Autor Tópico: Futuro da Rádio em Portugal  (Lida 73346 vezes)

Julio Carvalho

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #195 em: Fevereiro 14, 2025, 11:17:24 am »
Esperemos que não sejam anúncios  sem consequências.
As ideias parecem me boas, veremos agora o que se segue.

nelsonsoares

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #196 em: Fevereiro 14, 2025, 11:33:06 am »
Obrigado pela partilha, que considero conter boas ideias, as quais espero sejam concretizadas a curto prazo.
Especificamente no que concerne a "Emissões de teste durante 2 anos (depois logo se verá), em DAB+, apenas em Lisboa e Porto. (Aleluia)", comento que se trata de uma fabulosa notícia, que, espero também, seja concretizada com a devida potência e número de emissores necessários para um bom desempenho em Lisboa e no Porto, esperando que, após período experimental, seja alargada a rede ao restante território nacional.
Entretanto, disse mais tarde, numa conversa em direto na rádio, que o estado não vai gastar um cêntimo neste teste, e que são os operadores interessados que vão gastar.
Ou seja, sabendo de antemão do (não) interesse maioritário existente no meio radiofónico em Portugal pelo DAB+, é bem provável que fique tudo em águas de bacalhau.
Mas espero estar enganado.

AG

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #197 em: Fevereiro 14, 2025, 11:52:09 am »
Obrigado pela partilha, que considero conter boas ideias, as quais espero sejam concretizadas a curto prazo.
Especificamente no que concerne a "Emissões de teste durante 2 anos (depois logo se verá), em DAB+, apenas em Lisboa e Porto. (Aleluia)", comento que se trata de uma fabulosa notícia, que, espero também, seja concretizada com a devida potência e número de emissores necessários para um bom desempenho em Lisboa e no Porto, esperando que, após período experimental, seja alargada a rede ao restante território nacional.
Entretanto, disse mais tarde, numa conversa em direto na rádio, que o estado não vai gastar um cêntimo neste teste, e que são os operadores interessados que vão gastar.
Ou seja, sabendo de antemão do (não) interesse maioritário existente no meio radiofónico em Portugal pelo DAB+, é bem provável que fique tudo em águas de bacalhau.
Mas espero estar enganado.
Só acredito no DAB+ em Portugal quando estiver a emitir.

nelsonsoares

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #198 em: Fevereiro 14, 2025, 11:54:14 am »
Obrigado pela partilha, que considero conter boas ideias, as quais espero sejam concretizadas a curto prazo.
Especificamente no que concerne a "Emissões de teste durante 2 anos (depois logo se verá), em DAB+, apenas em Lisboa e Porto. (Aleluia)", comento que se trata de uma fabulosa notícia, que, espero também, seja concretizada com a devida potência e número de emissores necessários para um bom desempenho em Lisboa e no Porto, esperando que, após período experimental, seja alargada a rede ao restante território nacional.
Entretanto, disse mais tarde, numa conversa em direto na rádio, que o estado não vai gastar um cêntimo neste teste, e que são os operadores interessados que vão gastar.
Ou seja, sabendo de antemão do (não) interesse maioritário existente no meio radiofónico em Portugal pelo DAB+, é bem provável que fique tudo em águas de bacalhau.
Mas espero estar enganado.
Só acredito no DAB+ em Portugal quando estiver a emitir.
Sinceramente, também eu.
Mas pode ser um abrir de portas para Observadores, Megas, Cidades, Smooths, e muitas outras do género chegarem a todo o território nacional.
Vamos ver...

Memorias da Radio

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #199 em: Fevereiro 14, 2025, 12:58:10 pm »
Boas notícias quanto ao DAB+, mas o resultado prático vai variar muito conforme quem lidera decidir. Se a Bauer ou a R/Com não figurarem no DAB+ já não fica tão fácil. Precisar-se-ia de histórico.

Muito, muito boa notícia e muito boa visão nessa conferência da RUA sobre a Lei da Rádio, ora até que enfim, já fazia falta. E se vier liberalizar um bocadinho, tanto melhor. O investimento tem que ser nos produtos radiofónicos e não em intermediários.

