Autor Tópico: Lei da Rádio  (Lida 17661 vezes)

AG

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Re: Lei da Rádio
« Responder #75 em: Março 18, 2022, 10:38:27 pm »
Eu tenho a minha opinião e não vou escrever mais aqui sobre este assunto. Na minha opinião valorizo muito o trabalho das rádios locais e elas são essenciais. Se outros não acham e acham que devem ser retransmissores pois tenho que respeitar e pronto.
Se há rádios locais sem qualidade nem servem minimamente as populações então não devem emitir. Se ao menos retransmitirem uma rádio com qualidade é uma solução menos má que não emitir de todo.

Na minha óptica eu prefiro umas 100 rádios com alcance regional/distrital com qualidade a 200 locais más em 300 e tal licenças, que foi o que aconteceu com a lei de 88.
Mas no FM nunca vai ter apenas rádios regionais/distritais isso só poderá vir a ser possível com o DAB.

Mas parece que isso ainda vai demorar muito a não ser que exista uma imposição como o TDT.

A ANACOM já tem as regiões definidas, que já tive oportunidade de as ver,  mas falta o resto... Segundo a ANACOM o FM está para durar em Portugal.
É possível saber quais são essas regiões? Fiquei curioso.

brodcastfm

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Re: Lei da Rádio
« Responder #76 em: Março 18, 2022, 10:58:48 pm »
Eu tenho a minha opinião e não vou escrever mais aqui sobre este assunto. Na minha opinião valorizo muito o trabalho das rádios locais e elas são essenciais. Se outros não acham e acham que devem ser retransmissores pois tenho que respeitar e pronto.
Se há rádios locais sem qualidade nem servem minimamente as populações então não devem emitir. Se ao menos retransmitirem uma rádio com qualidade é uma solução menos má que não emitir de todo.

Na minha óptica eu prefiro umas 100 rádios com alcance regional/distrital com qualidade a 200 locais más em 300 e tal licenças, que foi o que aconteceu com a lei de 88.
Mas no FM nunca vai ter apenas rádios regionais/distritais isso só poderá vir a ser possível com o DAB.

Mas parece que isso ainda vai demorar muito a não ser que exista uma imposição como o TDT.

A ANACOM já tem as regiões definidas, que já tive oportunidade de as ver,  mas falta o resto... Segundo a ANACOM o FM está para durar em Portugal.
É possível saber quais são essas regiões? Fiquei curioso.
Apenas posso dizer que são 5 regiões.


Zeca 2021

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Re: Lei da Rádio
« Responder #77 em: Março 19, 2022, 02:23:22 pm »
Percebo que esta ideia de rádios locais para o Observador, seja apenas um exercício de perceber o quanto poderia ajudar o projeto a crescer e algumas áreas de cobertura que poderia ter. Mas podem juntar ao tema os 94,8 que era ou é da Golo FM, que está calada à 2/3 meses.

Aqui na minha região (Oeste), não faz falta nenhuma Rádio Observador e nem vejo potencial para falar verdade. Temos 3 de cariz noticiosa (Antena 1, RR e TSF) com cobertura muito boa em todas. Um exemplo, que com a chegada da Mega, pensava que fosse mais reunido com a Cidade FM, sendo que esta continua a ser a preferida dos jovens. Acrescentou pouco ou nada!

As rádios locais daqui na globalidade, comprem aquilo para a qual transmitem, servir as gentes do concelho. Não tem locução 24h/24h porque o dinheiro não é muito e os que animam as estações são pessoas sem custos, com o "bicho" e que sabem o que as pessoas querem ouvir. Os discos pedidos, são o facebook dos mais idosos, são a companhia deles e todos por lá vamos passar. É um produto sempre rentável.

Aliás, nem sei até que ponto, a compra dos 93,7 do Observador, não teve dedo/ajuda nossa...

