Fórum da Rádio
Estações de radiodifusão => Rádio em Portugal => Tópico iniciado por: MCastro em Novembro 22, 2022, 02:13:41 pm
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Uma dúvida: Leiria pertence ao perímetro da rede regional norte (TSF) ou da rede sul (M80)? É que se fosse rede sul, porque colocaram a M80 na rádio local dos 93.0 em vez de instalarem um emissor a partilhar torre com a Comercial na Maunça? Se é rede norte, então a TSF pode, se a Anacom autorizar, colocar um emissor na Maunça, certo? Obrigado pelo esclarecimento.
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No cenário de Leiria pertencer ao limite da rede regional sul e podendo o operador, por hipótese, instalar um emissor da ‘M80’ neste local, o ganho para os ouvintes de Leiria e região Oeste poderia ser significativo, caso 93.0 viesse a retransmitir a ‘SmoothFM’. No entanto, verifica-se um problema. 92.8, que cobre uma área considerável da zona centro, está incluído no distrito de Leiria, no concelho de Figueiró dos Vinhos, Serra de S. João, a cerca de 500 metros do limite do distrito de Leiria com o distrito de Coimbra. Também é de referir que a distância que medeia o local onde está o emissor de 92.8 até Leiria é cerca de 90 km, por estrada. A título de curiosidade, o emissor da ‘Comercial’, que opera em 90.8, pertence ao distrito de Leiria, uma vez que está situado no limite do concelho de Castanheira de Pera.
Portanto, regista-se que havendo a hipótese da ‘M80’, com bastante audiência na zona, dispor de emissor próprio em Leiria, e caso a frequência de 93.0 ficasse disponível para emitir a ‘SmoothFM’, o ganho para os ouvintes de uma área muito mais alargada do que o concelho de Leiria, seria, reitera-se, significativo.
Suponho que há cerca de uma década, este assunto foi discutido no fórum Ondas da Rádio e, salvo erro, alguém referiu que Leira estaria no limite da TSF, portanto, se assim for, não há nenhum ganho efetivo. Esta informação carece de confirmação.
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No cenário de Leiria pertencer ao limite da rede regional sul e podendo o operador, por hipótese, instalar um emissor da ‘M80’ neste local, o ganho para os ouvintes de Leiria e região Oeste poderia ser significativo, caso 93.0 viesse a retransmitir a ‘SmoothFM’. No entanto, verifica-se um problema. 92.8, que cobre uma área considerável da zona centro, está incluído no distrito de Leiria, no concelho de Figueiró dos Vinhos, Serra de S. João, a cerca de 500 metros do limite do distrito de Leiria com o distrito de Coimbra. Também é de referir que a distância que medeia o local onde está o emissor de 92.8 até Leiria é cerca de 90 km, por estrada. A título de curiosidade, o emissor da ‘Comercial’, que opera em 90.8, pertence ao distrito de Leiria, uma vez que está situado no limite do concelho de Castanheira de Pera.
Portanto, regista-se que havendo a hipótese da ‘M80’, com bastante audiência na zona, dispor de emissor próprio em Leiria, e caso a frequência de 93.0 ficasse disponível para emitir a ‘SmoothFM’, o ganho para os ouvintes de uma área muito mais alargada do que o concelho de Leiria, seria, reitera-se, significativo.
Suponho que há cerca de uma década, este assunto foi discutido no fórum Ondas da Rádio e, salvo erro, alguém referiu que Leira estaria no limite da TSF, portanto, se assim for, não há nenhum ganho efetivo. Esta informação carece de confirmação.
Diria que Leiria deverá ser Rede Regional do Norte, caso contrário a M80 não teria optado por usar uma rádio local para retransmitir para a cidade do Lis. Em qualquer dos casos, se 93.0 ficasse vago, não poderia retransmitir a Smooth sem que para tal tivesse que ter horas locais, pois não podem operar em associação de serviço de programas (retransmissão 24h/dia) dois emissores do mesmo distrito.
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Em princípio o distrito de Leiria fará parte do mapa da Rede Regional Norte, ou seja, a TSF poderia instalar um emissor neste distrito. No entanto esta estação ocupa a frequência das Caldas da Rainha, do mesmo distrito, situação que a Lei da Rádio não permite. Caso seja a situação oposta, ou seja, a Leiria pertencer à RRS, é a M80 que teria de deixar de transmitir na frequência local de Leiria.
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Em princípio o distrito de Leiria fará parte do mapa da Rede Regional Norte, ou seja, a TSF poderia instalar um emissor neste distrito. No entanto esta estação ocupa a frequência das Caldas da Rainha, do mesmo distrito, situação que a Lei da Rádio não permite. Caso seja a situação oposta, ou seja, a Leiria pertencer à RRS, é a M80 que teria de deixar de transmitir na frequência local de Leiria.
Resumindo, uma das duas rádios está em situação irregular. Ou a TSF Caldas porque retransmite o sinal da Rede Regional Norte dentro da área de cobertura da mesma ou a M80 Leiria porque retransmite o sinal da Rede Regional Sul dentro da área desta última. Esperemos que o "cabelo" da "coisa" não seja tratado com o "pente fino" da ERC...
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Em princípio o distrito de Leiria fará parte do mapa da Rede Regional Norte, ou seja, a TSF poderia instalar um emissor neste distrito. No entanto esta estação ocupa a frequência das Caldas da Rainha, do mesmo distrito, situação que a Lei da Rádio não permite. Caso seja a situação oposta, ou seja, a Leiria pertencer à RRS, é a M80 que teria de deixar de transmitir na frequência local de Leiria.
Leiria é assim uma "terra de ninguém" radiofónica, que também serve de combustível a uma das piadas recorrentes do Twitter, em que se questiona a existência desta cidade/deste distrito.
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Leiria a meu ver é Rede Regional Norte.
E muito simples de se resolver.
Deslocalizar o emissor das Caldas para Maunça e aumentar a potência...
Simples...
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Já o disse aqui, Leiria faz Parte da Rede Regional Norte, ao seja a TSF pode escolher emitir na Senhora do Monte, Maunça, Sicó ou na Serra dos Candeeiros para expandir o sinal para o Distrito de Leiria. Até podia pegar no emissor das Caldas, colocar ao pé da Cister e pedir um aumento de potência para 2kW. Não acredito em mais, porque pode existir sobreposições..
A M80 é um retransmissor da antiga Rádio Central, ainda chegou a emitir o RCP. Existia 8h de emissão local, com um locutor/jornalista em Leiria que fazia esse trabalho. Em 2010 ficou com emissão nacional 24h tal como Coimbra ou Aveiro...
O Trevim deixa sinal fraco no centro de Leiria, logo para a TSF era só "bater o pé"!
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Leiria a meu ver é Rede Regional Norte.
E muito simples de se resolver.
Deslocalizar o emissor das Caldas para Maunça e aumentar a potência...
Simples...
Não pode, é ilegal.
Tem de deixar a frequência das Caldas e pedir uma nova à ERC para cobrir a cidade de Leiria.
Diga-se a propósito deste emissor que já o sintonizei na Serra de Sintra e frequentemente na A1 perto da área de serviço de Santarém.
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A resposta às vossas dúvidas está nesta peça da época de lançamento do concurso de alvarás para rádios regionais de 17 de maio de 1990: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/candidaturas-para-radio-regionais/
Cito:
(…) Ao mesmo tempo, a sul da linha divisória, o Rio Mondego (…)
A divisão é em Coimbra. A Lousã está no limite técnico, ou seja, a TSF está bem. Leiria é Rede Regional Sul.
Isto significa que quem está irregular é a Bauer: a frequência 93,0 MHz não pode retransmitir a Rede Regional Sul na sua área de funcionamento, neste caso associada ao projeto M80.
No entanto, a ERC não cometeu nenhuma ilegalidade direta, isto porque:
- a M80 emitia em Leiria desde 2008/9, na altura com emissão local emitida da cidade do Lis por salvo erro Francisco Quiaios, e nessa época o RCP de Luís Osório emitia na RRS, a M80 emitia em frequências locais apenas;
- é aprovado uma renovação de alvará em 2009 nestas condições;
- em Março de 2010 o RCP deixa de estar na Rede Regional Sul e em vários emissores locais, que transitam para a M80. Os projetos foram todos geridos isoladamente entre si.
- Posteriormente, não tenho bem noção dos timings exatos mas para lá de 2010, a M80 Leiria ex-Central FM passa de generalista a temática musical, e uns 7 anos depois, o capital da Polimédia é adquirido, passando a ser detido pela mesma estrutura acionista que tem atualmente a Rádio Regional de Lisboa S.A. (M80 RRS). Isto vem da época em que o Regulador fazia “vista leve” a detentores de alvarás por associados e também é do tempo em que ainda não havia a Lei da Transparência, que vem justamente tentar endereçar isto.
Mesmo que o pressuposto anterior desta aprovação fosse não haver frequência anterior disponível no QNAF por esta época, atualmente isto já não se verifica, uma vez existir a frequência da Rádio Batalha (104,80 MHz) atualmente inutilizada. E há histórico anterior de tomadas de frequências locais para redes regionais e nacionais em Portugal.
