Autor Tópico: Grupo RTP  (Lida 21245 vezes)

Atento

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Re: Grupo RTP
« Responder #150 em: Junho 19, 2024, 01:58:51 am »
Para que serve hoje a RTP2? Grande parte da grelha diária é ocupada por programação infantil…a essa hora os miúdos estão na escola ou a ver televisão? Hoje em dia, a televisão ainda é entretenimento para esse público?
Da RTP2 apenas vejo o jornal 2…muito pouco para o canal culto e adulto…
É verdade que com a Escola a tempo inteiro, faria mais sentido concentrar a programação infantil das 6h30 até às 09h, e depois ter um grande bloco que fosse das 18h às 21h. A essa hora, os canais para os "adultos" transmitem todos o mesmo. No fundo, um espaço que procurasse fazer o que fazia o Um, Dó, Li, Tá nos anos 90. É certo que hoje há o Panda, mas a oferta da RTP2 pode e deve ser diferenciadora. Nos demais horários, entre as 09h e as 18h, deve manter um espaço como o Sociedade Civil, provavelmente logo de seguida ao Jornal da Tarde, poderia ter às 14h noticiários regionais (não sei qual a real possibilidade de desdobrar a emissão) e no restante horário, devem passar séries e filmes. No horário nobre, a seguir ao Jornal 2, devem focar-se nas produções nacionais, cultura, teatro, concertos, sem esquecer as emissões depsortivas, que devem decorrer em direto. Não me chocaria que a RTP2 pudesse passar alguns jogos de futebol até, provavelmente dss ligas 2 e 3.

A RTP3,.convém não esquecer, que é de sinal aberto. Portanto, deve ter em atenção, não faz sentido ter sobreposições com a RTP1, nomeadamente no Bom Dia. Há uns tempos atrás,.apanhei uma coisa curiosa num fim-de-semana, a RTP A e a RTP M estavam a retransmitir a RTP3. Na RTP M a emissão estava uns 10 segundos adiantada face à 3, na Açores uns 3 segundos, o áudio na 3 era claramente o pior.
Dito isto, a RTP3 não chega, nem de longe nem de perto aos calcanhares das concorrentes SiCN e CNM que têm muito mais garra e agressividade, também na parte do comentário, como refere Nocolau Santos, mas também na atração de novos talentos. O NOW, bom, e um produto fraco, diria que é uma CMTV com uma roupa chique vestida. Mas a essência está lá, mais regional e popular.

O dramático disto tudo é que o NOW já ficou à frente da RTP3, no dia de estreia e só começou às sete da manhã.

Isso é falso. As audiências da RTP 3 estão dividias, como se fossem dois canais… a RTP 3 TDT e a RTP 3 CABO, para se obter a audiência do canal deve-se somar o resultados das duas versõe. A MediaLivre, hoje, esqueceu-se desse pormenor e, na sua análise, só contabilizou uma RTP 3 quando, na verdade, devem ser tidas em conta as duas. Digo “hoje” porque quando fazem as comparações entre a RTP3 e a CMTV somam sempre as audiências das duas versões do canal de notícias do estado
Concluindo: o NOW não fez mais que a RTP 3 na estreia

Ok.

Isso não invalida o estado comatoso do canal de notícias da RTP.

Até o Presidente da RTP admite com todas as letras que tais números são inaceitáveis.

Memorias da Radio

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Re: Grupo RTP
« Responder #151 em: Junho 19, 2024, 02:17:00 am »
A RTP3 não pode ser igual às concorrentes, só tem de ser mais apelativa e saber trabalhar mais os públicos. Não quero sensacionalismo no canal público e não vale tudo para as audiências. Este modelo é que está largamente igual desde 2011...

Quanto à RTP2, neste momento não é nada. Passa conteúdos infantis durante horas a fio, na minha opinião claramente a mais; depois e antes desses conteúdos não há o mínimo de lógica na estruturação da grelha; falha historicamente a promover programas de forma apelativa desde meados dos anos 2010 e desde a reintegração da 2: na RTP2.

O serviço que podia fazer, regional, não faz, para fazer este. Não é aceitável e tem que ser corrigida, literalmente era mandar abaixo e refazer a lógica de grelha da RTP2. E já agora correr com a Teresa Paixão, que está há demasiado tempo no canal.

Se o formato é conteúdos europeus, assuma-se e promovam-se melhor. Não é a primeira nem será a última vez que apanho ótimos programas na RTP2 (feitos pela RTVE, RAI, BBC) que têm ZERO de promoção decente e por isso não são vistos.

A RTP1 precisa de decidir definitivamente o que quer fazer com a grelha, porque copiar as privadas no daytime não é a solução. Se não há dinheiro dos anunciantes para sustentar conteúdos no daytime alguma volta tem que se dar, mas isto assim é demais. A hora de ponta está algo melhor, por exemplo.

A hora prime está um pouco melhor, mas com alguns sinais de desgaste.

Atento

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Re: Grupo RTP
« Responder #152 em: Junho 19, 2024, 04:46:53 am »
A RTP3 não pode ser igual às concorrentes, só tem de ser mais apelativa e saber trabalhar mais os públicos. Não quero sensacionalismo no canal público e não vale tudo para as audiências. Este modelo é que está largamente igual desde 2011...

Quanto à RTP2, neste momento não é nada. Passa conteúdos infantis durante horas a fio, na minha opinião claramente a mais; depois e antes desses conteúdos não há o mínimo de lógica na estruturação da grelha; falha historicamente a promover programas de forma apelativa desde meados dos anos 2010 e desde a reintegração da 2: na RTP2.

O serviço que podia fazer, regional, não faz, para fazer este. Não é aceitável e tem que ser corrigida, literalmente era mandar abaixo e refazer a lógica de grelha da RTP2. E já agora correr com a Teresa Paixão, que está há demasiado tempo no canal.

Se o formato é conteúdos europeus, assuma-se e promovam-se melhor. Não é a primeira nem será a última vez que apanho ótimos programas na RTP2 (feitos pela RTVE, RAI, BBC) que têm ZERO de promoção decente e por isso não são vistos.

A RTP1 precisa de decidir definitivamente o que quer fazer com a grelha, porque copiar as privadas no daytime não é a solução. Se não há dinheiro dos anunciantes para sustentar conteúdos no daytime alguma volta tem que se dar, mas isto assim é demais. A hora de ponta está algo melhor, por exemplo.

A hora prime está um pouco melhor, mas com alguns sinais de desgaste.