È curioso ver que aqueles que defendem a invasão de rádios de Lisboa em frequência locais não residem nesses concelhos nem lá sequer trabalho ou por lá passam durante o ano. Mas, o bairrismo fanatico, bacoco lisboeta é tal, que querem impingir aos outros aquilo que ninguem lhe pediu. O imperialismo da corte ainda prevalece 500 anos depois em muitas mentes

Atento

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Re: Lei da Rádio
« Responder #78 em: Março 19, 2022, 03:30:59 pm »
Percebo que esta ideia de rádios locais para o Observador, seja apenas um exercício de perceber o quanto poderia ajudar o projeto a crescer e algumas áreas de cobertura que poderia ter. Mas podem juntar ao tema os 94,8 que era ou é da Golo FM, que está calada à 2/3 meses.

Aqui na minha região (Oeste), não faz falta nenhuma Rádio Observador e nem vejo potencial para falar verdade. Temos 3 de cariz noticiosa (Antena 1, RR e TSF) com cobertura muito boa em todas. Um exemplo, que com a chegada da Mega, pensava que fosse mais reunido com a Cidade FM, sendo que esta continua a ser a preferida dos jovens. Acrescentou pouco ou nada!

As rádios locais daqui na globalidade, comprem aquilo para a qual transmitem, servir as gentes do concelho. Não tem locução 24h/24h porque o dinheiro não é muito e os que animam as estações são pessoas sem custos, com o "bicho" e que sabem o que as pessoas querem ouvir. Os discos pedidos, são o facebook dos mais idosos, são a companhia deles e todos por lá vamos passar. É um produto sempre rentável.

Aliás, nem sei até que ponto, a compra dos 93,7 do Observador, não teve dedo/ajuda nossa...

È curioso ver que aqueles que defendem a invasão de rádios de Lisboa em frequência locais não residem nesses concelhos nem lá sequer trabalho ou por lá passam durante o ano. Mas, o bairrismo fanatico, bacoco lisboeta é tal, que querem impingir aos outros aquilo que ninguem lhe pediu. O imperialismo da corte ainda prevalece 500 anos depois em muitas mentes


Para que serve, por exemplo, a Rádio Regional?

Zeca 2021

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Re: Lei da Rádio
« Responder #79 em: Março 19, 2022, 10:02:15 pm »
Percebo que esta ideia de rádios locais para o Observador, seja apenas um exercício de perceber o quanto poderia ajudar o projeto a crescer e algumas áreas de cobertura que poderia ter. Mas podem juntar ao tema os 94,8 que era ou é da Golo FM, que está calada à 2/3 meses.

Aqui na minha região (Oeste), não faz falta nenhuma Rádio Observador e nem vejo potencial para falar verdade. Temos 3 de cariz noticiosa (Antena 1, RR e TSF) com cobertura muito boa em todas. Um exemplo, que com a chegada da Mega, pensava que fosse mais reunido com a Cidade FM, sendo que esta continua a ser a preferida dos jovens. Acrescentou pouco ou nada!

As rádios locais daqui na globalidade, comprem aquilo para a qual transmitem, servir as gentes do concelho. Não tem locução 24h/24h porque o dinheiro não é muito e os que animam as estações são pessoas sem custos, com o "bicho" e que sabem o que as pessoas querem ouvir. Os discos pedidos, são o facebook dos mais idosos, são a companhia deles e todos por lá vamos passar. É um produto sempre rentável.

Aliás, nem sei até que ponto, a compra dos 93,7 do Observador, não teve dedo/ajuda nossa...

È curioso ver que aqueles que defendem a invasão de rádios de Lisboa em frequência locais não residem nesses concelhos nem lá sequer trabalho ou por lá passam durante o ano. Mas, o bairrismo fanatico, bacoco lisboeta é tal, que querem impingir aos outros aquilo que ninguem lhe pediu. O imperialismo da corte ainda prevalece 500 anos depois em muitas mentes


Para que serve, por exemplo, a Rádio Regional?