Luís Gonçalves

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #200 em: Fevereiro 14, 2025, 02:30:44 pm »
São boas notícias, o principal é que não se cometam os erros do passado como aconteceu com a TDT e o próprio DAB na altura em que emitiu, o que a meu ver é difícil pois os recetores estão bastante mais acessíveis e os novos veículos já têm quase todos DAB+ por lei, e o espectro FM não está totalmente saturado como foi dito, aqui no Algarve ainda há muito espaço no FM, e claro que a lei tem de ser revista porque a atual só tem levado ao fim da regionalização na rádio em detrimento do centralismo, com a asfixia financeira de muitas rádios locais, que não tem alternativa a não ser ceder aos grupos nacionais. A meu ver tanto o DAB+ como o FM devem coexistir, mas com propósitos diferentes, sendo o DAB+ a tecnologia de difusão mais focada nas rádios nacionais/regionais e estatais e o FM ser de certa forma e de forma justa e controlada liberalizado para rádios locais e comunitárias.
Luís Gonçalves

nelsonsoares

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #201 em: Fevereiro 14, 2025, 03:22:36 pm »
São boas notícias, o principal é que não se cometam os erros do passado como aconteceu com a TDT e o próprio DAB na altura em que emitiu, o que a meu ver é difícil pois os recetores estão bastante mais acessíveis e os novos veículos já têm quase todos DAB+ por lei, e o espectro FM não está totalmente saturado como foi dito, aqui no Algarve ainda há muito espaço no FM, e claro que a lei tem de ser revista porque a atual só tem levado ao fim da regionalização na rádio em detrimento do centralismo, com a asfixia financeira de muitas rádios locais, que não tem alternativa a não ser ceder aos grupos nacionais. A meu ver tanto o DAB+ como o FM devem coexistir, mas com propósitos diferentes, sendo o DAB+ a tecnologia de difusão mais focada nas rádios nacionais/regionais e estatais e o FM ser de certa forma e de forma justa e controlada liberalizado para rádios locais e comunitárias.
Concordo com tudo o que disseste.
Só acho que qualquer rádio, ainda que local, se assim quiser e tiver meios técnicos para isso, pode e deve emitir em FM e em DAB+ em simultâneo.
Não faz sentido apenas as nacionais passarem para o DAB+, porque depois o FM fica esquecido, e ninguém ouve as rádios locais.

ruicleto

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #202 em: Fevereiro 14, 2025, 04:29:06 pm »
São boas notícias, o principal é que não se cometam os erros do passado como aconteceu com a TDT e o próprio DAB na altura em que emitiu, o que a meu ver é difícil pois os recetores estão bastante mais acessíveis e os novos veículos já têm quase todos DAB+ por lei, e o espectro FM não está totalmente saturado como foi dito, aqui no Algarve ainda há muito espaço no FM, e claro que a lei tem de ser revista porque a atual só tem levado ao fim da regionalização na rádio em detrimento do centralismo, com a asfixia financeira de muitas rádios locais, que não tem alternativa a não ser ceder aos grupos nacionais. A meu ver tanto o DAB+ como o FM devem coexistir, mas com propósitos diferentes, sendo o DAB+ a tecnologia de difusão mais focada nas rádios nacionais/regionais e estatais e o FM ser de certa forma e de forma justa e controlada liberalizado para rádios locais e comunitárias.
Concordo com tudo o que disseste.
Só acho que qualquer rádio, ainda que local, se assim quiser e tiver meios técnicos para isso, pode e deve emitir em FM e em DAB+ em simultâneo.
Não faz sentido apenas as nacionais passarem para o DAB+, porque depois o FM fica esquecido, e ninguém ouve as rádios locais.

Venho recordar que é possível emitir em simulcast com FM e DAB+, colmatando zonas sem cobertura de forma mais eficaz. Funciona como o RDS mas com alternância entre FM e DAB+ automaticamente. Já testei na Bélgica e funciona muito bem.
Refiro ainda que cada passo de cada vez: emissões teste (Lx e Porto), aumento da rede em emissões nacionais/regionais e abertura de MUX para as locais que, certamente, vão demorar mais tempo a aceder à tecnologia de emissão digital.