Quem está a  copiar a RTP1 são as privadas. A RTP1 já fazia este tipo de programas.

Está a ver a BBC One, por exemplo, a deixar de fazer séries ou outro tipo de conteúdos?

Não, apesar de a ITV e outras privadas seguirem o modelo da BBC. Mas quem começou foi a BBC.
O mesmo se passa  com a RTP3...

A RTP1 teve de encurtar o TJ e deixar de emitir pequenas reportagens 5/6 minutos por queixinhas do falido Balsemão.
José Manuel Portugal deixa de ser Diretor de Informação da RTP por isso e colocam o cinzento Dentinho que rebenta com a RTP Informação/RTP3 e com o  Jornal da Tarde e TJ - informativos competitivos, sendo que o TJ liderava as audiências dos informativos.

O que é que aconteceu a José Manuel Portugal?
Foi afastado e meio escondido na RTP como quadro superior...
E ao seu braço direito (Rosário Salgueiro)?
Foi para o exílio dourado de ser correspondente...primeiro em França,  posteriormente,  no Reino Unido, para que pudesse ser acomodado em França o camarada Rosendo.

O dia em que cair Balsemão e mais uma ave ou outro corresponderá ao dia em que caiu o DDT Salgado.

Quem está a  copiar a RTP1 são as privadas. A RTP1 já fazia este tipo de programas.

Está a ver a BBC One, por exemplo, a deixar de fazer séries ou outro tipo de conteúdos?

Não, apesar de a ITV e outras privadas seguirem o modelo da BBC. Mas quem começou foi a BBC.
O mesmo se passa  com a RTP3...

A RTP1 teve de encurtar o TJ e deixar de emitir pequenas reportagens 5/6 minutos por queixinhas do falido Balsemão.
José Manuel Portugal deixa de ser Diretor de Informação da RTP por isso e colocam no seu lugar o cinzento Dentinho que rebenta com a RTP Informação/RTP3 e com o o Jornal da Tarde e TJ - informativos competitivos, sendo que o TJ liderava as audiências dos informativos.
Na mesma altura, também tomba Fausto Coutinho da direção de informação da Antena1 e colocam no seu lugar João Paulo Baltazar. Rui Pego segura-se, mas também era para cair...Caiu António Luís Marinho de Diretor Geral da RTP (um dia podia abrir o livro, num livro de memórias...).
Para satisfazer Balsemão, a dupla Reis/Nuno Artur Silva (outro assalariado de Balsemão a dar ordens na RTP) também decapita Hugo Andrade que com a série Bem Vindos a Beirais estava a dar cabo do horário nobre à SIC do falido Balsemão... Hugo Andrade é encostado a um canto e a dupla Gonçalo Reis/NAS coloca no seu lugar o inefável Daniel Deusdado como Diretor de Programas da RTP1.

O que é que aconteceu a José Manuel Portugal?
Foi afastado e meio escondido na RTP como quadro superior...
E ao seu braço direito (Rosário Salgueiro)?
Foi para o exílio dourado de ser correspondente...primeiro em França,  posteriormente,  para o Reino Unido, para que pudesse ser acomodado em França o camarada Rosendo.

O dia em que cair Balsemão e mais uma ave ou outra corresponderá ao dia em que caiu o DDT Salgado.

A pedido de Balsemão e de outros, Nuno Artur Silva queria retirar toda a publicidade à RTP.
« Última modificação: Junho 19, 2024, 04:52:16 am por Atento »

Memorias da Radio

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Re: Grupo RTP
« Responder #153 em: Junho 19, 2024, 04:53:13 am »
Bem, um post inaproveitável este, Atento. Queria portanto José Manuel Portugal com os telejornais de 1h40 igual às privadas que em nada acrescentam?

O Telejornal nunca liderou audiências de maneira consistente e destacada desde Setembro de 1994. Isoladamente sim, em dias de futebol, eventos especiais, coisas que só a RTP transmite, aí lidera ou fica perto disso. No resto do tempo é 3a ou quando muito 2a classificada. E no tempo do seu querido José Manuel Portugal ia frequentemente a 3ª classificada, isto porque foi a mesma altura em que implementaram a grelha horizontal e isso, mais o drama da GfK, e a coisa correu bastante mal.

O facto da RTP1 fazer primeiro este tipo de programas é irrelevante, não têm a preferência dos telespectadores. É penoso ver a Tânia Ribas de Oliveira nas tardes a fazer 6-8% para meia dúzia de gatos pingados. Só a Praça da Alegria é ainda minimamente competitiva e hoje, que durante muitos anos perdeu quando saía de Lisboa. São programas meramente economicistas, sem destaque nem brilho, sem rei nem roque.

Só existem porque quem programa acha que é mais barato pagar 10-15k por mês em diretos que trazendo programas gravados, porque acha que não vai ter mais pub se apostar noutras coisas.

A televisão generalista em PT caminha para a cova. Há pelo menos um operador a mais do que deveria existir e há um excesso de ficção nas privadas. A RTP podia sair de tudo isto, mas não sai, e isso já lhe custou muito caro. Só não custa mais, porque pagamo-la nós. É a sua sorte.

Por mim a RTP tinha tudo: aumentava CAV e fazia publicidade de 15 minutos. E fazia melhor programação, de serviço público, diferente das privadas. Tinha mais recursos? Que se lixe - as privadas que se organizassem. Preferia uma única SIC pujante que duas privadas neste estado comatoso.
« Última modificação: Junho 19, 2024, 04:55:16 am por Memorias da Radio »