Você reside nos concelhos onde emite a Regional?
Incomoda-lhe o tipo de emissão de uma rádio local onde não reside, não trabalha e nunca lá vai durante o ano?
Serve para quem a ouve.

augusto neto

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Re: Lei da Rádio
« Responder #80 em: Março 20, 2022, 02:54:29 am »
É interessante como uma pessoa (aparentemente com dificuldades do ponto de vista social) com um ódio e inveja a Lisboa que ultrapassa os limites do aceitável e com um discurso de permanente vitimização e complexo de inferioridade tomou conta da narrativa deste fórum. Uma pessoa que seja de Lisboa e que goste de rádio e que queira participar neste fórum qualquer dia tem de pedir desculpa por existir. Lá dizia Mark Twain "Nunca discuta com um ignorante, pois essa pessoa rebaixa-o ao nível dela e vencerá por experiência."
As audiências de rádio em Portugal de facto desviam-se do aparente padrão na Europa porque as rádios de palavra e informação estão cada vez mais em baixo nas audiências. Isto é ainda mais paradigmático quanto ao facto de na realidade não haver rádios de palavra em Portugal e as de informação serem mais rádios de estúdio do que de exterior. Oiça-se uma BBC 5 ou uma Cadena SER e constate-se o que são rádios de palavra. Oiça-se a France Info ou a LBC News para saber o que é uma rádio de informação.
Quanto ao modelo de rádios locais desaparecerem em favor das redes dos grandes grupos de rádio é infelizmente assim em toda a Europa, na América do Sul (Brasil é o exemplo máximo) e América do Norte. As rádios locais são absorvidas e acabam por se transformar em retransmissores. Acompanhei há uns tempos um caso de 2 rádios locais americanas que eram independentes e emitiam na mesma região. Para sobreviverem um empresário comprou-as e fundiu-as e vendeu o pacote a um grupo maior que aproveitou uma para retransmitir uma rede de country music e outra para outra rede de oldies.
Portugal não é diferente no modelo de criação de redes privadas. Pelo mundo fora infelizmente é assim e por exemplo por muito que eu goste de rádio AM isso não trará de volta a onda média.
É particularmente penoso entrar em certas rádios locais em Portugal. Eu já estive em rádios comunitárias em alguns países da Europa que têm estúdios muitíssimo superiores e emitem para zonas de cobertura muitíssimo inferiores às das nossas rádios locais.
O Mundo mudou. Os velhos do Restelo acabam sempre a falar para as paredes.
« Última modificação: Março 20, 2022, 03:01:24 am por augusto neto »

AG

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Re: Lei da Rádio
« Responder #81 em: Março 20, 2022, 02:59:22 am »
Percebo que esta ideia de rádios locais para o Observador, seja apenas um exercício de perceber o quanto poderia ajudar o projeto a crescer e algumas áreas de cobertura que poderia ter. Mas podem juntar ao tema os 94,8 que era ou é da Golo FM, que está calada à 2/3 meses.

Aqui na minha região (Oeste), não faz falta nenhuma Rádio Observador e nem vejo potencial para falar verdade. Temos 3 de cariz noticiosa (Antena 1, RR e TSF) com cobertura muito boa em todas. Um exemplo, que com a chegada da Mega, pensava que fosse mais reunido com a Cidade FM, sendo que esta continua a ser a preferida dos jovens. Acrescentou pouco ou nada!

As rádios locais daqui na globalidade, comprem aquilo para a qual transmitem, servir as gentes do concelho. Não tem locução 24h/24h porque o dinheiro não é muito e os que animam as estações são pessoas sem custos, com o "bicho" e que sabem o que as pessoas querem ouvir. Os discos pedidos, são o facebook dos mais idosos, são a companhia deles e todos por lá vamos passar. É um produto sempre rentável.

Aliás, nem sei até que ponto, a compra dos 93,7 do Observador, não teve dedo/ajuda nossa...