Ou seja, os pressupostos da renovação de alvará em 2009 não se verificam atualmente e quem geriu isso na MCR sabia-o bem, porque da renovação de alvará ao fim do RCP isto tudo é em 12 meses. Pode não haver qualquer frequência consignada à M80 para Leiria na RRS, mas tem direito a ela.
Isto significa que a M80 Leiria está ilegal.
A Bauer terá neste momento ano/ano e meio para corrigir essa situação e colocar a frequência em qualquer outra rede, Cidade FM (mas para quê quando já há 94 e a própria Cidade chega lá por Penacova) ou SmoothFM. Se nada fizer, caput a essa estação em 2024.
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Já o disse aqui, Leiria faz Parte da Rede Regional Norte, ao seja a TSF pode escolher emitir na Senhora do Monte, Maunça, Sicó ou na Serra dos Candeeiros para expandir o sinal para o Distrito de Leiria. Até podia pegar no emissor das Caldas, colocar ao pé da Cister e pedir um aumento de potência para 2kW. Não acredito em mais, porque pode existir sobreposições..
A M80 é um retransmissor da antiga Rádio Central, ainda chegou a emitir o RCP. Existia 8h de emissão local, com um locutor/jornalista em Leiria que fazia esse trabalho. Em 2010 ficou com emissão nacional 24h tal como Coimbra ou Aveiro...
O Trevim deixa sinal fraco no centro de Leiria, logo para a TSF era só "bater o pé"!
Na verdade, os próprios despachos de concursos e de atribuição das licenças de 1990 são vagos nesse aspecto pois apenas referem a localização, potência e frequência dos emissores consignados a cada rede ou cobertura (como o legislador chamou).
De qualquer forma, caso se confirme que a RRN abrange Leiria - tudo assim o indica - a Lei da Rádio actual impede que frequências locais transmitam, parcialmente ou totalmente, rádios regionais que emitam no mesmo distrito. Assim sendo, a TSF Caldas estará neste momento numa situação fora do articulado da Lei. Caso contrário, é a M80 Leiria que não pode emitir a "estação-mãe".
De qualquer forma, a LdR também não permite aumentos de potência de frequências locais, apenas deslocalização do emissor.
Finalmente um último esclarecimento. As M80 de Aveiro, Leiria, Coimbra, Porto e Fafe terminaram as "emissões locais" em finais de 2013, penso que no início de dezembro. Até 2012 ainda houve emissões feitas nos estúdios das locais no Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Fafe, por profissionais das locais, lembro-me de Miguel Bastos em Aveiro, do José Araújo no Porto e do Paulo Martins em Coimbra. Nesse ano a MCR despediu todos esses profissionais e centralizou tudo na Sampaio e Pina.
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O despacho não tem que ser rigoroso quanto à divisão de mapas Norte/sul. Sendo um despacho conjunto, é uma articulação do QNAF da ANACOM com a ERC (na altura era DGCS, a AACS sucede-lhe).
Isto já é depois da atribuição dos alvarás locais e pode que a ANACOM tenha decidido na altura que tinha atribuído frequências a mais para Leiria, e não queria atribuir mais uma. Ou então simplesmente esqueceu-se, o que não impediria qualquer operador de exercer o seu direito de pedido de reforço.
Mas esta peça é inequívoca: a divisão é no Rio Mondego. Qualquer mapa da época - e recordo que as candidaturas de 89/90 eram feitas com mapas cartesianos, militares mesmo - resolve essa dúvida em três tempos e limpa a casa.
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Tiago, o RCP passou a emitir nos 93,0 de Leiria em 2008. Nesse ano a Lei da Rádio em vigor era a Lei n.º 4/2001, em que a proibição que estamos a falar não existia. A única limitação que existia nessa lei era a de que as rádios temáticas podiam associar-se entre si até um limite de 4 frequências, com os emissores de cada uma delas a terem de estar a pelo menos 100 km de distância. Aliás, até havia rádios generalistas a retransmitirem rádios temáticas como os RCPs "locais" em relação ao RCP versão musical. A lei era omissa nessa questão e tal só foi corrigido na LdR de 2010. Havia outro impedimento em que cada concelho só poderia ter no máximo metade dos alvarás temáticos, o que também é irrelevante para o que estamos a falar neste tópico.
Voltando à vaca fria: RCP e RC Leiria eram generalistas nesse ano de 2008, logo esse artigo nem sequer se aplicava, e portanto tudo foi legal. O mesmo se aplica quando o RCP passou a M80, quer na RRS, quer em Leiria, em 2009/10. A LdR em vigor ainda era a de 2001 - a lei n.º 54/2010 é de 24 de dezembro. Nas Caldas foi a mesma coisa, se a memória não me falha a TSF começou a emitir nessa frequência em 2005.
Caso tenhas razão, a ERC meteu a pata na poça quando autorizou a mudança da RRS e a frequência de Leiria para temática musical em 2013. Se for a TSF quem opera em Leiria com RRN, a mudança nas Caldas foi no mesmo ano. Aí deveriam ter imposto a alteração da frequência local para outro projecto radiofónico.
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Tiago, o RCP passou a emitir nos 93,0 de Leiria em 2008. Nesse ano a Lei da Rádio em vigor era a Lei n.º 4/2001, em que a proibição que estamos a falar não existia. A única limitação que existia nessa lei era a de que as rádios temáticas podiam associar-se entre si até um limite de 4 frequências, com os emissores de cada uma delas a terem de estar a pelo menos 100 km de distância. Aliás, até havia rádios generalistas a retransmitirem rádios temáticas como os RCPs "locais" em relação ao RCP versão musical. A lei era omissa nessa questão e tal só foi corrido na LdR de 2010. Havia outro impedimento em que cada concelho só poderia ter no máximo metade dos alvarás temáticos, também é irrelevante para o que estamos a falar neste tópico.
Voltando à vaca fria: RCP e RC Leiria eram generalistas nesse ano de 2008, logo esse artigo nem sequer se aplicava, e portanto tudo foi legal. O mesmo se aplica quando o RCP passou a M80, quer na RRS, quer em Leiria, em 2009/10. A LdR em vigor ainda era a de 2001 - a lei n.º 54/2010 é de 24 de dezembro. Nas Caldas foi a mesma coisa, se a memória não me falha a TSF começou a emitir nessa frequência em 2005.
Caso tenhas razão, a ERC meteu a pata na poça quando autorizou a mudança da RRS e a frequência de Leiria para temática musical em 2013. Se for a TSF quem opera em Leiria com RRN, a mudança nas Caldas foi no mesmo ano. Aí deveriam ter imposto a alteração da frequência local para outro projecto radiofónico.
Nesse caso então foi tudo legal até à última modificação de projeto. E olha que mesmo assim às modificações de projeto olhavam-se apenas 3 aspetos: desde quando é que a rádio detém o alvará (mais de 2 anos), desde quando é que foi a última modificação de projeto (2 anos, certo?), e mais um terceiro aspeto que agora me falha. Na altura a ERC fazia muito “chapa 5” nestas deliberações: via estes 3 aspetos, os únicos que legalmente tem que ver, e autorizava ou não.
Talvez por ser só os que legalmente tem que ver acabou por não abordar o projeto-chave central porque ainda era o mesmo do alvará e se calhar presumiram que estava tudo bem, naquela ideia de não se contradizerem a eles próprios. Só que não estava…
Seja como for, uma coisa é certa, de 2024 não passa. Nestas condições pelo menos não.
E quanto à RRN já foi bastante benévola a ANACOM a estabelecer como limite o dito rio Mondego e a permitir um emissor na Serra da Lousã, que é a 14kms… devem ter achado que colocar só Coimbra com emissor seria insuficiente para cobrir zonas como Viseu, ou queriam fazer certa limpeza de espectro. Como isso foi em 1990 arrisco-me que nunca iremos saber. No entanto, se a divisão é pelo rio, e com exceção ao autorizado expressamente, o desfecho é claro. Porque os reguladores podem justificar-se conforme quiserem, mas quem usa o espectro concedido a partir deles… não.
Obrigado pelas infos da Lei da Rádio!
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Certo é que na época a divisão RRN/RRS foi realizada, a leste do Mondego, tomando como referência, mais coisa, menos coisa, o Tejo. Refiro-me à fronteira Alentejo/Beira Baixa, em que Portalegre ficou com a RRS e Gardunha com a RRN. Ribatejo (Montejunto) ficou com a RRS.
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Se for o Mondego,então Coimbra também poderia ser Rede Regional Sul.
Tudo porque Coimbra está na margem...
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Certo é que na época a divisão RRN/RRS foi realizada, a leste do Mondego, tomando como referência, mais coisa, menos coisa, o Tejo. Refiro-me à fronteira Alentejo/Beira Baixa, em que Portalegre ficou com a RRS e Gardunha com a RRN. Ribatejo (Montejunto) ficou com a RRS.
Sempre tive a ideia que a divisão era pelo Tejo, fazendo uma linha leste-oeste na horizontal no eixo de Castelo Branco/Vila Velha de Ródão. Leiria está imediatamente acima dessa linha.
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Certo é que na época a divisão RRN/RRS foi realizada, a leste do Mondego, tomando como referência, mais coisa, menos coisa, o Tejo. Refiro-me à fronteira Alentejo/Beira Baixa, em que Portalegre ficou com a RRS e Gardunha com a RRN. Ribatejo (Montejunto) ficou com a RRS.