Atento

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Re: Grupo RTP
« Responder #154 em: Junho 19, 2024, 05:42:45 am »
O Telejornal liderou as audiências a partir do momento em que Rangel toma conta da informação da RTP e leva para lá o José Alberto Carvalho. Rangel cai e entra JRS. Há a inauguração da nova sede da RTP e as audiências dos serviços noticiosos mantêm-se. Por causa de Rosa Veloso, JRS cai e entra para a Direção de Informação Marinho/Carvalho/Judite. O TJ está agora taco a taco com o Jornal Nacional de Moura Guedes. Com a queda do casal Moniz/Moura Guedes, o TJ (o TJ tinha uma hora e quinze/vinte minutos, mesmo no tempo de José Manuel Portugal) lidera tranquilamente as audiências à noite.
Em 2011, com a queda de Sócrates, Carvalho e Judite rumam à tvi, deixando a direcção de informação da RTP. A RTP reage  contrata outra vez Nuno Santos e faz regressar Vítor Gonçalves dos EUA. Apesar da total instabilidade provocada pelo sinistro Relvas, a RTP segura o segundo lugar dos informativos, graças ao trabalho da dupla Santos/Gonçalves.
Instabilidade total na RTP a dupla continua a manter o segundo lugar dos informativos. Manifestações. Tudo a merecer cobertura por parte da RTP. Há a manifestação das polícias e certas filmagens da manifestação...editadas/não editadas/saem não saem...jogadas obscuras e queda de Nuno Santos...
A administração escolhe o inefável Paulo Ferreira que corta o TJ para 60 minutos e introduz 15 minutos de debate desses 60 minutos com o famoso 360 . O Ferreira tem queda para o 360...o TJ cai a pique para o terceiro lugar dos informativos.
Ferreira e a Administração ficam em pânico com essa queda e a perda de telespetadores nos espaços de informação. Socorrem-se de Sócrates para comentador. Aquilo vai-se equilibrando até que um dia não é a Cristina Esteves a interlocutora de Sócrates e aparece no TJ de domingo JRS que desmonta Sócrates ex-pm agora no papel de comentador...
Paulo Ferreira cai da DI e entra José Manuel Portugal que revitaliza a informação da RTP, colocando o TJ como primeiro informativo da noite, sem futebol, servindo-se  do Preço Certo.
José Manuel Portugal revitaliza a RTP Informação que recupera face à tvi24, ao ter programas de debate como Auto da Barca do Inferno que tinha como comentadoras residentes Manuela Moura Guedes e Raquel Varela.
A RTP estabiliza e Alberto da Ponte recupera a Liga dos Campeões. Os interesses subterrâneos movimentam-se junto de Poiares Maduro que demite a administração da RTP por causa da compra da Liga dos Campeões. CGI para cá CGI para lá é parida a dupla Gonçalo Reis/Nuno Artur Silva (um assalariado de Balsemão a mandar na RTP).

Curiosidades...

Assalariados de Balsemão a mandarem na RTP...

Nuno Artur Silva
Nicolau Santos
António José Teixeira (este quando estava na SIC defendia o fecho/privatização da RTP e dizia à boca cheia que a RTP Informação (agora rtp3) não fazia sentido existir. Ironia das ironias a rtp3 entra em coma, sendo António José Teixeira Diretor de Informação da RTP.

O Bigode do Sala

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Re: Grupo RTP
« Responder #155 em: Junho 19, 2024, 06:51:33 am »
A RTP3 não pode ser igual às concorrentes, só tem de ser mais apelativa e saber trabalhar mais os públicos. Não quero sensacionalismo no canal público e não vale tudo para as audiências. Este modelo é que está largamente igual desde 2011...

Quanto à RTP2, neste momento não é nada. Passa conteúdos infantis durante horas a fio, na minha opinião claramente a mais; depois e antes desses conteúdos não há o mínimo de lógica na estruturação da grelha; falha historicamente a promover programas de forma apelativa desde meados dos anos 2010 e desde a reintegração da 2: na RTP2.

O serviço que podia fazer, regional, não faz, para fazer este. Não é aceitável e tem que ser corrigida, literalmente era mandar abaixo e refazer a lógica de grelha da RTP2. E já agora correr com a Teresa Paixão, que está há demasiado tempo no canal.

Se o formato é conteúdos europeus, assuma-se e promovam-se melhor. Não é a primeira nem será a última vez que apanho ótimos programas na RTP2 (feitos pela RTVE, RAI, BBC) que têm ZERO de promoção decente e por isso não são vistos.

A RTP1 precisa de decidir definitivamente o que quer fazer com a grelha, porque copiar as privadas no daytime não é a solução. Se não há dinheiro dos anunciantes para sustentar conteúdos no daytime alguma volta tem que se dar, mas isto assim é demais. A hora de ponta está algo melhor, por exemplo.

A hora prime está um pouco melhor, mas com alguns sinais de desgaste.



A RTP1 teve de encurtar o TJ e deixar de emitir pequenas reportagens 5/6 minutos por queixinhas do falido Balsemão.
José Manuel Portugal deixa de ser Diretor de Informação da RTP por isso e colocam o cinzento Dentinho que rebenta com a RTP Informação/RTP3 e com o o Jornal da Tarde e TJ - informativos competitivos, sendo que o TJ liderava as audiências dos informativos.

O que é que aconteceu a José Manuel Portugal?
Foi afastado e meio escondido na RTP como quadro superior...
E ao seu braço direito (Rosário Salgueiro)?
Foi para o exílio dourado de ser correspondente...primeiro em França,  posteriormente,  no Reino Unido, para que pudesse ser acomodado em França o camarada Rosendo.

O dia em que cair Balsemão e mais uma ave ou outro corresponderá ao dia em que caiu o DDT Salgado.

Façam apenas o exercício de quem está neste momento nos cargos importantes da RTP e façam a retrospectiva das situações em que o serviço público foi prejudicado desde 2002 para cá.

Relembro, no tempo do Relvas, a ERC concedeu em concurso público, a medicação das audiências à GfK, ficando essa em último lugar nesse preciso concurso. O Portugal no Coração, de vencedor nas tardes, taco-a-taco com a Fátima Lopes na TVI, passou a ter momentos em que teve 0% de audiência, tal como outros programas em horários importantes. Esses 0% nunca se verificaram nas privadas generalistas.

Emídio Rangel em 2001 assumiu a RTP e foi afastado por Almerindo Marques por ingerência política, quando a RTP1 estava a morder os calcanhares à TVI em muitos horários, numa altura em que a estação de Queluz de Baixo vivia o apogeu do Big Brother.

Em 2007, Sócrates decide afastar José Rodrigues dos Santos da direcção de informação do canal. A RTP1 estava no 2.º lugar das audiências, muito bem consolidada (daí o ódio ao PS por parte do JRS).

O modelo actual da RTP3 foi adoptado pela reforma na RTPN levada a cabo pelo, na minha opinião, melhor director de televisão em Portugal, Nuno Santos.
Quando, em pleno Relvismo, a RTP Informação se estava a aproximar da SIC Notícias e tinha mais audiências que a TVI24, o Governo do Passos Coelho afastou o Nuno Santos da direcção, arranjando aquele bode expiatório das imagens não concedidas da manifestação.

Infelizmente, há um longo rol de acontecimentos.  .