È curioso ver que aqueles que defendem a invasão de rádios de Lisboa em frequência locais não residem nesses concelhos nem lá sequer trabalho ou por lá passam durante o ano. Mas, o bairrismo fanatico, bacoco lisboeta é tal, que querem impingir aos outros aquilo que ninguem lhe pediu. O imperialismo da corte ainda prevalece 500 anos depois em muitas mentes


Para que serve, por exemplo, a Rádio Regional?

Você reside nos concelhos onde emite a Regional?
Incomoda-lhe o tipo de emissão de uma rádio local onde não reside, não trabalha e nunca lá vai durante o ano?
Serve para quem a ouve.
Serve para quem a ouve é uma belíssima justificação para quem ouve a Cidade no Porto ou a M80 em Viseu.
« Última modificação: Março 20, 2022, 03:01:23 am por AG »

modernices

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Re: Lei da Rádio
« Responder #82 em: Março 20, 2022, 10:45:18 am »
Eu gosto muito da Rádio Observador. Ansioso que venha para a minha região. Resido na zona centro, onde há dezenas de rádios locais sem nexo, e onde um projeto destes por estas paragens seria muito bem vindo.
« Última modificação: Março 20, 2022, 10:47:26 am por modernices »

Zeca 2021

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Re: Lei da Rádio
« Responder #83 em: Março 20, 2022, 03:33:12 pm »
Eu gosto muito da Rádio Observador. Ansioso que venha para a minha região. Resido na zona centro, onde há dezenas de rádios locais sem nexo, e onde um projeto destes por estas paragens seria muito bem vindo.

Curioso, inscreve-se no forum e a 1ª coisa que escreve é para promover a Rádio Observador e a defender o desaparecimento de rádios locais na zona centro.
È só rir. Para a próxima, sejam mais discretos.

Zeca 2021

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Re: Lei da Rádio
« Responder #84 em: Março 20, 2022, 03:37:39 pm »
É interessante como uma pessoa (aparentemente com dificuldades do ponto de vista social) com um ódio e inveja a Lisboa que ultrapassa os limites do aceitável e com um discurso de permanente vitimização e complexo de inferioridade tomou conta da narrativa deste fórum. Uma pessoa que seja de Lisboa e que goste de rádio e que queira participar neste fórum qualquer dia tem de pedir desculpa por existir. Lá dizia Mark Twain "Nunca discuta com um ignorante, pois essa pessoa rebaixa-o ao nível dela e vencerá por experiência."
As audiências de rádio em Portugal de facto desviam-se do aparente padrão na Europa porque as rádios de palavra e informação estão cada vez mais em baixo nas audiências. Isto é ainda mais paradigmático quanto ao facto de na realidade não haver rádios de palavra em Portugal e as de informação serem mais rádios de estúdio do que de exterior. Oiça-se uma BBC 5 ou uma Cadena SER e constate-se o que são rádios de palavra. Oiça-se a France Info ou a LBC News para saber o que é uma rádio de informação.
Quanto ao modelo de rádios locais desaparecerem em favor das redes dos grandes grupos de rádio é infelizmente assim em toda a Europa, na América do Sul (Brasil é o exemplo máximo) e América do Norte. As rádios locais são absorvidas e acabam por se transformar em retransmissores. Acompanhei há uns tempos um caso de 2 rádios locais americanas que eram independentes e emitiam na mesma região. Para sobreviverem um empresário comprou-as e fundiu-as e vendeu o pacote a um grupo maior que aproveitou uma para retransmitir uma rede de country music e outra para outra rede de oldies.
Portugal não é diferente no modelo de criação de redes privadas. Pelo mundo fora infelizmente é assim e por exemplo por muito que eu goste de rádio AM isso não trará de volta a onda média.
É particularmente penoso entrar em certas rádios locais em Portugal. Eu já estive em rádios comunitárias em alguns países da Europa que têm estúdios muitíssimo superiores e emitem para zonas de cobertura muitíssimo inferiores às das nossas rádios locais.
O Mundo mudou. Os velhos do Restelo acabam sempre a falar para as paredes.
Tenha juízo.
Aqui ninguém tem odio a Lisboa.
O que eu defendo é uma politica contra o centralismo na rádio.
Lutar contra o centralismo na rádio não é ter ódio a Lisboa.
Confunde a beira da estrada com a estrada da beira.
Muito da mentalidade de quem reside em lisboa é precisamente a sua que acha que se tem odio a Lisboa apenas por se defender uma politica contra o centralismo. Enfim.
d

