Autor Tópico: CMR  (Lida 10055 vezes)

joao_s

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Re: CMR
« Responder #90 em: Julho 06, 2024, 07:25:50 pm »
Fala-se há algum tempo do novo projeto de rádio a acrescentar ao portefólio do grupo MediaLivre e, embora já se saiba da reserva das frequências 90.4, 5kW, Lisboa e 94.8, 5 kW, Porto (potências de irradiação generosas), ao que parece, o projeto está resguardado do conhecimento público. Por exemplo, não se conhece data (ou intervalo de datas) para o arranque das emissões, designação e outras características. No entanto, sabe-se da colaboração recíproca com o canal de TV NOW, embora ainda se desconheçam os moldes. Esta estratégia de reciprocidade é implementada em vários países europeus, em Portugal é inédito e, portanto, há aqui algo de inovador e com potencial.

Importa, também saber, se está a ser planificada a expansão da emissão da futura rádio para outras zonas do país, para além de Lisboa e Porto. Qual vai ser a frequência do Ribatejo e quando fica operacional? São questões pertinentes.

Embora seja ainda prematuro fazer uma apreciação do canal de TV NOW, dado que ainda não tem 1 mês de emissões regulares, nota-se evolução de semana para semana no grafismo, cenários e conteúdos e, de alguma forma, a surpresa reside pela não cedência facilitista ao sensacionalismo e notícias de “faca e alguidar”, demolidores para a credibilidade da estação.

Portanto, o projeto de TV parece-me equilibrado, com possibilidades de evoluir para um produto cada vez melhor, ou seja, balanço positivo. Será que o canal de rádio vai ter o mesmo desiderato, i.e., produto equilibrado em que transparece profissionalismo? Por agora, deve estar no segredo do staff encarregue do projeto.

joao_s

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Re: CMR
« Responder #91 em: Julho 07, 2024, 05:36:11 pm »
Aqui em Santarém é possível sintonizar 90.4, embora o sinal se apresente entre o fraco e sofrível, com algumas falhas e ruídos, portanto, a receção é algo instável e, por isso, insatisfatória. É necessário um emissor para esta zona.

O mínimo para um projeto com ambição consiste em fechar o eixo Lisboa-Porto com cobertura de sinal contínua, ou seja, uma rede única que funciona em toda esta parte do território, que concentra a maior densidade populacional e onde se observa as vias com maior congestionamento de tráfego.

Assim, a somar aos emissores de Lisboa e Porto, emissores nos distritos de Santarém (se ainda for possível, com sinal que chegue até ao Oeste), Leiria (94.0 ?), Coimbra (com cobertura, no mínimo, boa na cidade, não tangencial e insatisfatória) e Aveiro, permite fechar o circuito nesta área do território, de significativo impacto, com emissão integral 24 horas/dia, ou seja, a estação emissora apresenta-se ao público com 6 emissores, cujo sinal se intersecta, o que lhe confere envergadura e robustez com significado.

Por outro lado, este conceito de cluster que se afigura com lançamento da rádio, gera alguma expetativa. O grupo MediaLivre detém atividade nas áreas da televisão, imprensa, revistas e, futuramente, rádio, a possível colaboração recíproca entre estes setores permite o ganho de escala e eficiência o que, obviamente, pode consistir como uma mais-valia na qualidade do produto de rádio disponibilizado ao público.

Como é sabido, os meios de comunicação (e o jornalismo em particular), são considerados o 4.º poder numa sociedade democrática. Espera-se que este produto não resvale para a intriga política, que não empole não-assuntos sem o mínimo interesse, que não ceda à mesquinhez que prolifera em muitos órgãos de comunicação, que se mantenha imune a interesses opacos, e se foque no essencial, contribuindo (este e outros orgãos) para que os cidadãos formem opiniões fundamentadas que os habilite a decidir (por exemplo, na altura de votar, ou outros). Se for possível combinar a melhor informação com a melhor música, esses dois grandes universos da rádio, tanto melhor.