EDIT

O Telejornal liderou as audiências a partir do momento em que Rangel toma conta da informação da RTP e leva para lá o José Alberto Carvalho. Rangel cai e entra JRS. Há a inauguração da nova sede da RTP e as audiências dos serviços noticiosos mantêm-se. Por causa de Rosa Veloso, JRS cai e entra para a Direção de Informação Marinho/Carvalho/Judite. O TJ está agora taco a taco com o Jornal Nacional de Moura Guedes. Com a queda do casal Moniz/Moura Guedes, o TJ (o TJ tinha uma hora e quinze/vinte minutos, mesmo no tempo de José Manuel Portugal) lidera tranquilamente as audiências à noite.
Em 2011, com a queda de Sócrates, Carvalho e Judite rumam à tvi, deixando a direcção de informação da RTP. A RTP reage  contrata outra vez Nuno Santos e faz regressar Vítor Gonçalves dos EUA. Apesar da total instabilidade provocada pelo sinistro Relvas, a RTP segura o segundo lugar dos informativos, graças ao trabalho da dupla Santos/Gonçalves.
Instabilidade total na RTP a dupla continua a manter o segundo lugar dos informativos. Manifestações. Tudo a merecer cobertura por parte da RTP. Há a manifestação das polícias e certas filmagens da manifestação...editadas/não editadas/saem não saem...jogadas obscuras e queda de Nuno Santos...
A administração escolhe o inefável Paulo Ferreira que corta o TJ para 60 minutos e introduz 15 minutos de debate desses 60 minutos com o famoso 360 . O Ferreira tem queda para o 360...o TJ cai a pique para o terceiro lugar dos informativos.
Ferreira e a Administração ficam em pânico com essa queda e a perda de telespetadores nos espaços de informação. Socorrem-se de Sócrates para comentador. Aquilo vai-se equilibrando até que um dia não é a Cristina Esteves a interlocutora de Sócrates e aparece no TJ de domingo JRS que desmonta Sócrates ex-pm agora no papel de comentador...
Paulo Ferreira cai da DI e entra José Manuel Portugal que revitaliza a informação da RTP, colocando o TJ como primeiro informativo da noite, sem futebol, servindo-se  do Preço Certo.
José Manuel Portugal revitaliza a RTP Informação que recupera face à tvi24, ao ter programas de debate como Auto da Barca do Inferno que tinha como comentadoras residentes Manuela Moura Guedes e Raquel Varela.
A RTP estabiliza e Alberto da Ponte recupera a Liga dos Campeões. Os interesses subterrâneos movimentam-se junto de Poiares Maduro que demite a administração da RTP por causa da compra da Liga dos Campeões. CGI para cá CGI para lá é parida a dupla Gonçalo Reis/Nuno Artur Silva (um assalariado de Balsemão a mandar na RTP).

Curiosidades...

Assalariados de Balsemão a mandarem na RTP...

Nuno Artur Silva
Nicolau Santos
António José Teixeira (este quando estava na SIC defendia o fecho/privatização da RTP e dizia à boca cheia que a RTP Informação (agora rtp3) não fazia sentido existir. Ironia das ironias a rtp3 entra em coma, sendo António José Teixeira Diretor de Informação da RTP.


Já não vim a tempo u
« Última modificação: Junho 19, 2024, 07:00:07 am por O Bigode do Sala »
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

Atento

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Re: Grupo RTP
« Responder #156 em: Junho 19, 2024, 08:00:22 am »
A RTP3 não pode ser igual às concorrentes, só tem de ser mais apelativa e saber trabalhar mais os públicos. Não quero sensacionalismo no canal público e não vale tudo para as audiências. Este modelo é que está largamente igual desde 2011...

Quanto à RTP2, neste momento não é nada. Passa conteúdos infantis durante horas a fio, na minha opinião claramente a mais; depois e antes desses conteúdos não há o mínimo de lógica na estruturação da grelha; falha historicamente a promover programas de forma apelativa desde meados dos anos 2010 e desde a reintegração da 2: na RTP2.

O serviço que podia fazer, regional, não faz, para fazer este. Não é aceitável e tem que ser corrigida, literalmente era mandar abaixo e refazer a lógica de grelha da RTP2. E já agora correr com a Teresa Paixão, que está há demasiado tempo no canal.

Se o formato é conteúdos europeus, assuma-se e promovam-se melhor. Não é a primeira nem será a última vez que apanho ótimos programas na RTP2 (feitos pela RTVE, RAI, BBC) que têm ZERO de promoção decente e por isso não são vistos.

A RTP1 precisa de decidir definitivamente o que quer fazer com a grelha, porque copiar as privadas no daytime não é a solução. Se não há dinheiro dos anunciantes para sustentar conteúdos no daytime alguma volta tem que se dar, mas isto assim é demais. A hora de ponta está algo melhor, por exemplo.

A hora prime está um pouco melhor, mas com alguns sinais de desgaste.



A RTP1 teve de encurtar o TJ e deixar de emitir pequenas reportagens 5/6 minutos por queixinhas do falido Balsemão.
José Manuel Portugal deixa de ser Diretor de Informação da RTP por isso e colocam o cinzento Dentinho que rebenta com a RTP Informação/RTP3 e com o o Jornal da Tarde e TJ - informativos competitivos, sendo que o TJ liderava as audiências dos informativos.

O que é que aconteceu a José Manuel Portugal?
Foi afastado e meio escondido na RTP como quadro superior...
E ao seu braço direito (Rosário Salgueiro)?
Foi para o exílio dourado de ser correspondente...primeiro em França,  posteriormente,  no Reino Unido, para que pudesse ser acomodado em França o camarada Rosendo.

O dia em que cair Balsemão e mais uma ave ou outro corresponderá ao dia em que caiu o DDT Salgado.

Façam apenas o exercício de quem está neste momento nos cargos importantes da RTP e façam a retrospectiva das situações em que o serviço público foi prejudicado desde 2002 para cá.

Relembro, no tempo do Relvas, a ERC concedeu em concurso público, a medicação das audiências à GfK, ficando essa em último lugar nesse preciso concurso. O Portugal no Coração, de vencedor nas tardes, taco-a-taco com a Fátima Lopes na TVI, passou a ter momentos em que teve 0% de audiência, tal como outros programas em horários importantes. Esses 0% nunca se verificaram nas privadas generalistas.

Emídio Rangel em 2001 assumiu a RTP e foi afastado por Almerindo Marques por ingerência política, quando a RTP1 estava a morder os calcanhares à TVI em muitos horários, numa altura em que a estação de Queluz de Baixo vivia o apogeu do Big Brother.

