Autor Tópico: Rádio no Reino Unido  (Lida 80316 vezes)

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #30 em: Janeiro 13, 2017, 07:17:23 pm »
Num espaço deste tipo, julgo que há lugar para a menção dos bons programas de rádio, feitos por quem sabe do assunto e que pretende acrescentar valor ao que partilha com o público; isto independentemente do país de origem. Profissionais do meio da rádio ou do mundo da música que sabem como engradecer esta forma única de comunicação. A rádio nunca terá um fim à vista com profissionais deste calibre, o que pode mudar é a tecnologia de sintonia (encontrando-se Portugal novamente atrasado relativamente aos outros países europeus, porque aqui não há DAB para ninguém. Encontramo-nos atrasados em tudo: conteúdos de rádio e tecnologias de difusão…).

Assim, venho, por este meio, recomendar mais um programa da Rádio 2 da BBC. O nome é do próprio radialista residente da estação e profissional da música (cantor e pianista de jazz, considerado uma referência do género), chama-se “Jamie Cullum” e vai para o ar às terças-feiras, pelas 19 horas. Este programa é de topo, diria que é uma partilha do mundo do músico, e dos géneros musicais com que se identifica, com o público. Feito por quem conhece e pretende partilhar esse conhecimento com quem o ouve. (Melhor é impossível)

== Link: ==
http://www.bbc.co.uk/programmes/b087pnfm

Luis Carvalho

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #31 em: Janeiro 13, 2017, 08:45:22 pm »
Num espaço deste tipo, julgo que há lugar para a menção dos bons programas de rádio, feitos por quem sabe do assunto e que pretende acrescentar valor ao que partilha com o público; isto independentemente do país de origem. Profissionais do meio da rádio ou do mundo da música que sabem como engradecer esta forma única de comunicação. A rádio nunca terá um fim à vista com profissionais deste calibre, o que pode mudar é a tecnologia de sintonia (encontrando-se Portugal novamente atrasado relativamente aos outros países europeus, porque aqui não há DAB para ninguém. Encontramo-nos atrasados em tudo: conteúdos de rádio e tecnologias de difusão…).




Relativamente ao DAB,  refira-se que na Finlândia não existe desde 2005; na vizinha Espanha, está reduzido às regiões de Madrid e Barcelona; em França, está a meio gás. Tirando o caso extremo da Noruega, o DAB só apresenta uma oferta decente e um bom nível de cobertura no Reino Unido, Suíça e, em certa medida na Alemanha. Muitos outros países europeus não têm DAB ou limitam-se a ter as rádios públicas e, eventualmente, uma ou outra privada. O DAB poderá ser o futuro da rádio na Europa, mas não tão depressa.
Cumprimentos,
Luís Carvalho

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joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #32 em: Janeiro 13, 2017, 09:13:48 pm »
Luís, algo se passa com implementação da tecnologia DAB em Portugal e que necessita de ser explicado. Em 1998 houve investimento nesta tecnologia para a desligarem em 2011 (ver noticia do Expresso no link abaixo), dinheiro público deitado fora. O que se verifica é que noutros países, tais como a Noruega e a breve trecho, na próxima década, Suíça, Dinamarca e Reino Unido, o switch off do FM também irá ocorrer. Ninguém pode por em causa as decisões tomadas nesses países ou considerarem imponderadas, certamente que os benefícios do DAB face ao FM (qualidade áudio, saturação do espetro, custos, lei da rádio obsoleta, etc.) compensam os inconvenientes. Uma coisa é certa, os outros avançam, nós andamos para trás (porque já houve DAB a funcionar em Portugal, pasme-se), com muito dinheiro desperdiçado. Quem são os responsáveis por isto? Tremenda incompetência e falta de preparação (falta de visão de futuro. Pessoas erradas a desempenharem certas funções e que prejudicam todos).

