo para a rede local doméstica e utilizar o serviço “Internet Radioâ€, que disponibiliza quase todas as estações de rádio dos mais diversos paÃses – streaming direto do próprio sistema; utilizar o serviço da emissão de rádio disponibilizado por um operador de televisão por subscrição – o MEO tem as rádios da BBC, o NOS não tem rádios internacionais.
Contrariamente ao participante “Boxxâ€, que ouve uma rádio que obedece a um determinado perfil e o resto não lhe interessa, eu prefiro rádios que não se limitem a um estilo musical e de comunicação uniforme, digamos assim, ou seja, que tenham comunicação falada diversificada, programas de autor nas mais diversas áreas e dediquem programas a diferentes estilos musicais: Jazz, Orquestra, POP, Rock, Soul, Folk,… temas mais antigos, música moderna, com radialistas conhecedores dos diferentes estilos de música (não iletrados de música, como em Portugal. Formação em música igual a zero.)
Classificaria o modelo da “BBC Radio 2†como um produto cultural relevante, que melhora/aumenta a cultura geral de quem a ouve, e tal como ler um livro, visionar um filme, assistir a um concerto ao vivo, etc. contribui para a qualidade de vida de cada um. Não é uma rádio banal e descartável, muito pelo contrário.
Não sei onde é que o meu caro amigo retirou essa ideia absurda... Eu ouço essencialmente Radar, Antena 3, BBC Radio 6, Vodafone, SBSR, Radio Nova, Universitária Minho, Oxigénio. Quer caldeirão mais eclético do que este??? Do meu amigo só tenho ouvido endeusar primeiro a smooth fm e depois a BBC radio 2, que são a quinta maravilha da rádio...
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Não sei onde é que o meu caro amigo retirou essa ideia absurda... Eu ouço essencialmente Radar, Antena 3, BBC Radio 6, Vodafone, SBSR, Radio Nova, Universitária Minho, Oxigénio. Quer caldeirão mais eclético do que este??? Do meu amigo só tenho ouvido endeusar primeiro a smooth fm e depois a BBC radio 2, que são a quinta maravilha da rádio...
Fica a correção. “Amigos†como dantes, OK? Relativamente à última observação, a “Smooth FM†trouxe uma nova e diferente sonoridade ao éter, embora temática e repetitiva, a â€BBC Radio 2†generalista e diversificada, é o que prefiro. Não me saturo a ouvi-la.
Alguns números estatÃsticos do Reino Unido, para os que prestam atenção à s tendências de consumo no meio da rádio:
- Percentagem da população que ouve rádio: 89,1% (48,2 milhões de adultos);
- média de horas que cada ouvinte dedica à emissão de rádio em direto e por semana: 21 horas e 30 min (a rádio tem uma expressão significativa enquanto meio de comunicação);
- Percentagem de ouvinte que ouve rádio através das plataformas digitais: 59%;
- Ouvintes que possuem recetor DAB: 31 milhões (tem vindo a aumentar);
- Na escuta das emissões nas diferentes tecnologias de difusão digital, 71% pertence recetores DAB.
Fonte: http://radiotoday.co.uk/2016/10/rajar-q3-2016-quarterly-infographic-data-sheet/ (http://radiotoday.co.uk/2016/10/rajar-q3-2016-quarterly-infographic-data-sheet/)
Tabelas de audiência em diferentes paÃses, incluindo o Reino Unido (contém a Tabela de audiências de Londres e a tabela de audiências do todo Nacional - procurar no link seguinte).
LONDRES
- A rádio mais ouvida ente Julho e Setembro foi a “BBC Radio 4â€, informação & atualidade, (alguns explicam a subida para 15, 5% com o Brexit e a necessidade de a opinião publica procurar informação sobre o assunto);
- A segunda rádio mais ouvida foi a “BBC Radio 2â€, cultura & entretenimento: 10,9%;
{…}
REINO UNIDO
- A rádio mais ouvida entre julho e setembro foi a “BBC Radio 2â€, com 15,1 milhões de ouvintes: 16,7%;
- A segunda rádio mais ouvida foi a “BBC Radio 4â€, com 11,2 milhões de ouvintes: 11,8%
{…}
Fonte: http://www.radiointelligence.com/ratings/ (http://www.radiointelligence.com/ratings/)
A "BBC Radio 2" foi premiada como a melhor rádio deste paÃs em 2014.
No Reino Unido o serviço público respira a plenos pulmões com dois canais tÃpicos da missão de serviço público no topo da tabela de audiências. Certamente que estes canais atuam como fator de equilÃbrio e referencia para todo o setor. Não há publicidade nos canais de serviço público, logo não induzem desequilÃbrios de concorrência.
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Encontro-me a ouvir “The Michael Ball Showâ€, na linha do serviço público radiofónico de excelência, no qual foi feita referência a Portugal. São várias as referências ao nosso paÃs nesta estação de rádio, que consubstanciam uma imagem positiva. Desta feita, um casal de ingleses comunicou com o radialista desde o Algarve, tendo mencionado que ouvia a emissão online e dando uma opinião muito favorável da região e do paÃs. É agradável ouvir tais referências. Os espetáculos no MEO Arena, Lisboa, também já tiveram eco nesta estação de rádio…
Em termos musicais, são vários os temas que já ouvi cantados em português do Brasil mas, até agora, ainda não ouvi nada do nosso português… A ver se tal acontece num destes dias…
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Grande programa de rádio que vai para o ar aos domingos à tarde, 15h ~17h. Chama-se “Johnnie Walker’s Sounds Of The 70sâ€, dinamizado por um veterano da rádio, respeitável pela larga experiência e conhecimento manifestado. Como seria interessante ouvir esta estação no autorrádio, podendo deslizar por aà fora com a famÃlia na companhia deste magnifico som. Tal não é possÃvel, por enquanto. Resta aguardar pela evolução da tecnologia que permita ouvir no automóvel a rádio que cada um bem entende, porque a nossa rádio é bastante imatura, insipiente e desinteressante.
Hoje já passou Eagles, Fleetwood Mac, Joe Jackson, Bruce Springsteen - Santa Claus Is Comin' To Town (fantástica versão gravada ao vivo em dezembro de 1975, nunca tinha ouvido), Stevie Wonder, The Jackson 5, Queen, Chic, Average White Band & Ben E. King, até agora…
Como convidado para uma conversa informal, o vocalista dos “The Osmondsâ€, que se ouve muitÃssimo bem.
Este programa mostra bem a razão pela qual o FM se popularizou na década de 70, música cada vez mais moderna, sofisticada e arrojada, assim como a cada vez maior procura de equipamentos HI-FI levou a uma evolução significativa destes.
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Boas Festas! “Bryan Adams Rocks!†está no ar até à s 14 horas de hoje. Uma viagem até aos temas e bandas de Rock que influenciaram o músico, apresentados pelo próprio. Recomendado! No link seguinte podem escutar o programa (também irei ouvir em diferido a segunda hora por esta via, que apresenta um decréscimo na fidelidade de áudio relativamente à opção da “Internet Radioâ€).
http://www.bbc.co.uk/programmes/b085fw4s (http://www.bbc.co.uk/programmes/b085fw4s)
A rádio no seu melhor faz-se por aqui.
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Excelente programa que está no ar até à s 19 horas, “Johnnie Walker Meets Mark Knopflerâ€. O radialista veterano da “BBC Radio 2†convida os ouvintes para um programa biográfico com a presença do músico, que apresenta o seu testemunho sobre extensa carreira desde a formação dos “Dire Straits†até à carreira a solo. ImprescindÃvel! Podem ouvir neste link:
http://www.bbc.co.uk/programmes/b05vxxmr (http://www.bbc.co.uk/programmes/b05vxxmr)
(A rádio no seu melhor.)
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Para os que apreciam rádio de qualidade, com conteúdo pertinente e que contribui para a cultura geral e bem-estar de quem o usufrui, não posso deixar de recomendar o programa da cantora dos anos 70, “Suzi 4â€. Esta semana dinamizou o seu programa, de nome “Quatrophonicâ€, sozinha, sem a presença de convidados. De destacar a excelente presença enquanto radialista e a excelente seleção musical. Quem diria que a artista conhecida pelo rock comercial dos anos 70, e destinado a adolescentes, dinamizaria um programa desta (elevada) categoria. Certamente que os gostos vão amadurecendo com o passar dos anos. A rádio pública inglesa presta um verdadeiro serviço ao seu auditório, devidamente gizado e com substância, contribuÃdo para a formação de gostos e o desenvolvimento do gosto pela cultura. Uma rádio assim, renova gerações após gerações, mantendo a audiência constante ao longo dos anos. Certamente que os filhos habituados a ouvir a rádio que os seus pais ouvem, mantêm esse hábito com o passar do tempo, servindo essa estação como um referencial. Esta estação, a “BBC Rádio 2â€, também funciona, por analogia, como a primeira página de um jornal, que chama a atenção para os conteúdos desenvolvidos no interior. A “BBC Radio 2†poderá chamar a atenção para rádios temáticas, dada a sua diversidade/abrangência, mas a maioria dos ouvintes manter-se-á fiel à estação de referência. Estou certo disso.
Dá gosto ouvir uma rádio assim. Não é de modas, nem acontece por acaso, o produto radiofónico é meticulosamente pensado e preparado.
Link para o programa de hoje (quarta-feira, 11.jan.2017):
http://www.bbc.co.uk/programmes/b087ppmf (http://www.bbc.co.uk/programmes/b087ppmf)
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Num espaço deste tipo, julgo que há lugar para a menção dos bons programas de rádio, feitos por quem sabe do assunto e que pretende acrescentar valor ao que partilha com o público; isto independentemente do paÃs de origem. Profissionais do meio da rádio ou do mundo da música que sabem como engradecer esta forma única de comunicação. A rádio nunca terá um fim à vista com profissionais deste calibre, o que pode mudar é a tecnologia de sintonia (encontrando-se Portugal novamente atrasado relativamente aos outros paÃses europeus, porque aqui não há DAB para ninguém. Encontramo-nos atrasados em tudo: conteúdos de rádio e tecnologias de difusão…).
Assim, venho, por este meio, recomendar mais um programa da Rádio 2 da BBC. O nome é do próprio radialista residente da estação e profissional da música (cantor e pianista de jazz, considerado uma referência do género), chama-se “Jamie Cullum†e vai para o ar à s terças-feiras, pelas 19 horas. Este programa é de topo, diria que é uma partilha do mundo do músico, e dos géneros musicais com que se identifica, com o público. Feito por quem conhece e pretende partilhar esse conhecimento com quem o ouve. (Melhor é impossÃvel)
== Link: ==
http://www.bbc.co.uk/programmes/b087pnfm (http://www.bbc.co.uk/programmes/b087pnfm)
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Num espaço deste tipo, julgo que há lugar para a menção dos bons programas de rádio, feitos por quem sabe do assunto e que pretende acrescentar valor ao que partilha com o público; isto independentemente do paÃs de origem. Profissionais do meio da rádio ou do mundo da música que sabem como engradecer esta forma única de comunicação. A rádio nunca terá um fim à vista com profissionais deste calibre, o que pode mudar é a tecnologia de sintonia (encontrando-se Portugal novamente atrasado relativamente aos outros paÃses europeus, porque aqui não há DAB para ninguém. Encontramo-nos atrasados em tudo: conteúdos de rádio e tecnologias de difusão…).
Relativamente ao DAB, refira-se que na Finlândia não existe desde 2005; na vizinha Espanha, está reduzido à s regiões de Madrid e Barcelona; em França, está a meio gás. Tirando o caso extremo da Noruega, o DAB só apresenta uma oferta decente e um bom nÃvel de cobertura no Reino Unido, SuÃça e, em certa medida na Alemanha. Muitos outros paÃses europeus não têm DAB ou limitam-se a ter as rádios públicas e, eventualmente, uma ou outra privada. O DAB poderá ser o futuro da rádio na Europa, mas não tão depressa.
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LuÃs, algo se passa com implementação da tecnologia DAB em Portugal e que necessita de ser explicado. Em 1998 houve investimento nesta tecnologia para a desligarem em 2011 (ver noticia do Expresso no link abaixo), dinheiro público deitado fora. O que se verifica é que noutros paÃses, tais como a Noruega e a breve trecho, na próxima década, SuÃça, Dinamarca e Reino Unido, o switch off do FM também irá ocorrer. Ninguém pode por em causa as decisões tomadas nesses paÃses ou considerarem imponderadas, certamente que os benefÃcios do DAB face ao FM (qualidade áudio, saturação do espetro, custos, lei da rádio obsoleta, etc.) compensam os inconvenientes. Uma coisa é certa, os outros avançam, nós andamos para trás (porque já houve DAB a funcionar em Portugal, pasme-se), com muito dinheiro desperdiçado. Quem são os responsáveis por isto? Tremenda incompetência e falta de preparação (falta de visão de futuro. Pessoas erradas a desempenharem certas funções e que prejudicam todos).
== Link do Expresso: ==
http://expresso.sapo.pt/dossies/diario/2017-01-13-Andam-a-matar-o-FM-mas-a-alternativa-ja-falhou-em-Portugal (http://expresso.sapo.pt/dossies/diario/2017-01-13-Andam-a-matar-o-FM-mas-a-alternativa-ja-falhou-em-Portugal)
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Vou responder com o "copy/past" de um email trocado entre mim e um catedrático de rádio (com livros publicados), email esse que data de há 3 dias.
Esta foi a resposta que "ele" me deu á cerca do DAB e seu futuro:
" porque o dab quando o futuro é o streaming?
https://www.radioinfo.com.au/news/norway-switches-fm-why-don%E2%80%99t-they-just-do-streaming "
Sinceramente acho que o DAB ainda vai "morrer" 1º que o FM.
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Exactamente. O streaming é que vai substituir o FM e não o DAB.
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O "streaming " é, indubitavelmente, o futuro (e até o presente ), todavia não creio que a Internet esteja em condições de substituir o FM ou o DAB. Num dia de muito azar e na sequência de um qualquer cataclismo, quando os cabos de fibra óptica estiverem danificados e inoperacionais, quando não há energia eléctrica, quando as redes móveis perdem o sinal, vai ser o FM ou o DAB o que dá as notÃcias e os avisos à s populações. Porque a rádio por via hertziana não depende do número de ouvintes nem da complexa estrutura da Internet. Por muitos nÃveis de redundância que tenham as ligações entre servidores, routers, clientes, etc, para uma rádio não há nada melhor que só precisar de energia (pode ser alimentada a geradores), emissores e antenas (que até podem ser provisórias ).
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Caro AbÃlio, interessante artigo de opinião que partilhou aqui no fórum e que pode desencadear uma igualmente interessante discussão sobre o tema. Destacaria o último parágrafo:
“Internet broadcasting is great. It’s definitely part of radio’s future. But it isn’t - can’t be - a replacement for broadcast. Not yet, anyway.â€
Uma parte do futuro da radio passa pelo Streaming (não será já o presente?), mas não o todo, ou seja o futuro da rádio, a meu ver, não se esgota no streaming e nas tecnologias baseadas na Internet, por 2 motivos:
i) O acesso à s emissões de rádio não é gratuito, nem universal, ou seja, o ouvinte necessita de subscrever o serviço de um ISP (operador) para ter acesso à Internet e paga por esse serviço. Assim, a audição de rádio necessitaria sempre de um intermediário, o que choca de frente com o princÃpio de universalidade que sempre esteve associado à s emissões de rádio. Portanto, a difusão por via herteziana é uma caracterÃstica intrÃnseca da rádio como a conhecemos;
ii) Em caso de intempérie ou outro imprevisto, a emissão autónoma das emissões de rádio (separada de outras tecnologias de difusão) pode vir a ser a única forma de comunicação com o exterior quando todas as outras formas de comunicação falham. Isso aconteceu no local em que resido e em toda a região do Pinhal Interior há 3 anos, quando se abateu uma violenta tempestade. A energia elétrica falhou durante 24 horas (nos dias seguintes os cortes eram frequente e, por vezes, prolongados); telefones fixos, rede de telemóveis, TDT e Internet falharam quase durante 1 semana. O único contacto com o exterior foram as emissões de rádio que nunca falharam, mesmo no pico da borrasca.
Os paÃses que se preparam para adotar o DAB como a principal tecnologia de difusão de rádio por via herteziana e que apostam na mesma como tecnologia de futuro não o fazem de ânimo leve, seguramente que as vantagens superam as desvantagens. Entre esses paÃses está o Reino Unido que é tão-somente um paÃs de referência nestas temáticas, este assunto já foi devidamente estudado e planeado. O DAB traduz-se numa mais-valia para os ouvintes. Em Portugal o DAB, o futuro da rádio, foi posto de parte, após se gastarem quantos milhões?
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Faço uma pergunta simples e rápida: há quantos anos existe o DAB, e em quantos paÃses em todo o mundo se massificou e quantos usam o DAB regularmente? Outra questão também de fácil resposta: qual a percentagem de carros novos trazem um sintonizador de DAB? E pergunto a nÃvel "global". Com isto haverá quem preveja algum futuro para o DAB? Eu duvido muito, e continuo a achar que FM vai subsistir bem mais tempo que o DAB.