nelsonsoares

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #203 em: Fevereiro 17, 2025, 02:08:58 pm »
São boas notícias, o principal é que não se cometam os erros do passado como aconteceu com a TDT e o próprio DAB na altura em que emitiu, o que a meu ver é difícil pois os recetores estão bastante mais acessíveis e os novos veículos já têm quase todos DAB+ por lei, e o espectro FM não está totalmente saturado como foi dito, aqui no Algarve ainda há muito espaço no FM, e claro que a lei tem de ser revista porque a atual só tem levado ao fim da regionalização na rádio em detrimento do centralismo, com a asfixia financeira de muitas rádios locais, que não tem alternativa a não ser ceder aos grupos nacionais. A meu ver tanto o DAB+ como o FM devem coexistir, mas com propósitos diferentes, sendo o DAB+ a tecnologia de difusão mais focada nas rádios nacionais/regionais e estatais e o FM ser de certa forma e de forma justa e controlada liberalizado para rádios locais e comunitárias.
Concordo com tudo o que disseste.
Só acho que qualquer rádio, ainda que local, se assim quiser e tiver meios técnicos para isso, pode e deve emitir em FM e em DAB+ em simultâneo.
Não faz sentido apenas as nacionais passarem para o DAB+, porque depois o FM fica esquecido, e ninguém ouve as rádios locais.

Venho recordar que é possível emitir em simulcast com FM e DAB+, colmatando zonas sem cobertura de forma mais eficaz. Funciona como o RDS mas com alternância entre FM e DAB+ automaticamente. Já testei na Bélgica e funciona muito bem.
Refiro ainda que cada passo de cada vez: emissões teste (Lx e Porto), aumento da rede em emissões nacionais/regionais e abertura de MUX para as locais que, certamente, vão demorar mais tempo a aceder à tecnologia de emissão digital.
Logicamente.
Até porque uma boa parte das rádios locais emitem totalmente em analógico, e teriam que gastar muito dinheiro para digitalizar os seus estúdios.

Memorias da Radio

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #204 em: Fevereiro 17, 2025, 07:49:03 pm »
São boas notícias, o principal é que não se cometam os erros do passado como aconteceu com a TDT e o próprio DAB na altura em que emitiu, o que a meu ver é difícil pois os recetores estão bastante mais acessíveis e os novos veículos já têm quase todos DAB+ por lei, e o espectro FM não está totalmente saturado como foi dito, aqui no Algarve ainda há muito espaço no FM, e claro que a lei tem de ser revista porque a atual só tem levado ao fim da regionalização na rádio em detrimento do centralismo, com a asfixia financeira de muitas rádios locais, que não tem alternativa a não ser ceder aos grupos nacionais. A meu ver tanto o DAB+ como o FM devem coexistir, mas com propósitos diferentes, sendo o DAB+ a tecnologia de difusão mais focada nas rádios nacionais/regionais e estatais e o FM ser de certa forma e de forma justa e controlada liberalizado para rádios locais e comunitárias.
Concordo com tudo o que disseste.
Só acho que qualquer rádio, ainda que local, se assim quiser e tiver meios técnicos para isso, pode e deve emitir em FM e em DAB+ em simultâneo.
Não faz sentido apenas as nacionais passarem para o DAB+, porque depois o FM fica esquecido, e ninguém ouve as rádios locais.

Venho recordar que é possível emitir em simulcast com FM e DAB+, colmatando zonas sem cobertura de forma mais eficaz. Funciona como o RDS mas com alternância entre FM e DAB+ automaticamente. Já testei na Bélgica e funciona muito bem.
Refiro ainda que cada passo de cada vez: emissões teste (Lx e Porto), aumento da rede em emissões nacionais/regionais e abertura de MUX para as locais que, certamente, vão demorar mais tempo a aceder à tecnologia de emissão digital.
Logicamente.
Até porque uma boa parte das rádios locais emitem totalmente em analógico, e teriam que gastar muito dinheiro para digitalizar os seus estúdios.

Bem, podem continuar a emitir em analógico à entrada e apenas meter um conversor DAC... A alteração da tecnologia de transmissão não interfere nos equipamentos internos do operador (admito que no máximo haja impactos no RT por causa do transporte). DAB+ é apenas relativo ao que está instalado na torre.

pdnf

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #205 em: Fevereiro 18, 2025, 12:43:00 am »
A TSF tem mais audiência do que qualquer canal de notícias em Portugal.
Não se percebe o fascínio de colaboradores,  jornalistas e afins pela tv em detrimento da rádio...

Neste segmento,  isto é impensável em Espanha e França, pir exemplo...

Ou seja, os protagonistas não trocam a rádio pela tv...

O fascínio é só um, o vil metal, que na TV deve ser muitíssimo superior. Ficam na rádio os que têm verdadeiro amor à camisola. Por isso sempre disse, gosto mais de ver a rádio criar vedetas do
que ver esta a contrata-las. O que é manifestamente distinto.