== Link do Expresso: ==
http://expresso.sapo.pt/dossies/diario/2017-01-13-Andam-a-matar-o-FM-mas-a-alternativa-ja-falhou-em-Portugal

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #33 em: Janeiro 13, 2017, 10:22:20 pm »
Vou responder com o "copy/past" de um email trocado entre mim e um catedrático de rádio (com livros publicados), email esse que data de há 3 dias.
Esta foi a resposta que "ele" me deu á cerca do DAB e seu futuro:
" porque o dab quando o futuro é o streaming?
https://www.radioinfo.com.au/news/norway-switches-fm-why-don%E2%80%99t-they-just-do-streaming "

Sinceramente acho que o DAB ainda vai "morrer" 1º que o FM.

AG

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #34 em: Janeiro 13, 2017, 11:08:54 pm »
Exactamente. O streaming é que vai substituir o FM e não o DAB.

Luis Carvalho

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #35 em: Janeiro 14, 2017, 12:06:35 pm »
O "streaming " é,  indubitavelmente, o futuro (e até o presente ), todavia não creio que a Internet esteja em condições de substituir o FM ou o DAB. Num dia de muito azar e na sequência de um qualquer cataclismo, quando os cabos de fibra óptica estiverem danificados e inoperacionais, quando não há energia eléctrica, quando as redes móveis perdem o sinal, vai ser o FM ou o DAB o que dá as notícias e os avisos às populações. Porque a rádio por via hertziana não depende do número de ouvintes nem da complexa estrutura da Internet. Por muitos níveis de redundância que tenham as ligações entre servidores, routers, clientes, etc, para uma rádio não há nada melhor que só precisar de energia (pode ser alimentada a geradores), emissores e antenas (que até podem ser provisórias ).

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Cumprimentos,
Luís Carvalho

Administrador do "Fórum da Rádio"

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #36 em: Janeiro 14, 2017, 12:59:55 pm »
Caro Abílio, interessante artigo de opinião que partilhou aqui no fórum e que pode desencadear uma igualmente interessante discussão sobre o tema. Destacaria o último parágrafo:

“Internet broadcasting is great. It’s definitely part of radio’s future. But it isn’t - can’t be - a replacement for broadcast. Not yet, anyway.”

Uma parte do futuro da radio passa pelo Streaming (não será já o presente?), mas não o todo, ou seja o futuro da rádio, a meu ver, não se esgota no streaming e nas tecnologias baseadas na Internet, por 2 motivos:

i) O acesso às emissões de rádio não é gratuito, nem universal, ou seja, o ouvinte necessita de subscrever o serviço de um ISP (operador) para ter acesso à Internet e paga por esse serviço. Assim, a audição de rádio necessitaria sempre de um intermediário, o que choca de frente com o princípio de universalidade que sempre esteve associado às emissões de rádio. Portanto, a difusão por via herteziana é uma característica intrínseca da rádio como a conhecemos;

ii) Em caso de intempérie ou outro imprevisto, a emissão autónoma das emissões de rádio (separada de outras tecnologias de difusão) pode vir a ser a única forma de comunicação com o exterior quando todas as outras formas de comunicação falham. Isso aconteceu no local em que resido e em toda a região do Pinhal Interior há 3 anos, quando se abateu uma violenta tempestade. A energia elétrica falhou durante 24 horas (nos dias seguintes os cortes eram frequente e, por vezes, prolongados); telefones fixos, rede de telemóveis, TDT e Internet falharam quase durante 1 semana. O único contacto com o exterior foram as emissões de rádio que nunca falharam, mesmo no pico da borrasca.

Os países que se preparam para adotar o DAB como a principal tecnologia de difusão de rádio por via herteziana e que apostam na mesma como tecnologia de futuro não o fazem de ânimo leve, seguramente que as vantagens superam as desvantagens. Entre esses países está o Reino Unido que é tão-somente um país de referência nestas temáticas, este assunto já foi devidamente estudado e planeado. O DAB traduz-se numa mais-valia para os ouvintes. Em Portugal o DAB, o futuro da rádio, foi posto de parte, após se gastarem quantos milhões?