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CarÃssimo AbÃlio, poderia colocar a mesma questão há 40 anos, quando começou em Portugal a transição da Onda Média para a Frequência Modulada. Foi na década de 70 que o FM se popularizou em Portugal e, em boa parte, quando iniciaram as emissões do FM Estéreo da Rádio Comercial, tendo as pessoas um argumento que justificava a aquisição de novos recetores, ou seja um produto radiofónico inovador à época e que apenas emitia em FM. As pessoas não aderem a uma nova tecnologia para ouvir o mesmo. Evidentemente, que a adesão ao DAB seria feita de forma progressiva, aquando da substituição do automóvel, quando for necessário substituir um recetor avariado, atualização de equipamentos áudio, etc. e quais seriam as vantagens?
Maior número de estações (podendo rádios que estão atualmente restritas a uma área geográfica chegar a todo o território, por exemplo, Rádio Sim, Smooth FM, M80, rádios regionais, etc.- sendo esse o principal argumento a favor), inexistência de interferências causadas pela saturação do espetro RF ou pela desadequada organização das frequências atribuÃdas, maior qualidade áudio, uma nova lei da rádio mais consentânea com a época em que vivemos, novos serviços que superam o RDS, redução de custos de operação.
Das desvantagens apenas estou a ver uma, que se prende com a possibilidade de ouvir uma emissão analógica até à estática, à medida que o sinal enfraquece devido à distância da fonte emissora ou obstáculos. Numa emissão digital, os cortes no áudio tendem a ocorrer num cenário do mesmo tipo. Mas, detenhamo-nos no seguinte, se há paÃses que apostam no DAB como a principal forma de difundir rádio pela via hertziana, não estará esse constrangimento salvaguardado? Sim, como é evidente. Agora outra questão, havendo, para já, 4 paÃses que apostam de forma inequÃvoca na tecnologia DAB qual será a tendência da disseminação dessa tecnologia pelos restantes paÃses da Europa? Parece-me igualmente evidente, com Portugal de fora (nem parece um paÃs europeu, nesta matéria).
Por último, refiro o seguinte: os representantes das marcas de equipamentos áudio importam os modelos de sintonizadores/rádios que não têm DAB. Se fizer uma pesquisa de reviews, os mesmos modelos têm DAB nos outros paÃses. Estamos a ser prejudicados porque pagamos o mesmo. Por exemplo, na minha viatura, o manual de instruções do autorrádio tem uma ampla secção sobre as funcionalidades DAB do aparelho, só que… o mesmo não tem DAB (em Portugal, nos outros paÃses da Europa vem equipado com essa funcionalidade).
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CarÃssimo AbÃlio, poderia colocar a mesma questão há 40 anos, quando começou em Portugal a transição da Onda Média para a Frequência Modulada. Foi na década de 70 que o FM se popularizou em Portugal e, em boa parte, quando iniciaram as emissões do FM Estéreo da Rádio Comercial, tendo as pessoas um argumento que justificava a aquisição de novos recetores, ou seja um produto radiofónico inovador à época e que apenas emitia em FM. As pessoas não aderem a uma nova tecnologia para ouvir o mesmo. Evidentemente, que a adesão ao DAB seria feita de forma progressiva, aquando da substituição do automóvel, quando for necessário substituir um recetor avariado, atualização de equipamentos áudio, etc. e quais seriam as vantagens?
Maior número de estações (podendo rádios que estão atualmente restritas a uma área geográfica chegar a todo o território, por exemplo, Rádio Sim, Smooth FM, M80, rádios regionais, etc.- sendo esse o principal argumento a favor), inexistência de interferências causadas pela saturação do espetro RF ou pela desadequada organização das frequências atribuÃdas, maior qualidade áudio, uma nova lei da rádio mais consentânea com a época em que vivemos, novos serviços que superam o RDS, redução de custos de operação.
Das desvantagens apenas estou a ver uma, que se prende com a possibilidade de ouvir uma emissão analógica até à estática, à medida que o sinal enfraquece devido à distância da fonte emissora ou obstáculos. Numa emissão digital, os cortes no áudio tendem a ocorrer num cenário do mesmo tipo. Mas, detenhamo-nos no seguinte, se há paÃses que apostam no DAB como a principal forma de difundir rádio pela via hertziana, não estará esse constrangimento salvaguardado? Sim, como é evidente. Agora outra questão, havendo, para já, 4 paÃses que apostam de forma inequÃvoca na tecnologia DAB qual será a tendência da disseminação dessa tecnologia pelos restantes paÃses da Europa? Parece-me igualmente evidente, com Portugal de fora (nem parece um paÃs europeu, nesta matéria).
Por último, refiro o seguinte: os representantes das marcas de equipamentos áudio importam os modelos de sintonizadores/rádios que não têm DAB. Se fizer uma pesquisa de reviews, os mesmos modelos têm DAB nos outros paÃses. Estamos a ser prejudicados porque pagamos o mesmo. Por exemplo, na minha viatura, o manual de instruções do autorrádio tem uma ampla secção sobre as funcionalidades DAB do aparelho, só que… o mesmo não tem DAB (em Portugal, nos outros paÃses da Europa vem equipado com essa funcionalidade).
Caro João o DAB tem quase 20 anos (final dos anos 90 inicio da comercialização de aparelhos). Você fala do nº de aparelhos em Portugal, mas o que eu refiro é globalmente, e não só Europa. E mesmo na Europa a situação é o que se sabe, tanto em relação ao nº de sintonizadores como em relação ás estações aderentes ao DAB. O sistema é caro paras as estações e não vulgarizou para os consumidores. Ao fim de quase 20 de um sistema estar no mercado e ter a implantação que tem, não esperem outra coisa que não a sua morte lenta. E isto que estou a dizer não é o que eu acho, é baseado em conversas que tenho tido com pessoas do meio radiofônico e que estudam o assunto.
A comparação que faz com a passagem do AM para o FM só vem confirmar que o DAB não tem pernas para andar, pois se o tivesse já tinha tido mais do que tempo para massificar, e tal não aconteceu. Veja de meio a década de 70 até a década de 80 o FM vulgarizou-se em absoluto. O que tem acontecido com o DAB? Nem a introdução do DAB+ fez "espicaçar" o processo de migração. Que o sistema tem muitas vantagens sobre o FM, é indiscutÃvel, mas o BETA também era melhor que o VHS e o MiniDisc era excelente se o comparássemos com as K7 áudio; e o que aconteceu?
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Vou responder com o "copy/past" de um email trocado entre mim e um catedrático de rádio (com livros publicados), email esse que data de há 3 dias.
Esta foi a resposta que "ele" me deu á cerca do DAB e seu futuro:
" porque o dab quando o futuro é o streaming?
https://www.radioinfo.com.au/news/norway-switches-fm-why-don%E2%80%99t-they-just-do-streaming "
Sinceramente acho que o DAB ainda vai "morrer" 1º que o FM.
Tal e qual! Para quê DAB? Para quê DAB+? Os produtos assentes em redes IP e a IoT (Internet of Things) vão estar de tal forma massificados que não existirá necessidade de apostar em tecnologias complementares (ou, no limite, até mesmo redundantes).
Esqueçam o DAB. Olhem para o streaming, para a internet e em especial para a IoT.
Espero voltar a este post daqui a uns anos e ver que tanto eu como o caro AbÃlio e até mesmo outros que comungam da mesma opinião fizemos o tiro certeiro.
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E ao ler o meu comentário anterior, os colegas forenses podem inquirir-me: "Mas... Pedro, não te esqueceste das zonas remotas onde não há acesso à internet? No meio da montanha não consegues fazer isso".
Bem, em 2005, perto de Sabrosa, precisava de sair de casa e ir até uma pequena elevação próxima para conseguir fazer/receber chamadas. Hoje, tenho 4G dentro da sala e uma instalação de fibra óptica fixa com 100 Mbps de download e 10 de upload. A resposta fica dada desta forma.
A internet já é vista como um bem essencial e assim irá continuar uma caminhada exponencial até se tornar omnipresente. O futuro é via IP, como sempre foi e como tem sido.
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Pedro, mas você paga para ter acesso à Internet, não é verdade? Assim também será no futuro, independentemente de a tecnologia estar totalmente disseminada, omnipresente e de praticamente tudo passar por ali. O negócio das comunicações é altamente rentável e não será gratuito. A rádio universal deve ser gratuita, por princÃpio, e de dispor de uma forma autónoma de chegar aos destinatários. Portanto, uma boa parte do futuro (e do presente) da rádio passa pelas tecnologias baseadas na Internet e a outra, porventura menor, passa pela forma tradicional de receção via hertziana. O que você refere acrescenta outro ponto, que é a completa desmaterialização das emissões de rádio de um paÃs na web, sem nenhum fator identitário dentro do respetivos territórios. Se o que você ouve em Portugal também ouve em Espanha e em todo o mundo, o que é identitário de um paÃs quando está dentro de fronteiras, nada?
Caro AbÃlio, a tecnologia FM foi desenvolvida em finais da década de 30, inÃcio da década de 40 do Séc XX, teve avanços e recuos, que culminaram com o suicÃdio do seu mentor, não tendo vivido o suficiente para assistir à massificação da mesma, na década de 70. Portanto, o FM demorou 30 anos a conquistar o auditório. O progresso leva o seu tempo a ocorrer, não é instantâneo.
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Caro AbÃlio, a tecnologia FM foi desenvolvida em finais da década de 30, inÃcio da década de 40 do Séc XX, teve avanços e recuos, que culminaram com o suicÃdio do seu mentor, não tendo vivido o suficiente para assistir à massificação da mesma, na década de 70. Portanto, o FM demorou 30 anos a conquistar o auditório. O progresso leva o seu tempo a ocorrer, não é instantâneo.
Incio do sec. XX era outra a realidade das tecnologias e os tempos de maturação também. O DAB começa a ser trabalhado no inicio dos anos 80. Hoje as tecnologias tem tempos de maturação e consolidação MUITÃSSIMO inferiores. Veja o que se evolui no GSM em 20/30 anos. Mas para ver quem terá razão; pois tanto o João como eu não estamos totalmente errados; é esperar que daqui a 15/20 anos voltarmos á conversa e ver em que sentido as coisas foram. ;)
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Pedro, acrescento outro ponto no âmbito do seu ponto de vista, que se baseia na globalização da rádio. A rádio portuguesa não terá hipóteses, tenderá a desaparecer, assistiremos a multinacionais do setor, cujas cópias em Portugal serão piores que os originais. Se assim for, duvido que os diferentes estados embarquem nessa aventura, a ver vamos quantas rádios portuguesas resistem.
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(...)
ii) Em caso de intempérie ou outro imprevisto, a emissão autónoma das emissões de rádio (separada de outras tecnologias de difusão) pode vir a ser a única forma de comunicação com o exterior quando todas as outras formas de comunicação falham. Isso aconteceu no local em que resido e em toda a região do Pinhal Interior há 3 anos, quando se abateu uma violenta tempestade. A energia elétrica falhou durante 24 horas (nos dias seguintes os cortes eram frequente e, por vezes, prolongados); telefones fixos, rede de telemóveis, TDT e Internet falharam quase durante 1 semana. O único contacto com o exterior foram as emissões de rádio que nunca falharam, mesmo no pico da borrasca.
Coloquei em sublinhado algumas das declarações do João S, porquanto considero que o cerne da questão reside precisamente na acessibilidade da Internet mesmo em circunstâncias excepcionais. E se o "pdf" menciona o caso de Sabrosa, permita-me a sugestão de visitar o Alentejo profundo, quiçá o concelho de Barrancos, entre outros casos, onde, em várias zonas, ainda nem sequer existe sinal GSM. Posso-lhe asseverar que até num concelho capital de distrito, houve, até há relativamente poucos anos, uma aldeia que não tinha GSM de nenhuma das operadoras e só houve a decisão de instalar uma célula por parte de determinada operadora, na sequência da realização de um evento desportivo que atravessava a povoação em causa. Ainda há redutos em Portugal onde fazer uma simples chamada é muito difÃcil, se não impossÃvel, mercê da falta de cobertura 2G. Ora, se nem sequer o 2G oferece uma cobertura de 100% da população, nem vale a pena extrapolar para o 4G. E mesmo na rede rodoviária, ainda existem casos de estradas nacionais onde há falhas de cobertura das redes móveis.
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Estou a gostar deste tópico, pontos de vista interessantes.
Três problemas foram apontados após o meu comentário. PlausÃveis, mas vamos ver onde nos levam:
1. O custo: é certo que a rádio é grátis, universal e quase omnipresente. Habituamo-nos a ouvir rádio de graça. Mas se estou num Alfa Pendular ou num autocarro da Rede Expressos com o meu smartphone a ouvir um canal qualquer da soma.fm também não estou a gastar dinheiro. Que quero dizer com isto? Que apesar de o acesso à internet ainda não ser universal, tendencialmente caminha nessa direcção e é cada vez mais prolÃfera e acessÃvel.
2. A identidade: aqui o problema está do lado do ouvinte. Se existir procura por emissões em português, podem crer que vão continuar a existir. Basta que as marcas que se criaram no éter saibam perpetuar-se na internet. Assevero com algum rigor que em muitos escritórios por este paÃs fora o rádio ao canto da sala foi substituÃdo pelo stream na página da rádio. Pelo menos é o caso no meu posto de trabalho, onde as rádios que gosto de ouvir chegam com algumas interferências. E acreditem que preferia ouvir via hertziana - será sempre uma paixão e ouvir online "não é a mesma coisa". Aposto que pensam de maneira semelhante. É pena, mas...
3. As lacunas de cobertura: numa tendência evolutiva de cobertura universal, apostaria que essas falhas desapareceriam no médio ou no longo prazo. Podemos também estabelecer paralelismo com coberturas hertzianas: há zonas do paÃs que mal recebem as poderosas nacionais, quanto mais locais. A extinta freguesia de Arga de Baixo, em Viana do Castelo e em pleno coração da Serra d'Arga (um sÃtio lindÃssimo), há tempos não tinha nem rádios nacionais nem rede de telemóveis. Hoje, continua sem nacionais, mas já há comunicações móveis.
A ver vamos para onde caminha o futuro.
É certo e válido que a rádio globalizada e desmaterializada pode perder identidade. É certo e válido que a rádio via IP não tem a mesma "magia", parco custo e universalidade de recepção da rádio tradicional. É certo e válido que, apesar dos avanços, nem toda a gente tem acesso à internet.
Mas o caminho faz-se caminhando. E isto, meus caros, é demográfico e geracional. Não sei quanto tempo vamos ter de esperar, mas a rádio como a ouvimos tem os dias contados. E acreditem que tenho muita pena - mas compreendo o avanço.
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Caro Pedro, magnifico texto na redação, argumentação e pontos de vista apresentados.
Basta observar os hábitos de cada um de nós, de quem nos rodeia, nomeadamente das novas gerações, para constatarmos que o streaming e as tecnologias baseadas na Internet vieram para ficar. Portanto o consumo da rádio passa obrigatoriamente por aÃ, cada vez com mais adeptos. Apresento o meu testemunho, como sabe oiço regularmente a “BBC Radio 2†através do serviço “Internet Radioâ€, num sistema dedicado, e posso asseverar que as condições de escuta são ótimas, a qualidade de som é muito boa, o serviço não tem falhas, e ouve-se melhor a “Radio 2†do que, por exemplo, a “Rádio Renascençaâ€, que apresenta uma receção com problemas (deve-se à interposição de um morro entre a minha residência e o emissor), isto com o centro emissor aqui ao lado. Assim, oiço em melhores condições uma rádio inglesa do que uma portuguesa. Portanto, estamos de acordo no essencial, inclusive destas tecnologias suprirem as dificuldades de receção das emissões em RF.
O que não acompanho é a sua visão de rutura no que concerne ao futuro das emissões radiofónicas. Para si, a única forma de ouvir rádio daqui a uns anos é através das tecnologias baseadas na Internet, no meu ponto de vista, a Internet irá coexistir com as emissões hertzianas (em RF) tradicionais, mas na vez do FM, será o DAB. Não obstante as vantagens, há um argumento muito forte a favor do DAB, que os noruegueses apresentaram: as emissões em DAB ficam a 1/8 do custo das emissões em FM. Uma redução significativa (diria, gigantesca) dos custos de operação, isto quando é expectável um número cada vez maior de ouvintes pela Internet e, consequentemente, cada vez menos ouvintes na rádio tradicional (ou seja, cada vez maior dispersão de ouvintes pelas diferentes tecnologias). O encanto da rádio termina se acabarem com as emissões em Rádio Frequência, as emissões de rádio acompanham a fronteira de um paÃs, e refletem a cultura desse povo. A importância das emissões em RF revela-se premente num cenário de catástrofe, como referia o LuÃs, bastando a colocação em funcionamento de emissores provisórios com o intuito de informar as populações do desenrolar dos acontecimentos e procedimentos a adotar, isto quando as estruturas de comunicações ficam inoperacionais. Basta um rádio a pilhas para acompanhar essas emissões. É importante relembrar que o nosso paÃs situa-se numa zona sÃsmica e um terramoto com idêntica magnitude daquele que ocorreu em 1755 pode voltar a acontecer.