Em 2007, Sócrates decide afastar José Rodrigues dos Santos da direcção de informação do canal. A RTP1 estava no 2.º lugar das audiências, muito bem consolidada (daí o ódio ao PS por parte do JRS).

O modelo actual da RTP3 foi adoptado pela reforma na RTPN levada a cabo pelo, na minha opinião, melhor director de televisão em Portugal, Nuno Santos.
Quando, em pleno Relvismo, a RTP Informação se estava a aproximar da SIC Notícias e tinha mais audiências que a TVI24, o Governo do Passos Coelho afastou o Nuno Santos da direcção, arranjando aquele bode expiatório das imagens não concedidas da manifestação.

Infelizmente, há um longo rol de acontecimentos.  .

EDIT

O Telejornal liderou as audiências a partir do momento em que Rangel toma conta da informação da RTP e leva para lá o José Alberto Carvalho. Rangel cai e entra JRS. Há a inauguração da nova sede da RTP e as audiências dos serviços noticiosos mantêm-se. Por causa de Rosa Veloso, JRS cai e entra para a Direção de Informação Marinho/Carvalho/Judite. O TJ está agora taco a taco com o Jornal Nacional de Moura Guedes. Com a queda do casal Moniz/Moura Guedes, o TJ (o TJ tinha uma hora e quinze/vinte minutos, mesmo no tempo de José Manuel Portugal) lidera tranquilamente as audiências à noite.
Em 2011, com a queda de Sócrates, Carvalho e Judite rumam à tvi, deixando a direcção de informação da RTP. A RTP reage  contrata outra vez Nuno Santos e faz regressar Vítor Gonçalves dos EUA. Apesar da total instabilidade provocada pelo sinistro Relvas, a RTP segura o segundo lugar dos informativos, graças ao trabalho da dupla Santos/Gonçalves.
Instabilidade total na RTP a dupla continua a manter o segundo lugar dos informativos. Manifestações. Tudo a merecer cobertura por parte da RTP. Há a manifestação das polícias e certas filmagens da manifestação...editadas/não editadas/saem não saem...jogadas obscuras e queda de Nuno Santos...
A administração escolhe o inefável Paulo Ferreira que corta o TJ para 60 minutos e introduz 15 minutos de debate desses 60 minutos com o famoso 360 . O Ferreira tem queda para o 360...o TJ cai a pique para o terceiro lugar dos informativos.
Ferreira e a Administração ficam em pânico com essa queda e a perda de telespetadores nos espaços de informação. Socorrem-se de Sócrates para comentador. Aquilo vai-se equilibrando até que um dia não é a Cristina Esteves a interlocutora de Sócrates e aparece no TJ de domingo JRS que desmonta Sócrates ex-pm agora no papel de comentador...
Paulo Ferreira cai da DI e entra José Manuel Portugal que revitaliza a informação da RTP, colocando o TJ como primeiro informativo da noite, sem futebol, servindo-se  do Preço Certo.
José Manuel Portugal revitaliza a RTP Informação que recupera face à tvi24, ao ter programas de debate como Auto da Barca do Inferno que tinha como comentadoras residentes Manuela Moura Guedes e Raquel Varela.
A RTP estabiliza e Alberto da Ponte recupera a Liga dos Campeões. Os interesses subterrâneos movimentam-se junto de Poiares Maduro que demite a administração da RTP por causa da compra da Liga dos Campeões. CGI para cá CGI para lá é parida a dupla Gonçalo Reis/Nuno Artur Silva (um assalariado de Balsemão a mandar na RTP).

Curiosidades...

Assalariados de Balsemão a mandarem na RTP...

Nuno Artur Silva
Nicolau Santos
António José Teixeira (este quando estava na SIC defendia o fecho/privatização da RTP e dizia à boca cheia que a RTP Informação (agora rtp3) não fazia sentido existir. Ironia das ironias a rtp3 entra em coma, sendo António José Teixeira Diretor de Informação da RTP.


Já não vim a tempo u

Não foi Sócrates que demite José Rodrigues dos Santos.
É José Rodrigues dos Santos que se demite no tempo de Santana Lopes por causa de Rosa Veloso. JRS não concorda que Rosa Veloso seja a escolhida para correspondente da RTP em Madrid, pois houve jornalistas mais bem classificados do que ela. Há ingerência do poder político (PSL)  junto da administração para que seja efetivamente Rosa Veloso.

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Re: Grupo RTP
« Responder #157 em: Junho 19, 2024, 08:34:06 am »
A RTP3 não pode ser igual às concorrentes, só tem de ser mais apelativa e saber trabalhar mais os públicos. Não quero sensacionalismo no canal público e não vale tudo para as audiências. Este modelo é que está largamente igual desde 2011...

Quanto à RTP2, neste momento não é nada. Passa conteúdos infantis durante horas a fio, na minha opinião claramente a mais; depois e antes desses conteúdos não há o mínimo de lógica na estruturação da grelha; falha historicamente a promover programas de forma apelativa desde meados dos anos 2010 e desde a reintegração da 2: na RTP2.

O serviço que podia fazer, regional, não faz, para fazer este. Não é aceitável e tem que ser corrigida, literalmente era mandar abaixo e refazer a lógica de grelha da RTP2. E já agora correr com a Teresa Paixão, que está há demasiado tempo no canal.

Se o formato é conteúdos europeus, assuma-se e promovam-se melhor. Não é a primeira nem será a última vez que apanho ótimos programas na RTP2 (feitos pela RTVE, RAI, BBC) que têm ZERO de promoção decente e por isso não são vistos.

A RTP1 precisa de decidir definitivamente o que quer fazer com a grelha, porque copiar as privadas no daytime não é a solução. Se não há dinheiro dos anunciantes para sustentar conteúdos no daytime alguma volta tem que se dar, mas isto assim é demais. A hora de ponta está algo melhor, por exemplo.

A hora prime está um pouco melhor, mas com alguns sinais de desgaste.



A RTP1 teve de encurtar o TJ e deixar de emitir pequenas reportagens 5/6 minutos por queixinhas do falido Balsemão.
José Manuel Portugal deixa de ser Diretor de Informação da RTP por isso e colocam o cinzento Dentinho que rebenta com a RTP Informação/RTP3 e com o o Jornal da Tarde e TJ - informativos competitivos, sendo que o TJ liderava as audiências dos informativos.

O que é que aconteceu a José Manuel Portugal?
Foi afastado e meio escondido na RTP como quadro superior...
E ao seu braço direito (Rosário Salgueiro)?
Foi para o exílio dourado de ser correspondente...primeiro em França,  posteriormente,  no Reino Unido, para que pudesse ser acomodado em França o camarada Rosendo.