AG

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Re: CMR
« Responder #92 em: Julho 07, 2024, 09:32:25 pm »
Numa espécie de exercício académico para a CMR de modo a perfazer uma cobertura bastante satisfatória do Minho a Setúbal com opções realistas, iria para algo deste género:
91,9/102,4 Barcelos (Minho)
94,8 Porto (Grande Porto)
88,5 Arganil ou 100,8 Anadia ou 92,6 Mealhada (Aveiro, Viseu, Coimbra)
92,3 Alvaiázere ou 87,6/97,0 Pombal (Leiria, Santarém)
90,4 Lisboa (Grande Lisboa)
96,2 Barreiro ou 88,6/98,9 Setúbal (Margem Sul e Setúbal)

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Re: CMR
« Responder #93 em: Julho 09, 2024, 11:47:22 am »
Numa espécie de exercício académico para a CMR de modo a perfazer uma cobertura bastante satisfatória do Minho a Setúbal com opções realistas, iria para algo deste género:
91,9/102,4 Barcelos (Minho)
94,8 Porto (Grande Porto)
88,5 Arganil ou 100,8 Anadia ou 92,6 Mealhada (Aveiro, Viseu, Coimbra)
92,3 Alvaiázere ou 87,6/97,0 Pombal (Leiria, Santarém)
90,4 Lisboa (Grande Lisboa)
96,2 Barreiro ou 88,6/98,9 Setúbal (Margem Sul e Setúbal)

Inacreditavel como se destroi frequencias locais em prol destas rádios de grandes grupos que não criam um emprego fora da Capital. Porque não fechar todas as locais do país e ficarmos com 15 rádios nacionais desde Lisboa ?

AG

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Re: CMR
« Responder #94 em: Julho 09, 2024, 11:53:41 am »
Numa espécie de exercício académico para a CMR de modo a perfazer uma cobertura bastante satisfatória do Minho a Setúbal com opções realistas, iria para algo deste género:
91,9/102,4 Barcelos (Minho)
94,8 Porto (Grande Porto)
88,5 Arganil ou 100,8 Anadia ou 92,6 Mealhada (Aveiro, Viseu, Coimbra)
92,3 Alvaiázere ou 87,6/97,0 Pombal (Leiria, Santarém)
90,4 Lisboa (Grande Lisboa)
96,2 Barreiro ou 88,6/98,9 Setúbal (Margem Sul e Setúbal)

Inacreditavel como se destroi frequencias locais em prol destas rádios de grandes grupos que não criam um emprego fora da Capital. Porque não fechar todas as locais do país e ficarmos com 15 rádios nacionais desde Lisboa ?
Quem me dera.

pdnf

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Re: CMR
« Responder #95 em: Julho 09, 2024, 02:54:45 pm »
Também não é desejável tudo a sair de Lisboa, mas as locais que temos atualmente, a maioria não cria emprego, e as que criam é mal remunerado. Essa é que é a realidade.
Em relação à lista, não sei se Barcelos são os melhores emissores do Mundo. Os 96.4 da Valdevez que me parecem sub rendimento, mas principalmente os 95.0 ROL parecem-me hipóteses mais consistentes, não obstante saber que no caso desta última há o Minhéu em 94,9.
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

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Re: CMR
« Responder #96 em: Julho 09, 2024, 03:34:15 pm »
Pequena surpresa: parece que afinal o JR Pateiro vai para o novo canal da TVI que vai substituir a TVI Ficção...

Enviado do meu 21091116UG através do Tapatalk


AG

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Re: CMR
« Responder #97 em: Julho 09, 2024, 03:54:06 pm »
Também não é desejável tudo a sair de Lisboa, mas as locais que temos atualmente, a maioria não cria emprego, e as que criam é mal remunerado. Essa é que é a realidade.
Em relação à lista, não sei se Barcelos são os melhores emissores do Mundo. Os 96.4 da Valdevez que me parecem sub rendimento, mas principalmente os 95.0 ROL parecem-me hipóteses mais consistentes, não obstante saber que no caso desta última há o Minhéu em 94,9.
Quis ir mais por rádios que estejam em algum tipo de dificuldade mas com potencial de cobertura interessante. A ROL, a Alto Minho e Valdevez seriam melhores opções para o Minho.