Sempre tive a ideia que a divisão era pelo Tejo, fazendo uma linha leste-oeste na horizontal no eixo de Castelo Branco/Vila Velha de Ródão. Leiria está imediatamente acima dessa linha.
Mas então se a divisão seria pelo Tejo porquê autorizar Montejunto se é bem para lá da divisória do Tejo…
Talvez por causa da exceção já permitida com a Lousã?
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E quanto à RRN já foi bastante benévola a ANACOM a estabelecer como limite o dito rio Mondego e a permitir um emissor na Serra da Lousã, que é a 14kms… devem ter achado que colocar só Coimbra com emissor seria insuficiente para cobrir zonas como Viseu, ou queriam fazer certa limpeza de espectro. Como isso foi em 1990 arrisco-me que nunca iremos saber. No entanto, se a divisão é pelo rio, e com exceção ao autorizado expressamente, o desfecho é claro. Porque os reguladores podem justificar-se conforme quiserem, mas quem usa o espectro concedido a partir deles… não.
Eu já aqui expressei num dos tópicos, que a meu ver, não viria mal ao mundo em que na Lousã existisse emissor tanto para a Rede Regional Norte como para a Rede Regional Sul. Aliás, se o limite é mesmo o Mondego e não o distrito de Coimbra, poderia a M80 pedir para colocar um emissor na Lousã. Mais, se o distrito de Leiria já for Rede Regional Sul, poderia por um emissor junto a 90.8 na Torre da Comercial, que já se encontra fora de Coimbra. Por todas as razões, não faz sentido a M80 não ter um emissor de grande potência para a região centro do país.
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E quanto à RRN já foi bastante benévola a ANACOM a estabelecer como limite o dito rio Mondego e a permitir um emissor na Serra da Lousã, que é a 14kms… devem ter achado que colocar só Coimbra com emissor seria insuficiente para cobrir zonas como Viseu, ou queriam fazer certa limpeza de espectro. Como isso foi em 1990 arrisco-me que nunca iremos saber. No entanto, se a divisão é pelo rio, e com exceção ao autorizado expressamente, o desfecho é claro. Porque os reguladores podem justificar-se conforme quiserem, mas quem usa o espectro concedido a partir deles… não.
Eu já aqui expressei num dos tópicos, que a meu ver, não viria mal ao mundo em que na Lousã existisse emissor tanto para a Rede Regional Norte como para a Rede Regional Sul. Aliás, se o limite é mesmo o Mondego e não o distrito de Coimbra, poderia a M80 pedir para colocar um emissor na Lousã. Mais, se o distrito de Leiria já for Rede Regional Sul, poderia por um emissor junto a 90.8 na Torre da Comercial, que já se encontra fora de Coimbra. Por todas as razões, não faz sentido a M80 não ter um emissor de grande potência para a região centro do país.
Eles também devem ter tido em conta os alcances da rede. Um emissor em Santo António da Neve chegaria a muitas zonas da região centro (Aveiro, Coimbra, Viseu, Leiria, parcialmente Guarda e Castelo Branco), mesmo até em parte ao distrito do Porto, e não devem ter querido colocar em desvantagem o concessionário da RRN.
Acho sinceramente mais provável que coloquem um emissor em Leiria. A ANACOM, por norma, aloca novas frequências consoante as anteriormente planeadas para o distrito em causa.
E daí, que também chegaria qualquer coisa a Coimbra, atenção… só que… só que. Temos o Rádio Clube da Feira ao lado em 104.7, seguramente haveria algum tipo de posicionamento a impedir que o sinal chegasse a Aveiro. Porque 10 kW na Maunça teriam algum potencial disso.
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Eles também devem ter tido em conta os alcances da rede. Um emissor em Santo António da Neve chegaria a muitas zonas da região centro (Aveiro, Coimbra, Viseu, Leiria, parcialmente Guarda e Castelo Branco), mesmo até em parte ao distrito do Porto, e não devem ter querido colocar em desvantagem o concessionário da RRN.
Acho sinceramente mais provável que coloquem um emissor em Leiria. A ANACOM, por norma, aloca novas frequências consoante as anteriormente planeadas para o distrito em causa.
E daí, que também chegaria qualquer coisa a Coimbra, atenção… só que… só que. Temos o Rádio Clube da Feira ao lado em 104.7, seguramente haveria algum tipo de posicionamento a impedir que o sinal chegasse a Aveiro. Porque 10 kW na Maunça teriam algum potencial disso.
Pois... mas a TSF da Rede Regional Norte também chega a Santarém, muitas zonas de Leiria, Portalegre, Lisboa, pasme-se, até a zonas do distrito de Faro.
Os 104.7 do RCF teriam de encontrar certamente outra frequência, porque seriam certamente interferidos. Mas hoje mesmo, já dentro do concelho do alvará, conseguem ter zonas onde sofrem interferência da Antena 3 do Minhéu, portanto, até seria benéfico para eles. Quiçá os 97.3 para o RCF, considerando que os 97.4 da RFM não expandem nada por aí além.
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Estamos a esquecer-nos do mais importante disto tudo: as duas redes regionais são um completo absurdo. Não faz sentido separar o país desta forma. Mas o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita e agora poucas soluções há para resolver o problema.
O ideal até era juntar as duas redes e lançar novo concurso. Obviamente não exequível, mas seria o "melhor", pelo menos na minha opinião.
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Era o melhor mesmo sem dúvidas...
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Estamos a esquecer-nos do mais importante disto tudo: as duas redes regionais são um completo absurdo. Não faz sentido separar o país desta forma. Mas o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita e agora poucas soluções há para resolver o problema.
O ideal até era juntar as duas redes e lançar novo concurso. Obviamente não exequível, mas seria o "melhor", pelo menos na minha opinião.
Ótimo de Pareto... é mais ao menos como está! ;D ;D
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Nos países civilizados, o investimento na difusão hertziana convencional continua, agora com o digital DAB+ e também no obsoleto analógico FM, por dois propósitos fundamentais:
i) o serviço de radiodifusão é universal e gratuito. Não depende de subscrição de operadores de Internet ou outros meios de comunicação pagos;
ii) o streaming pela Internet, ou Internet Radio, é considerado redundante com a difusão hertziana, considerando-se a última o meio principal de receção. Isto porque, os serviços de Internet podem falhar em determinadas circunstâncias, afetando todos os utilizadores de um operador ou de todos os operadores ao mesmo tempo. Veja-se o ataque informático recente à Vodafone. Se a rádio fosse exclusivamente acedida por serviços de Internet, uma parte da população portuguesa ficaria sem acesso à Internet, à televisão e à rádio, ou seja, faria uma viagem no tempo até à Idade Média, isolados da civilização. Outros cenários podem ser considerados, como catástrofes naturais, tempestades, cheias, incêndios, tremores de terra, ou outros. Portanto, nestas situações, se o serviço de Internet falhar para todos os utilizadores, ou uma parte destes, a radiodifusão terrestre convencional (digital ou analógica) consiste em uma forma de Autoridades comunicarem orientações às populações.
Portanto, a difusão hertziana convencional (Digital ou Analógica) vai continuar nos países civilizados e desenvolvidos Ad Infinitum, só assim se justifica os investimentos que têm vindo a ser feitos por toda essa Europa. A ligeireza com que este assunto é tratado em Portugal causa estranheza e estupefação a qualquer um. É de um amadorismo total.
A radiodifusão hertziana vai continuar, não obstante em Portugal apenas se considerar o obsoleto FM. Os normativos que regulam o setor parecem documentos medievais, tresandam a incompetência, bloqueiam o desenvolvimento, estagnam o meio, tornam o surgimento de novos operadores uma tarefa impossível. São documentos de interpretação dúbia, criam obstáculos atrás de obstáculos, proibições atrás de proibições, criam alçapões opacos, enfim, documentos próprios de regimes autocráticos, rodeados de cleptocratas. Há interesses instalados que beneficiam com isto. Estes regulamentos são a principal causa da desorganização que se assiste, desajuste, estagnação, vão em contraciclo uma sociedade moderna e de mercado e são os cidadãos que saem a perder. Isto parece o terceiro mundo.
Um distrito como o de Leiria, para ter uma cobertura cabal de uma emissora em toda a extensão, necessita de 3 emissores de rádio, como toda a gente sabe. De um extremo ao outro são 180 km por estrada, com orografia que não facilita a propagação dos sinais de rádio. Porque motivo estão impedidos de ter 2 emissores a difundirem a mesma estação 24h/dia, se isso vier a acrescentar um ganho para as pessoas, dentro das hipóteses de escolha disponíveis?
Isto como está, não serve.
