Autor Tópico: ANACOM - gestão do espectro radiofónico  (Lida 11684 vezes)

brodcastfm

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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #60 em: Março 03, 2024, 04:13:50 pm »
A ANACOM não quer andar a alterar o espectro de FM, o mesmo está em concordância com Espanha. Pois ao alterar o espectro em Portugal tem que ser entre as duas entidades (Portuguesa e Espanhola).

pdnf

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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #61 em: Março 03, 2024, 11:07:50 pm »
A ANACOM não quer andar a alterar o espectro de FM, o mesmo está em concordância com Espanha. Pois ao alterar o espectro em Portugal tem que ser entre as duas entidades (Portuguesa e Espanhola).

A última coisa com que Portugal se tem de preocupar é com Espanha. Veja-se o que Espanha faz, por exemplo, com os 88.3 da Antena 1 do Muro. Há mais exemplos, mas o fmscan agora só é acessível por registo, assim de cabeça não me recordo. Esse chegou a ser falado num programa da Provedora, poque havia várias zonas na raia que não conseguiam apanhar a Antena 1 através da frequência do Muro.

Como eu já aqui demonstrei, não acho que fosse impossível, apertando mais o espectro a nível nacional subir pelo menos mais 3 ou 4 rádios a redes nacionais ou quase, tomando por exemplo o caso espanhol. O Porto é de facto um caso bicudo, porque apanha com os emissores de todos os distritos que o Memórias referiu acima, a que acrescem Viana do Castelo (Muro) e Coimbra (Lousã)/Leiria (Sto. António da Neve). Já por aqui tenho escrito que com todas as nacionais com emissores no Marão (é preferível ter micros em Armamar do que em Santa Justa), e sem frequências de Norte em cima das da Lousã, era perfeitamente possível ter microcoberturas para a cidade do Porto, e falamos essencialmente da zona da Baixa, porque do Marquês para Norte, os emissores do Muro fazem o serviço a 100%, de Santo Ovídio para sul, os da Lousã não apresentam problemas. Falamos de, em linha reta, uns 6kms em que há dificuldades de cobertura, muito por conta da orografia e da malha apertada. Emissores em Braga com 10Kw de potência é outro disparate completo, a RFM é a que tem menos e tem demais.
Em Lisboa, diria que a realidade não deve ser muito diferente no que respeita a Monsanto, porque entre Arrábida e Montejunto, aparte da inutilidade da Banática, se todas as estações optassem pela Arrábida em lugar de por Grândola.
Na faixa litoral praticamente se poderia dizer que Muro - Lousã - Montejunto (para dar alguma estabilidade mais) - Arrábida - Fóia permitem fazer o país de Vila do Bispo a Caminha sem falhas e há redundâncias (Muro e Lousã cobrem ambos os distritos de Porto e Aveiro; Montejunto e Lousã os de Leiria e Lisboa; Arrábida; Montejunto; Lousã cobrem Lisboa e norte Setúbal; Fóia e Arrábida cobrem  o sul de Setúbal e Beja).
Rádio é:
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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #62 em: Março 03, 2024, 11:35:20 pm »
[...]
Em Lisboa, diria que a realidade não deve ser muito diferente no que respeita a Monsanto, porque entre Arrábida e Montejunto, aparte da inutilidade da Banática, se todas as estações optassem pela Arrábida em lugar de por Grândola.
Na faixa litoral praticamente se poderia dizer que Muro - Lousã - Montejunto (para dar alguma estabilidade mais) - Arrábida - Fóia permitem fazer o país de Vila do Bispo a Caminha sem falhas e há redundâncias (Muro e Lousã cobrem ambos os distritos de Porto e Aveiro; Montejunto e Lousã os de Leiria e Lisboa; Arrábida; Montejunto; Lousã cobrem Lisboa e norte Setúbal; Fóia e Arrábida cobrem  o sul de Setúbal e Beja).

Caro pdnf:

Fiquei um bocado perdido no seu texto, mas o assunto interessa-me e penso que pode interessar também a toda a comunidade. Posso pedir-lhe que, de um modo mais organizado, apresente aqui a sua sugestão/proposta de como "arrumaria" as antenas emissoras (geograficamente falando) e até mesmo como faria a distribuição das rádios nacionais / regionais / locais?

Estou muito expectante por ler a sua resposta ::)

pdnf

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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #63 em: Março 04, 2024, 12:21:10 am »
[...]
Em Lisboa, diria que a realidade não deve ser muito diferente no que respeita a Monsanto, porque entre Arrábida e Montejunto, aparte da inutilidade da Banática, se todas as estações optassem pela Arrábida em lugar de por Grândola.
Na faixa litoral praticamente se poderia dizer que Muro - Lousã - Montejunto (para dar alguma estabilidade mais) - Arrábida - Fóia permitem fazer o país de Vila do Bispo a Caminha sem falhas e há redundâncias (Muro e Lousã cobrem ambos os distritos de Porto e Aveiro; Montejunto e Lousã os de Leiria e Lisboa; Arrábida; Montejunto; Lousã cobrem Lisboa e norte Setúbal; Fóia e Arrábida cobrem  o sul de Setúbal e Beja).