Os paÃses do norte da Europa estão a apontar para futuro da radiodifusão, resume-se a uma palavra: digital. Difusão digital por via hertziana e plataformas digitais. Redução de custos de operação, maior número de canais de rádio e maior diversidade de conteúdos. Seguramente que o assunto tem sido estudado e amplamente debatido por especialistas da área, nesses paÃses.
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Assumindo que o futuro passa pela transferência da audição de rádio das ondas para a Internet, que argumento tem uma pessoa que está habituada a ouvir o que quer e quando quer no Spotify, que escolhe as suas músicas, a ouvir rádios que se limitam a passar música a metro, sem critérios de qualidade?
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os nossos The Gift na Playlist da BBC Radio 6:
http://www.bbc.co.uk/6music/playlist
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Termina o ciclo de programas da artista “Suzi 4â€. Aguardemos pelo próximo artista a integrar a grelha, com 4 a 5 programas de sua autoria. Acho esta ideia magnÃfica, fora de série. O próprio que produz música, partilha o seu conhecimento e gostos pessoais com público.
Devo dizer que ouvi com enorme satisfação este conjunto de programas, fiquei muito bem impressionado com a prestação da apresentadora e constatei que falta uma série de nomes na discografia cá de casa (este tipo de programa ajuda a refrescar a memória). Foi um conjunto programas muito bem estruturado, com temas diferentes de semana para semana e, o mais importante, de um extremo bom-gosto.
Um olhar alternativo pela música dos 70s, foi este o tema de hoje:
http://www.bbc.co.uk/programmes/b0891yj1 (http://www.bbc.co.uk/programmes/b0891yj1)
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A rádio em direto nem sempre corre da melhor forma, os deslizes, erros ou imprevistos podem acontecer e cabe ao radialista, ou outro interveniente na emissão, sair da situação com a maior naturalidade possÃvel. Na “BBC Radio Two†verifica-se uma aposta significativa em programas de autor, do tipo “Tertúliaâ€, com convidados em estúdio que relatam o seu testemunho sobre música e artes no geral e/ou dialogam sobre a temática, com uma banda sonora a condizer, o que cria uma atmosfera muito interessante para o ouvinte e até intelectualmente estimulante. Mas os “bloopers†acontecem:
- Num dia destes, estava a radialista “Jo Whiley†numa interessante conversa com um convidado, quando, subitamente, começa a tossir e não consegue parar a tosse. Fica o convidado literalmente sozinho, pendurado em direto para milhões, com a Sr.ª , no fundo do estúdio, a tossir continuamente, e este sem saber o que dizer, “enchendo chouriçosâ€, como se diz na gÃria. A radialista recupera e a emissão segue, como se nada tivesse acontecido;
- A radialista “Janice Long†estava a conduzir o seu programa quando começa a ficar afónica, chega a um ponto em que se desculpa perante o seu público, dizendo que não estava em condições para continuar a emissão. Daà em diante parecia que estávamos a ouvir uma rádio portuguesa, música contÃnua sem interrupções, com uma diferença, a seleção musical é muito superior. No dia seguinte um radialista da “BBC Radio Six†substitui a Sr.ª, tendo a seleção de temas caÃdo a pique, muito pior escolha.
É muito frequente em alguns programas, os radialistas encetarem diálogos com os jornalistas que apresentam os noticiários, do tipo “Então, o que fizeste no fim-de-semana?â€, etc. o que não deixa de ser descontraÃdo, natural, aprazÃvel de se ouvir e revelador de um excelente ambiente de trabalho.
Enquanto ouvinte de rádio desde criança, nunca tive tanto gosto em ouvir rádio como agora. Um dos melhores investimentos que fiz em termos de áudio foi este sistema da Pionner que permite ouvir rádio através da tecnologia “Internet Radioâ€, e este sistema foi mais barato do que os outros. Terei ligado o recetor FM uma 3 ou 4 vezes em 6 meses. Estou muito satisfeito, pelo que a relação qualidade/preço foi uma mais-valia.
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É comum ouvirem-se artistas norte americanos com programas na ‘BBC Radio 2’, nos quais divulgam a cultura e a música do seu paÃs. Chegou a vez de um artista francês ter o seu programa na ‘BBC Radio 2’, chama-se “Vincent Nicloâ€, fala inglês com sotaque e ouvimos a cultura e música francesa… na rádio pública inglesa. Espetacular! A rádio no seu esplendor, com a função nobre de unir povos e culturas [neste paÃs não ligamos nenhuma para a cultura francesa, os ingleses não seguem esta conduta].
Já a rádio pública portuguesa é de um atraso absoluto, fechada sobre si mesma e retrógrada. Se estivermos à espera do serviço público português para expandir horizontes, bem podemos mudar de ideias. Nada moderno, sem interesse.
Oiçam francês no serviço público inglês:
http://www.bbc.co.uk/programmes/b08dcvj3 (http://www.bbc.co.uk/programmes/b08dcvj3)
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A jornalista-radialista, Moira Stuart, está de regresso com o seu programa, domingos das 23 à s 24h. “Music 'til Midnightâ€, propõe divulgar o melhor das sonoridades “easy listening†e “standards†intemporais, desempenhados pelos melhores artistas dos últimos 60 anos.
Voz calma e tranquila, música a condizer em grande estilo, o equilÃbrio entre o racional e o emocional. Ambiente retemperador.
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Jools Holland está de regresso com o seu programa, na próxima segunda-feira, dia 27 de março, das 23 às 24h. O apresentador de televisão, radialista da ‘BBC Radio 2’ e músico, dinamiza um programa com ritmo, talento e irreverência, contando a sua banda residente em estúdio. Excelente e original programa de rádio.
Na próxima segunda-feira, no arranque desta temporada, conta com os convidados Tony Visconti, um dos melhores produtores de Rock de todos os tempos, e Glenn Gregory do grupo dos anos 80, Heaven 17. David Bowie será recordado neste programa. Criatividade, estilo e originalidade invadem a rádio. Do melhor.
NOTA: segundo a imprensa britânica, a ‘BBC Radio 2’ levou um corte no orçamento.
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Faz-se referência à seguinte informação, com 2 meses de atraso, da qual se pode estabelecer um paralelo com as decisões que são tomadas no âmbito da rádio portuguesa:
Tendo como finalidade a redução de custos na programação, em linha com as restantes estações do grupo BBC, a ‘Radio 2’ suspendeu o programa “After Midnightâ€, dinamizado pelos radialistas Janice Long e Alex Lester. O referido programa ia para o ar 7 dias por semana, entre as 0 horas e 3 horas da madrugada. Como critério apontado pelo responsável da estação, Lewis Carnie, os cortes são feitos nos horários de menor audiência de forma a assegurar que os recursos financeiros sejam afetos aos programas de maior audiência, sem que tal decisão descaracterize a identidade da estação (cf. link).
http://radiotoday.co.uk/2017/01/bbc-radio-2-cuts-live-overnight-presenters/ (http://radiotoday.co.uk/2017/01/bbc-radio-2-cuts-live-overnight-presenters/)
A implicação dos cortes anunciados faz-se notar pelo maior número de repetições, sobretudo no horário da madrugada, das 0h à s 2h, e pelo recurso à automação entre as 2h e as 5h da madrugada, faixa horária designada de “Radio 2 Playlists†e dedicada à difusão de música de diferentes géneros. O espaço “Radio 2 Playlists†conta com temas do passado ao presente de categorias musicais tais como: folk, country, musical theatre, blues, jazz, funk, pop e soul. Não deixa de ser estranho que uma estação pública recorra à automação, mesmo num horário de baixa audiência (2h ~ 5h da madrugada), pelo que tal levantou a indignação de muitos ouvintes do Reino Unido. Tal pode ser constatado num fórum inglês de rádio, de nome “Digital Spy†(“Espião Digitalâ€, que raio de nome…), cf. link:
https://forums.digitalspy.com/discussion/2197874/radio-2-cancels-after-midnight (https://forums.digitalspy.com/discussion/2197874/radio-2-cancels-after-midnight)
Relativamente ao programa cancelado, “After Midnightâ€, apesar da hora tardia, ouvia de tempos-a-tempos, acho que era um bom programa de rádio, com bons radialistas, e permitia acompanhar os novos lançamentos ao mesmo tempo que ouvia sonoridades das 4 décadas precedentes. Este horário ficou descaracterizado após a supressão do referido programa.
Para terminar, resta referir que na próxima quarta-feira, dia 29 de março, entre as 23h e as 0h, a ‘Radio 2’ irá repetir um programa do naturalista “David Attenboroughâ€, designado de “David Attenborough and the Natural History of Folkâ€. O documentário “Vida na Terra†(“Life on Earthâ€) foi o primeiro a passar na televisão portuguesa, pela RTP, no inÃcio das emissões a cores, por volta de 1981 ou 1982. Teve um assinalável sucesso entre nós.
Resta referir que o formato de documentário tem vindo a ganhar uma maior expressão nas emissões noturnas da ‘Radio 2’.
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Em tempos teve o slogan “BBC Radio 2 – It’s all for youâ€, tendo a vincada, como imagem de marca, a informação da gama “88 to 91 FM†em qualquer que seja o spot promocional radiofónico ou de indicativo de programa. De seguida listam-se links de alguns spots publicitários televisivos:
i) Alguns dos atuais apresentadores, afinal são eles o rosto da estação, cada qual com a palavra dirigida a uma camada especÃfica de público (consoante o horário).
https://www.youtube.com/watch?v=yLfdthoaCNU (https://www.youtube.com/watch?v=yLfdthoaCNU)
ii) O tema “Band on the Runâ€, lançado por Paul McCartney e Wings em 1973, teve um assinalável êxito à época. Em 2003 foi feito um spot promocional pelo próprio para a “Radio 2â€, com a mensagem “Find a different perspective at 88-91 FMâ€.
https://www.youtube.com/watch?v=LulVVED_93c (https://www.youtube.com/watch?v=LulVVED_93c)
iii) O animado programa “Chris Evans Breakfast Showâ€, que inicia os dias da semana dos ingleses, das 6h30 à s 9h30, destina-se a todos e o spot reflete isso mesmo.
https://www.youtube.com/watch?v=TTFWfmLgyCE (https://www.youtube.com/watch?v=TTFWfmLgyCE)
iv) O vÃdeo recorre à computação gráfica para juntar artistas de diferentes épocas (alguns já falecidos) num mesmo palco. Esse palco é a “Radio 2â€, “All day, every dayâ€.
https://www.youtube.com/watch?v=0pFl8td_mTI (https://www.youtube.com/watch?v=0pFl8td_mTI)
v) Os radialistas Jo Whiley (2.ªs a 5.ªs, 20h-22h. Também apresenta concertos ao vivo para a estação) e Jamie Cullum (3.ªs, 19h -20h. Músico Jazz) num saudável convÃvio radiofónico.
https://www.youtube.com/watch?v=ebaXuoJc0JQ (https://www.youtube.com/watch?v=ebaXuoJc0JQ)
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== Adenda ao post anterior ==
2.ª Parte: Campanhas publicitárias televisivas da “BBC Radio (2)â€.
vi) Julgo que este anúncio capta a verdadeira essência das emissões de radiodifusão, embora tenha alguns anos. Dos centros urbanos densamente povoados aos lugares mais recônditos, dos programas para as maiorias aos programas pensados para públicos com interesses especÃficos, da cultura contemporânea à cultura clássica, da simples companhia ao marcar do ritmo do quotidiano, do entretenimento ao conhecimento. Para todos, em qualquer lugar. Slogan “BBC – Radio at its bestâ€.
https://www.youtube.com/watch?v=tt8mY3RuzDU (https://www.youtube.com/watch?v=tt8mY3RuzDU)
vii) Uma componente relevante da cultura contemporânea, o Rock. Promo designada de “Electric promsâ€, acompanhada pela voz da radialista Jo Whiley. “Be Creativeâ€.
https://www.youtube.com/watch?v=Tq_IV6-7ft8 (https://www.youtube.com/watch?v=Tq_IV6-7ft8)
viii) “Radio 2 – The most listened to station in the UKâ€. Quando o anúncio foi difundido eram 10 milhões de ouvintes, hoje são 15,1 milhões de ouvintes. Um sucesso assinalável (a rádio mais ouvida na Europa, segundo os próprios).
https://www.youtube.com/watch?v=66oZzoXx44U (https://www.youtube.com/watch?v=66oZzoXx44U)
ix) “Country Nights Seasonâ€. Spot promocional do programa (diversidade qb na grelha da “Radio 2â€. Reitero, um produto culturalmente relevante)
https://www.youtube.com/watch?v=5u_uPLt6eOQ (https://www.youtube.com/watch?v=5u_uPLt6eOQ)
x) “We believe in listeningâ€. O emissor, o elo de ligação do estúdio ao ouvinte.
https://www.youtube.com/watch?v=cyJ6IzAq-YA (https://www.youtube.com/watch?v=cyJ6IzAq-YA)
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“April in Portugal†é o tÃtulo do programa que irá para o ar amanhã à s 23 e que dura 30 min. Não iremos ouvir música portuguesa, trata-se de um programa temático dedicado aos sons de órgão “The Organist Entertainsâ€, mas não deixa de ser um tÃtulo sugestivo.
Esta semana a Radialista “Janice Long†encontra-se a substituir “Jo Whileyâ€, no horário 20h – 22h. A radialista aludida teve o seu programa das madrugadas suspenso, 0h – 3h, o que acho uma asneira da parte da Direção da “Radio 2â€. Acho-a “castiçaâ€, com “boa onda†e gosto das escolhas musicais com que presenteia o público (vou fazer por ouvir este regresso, embora temporário).
Houve em tempos, em setembro ou outubro do ano transato, uma série de programas dedicada às bandas sonoras da 7.ª arte. Era bom que estivesse de volta uma nova temporada, porque a rádio também é para cinéfilos, como esse programa demonstrou.
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Para os interessados pela indústria da radiodifusão no geral, incluindo o panorama internacional, deixo a hiperligação para um interessante estudo publicado pela OFCOM (entidade reguladora das comunicações do Reino Unido) sobre o mercado da rádio & áudio no paÃs:
https://www.ofcom.org.uk/__data/assets/pdf_file/0009/21411/uk_radio.pdf (https://www.ofcom.org.uk/__data/assets/pdf_file/0009/21411/uk_radio.pdf)
Na p. 113 encontra-se um cronograma sobre os perÃodos-chave da história da rádio, do qual destacaria o seguinte:
1920 – Primeira emissão de rádio, com conteúdo de entretenimento;
1922 – InÃcio das emissões de rádio da BBC;
Década de 40 – A BBC emite 3 estações de rádio: Home Service, Light Programme e Third Programme.
1945 – A BBC retoma as emissões de TV, após a Segunda Guerra Mundial;
1967 – O sucesso das rádios piratas força a BBC a lançar uma estação de música POP. O portefólio das rádios nacionais é modificado para: Radio 1, Radio 2, Radio 3 e Radio 4;
1996 – InÃcio das emissões em DAB;
etc.
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Um comunicado, no qual se refere que o programa matutino da Radio 4 (o equivalente da nossa Antena 1) conquistou a audiência mais elevada de sempre.
http://www.bbc.co.uk/mediacentre/latestnews/2017/rajar-q4-2016 (http://www.bbc.co.uk/mediacentre/latestnews/2017/rajar-q4-2016)
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No grupo BBC verificam-se sinergias entre profissionais oriundos de diferentes universos de comunicação. Por exemplo a radialista Moira Stuart tem o seu programa sobre jazz e também é jornalista quer na rádio, quer na televisão.
Um vÃdeo de bastidores sobre a chegada à s instalações da Radio 2 da equipa que realiza o programa da manhã, com inÃcio atualmente à s 6h30. Constata-se que equipa é relativamente jovem e a jornalista de serviço é Moira Stuart:
https://www.youtube.com/watch?v=-12Zpu-TFlM (https://www.youtube.com/watch?v=-12Zpu-TFlM)
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Prezados participantes do fórum,
neste espaço dedicado à rádio mais ouvida na Europa, seguramente uma das melhores a nÃvel europeu e uma referência no restante mundo ocidental, merece alguma atenção como são produzidos os jingles identificativos da estação. Uma das imagens de marca da rádio em epÃgrafe é um aspeto técnico: “eighty eight to ninety one FMâ€, ou seja a estreita faixa de frequências que pertence à Radio2 no Reino Unido, é impossÃvel dissociar uma da outra, toda a gente sabe do que se trata (se fosse por cá seria de 87.5 a 108 e ninguém se entendia, dada a desorganização caótica do espetro radioelétrico).
Quem ouve a Radio 2 conhece bem estes jingles identitários, produzidos com elevadÃssimo grau de profissionalismo. Visionamento recomendado:
i) Pack de jingles de 2012,
https://www.youtube.com/watch?v=XVbYVJ-N6pg (https://www.youtube.com/watch?v=XVbYVJ-N6pg)
(um dos jingles é interpretado pela radialista Clare Teal, que tem o seu programa aos domingos, das 21h às 23h. Um muito bom programa dedicado à música de orquestra e afins)
ii) Pack de jingles de 2013,
https://www.youtube.com/watch?v=yxhlvMC-5KE (https://www.youtube.com/watch?v=yxhlvMC-5KE)
Tratando-se de uma rádio generalista e eclética nos conteúdos, há programas para praticamente todos os gostos e feitios. Há quem se identifique mais com uns do que outros, mas podem encontrar-se programas de qualidade máxima, do melhor que se pode fazer em rádio.