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Nos países civilizados, o investimento na difusão hertziana convencional continua, agora com o digital DAB+ e também no obsoleto analógico FM, por dois propósitos fundamentais:
i) o serviço de radiodifusão é universal e gratuito. Não depende de subscrição de operadores de Internet ou outros meios de comunicação pagos;
ii) o streaming pela Internet, ou Internet Radio, é considerado redundante com a difusão hertziana, considerando-se a última o meio principal de receção. Isto porque, os serviços de Internet podem falhar em determinadas circunstâncias, afetando todos os utilizadores de um operador ou de todos os operadores ao mesmo tempo. Veja-se o ataque informático recente à Vodafone. Se a rádio fosse exclusivamente acedida por serviços de Internet, uma parte da população portuguesa ficaria sem acesso à Internet, à televisão e à rádio, ou seja, faria uma viagem no tempo até à Idade Média, isolados da civilização. Outros cenários podem ser considerados, como catástrofes naturais, tempestades, cheias, incêndios, tremores de terra, ou outros. Portanto, nestas situações, se o serviço de Internet falhar para todos os utilizadores, ou uma parte destes, a radiodifusão terrestre convencional (digital ou analógica) consiste em uma forma de Autoridades comunicarem orientações às populações.
Portanto, a difusão hertziana convencional (Digital ou Analógica) vai continuar nos países civilizados e desenvolvidos Ad Infinitum, só assim se justifica os investimentos que têm vindo a ser feitos por toda essa Europa. A ligeireza com que este assunto é tratado em Portugal causa estranheza e estupefação a qualquer um. É de um amadorismo total.
A radiodifusão hertziana vai continuar, não obstante em Portugal apenas se considerar o obsoleto FM. Os normativos que regulam o setor parecem documentos medievais, tresandam a incompetência, bloqueiam o desenvolvimento, estagnam o meio, tornam o surgimento de novos operadores uma tarefa impossível. São documentos de interpretação dúbia, criam obstáculos atrás de obstáculos, proibições atrás de proibições, criam alçapões opacos, enfim, documentos próprios de regimes autocráticos, rodeados de cleptocratas. Há interesses instalados que beneficiam com isto. Estes regulamentos são a principal causa da desorganização que se assiste, desajuste, estagnação, vão em contraciclo uma sociedade moderna e de mercado e são os cidadãos que saem a perder. Isto parece o terceiro mundo.
Um distrito como o de Leiria, para ter uma cobertura cabal de uma emissora em toda a extensão, necessita de 3 emissores de rádio, como toda a gente sabe. De um extremo ao outro são 180 km por estrada, com orografia que não facilita a propagação dos sinais de rádio. Porque motivo estão impedidos de ter 2 emissores a difundirem a mesma estação 24h/dia, se isso vier a acrescentar um ganho para as pessoas, dentro das hipóteses de escolha disponíveis?
Isto como está, não serve.
Excelente análise. Faz todo o sentido, particularmente essa limitação de 1 emissor por distrito é absurda.
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Viseu precisa de 4 emissores.
Lamego,Viseu cidade,Vouzela/São Pedro mais Lousã.
A TSF tem de ter tudo afinadinho e mesmo assim falha em Viseu cidade interior de edifícios...
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Nos países civilizados, o investimento na difusão hertziana convencional continua, agora com o digital DAB+ e também no obsoleto analógico FM, por dois propósitos fundamentais:
i) o serviço de radiodifusão é universal e gratuito. Não depende de subscrição de operadores de Internet ou outros meios de comunicação pagos;
ii) o streaming pela Internet, ou Internet Radio, é considerado redundante com a difusão hertziana, considerando-se a última o meio principal de receção. Isto porque, os serviços de Internet podem falhar em determinadas circunstâncias, afetando todos os utilizadores de um operador ou de todos os operadores ao mesmo tempo. Veja-se o ataque informático recente à Vodafone. Se a rádio fosse exclusivamente acedida por serviços de Internet, uma parte da população portuguesa ficaria sem acesso à Internet, à televisão e à rádio, ou seja, faria uma viagem no tempo até à Idade Média, isolados da civilização. Outros cenários podem ser considerados, como catástrofes naturais, tempestades, cheias, incêndios, tremores de terra, ou outros. Portanto, nestas situações, se o serviço de Internet falhar para todos os utilizadores, ou uma parte destes, a radiodifusão terrestre convencional (digital ou analógica) consiste em uma forma de Autoridades comunicarem orientações às populações.
Portanto, a difusão hertziana convencional (Digital ou Analógica) vai continuar nos países civilizados e desenvolvidos Ad Infinitum, só assim se justifica os investimentos que têm vindo a ser feitos por toda essa Europa. A ligeireza com que este assunto é tratado em Portugal causa estranheza e estupefação a qualquer um. É de um amadorismo total.
A radiodifusão hertziana vai continuar, não obstante em Portugal apenas se considerar o obsoleto FM. Os normativos que regulam o setor parecem documentos medievais, tresandam a incompetência, bloqueiam o desenvolvimento, estagnam o meio, tornam o surgimento de novos operadores uma tarefa impossível. São documentos de interpretação dúbia, criam obstáculos atrás de obstáculos, proibições atrás de proibições, criam alçapões opacos, enfim, documentos próprios de regimes autocráticos, rodeados de cleptocratas. Há interesses instalados que beneficiam com isto. Estes regulamentos são a principal causa da desorganização que se assiste, desajuste, estagnação, vão em contraciclo uma sociedade moderna e de mercado e são os cidadãos que saem a perder. Isto parece o terceiro mundo.
Um distrito como o de Leiria, para ter uma cobertura cabal de uma emissora em toda a extensão, necessita de 3 emissores de rádio, como toda a gente sabe. De um extremo ao outro são 180 km por estrada, com orografia que não facilita a propagação dos sinais de rádio. Porque motivo estão impedidos de ter 2 emissores a difundirem a mesma estação 24h/dia, se isso vier a acrescentar um ganho para as pessoas, dentro das hipóteses de escolha disponíveis?
Isto como está, não serve.
Excelente texto. Apenas complemento a informação, recente, existente no sítio da WorldDAB, transmitida pelo presidente desta organização (Patrick Hannon) - “DAB+ offers lower costs of distribution than FM, coupled with lower energy requirements, and greater resilience in emergencies, especially out of home,” said Hannon. “It’s essential to protect the core benefits of broadcast radio - it’s free to air, universal and reliable in emergencies. DAB+ is key to securing this,” he added.
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Nos países civilizados, o investimento na difusão hertziana convencional continua, agora com o digital DAB+ e também no obsoleto analógico FM, por dois propósitos fundamentais:
i) o serviço de radiodifusão é universal e gratuito. Não depende de subscrição de operadores de Internet ou outros meios de comunicação pagos;
ii) o streaming pela Internet, ou Internet Radio, é considerado redundante com a difusão hertziana, considerando-se a última o meio principal de receção. Isto porque, os serviços de Internet podem falhar em determinadas circunstâncias, afetando todos os utilizadores de um operador ou de todos os operadores ao mesmo tempo. Veja-se o ataque informático recente à Vodafone. Se a rádio fosse exclusivamente acedida por serviços de Internet, uma parte da população portuguesa ficaria sem acesso à Internet, à televisão e à rádio, ou seja, faria uma viagem no tempo até à Idade Média, isolados da civilização. Outros cenários podem ser considerados, como catástrofes naturais, tempestades, cheias, incêndios, tremores de terra, ou outros. Portanto, nestas situações, se o serviço de Internet falhar para todos os utilizadores, ou uma parte destes, a radiodifusão terrestre convencional (digital ou analógica) consiste em uma forma de Autoridades comunicarem orientações às populações.
Portanto, a difusão hertziana convencional (Digital ou Analógica) vai continuar nos países civilizados e desenvolvidos Ad Infinitum, só assim se justifica os investimentos que têm vindo a ser feitos por toda essa Europa. A ligeireza com que este assunto é tratado em Portugal causa estranheza e estupefação a qualquer um. É de um amadorismo total.
A radiodifusão hertziana vai continuar, não obstante em Portugal apenas se considerar o obsoleto FM. Os normativos que regulam o setor parecem documentos medievais, tresandam a incompetência, bloqueiam o desenvolvimento, estagnam o meio, tornam o surgimento de novos operadores uma tarefa impossível. São documentos de interpretação dúbia, criam obstáculos atrás de obstáculos, proibições atrás de proibições, criam alçapões opacos, enfim, documentos próprios de regimes autocráticos, rodeados de cleptocratas. Há interesses instalados que beneficiam com isto. Estes regulamentos são a principal causa da desorganização que se assiste, desajuste, estagnação, vão em contraciclo uma sociedade moderna e de mercado e são os cidadãos que saem a perder. Isto parece o terceiro mundo.
Um distrito como o de Leiria, para ter uma cobertura cabal de uma emissora em toda a extensão, necessita de 3 emissores de rádio, como toda a gente sabe. De um extremo ao outro são 180 km por estrada, com orografia que não facilita a propagação dos sinais de rádio. Porque motivo estão impedidos de ter 2 emissores a difundirem a mesma estação 24h/dia, se isso vier a acrescentar um ganho para as pessoas, dentro das hipóteses de escolha disponíveis?
Isto como está, não serve.
É exatamente isto.
Para quem gosta verdadeiramente de rádio, e acompanha o que se faz noutros países, não consegue ficar indiferente a esta excelente análise.
Muitos parabéns.
É isto mesmo que penso.
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Se Leiria for Rede Regional Sul creio que além de ter um emissor em Leiria poderia abdicar de ter emissões locais,por exemplo em Viseu...
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Se Leiria for Rede Regional Sul creio que além de ter um emissor em Leiria poderia abdicar de ter emissões locais,por exemplo em Viseu...