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #37 em: Janeiro 14, 2017, 01:33:16 pm »
Faço uma pergunta simples e rápida: há quantos anos existe o DAB, e em quantos países em todo o mundo se massificou e quantos usam o DAB regularmente? Outra questão também de fácil resposta: qual a percentagem de carros novos trazem um sintonizador de DAB? E pergunto a nível "global". Com isto haverá quem preveja algum futuro para o DAB? Eu duvido muito, e continuo a achar que FM vai subsistir bem mais tempo que o DAB.

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joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #38 em: Janeiro 14, 2017, 06:04:53 pm »
Caríssimo Abílio, poderia colocar a mesma questão há 40 anos, quando começou em Portugal a transição da Onda Média para a Frequência Modulada. Foi na década de 70 que o FM se popularizou em Portugal e, em boa parte, quando iniciaram as emissões do FM Estéreo da Rádio Comercial, tendo as pessoas um argumento que justificava a aquisição de novos recetores, ou seja um produto radiofónico inovador à época e que apenas emitia em FM. As pessoas não aderem a uma nova tecnologia para ouvir o mesmo. Evidentemente, que a adesão ao DAB seria feita de forma progressiva, aquando da substituição do automóvel, quando for necessário substituir um recetor avariado, atualização de equipamentos áudio, etc. e quais seriam as vantagens?

Maior número de estações (podendo rádios que estão atualmente restritas a uma área geográfica chegar a todo o território, por exemplo, Rádio Sim, Smooth FM, M80, rádios regionais, etc.- sendo esse o principal argumento a favor), inexistência de interferências causadas pela saturação do espetro RF ou pela desadequada organização das frequências atribuídas, maior qualidade áudio, uma nova lei da rádio mais consentânea com a época em que vivemos, novos serviços que superam o RDS, redução de custos de operação.

Das desvantagens apenas estou a ver uma, que se prende com a possibilidade de ouvir uma emissão analógica até à estática, à medida que o sinal enfraquece devido à distância da fonte emissora ou obstáculos. Numa emissão digital, os cortes no áudio tendem a ocorrer num cenário do mesmo tipo. Mas, detenhamo-nos no seguinte, se há países que apostam no DAB como a principal forma de difundir rádio pela via hertziana, não estará esse constrangimento salvaguardado? Sim, como é evidente. Agora outra questão, havendo, para já, 4 países que apostam de forma inequívoca na tecnologia DAB qual será a tendência da disseminação dessa tecnologia pelos restantes países da Europa? Parece-me igualmente evidente, com Portugal de fora (nem parece um país europeu, nesta matéria).

Por último, refiro o seguinte: os representantes das marcas de equipamentos áudio importam os modelos de sintonizadores/rádios que não têm DAB. Se fizer uma pesquisa de reviews, os mesmos modelos têm DAB nos outros países. Estamos a ser prejudicados porque pagamos o mesmo. Por exemplo, na minha viatura, o manual de instruções do autorrádio tem uma ampla secção sobre as funcionalidades DAB do aparelho, só que… o mesmo não tem DAB (em Portugal, nos outros países da Europa vem equipado com essa funcionalidade).
« Última modificação: Janeiro 14, 2017, 06:10:55 pm por joao_s »

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #39 em: Janeiro 14, 2017, 06:45:21 pm »
Caríssimo Abílio, poderia colocar a mesma questão há 40 anos, quando começou em Portugal a transição da Onda Média para a Frequência Modulada. Foi na década de 70 que o FM se popularizou em Portugal e, em boa parte, quando iniciaram as emissões do FM Estéreo da Rádio Comercial, tendo as pessoas um argumento que justificava a aquisição de novos recetores, ou seja um produto radiofónico inovador à época e que apenas emitia em FM. As pessoas não aderem a uma nova tecnologia para ouvir o mesmo. Evidentemente, que a adesão ao DAB seria feita de forma progressiva, aquando da substituição do automóvel, quando for necessário substituir um recetor avariado, atualização de equipamentos áudio, etc. e quais seriam as vantagens?