Radio 2, musica ao vivo, tributo ao álbum “The Beatles - Sgt Pepper’s†(para muitos, o melhor álbum de sempre):
https://www.youtube.com/watch?v=Zf28CM6o76c (https://www.youtube.com/watch?v=Zf28CM6o76c)
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A artista/cantora Rock, Suzi Quatro, está de volta à Radio 2, na próxima quarta-feira, às 23 h.
Trata-se da reposição da primeira série de 4 programas que foi para o ar em fevereiro de 2014, com o sugestivo tÃtulo “Quatrophonicâ€. Devo dizer que ouvi com bastante agrado a última série 4 programas que foi transmitida em janeiro deste ano, tendo ficado totalmente surpreendido com o extremo bom-gosto e com os critérios de escolha musical definidos pela artista.
No primeiro programa desta série 1 (esperemos que estas continuem), a cantora/radialista revisita algumas canções que a influenciaram, reminiscências dos sons de piano e canções que aprendeu com o seu Pai (Art Quatro foi músico em Detroit, EUA). Na expetativa para verificar se a fasquia da primeira série é semelhante à da que foi para o ar em janeiro, simplesmente imbatÃvel.
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O músico norte-americano, Gregory Porter, vai dinamizar uma série de 4 programas, com inÃcio na próxima quarta-feira, à s 22h. Com o tÃtulo “At Home With Gregory Porterâ€, o músico passa em revista a sua coleção pessoal de discos e partilha com o público uma seleção de canções dos seus artistas favoritos. Promete!
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Na próxima 3.ª feira, a Radio 2 celebra a voz de Ella Fitzgerald, 100 anos após o seu nascimento. A voz de ouro e intemporal da Primeira Dama da Música, que conquistou 13 prémios Grammy, será recordada em dois programas, o primeiro vai para o ar às 20 horas, o segundo às 22 horas.
Quem ouve a Smooth FM portuguesa conhece bem Ella Fitzgerald, já que passam vários temas da cantora.
Onde anda o serviço público em Portugal, alguém viu?
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A “BBC Radio 2†está a destacar o trabalho de Ella Fitzgerald nas suas emissões e irá dedicar o serão da próxima 3.ª feira à voz suprema e carreira da cantora norte-americana, aclamada pela crÃtica especializada. Naquele que seria o seu centésimo aniversário, começa um documentário biográfico de 2 episódios. Quem ouve os temas que passam na Smooth FM portuguesa, e certamente conheceu a cantora através desta estação, reparou na voz de uma grandiosidade invulgar, mais do que um talento, um dom, que não está ao alcance do comum dos mortais. Desconhecia que Ella Fitzgerald é considerada a maior cantora do Séc.XX e a lista de prémios e homenagens assim o confirma pela sua extensão, bem como pelas forças sociais envolvidas, ou não fosse a cultura um meio de pertença e identificação de cada um à sociedade e uma força mobilizadora para causas.
A menção dos seguintes prémios/homenagens da cantora justifica a escuta da emissão da “BBC Radio 2†no serão da próxima terça-feira, para quem se interessa minimamente por estes fenómenos culturais:
-Doutoramento Honoris Causa pelas Universidades de Harvard, Yale, Dartmouth, Maryland Eastern Shore, Howard e Princeton;
-National Academy of Recording Arts and Sciences' Lifetime Achievement Award;
-American Society of Composers, Authors and Publishers highest honor;
-George Peabody Medal for Outstanding Contributions to Music in America;
-Medalha Nacional das Artes do Presidente Norte-Americano Ronald Reagan;
-Medalha Presidencial da Liberdade, do sucessor de Reagan, George H. W. Bush;
-National Endowment for the Arts Jazz Masters award;
-The first Society of Singers Lifetime Achievement Award, named "Ella" in her honor;
-Order of Arts and Letters, France;
-13 prémios Grammy;
etc.
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Bryan Adams está de regresso à Radio 2 com um novo programa de 2 horas, designado de “Bryan Adams Rocks!â€. Neste programa o músico apresenta uma seleção pessoal de temas do Rock Clássico e conta ainda com entrevistas dos artistas envolvidos, recolhidas nos arquivos da BBC. Como é usual em épocas tais como o Natal, ou em dias de feriado, a Radio 2 altera a grelha de programas usual para incluir outros espaços. O programa de Bryan Adams vai para o ar na próxima segunda-feira, dia 1 de maio, pelas 12 horas, e inclui artistas tais como: Rush, Elton John, Thin Lizzy, AC/DC, Led Zeppelin, John Lee Hooker, The Rolling Stones, Ray Charles, The Knack, 10cc, Simple Minds, John Lennon, Roxy Music, ELO, Status Quo, Bob Seger, Steve Miller e Pink Floyd.
Agora, à s 19 horas, no programa do músico Jazz da nova geração “Jamie Cullum†(um excelente programa de rádio), começa um especial de 4 horas consecutivas dedicado à cantora Ella Fitzgerald, aclamada pela crÃtica como a melhor do Séc. XX.
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Na próxima 4.ª feira, dia 7 de junho, pelas 22 horas, a “BBC Radio 2†inicia uma série de programas com periodicidade semanal e dedicada ao Rock. Com a dinamização do cofundador da banda de Rock norte americana KISS (quem não se lembra do êxito explosivo lançado em 1979, “I was made for loving youâ€), o colaborador é apresentado por esta estação de rádio como um dos mais bem-sucedidos músicos de Rock de sempre, e irá partilhar com o público os seus temas de Rock favoritos, que inclui faixas do Led Zeppelin, Faith No More, AC/DC e muitas outras. A banda KISS foi fundada em 1973.
O programa designa-se de “I Love It Loud: The Gene Simmons Rock Showâ€. Julgo que cria alguma expetativa o estilo de comunicação que o músico/radialista irá adotar para com o auditório. Promete!
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A patente do FM foi registada em 1933, portanto existe há 84 anos. Houve avanços e recuos, tendo como consequência o alheamento do público à tecnologia até finais da década de 60 do séc. XX. A partir dessa altura o FM massificou-se, numa aceitação crescente, em parte devido à popularidade do género Rock. As bandas mais carismáticas surgiram em finais da década de 60 e, sobretudo, na década de 70. Não é por acaso que a época de ouro da HI-FI e a popularidade do FM remonta a essa altura. Chegaram a produzir-se equipamentos com potências áudio massivas, de 250 W sob impedâncias de 8 Ohm, que conciliavam a tecnologia da época com design de produto (fabricaram-se componentes áudio com estética aprimorada).
Um exemplo de um sistema de finais da década de 70:
https://www.youtube.com/watch?v=v3-tE98w5vY (https://www.youtube.com/watch?v=v3-tE98w5vY)
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O documento, acessÃvel a partir da ligação seguinte, descreve as caracterÃsticas mais relevantes da Radio 2, incluindo a pertinência em se integrar no universo e na missão do serviço público. O documento de 8 páginas poderá interessar aos profissionais de rádio, estudantes de comunicação social e público em geral, já que sintetiza a estrutura de uma rádio deste tipo, vocacionada para todas as faixas de audiência e intergeracional, lÃder na Europa.
http://downloads.bbc.co.uk/bbctrust/assets/files/pdf/regulatory_framework/service_licences/radio/2016/radio2_apr16.pdf (http://downloads.bbc.co.uk/bbctrust/assets/files/pdf/regulatory_framework/service_licences/radio/2016/radio2_apr16.pdf)
==SÃntese==
Orçamento: 49,6 milhões de Libras (cerca de 57 milhões de Euros);
20% de música nova;
40% de música do Reino Unido;
260 horas, pelo menos, de música tocada ao vivo, por ano (promotora de espetáculos e eventos);
Difusão eclética de diversos géneros musicais, mais do que qualquer outra estação de renome, o que inclui 1100 horas de programas especializados em música, por ano;
Difusão de mais de 100 horas de programação relacionada com as artes, por ano;
Difusão de, pelo menos, 10% de programação produzida por independentes.
Constata-se que a BBC 6 Music é um produto derivado da Radio 2, destinado às tecnologias digitais.
Na hiperligação seguinte constam os planos da entidade reguladora, Ofcom:
https://www.ofcom.org.uk/about-ofcom/latest/media/media-releases/2017/Regulating-the-BBC-performance (https://www.ofcom.org.uk/about-ofcom/latest/media/media-releases/2017/Regulating-the-BBC-performance)
Embora o financiamento seja excessivo para uma estação portuguesa (o campeonato é outro, uma rede FM com 216 emissores, DAB e todo o tipo de plataformas digitais), julgo pertinente a transposição de um modelo deste tipo para Portugal, adequado à nossa realidade, até porque vamos constatando que a rádio neste paÃs está numa fase (demasiado duradora) de estagnação. Por agora é tudo, não há tempo para mais.
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Quem desfruta de concertos ao vivo difundidos pela rádio, tem a oportunidade de satisfazer essa pretensão todas as sextas-feiras, pelas 20 horas, na “BBC Radio 2â€. Devo dizer que, embora não seja ouvinte regular, dada a hora, tenho ouvido música tocada com absoluto profissionalismo, chegando ao ponto de praticamente não distinguir da gravação em estúdio/original.
Amanhã, dia 9 de junho, a banda “Texas†junta-se à BBC Symphony Orchestra desde Glasgow, Escócia. Os “Texas†são uma banda de Pop-Rock escocesa de finais dos anos 80 que ficou conhecida com o tema “I Don´t Want a Lover†(1989).
Este é um tipo de programa que não é, nem será, possÃvel de ouvir nas rádios portuguesas, dada a periodicidade e os montantes envolvidos na sua concretização.
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O vÃrus "Despacito" também já chegou à BBC Radio 2. E já está na "A list" da playlist da Radio 2, o que significa que é das músicas mais tocadas. http://www.bbc.co.uk/radio2/playlist
Na irmã Radio 1, o Despacito está na "B List".
http://www.bbc.co.uk/radio1/playlist
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O vÃrus "Despacito" também já chegou à BBC Radio 2. E já está na "A list" da playlist da Radio 2, o que significa que é das músicas mais tocadas. http://www.bbc.co.uk/radio2/playlist
Na irmã Radio 1, o Despacito está na "B List".
http://www.bbc.co.uk/radio1/playlist
De facto o tema não passa de poluição sonora, de tão básico que soa, pelo que concordo consigo, “mpereiraâ€.
No 5.º ponto dos objetivos estruturantes da estação, contribuição para a valorização do serviço público, é referido que a estação deve divulgar o melhor do talento internacional na música e refletir um amplo “catálogo†de música inovadora ou de grande aceitação internacional. Talvez essa “musiqueta†não se enquadre no âmbito desse ponto, mas tal não passa de “uma gota num oceanoâ€. Interessa mais o que a “BBC Radio 2†representa como um todo, os seus propósitos de fundo, que subscrevo, do que pormenores irrelevantes. Também não seria espectável ouvir a banda de Hard Rock germânica “Rammstein†num programa vespertino para o público em geral desta estação, portanto não especializado, mas é certo que passaram.
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Inicialmente, os recetores FM funcionavam na banda de 41,2 até 50,4 MHz. A interferência verificada entre estações de televisão e dispositivos de comunicação da PolÃcia e Bombeiros fez com que a banda de FM fosse realocada. Como consequência, mais de meio milhão de recetores e cerca de 50 estações de rádio ficaram obsoletos. Este foi um revés que gerou desconfiança no público, tendo atrasado a massificação da tecnologia, o que veio a ocorrer em finais da década de 60, inÃcio da década de 70.
Um exemplo de um recetor da banda 41,2~50,4 MHz:
(http://www.wa2ise.com/radios/m91047a.jpg)
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A atual série de programas da radialista britânica Moira Stuart, de nome “Music ‘till Midnightâ€, termina amanhã, dia 11 de junho, pelas 23 horas. Trata-se de um excelente espaço radiofónico, constituÃdo por música criteriosamente selecionada, acompanhada da palavra calma, conhecedora e envolvente, que acompanha géneros que variam do jazz, blues, à bossa-nova. Com o tÃtulo “The Best Is Yet To Comeâ€, este programa, tal como todos os outros da série, propõe-se transmitir o melhor dos standards intemporais, desempenhados pelos artistas mais sonantes dos últimos 60 anos. Cumpre na Ãntegra. Um programa pertinente e de autor (ou, como dizem os ingleses, de especialista) do qual ficamos a aguardar pela próxima temporada de novos programas.
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O ano de 1961 marca o inÃcio das emissões regulares em FM Estéreo. Nessa época, a maioria das estações que emitiam em FM pertenciam aos mesmos operadores que exploravam a Onda Média, pelo que difundiam em simultâneo a programação da Onda Média em FM. As regras mudaram em 1966, em que o FM foi utilizado para programação alternativa ou diferenciada daquela que se ouvia em Onda Média.
O primeiro recetor de FM Estéreo foi fabricado em 1961, da marca “Scottâ€, modelo “350â€:
“This is a journey into sound, Stereophonic soundâ€
(http://4.bp.blogspot.com/-jmBX8rCIYcs/T_T0JjbRWKI/AAAAAAAAARI/5tS5zJZRCvM/s1600/Scott350.jpg)
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No inÃcio desta semana, dias 26 e 27 de junho, pelas 22 horas, a “BBC Radio 2†emitiu um programa dividido em 2 partes e de tributo ao quadragésimo aniversário da morte de um dos maiores Ãcones de sempre da cultura popular, Elvis Presley. O artista nunca realizou concertos ao vivo fora do continente americano (Estados Unidos e Canadá) e a Rádio 2 propõe um conjunto de gravações de atuações ao vivo do cantor e destinadas ao público britânico (o concerto que não chegou a acontecer nos palcos do paÃs). Estou, neste momento, a ouvir a segunda parte do programa e recomendo. Não tem nada a ver com a música de plástico e sem qualidade com que nos presenteiam as emissões de rádio de hoje em dia no nosso paÃs, com memória curta, muito curta…
Links:
Parte 1: http://www.bbc.co.uk/programmes/b08vq1bw (http://www.bbc.co.uk/programmes/b08vq1bw)
Parte 2: http://www.bbc.co.uk/programmes/b08vq3t8 (http://www.bbc.co.uk/programmes/b08vq3t8)
Na próxima quarta-feira, dia 5 de julho, pelas 22 horas, Ralph Johnson da banda Earth Wind & Fire (quem não se lembra dos temas "September" – 1979-, "Let's Groove" -1981-, etc.) apresenta um programa designado de “Jazz Epicenter 6.7â€, dedicado aos melhores temas do género produzidos nas décadas de 60 e 70. Promete!
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Quadrifonia (Quadraphonic) foi um sistema de som desenvolvido na década de 70, que utilizava 4 canais de áudio independentes, destinados ao posicionamento de colunas dispostas nos 4 cantos do um compartimento. Verificaram-se emissões experimentais de rádio em julho de 1974, no entanto cessaram.
A aceitação da tecnologia foi diminuta devido à complexidade técnica, incompatibilidades de formatos e custos elevados quando comparados com os equipamentos estereofónicos de 2 canais.
O modelo ilustrado foi produzido pelo fabricante nipónico Pioneer, modelo QX 9900, entre 1972 e 1974.
(http://www.audioscope.net/images/pioneer_qx_9900-1.jpg)
(Clique para aumentar)
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Chama-se Johnnie Walker, um dos radialistas veteranos da “Radio 2â€. Com a idade de 72 anos permanece no ativo, já que dinamiza um programa que vai para o ar todos os domingos (15h – 17h), com reposição à s segundas (0h – 2h), e também faz outros programas que não são residentes na grelha.
Denota uma capacidade inata e invulgar para fazer rádio, certamente uma das múltiplas paixões da sua vida, o que se traduz numa mais-valia e interesse acrescido para a audiência. No seu programa cria um ambiente que entretém, retrata a cultura dominante de uma época (década de 70) e dá a conhecer o trajeto de vida dos convidados (o que não deixa de ser lições de vida). Um autêntico Senhor da Rádio.
Nas próximas edições do programa “Johnnie Wlaker’s Sounds of the 70sâ€, os convidados são os membros atuais da banda Foreigner (entre os vários sucessos, um foi emblemático dos anos 80, “That Was Yesterday (https://www.youtube.com/watch?v=vxz7UkOQ5v4)" – 1985 -) e Suzi Quatro, que vão partilhar as suas memórias com o público.
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As emissões de rádio em Quadrifonia ocorreram entre 1969 e finais da década de 70, tendo-se iniciado nos Estados Unidos, digamos, com algumas excentricidades. As dificuldades técnicas e guerra de formatos não permitiram apurar um standard de difusão, puseram um ponto final na tecnologia.
(http://farm5.static.flickr.com/4097/4880733746_ccecf4df4b.jpg)
Foram testadas excentricidades, que não se podem considerar formatos, para emissões “Quadâ€. Uma consistiu na utilização de frequências FM separadas, uma para emitir os canais esquerdo e direito dos altifalantes frontais, a outra para emitir os canais esquerdo e direito dos altifalantes de retaguarda. Neste caso, o ouvinte necessitava de dois recetores de rádio para ouvir o som “Quadâ€, e sintonizar duas emissoras de rádio distintas para o efeito.