Já foi discutido acima, a cidade de Leiria é da RRN, poderia ter, isso sim um emissor da TSF, e provavelmente dispensaria os 103.1 da TSF nas Caldas da Rainha.
Para mim, acho que deveriam ter posto o limite na fronteira do distrito. Tal teria permitido o emissor da Lousã em 107.4Mhz que ainda está no distrito de Coimbra, e um outro da M80 em Sto António da Neve na RRS. Nesse aspeto, a RRS penetra muito menos para Norte, do que a RRN penetra para sul, a TSF tem uma grande vantagem comparativa.
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Se Leiria for Rede Regional Sul creio que além de ter um emissor em Leiria poderia abdicar de ter emissões locais,por exemplo em Viseu...
Já foi discutido acima, a cidade de Leiria é da RRN, poderia ter, isso sim um emissor da TSF, e provavelmente dispensaria os 103.1 da TSF nas Caldas da Rainha.
Para mim, acho que deveriam ter posto o limite na fronteira do distrito. Tal teria permitido o emissor da Lousã em 107.4Mhz que ainda está no distrito de Coimbra, e um outro da M80 em Sto António da Neve na RRS. Nesse aspeto, a RRS penetra muito menos para Norte, do que a RRN penetra para sul, a TSF tem uma grande vantagem comparativa.
Isso carece de confirmação. Mas nada como enviar um email à ANACOM ou ERC para confirmá-la. Lembro-me de ler há uns 15 anos em fóruns da rádio que a MCR tinha pedido para instalar emissores da RC e do RCP na cidade de Leiria, o que desmentiria essa conclusão.
Caso se confirme que Leiria faz parte da RRN, não duvido que a ERC na renovação de alvará dos 103,1 MHz das Caldas da Rainha, que fazem parte da TSF, irá colocar sérios obstáculos, pois tal situação viola o disposto na LdR. E de forma inversa aos 93,0 MHz de Leiria para a M80.
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https://colecaoicnova.fcsh.unl.pt/index.php/icnova/article/download/112/119
Aconselho vivamente a leitura deste documento, que relata muito bem a história da monumental trapalhada que foi a atribuição das RRN/RRS. Fico com a ideia, a dada altura que a RRN terá de ter o seu limite a sul do Rio Mondego, uma vez que, do que compreendi, o estudo da FEUP só previa emissor em Santa Justa e na Lousã, pelo menos na fase inicial, sendo certo que o DL 338/88 previa que a cobertura fosse sendo alargada a todo o território ao longo do tempo. De facto, esse Decreto-Lei não define, e devia, quais os limites da RRN/RRS, sendo certo que se a Lousã está na do Norte, cai com toda a certeza o limite definido pelo Rio Mondego. A grande questão é, será que alguém, na barafunda do final dos anos 80, pensou nisso dessa forma, ou simplesmente se pensou nos locais dos emissores e não num limite físico? Hoje sabemos que Lousã não chega a Leiria nas melhores condições, mas saber-se-ia que o Montejunto também não? Se no caso da separação Gardunha/São Mamede, parece bem definido, será que não estamos perante a encarnação real do meme "Leiria não existe" e, realmente, ela não pertence nem à RRN nem à RRS? Bato no ponto, para mim era simples, divisão por distritos ou NUT's III. Em qualquer dos casos, permitiria sempre emissor na Lousã à RRN e em Santo António da Neve à RRS. Este último, com uma frequência bem escolhida, fazia com que a RRS se ouvisse razoavelmente de Faro à Póvoa de Varzim, e a RRN de Valença do Minho a Palmela.
Por outro lado, mais em termos históricos, se a TSF tivesse ganho como deveria o concurso para a RRS (a escolha da CMR, uma rádio musical foi absurda, para isso deveria ter sido escolhida a Cidade FM), provavelmente esta questão hoje nem se estaria a colocar, porque a rede seria uma única neste momento, com a aquisição da TSF pela Press. "A TSF é hoje o resultado do produto original da TSF e a estrutura da Press.". Curioso. Claro que temos a questão da Nova, a Sonae sempre foi mal amada pelo poder político em Portugal, talvez a não atribuição deste alvará se possa comparar ao uso da Golden Share aquando da tentativa da OPA da Sonae à PT.
Passado é passado, não seria altura de acabar com esta aberração e abrir um concurso para uma rádio informativa nacional, que faz falta? Fico, contudo, com fundadas dúvidas se, neste momento, não seria a Observador a ganhá-lo, e se isso não afastará essa ideia do horizonte do poder político.
Uma nota final para o projeto da Colina... era interessante, sim, mas em Portugal, como está visto, só no plano teórico. Imagino o que seria um misto de Antena 1 e Antena 2 privada...
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Para mim era rede nacional para ambas...
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Se Leiria for Rede Regional Sul creio que além de ter um emissor em Leiria poderia abdicar de ter emissões locais,por exemplo em Viseu...
Já foi discutido acima, a cidade de Leiria é da RRN, poderia ter, isso sim um emissor da TSF, e provavelmente dispensaria os 103.1 da TSF nas Caldas da Rainha.
Para mim, acho que deveriam ter posto o limite na fronteira do distrito. Tal teria permitido o emissor da Lousã em 107.4Mhz que ainda está no distrito de Coimbra, e um outro da M80 em Sto António da Neve na RRS. Nesse aspeto, a RRS penetra muito menos para Norte, do que a RRN penetra para sul, a TSF tem uma grande vantagem comparativa.
Isso carece de confirmação. Mas nada como enviar um email à ANACOM ou ERC para confirmá-la. Lembro-me de ler há uns 15 anos em fóruns da rádio que a MCR tinha pedido para instalar emissores da RC e do RCP na cidade de Leiria, o que desmentiria essa conclusão.
Caso se confirme que Leiria faz parte da RRN, não duvido que a ERC na renovação de alvará dos 103,1 MHz das Caldas da Rainha, que fazem parte da TSF, irá colocar sérios obstáculos, pois tal situação viola o disposto na LdR. E de forma inversa aos 93,0 MHz de Leiria para a M80.
Leis mal feitas... A lei de criação das redes regionais deveria ter dito explicitamente qual a área geográfica da rede regional norte e qual a área geográfica da rede sul. Uma definição clara que permitisse traçar inequivocamente a fronteira entre as duas redes, evitando dúvidas sobre se o concelho de X deve ser servido pela RRS ou pela RRN.
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O que é certo é que no final dos anos 80 não existiam as microcoberturas das nacionais em Leiria.
Logo, a cidade era servida, deficientemente, é certo, pelos emissores da Lousã. Montejunto, nem sombras de sinal. Aliás, daí a necessidade de a M80, ao ser a herdeira da RRS, ter precisado de ficar com a frequência local da ex-Central FM para chegar em boas condições à cidade e arredores.
Quanto ao CMR ser uma rádio musical, legalmente não sei se o seria. O que sei é que se comportava como uma rádio generalista, não essencialmente informativa, como a TSF sempre se assumiu. Aliás, se bem me lembro, chegaram a ter relatos futebolísticos a determinada altura, coisa que inicialmente não tinham.
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O que é certo é que no final dos anos 80 não existiam as microcoberturas das nacionais em Leiria.
Logo, a cidade era servida, deficientemente, é certo, pelos emissores da Lousã. Montejunto, nem sombras de sinal. Aliás, daí a necessidade de a M80, ao ser a herdeira da RRS, ter precisado de ficar com a frequência local da ex-Central FM para chegar em boas condições à cidade e arredores.
Quanto ao CMR ser uma rádio musical, legalmente não sei se o seria. O que sei é que se comportava como uma rádio generalista, não essencialmente informativa, como a TSF sempre se assumiu. Aliás, se bem me lembro, chegaram a ter relatos futebolísticos a determinada altura, coisa que inicialmente não tinham.
Essa decisão mais ou menos coincidiu, do que li sobre a rádio, com a mudança para a Rede Regional Sul. Foi-se assumindo como concorrente da TSF até à compra da Rádio Comercial em 1993.
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O que é certo é que no final dos anos 80 não existiam as microcoberturas das nacionais em Leiria.
Logo, a cidade era servida, deficientemente, é certo, pelos emissores da Lousã. Montejunto, nem sombras de sinal. Aliás, daí a necessidade de a M80, ao ser a herdeira da RRS, ter precisado de ficar com a frequência local da ex-Central FM para chegar em boas condições à cidade e arredores.
Quanto ao CMR ser uma rádio musical, legalmente não sei se o seria. O que sei é que se comportava como uma rádio generalista, não essencialmente informativa, como a TSF sempre se assumiu. Aliás, se bem me lembro, chegaram a ter relatos futebolísticos a determinada altura, coisa que inicialmente não tinham.
Essa decisão mais ou menos coincidiu, do que li sobre a rádio, com a mudança para a Rede Regional Sul. Foi-se assumindo como concorrente da TSF até à compra da Rádio Comercial em 1993.
No texto que partilhei, o Rui Pego explica bem essa e outras decisões. Classifica a decisão dos relatos como a pior que tomou na sua carreira.
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Este processo de licenciamento foi uma trapanhada monumental. Este era um tema a a Cavaco considerava irrelevante e para resolver rapidamente e foi.