O dia em que cair Balsemão e mais uma ave ou outro corresponderá ao dia em que caiu o DDT Salgado.

Façam apenas o exercício de quem está neste momento nos cargos importantes da RTP e façam a retrospectiva das situações em que o serviço público foi prejudicado desde 2002 para cá.

Relembro, no tempo do Relvas, a ERC concedeu em concurso público, a medicação das audiências à GfK, ficando essa em último lugar nesse preciso concurso. O Portugal no Coração, de vencedor nas tardes, taco-a-taco com a Fátima Lopes na TVI, passou a ter momentos em que teve 0% de audiência, tal como outros programas em horários importantes. Esses 0% nunca se verificaram nas privadas generalistas.

Emídio Rangel em 2001 assumiu a RTP e foi afastado por Almerindo Marques por ingerência política, quando a RTP1 estava a morder os calcanhares à TVI em muitos horários, numa altura em que a estação de Queluz de Baixo vivia o apogeu do Big Brother.

Em 2007, Sócrates decide afastar José Rodrigues dos Santos da direcção de informação do canal. A RTP1 estava no 2.º lugar das audiências, muito bem consolidada (daí o ódio ao PS por parte do JRS).

O modelo actual da RTP3 foi adoptado pela reforma na RTPN levada a cabo pelo, na minha opinião, melhor director de televisão em Portugal, Nuno Santos.
Quando, em pleno Relvismo, a RTP Informação se estava a aproximar da SIC Notícias e tinha mais audiências que a TVI24, o Governo do Passos Coelho afastou o Nuno Santos da direcção, arranjando aquele bode expiatório das imagens não concedidas da manifestação.

Infelizmente, há um longo rol de acontecimentos.  .

EDIT

O Telejornal liderou as audiências a partir do momento em que Rangel toma conta da informação da RTP e leva para lá o José Alberto Carvalho. Rangel cai e entra JRS. Há a inauguração da nova sede da RTP e as audiências dos serviços noticiosos mantêm-se. Por causa de Rosa Veloso, JRS cai e entra para a Direção de Informação Marinho/Carvalho/Judite. O TJ está agora taco a taco com o Jornal Nacional de Moura Guedes. Com a queda do casal Moniz/Moura Guedes, o TJ (o TJ tinha uma hora e quinze/vinte minutos, mesmo no tempo de José Manuel Portugal) lidera tranquilamente as audiências à noite.
Em 2011, com a queda de Sócrates, Carvalho e Judite rumam à tvi, deixando a direcção de informação da RTP. A RTP reage  contrata outra vez Nuno Santos e faz regressar Vítor Gonçalves dos EUA. Apesar da total instabilidade provocada pelo sinistro Relvas, a RTP segura o segundo lugar dos informativos, graças ao trabalho da dupla Santos/Gonçalves.
Instabilidade total na RTP a dupla continua a manter o segundo lugar dos informativos. Manifestações. Tudo a merecer cobertura por parte da RTP. Há a manifestação das polícias e certas filmagens da manifestação...editadas/não editadas/saem não saem...jogadas obscuras e queda de Nuno Santos...
A administração escolhe o inefável Paulo Ferreira que corta o TJ para 60 minutos e introduz 15 minutos de debate desses 60 minutos com o famoso 360 . O Ferreira tem queda para o 360...o TJ cai a pique para o terceiro lugar dos informativos.
Ferreira e a Administração ficam em pânico com essa queda e a perda de telespetadores nos espaços de informação. Socorrem-se de Sócrates para comentador. Aquilo vai-se equilibrando até que um dia não é a Cristina Esteves a interlocutora de Sócrates e aparece no TJ de domingo JRS que desmonta Sócrates ex-pm agora no papel de comentador...
Paulo Ferreira cai da DI e entra José Manuel Portugal que revitaliza a informação da RTP, colocando o TJ como primeiro informativo da noite, sem futebol, servindo-se  do Preço Certo.
José Manuel Portugal revitaliza a RTP Informação que recupera face à tvi24, ao ter programas de debate como Auto da Barca do Inferno que tinha como comentadoras residentes Manuela Moura Guedes e Raquel Varela.
A RTP estabiliza e Alberto da Ponte recupera a Liga dos Campeões. Os interesses subterrâneos movimentam-se junto de Poiares Maduro que demite a administração da RTP por causa da compra da Liga dos Campeões. CGI para cá CGI para lá é parida a dupla Gonçalo Reis/Nuno Artur Silva (um assalariado de Balsemão a mandar na RTP).

Curiosidades...

Assalariados de Balsemão a mandarem na RTP...

Nuno Artur Silva
Nicolau Santos
António José Teixeira (este quando estava na SIC defendia o fecho/privatização da RTP e dizia à boca cheia que a RTP Informação (agora rtp3) não fazia sentido existir. Ironia das ironias a rtp3 entra em coma, sendo António José Teixeira Diretor de Informação da RTP.


Já não vim a tempo u

Não foi Sócrates que demite José Rodrigues dos Santos.
É José Rodrigues dos Santos que se demite no tempo de Santana Lopes por causa de Rosa Veloso. JRS não concorda que Rosa Veloso seja a escolhida para correspondente da RTP em Madrid, pois houve jornalistas mais bem classificados do que ela. Há ingerência do poder político (PSL)  junto da administração para que seja efetivamente Rosa Veloso.

Tem toda a razão.
Em 2007, o JRS foi alvo sim, de um processo disciplinar, por ter dado uma entrevista ao Público, chefiado pelo José Manuel Fernandes, sobre essa situação.

https://www.publico.pt/2007/11/13/portugal/noticia/rtp-quer-despedir-jose-rodrigues-dos-santos-por-justa-causa-1310551
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

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Re: Grupo RTP
« Responder #158 em: Junho 19, 2024, 08:41:50 am »
A RTP3 não pode ser igual às concorrentes, só tem de ser mais apelativa e saber trabalhar mais os públicos. Não quero sensacionalismo no canal público e não vale tudo para as audiências. Este modelo é que está largamente igual desde 2011...

Quanto à RTP2, neste momento não é nada. Passa conteúdos infantis durante horas a fio, na minha opinião claramente a mais; depois e antes desses conteúdos não há o mínimo de lógica na estruturação da grelha; falha historicamente a promover programas de forma apelativa desde meados dos anos 2010 e desde a reintegração da 2: na RTP2.

