A TSF tem mais audiência do que qualquer canal de notícias em Portugal.
Não se percebe o fascínio de colaboradores, jornalistas e afins pela tv em detrimento da rádio...
Neste segmento, isto é impensável em Espanha e França, pir exemplo...
Ou seja, os protagonistas não trocam a rádio pela tv...
O fascínio é só um, o vil metal, que na TV deve ser muitíssimo superior. Ficam na rádio os que têm verdadeiro amor à camisola. Por isso sempre disse, gosto mais de ver a rádio criar vedetas do
que ver esta a contrata-las. O que é manifestamente distinto.
Disse bem, a TSF tem mais audiência que qualquer TV de informação, no entanto, não fosse a Staples e, provavelmente, já teria fechado. Nem sei como é que uma insígnia que está sempre às moscas consegue ser o segundo anunciante em rádio, mas ainda bem que assim é. Não vê anúncios premium na rádio a bens de luxo, como vê na TV. A Smooth que ocupa esse segmento, nem publicidade tem, praticamente. A única pergunta decente que a jornalista do Eco, que parecia saída da Faculdade, fez ao Prof. Luís Ramos Pinheiro foi, justamente, sobre a questão de a rádio, naquele caso a R/COM, comunicar mal com os anunciantes. Penso que, efetivamente, temos esse problema.
Sabem, meus caros...
E ainda bem! Só lamento os parcos orçamentos e ordenados.
Na altura da pandemia, seleccionei muito bem as minhas fontes de informação.
Como não suportava pivôs moralistas e assassinatos de carácter pela televisão, além de imagens catastróficas, passei a escutar notícias via rádio (Antena 1/TSF) e mais uns jornais que considero sérios (Público, Jornal de Notícias, Observador, Médio Tejo).
A rádio tem sido o órgão mais plástico às alterações dos tempos. Se temos problemas no meio em Portugal? Claro! Mas há tanta coisa boa e hoje foi caso disso.
Completamente de acordo. Ainda tens por lá alguns(mas) narcisos(as), mas, no geral, a malta da rádio são pessoas comuns, simples e humildes, gente de carne e osso, e isso cria uma brutal aproximação aos ouvintes. Ia a ouvir a Catarina Silva esta manhã e pensei isto: "é incrível como é possível tornar uma rádio de cariz nacional uma comunidade, quase como se fosse uma grande rádio local". É a magia da rádio. Também hoje, por duas ocasiões, em estações nacionais diferentes, ouvi locutores a perguntarem no ar se um ouvinte estava bem, porque já não participava há muito tempo. Um deles até disse que tinha saudades daquela pessoa.
Isto é algo fantástico, um poder único que a rádio tem, que Gouchas, Cristinas e afins nunca o conseguiriam fazer. Aliás, em TV só há um programa que tem esta essência, curiosamente dedicado ao público que a rádio mais tem abandonado, e feito por um coração grande, chama-se Fernando Mendes.
Já agora, em jeito de nota, fico absolutamente surpreendido com o facto do Continente ser o maior anunciante. Não me recordo de ouvir um anúncio deles nas rádios que mais escuto. Devem fazer essencialmente Bauer, que ouço muito menos que os demais grupos, em proporção.