https://www.dabplus.de/2021/09/06/digitalradio-dab-mit-wachstumsschub-plus-30-prozent-5-mio-geraete-mehr-in-haushalten-digitalisierungsbericht-der-medienanstalten-2021/
Em alemão, mas dá para ver a força do DAB+ na Alemanha.
Basta fazer uma simples pesquisa sobre a implementação do DAB+ na Europa para verificarmos que a tecnologia está a ganhar força em vários paÃses, incluindo os da dimensão de Portugal.
Enquanto ouvinte, não faz nenhum sentido que em pleno Séc. XXI, inicie uma deslocação de carro a escutar uma dada estação de rádio e, volvidas algumas dezenas de km, seja impedido de usufruir do som dessa estação porque não há cobertura (ou falhas de cobertura ou ruÃdos ou interferências, etc.). Isto para mim e para tantos outros ouvintes é de um atraso absoluto.
Verificamos que tantos paÃses europeus investem no DAB+. Esses paÃses não estoiram dinheiro em tecnologias de “risco†que ficam obsoletas de um momento para o outro, pelo contrário, é feita uma prospeção de mercado e projeções para o curto/médio/longo prazo. Há rigor e planeamento antecipado.
Não me parece (é uma opinião pessoal, não li isto em nenhum lado) que o 5G venha a ser o futuro próximo da rádio. Primeiro, não sabemos se integra veÃculos de gama alta ou todos os veÃculos; segundo, não sabemos se é pago para usufruir no automóvel; terceiro (e talvez mais relevante, porque poderá justificar o porquê dos investimentos do DAB+ na Europa) coloca no mesmo plano as rádios nacionais e as rádios estrangeiras (podendo haver uma fuga massiva de ouvintes para estações estrangeiras), assim como, serviços de streaming. Podendo um utilizador escolher cada uma dessas opções com a mesma facilidade, o auditório de uma rádio nacional pode facilmente dispersar-se por essas opções.
Em Portugal, com a agonia do operador estatal (não se pode mencionar serviço público ao que temos) e que está perante todos, acho que estaremos apreensivos com a evolução tecnológica que seria desejável, que está a ocorrer pela Europa, mas não se vislumbra, para já, o mÃnimo sinal. Continuamos com o primitivo FM, para já, e atrasados em relação à Europa.