Pedem ne que esclareca o seguinte: falou se aquo de uma gaffe do jornalista Jose Pedro Frazao durante a noite eleitoral das presidenciais da RR.
Ora nao foi o jornalista Frazao a apresentar a referida noite eleitoral.
Portanto, se houve alguma Gaffe, nao fo cometida por Jose Pedro Frazao.
E atencao a estes equivocos, que mancham a reputacao de um grande profissional...
Como ninguém se apresentou no arranque às 19h acabei por confundir os nomes. Mas é importante frisar que o que se ouviu aqui no vídeo foi mais rápido que o que aconteceu em FM, porque o som, pelo menos em Gaia, chegou com um atraso consideravelmente superior.
Eu dei 20 segundos e claro que ninguém está a olhar para um relógio quando diz isto, mas tenho plena certeza que não foram estes 7 segundos também, pelo menos em 93.7. E isto já a descontar que a conduzir estes silêncios em antena parecem uma eternidade maior que a que se verifica. Talvez tenha sido algum buffer de processamento (que só arranca quando há som) que tenha causado isto, do que ouvi em 93.7 quando há cortes - que é raro - o som tende a retomar após uns 5/7 segundos e aqui fomos a branca interrompendo a transmissão em digital, portanto, e contas feitas, haverá de se calhar ter sido em FM uns 12/14 segundos, talvez mais para os 12 que para os 14.
pdnf, isto é uma sequência de ficheiros que são reproduzidos, e a cada som corresponde um ficheiro. Se ao quererem lançar um ficheiro acabaram por lançar outro têm mais é que tratar da base de dados e não serem a Bauer. O Miguel Coelho o que fez ali - e muito bem - foi baixar a via do que se ouviu que estava no cart (há de haver um nome em português para isto mas eu não o sei), arrancar com o ficheiro correto de outro sítio, e reproduzir aí a trilha de arranque.
É por isso que ele carrega num único botão e não no rato quando quer arrancar a trilha, isso é o cart; e é por isso que depois o vês a meter suavemente 2 ou três letras para o sistema ir buscar o ficheiro correto e "puxar" para o deck, para reprodução.
Teclado bom pelo menos têm que não se ouviu nada em 93.7, isso é certo.
Nada de relevante, nem que estrague a carreira de ninguém. Acontece.
Nem nunca estragaria, o José Pedro Frazão (e o Miguel Coelho) têm décadas de casa, nem foi o que se pretendeu ali mencionar da minha parte, foi um mero exercício de tentativa de identificação de quem estava ao microfone naquele momento sem segundas intenções.
O que se pretendeu mostrar foi o caos em que esteve a emissão da Renascença por uma razão e por outra, e os pontos negativos que apanhei da emissão, que de resto ainda acompanhei no final da 1ª hora para saber resultados.
Justiça seja feita que no maior ponto de crítica foram rápidos a resolver.
Concordo com "As da RTP são mais cristalinos e com mais volume", mas também noto melhor som nos microfones da TSF e Observador.
São microfones completamente diferentes. O Observador trabalha com Audio Technica AT2020, que já vem pré-equalizado e depois ainda por cima disso tem o brilho concedido pelo processador de som e o ganho que a mesa lhes der, ao mesmo tempo que o noise floor é baixinho.
RTP e TSF usam microfones de broadcast, mas a TSF mete um pré-processamento no estúdio principal e alguma pós-produção também no som, pode fazê-lo e faz isso mesmo, o que leva a haver um bom som. A RTP depende do estúdio porque se Lisboa soa bem em todo o lado, o Porto tem uma diferença de qualidade nos microfones (curta, é verdade) e apesar de ter reduzido muito a diferença, Coimbra e Faro ainda têm das maiores diferenças face a Lisboa e Porto também porque não só o material parece diferente do que já vi, mas também porque são estúdios mais pequenos. No caso da RTP são os processadores da Orban a manter aquilo tudo coeso, sobretudo.
A RR... faz coisas completamente diferentes, mas isto desde há mais de 20 anos: desde que o processamento é digital eles deixam o microfone com ganho fixo na mesa e é o processador de som a fazer o trabalho quase todo de melhoria da nitidez. Como o processamento de som da RR anda pelas ruas da amargura porque aumentaram imenso a compressão do que sai para o FM, há perda de "informação" no áudio que sai para os emissores e como consequência, o áudio fica mais amorfo e menos cristalino.
Por arrasto, como é o processador a fazer o trabalho todo e não há aparentemente nada intermédio, o "noise floor" vem todo por aí acima e isso leva a que em programas com bastante palavra, como As 3 da Manhã, Hotel Califórnia, Da Capa à Contracapa, Em Nome da Lei, quem fala acabe por falar "com o estúdio" e com um imenso ruído branco de fundo que não é mais que o ganho fixo, sem mais nada na cadeia, dos microfones. Sem haver sequer algo de um noise gate que limpe o som, o resultado na RR é que é a pior das quatro nesse aspeto. E por algum motivo, pior no estúdio secundário que no principal.
Mas atenção, sempre foi assim desde que me lembro, ainda estavam no Chiado. Foi um erro de conceção por alturas da passagem a digital que nunca foi ajustado. Quando emitiam com sinal analógico emitido por satélite aos emissores, penso que até talvez 2003 ou pouco antes, o áudio era um verdadeiro primor, absolutamente cristalino nos microfones e sem ruído de fundo tão alto como está agora. Em 105.8 era de um extremo conforto ouvir relatos ou programas de palavra, o ruído que viesse era só da captação de estéreo ter sinal mais fraco.
Opções técnicas.