O serviço que podia fazer, regional, não faz, para fazer este. Não é aceitável e tem que ser corrigida, literalmente era mandar abaixo e refazer a lógica de grelha da RTP2. E já agora correr com a Teresa Paixão, que está há demasiado tempo no canal.

Se o formato é conteúdos europeus, assuma-se e promovam-se melhor. Não é a primeira nem será a última vez que apanho ótimos programas na RTP2 (feitos pela RTVE, RAI, BBC) que têm ZERO de promoção decente e por isso não são vistos.

A RTP1 precisa de decidir definitivamente o que quer fazer com a grelha, porque copiar as privadas no daytime não é a solução. Se não há dinheiro dos anunciantes para sustentar conteúdos no daytime alguma volta tem que se dar, mas isto assim é demais. A hora de ponta está algo melhor, por exemplo.

A hora prime está um pouco melhor, mas com alguns sinais de desgaste.



A RTP1 teve de encurtar o TJ e deixar de emitir pequenas reportagens 5/6 minutos por queixinhas do falido Balsemão.
José Manuel Portugal deixa de ser Diretor de Informação da RTP por isso e colocam o cinzento Dentinho que rebenta com a RTP Informação/RTP3 e com o o Jornal da Tarde e TJ - informativos competitivos, sendo que o TJ liderava as audiências dos informativos.

O que é que aconteceu a José Manuel Portugal?
Foi afastado e meio escondido na RTP como quadro superior...
E ao seu braço direito (Rosário Salgueiro)?
Foi para o exílio dourado de ser correspondente...primeiro em França,  posteriormente,  no Reino Unido, para que pudesse ser acomodado em França o camarada Rosendo.

O dia em que cair Balsemão e mais uma ave ou outro corresponderá ao dia em que caiu o DDT Salgado.

Façam apenas o exercício de quem está neste momento nos cargos importantes da RTP e façam a retrospectiva das situações em que o serviço público foi prejudicado desde 2002 para cá.

Relembro, no tempo do Relvas, a ERC concedeu em concurso público, a medicação das audiências à GfK, ficando essa em último lugar nesse preciso concurso. O Portugal no Coração, de vencedor nas tardes, taco-a-taco com a Fátima Lopes na TVI, passou a ter momentos em que teve 0% de audiência, tal como outros programas em horários importantes. Esses 0% nunca se verificaram nas privadas generalistas.

Emídio Rangel em 2001 assumiu a RTP e foi afastado por Almerindo Marques por ingerência política, quando a RTP1 estava a morder os calcanhares à TVI em muitos horários, numa altura em que a estação de Queluz de Baixo vivia o apogeu do Big Brother.

Em 2007, Sócrates decide afastar José Rodrigues dos Santos da direcção de informação do canal. A RTP1 estava no 2.º lugar das audiências, muito bem consolidada (daí o ódio ao PS por parte do JRS).

O modelo actual da RTP3 foi adoptado pela reforma na RTPN levada a cabo pelo, na minha opinião, melhor director de televisão em Portugal, Nuno Santos.
Quando, em pleno Relvismo, a RTP Informação se estava a aproximar da SIC Notícias e tinha mais audiências que a TVI24, o Governo do Passos Coelho afastou o Nuno Santos da direcção, arranjando aquele bode expiatório das imagens não concedidas da manifestação.

Infelizmente, há um longo rol de acontecimentos.  .

EDIT

O Telejornal liderou as audiências a partir do momento em que Rangel toma conta da informação da RTP e leva para lá o José Alberto Carvalho. Rangel cai e entra JRS. Há a inauguração da nova sede da RTP e as audiências dos serviços noticiosos mantêm-se. Por causa de Rosa Veloso, JRS cai e entra para a Direção de Informação Marinho/Carvalho/Judite. O TJ está agora taco a taco com o Jornal Nacional de Moura Guedes. Com a queda do casal Moniz/Moura Guedes, o TJ (o TJ tinha uma hora e quinze/vinte minutos, mesmo no tempo de José Manuel Portugal) lidera tranquilamente as audiências à noite.
Em 2011, com a queda de Sócrates, Carvalho e Judite rumam à tvi, deixando a direcção de informação da RTP. A RTP reage  contrata outra vez Nuno Santos e faz regressar Vítor Gonçalves dos EUA. Apesar da total instabilidade provocada pelo sinistro Relvas, a RTP segura o segundo lugar dos informativos, graças ao trabalho da dupla Santos/Gonçalves.
Instabilidade total na RTP a dupla continua a manter o segundo lugar dos informativos. Manifestações. Tudo a merecer cobertura por parte da RTP. Há a manifestação das polícias e certas filmagens da manifestação...editadas/não editadas/saem não saem...jogadas obscuras e queda de Nuno Santos...
A administração escolhe o inefável Paulo Ferreira que corta o TJ para 60 minutos e introduz 15 minutos de debate desses 60 minutos com o famoso 360 . O Ferreira tem queda para o 360...o TJ cai a pique para o terceiro lugar dos informativos.
Ferreira e a Administração ficam em pânico com essa queda e a perda de telespetadores nos espaços de informação. Socorrem-se de Sócrates para comentador. Aquilo vai-se equilibrando até que um dia não é a Cristina Esteves a interlocutora de Sócrates e aparece no TJ de domingo JRS que desmonta Sócrates ex-pm agora no papel de comentador...
Paulo Ferreira cai da DI e entra José Manuel Portugal que revitaliza a informação da RTP, colocando o TJ como primeiro informativo da noite, sem futebol, servindo-se  do Preço Certo.
José Manuel Portugal revitaliza a RTP Informação que recupera face à tvi24, ao ter programas de debate como Auto da Barca do Inferno que tinha como comentadoras residentes Manuela Moura Guedes e Raquel Varela.
A RTP estabiliza e Alberto da Ponte recupera a Liga dos Campeões. Os interesses subterrâneos movimentam-se junto de Poiares Maduro que demite a administração da RTP por causa da compra da Liga dos Campeões. CGI para cá CGI para lá é parida a dupla Gonçalo Reis/Nuno Artur Silva (um assalariado de Balsemão a mandar na RTP).

Curiosidades...

Assalariados de Balsemão a mandarem na RTP...

Nuno Artur Silva
Nicolau Santos
António José Teixeira (este quando estava na SIC defendia o fecho/privatização da RTP e dizia à boca cheia que a RTP Informação (agora rtp3) não fazia sentido existir. Ironia das ironias a rtp3 entra em coma, sendo António José Teixeira Diretor de Informação da RTP.