Disse bem, a TSF tem mais audiência que qualquer TV de informação, no entanto, não fosse a Staples e, provavelmente, já teria fechado. Nem sei como é que uma insígnia que está sempre às moscas consegue ser o segundo anunciante em rádio, mas ainda bem que assim é. Não vê anúncios premium na rádio a bens de luxo, como vê na TV. A Smooth que ocupa esse segmento, nem publicidade tem, praticamente. A única pergunta decente que a jornalista do Eco, que parecia saída da Faculdade, fez ao Prof. Luís Ramos Pinheiro foi, justamente, sobre a questão de a rádio, naquele caso a R/COM, comunicar mal com os anunciantes. Penso que, efetivamente, temos esse problema.

Sabem, meus caros...
E ainda bem! Só lamento os parcos orçamentos e ordenados.

Na altura da pandemia, seleccionei muito bem as minhas fontes de informação.
Como não suportava pivôs moralistas e assassinatos de carácter pela televisão, além de imagens catastróficas, passei a escutar notícias via rádio (Antena 1/TSF) e mais uns jornais que considero sérios (Público, Jornal de Notícias, Observador, Médio Tejo).

A rádio tem sido o órgão mais plástico às alterações dos tempos. Se temos problemas no meio em Portugal? Claro! Mas há tanta coisa boa e hoje foi caso disso.

Completamente de acordo. Ainda tens por lá alguns(mas) narcisos(as), mas, no geral, a malta da rádio são pessoas comuns, simples e humildes, gente de carne e osso, e isso cria uma brutal aproximação aos ouvintes. Ia a ouvir a Catarina Silva esta manhã e pensei isto: "é incrível como é possível tornar uma rádio de cariz nacional uma comunidade, quase como se fosse uma grande rádio local". É a magia da rádio. Também hoje, por duas ocasiões, em estações nacionais diferentes, ouvi locutores a perguntarem no ar se um ouvinte estava bem, porque já não participava há muito tempo. Um deles até disse que tinha saudades daquela pessoa.

Isto é algo fantástico, um poder único que a rádio tem, que Gouchas, Cristinas e afins nunca o conseguiriam fazer. Aliás, em TV só há um programa que tem esta essência, curiosamente dedicado ao público que a rádio mais tem abandonado, e feito por um coração grande, chama-se Fernando Mendes.

Já agora, em jeito de nota, fico absolutamente surpreendido com o facto do Continente ser o maior anunciante. Não me recordo de ouvir um anúncio deles nas rádios que mais escuto. Devem fazer essencialmente Bauer, que ouço muito menos que os demais grupos, em proporção.
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

pdnf

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #206 em: Fevereiro 18, 2025, 01:42:55 am »
Obrigado pela partilha, que considero conter boas ideias, as quais espero sejam concretizadas a curto prazo.
Especificamente no que concerne a "Emissões de teste durante 2 anos (depois logo se verá), em DAB+, apenas em Lisboa e Porto. (Aleluia)", comento que se trata de uma fabulosa notícia, que, espero também, seja concretizada com a devida potência e número de emissores necessários para um bom desempenho em Lisboa e no Porto, esperando que, após período experimental, seja alargada a rede ao restante território nacional.
Entretanto, disse mais tarde, numa conversa em direto na rádio, que o estado não vai gastar um cêntimo neste teste, e que são os operadores interessados que vão gastar.
Ou seja, sabendo de antemão do (não) interesse maioritário existente no meio radiofónico em Portugal pelo DAB+, é bem provável que fique tudo em águas de bacalhau.
Mas espero estar enganado.
O Pedro Duarte, no que me disse, é que não quer a RTP a entrar sozinha nisto, os privados têm também de contribuir, como aliás, escrevi num outro tópico. A questão aqui é mesmo: como fazer os privados saírem da idade da pedra?

A meu ver tanto o DAB+ como o FM devem coexistir, mas com propósitos diferentes, sendo o DAB+ a tecnologia de difusão mais focada nas rádios nacionais/regionais e estatais e o FM ser de certa forma e de forma justa e controlada liberalizado para rádios locais e comunitárias.
Sim, parece-me que essa seria, evidentemente, a melhor solução, até considerando o público alvo que serve muitas locais.
Como referes e bem, o FM só está saturado no Porto, porque devido às diferentes elevações que rodeiam a cidade até 100km, apanhamos aqui com tudo quanto é sinal das nacionais, ficando muito difícil conseguires ter espaço disponível, quando tens zonas em que ouves com qualidade perfeita 6 frequências da Antena 1, por exemplo.