Zeca 2021

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Re: Lei da Rádio
« Responder #85 em: Março 20, 2022, 03:40:49 pm »
Percebo que esta ideia de rádios locais para o Observador, seja apenas um exercício de perceber o quanto poderia ajudar o projeto a crescer e algumas áreas de cobertura que poderia ter. Mas podem juntar ao tema os 94,8 que era ou é da Golo FM, que está calada à 2/3 meses.

Aqui na minha região (Oeste), não faz falta nenhuma Rádio Observador e nem vejo potencial para falar verdade. Temos 3 de cariz noticiosa (Antena 1, RR e TSF) com cobertura muito boa em todas. Um exemplo, que com a chegada da Mega, pensava que fosse mais reunido com a Cidade FM, sendo que esta continua a ser a preferida dos jovens. Acrescentou pouco ou nada!

As rádios locais daqui na globalidade, comprem aquilo para a qual transmitem, servir as gentes do concelho. Não tem locução 24h/24h porque o dinheiro não é muito e os que animam as estações são pessoas sem custos, com o "bicho" e que sabem o que as pessoas querem ouvir. Os discos pedidos, são o facebook dos mais idosos, são a companhia deles e todos por lá vamos passar. É um produto sempre rentável.

Aliás, nem sei até que ponto, a compra dos 93,7 do Observador, não teve dedo/ajuda nossa...

È curioso ver que aqueles que defendem a invasão de rádios de Lisboa em frequência locais não residem nesses concelhos nem lá sequer trabalho ou por lá passam durante o ano. Mas, o bairrismo fanatico, bacoco lisboeta é tal, que querem impingir aos outros aquilo que ninguem lhe pediu. O imperialismo da corte ainda prevalece 500 anos depois em muitas mentes


Para que serve, por exemplo, a Rádio Regional?

Você reside nos concelhos onde emite a Regional?
Incomoda-lhe o tipo de emissão de uma rádio local onde não reside, não trabalha e nunca lá vai durante o ano?
Serve para quem a ouve.
Serve para quem a ouve é uma belíssima justificação para quem ouve a Cidade no Porto ou a M80 em Viseu.

Se lhe colocarem apenas sardinhas no prato, vai comer o quê?

modernices

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Re: Lei da Rádio
« Responder #86 em: Março 20, 2022, 05:17:42 pm »
Eu gosto muito da Rádio Observador. Ansioso que venha para a minha região. Resido na zona centro, onde há dezenas de rádios locais sem nexo, e onde um projeto destes por estas paragens seria muito bem vindo.

Curioso, inscreve-se no forum e a 1ª coisa que escreve é para promover a Rádio Observador e a defender o desaparecimento de rádios locais na zona centro.
È só rir. Para a próxima, sejam mais discretos.

E qual o problema de elogiar esse projeto em concreto no meu primeiro post? É proibido, ora essa?!

Embora lendo os seus posts rapidamente se percebe que vai por aí muita amargura contra as rádios de fora do Porto... Mas olhe, arranje financiamento e faça-se à vida!

Zeca 2021

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Re: Lei da Rádio
« Responder #87 em: Março 20, 2022, 08:47:05 pm »
Eu gosto muito da Rádio Observador. Ansioso que venha para a minha região. Resido na zona centro, onde há dezenas de rádios locais sem nexo, e onde um projeto destes por estas paragens seria muito bem vindo.

Curioso, inscreve-se no forum e a 1ª coisa que escreve é para promover a Rádio Observador e a defender o desaparecimento de rádios locais na zona centro.
È só rir. Para a próxima, sejam mais discretos.