Houve uma reunião, que em tempo record analizou esses processos das rádios, cada uma com 1.500 páginas. Uma vergonha!
Nessa comissão, até estava um dos interessados, Carlos Barbosa dono e director do Correio da Manhã.
Sobre a Rádio Colina era um projecto do Joaquim Letria.
A CMR começou como rádio musical, mas depois, tempos mais tarde tinha muita informação e até relatos.
Ainda me lembro, aquando da guerra entre polícias, em pleno Rossio, guerra que ficou conhecida como os Secos e Molhados, as três rádios locais de Lisboa, TSF, CMR e Gest, estavam com emissões especiais com vários repórteres a acompanhar aquele insólito acontecimento...
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O que é certo é que no final dos anos 80 não existiam as microcoberturas das nacionais em Leiria.
Logo, a cidade era servida, deficientemente, é certo, pelos emissores da Lousã. Montejunto, nem sombras de sinal. Aliás, daí a necessidade de a M80, ao ser a herdeira da RRS, ter precisado de ficar com a frequência local da ex-Central FM para chegar em boas condições à cidade e arredores.
Quanto ao CMR ser uma rádio musical, legalmente não sei se o seria. O que sei é que se comportava como uma rádio generalista, não essencialmente informativa, como a TSF sempre se assumiu. Aliás, se bem me lembro, chegaram a ter relatos futebolísticos a determinada altura, coisa que inicialmente não tinham.
Essa decisão mais ou menos coincidiu, do que li sobre a rádio, com a mudança para a Rede Regional Sul. Foi-se assumindo como concorrente da TSF até à compra da Rádio Comercial em 1993.
Exactamente!
O CMR era um belíssimo projecto de rádio que, infelizmente, se perdeu.
Alguns dos profissionais que por lá estiveram e/ou começaram ainda andam por aí, exemplos:
- João Gobern e Margarida Pinto Correia (actualmente ambos na Antena 1);
- Nuno Markl e Pedro Ribeiro (actualmente ambos na Comercial).
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O que é certo é que no final dos anos 80 não existiam as microcoberturas das nacionais em Leiria.
Logo, a cidade era servida, deficientemente, é certo, pelos emissores da Lousã. Montejunto, nem sombras de sinal. Aliás, daí a necessidade de a M80, ao ser a herdeira da RRS, ter precisado de ficar com a frequência local da ex-Central FM para chegar em boas condições à cidade e arredores.
Quanto ao CMR ser uma rádio musical, legalmente não sei se o seria. O que sei é que se comportava como uma rádio generalista, não essencialmente informativa, como a TSF sempre se assumiu. Aliás, se bem me lembro, chegaram a ter relatos futebolísticos a determinada altura, coisa que inicialmente não tinham.
Essa decisão mais ou menos coincidiu, do que li sobre a rádio, com a mudança para a Rede Regional Sul. Foi-se assumindo como concorrente da TSF até à compra da Rádio Comercial em 1993.
No texto que partilhei, o Rui Pego explica bem essa e outras decisões. Classifica a decisão dos relatos como a pior que tomou na sua carreira.
Já agora e falando de Rui Pêgo, aqui fica uma entrevista que ele deu ao saudoso Telefonia Virtual (o pioneiro dos sites sobre rádio em Portugal) em março de 1998 em que ele fala desse período na CMR.
https://web.archive.org/web/19981206162101/http://www.telefonia-virtual.com/pego.html
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E Rede Regional Norte.
Se tracar linha divisoria,Leiria esta em linha reta com Castelo Branco.
No meu ver a TSF esta mal...
Mas agora,se o limite for mais acima,então Castelo Branco é RRS. Mas se calhar Gardunha ainda é RRN,pois a mesma pertence ao Fundão...
Com jeitinho daria para a Bauer conseguir melhorar M80 em Castelo Branco com emissor nesta cidade e em Leiria.
Ou a TSF colocar emissor em Leiria
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Castelo Branco é RRN, servida pela Gardunha (em boas condições ou não, desconheço).
Leiria já tem emissor da M80, conforme já referido.
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Se a divisão for pelo Mondego,Castelo Branco tem de ser Rede Regional do Sul.
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Se a divisão for pelo Mondego,Castelo Branco tem de ser Rede Regional do Sul.
A divisão é por distritos.
RRN: Viana, Braga, Vila Real, Bragança, Porto, Aveiro, Viseu, Coimbra, Guarda, Castelo Branco.
RRS: Lisboa, Setúbal, Santarém, Portalegre, Évora, Beja, Faro, e minha convicção, Leiria.
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A meu ver Leiria e norte.
Esta na mesma direcção que Castelo Branco.
Mas o ridículo é haver esta divisão estúpida.
Nos tempos que correm era completarem as duas redes.
Não faz sentido isto.
A RRN tem mais vantagens sim tem.
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Ate acho que a fronteira é o Rio Tejo...
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Ate acho que a fronteira é o Rio Tejo...
Essa não pode ser a fronteira, os 89.5 Lisboa nem os 103.1 Caldas da Rainha não pertencem à RRN. ;D ;D
Se a divisão for pelo Mondego,Castelo Branco tem de ser Rede Regional do Sul.
A divisão é por distritos.
RRN: Viana, Braga, Vila Real, Bragança, Porto, Aveiro, Viseu, Coimbra, Guarda, Castelo Branco.
RRS: Lisboa, Setúbal, Santarém, Portalegre, Évora, Beja, Faro, e minha convicção, Leiria.
Claro que tem de ser por distritos, até porque em 1980 e troca o passo, era a única divisão administrativa vigente. Leiria deverá ser Rede Regional Sul com toda a certeza. Seria importante isto ser clarificado, e penso que a Bauer teria toda a vantagem em que isso acontecesse.
Primeiramente, porque teria toda a legitimidade para colocar um emissor de 50Kw em Santo António da Neve, como tem a Rádio Comercial, visto que já é Castanheira de Pêra, distrito de Leiria. O emissor da TSF no Trevim está bem, Lousã, distrito de Coimbra. Reforçaria significativamente a cobertura da M80 no distrito de Leiria, na área que não é coberta pelo Montejunto, e ainda ganhava áreas que hoje não são eficazmente cobertas, como sejam Ferreira do Zêzere, Tomar, etc. que já são claramente RRS. Resolvia de bónus um outro problema, que se chama Castelo Branco, à custa de um ping pong entre Lousã e São Mamede, talvez com uma nova frequência para o emissor do distrito de Portalegre (não deve ser difícil conseguir justificar interferências da TSF).
Indo a Norte, isto torna-se apetecível por outro fator bem mais relevante. De um momento para o outro, um emissor em Santo António da Neve libertava 98.4 Coimbra, 94.4 Aveiro e 93.0 Leiria (que não pode retransmitir a RRS). Pode-se argumentar que a RTP tem micros para Coimbra e as privadas micros para Aveiro, mas a verdade é que entre Santo António e Monte da Virgem (ou Freita) a coisa se fazia em Aveiro, e em Coimbra ficaria como as demais privadas...aguenta-se. Ainda hoje descobri uma rua no centro de Gaia em que a RFM perde o sinal, não se vai instalar uma micro por causa disso.
Assim de repente, num cenário hipotético, no qual me vou aventurar, e que será certamente merecedor de muitas críticas:
Smooth: 103.0+96.6+97.7+93.0+98.4+90.0 - os 92.8 não são nada de especial em Aveiro e não... onde os 90.0 fossem comidos pela Mega, 98.4 Coimbra entram, porque o comportamento Coimbra vs Mte da Virgem/Sta Justa é similar. E até 93.0 de Leiria conseguem ajudar, em contraponto, ganha-se um emissor totalmente decente em toda a AMP, e que chega a Braga e Viana do Castelo, permitindo fazer Viana-Setúbal sempre ao som da Smooth FM.
M80: 103.8+89.5 (em Sta. Eufémia)+107.2 (Horas locais)+ 101.0+RRS - fora das horas de Ponta, a M80 no Porto ficaria numa situação análoga à Observador, nada que fosse problemático. Por outro lado, permitiria ganhar um alvará para cobrir decentemente o distrito de Viana do Castelo (cof, cof 95.0 e 99.6) e ainda por na associação Penalva do Castelo ou Vila Real, ou até as duas, caso se desse Viana por perdida (sendo que na realidade, 103.8 chegam até razoavelmente). Se calhar até Viseu, com algum jeito, dispensava ter uma local.
Cidade FM: 106.2+91.6+99.3+99.7+105.8+104.4 - Os emissores de Valongo chegam bem a Aveiro, e fazem bem a transição com Penacova, melhor até que o Monte da Virgem na zona de Guimarães, onde a Cidade não é famosa. Como está a M80 Valongo neste momento, diria que Gaia que é o concelho mais crítico da AMP não ficaria mal servido, excetuando nas raras entradas da RR da Arrábida e quiçá aquela zona do Bairro do Cedro, que não é propriamente jovem. Admito que a Cidade pudesse ficar com os 98.4 em lugar dos 99.7, penso que não faria grande diferença na estabilidade da Smooth, mas acho que Aveiro sairia a perder, sinceramente.