Caro pdnf:

Fiquei um bocado perdido no seu texto, mas o assunto interessa-me e penso que pode interessar também a toda a comunidade. Posso pedir-lhe que, de um modo mais organizado, apresente aqui a sua sugestão/proposta de como "arrumaria" as antenas emissoras (geograficamente falando) e até mesmo como faria a distribuição das rádios nacionais / regionais / locais?

Estou muito expectante por ler a sua resposta ::)

Não posso ir muito além do que escrevi, que se referia em exclusivo às nacionais, porque são as que têm os emissores nos pontos referidos. Para o interior, não conheço tão bem o território, infelizmente para mim.
Como referi, penso que seria fazível: manter os emissores todos no Muro, migrando inclusive o da Comercial para lá, Braga com microcoberturas, Monte da Virgem idem Aveiro/Arestal igual, Lousã, Coimbra com microcoberturas, Leiria com microcoberturas, Montejunto, Monsanto com microcoberturas, Arrábida, Fóia.
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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #64 em: Março 04, 2024, 01:21:38 am »
[...] Leiria com microcoberturas, Montejunto, Monsanto com microcoberturas, Arrábida, Fóia.

Será que as pessoas se esquecem (o caro pdnf incluído) que (por causa da tolice do uso do Alto da Maunça) o topo da Serra de Aire é uma espécie de Alto da Fóia para a Região do Centro? E que, por exemplo, uma Rádio Canção Nova - que emite do alto da Serra de Aire - faz sozinha uma maior proeza de alcance (mesmo com a sua pouca potência) que não fazem as altamente potentes antenas emissoras localizadas do Alto da Maunça?

Uma sugestão: olhem mais, e com outros olhos, para o alto da Serra de Aire ;)

Muitos problemas de cobertura se resolveriam se certos (todos os) emissores fossem lá colocados...
...a Serra de Aire (Caramouço) e a Serra de Monchique (Fóia) têm mais em comum do que parecem!

pdnf

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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #65 em: Março 04, 2024, 01:31:50 am »
[...] Leiria com microcoberturas, Montejunto, Monsanto com microcoberturas, Arrábida, Fóia.

Será que as pessoas se esquecem (o caro pdnf incluído) que (por causa da tolice do uso do Alto da Maunça) o topo da Serra de Aire é uma espécie de Alto da Fóia para a Região do Centro? E que, por exemplo, uma Rádio Canção Nova - que emite do alto da Serra de Aire - faz sozinha uma maior proeza de alcance (mesmo com a sua pouca potência) que não fazem as altamente potentes antenas emissoras localizadas do Alto da Maunça?

Uma sugestão: olhem mais, e com outros olhos, para o alto da Serra de Aire ;)

Muitos problemas de cobertura se resolveriam se certos (todos os) emissores fossem lá colocados...
...a Serra de Aire (Caramouço) e a Serra de Monchique (Fóia) têm mais em comum do que parecem!

99.3 CIDADEFM ALCANENA e 103.7 CAN.NOVA OURÉM a saírem da Serra d'Aire têm 2Kw, comparam positivamente com os 1Kw das ANTENAS da Maúnça e com a COMRCIAL da Sra do Monte, igualam os emissores da RR e as locais de Leiria, ficando apenas aquém da RFM que tem 3Kw, certamente porque está na mesma frequência da RECORD SINTRA. O Alto da Maunça são microcoberturas para as nacionais, assegurando uma região de transição entre Lousã e Montejunto. Tanto quanto sei, a Cidade FM chega bem ao centro da cidade do Lis, mas não ao ponto de não se ter de ter a antena bem posicionada dentro de casa. Eventualmente, olhando para o desempenho das locais de Montejunto e para as da Serra D'Aire, não sei se não poderia ser uma alternativa de localização aos emissores das nacionais, mas Montejunto tem uma cobertura bastante razoável. Eventualmente razões históricas o justificam. Tenho para mim, isso sim, que seria melhor do que a atual localização dos emissores de Rio Maior na Serra de Candeeiros, mesmo contando com os refletores.
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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #66 em: Março 04, 2024, 02:10:06 am »
Tenho para mim, isso sim, que seria melhor do que a atual localização dos emissores de Rio Maior na Serra de Candeeiros, mesmo contando com os refletores.

Ora nisto estamos 100% de acordo! ;D ;D ;D


estvmkt

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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #67 em: Março 04, 2024, 08:06:29 am »
Mais as micro.
Falta aí Guarda e Bragança,Gardunha,Marofa.
Eu acho por exemplo Guarda redundante... Marofa principal,Guarda micro por exemplo.

sintonia

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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #68 em: Março 04, 2024, 11:19:42 am »
Mais as micro.
Falta aí Guarda e Bragança,Gardunha,Marofa.
Eu acho por exemplo Guarda redundante... Marofa principal,Guarda micro por exemplo.