E qual o problema de elogiar esse projeto em concreto no meu primeiro post? É proibido, ora essa?!

Embora lendo os seus posts rapidamente se percebe que vai por aí muita amargura contra as rádios de fora do Porto... Mas olhe, arranje financiamento e faça-se à vida!

Eu também acredito no pai natal. 

modernices

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Re: Lei da Rádio
« Responder #88 em: Março 21, 2022, 06:43:13 am »
Eu gosto muito da Rádio Observador. Ansioso que venha para a minha região. Resido na zona centro, onde há dezenas de rádios locais sem nexo, e onde um projeto destes por estas paragens seria muito bem vindo.

Curioso, inscreve-se no forum e a 1ª coisa que escreve é para promover a Rádio Observador e a defender o desaparecimento de rádios locais na zona centro.
È só rir. Para a próxima, sejam mais discretos.

E qual o problema de elogiar esse projeto em concreto no meu primeiro post? É proibido, ora essa?!

Embora lendo os seus posts rapidamente se percebe que vai por aí muita amargura contra as rádios de fora do Porto... Mas olhe, arranje financiamento e faça-se à vida!

Eu também acredito no pai natal.

Pois, é mais fácil papaguear do que arregaçar as mangas e fazer algo que se veja, não é?



pdnf

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Re: Lei da Rádio
« Responder #89 em: Março 22, 2022, 10:02:00 am »
Se há rádios locais sem qualidade nem servem minimamente as populações então não devem emitir. Se ao menos retransmitirem uma rádio com qualidade é uma solução menos má que não emitir de todo.
Na minha ótica eu prefiro umas 100 rádios com alcance regional/distrital com qualidade a 200 locais más em 300 e tal licenças, que foi o que aconteceu com a lei de 88.

Eu subscrevo, mas propunha ainda o seguinte exercício teórico.
Imaginemos por hipótese que a Lei da Rádio não tinha sido alterada por forma a permitir a associação de rádios locais. Veja-se o que teríamos hoje:

Duas generalistas: Antena 1, Renascença, que maioritariamente servem a população 45 para cima
Duas musicais: RFM e Comercial que estão vocacionadas para o segmento 35 adiante
Uma Rádio Clássica: Antena 2, que tem de existir
Uma Rádio Alternativa: Antena 3, que pouco valor acrescenta, se é que não subtrai
Uma Rádio Informativa apenas na Região Norte: TSF
Uma Rádio Musical, que deveria ser generalista na Região Sul: a M80 (rede essa que deveria ser ocupada por uma informativa).

Tudo o resto, seriam rádios locais. Se as atuais são o que são, com as dificuldades de publicidade que enfrentam hoje, imaginemos o que seria com tantas rádios locais como existiam em 89. De duas uma, ou seriam, quase todas, meras juke box ou, em alternativa, muitas delas já teriam encerrado. Teríamos imensas rádios a servir o público senior...mas?

1. Onde estaria uma rádio jazz, blues, bossa nova como a Smooth? (É curioso que ninguém questiona a ocupação das locais quando se fala desta rádio)
2. Onde estariam as rádios para os jovens, com exceção da região de Lisboa e de uma Nova Era muito amorfa no Porto? O espaço da Cidade FM e da MEGAHITS representa 10% do auditório, malta nova. Não é relevante?
3. Mesmo nos dias de hoje, há regiões de Portugal que não têm uma única rádio informativa que chegue com sinal decente (exo: distrito de Beja). Acham isto razoável numa democracia europeia?
...
Poderia continuar a enunciar por aqui abaixo algumas questões, mas nunca é demais relembrar que o fenómeno de canibalização das locais existe em todo o país, com idênticas dimensões em Porto e Lisboa porque, friso isto muitas vezes, uma rádio estar sedeada em Lisboa não significa que seja para Lisboa. Os projetos que têm surgido nos grupos de rádio, têm vocação nacional e fazem falta em antena.
Só há uma solução possível: a passagem para um modelo com mais redes nacionais (ou qause) como em Espanha e a criação de rádios regionais fortes.