Maior número de estações (podendo rádios que estão atualmente restritas a uma área geográfica chegar a todo o território, por exemplo, Rádio Sim, Smooth FM, M80, rádios regionais, etc.- sendo esse o principal argumento a favor), inexistência de interferências causadas pela saturação do espetro RF ou pela desadequada organização das frequências atribuídas, maior qualidade áudio, uma nova lei da rádio mais consentânea com a época em que vivemos, novos serviços que superam o RDS, redução de custos de operação.

Das desvantagens apenas estou a ver uma, que se prende com a possibilidade de ouvir uma emissão analógica até à estática, à medida que o sinal enfraquece devido à distância da fonte emissora ou obstáculos. Numa emissão digital, os cortes no áudio tendem a ocorrer num cenário do mesmo tipo. Mas, detenhamo-nos no seguinte, se há países que apostam no DAB como a principal forma de difundir rádio pela via hertziana, não estará esse constrangimento salvaguardado? Sim, como é evidente. Agora outra questão, havendo, para já, 4 países que apostam de forma inequívoca na tecnologia DAB qual será a tendência da disseminação dessa tecnologia pelos restantes países da Europa? Parece-me igualmente evidente, com Portugal de fora (nem parece um país europeu, nesta matéria).

Por último, refiro o seguinte: os representantes das marcas de equipamentos áudio importam os modelos de sintonizadores/rádios que não têm DAB. Se fizer uma pesquisa de reviews, os mesmos modelos têm DAB nos outros países. Estamos a ser prejudicados porque pagamos o mesmo. Por exemplo, na minha viatura, o manual de instruções do autorrádio tem uma ampla secção sobre as funcionalidades DAB do aparelho, só que… o mesmo não tem DAB (em Portugal, nos outros países da Europa vem equipado com essa funcionalidade).

Caro João o DAB tem quase 20 anos (final dos anos 90 inicio da comercialização de aparelhos). Você fala do nº de aparelhos em Portugal, mas o que eu refiro é globalmente, e não só Europa. E mesmo na Europa a situação é o que se sabe, tanto em relação ao nº de sintonizadores como em relação ás estações aderentes ao DAB. O sistema é caro paras as estações e não vulgarizou para os consumidores. Ao fim de quase 20 de um sistema estar no mercado e ter a implantação que tem, não esperem outra coisa que não a sua morte lenta. E isto que estou a dizer não é o que eu acho, é baseado em conversas que tenho tido com pessoas do meio radiofônico e que estudam o assunto.
A comparação que faz com a passagem do AM para o FM só vem confirmar que o DAB não tem pernas para andar, pois se o tivesse já tinha tido mais do que tempo para massificar, e tal não aconteceu. Veja de meio a década de 70 até a década de 80 o FM vulgarizou-se em absoluto. O que tem acontecido com o DAB? Nem a introdução do DAB+ fez "espicaçar" o processo de migração. Que o sistema tem muitas vantagens sobre o FM, é indiscutível, mas o BETA também era melhor que o VHS e o MiniDisc era excelente se o comparássemos com as K7 áudio; e o que aconteceu?

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #40 em: Janeiro 14, 2017, 07:03:28 pm »
Vou responder com o "copy/past" de um email trocado entre mim e um catedrático de rádio (com livros publicados), email esse que data de há 3 dias.
Esta foi a resposta que "ele" me deu á cerca do DAB e seu futuro:
" porque o dab quando o futuro é o streaming?
https://www.radioinfo.com.au/news/norway-switches-fm-why-don%E2%80%99t-they-just-do-streaming "

Sinceramente acho que o DAB ainda vai "morrer" 1º que o FM.