joao_s

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Re: CMR
« Responder #98 em: Julho 09, 2024, 05:22:55 pm »
Numa espécie de exercício académico para a CMR de modo a perfazer uma cobertura bastante satisfatória do Minho a Setúbal com opções realistas, iria para algo deste género:
91,9/102,4 Barcelos (Minho)
94,8 Porto (Grande Porto)
88,5 Arganil ou 100,8 Anadia ou 92,6 Mealhada (Aveiro, Viseu, Coimbra)
92,3 Alvaiázere ou 87,6/97,0 Pombal (Leiria, Santarém)
90,4 Lisboa (Grande Lisboa)
96,2 Barreiro ou 88,6/98,9 Setúbal (Margem Sul e Setúbal)

“AG”, os exercícios académicos, por mais elementares que sejam, exigem estudos preliminares e fundamentação. O que fez foi listar palpites, deixando de fora variáveis, tal como a qualidade do serviço QoS (neste contexto, qualidade do sinal para uma área tão vasta) o que pode comprometer o investimento e o rácio custo/ benefício.

O ponto de partida são os 6 emissores em cadeia que, segundo o estipulado na lei da rádio, podem retransmitir uma mesma emissão na íntegra, 24h/dia. Esses emissores já existem e são de baixa potência, com áreas de cobertura relativamente pequenas, atendendo à distância que preconizou (de Setúbal até Viana do Castelo, excessiva para essa rede composta por apenas 6 fontes de sinal). Essa rede que refere está cheia de buracos QoS (qualidade do sinal). Se reduzir a área para o que está entre Lisboa – Porto, a QoS vai aumentar (mais emissores concentrados entre ambas as áreas metropolitanas), se aumentar a área de Setúbal até Viana do Castelo/Braga, a QoS vai diminuir (seis emissores dispersos por uma área geográfica maior, sinal mais rarefeito). Portanto, discordo da solução que preconiza, uma vez que exige mais de 6 emissores, isso só irá funcionar com a alteração à lei da rádio.

Uma baixa QoS vai fazer com que muitos dos potenciais ouvintes desistam de escutar a emissão porque, mesmo dentro da hipotética área de cobertura, não têm uma qualidade de sinal minimamente satisfatória.

Entre outros fatores, a tomada de decisão exige estudos de mercado, estipulação de objetivos, estudos técnicos e de viabilidade técnica, pareceres jurídicos, estudos de viabilidade financeira e projeções financeiras, qualidade do serviço prestado ao público-alvo (que inclui a parte técnica), se esta falhar, compromete tudo o demais. Ao nível do produto, fala-se muito do chamado “ingrediente secreto”, uma característica identitária distintiva de uma marca em relação às concorrentes, apelativa para o público.

OBS: Aqueles 90.0, 5 kW, Coimbra são um autêntico desperdício. Emitem lixo que não serve a ninguém.

pdnf

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Re: CMR
« Responder #99 em: Julho 09, 2024, 08:14:30 pm »
Numa espécie de exercício académico para a CMR de modo a perfazer uma cobertura bastante satisfatória do Minho a Setúbal com opções realistas, iria para algo deste género:
91,9/102,4 Barcelos (Minho)
94,8 Porto (Grande Porto)
88,5 Arganil ou 100,8 Anadia ou 92,6 Mealhada (Aveiro, Viseu, Coimbra)
92,3 Alvaiázere ou 87,6/97,0 Pombal (Leiria, Santarém)
90,4 Lisboa (Grande Lisboa)
96,2 Barreiro ou 88,6/98,9 Setúbal (Margem Sul e Setúbal)

“AG”, os exercícios académicos, por mais elementares que sejam, exigem estudos preliminares e fundamentação. O que fez foi listar palpites, deixando de fora variáveis, tal como a qualidade do serviço QoS (neste contexto, qualidade do sinal para uma área tão vasta) o que pode comprometer o investimento e o rácio custo/ benefício.

O ponto de partida são os 6 emissores em cadeia que, segundo o estipulado na lei da rádio, podem retransmitir uma mesma emissão na íntegra, 24h/dia. Esses emissores já existem e são de baixa potência, com áreas de cobertura relativamente pequenas, atendendo à distância que preconizou (de Setúbal até Viana do Castelo, excessiva para essa rede composta por apenas 6 fontes de sinal). Essa rede que refere está cheia de buracos QoS (qualidade do sinal). Se reduzir a área para o que está entre Lisboa – Porto, a QoS vai aumentar (mais emissores concentrados entre ambas as áreas metropolitanas), se aumentar a área de Setúbal até Viana do Castelo/Braga, a QoS vai diminuir (seis emissores dispersos por uma área geográfica maior, sinal mais rarefeito). Portanto, discordo da solução que preconiza, uma vez que exige mais de 6 emissores, isso só irá funcionar com a alteração à lei da rádio.