"""Batida""": 101.1+107.2 (Serra de Sintra)+92.8+103.0+94.4+94.3 - obviamente que seria para um projeto a sério, não para o que lá toca agora. Pensando que a Rádio Clube de Sintra consegue chegar às Caldas da Rainha pela A8, pela A1 morre por Santarém, onde nascem os 92.8, com os 107.2 deslocalizados para a Serra de Sintra, arriscaria que a comutação com 92.8 não deve ser impossível, otimizando o emissor para sul, uma vez que deixaria a Norte de ter de esticar até Ovar, apoiado pelos 103.0 e 94.4. Seria mais uma rádio a conseguir fazer Braga - Setúbal, e no caso, com a vantagem de 94.4 Aveiro e 94.3 Maia tocarem a mesma estação, o que não eliminando as interferências, as torna substancialmente menos incomodativas, como podemos constatar no caso dos 88.0 da Antena 2. Pode-se tornar interessante para um projeto com pernas para andar.
Volto a frisar, cenário hipotético, exercício académico, se acharem mais adequada esta terminologia, ninguém está a sugerir que se vá mudar frequências amanhã. Mas se Leiria for mesmo RRS, como tudo indica que sim, abre portas a que, existindo estratégia na Bauer, se possa otimizar a rede, e pensar num novo produto.
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Leiria sendo RRS abre a porta a uma micro em Leiria.
Eventualmente a isso também.
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Meus caros,
Não me levem a mal, mas acho que vai por aqui alguma confusão relativamente ao facto de Leiria (cidade e/ou distrito) "pertencer", ou não, quer à RRS e/ou à RRN.
Legalmente não sei o que está definido, digamos assim, mas na realidade o que se passa é o seguinte:
no distrito de Leiria escutam-se as frequências da Lousã e/ou as frequências de Montejunto (para além das da Maúnça) consoante o ponto onde estejamos, ou seja tanto a RRN como a RRS; por conseguinte, a M80 (que tem o alvará "herdado" para a RRS), através dos 96.4 de Montejunto (emissor situado no concelho do Cadaval, distrito de Lisboa) ouve-se na parte sul do distrito, grosso modo; a TSF (com o alvará da RRN), com os 107.4 localizados na Lousã/Trevim (distrito de Coimbra) ouve-se, globalmente, na parte norte do distrito.
Logo, tanto TSF como M80, na minha opinião, não estão a cometer nenhuma ilegalidade ao terem tomado posse (compra ou aluguer) de frequências locais no distrito, pelos factos atrás descritos.
No entanto, há algumas excepções (porque nas leis da física ninguém manda, as coisas são como são). Na zona da Nazaré, por exemplo, a TSF consegue-se sintonizar quer através da Lousã como através da frequência local das Caldas.
Nas proximidades de Monte Redondo (A17), por exemplo, consegue-se sintonizar a M80 em três frequências (93.0, 96.4, 98.4).
Na cidade de Leiria, genericamente as frequências do Montejunto são inaudíveis no centro, só se consegue apanhar alguma coisita em algumas zonas altas. As da Lousã conseguem chegar, mas com algumas deficiências, principalmente no centro da urbe; daí o facto de RTP, RR e RC terem sentido necessidade de instalar microcoberturas locais.
Humildemente, espero ter clarificado um pouco esta questão.
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O problema é a cidade de Leiria.
Não o distrito
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O problema, fundamentalmente é saber os limites da RRN/RRS, que me parecem que não estão claros. Não é a questão da localização dos emissores...
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Pois, o distrito de Leiria é uma espécie de "terra de ninguém" visto que a norte é servido pela RRN (com emissor no distrito de Coimbra) e a sul pela RRS (com emissor no distrito de Lisboa).
Mas, o emissor da TSF (107.4 - RRN) também chega a certos pontos do distrito de Évora, bem como aos arredores de Lisboa (certas zonas na Serra de Sintra, por exemplo).
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O distrito é servido por ambas as redes.
Agora a cidade de Leiria é a grande dúvida.
Se for RRS então a cidade de Castelo Branco é RRS.
Estão na mesma linha.
Aqui a questão é colocar uma micro na cidade de Leiria ou em Castelo Branco.
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Pois, o distrito de Leiria é uma espécie de "terra de ninguém" visto que a norte é servido pela RRN (com emissor no distrito de Coimbra) e a sul pela RRS (com emissor no distrito de Lisboa).
Mas, o emissor da TSF (107.4 - RRN) também chega a certos pontos do distrito de Évora, bem como aos arredores de Lisboa (certas zonas na Serra de Sintra, por exemplo).
O emissor dos 107,4 MHz Lousã é uma espécie de "emissor central" da RRN, que serve vários distritos e que se ouve também em certas zonas da área de influência da RRS. E a cidade de Leiria fica numa espécie de zona de fronteira entre a RRS e a RRN.
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Com a curiosidade de os emissores das RRN e RRS se situarem nos limites dos distritos de Coimbra e Lisboa com o distrito de Leiria, ou seja, nas zonas montanhosas de maior significância em termos de altitude em torno deste último.
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Pois, o distrito de Leiria é uma espécie de "terra de ninguém" visto que a norte é servido pela RRN (com emissor no distrito de Coimbra) e a sul pela RRS (com emissor no distrito de Lisboa).
Mas, o emissor da TSF (107.4 - RRN) também chega a certos pontos do distrito de Évora, bem como aos arredores de Lisboa (certas zonas na Serra de Sintra, por exemplo).
O emissor dos 107,4 MHz Lousã é uma espécie de "emissor central" da RRN, que serve vários distritos e que se ouve também em certas zonas da área de influência da RRS. E a cidade de Leiria fica numa espécie de zona de fronteira entre a RRS e a RRN.
Exacto.
Aliás, o emissor da TSF é, talvez, um dos mais potentes do país, em termos de alcance geográfico, a par dos 106.0 Mhz (também no Alto do Trevim) da RR.
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Pois, o distrito de Leiria é uma espécie de "terra de ninguém" visto que a norte é servido pela RRN (com emissor no distrito de Coimbra) e a sul pela RRS (com emissor no distrito de Lisboa).
Mas, o emissor da TSF (107.4 - RRN) também chega a certos pontos do distrito de Évora, bem como aos arredores de Lisboa (certas zonas na Serra de Sintra, por exemplo).
O emissor dos 107,4 MHz Lousã é uma espécie de "emissor central" da RRN, que serve vários distritos e que se ouve também em certas zonas da área de influência da RRS. E a cidade de Leiria fica numa espécie de zona de fronteira entre a RRS e a RRN.
Exacto.
Aliás, o emissor da TSF é, talvez, um dos mais potentes do país, em termos de alcance geográfico, a par dos 106.0 Mhz (também no Alto do Trevim) da RR.
107,4 MHz que inclusive já a sintonizei em Almodôvar, na A2.
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O distrito é servido por ambas as redes.
Agora a cidade de Leiria é a grande dúvida.
Se for RRS então a cidade de Castelo Branco é RRS.
Estão na mesma linha.
Aqui a questão é colocar uma micro na cidade de Leiria ou em Castelo Branco.
Sim, correto... a latitute é quase a mesma... Castelo Branco um pouco mais a norte.
Mas os 105.1Mhz (TSF Gardunha) ficariam para a RRS? É que aquele emissor cobre quase toda a Beira Interior e também deixa sinal em várias zonas dos distritos de Coimbra e Viseu.
Em Castelo Branco, cidade, a TSF chega perfeitamente em 107.4Mhz. Os 106.6Mhz da Guarda nem tanto, ainda assim conseguem interferir com os 106.7Mhz de Portalegre.
Não deixaria de ser um bom cenário para os albicastrenses, diga-se de passagem.
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O distrito é servido por ambas as redes.
Agora a cidade de Leiria é a grande dúvida.
Se for RRS então a cidade de Castelo Branco é RRS.
Estão na mesma linha.
Aqui a questão é colocar uma micro na cidade de Leiria ou em Castelo Branco.
Mas os 105.1Mhz (TSF Gardunha) ficariam para a RRS? É que aquele emissor cobre quase toda a Beira Interior e também deixa sinal em várias zonas dos distritos de Coimbra e Viseu.
E, acrescente-se, em certas zonas dos distritos de Portalegre e até de Évora.
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O distrito é servido por ambas as redes.
Agora a cidade de Leiria é a grande dúvida.
Se for RRS então a cidade de Castelo Branco é RRS.
Estão na mesma linha.
Aqui a questão é colocar uma micro na cidade de Leiria ou em Castelo Branco.
Sim, correto... a latitute é quase a mesma... Castelo Branco um pouco mais a norte.
Mas os 105.1Mhz (TSF Gardunha) ficariam para a RRS? É que aquele emissor cobre quase toda a Beira Interior e também deixa sinal em várias zonas dos distritos de Coimbra e Viseu.
Em Castelo Branco, cidade, a TSF chega perfeitamente em 107.4Mhz. Os 106.6Mhz da Guarda nem tanto, ainda assim conseguem interferir com os 106.7Mhz de Portalegre.
Não deixaria de ser um bom cenário para os albicastrenses, diga-se de passagem.
Castelo Branco é RRN, servida pela Gardunha (em boas condições ou não, desconheço).
Leiria já tem emissor da M80, conforme já referido.