Desconhecia que a RUM, RUC e UFM não são verdadeiras universitárias. De duas uma, ou são convertidas enquanto tal, ou devem perder a designação. A propriedade deveria passar para a academia, mas se se mantiver nas Associações Académicas, também não vem mal ao mundo.
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

nelsonsoares

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #207 em: Fevereiro 18, 2025, 10:23:48 am »
Obrigado pela partilha, que considero conter boas ideias, as quais espero sejam concretizadas a curto prazo.
Especificamente no que concerne a "Emissões de teste durante 2 anos (depois logo se verá), em DAB+, apenas em Lisboa e Porto. (Aleluia)", comento que se trata de uma fabulosa notícia, que, espero também, seja concretizada com a devida potência e número de emissores necessários para um bom desempenho em Lisboa e no Porto, esperando que, após período experimental, seja alargada a rede ao restante território nacional.
Entretanto, disse mais tarde, numa conversa em direto na rádio, que o estado não vai gastar um cêntimo neste teste, e que são os operadores interessados que vão gastar.
Ou seja, sabendo de antemão do (não) interesse maioritário existente no meio radiofónico em Portugal pelo DAB+, é bem provável que fique tudo em águas de bacalhau.
Mas espero estar enganado.
O Pedro Duarte, no que me disse, é que não quer a RTP a entrar sozinha nisto, os privados têm também de contribuir, como aliás, escrevi num outro tópico. A questão aqui é mesmo: como fazer os privados saírem da idade da pedra?

A meu ver tanto o DAB+ como o FM devem coexistir, mas com propósitos diferentes, sendo o DAB+ a tecnologia de difusão mais focada nas rádios nacionais/regionais e estatais e o FM ser de certa forma e de forma justa e controlada liberalizado para rádios locais e comunitárias.
Sim, parece-me que essa seria, evidentemente, a melhor solução, até considerando o público alvo que serve muitas locais.
Como referes e bem, o FM só está saturado no Porto, porque devido às diferentes elevações que rodeiam a cidade até 100km, apanhamos aqui com tudo quanto é sinal das nacionais, ficando muito difícil conseguires ter espaço disponível, quando tens zonas em que ouves com qualidade perfeita 6 frequências da Antena 1, por exemplo.

Desconhecia que a RUM, RUC e UFM não são verdadeiras universitárias. De duas uma, ou são convertidas enquanto tal, ou devem perder a designação. A propriedade deveria passar para a academia, mas se se mantiver nas Associações Académicas, também não vem mal ao mundo.
A RUM e a RUC são verdadeiras rádios universitárias.
Só têm uma lei diferente da RUA, porque apareceram primeiro que a RUA.
Até porque a programação destas 3 universitárias, têm muito em comum (a Universidade FM de Vila Real é que é um pouco distinta das outras).
Mas quem ouviu o Secretário de Estado, percebeu que as rádios universitárias vão ser todas igualadas aos olhos da lei, sem perder as suas regalias.
Acabar com as rádios universitárias, ou fazerem com que elas percam as suas designações, só aumenta a carência de rádios produzidas dos locais onde emitem, e escancara as portas para o aparecimento de mais rádios nacionais, a utilizarem frequências locais (a abertura a ilegalidade que a lei permite).

brodcastfm

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #208 em: Fevereiro 18, 2025, 10:30:26 am »
Como diz o Secretário de Estado, a desordem legislativa que existe levou a que muitos a contornar a lei. Espero que a lei seja mais rígida para as nacionais e se querem ser rádios nacionais o DAB+ é a oportunidade.
« Última modificação: Fevereiro 18, 2025, 10:32:57 am por brodcastfm »

AG

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Re: Futuro da Rádio em Portugal
« Responder #209 em: Fevereiro 18, 2025, 10:38:11 am »
Quem quiser emitir em DAB+ deve ter essa oportunidade, seja rádio local - prefiro o termo regional, ou intermunicipal - ou rádio nacional. Quem quiser continuar em FM deve poder fazê-lo. Quanto às "cadeias de rádios", pode-se encontrar uma solução intermédia que seria abrirem concursos para emissores sem grande potência nas principais cidades - penso que há espaço para isso no éter da FM em 90% dos casos. Quem concorresse a essas licenças teria de abdicar das frequências actuais.

Quanto às rádios universitárias, as que existem enquanto rádios locais (Braga, Coimbra e Vila Real) devem ser automaticamente convertidas em rádios universitárias, eventualmente podendo a passar ter publicidade em ordem a poder obter mais receita.