E para isso não é preciso DAB. Basta somente não renovar os alvarás para todas as rádios e abrir novos concursos. Como todas as empresas, umas morrem, outras criam-se e, estou em crer, que se criaria mais emprego, disperso entre regiões. Este modelo só não evolui porque, por esse pais fora, muitas locais são o meio de propaganda dos caciques locais e de organizações muito pouco transparentes (sim, falo da IURD para que não restem dúvidas), mas que exercem influência sobre o poder político.

Não precisamos de que se mantenha tudo igual a 1989, passaram 33 anos, é muito tempo. A escala concelhia, hoje, cada vez faz menos sentido, principalmente na rádio, onde as pessoas que a escutam se deslocam livremente entre vários pontos do território regional. O modelo atual é o garante de uma bimacrocefalia de rádios como a Comercial e a RFM.
Um ponto importante, que o Atento tem referido também é que falta verdadeiramente um projeto de palavra em Portugal, que não seja nem generalista nem informativo. Entendo que deveria ser aberta uma licença para uma rádio deste tipo num futuro concurso.

Eu tenho a minha opinião e não vou escrever mais aqui sobre este assunto. Na minha opinião valorizo muito o trabalho das rádios locais e elas são essenciais. Se outros não acham e acham que devem ser retransmissores pois tenho que respeitar e pronto.
Se há rádios locais sem qualidade nem servem minimamente as populações então não devem emitir. Se ao menos retransmitirem uma rádio com qualidade é uma solução menos má que não emitir de todo.

Na minha óptica eu prefiro umas 100 rádios com alcance regional/distrital com qualidade a 200 locais más em 300 e tal licenças, que foi o que aconteceu com a lei de 88.
Mas no FM nunca vai ter apenas rádios regionais/distritais isso só poderá vir a ser possível com o DAB.

Mas parece que isso ainda vai demorar muito a não ser que exista uma imposição como o TDT.

A ANACOM já tem as regiões definidas, que já tive oportunidade de as ver,  mas falta o resto... Segundo a ANACOM o FM está para durar em Portugal.
É possível saber quais são essas regiões? Fiquei curioso.
Apenas posso dizer que são 5 regiões.


É óbvio: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. São as regiões NUT's II que estão implementadas para os diversos usos no país. Continuo a dizer, não é preciso esperar pelo DAB, que nunca chegará antes de 2035. Haja vontade política.

Eu gosto muito da Rádio Observador. Ansioso que venha para a minha região. Resido na zona centro, onde há dezenas de rádios locais sem nexo, e onde um projeto destes por estas paragens seria muito bem vindo.


Em democracia, diria que qualquer projeto que reforce a pluralidade é sempre bem vindo. Reparem, Espanha tem quatro rádios de palavra com cobertura nacional. Mas por cá, rádio é só música.


As rádios locais daqui na globalidade, comprem aquilo para a qual transmitem, servir as gentes do concelho. Não tem locução 24h/24h porque o dinheiro não é muito e os que animam as estações são pessoas sem custos, com o "bicho" e que sabem o que as pessoas querem ouvir. Os discos pedidos, são o facebook dos mais idosos, são a companhia deles e todos por lá vamos passar. É um produto sempre rentável.

Aliás, nem sei até que ponto, a compra dos 93,7 do Observador, não teve dedo/ajuda nossa...

Claro que sim, e os discos pedidos não são só para idosos. Até malta mais jovem, noutro formato, gostaria de algo do género, pelo menos onde existisse mais possibilidade de intervenção em antena. Mas pode-se assegurar isso com as redes regionais, e até nacionais. é preciso é ter um bom caderno de encargos.

O que quer dizer com "dedo nosso" na frequência da Amadora?

PS: Sou de Vila Nova de Gaia, portanto, sinto que tenho legitimidade para falar sobre este tema, não sou de Lisboa.
« Última modificação: Março 22, 2022, 10:05:06 am por pdnf »
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.