Eheheh, vamos a isso! Temos de propôr ao novo Governo formar uma Comissão de Reestruturação da Rádio em Portugal, e a malta aqui do fórum trata do ordenamento dos emissores, das propostas de grelha, da renovação e atribuição de novos alvarás... temos cá gente suficiente e interessada para meter tudo isso em ordem! 8)

pdnf

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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #69 em: Março 04, 2024, 11:30:42 am »

EhTemos de propôr ao novo Governo formar uma Comissão de Reestruturação da Rádio em Portugal, [...] das propostas de grelha.

Há assuntos que nem a brincar: as propostas de grelha têm de partir sempre das rádios, jamais vindas por qualquer diretiva governamental. O que o regulador, neste caso a ERC deve ter é bem assente o seguinte: quantas musicais, generalistas e informativas quer, e ser rigoroso na verificação de que os projetos editoriais estão a ser cumpridos e se enquadram no tipo de alvará atribuído. Mais do que isso, é interferência política grave numa Democracia.
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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #70 em: Março 04, 2024, 11:45:20 am »

EhTemos de propôr ao novo Governo formar uma Comissão de Reestruturação da Rádio em Portugal, [...] das propostas de grelha.

Há assuntos que nem a brincar: as propostas de grelha têm de partir sempre das rádios, jamais vindas por qualquer diretiva governamental. O que o regulador, neste caso a ERC deve ter é bem assente o seguinte: quantas musicais, generalistas e informativas quer, e ser rigoroso na verificação de que os projetos editoriais estão a ser cumpridos e se enquadram no tipo de alvará atribuído. Mais do que isso, é interferência política grave numa Democracia.

Não era de todo a isso que eu me referia, era no geral em relação às definições do tipo de grelha/género da rádio.
Por mim a liberdade era TOTAL! (e sim, a minha resposta tinha uma componente de brincadeira)

Não fui compreendido :-[

A Comissão de Reestruturação da Rádio em Portugal seríamos nós, o pessoal daqui, eheh: 364 dias/ano a discutir furiosamente, 1 dia/ano a decidir finalmente as coisas (e sem consenso). Havia de ser bonito!

AG

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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #71 em: Março 04, 2024, 11:56:53 am »
[...]
Em Lisboa, diria que a realidade não deve ser muito diferente no que respeita a Monsanto, porque entre Arrábida e Montejunto, aparte da inutilidade da Banática, se todas as estações optassem pela Arrábida em lugar de por Grândola.
Na faixa litoral praticamente se poderia dizer que Muro - Lousã - Montejunto (para dar alguma estabilidade mais) - Arrábida - Fóia permitem fazer o país de Vila do Bispo a Caminha sem falhas e há redundâncias (Muro e Lousã cobrem ambos os distritos de Porto e Aveiro; Montejunto e Lousã os de Leiria e Lisboa; Arrábida; Montejunto; Lousã cobrem Lisboa e norte Setúbal; Fóia e Arrábida cobrem  o sul de Setúbal e Beja).
A respeito de Montejunto, há uns dias estive a ouvir a RC e a TSF pela A1 até ao nó da A23 e curiosamente em ambos os casos os emissores da Lousã (90,8 e 107,4) "resistiram" no meu autorádio até ao Cartaxo, altura em que passaram directamente para Monsanto (97,4 e 89,5). Fiquei algo surpreso.

pdnf

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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #72 em: Março 04, 2024, 03:28:21 pm »
A respeito de Montejunto, há uns dias estive a ouvir a RC e a TSF pela A1 até ao nó da A23 e curiosamente em ambos os casos os emissores da Lousã (90,8 e 107,4) "resistiram" no meu autorádio até ao Cartaxo, altura em que passaram directamente para Monsanto (97,4 e 89,5). Fiquei algo surpreso.
Curiosamente, os dois da Lousã que me parece muito perceptível que estão menos esticados para Norte. Pode existir uma otimização dos mesmos em direção a sul.
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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #73 em: Março 04, 2024, 10:59:01 pm »
No interior acho Marão,Marofa,Gardunha,Bragança e Portalegre os mínimos para conseguir boa cobertura. Colocaria ai Penoita também.

pdnf

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Re: ANACOM - gestão do espectro radiofónico
« Responder #74 em: Março 05, 2024, 12:09:51 am »
No interior acho Marão,Marofa,Gardunha,Bragança e Portalegre os mínimos para conseguir boa cobertura. Colocaria ai Penoita também.
Não esquecer o Mendro e Cerro de São Miguel (se considerarmos que o Barlavento é interior). Em Évora, por exemplo, praticamente Portalegre não deixa nenhum sinal, só consegui apanhar no topo da Sé e mal.
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