Semelhante excentricidade foi tentada no Japão, cerca da década de 50, desta feita para a escuta de emissões em AM-Stereo. Eram necessárias duas frequências distintas (portanto dois emissores) para o efeito, e, do lado do ouvinte, dois recetores AM para percecionar a “envolvência estéreoâ€.
Na ilustração seguinte, pode ver-se um componente áudio com 2 sintonizadores independentes para receção de emissões do AM- Stereo primitivo.
(http://www.audioscope.net/images/pioneerqrx300-1.jpg)
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No Reino Unido estalou a polémica sobre os vencimentos obscenos das “estrelas†da Radio 2. O radialista Chris Evans, que apresenta o programa “Breakfast Showâ€, do qual a Rainha se diz fã, aufere cerca de 3 milhões (http://www.mirror.co.uk/3am/celebrity-news/chris-evans-bbc-salary-revealed-10827524) de Euros por ano, cerca de 275 mil Euros por mês, sendo o mais bem pago de todos. Um exagero… Já um Engenheiro de Som recebe cerca de 18 mil Euros por ano, cerca de 1400 Euros/mês. A mulher radialista mais bem paga, aufere cerca de 157 mil Euros por ano, 13 mil Euros por mês.
A polémica também se reporta à diferença salarial entre “estrelas†homens e mulheres e destes relativamente aos restantes quadros da estação.
A propósito deste assunto que está a indignar a sociedade britânica, Chris Evans afirmou que , se limita a seguir os conselhos da sua Mãe “Earn what you can, when you can, while you canâ€. Não se pode queixar…
Tudo isto assume contornos no mÃnimo discutÃveis, quando se verificaram cortes na grelha alegadamente por razões de contenção financeira. O programa de madrugada “After Midnightâ€, apresentado por Janice Long e Alex Lester, que era um excelente veÃculo de divulgação de música nova em equilÃbrio com os sucessos das décadas precedentes, foi cancelado com o argumento da contenção orçamental e por ir para o ar nas horas de menor audiência. Este arranjo na grelha permitia assegurar a qualidade dos programas de maior audiência, segundo as explicações dos responsáveis pela estação.
Intitulam-se como a rádio mais popular da Europa e aquela que tem o maior número de ouvintes, acredito que sim, a qualidade e abrangência (no sentido eclético) assim o indicia. Daà até um radialista auferir um vencimento semelhante ao executivo de uma multinacional vai uma grande distância…
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Há correções a fazer nos montantes mencionados no texto anterior, uns para cima, outros ligeiramente abaixo. Foi divulgada a constelação de 96 “estrelas†(http://www.telegraph.co.uk/news/2017/07/19/revealed-full-list-bbcs-96-highest-paid-stars/) com os vencimentos mais elevados do grupo BBC (http://www.bbc.com/news/entertainment-arts-40653861), que está a gerar polémica na sociedade britânica. Os comunicadores masculino e feminino com os vencimentos mais elevados do grupo BBC não são da televisão, não são jornalistas, são… radialistas da estação Radio 2. Chris Evans que apresenta o programa “Breakfast Showâ€, segundas a sextas das 6h30 à s 9h30, é o mais bem pago de toda a BBC, com cerca de 2,5 milhões de Euros/ano, cerca de 210 mil Euros/mês. Claudia Winkleman é a mulher com o vencimento mais alto, radialista, com o programa “Claudia on Sundayâ€, domingos das 19h à s 21h, aufere cerca de 560 mil Euros/ano, cerca de 47 mil Euros/mês (ocupa a 8.ª posição da tabela, recebe cerca de 1/5 do valor mais alto).
Porque motivo os radialistas da Radio 2 auferem os salários mais elevados no grupo? Só encontro uma explicação. Não são “apenas†os 16 milhões de ouvintes que os seguem no Reino Unido que dão à Radio 2 uma influência gigantesca. Imagine-se a projeção que um convidado desses programas tem na sociedade britânica… Julgo que a Radio 2 também terá um impacto muito significativo fora do Reino Unido, na divulgação da cultura e modo de vida dos britânicos. A Radio 2 tem influência nos Estados Unidos e Austrália, pelo menos, com milhões de ouvintes, quiçá também na Commonwealth, e no mundo global. A BBC é conhecida no mundo global como o porta-estandarte dos britânicos. É por isso estratégica, e isso pode justificar (será?) os vencimentos multimilionários que as estrelas da estação auferem.
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Já é possÃvel ouvir a Absolute Radio através do site oficial fora do Reino Unido. Para isso, basta só introduzirem um código postal do Reino Unido (ex: SW1A 1AA) e têm logo acesso à emissão online. Se criarem uma conta no site da estação, poderão ouvir a emissão com melhor qualidade de som. As outras rádios do grupo Bauer Radio (Kiss, Magic, Kerrang Radio...) também já podem ser ouvidas através do mesmo método.
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Tendo feito referência às estações da BBC, nomeadamente da Radio 2, não poderia deixar passar em claro a data do 50.º aniversário:
No passado dia 30 de setembro a BBC comemorou o quinquagésimo aniversário do lançamento das estações BBC Radio 1, 2 , 3 e 4. Em 1967 foram reinventadas as três antigas estações nacionais, lançada uma nova estação nacional – BBC Radio 1, e procedeu-se ao desenho/projeto dos quatros eixos estruturantes do serviço público britânico para o muito longo prazo. Volvidos 50 anos, meio século, o balanço é de franco sucesso, as identidades dos 4 vértices do “núcleo duro†do grupo BBC Radio mantêm-se intactas, atuais e relevantes para o público de hoje.
A meu ver, não obstante a qualidade intrÃnseca de cada estação, dentro da respetiva temática, há outro aspeto muito relevante a ter em conta: a renovação de gerações. Os filhos começam a ouvir rádio com os pais e tendem a fidelizar-se à rádio de referência dos progenitores, isto geração após geração. Cada geração passa o testemunho à geração seguinte. Só assim se explica a bem-sucedida longevidade dos projetos/modelos BBC Radio 1, 2, 3 e 4.
Para os que se interessam pela rádio genuÃna, têm este link da comemoração supracitada:
http://www.bbc.co.uk/historyofthebbc/radioreinvented (http://www.bbc.co.uk/historyofthebbc/radioreinvented)
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Ao som do programa de Clare Teal, na Radio 2, e dedicado à s Big Bands (a Smooth FM dá a conhecer uma parte do repertório ao público português), verifico que Bryan Adams irá dinamizar um programa de nome “Bryan Adams Rocks!â€, no próximo Dia de Natal.
Como é usual, toda a grelha da estação é reformulada em épocas festivas ou em feriados nacionais. Bryan Adams não sendo um radialista da estação, costuma marcar presença nestes “especiais†promovidos pela estação. Vencedor de diversos prémios, com destaque para a múltipla vitória nos Grammy Awards, e nomeado três vezes para um Óscar da Academy of Motion Picture Arts and Sciences, o músico, filho de um embaixador, viveu a sua infância em Portugal, na zona de Cascais e ficou conhecido pelo público português com o álbum “Recklessâ€, editado em 1984, o mesmo que o catapultou para a fama internacional. As principais faixas do álbum foram amplamente divulgadas pela antiga estação pública “FM Estéreo da Rádio Comercial†(que tinha uma estratégia diametralmente oposta da que se verifica hoje em dia, nesse tempo em consonância com as rádios públicas internacionais de referência).
O álbum “Reckless†marcou uma geração, pelo que a maioria dos jovens de então tem um exemplar. O que acho curioso é a BBC convidar Bryan Adams sistematicamente para dinamizar programas de rádio para os seus ouvintes.
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Um dia destes tocou “The Alan Parsons Project†na “BBC Radio 2â€. A banda britânica de Rock Progressivo/ Eletrónico, formada em 1975 e descontinuada em 1990, foi constituÃda pelo núcleo duro de músicos Alan Parsons (Engenheiro de Som que participou na produção dos álbuns Abbey Road e Let It Be, dos Beatles, assim como do mÃtico -obra prima- álbum dos Pink Floyd, Dark Side of the Moon) e Eric Woolfson (escrita de letras, compositor e pianista). Esta banda foi uma das minhas preferidas quando tinha 12 anos, continua a ser hoje, oiço com o mesmo entusiasmo. Experimentalismo, perfecionismo, o colocar as questões da Humanidade na forma de música, soltam a imaginação; caracterizaria assim os principais trabalhos editados.
De facto, a diversidade programática e de conteúdos da “BBC Radio 2†revelam-se eficazes, a receita para o sucesso. Não há censura, passam o comercial mainstream, obviamente filtrado, e muitos outros géneros, de hoje e do passado, sobretudo os intemporais.
A BBC Rádio 2 continua a ser a mais ouvida no Reino Unido, com 15.357 milhões de ouvintes, 17,5 % AAV, (mais do que a população combinada de Portugal Continental, Insular e Diáspora). Isto sem contar com os ouvintes que a escutam fora do UK.
TOP 6 das rádios públicas UK (dados de setembro de 2017):
N.º 1 – BBC RADIO 2 – 15.357 Milhões Ouvintes – 17,5 %
N.º 2 – BBC RADIO 4 – 11.217 M.O. – 11,8%
N.º 3 – BBC RADIO 1 – 9.697 M.O – 5,9%
N.º 4 – BBC RADIO 5 LIVE – 5.067 M.O. – 3,4%
N.º 5 – BBC 6 MUSIC – 2.430 M.O. – 2,0%
N.º 6 – BBC RADIO 3 – 1.963 M.O. – 1,1%
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SMOOTH FM (UK), Privado – 5.674 M.O. – 4.0%
A diversidade caracterÃstica da BBC Radio 2, e que tanto agrada ao público britânico, está também patente na transmissão do festival da Eurovisão, em matéria televisiva assegurada pela BBC One. Já têm página:
http://www.bbc.co.uk/programmes/b0070hvg (http://www.bbc.co.uk/programmes/b0070hvg)
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A BBC Rádio 2 continua a ser a mais ouvida no Reino Unido, com 15.357 milhões de ouvintes, 17,5 % AAV, (mais do que a população combinada de Portugal Continental, Insular e Diáspora). Isto sem contar com os ouvintes que a escutam fora do UK.
A BBC Radio 2 pode ser a rádio mais ouvida do Reino Unido, mas também é preciso ter em conta que as rádios da BBC, quem no FM/AM, quer no DAB, têm uma cobertura bastante superior em relação ás rádios privadas. Tenho quase a certeza que nos resultados das audiências a nÃvel regional, as rádios mais ouvidas são as locais dessa região, que em alguns casos, chegam a ter uma AAV superior a 15%.
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Há de facto uma lacuna enorme a preencher no éter nacional. Uma rádio com esse formato de "adult contemporany". A RFM, em tempos, desempenhou esse papel. Tinha era um terço da audiência de que tem hoje... Penso que a RR deveria seguir esse caminho, e de certa forma já o faz, precisa é de corrigir urgentemente aquela playlist...
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A BBC Rádio 2 continua a ser a mais ouvida no Reino Unido, com 15.357 milhões de ouvintes, 17,5 % AAV, (mais do que a população combinada de Portugal Continental, Insular e Diáspora). Isto sem contar com os ouvintes que a escutam fora do UK.
A BBC Radio 2 pode ser a rádio mais ouvida do Reino Unido, mas também é preciso ter em conta que as rádios da BBC, quem no FM/AM, quer no DAB, têm uma cobertura bastante superior em relação ás rádios privadas. Tenho quase a certeza que nos resultados das audiências a nÃvel regional, as rádios mais ouvidas são as locais dessa região, que em alguns casos, chegam a ter uma AAV superior a 15%.
Exatamente. As leis são muito rÃgidas e as rádios privadas sempre tiveram muitos obstáculos por lá. Mas segundo as audiências da cidade de Londres neste momento há várias privadas à frente da Radio 1, por exemplo.
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Na próxima 4.ª feira, dia 28 de fevereiro, Mark Knopfler é convidado do programa “Old Grey Whistle Test 40â€, da Radio 2. Irá partilhar memórias da banda “Dire Straitsâ€, da autoria de temas intemporais e geniais, da qual muitos, tal como eu, detêm a discografia completa.
Também passa pelo programa o vocalista e guitarrista da banda de rock alternativo de inÃcio dos anos 80, XTC. Muitos jovens ouviam “Senses Working Overtime†(A cópia no melhor estado possÃvel do vÃdeo promocional: https://www.youtube.com/watch?v=jTCM4GDYJ4w (https://www.youtube.com/watch?v=jTCM4GDYJ4w)), isto em 1982.
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Ao som de uma conversa com Mark Knopler, intercalada com música dos Dire Straits (gravada ao vivo), na Radio 2, verifico que a partir da próxima 4.ª feira, dia 7 de março, é a vez de Carla Bruni dinamizar uma série de 3 programas. A ex-primeira dama de França, casada com Nicolas Sarkozy, irá apresentar as suas canções favoritas nas lÃnguas francesa e inglesa. O que chama a atenção nesta excelente iniciativa, apesar de recorrente, neste caso especÃfico, é aproximação de dois paÃses vizinhos através das respetivas culturas. Serviço público pertinente.
Ao ler a entrevista de Nuno Artur Silva ao Expresso (http://leitor.expresso.pt/#library/expressodiario/23-02-2018/caderno-1/temas-principais/nuno-artur-silva-ainda-ha-quem-ache-que-se-deve-usar-dinheiro-publico-para-fazer-concorrencia-desleal) , administrador cessante da RTP, quiçá para ele a BBC promove a concorrência desleal em toda a linha, dada a sua visão minimalista do serviço publico (ao estilo soviético, cubano, etc). Tal não faz o mÃnimo sentido, quando o operador público britânico funciona como motor na promoção da cultura do paÃs, da internacionalização da mesma e como veÃculo de divulgação de outras culturas para o público britânico. O resultado está à vista, adesão massiva de público e uma referência na Europa e no mundo.
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Em matéria de música, o serviço público britânico é relativamente “generoso†com o português do Brasil (mais do que o castelhano), ouvi várias vezes de diferentes estilos musicais, no entanto no que concerne à música com o sotaque de Portugal, nada. Afinal, parece que estava enganado, porque para os britânicos o Fado é elevado ao estatuto de música erudita e é a BBC Radio 3 que dedica lhe atenção. Não é possÃvel ouvir estas emissões em diferido, porque apenas são disponibilizadas por um perÃodo de 30 dias, mas fica um registo das páginas dos programas: Compositor Estevão Brito (http://www.bbc.co.uk/programmes/b01kjvk5), Caravela and Amy Key (http://www.bbc.co.uk/programmes/b07nmjzv), Fadista Cláudia Aurora (http://www.bbc.co.uk/programmes/b0100k8z), natural da cidade do Porto e residente em Bristol. No canal televisivo BBC Four: Mariza and the Story of Fado (http://www.bbc.co.uk/programmes/b0082hyt), etc.
Adenda: “I learned fado as I learned to speak Portuguese†- Carminho (http://www.bbc.co.uk/programmes/p05pbxyw)
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Olá a todos!
Já alguém ouvir falar da Monocle 24? Do que se trata? Alguém que consiga fazer uma apresentação breve desta rádio?
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A série de programas intitulada “Music 'til Midnight†regressa domingo, na sua 9.ª temporada. Apresentada pela jornalista Moira Stuart, profissional de talentos multifacetados, e dedicada aos sons “easy listening†e standards intemporais, o primeiro programa conta com George Benson, Diana Krall, Frankie Laine, Antonio Carlos Jobim, entre outros. Mais uma oportunidade para ouvir música em português do Brasil na rádio com maior audiência na Europa. Outros programas abordam géneros musicais semelhantes, embora com estilos de dinamização diferentes, e são: Clare Teal, que em conjunto com esta série de programas, ocupa todo o serão de domingo, e Jamie Cullum, às terças. Aquilo que se intitula neste fórum como “nicho†tem o seu espaço numa rádio de massas, que tem batido sucessivos recordes de audiência, segundo a imprensa britânica, são 15 milhões e 500 mil ouvintes. Assim, substituiria “nicho†por bom gosto, que credibiliza o produto, torna-o abrangente e expande o público-alvo.
Como vai sendo usual em épocas festivas, “Bryan Adams Rocks!†está de volta. Duas horas dedicadas ao Rock e moderadas pelo músico, na próxima segunda-feira. Nomes como: The Moody Blues, Kate Bush, Procol Harum, Emerson Lake and Palmer, Yes, Barclay James Harvest, King Crimson, Genesis, Pink Floyd, The Pretty Things, Tangerine Dream, Kraftwerk, The Alan Parsons Project (uma das minhas bandas preferidas, desde os meus 12 anos até hoje), Traffic, entre outros, desfilam neste programa.
Melanie C, ex-Spice Girl, tem vindo a marcar presença nos microfones da R2. Já o programa “Michael Ball Show†enquadra-se naquilo que considero do melhor ao nÃvel de moderação radiofónica de cultura contemporânea & entretenimento, bem, este e muitos outros, felizmente programas desta tipologia são abundantes na estação.
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A grelha de programas da Radio 2 vai ser alterada em meados do mês de maio.
http://www.bbc.co.uk/mediacentre/latestnews/2018/radio-2-spring-schedule (http://www.bbc.co.uk/mediacentre/latestnews/2018/radio-2-spring-schedule)
De segunda a quinta-feira, no horário da meia-noite à s 3 da manhã irá estrear um novo programa, em vez das reposições, como acontece atualmente (os programas especÃficos para este horário foram descontinuados em janeiro de 2017, irão voltar).