Confirmo, os 105.1Mhz da Gardunha cobrem muito bem aquela capital de distrito.
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A RRN tem uma vantagem geográfica relativamente à RRS: o Centro e Norte do país tem mais e mais altas montanhas do que o Sul. Daí que a TSF da Lousã e da Gardunha sejam ouvidas no Alentejo. Quanto à M80 Montejunto e Portalegre, não conseguem ultrapassar as serras a norte do Ribatejo e da Beira Baixa.
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A RRN tem uma vantagem geográfica relativamente à RRS: o Centro e Norte do país tem mais e mais altas montanhas do que o Sul. Daí que a TSF da Lousã e da Gardunha sejam ouvidas no Alentejo. Quanto à M80 Montejunto e Portalegre, não conseguem ultrapassar as serras a norte do Ribatejo e da Beira Baixa.
Infelizmente o principal problema da M80 Portalegre é a localização do emissor, instalado a uma cota relativamente baixa (Serra da Marrada Alta). Porque se ele estivesse no alto de São Mamede (à semelhança dos da RR e RFM), o sinal 106.7Mhz entraria pela Beira Baixa adentro a "todo o vapor" tal como acontece com as rádios do grupo r/com.
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Sim é verdade.
Gardunha os 105.1 deixam sinal em Viseu nalgumas zonas...
Creio serem os melhores de la.
Depois acho melhores da Gardunha os 98.2 da Comercial.
RFM tapada pelos 99.4 de Viseu.
Renascença creio que não deixa grande sinal.
Antena 1 até deixa bom sinal também.
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A rádio Nostalgia ocupou a RRS e começou a emitir, salvo erro, em 1996. Recordo-me de ouvir os 96.4NSTALGIA, pela a EN109, até Vagos, próximo de Aveiro (pela faixa litoral). Na zona da Figueira da Foz, quando a estrada contorna a Serra da Boa Viagem, perdia-se, por momentos, o sinal, para voltar posteriormente. Pela EN1, ouvia-se satisfatoriamente até norte de Leiria, na zona da discoteca Kiay (famosa naquela zona), salvo erro na localidade de Meirinhas, persistindo na sintonia, já com ruído, ouvia-se a até à reta do restaurante Manjar do Marquês, em Pombal. Ligeiramente mais para interior, não havia sinal, daí as falhas significativas (inaudível) na A1, o motivo já é conhecido no fórum, a Serra de Mira D’Aire e Candeeiros.
Quando à RRN, os 107.4TSF propagam sinal para sul sem impedimentos. Por exemplo, aqui no Ribatejo, o sinal é forte como qualquer outro emissor da zona. O mesmo não acontece no Oeste, em que se observam falhas significativas ou sinal nulo nalgumas zonas, pelo mesmo motivo referido anteriormente, a Serra de Mira D’Aire e Candeeiros.
Assim, o distrito de Leiria é servido por Montejunto (emissor do distrito de Lisboa) em toda a extensão do litoral, toda a parte Oeste do distrito, pela Lousã (emissor do distrito de Coimbra), na extensão litoral e no interior do distrito; ou seja, na prática o distrito de Leira pertence simultaneamente à RRS e à RRN e não tem emissores de nenhuma no distrito, pelo que, havendo omissão na lei (mais um normativo medieval), a lógica indicia que a cidade devia contemplar duas microcoberturas, uma para RRS e outra para RRN.
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Efectivamente, a M80 (RRS) tem frequência local (a antiga Central FM) nos 93.0 MHz enquanto que a TSF não tem.
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Assim é, Radiófilo, mas há um pormenor relevante, a meu ver, 93.0M80 e 103.1TSF não são emissores herdados das RRS e da RRN, foram emissores locais. Assim, essas frequências poderiam ser libertadas para outros projetos (por exemplo, Observador, SmoothFM, etc.) ou devolvidas à proveniência. Microcoberturas em Leiria da RRN e RRN pertencem às redes de origem e, por conseguinte, operam em frequências diferentes das supracitadas. É apenas um ouvinte a manifestar-se…
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Sim.
No caso da M80 permite libertar uma frequência para nacional das locais. A TSF esses 103.1 poderiam ser aposta noutra radio. Por exemplo para a MegaHits alguma delas. Smooth difícil por conta de Figueiró.
Uma Batida Fm por exemplo...
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Não sei se sabem, mas existe uma parte do Trevim que pertence a Leiria ;). As antenas da TSF e RFM/RR estão na fronteira (lado de Coimbra). Tal como os 90,8 da Comercial, que por metros pertence a Leiria em Santo António das Neves.
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Exactamente!
E as da RTP - rádio também estão do lado de Coimbra.
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Sim.
No caso da M80 permite libertar uma frequência para nacional das locais. A TSF esses 103.1 poderiam ser aposta noutra radio. Por exemplo para a MegaHits alguma delas. Smooth difícil por conta de Figueiró.
Uma Batida Fm por exemplo...
A Cassete Batida não interessa a rigorosamente ninguém.
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Em vez de estarmos indefinidamente a abordar este assunto, que só se resolverá com o avanço do digital, não haverá "alguém" da ANACOM/ERC que ponha cobro a esta situação dúbia entre RRN e RRS, esclarecendo este processo?
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Em vez de estarmos indefinidamente a abordar este assunto, que só se resolverá com o avanço do digital, não haverá "alguém" da ANACOM/ERC que ponha cobro a esta situação dúbia entre RRN e RRS, esclarecendo este processo?
Rui, aqui não me parece que seja a questão do digital. Porque, no limite, mesmo com DAB, o legislador pode optar por manter a RRN e RRS, seria absurdo, mas pode. O problema também não me parece que esteja na ERC/ANACOM, mas sim num vazio legal. Da pesquisa exaustiva que fiz em Diário da República, não encontrei nenhum. O diploma é o mesmo para os três tipos de redes: nacionais, regionais e locais. No primeiro e terceiro caso, não há necessidade de especificar os limites, porque o país e o concelho são limites óbvios. No tocante às redes regionais, já não é assim. Eu diria que a ERC autorizou a associação da RRN e da RRS com emissores locais de Leiria, justamente devido a esse vazio local. Atenção, há vários municípios que são afetados por esta questão, Leiria devido à sua orografia é talvez o caso mais problemático, mas não é exclusivo. Temos ainda a questão das ilhas, que, em teoria, deveriam estar incluídas numa destas redes, uma vez que a lei não previu a criação da RRA e da RRM. Possivelmente Açores na TSF, Madeira na M80, diria que seria o mais lógico.
Posto isto, do que leio, e considerando a divisão administrativa vigente à época, parece-me evidente que não se pode "decompor" distritos, nem tampouco ousar dizer que um dado pertence simultaneamente à RRS/RRN. Cabia, isso sim, à ANACOM e à ERC pedirem ao legislador que clarificasse esta questão. O Dl 3338/88 foi revogado entretanto, mas não existiu nenhum texto que o substituísse. Numa nota mais curiosa, não fosse esta revogação que aconteceu em 2000, e RR, RFM e Comercial estariam em incumprimento, porquanto em 1995, e ainda hoje, não cumpriam com a obrigação legal de cobrir todo o território nacional, continental e insular.
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Em vez de estarmos indefinidamente a abordar este assunto, que só se resolverá com o avanço do digital, não haverá "alguém" da ANACOM/ERC que ponha cobro a esta situação dúbia entre RRN e RRS, esclarecendo este processo?
Rui, aqui não me parece que seja a questão do digital. Porque, no limite, mesmo com DAB, o legislador pode optar por manter a RRN e RRS, seria absurdo, mas pode. O problema também não me parece que esteja na ERC/ANACOM, mas sim num vazio legal. Da pesquisa exaustiva que fiz em Diário da República, não encontrei nenhum. O diploma é o mesmo para os três tipos de redes: nacionais, regionais e locais. No primeiro e terceiro caso, não há necessidade de especificar os limites, porque o país e o concelho são limites óbvios. No tocante às redes regionais, já não é assim. Eu diria que a ERC autorizou a associação da RRN e da RRS com emissores locais de Leiria, justamente devido a esse vazio local. Atenção, há vários municípios que são afetados por esta questão, Leiria devido à sua orografia é talvez o caso mais problemático, mas não é exclusivo. Temos ainda a questão das ilhas, que, em teoria, deveriam estar incluídas numa destas redes, uma vez que a lei não previu a criação da RRA e da RRM. Possivelmente Açores na TSF, Madeira na M80, diria que seria o mais lógico.
Posto isto, do que leio, e considerando a divisão administrativa vigente à época, parece-me evidente que não se pode "decompor" distritos, nem tampouco ousar dizer que um dado pertence simultaneamente à RRS/RRN. Cabia, isso sim, à ANACOM e à ERC pedirem ao legislador que clarificasse esta questão. O Dl 3338/88 foi revogado entretanto, mas não existiu nenhum texto que o substituísse. Numa nota mais curiosa, não fosse esta revogação que aconteceu em 2000, e RR, RFM e Comercial estariam em incumprimento, porquanto em 1995, e ainda hoje, não cumpriam com a obrigação legal de cobrir todo o território nacional, continental e insular.
Concordo. Há que legislar (ou através de outra orientação/regulação) de modo a esclarecer a situação.