Tal e qual! Para quê DAB? Para quê DAB+? Os produtos assentes em redes IP e a IoT (Internet of Things) vão estar de tal forma massificados que não existirá necessidade de apostar em tecnologias complementares (ou, no limite, até mesmo redundantes).

Esqueçam o DAB. Olhem para o streaming, para a internet e em especial para a IoT.

Espero voltar a este post daqui a uns anos e ver que tanto eu como o caro Abílio e até mesmo outros que comungam da mesma opinião fizemos o tiro certeiro.

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #41 em: Janeiro 14, 2017, 07:15:09 pm »
E ao ler o meu comentário anterior, os colegas forenses podem inquirir-me: "Mas... Pedro, não te esqueceste das zonas remotas onde não há acesso à internet? No meio da montanha não consegues fazer isso".

Bem, em 2005, perto de Sabrosa, precisava de sair de casa e ir até uma pequena elevação próxima para conseguir fazer/receber chamadas. Hoje, tenho 4G dentro da sala e uma instalação de fibra óptica fixa com 100 Mbps de download e 10 de upload. A resposta fica dada desta forma.

A internet já é vista como um bem essencial e assim irá continuar uma caminhada exponencial até se tornar omnipresente. O futuro é via IP, como sempre foi e como tem sido.

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #42 em: Janeiro 14, 2017, 07:45:33 pm »
Pedro, mas você paga para ter acesso à Internet, não é verdade? Assim também será no futuro, independentemente de a tecnologia estar totalmente disseminada, omnipresente e de praticamente tudo passar por ali. O negócio das comunicações é altamente rentável e não será gratuito. A rádio universal deve ser gratuita, por princípio, e de dispor de uma forma autónoma de chegar aos destinatários. Portanto, uma boa parte do futuro (e do presente) da rádio passa pelas tecnologias baseadas na Internet e a outra, porventura menor, passa pela forma tradicional de receção via hertziana. O que você refere acrescenta outro ponto, que é a completa desmaterialização das emissões de rádio de um país na web, sem nenhum fator identitário dentro do respetivos territórios. Se o que você ouve em Portugal também ouve em Espanha e em todo o mundo, o que é identitário de um país quando está dentro de fronteiras, nada?

Caro Abílio, a tecnologia FM foi desenvolvida em finais da década de 30, início da década de 40 do Séc XX, teve avanços e recuos, que culminaram com o suicídio do seu mentor, não tendo vivido o suficiente para assistir à massificação da mesma, na década de 70. Portanto, o FM demorou 30 anos a conquistar o auditório. O progresso leva o seu tempo a ocorrer, não é instantâneo.

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #43 em: Janeiro 14, 2017, 08:05:45 pm »

Caro Abílio, a tecnologia FM foi desenvolvida em finais da década de 30, início da década de 40 do Séc XX, teve avanços e recuos, que culminaram com o suicídio do seu mentor, não tendo vivido o suficiente para assistir à massificação da mesma, na década de 70. Portanto, o FM demorou 30 anos a conquistar o auditório. O progresso leva o seu tempo a ocorrer, não é instantâneo.

Incio do sec. XX era outra a realidade das tecnologias e os tempos de maturação também. O DAB começa a ser trabalhado no inicio dos anos 80. Hoje as tecnologias tem tempos de maturação e consolidação MUITÍSSIMO inferiores. Veja o que se evolui no GSM em 20/30 anos. Mas para ver quem terá razão; pois tanto o João como eu não estamos totalmente errados; é esperar que daqui a 15/20 anos voltarmos á conversa e ver em que sentido as coisas foram.  ;)

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #44 em: Janeiro 14, 2017, 08:08:38 pm »
Pedro, acrescento outro ponto no âmbito do seu ponto de vista, que se baseia na globalização da rádio. A rádio portuguesa não terá hipóteses, tenderá a desaparecer, assistiremos a multinacionais do setor, cujas cópias em Portugal serão piores que os originais. Se assim for, duvido que os diferentes estados embarquem nessa aventura, a ver vamos quantas rádios portuguesas resistem.