(vale a pena conferir o que se faz noutros paÃses)
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A Radio 2 navega em velocidade de cruzeiro até à nova grelha. Uns programas terminam, outros mudam de horário e há lugar a estreias. Um dos que termina entrou em modo de revivalismo do vinil, com a designação “The Sound Of Musicâ€. Uma agradável banda sonora. Mas o que se destaca no horário nobre do perÃodo noturno, neste tempo de transição, é a transmissão de teatro radiofónico, do estilo comédia. Não estamos habituados a este formato por cá, mas acho que resulta bem. Desconheço como será conduzir ao som de teatro radiofónico de comédia, mas suponho que será uma experiência interessante para descomprimir do dia e rir um bocado. Também se constata que neste espaço participam Jornalistas e Radialistas da estação, o que , desconhecendo os currÃculos dos Cursos de Jornalismo e de Ciências da Comunicação, que suponho que habilitam as pessoas para fazer rádio, permite indagar se haverá alguma cadeira de dramatização, que prepare os futuros profissionais para encetar diálogos com guião ou de improviso e num palco enfrentar o público, por exemplo na transmissão em direto de um espetáculo.
Dá a entender, ainda, que os diretores da estação estão a testar até que ponto a radio tradicional combina com os hábitos de utilização da Internet, ou seja, cada um predispor-se a ouvir rádio quando está online, quando esta oferece conteúdos que não encontra em nenhum outro lado.
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==Adenda ao post anterior==
Bloopers de teatro radiofónico, estilo comédia: um dos participantes perde a deixa… + (https://www.youtube.com/watch?v=EQgEIyfEyP4) Ouvi este mesmo grupo a semana passada, salvo erro, e achei um formato bastante pertinente para rádio.
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Embora o Festival da Eurovisão seja um espetáculo televisivo, também a rádio lhe dá destaque. Em matéria de rádio, por exemplo, no Reino Unido será a Radio 2 «+» (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b23h7l), a mais ouvida, a transmitir a final em direto, através das redes nacionais em FM e DAB, assim como nas plataformas digitais.
Talvez este seja um dos maiores desafios alguma vez colocado à RTP, já que organiza e implementa de raiz um evento desta envergadura, visionado (e ouvido) em direto por largos milhões de pessoas, portanto com a capacidade de projetar a imagem internacional do PaÃs da forma eficaz e abrangente que nenhuma campanha publicitária pode alcançar. Estamos convictos que a RTP estará à altura deste desafio.
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Embora o Festival da Eurovisão seja um espetáculo televisivo, também a rádio lhe dá destaque. Em matéria de rádio, por exemplo, no Reino Unido será a Radio 2 «+» (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b23h7l), a mais ouvida, a transmitir a final em direto, através das redes nacionais em FM e DAB, assim como nas plataformas digitais.
Talvez este seja um dos maiores desafios alguma vez colocado à RTP, já que organiza e implementa de raiz um evento desta envergadura, visionado (e ouvido) em direto por largos milhões de pessoas, portanto com a capacidade de projetar a imagem internacional do PaÃs da forma eficaz e abrangente que nenhuma campanha publicitária pode alcançar. Estamos convictos que a RTP estará à altura deste desafio.
Em Portugal, a Eurovisão dará na rádio?
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Em Portugal, a Eurovisão dará na rádio?
Bem, “tgouveia120â€, embora não lhe responda à questão, julgo pertinente referir o impacto internacional do evento, e nos benefÃcios que o mesmo proporciona à imagem externa de Portugal, ao retorno económico, assim como de um paÃs capaz de organizar eventos globais (empresariais, espetáculos, entre outros), o que é uma mais-valia acrescida.
Só no Reino Unido, repare que o Eurofestival será transmitido para largas dezenas de paÃses, a “marca†Portugal está em destaque no próximo sábado à noite, com um elevadÃssimo nÃvel de exposição. A estação de televisão mais vista no paÃs, BBC One «+» (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b30nwq), e a rádio mais ouvida, BBC Radio 2 «+» (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b23h7l), vão transmitir em direto e em simultâneo este evento. As emissões da BBC estão, portanto, dependentes da RTP.
O que importa aqui analisar, em matéria de rádio, é se a transmissão de um evento com estas caracterÃsticas encaixa na grelha de programas de uma estação de rádio, que nem sequer aposta em sonoridades deste tipo. No caso da Radio 2 a resposta é afirmativa, nas rádios portuguesas, não me parece, ninguém iria ouvir. O produto radiofónico “Radio 2†está compartimentado em diferentes estilos e géneros de programas, dirigidos à s diferentes camadas de público, ou seja, agrega diferentes partes que completam um todo. Isso torna possÃvel uma grelha flexÃvel e elástica, capaz de acomodar diferentes tipos de programas, como este evento. Em Portugal não há nenhuma rádio com estas caracterÃsticas.
Noutra perspetiva de análise, importa referir que a Radio 2 aumentou as audiências em 55% desde o ano 2000 até 2017, isto é, em 17 anos. Em 2000 eram 10 milhões de ouvintes, em 2017, 15 milhões e 500 mil. Estes resultados excelentes só são possÃveis com camadas jovens de público, não estou a ver um aumento tão significativo sem esta vertente.
Esta estação mostra que a rádio não está em declÃnio, ainda tem muito a dar. Às diferentes intervenções dos participantes do fórum que afirmam que a rádio tradicional tem os dias contados, a Radio 2 prova exatamente o contrário.
Adenda: a Radio 2 entrou em “modo festivaleiroâ€, recordando alguns sucessos de edições anteriores. Agora mesmo, rodou ABBA-Waterloo (1974) e menciona os elementos da equipa que estão em Lisboa a acompanhar o evento.
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Hoje a Radio 2 produziu o programa do radialista Ken Bruce em direto, a partir de Lisboa, para todo o Reino Unido (redes nacionais em FM e DAB, assim como plataformas digitais) (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b19m13). Com inÃcio à s 9h30 e término à s 12h, 2h30 de duração, a emissão promoveu o nosso paÃs, divulgou uma imagem positiva de Lisboa e de Portugal, para um auditório muito substancial. Escusado será referir que os ganhos de imagem vão muito além do Eurofestival.
A emissão foi difundida alternadamente quer do estúdio de Lisboa, quer de Londres, como se os estúdios estivessem ao lado um do outro. Fantástico. Que estúdio é este situado em Lisboa? Está no interior do complexo onde se realiza o Eurofestival, foi cedido pela congénere pública da BBC, ou seja a RTP, ou pertence a algum operador privado? Em eventos desta natureza haverá algum protocolo de parceria entre os operadores públicos, nos diferentes paÃses, para que possam realizar emissões em direto ou reportagens no paÃs anfitrião do evento? Talvez o caro “Atento†possa esclarecer como decorre este processo.
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A NPO Radio 2, rádio pública holandesa, também tem um estúdio montado em Lisboa não tenho a certeza mas penso no MAAT.
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Distam cerca de 6 horas para estrear a nova grelha de programas da Radio 2, desenhada para captar novos públicos, nomeadamente a faixa etária com menos de 35 anos. São recorrentes os testemunhos e intervenções de jovens adultos que frequentam a universidade, pelo que se depreende que esse segmento de auditório está no “radar†da Radio 2.
Começa às 0h de dia 14, com o radialista Oj Borg (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b25nnz), num espaço de 3 horas de amena cavaqueira e música, que se desenrola num horário de baixa audiência (madrugada).
O popular e energético programa do prime time matutino, The Chris Evans Breakfast Show, feito para toda famÃlia e gerações, mantém o horário das 6h30 à s 9h30, com a novidade de também ser realizado aos sábados de manhã. Este é um dos programas com maior audiência da estação e a fórmula de reunir gerações músicos no estúdio que fazem covers em direto (https://www.youtube.com/watch?v=Anhf7IC6Ru8) revela-se um mega sucesso.
O programa do prime time vespertino conta com o reforço da elegante, experiente e voz quente da radialista Jo Whiley (https://www.youtube.com/watch?v=ke8w5xnEycU), que se junta ao radialista Simon Mayo. O espaço das 17 à s 20h, surge, assim, como uma aposta inequÃvoca da estação para conquistar mais público (http://www.bbc.co.uk/programmes/articles/PTVxqS8QxKpvy9xFCCS8Zs/5-reasons-why-you-should-listen-to-the-new-jo-whiley-simon-mayo-show), dado que reúne dois pivots muito populares da estação.
No perÃodo noturno, verifica-se a translação dos programas de autor que decorriam no horário das 22h - 0h para o horário de jantar (20-22h). No novo espaço das 22h-0h, estreia um novo programa, o prime time da noite, dedicado ao mundo do espetáculo e cultura, com a radialista Sara Cox. Terça-feira será dedicado a Quincy Jones, produtor de Michael Jackson, entre outros.
Com uma audiência estrutural e consolidada de 18,3%, a estação prepara-se para dar um passo em frente na conquista de novos públicos. A grelha de programas nos dias de semana (úteis) está estruturada em 5 eixos (prime-time da manhã, prime-time da tarde, programas de autor, prime-time da noite, madrugadas).
A estação continua a promover concertos e festivais, como é da sua tradição.
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Bryan Adams colabora ocasionalmente com a Radio 2 em programas da sua autoria. Amanhã, dia 28 de maio, irá para o ar “Bryan Adams Rocks! (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b3qtjy)â€, das 14 à s 16 horas. O mesmo poderá ser escutado até 30 dias após a difusão, e está acessÃvel na hiperligação antecedente. O programa que foi para o ar antes deste, atingiu um patamar qualitativo elevado.
Amanhã, algumas bandas selecionadas são as seguintes:
Def Leppard, The Cult, Bad Company, Deep Purple, Led Zeppelin (with the Record Store release of the Sunset Sound Mix of Rock'N'Roll), Kings Of Leon, Mike Oldfield, The The and Foo Fighters.
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Por vezes, parece que o conceito de serviço público desenvolvido pelos britânicos é esticado até ao limite. Na próxima sexta-feira, dia 29 de junho, a “Radio 2†vai transmitir uma edição especial do programa “Sounds of the 80s†desde o “Hard Rock Hotelâ€, situado em Ibiza, Ilhas Baleares, Espanha. Assim, ao transmitir estas 4 horas de festa, que contemplam 60 minutos de mixes clássicos das Baleares, temos o operador público britânico a promover Espanha, o setor do turismo e um Hotel em particular do paÃs vizinho. Curiosa abordagem, por cá tida, talvez, como mais consentânea de uma rádio privada do que de uma rádio pública. Isso mostra como, por cá, o serviço público é rÃgido, limitado e ultraconservador, quando comparado com a visão liberal dos britânicos e, quiçá, de outros povos europeus.
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A “BBC Radio 3â€, o canal erudito do operador público britânico, dedicou na passada madrugada de dia 27 de junho, 4.ª feira, uma parcela significativa da emissão noturna à divulgação do grupo de ópera português “Músicos do Tejo (http://musicosdotejo.com/i/)â€. O programa “Through the Nightâ€, com inicio à s 0h30 e umas generosas 6 horas de duração, intitulou a edição da passada quarta-feira com imponente “Viva Portugal!†(https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b7hm4s) – podem desfrutar de ópera cantada em português em algumas interpretações de assinalável qualidade (a emissão ainda se pode escutar durante 24 dias).
O grupo “Músicos do Tejo†teve a sua primeira apresentação em dezembro de 2005, na cidade de Setúbal. Especializado em música antiga, produziu 3 óperas, editou 2 discos e apresentou-se em vários concertos em Portugal e no estrangeiro.
A “BBC Radio 3â€, rádio nacional do Reino Unido, emite em FM (90.0 MHz ~ 93.0 MHz), DAB e nas plataformas digitais. Conta com 1,933 Milhões de Ouvintes e 1,2% de audiência.
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A “BBC Radio 4 (https://www.bbc.co.uk/radio4)†trata-se do canal do operador público britânico dedicado à atualidade, informação, economia, ciência, literatura, história, lifestyle contemporâneo, direitos do consumidor, etc. Inclui programas feitos em colaboração com Universidades (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b86r8n), programas de divulgação (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b85mf7) cientÃfica (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b89nq4), análise (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b91szx) literária (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b8b7rz), reflexão sobre o universo dos média (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b85m94) em acelerada mudança, entre muitos outros. Com a exceção do prime-time matutino, constata-se que a esmagadora maioria dos programas que compõem a grelha têm uma duração relativamente curta (varia entre os 15 minutos e os 60 minutos), o que impõe ritmo na emissão, conteúdos diversificados e pertinentes para a vida de cada um.
A “BBC Radio 4â€, de âmbito nacional, emite em FM (duas faixas de frequências: 92.0 MHz ~ 95.0 MHz e 103.0 MHz ~ 105.0 MHz, consoante as regiões), DAB e plataformas digitais. Conta com 10,915 Milhões de Ouvintes e 12,0% de audiência. Posiciona-se como a 2.ª rádio mais ouvida no Reino Unido e de um serviço público de excelência. Não temos uma rádio estruturada desta forma em Portugal.
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A “BBC Radio 4 (https://www.bbc.co.uk/radio4)†trata-se do canal do operador público britânico dedicado à atualidade, informação, economia, ciência, literatura, história, lifestyle contemporâneo, direitos do consumidor, etc. Inclui programas feitos em colaboração com Universidades (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b86r8n), programas de divulgação (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b85mf7) cientÃfica (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b89nq4), análise (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b91szx) literária (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b8b7rz), reflexão sobre o universo dos média (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b85m94) em acelerada mudança, entre muitos outros. Com a exceção do prime-time matutino, constata-se que a esmagadora maioria dos programas que compõem a grelha têm uma duração relativamente curta (varia entre os 15 minutos e os 60 minutos), o que impõe ritmo na emissão, conteúdos diversificados e pertinentes para a vida de cada um.
A “BBC Radio 4â€, de âmbito nacional, emite em FM (duas faixas de frequências: 92.0 MHz ~ 95.0 MHz e 103.0 MHz ~ 105.0 MHz, consoante as regiões), DAB e plataformas digitais. Conta com 10,915 Milhões de Ouvintes e 12,0% de audiência. Posiciona-se como a 2.ª rádio mais ouvida no Reino Unido e de um serviço público de excelência. Não temos uma rádio estruturada desta forma em Portugal.
Dois reparos, caro João S:
a) A BBC Radio 4, ao contrário da R1, R2, R3 e as rádios locais e regionais do operador público britânico, não é escutada via FM em todo o território nacional (Reino Unido, incluindo a Irlanda do Norte).
b) Todavia, esqueceu-se de mencionar que a R4 cobre grande parte do território através da Onda Longa (198 kHz), cujo emissor principal localiza-se em Droitwich. De referir que a "Radio Four" é igualmente escutada na Onda Média, em certas regiões.
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Dois reparos, caro João S:
a) A BBC Radio 4, ao contrário da R1, R2, R3 e as rádios locais e regionais do operador público britânico, não é escutada via FM em todo o território nacional (Reino Unido, incluindo a Irlanda do Norte).
b) Todavia, esqueceu-se de mencionar que a R4 cobre grande parte do território através da Onda Longa (198 kHz), cujo emissor principal localiza-se em Droitwich. De referir que a "Radio Four" é igualmente escutada na Onda Média, em certas regiões.
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Devo corrigir o seu post, caro LuÃs.
De facto a “BBC Radio 4†emite em FM em todo o território nacional (da Escócia à Irlanda do Norte, incluindo as ilhas do canal da Mancha – Jersey e Guernsey -, próximas da costa francesa), cf mapa subsequente. A rede FM da Radio 4 conta com 216 emissores e, igualmente para recetores analógicos, a estação também pode escutar-se em Onda Média, em algumas regiões.
(https://image.ibb.co/gHsUCJ/BBC_R4_Map.png)
Fonte: fmscan.org (Clique para aumentar/diminuir)
Pode consultar as frequências de todas as estações de rádio da BBC para recetores analógicos, aqui (Fonte: BBC) (http://www.bbc.co.uk/programmes/articles/X29s72xy792kGPPn5q6GFd/bbc-radio-frequencies).
Informações úteis sobre as tecnologias de difusão de rádio adotadas pela BBC (analógicas, digitais e plataformas/apps) podem ser consultadas aqui (Fonte: BBC) (http://www.bbc.co.uk/reception/radio).
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Dois reparos, caro João S:
a) A BBC Radio 4, ao contrário da R1, R2, R3 e as rádios locais e regionais do operador público britânico, não é escutada via FM em todo o território nacional (Reino Unido, incluindo a Irlanda do Norte).
b) Todavia, esqueceu-se de mencionar que a R4 cobre grande parte do território através da Onda Longa (198 kHz), cujo emissor principal localiza-se em Droitwich. De referir que a "Radio Four" é igualmente escutada na Onda Média, em certas regiões.
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Devo corrigir o seu post, caro LuÃs.