Uma baixa QoS vai fazer com que muitos dos potenciais ouvintes desistam de escutar a emissão porque, mesmo dentro da hipotética área de cobertura, não têm uma qualidade de sinal minimamente satisfatória.

Entre outros fatores, a tomada de decisão exige estudos de mercado, estipulação de objetivos, estudos técnicos e de viabilidade técnica, pareceres jurídicos, estudos de viabilidade financeira e projeções financeiras, qualidade do serviço prestado ao público-alvo (que inclui a parte técnica), se esta falhar, compromete tudo o demais. Ao nível do produto, fala-se muito do chamado “ingrediente secreto”, uma característica identitária distintiva de uma marca em relação às concorrentes, apelativa para o público.

OBS: Aqueles 90.0, 5 kW, Coimbra são um autêntico desperdício. Emitem lixo que não serve a ninguém.

Quando se monta uma rede, trabalha-se com o enquadramento legislativo atualmente vigente. Não com o que seria o ideal. Olhe o caso da M80 em que com 103.8, 90.0, 94.4, 98.4, 93.0 e 104.3 já faz perfeitamente Porto-Lisboa sem quebras de sinal significativas, exceção feita à zona de Minde, onde se tiver um rádio com AF vai buscar Portalegre.
Pode dar o exemplo também da Cidade FM em que com 106.2, 91.6, 99.3, 99.7, 107.2 e 104.4 faz Porto-Lisboa com uma qualidade que não é a máxima mas muito, muito aceitável.

Bom, desperdício talvez sejam mesmo os 98.4 Coimbra, que se a Bauer se mexesse para perceber onde efetivamente é o limite norte da RRS, talvez nem precisasse desse emissor. Pelo próprio conteúdo, se afinarmos pela mesma bitola para classificar algo como "lixo" poder-se-á dizer o mesmo, afinal, uma rádio que detém a RRS e que só faz 2x mais do que a estação a que aludiu e que detém os 90.0, deixa muito a desejar. O objetivo é demonstrar como este tipo de comentários são escusados, sejam a respeito de que produto forem. É curioso, a Mega e a Cidade não são assim tão diferentes, uma é bestial, outra é besta.  ::)
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Re: CMR
« Responder #100 em: Julho 10, 2024, 09:46:15 am »
Numa espécie de exercício académico para a CMR de modo a perfazer uma cobertura bastante satisfatória do Minho a Setúbal com opções realistas, iria para algo deste género:
91,9/102,4 Barcelos (Minho)
94,8 Porto (Grande Porto)
88,5 Arganil ou 100,8 Anadia ou 92,6 Mealhada (Aveiro, Viseu, Coimbra)
92,3 Alvaiázere ou 87,6/97,0 Pombal (Leiria, Santarém)
90,4 Lisboa (Grande Lisboa)
96,2 Barreiro ou 88,6/98,9 Setúbal (Margem Sul e Setúbal)

“AG”, os exercícios académicos, por mais elementares que sejam, exigem estudos preliminares e fundamentação. O que fez foi listar palpites, deixando de fora variáveis, tal como a qualidade do serviço QoS (neste contexto, qualidade do sinal para uma área tão vasta) o que pode comprometer o investimento e o rácio custo/ benefício.

O ponto de partida são os 6 emissores em cadeia que, segundo o estipulado na lei da rádio, podem retransmitir uma mesma emissão na íntegra, 24h/dia. Esses emissores já existem e são de baixa potência, com áreas de cobertura relativamente pequenas, atendendo à distância que preconizou (de Setúbal até Viana do Castelo, excessiva para essa rede composta por apenas 6 fontes de sinal). Essa rede que refere está cheia de buracos QoS (qualidade do sinal). Se reduzir a área para o que está entre Lisboa – Porto, a QoS vai aumentar (mais emissores concentrados entre ambas as áreas metropolitanas), se aumentar a área de Setúbal até Viana do Castelo/Braga, a QoS vai diminuir (seis emissores dispersos por uma área geográfica maior, sinal mais rarefeito). Portanto, discordo da solução que preconiza, uma vez que exige mais de 6 emissores, isso só irá funcionar com a alteração à lei da rádio.

