No meu ponto de vista, está a ser uma saída atabalhoada. Bem que podiam começar a avançar, pelo menos, com simultâneos das notícias da Observador.
Primeiro anunciam que a partir do dia 1/6 deixaria de ter os serviços habituais (https://eco.sapo.pt/2024/05/15/emissora-das-beiras-comprada-por-grupo-de-comunicacao-social/) e agora mantêm determinados espaços, sem se cuidarem, por exemplo, com os indicativos de notícias, sem notícias, entre outras situações.
Isto de uma rádio, que deverá ser gerida como uma empresa de forma profissional, estar nas mãos de apenas uma pessoa que, infelizmente, deixou de estar lamentávelmente entre nós, e tudo se começa a desmoronar, só demonstra o amadorismo que espelham mtas das rádios que por aí andam.
A própria EB, ao manter-se no ar, teria rapidamente que se restruturar na programação. Perderam a oportunidade de assumir um projeto idêntico ao da extinta Rádio SIM, que mantinha, no mínimo, o auditório que a emissora do Caramulo detém atualmente.
Penso que o que se está a passar é simples, está a custar a aceitar a realidade da despedida. Provavelmente venderam porque estavam cansados, a verba não deve ter sido má, sendo uma empresa familiar pode ter parecido interessante, e, com sorte, existindo emissão local, até mantêm o emprego, pelo menos os jornalistas, que a julgar pelo site, fazem uma boa cobertura da região. O problema é, como agora se usa, quando cai a ficha... e enquanto a ERC não aprova a associação ou parceria com o projeto da OBSRVDOR, vão mantendo uma certa ilusão infantil. No fundo, não deixa de ser bonito, e demonstrar amor à rádio. O projeto era insustentável de manter, mas a paixão está lá. E as paixões padecem desse problema, são irracionais, grande parte das vezes.
Nos entretantos, a única coisa que acho francamente estranha, para não dizer negativa, é que uma rádio que ao momento é propriedade da OBSRVDOR continue a fazer simultâneos com a T S F . Isso, sinceramente, acho mesmo deselegante. Não sei o trabalho que dá, se é muito ou pouco, mudar o feixe de captar 107.4 da Lousã, para os 88.1 da Vacaria que penso que chegam bem ao Caramulo, para os simultâneos. Fora isso, haveria tempo para fazer toda a transição com muita calma e tranquilidade, começando pelas pontas e contra corrente, mantendo os programas da Emissora das Beiras fora das horas de ponta. Aliás, quando se vai buscar rádios de grande auditório local, penso que esta partilha de antena é benéfica para todos, numas horas emite um serviço de programas, noutras outro. Pode, inclusive, ser uma boa base para uma rede crescer no país, e, ao mesmo tempo, permitir alguma sobrevivência das locais. Claro que é mais simples fazer isto numa rádio de informação do que numa MEGAHITS ou numa CIDADEFM.
Aliás, a M80 em Bragança ou no Planalto, não começou assim?
Entretanto, a emissão acabou de retomar, mas esteve em portadora cerca de 30 minutos, pelo menos no online, só se ouvia um ruídozinho de fundo.