De facto a “BBC Radio 4†emite em FM em todo o território nacional (da Escócia à Irlanda do Norte, incluindo as ilhas do canal da Mancha – Jersey e Guernsey -, próximas da costa francesa), cf mapa subsequente. A rede FM da Radio 4 conta com 216 emissores e, igualmente para recetores analógicos, a estação também pode escutar-se em Onda Média, em algumas regiões.
(https://image.ibb.co/gHsUCJ/BBC_R4_Map.png)
Fonte: fmscan.org (Clique para aumentar/diminuir)
Pode consultar as frequências de todas as estações de rádio da BBC para recetores analógicos, aqui (Fonte: BBC) (http://www.bbc.co.uk/programmes/articles/X29s72xy792kGPPn5q6GFd/bbc-radio-frequencies).
Informações úteis sobre as tecnologias de difusão de rádio adotadas pela BBC (analógicas, digitais e plataformas/apps) podem ser consultadas aqui (Fonte: BBC) (http://www.bbc.co.uk/reception/radio).
Tem razão quanto ao número de emissores da Radio 4. Admito que respondi de cor, baseado no que julgava saber e errei. Mea culpa - e peço desculpa aos forenses por não ter confirmado as informações antes de as mencionar. Com efeito, praticamente todo o território britânico está em condições de receber a estação via FM.
Referi que, além do FM, a rádio também se escuta noutras faixas. Perguntar-me-ão: quão bem se escuta em Portugal, através sem ser via satélite ou Internet? Deixo a resposta em vÃdeo:
https://youtu.be/NFnqAsV1z8k (https://youtu.be/NFnqAsV1z8k)
Onda Média? Não. Onda Longa. Centro emissor de Droitwich, a operar a "Radio 4" nos 198 kHz com 500 kW (a par de outros emissores de estações públicas e privadas, mas a operar na Onda Média). A BBC é das poucas rádios públicas (e privadas) europeias que ainda mantém emissores na Onda Longa (além de Droitwich, a Radio 4 tem emissores de 50 kW na Escócia, igualmente nos 198 kHz, em Burghead e em Westerglen).
O emissor de Droitwich é um bom exemplo para descrever a grande vantagem, do ponto de vista da recepção, da Onda Longa face à Onda Média. Mesmo à distância entre Droitwich e o Alentejo, a recepção revela-se completamente estável, sem desvanecimento de sinal ou outras perturbações resultantes da propagação ionosférica. E como o ruÃdo atmosférico é menor durante a noite, quem ouvir a Radio 4 nos 198 kHz quase que tem a sensação de estar em Londres ou em Manchester, só para dar 2 exemplos, a ouvir uma emissão local em Onda Média.
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Uma estação de rádio que é difundida através de quatro tecnologias diferentes (3 analógicas, 1 digital) via emissores terrestres que servem um mesmo território, deve comportar um staff técnico considerável e custos operacionais gigantescos.
Por exemplo, na área metropolitana de Londres, com mais de 8 milhões de habitantes, a “BBC Radio 4†é a estação com maior audiência. São disponibilizadas 4 alternativas de sintonia via terrestre para a mesma área geográfica – LW, MW, FM, DAB – o que se afigura excessivamente redundante e dispendioso para o operador público britânico. A decisão de cessar as emissões em Amplitude Modulada cabe ao Governo do paÃs, o que deverá ocorrer no futuro próximo.
Em LW, a estação conta com 3 emissores dispersos pelo paÃs e que operam na mesma frequência de 198 kHz (direcionais), dois com 50 kW de potência e o restante com uns massivos 500 kW de potência. Destinam-se à propagação de sinais a grandes distâncias, num tempo em que as soluções baseadas nas tecnologias web superam, quer em qualidade, quer em escala, esse propósito. Também são cada vez menos os fabricantes que produzem recetores com LW e MW, pelo que o AM (MW, SW, LW) tem os dias contados. Por outro lado, as emissões analógicas, nomeadamente o AM, são passÃveis de interferência provocada pelas condições atmosféricas em que um emissor situado noutro paÃs interfere com o emissor local (propagações esporádicas), deixando de ser possÃvel ouvir o emissor local e não havendo nada a fazer enquanto o fenómeno se manifesta (http://www.bbc.co.uk/reception/weather).
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Para os membros do fórum que se interessam pelas propagações esporádicas e respetivas consequências, a BBC fornece informações de como são afetadas as condições de receção para os diferentes serviços. O último boletim data de 27.06.2018 (http://www.live.bbc.co.uk/corporate2/reception/news/item203).
ADENDA
O operador também presta informação sobre trabalhos de engenharia que decorrem nos centros emissores, a duração dos mesmos, estações de rádio afetadas e frequências ou serviços alternativos. Boletim de operações de manutenção efetuadas em 02.07.2018 (http://www.live.bbc.co.uk/corporate2/reception/engineeringnews/item161).
Pormenores que fazem a diferença…
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No passado dia 20 de julho, sexta-feira, a Radio 3 dedicou espaço no programa “Breakfastâ€, do competente radialista Petroc Trelawny, à cultura portuguesa.
Após uma breve sÃntese sobre Fernando Pessoa, foi declamado o poema “O Mar Portuguêsâ€, na voz de Yolanda Vazquez, seguido do fado “Canção do Marâ€, interpretado por Amália Rodrigues.
Para ouvir, clique aqui (https://www.bbc.co.uk/programmes/b0b9z8ws) e posicione o player em 1:26:00. Apenas restam 20 dias para o fazer.
A “BBC Radio 3 (https://www.bbc.co.uk/radio3)†foi projetada para os públicos mais exigentes, de facto não é para todos, e, periodicamente, divulga a cultura portuguesa, nomeadamente o fado.
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Hoje, as rádios deste grupo inglês uniram-se para ajudar a associação 'Global´s Make Some Noise'.
Mais info: https://www.capitalfm.com/news/make-some-noise-2018/
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A BBC optou pela reformulação do perÃodo noturno da <Radio2>, tendo deslocado a programação de autor/documentários para a hora de jantar (perÃodo compreendido entre as 20h e as 22h) e no perÃodo das 22h-0h iniciou um programa que é um logro, devido à animadora fraquÃssima e à s escolhas medÃocres da banda sonora. IncompreensÃvel esta opção, talvez espelhada na vaga de setembro de 2018, em que se regista uma queda de audiência para 17,1%. Não se entende o que aquela fulana está ali a fazer. Oxalá terminem depressa com o programa.
Não resta outra alternativa, com o intuito de ouvir bons programas, que não seja procurar na grelha (Schedule) espaços de rádio com qualidade, e existem vários.
Na passada segunda-feira, no horário da manhã (discutÃvel esta opção), Mark Knopfler atuou em direto. O escocês, já nos 70 anos (!!), é considerado um dos melhores guitarristas de sempre. Com ele as guitarras “falamâ€. O vocalista, guitarrista e compositor do grupo Dire Strais (Sultans of swing (1978), Lady writer (1979), Tunnel of love (1980), Romeo and Juliet (1980), Private investigations (1982), Twisting by the pool (1983), So far away (1985), Why worry (1985), Brothers in arms (1985), entre muitos outros), em bandas sonoras originais (Going Home -Theme From The Local Hero (1983), The Long Road - Theme From Cal (1984), entre outros), etc, etc, etc. continua em boa forma:
https://www.bbc.co.uk/sounds/play/p06q62vn (https://www.bbc.co.uk/sounds/play/p06q62vn)
VÃdeo:
https://www.youtube.com/watch?v=4ogF2tRNZRk (https://www.youtube.com/watch?v=4ogF2tRNZRk)
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O estúdio de rádio animado, qb. Cover interpretado por Rod Stewart & Michael Bublé:
https://www.youtube.com/watch?v=0ToJGAnGSEA (https://www.youtube.com/watch?v=0ToJGAnGSEA)
Mark Knopler volta à <Radio 2> no próximo dia 19 de novembro, pelas 21h. Considerado pela revista Rolling Stone como quadragésimo quarto melhor guitarrista de sempre, numa lista de 100 (TOP 5: Jimi Hendrix, Eric Clapton, Jimmy Page, Keith Richards, Jeff Beck), tendo vendido, em conjunto com os Dire Straits, mais de 120 milhões de discos, irá atuar no estúdio do programa de Jools Holland e conversar sobre a sua longa carreira. Na hiperligação seguinte, será possÃvel escutar o programa a partir de dia 19:
https://www.bbc.co.uk/programmes/m00016lt (https://www.bbc.co.uk/programmes/m00016lt)
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A BBC lança a app 'BBC Sounds'
https://supertoast.pt/2018/11/06/bbc-lanca-app-de-musica-radio-e-podcasts/
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Roger Daltrey, vocalista da banda Rock/Ópera Rock, The Who (por exemplo, Baba O’Riley [1971] (https://www.youtube.com/watch?v=gY5rztWa1TM)), e com uma carreira a solo (por exemplo, The Pride You Hide [1985] (https://www.youtube.com/watch?v=hZEtVVeMVaQ), tema que ouvia com agrado quando foi lançado, tradição que se mantém na juventude de hoje, a natural curiosidade de conhecer o que está na génese da cultura presente, numa lógica de continuidade), participa no programa matutino de Ken Bruce durante esta semana. O músico irá escolher os temas/faixas do seu tempo, motivo de interesse acrescido para captar audiência.
Roger Daltrey conta 74 (!!) anos de idade. Na comemoração do septuagésimo aniversário, a <Radio 2> (https://www.youtube.com/watch?v=rPzkL1PWqPM) cantou-lhe os parabéns em direto e, com eles, uma plateia gigantesca. É assim que se humaniza a rádio, aproximando-a das pessoas.
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https://radiotoday.co.uk/2018/12/all-the-new-radio-shows-starting-in-january-2019/
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O grupo inglês 'Global' vai fechar 10 estações de rádio
https://radiotoday.co.uk/2019/02/global-to-network-capital-heart-and-smooth-breakfast-shows/
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https://radiotoday.co.uk/2019/05/rajar-q1-2019-national-and-london-radio-round-up/
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A BBC Radio 1 atualizou a sua playlist
https://twitter.com/BBCR1/status/1136945172418310145
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Há uns tempos descobri o Radio 1's Chillest Show: um programa de músicas calmas (mas que não tem nada a ver com o Oceano PacÃfico...:D) e locução a condizer do Phil Taggart, um autêntico calmante natural! Ouço-o várias vezes em podcast.
Passa aos domingos entre as 19h e as 21h. Uma excelente maneira de fechar o fim de semana.
Como muita da da música que passa por lá também passa na 3, acho que podia ser muito bem adaptado por cá num horário semelhante.
https://www.bbc.co.uk/sounds/play/m0005r62 https://www.bbc.co.uk/programmes/b03hjfww/episodes/player
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Há uns tempos descobri o Radio 1's Chillest Show: um programa de músicas calmas (mas que não tem nada a ver com o Oceano PacÃfico...:D) e locução a condizer do Phil Taggart, um autêntico calmante natural! Ouço-o várias vezes em podcast.
Passa aos domingos entre as 19h e as 21h. Uma excelente maneira de fechar o fim de semana.
Como muita da da música que passa por lá também passa na 3, acho que podia ser muito bem adaptado por cá num horário semelhante.
https://www.bbc.co.uk/sounds/play/m0005r62
Isso.
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Atualização da playlist
https://twitter.com/BBCR1/status/1140216229489258496
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Uma das coisas que gosto desta estação
https://twitter.com/grimmers/status/1140650706808070144
https://twitter.com/LDevineMusic/status/1140618932237324288
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A 'Heart' lançou uma rádio digital - Heart Dance
Como ouvir: https://www.heart.co.uk/radio/how-to-listen-heart-dance/ (https://www.heart.co.uk/radio/how-to-listen-heart-dance/)
Site Oficial: https://www.heart.co.uk/dance/ (https://www.heart.co.uk/dance/)
https://tunein.com/radio/Heart-Dance-s306293/ (https://tunein.com/radio/Heart-Dance-s306293/)
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Novo programa
https://www.instagram.com/p/BzuwMl0n6O_/
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Novo programa
https://www.instagram.com/p/BzuwMl0n6O_/
https://www.officialcharts.com/chart-news/official-charts-first-look-to-offer-early-glance-at-the-official-singles-chart-every-sunday__26823/
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https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/1qDmdH8V94XKTPB51Q6ZFPN/about-radio-1
https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/YpG5RCQYx95ZhMYT4HdzmV/about-radio-1xtra
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https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/3MhDvs4L5c7Tw7FXkSmXYBY/about-radio-2
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https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/1H9t2k4s3Mfc9K77ZX15m57/about-radio-3
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https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/98FthRzhxJ4z0fXYJnsvlM/about-radio-4
https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/32KdNLx3J1q0vS3yCCr04cb/about-radio-4-extra
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https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/18br0lZdV7sgQTCK52z5d8Q/about-radio-5-live
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https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/2npRwYyM4pC1Cg76Xcq8MCr/about-radio-6-music
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Novo programa
https://www.instagram.com/p/BzuwMl0n6O_/
https://www.officialcharts.com/chart-news/official-charts-first-look-to-offer-early-glance-at-the-official-singles-chart-every-sunday__26823/
O novo programa da 'Radio 1' já arrancou. Tem a duração de 1 hora
https://twitter.com/officialcharts/status/1150449629856768000
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https://twitter.com/bbcpress/status/1156701596241276929
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https://www.bbc.co.uk/mediacentre/latestnews/2019/bbc-radio-2-beatles
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https://www.bbc.co.uk/mediacentre/latestnews/2019/bbc-radio-2-beatles
As emissões da 'Radio 2 Beatles' arrancam esta quinta-feira (26/09).
Esta rádio digital durará 4 dias com uma programação dedicada a esta banda inglesa.
Destaco o programa 'The Beatles Downloaded: Official UK Top 60' com Janice Long e Greg James.
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https://www.bbc.co.uk/mediacentre/latestnews/2019/bbc-radio-2-beatles
As emissões da 'Radio 2 Beatles' arrancam esta quinta-feira (26/09).
Esta rádio digital durará 4 dias com uma programação dedicada a esta banda inglesa.
Destaco o programa 'The Beatles Downloaded: Official UK Top 60' com Janice Long e Greg James.
Programação da 'Radio 2 Beatles'
https://www.instagram.com/p/B21goWVF0XY/
Como ouvir
https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/2NxYynPBNBrTqHMLTzt4w84/radio-2-beatles-how-to-listen
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https://www.bbc.co.uk/mediacentre/latestnews/2019/biggest-dance-show
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https://www.bbc.co.uk/mediacentre/latestnews/2019/biggest-dance-show
Amanhã, a partir das 19h
https://www.bbc.co.uk/programmes/m00094z0
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https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/3tqPdBWF9yMbTrfjWvfKV8t/radio-1-playlist
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O regresso da grande série Little Britain à estação onde tudo começou para um especial sobre o Brexit :)
https://www.bbc.co.uk/sounds/play/m0009t5q
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A ‘Radio 2’ da BBC vai emitir dois programas dedicados à produtora DECCA Records, no âmbito da celebração nonagésimo aniversário, e designados de “Decca’s Top Twentyâ€. Contam com a apresentação do cantor Rod Stewart e vão para o ar dia 1 (https://www.bbc.co.uk/programmes/m000bvbd) e 8 (https://www.bbc.co.uk/programmes/m000c375) de dezembro (domingo), pelas 21 horas.
De referir que os programas de autor e/ou temáticos têm vindo a diminuir na estação, em detrimento de uma conduta orientada ao mainstream. Alguns desses programas foram do melhor que já ouvi em rádio até hoje. A mudança de estratégia do operador britânico é, no mÃnimo, discutÃvel, uma vez que a grelha menos eclética resultou na diminuição de audiências. Em setembro de 2018, a audiência da ‘Radio 2’ era de 17,1% (cerca de 14, 637 milhões de ouvintes), enquanto que em setembro de 2019 cifra-se nos 15,9% (cerca de 14, 181 milhões de ouvintes). Provavelmente, os cortes de financiamento resultaram numa grelha mais linear (sem a diversidade de outrora) e o resultado é este. No entanto, continuam a produzir-se programas do tipo supracitado, só que em menor quantidade.
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https://www.bbc.co.uk/mediacentre/mediapacks/xmas19radio
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https://twitter.com/BBCRadio1PR/status/1200104741994483716
https://www.bbc.co.uk/mediacentre/mediapacks/xmas19radio
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Tal é a frequência com que Bryan Adams produz programas para a antena da ‘Radio 2’ da BBC, mais parece que faz parte da estação. Épocas festivas ou feriados é quase taxativo, há um programa do intérprete e músico Rock em antena.
O programa “Bryan Adams Rocks!†está de volta e vai para o ar no próximo dia 25 de dezembro (https://www.bbc.co.uk/programmes/m000clzy), pelas 20 h (quem ouve rádio a esta hora, neste dia?), e dia 26 (https://www.bbc.co.uk/programmes/m000cmwc), pelas 20 horas. A estação pública britânica também irá difundir um concerto do músico (https://www.bbc.co.uk/programmes/m000cmw9) gravado ao vivo, no dia 26 de dezembro, às 19 horas. Os programas do próprio são gravados no Canadá especificamente para os ouvintes da estação.
Nas próximas semanas a ‘Radio 2’ oferece um conjunto de programas e concertos que classificaria de bastante interessante, a somar aos programas residentes, como de Jolls Holland (https://www.bbc.co.uk/programmes/m000bvbj), algo fora do convencional, no qual a criatividade e improviso são deixados à solta, literalmente.