Uma baixa QoS vai fazer com que muitos dos potenciais ouvintes desistam de escutar a emissão porque, mesmo dentro da hipotética área de cobertura, não têm uma qualidade de sinal minimamente satisfatória.

Entre outros fatores, a tomada de decisão exige estudos de mercado, estipulação de objetivos, estudos técnicos e de viabilidade técnica, pareceres jurídicos, estudos de viabilidade financeira e projeções financeiras, qualidade do serviço prestado ao público-alvo (que inclui a parte técnica), se esta falhar, compromete tudo o demais. Ao nível do produto, fala-se muito do chamado “ingrediente secreto”, uma característica identitária distintiva de uma marca em relação às concorrentes, apelativa para o público.

OBS: Aqueles 90.0, 5 kW, Coimbra são um autêntico desperdício. Emitem lixo que não serve a ninguém.

Quando se monta uma rede, trabalha-se com o enquadramento legislativo atualmente vigente. Não com o que seria o ideal. Olhe o caso da M80 em que com 103.8, 90.0, 94.4, 98.4, 93.0 e 104.3 já faz perfeitamente Porto-Lisboa sem quebras de sinal significativas, exceção feita à zona de Minde, onde se tiver um rádio com AF vai buscar Portalegre.
Pode dar o exemplo também da Cidade FM em que com 106.2, 91.6, 99.3, 99.7, 107.2 e 104.4 faz Porto-Lisboa com uma qualidade que não é a máxima mas muito, muito aceitável.

Bom, desperdício talvez sejam mesmo os 98.4 Coimbra, que se a Bauer se mexesse para perceber onde efetivamente é o limite norte da RRS, talvez nem precisasse desse emissor. Pelo próprio conteúdo, se afinarmos pela mesma bitola para classificar algo como "lixo" poder-se-á dizer o mesmo, afinal, uma rádio que detém a RRS e que só faz 2x mais do que a estação a que aludiu e que detém os 90.0, deixa muito a desejar. O objetivo é demonstrar como este tipo de comentários são escusados, sejam a respeito de que produto forem. É curioso, a Mega e a Cidade não são assim tão diferentes, uma é bestial, outra é besta.  ::)
Para mim as três estão ao mesmo patamar. São rádios sem grande qualidade - daí não ouvir nenhuma delas - embora a Mega do que tenho ouvido dizer a nível de playlist está melhor que a Cidade (e esta como a "apanho" mais vezes posso afirmar que é mesmo muito má). Não digo lixo porque há rádios ainda piores, por exemplo, estações sem qualquer tipo de locução. Apesar de tudo, as três estações tem bons profissionais.

"Quando se monta uma rede, trabalha-se com o enquadramento legislativo atualmente vigente." Exatamente. É inútil falar noutro tipo de cenários.

Foi um exercício que fiz de forma muito simples, tendo em conta o desempenho dos emissores que referi, daquilo que conheço da realidade do terreno, como é evidente. Estamos num mero fórum.
« Última modificação: Julho 10, 2024, 09:51:27 am por AG »

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Re: CMR
« Responder #101 em: Julho 12, 2024, 03:35:09 pm »
Breaking News: New Radio começa na segunda quinzena de setembro, nunca antes disso. Mas ainda pode atrasar, pelo que exponho de seguida. Não começou ao mesmo tempo que a TV porque estão.com dificuldades para recrutar, nomeadamente para a área do digital e sonoplastia. Estão também a ter lutas, igualmente na TV para captar piblicidade.
Rádio é:
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É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

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Re: CMR
« Responder #102 em: Julho 12, 2024, 04:47:23 pm »
Já é alguma coisa: com este salto  do Observador pensava que pudessem mesmo fazer marcha atrás, pelo menos desistirem de ter programas regionais e ser uma mera retransmissão 24h/24h da TV...