Assim, é uma satisfação ouvir rádio.
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Pick of the Pops (https://www.bbc.co.uk/programmes/m000c0yx), emitido todos os sábados das 13h à s 15 h, dedica-se ao TOP das tabelas de vendas de duas décadas diferentes, um ano de cada, programa após programa. Apresentado pelo experiente radialista Paul Gambaccini, de 70 anos de idade, trata-se de um formato de programa com longa tradição na rádio britânica, uma vez que a primeira edição foi para o ar em 1955. Após perÃodos de interregno é produzido ininterruptamente desde 1997.
Em suma, um espaço de entretenimento que faz o countdown dos êxitos das décadas precedentes, mostra os estilos e tendências mainstream que moldaram os gostos de gerações e da cultura popular de então. Cumpre o desÃgnio, ouve-se bastante bem. No mÃnimo, deverá suscitar a curiosidade das gerações mais novas.
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A partir de hoje (o chamado Boxing Day no RU) e até ao Ano Novo apresentadores de várias rádios locais, universitárias e hospitalares de todo o paÃs que foram recrutados num concurso feito em Novembro e aberto a todos vão substituir as figuras habituais da BBC Radio 1. Uma bela oportunidade para mostrarem o seu valor e poderem ser recrutados definitivamente no futuro uma vez que a Radio 1 está sempre em constante renovação de gerações.
https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/4rcZxCtYsh62vPrdC4wk9HG/introducing-radio-1s-christmas-presenters
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https://radiotoday.co.uk/2020/02/bbc-radio-1-dance-to-launch-on-bbc-sounds/
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Perspetivam-se mais umas boas horas de rádio com a qualidade da BBC na próxima sexta às 20 horas!
BBC Radio 2 celebrates the 50th anniversary of Simon and Garfunkel's most successful album, 'Bridge Over Troubled Water'. Featuring the BBC Concert Orchestra and an array of guests.
ImperdÃvel toda a programação da BBC2. Ainda há "dias da rádio", pena não os haver por cá, salvo rarÃssimas exceções.
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De facto, assim é, caro “radiosulâ€. O programa que refere é residente na grelha da ‘Radio 2’, vai para o ar todas as sextas-feiras, à s 20 horas, designa-se de “Friday Night is Music Nightâ€. Todas as semanas os ouvintes britânicos são brindados com concertos ao vivo.
As madrugadas da ‘Radio 2’ são preenchidas com reposições, muitas com qualidade de topo. Aos domingos, pelas 02 horas da madrugada, vai para o ar a repetição da série de programas “Sounds of the 20th Century†(https://www.bbc.co.uk/programmes/b019cs0l), emitida originalmente no ano de 2012. O programa é dinamizado pelo jornalista Jeremy Vine (https://www.bbc.co.uk/programmes/b006wr3p) e, embora ainda não tenha ouvido, julgo que segue a tradição de alguns outros programas da BBC, nos quais os factos Históricos são contados através da música. Devo dizer que é um tipo de programas que aprecio bastante, uma vez que são um 3 em 1: entretenimento, cultura, conhecimento. Por cá, não temos nada disto.
Uma informação adicional: a ‘Radio 2’ mantêm-se lÃder de audiências no Reino Unido, com cerca de 17% (14,438 milhões de ouvintes) – dados de dezembro de 2019.
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No próximo domingo, dia 8 de março, pelas 21 horas, a ‘Radio 2’ estreia uma série de programas conduzidos pelo consagrado músico norte-americano James Taylor (https://pt.wikipedia.org/wiki/James_Taylor) e designada de “James Taylor's Great American Songbook†(https://www.bbc.co.uk/programmes/m000g4q1). Este estilo de programas segue uma das melhores tradições da ‘Radio 2’ e consiste em colocar o músico no papel de radialista, comunicando diretamente com o público e partilhando com este vivências, experiências e conhecimentos. Quando comparado com a BBC, o serviço público de radiodifusão português é uma mão cheia de… nada.
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https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/1TvYhfk0B068hn0wflSvBrl/how-to-watch-and-listen-to-6-music-festival-2020
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Dados interessantes vindos do Reino Unido:
A escuta online das rádios da BBC aumentou 18% e as da Global - o maior grupo de rádio privado do paÃs - mais de 15%, enquanto as plataformas de streaming como o Spotify desceram cerca de 8%.
Também nos Estados Unidos o streaming está a cair...
Será que em Portugal poderá acontecer o mesmo? Espero bem que sim. As rádios, principalmente as informativas, merecem.
https://www.bbc.com/news/technology-52037461?fbclid=IwAR3OW9DfjBykpyN1-qqogW94BnoFIa3gJ3wQGs5MMr_gd_X87Gtr0rhKsR4
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A programação da BBC Radio 1 vai sofrer alterações devido ao Covid-19
https://www.bbc.co.uk/mediacentre/latestnews/2020/radio1-coronavirus
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Partilho a seguinte ligação, com boa qualidade de som, que mostra rádios de todo o mundo. Basta teclar num qualquer dos pontinhos verdes… ;)
http://radio.garden/listen/smooth-fm/SGGrJ93D
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Bruce Springsteen, conceituado cantor, compositor e guitarrista norte-americano, conquistou uma carreira internacional assinalável, está na ‘Rádio 2’ da BBC com uma série de programas temáticos produzidos pelo próprio. Designada de “From My Home To Yours†(https://www.bbc.co.uk/programmes/m000l77s/episodes/guide), cada programa da série vai para o ar à s 0h03 de sábado (estranho horário) e apenas pode ser ouvido na “old fashion wayâ€, isto é na emissão regular da estação, já que em diferido não funciona para o nosso paÃs.
Tem-se assistido a reformulações na ‘Radio 2’, no entanto muitos dos melhores programas de rádio que tenho ouvido são desta estação. A ‘Radio 2’ tem acompanhado sucessivas gerações de ouvintes desde 1967, ou seja há 53 anos, e mantém-se no topo da preferência do público britânico.
A ‘Radio 2’ continua a mais ouvida no Reino Unido, com 16,3% de audiência a que corresponde cerca de 14,362 milhões de ouvintes.
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Bruce Springsteen, conceituado cantor, compositor e guitarrista norte-americano, conquistou uma carreira internacional assinalável, está na ‘Rádio 2’ da BBC com uma série de programas temáticos produzidos pelo próprio. Designada de “From My Home To Yours†(https://www.bbc.co.uk/programmes/m000l77s/episodes/guide), cada programa da série vai para o ar à s 0h03 de sábado (estranho horário) e apenas pode ser ouvido na “old fashion wayâ€, isto é na emissão regular da estação, já que em diferido não funciona para o nosso paÃs.
pena. pode ser que depois a internet seja generosa. em todo o caso há uma playlist no Spotify do que por la se toca.
cumps
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Fernando Pessoa na rádio BBC4:
https://www.bbc.co.uk/sounds/play/m000q0yj
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bela descoberta :)
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A Annie Mac despediu-se da BBC Radio 1 ao fim de 17 anos. Ouvi ontem o úlitmo programa em direto onde passou pelas escolhas musicais mais marcantes destes anos na música eletrónica (embora tivesse outro programa com vários outros géneros musicais de segunda a quinta).
Para além de ter sido Trending Topic no Twitter foram várias as mensagens de músicos que foi ajudando a divulgar ao longo dos anos desde os Disclosure aos Foals e ainda teve direito a uma entrevista no notÃciario Newsnight falando da sua importância em revelar novos artistas. Um tratamento que aqui seria quase impossÃvel.
Era tão bom que em Portugal houvesse alguma rádio com este ambiente tão transversal e de espÃrito aberto, a par com a Radio 2 e Radio 6...
https://www.bbc.co.uk/sounds/play/m000y7mw
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Novidades, algumas preocupantes, transversais a rádio e tv, no operador público britânico.
https://observador.pt/2022/05/27/bbc-anuncia-reestruturacao-forte-com-supressao-de-mil-empregos-e-mais-digital/?utm_source=Newsletters+Observador&utm_campaign=28e00ad5b1-360_CAMPAIGN_2019_12_11_COPY_01&utm_medium=email&utm_term=0_4e99f7d1e5-28e00ad5b1-183821317
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Novidades, algumas preocupantes, transversais a rádio e tv, no operador público britânico.
https://observador.pt/2022/05/27/bbc-anuncia-reestruturacao-forte-com-supressao-de-mil-empregos-e-mais-digital/?utm_source=Newsletters+Observador&utm_campaign=28e00ad5b1-360_CAMPAIGN_2019_12_11_COPY_01&utm_medium=email&utm_term=0_4e99f7d1e5-28e00ad5b1-183821317
Começam a ganhar cada vez mais argumentos para, por cá, fazerem o mesmo. Má notícia para a CS na Europa, mal ou bem, a BBC sempre foi "o farol"!
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Eis um programa temático, com a chancela de qualidade ‘BBC Radio 2’, que revisita o Rock’n’Roll das décadas de 50 e 60. O programa é magistralmente dinamizado por um jovem e emitido de sábado para domingo, às 0h00. O programa é produzido, não nos estúdios centrais, em Londres, mas em Manchester. Para aqueles tem por hábito expandir a sua cultura geral, recomendo a audição em (sublinho isto, trata-se de um jovem que dinamiza o programa):
Ricky Wilson's Rock and Roll Classics (https://www.bbc.co.uk/programmes/m0016bn2)
(Assim, é um gosto ouvir rádio)
A ‘BBC Radio 2’ continua a ser mais ouvida no Reino Unido, com 15,5%, seguida da ‘BBC Radio 4’, com 12,9% - dados de junho de 2022.
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Faz falta um formato semelhante ao da BBC2 em Portugal. A RR, se fosse inteligente, poderia ocupar esse espaço.
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Faz falta um formato semelhante ao da BBC2 em Portugal. A RR, se fosse inteligente, poderia ocupar esse espaço.
Ou a Antena 3....
Mas isso já colocaria em causa muita coisa, incluindo interesses diversos...
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<< Rádio BBC 3 estreia peça de teatro radiofónico sobre Fernando Pessoa e Heterónimos - Poeta João Luís Barreto Guimarães dá voz ao autor e vários atores portugueses fazem parte do elenco.
A peça, da autoria do poeta e dramaturgo galês Owen Sheers, decorre em 1935, ano da morte do poeta português, e coloca os três heterónimos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis a discutir sobre o criador.
Apesar de as cenas serem imaginadas a decorrer em Lisboa, a produção britânica intitulada “All I Was When I Wasn’t Anyone” foi gravada na cidade do Porto, com sons da rua, fado e um elenco local.
Além do vencedor do Prémio Pessoa 2022, João Luís Barreto Guimarães, participaram na peça Jaime Monsanto, Pedro Manana, Rui Maria Pêgo, Sofia Espírito Santo, Joana Brito Silva e Nuno Orrego.
A peça é descrita como uma “exploração divertida e lírica da imaginação literária, da perda, do amor, do sentimento e do contínuo puzzle existencial da identidade”. >>
Fonte: https://comunidadeculturaearte.com/radio-bbc-3-estreia-peca-de-teatro-radiofonico-sobre-fernando-pessoa-e-heteronimos/
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Notícia já da semana passada, mas é com tristeza que o Reino Unido lidou com a morte da lenda da BBC R1 Annie Nightingale que fez o seu programa de música eletrónica até ao final de 2023...
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Notícia já da semana passada, mas é com tristeza que o Reino Unido lidou com a morte da lenda da BBC R1 Annie Nightingale que fez o seu programa de música eletrónica até ao final de 2023...
Perda muito, muito grande.
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Neste dia eleitoral por terras de sua majestade, estive a deambular pelo BBC Sounds e, ao que parece, foi criada uma rádio pop-up BBC ELECTION 2024, a qual tem, desde simultâneos com a BBC News, até produção própria.
Países com dinheiro e com gente que aprecia o serviço público de rádio e televisão é outra loiça...
https://www.bbc.co.uk/sounds/play/live:bbc_sounds_news
Saudações bigodeanas! 8)
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Neste dia eleitoral por terras de sua majestade, estive a deambular pelo BBC Sounds e, ao que parece, foi criada uma rádio pop-up BBC ELECTION 2024, a qual tem, desde simultâneos com a BBC News, até produção própria.
Países com dinheiro e com gente que aprecia o serviço público de rádio e televisão é outra loiça...
https://www.bbc.co.uk/sounds/play/live:bbc_sounds_news
Saudações bigodeanas! 8)
O dinheiro ajuda, mas não é tudo.
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https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/18br0lZdV7sgQTCK52z5d8Q/about-radio-5-live
Para quem preferir o bom e velho receptor de rádio, 909 kHz e 693 kHz da Onda Média.
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Bom, estamos a um passo de perder o acesso às rádios musicais da BBC:
O BBC Sounds (aplicação e site) vai deixar de estar disponível fora do UK "esta primavera", substituída por uma página (e uma secção dentro da app principal da BBC) onde vão ficar apenas a BBC World Service e a Radio 4: https://www.bbc.com/audio
A argumentação parece ter a ver com a necessidade de monetizar toda a parte internacional da BBC, neste caso através de publicidade, o que encareceria largamente o valor a pagar aos detentores dos direitos musicais.
Perde-se uma óptima experiência de escuta que o serviço permitia: a possibilidade de rewind, os alinhamentos, os favoritos, etc.
Ainda não é claro que desapareçam os streams no TuneIn e noutros parceiros.
Se desaparecerem também, é desastroso (Certo, há sempre a VPN...)
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Vai haver ainda mais "pirataria": basta olhar para o caso da Essential Mix da BBC R1 que está cheia de restrições na BBC Sounds mas depois praticamente todas as edições vão parar ao Soundcloud e Youtube, aparentemente sem nenhum controlo.
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Lá se vai a escuta habitual da BBC Radio 6 Music...
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Ainda a propósito de DRM, apenas em jeito de curiosidade, aqui vai o horário de emissões da BBC World Service presentemente em vigor (SW e DRM)...
https://www.bbc.co.uk/programmes/articles/2x9tqt6mc05vB2S37j8MWMJ/global-short-wave-frequencies
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BBC lança três novas estações de rádio de música digital no DAB+ pela primeira vez. Notícia disponível em:
https://www.bbc.co.uk/mediacentre/2025/bbc-launches-three-brand-new-digital-music-radio-stations-on-dab
Este é apenas um dos aspetos positivos da rádio digital que permite aumentar, em muito, o número de estações emissoras.
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BBC lança três novas estações de rádio de música digital no DAB+ pela primeira vez. Notícia disponível em:
https://www.bbc.co.uk/mediacentre/2025/bbc-launches-three-brand-new-digital-music-radio-stations-on-dab
Este é apenas um dos aspetos positivos da rádio digital que permite aumentar, em muito, o número de estações emissoras.
O duopólio privado em Portugal fica amplamente assustado com essa possibilidade...
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Entretanto, a excelente app "BBC Sounds" deixou de existir fora do Reino Unido já há alguns meses, dando lugar à app "BBC: World News & Stories", onde se podem escutar apenas 2 rádios (BBC Radio 4 e o BBC World Service), para além de diversos conteúdos noticiosos e documentais em audio e video.
A escuta das restantes estações do universo BBC Radio não deixou de ser impossível fora do território britânico, apenas dá um pouco mais de trabalho, pois tem que se aceder individualmente à página de cada rádio para escutá-la on-line; deixou de estar tudo centralizado numa única plataforma.
A meu ver, neste aspecto, a BBC regrediu, comparativamente com aquilo que outras congéneres públicas europeias continuam a fazer.
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Entretanto, a excelente app "BBC Sounds" deixou de existir fora do Reino Unido já há alguns meses, dando lugar à app "BBC: World News & Stories", onde se podem escutar apenas 2 rádios (BBC Radio 4 e o BBC World Service), para além de diversos conteúdos noticiosos e documentais em audio e video.
A escuta das restantes estações do universo BBC Radio não deixou de ser impossível fora do território britânico, apenas dá um pouco mais de trabalho, pois tem que se aceder individualmente à página de cada rádio para escutá-la on-line; deixou de estar tudo centralizado numa única plataforma.
A meu ver, neste aspecto, a BBC regrediu, comparativamente com aquilo que outras congéneres públicas europeias continuam a fazer.
Uma pena, e se for mesmo devido aos direitos sobre espaços musicais não entendo como apenas deixam a Radio 4 e não a 5 Live também disponível para escuta.
Se existiam já muitas partilhas de programas mais ou menos ilegais nos Mixclouds da vida como acontecia com o Essential Mix, isso com certeza vai alastrar-se a outros programas.
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Vale a pena ler o estudo publicado aqui:
"El DAB muy próximo a acumular la mitad de la audiencia de radio en Reino Unido":
https://www.gorkazumeta.com/2025/10/el-dab-muy-proximo-acumular-la-mitad-de.html
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A Bauer Media está apostar no DAB+ no Reino unido e outros países. Em Portugal?...veremos.
Isto demonstra como é importante "por a bola a rolar". Depois de ganhar tração ninguém quer ficar de fora.
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BBC Radio 4 desliga Onda Longa este ano. Notícia disponível em:
https://www.bbc.co.uk/reception/work-warning/news/radio4lw