Já não vim a tempo u

Não foi Sócrates que demite José Rodrigues dos Santos.
É José Rodrigues dos Santos que se demite no tempo de Santana Lopes por causa de Rosa Veloso. JRS não concorda que Rosa Veloso seja a escolhida para correspondente da RTP em Madrid, pois houve jornalistas mais bem classificados do que ela. Há ingerência do poder político (PSL)  junto da administração para que seja efetivamente Rosa Veloso.

Tem toda a razão.
Em 2007, o JRS foi alvo sim, de um processo disciplinar, por ter dado uma entrevista ao Público, chefiado pelo José Manuel Fernandes, sobre essa situação.

https://www.publico.pt/2007/11/13/portugal/noticia/rtp-quer-despedir-jose-rodrigues-dos-santos-por-justa-causa-1310551


Tem havido muito pirata a delapidar a RTP.

Fico pelo termo pirata para não dizer mais.

E quando a RTP fornece tudo e mais alguma coisa para a Sportv nascer e vingar?

A decisão estúpida e lesiva para os interesses do grupo RTP e dos contribuintes para não haver Rádio Euro não pode ficar no esquecimento.  O responsável ou responsáveis têm de prestar contas.

Já agora ICS/ISCTE/GFK/Metris são estas empresas/instituições que fazem as sondagens para a SIC e Expresso...

AG

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Re: Grupo RTP
« Responder #159 em: Junho 19, 2024, 11:38:01 am »

Emídio Rangel em 2001 assumiu a RTP e foi afastado por Almerindo Marques por ingerência política, quando a RTP1 estava a morder os calcanhares à TVI em muitos horários, numa altura em que a estação de Queluz de Baixo vivia o apogeu do Big Brother.

Em 2007, Sócrates decide afastar José Rodrigues dos Santos da direcção de informação do canal. A RTP1 estava no 2.º lugar das audiências, muito bem consolidada (daí o ódio ao PS por parte do JRS).

O modelo actual da RTP3 foi adoptado pela reforma na RTPN levada a cabo pelo, na minha opinião, melhor director de televisão em Portugal, Nuno Santos.
Quando, em pleno Relvismo, a RTP Informação se estava a aproximar da SIC Notícias e tinha mais audiências que a TVI24, o Governo do Passos Coelho afastou o Nuno Santos da direcção, arranjando aquele bode expiatório das imagens não concedidas da manifestação.
Em 2002, tal como no período anterior a Emídio Rangel na direcção do canal, a RTP1 estava longíssima da TVI e da SIC, excepto nas manhãs e início de tardes. Nesse ano subiu ligeiramente de audiências.
Rangel foi afastado porque ganhava um salário proibitivo e por ter posto o canal numa cruzada desesperada anti-governo (a fazer lembrar o que fez a Balsemão no ano anterior na SIC), quando este tomou posse.

A questão do JRS já foi esclarecida pelo Atento. Foi no governo de Santana Lopes.

Julgo que a RTP Informação estava atrás da TVI24 na altura em que o Nuno Santos foi afastado no final do ano de 2012, mas de qualquer forma o afastamento não fez sentido. A informação da RTP precisava de estabilidade pois tinham sido três figuras muito importantes (JAC e Judite Sousa), e isso só desestabilizou. Acho mesmo que só em 2015 é que se notou uma melhoria na informação do canal com a entrada de Paulo Dentinho, que ao contrário da opinião do Atento, fez um bom trabalho na minha opinião.

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Re: Grupo RTP
« Responder #161 em: Junho 19, 2024, 04:47:23 pm »

Emídio Rangel em 2001 assumiu a RTP e foi afastado por Almerindo Marques por ingerência política, quando a RTP1 estava a morder os calcanhares à TVI em muitos horários, numa altura em que a estação de Queluz de Baixo vivia o apogeu do Big Brother.

Em 2007, Sócrates decide afastar José Rodrigues dos Santos da direcção de informação do canal. A RTP1 estava no 2.º lugar das audiências, muito bem consolidada (daí o ódio ao PS por parte do JRS).

O modelo actual da RTP3 foi adoptado pela reforma na RTPN levada a cabo pelo, na minha opinião, melhor director de televisão em Portugal, Nuno Santos.
Quando, em pleno Relvismo, a RTP Informação se estava a aproximar da SIC Notícias e tinha mais audiências que a TVI24, o Governo do Passos Coelho afastou o Nuno Santos da direcção, arranjando aquele bode expiatório das imagens não concedidas da manifestação.
Em 2002, tal como no período anterior a Emídio Rangel na direcção do canal, a RTP1 estava longíssima da TVI e da SIC, excepto nas manhãs e início de tardes. Nesse ano subiu ligeiramente de audiências.
Rangel foi afastado porque ganhava um salário proibitivo e por ter posto o canal numa cruzada desesperada anti-governo (a fazer lembrar o que fez a Balsemão no ano anterior na SIC), quando este tomou posse.

A questão do JRS já foi esclarecida pelo Atento. Foi no governo de Santana Lopes.

Julgo que a RTP Informação estava atrás da TVI24 na altura em que o Nuno Santos foi afastado no final do ano de 2012, mas de qualquer forma o afastamento não fez sentido. A informação da RTP precisava de estabilidade pois tinham sido três figuras muito importantes (JAC e Judite Sousa), e isso só desestabilizou. Acho mesmo que só em 2015 é que se notou uma melhoria na informação do canal com a entrada de Paulo Dentinho, que ao contrário da opinião do Atento, fez um bom trabalho na minha opinião.

Sobre o Emídio Rangel na RTP, creio que o «principal mal dele» foi ter sido uma escolha socialista, numa altura em que Portugal alegadamente «estava de tanga», além de acarretar o facto de, claramente, este ter um pendor político mais próximo do PS.
Agora, quer a nível gráfico, quer a nível de organização de grelha, o pouco tempo que teve na RTP foi uma autêntica pedrada no charco. A RTP, segundo leio, estava num estado calamitoso, não só em audiências, como em contas.
Exemplos como o Bom Dia Portugal, o qual foi uma marca que ele soube resgatar dos idos anos 80, tendo inovações que, à época, estavam em linha com o que melhor se fazia na Europa.
Era um espaço muito mais completo (e caro, é certo) que o actual.
Além disso, foi o primeiro jornal matutino no pós-início das privadas em Portugal. Também chegou com nomes de peso da ainda líder SIC (apesar desta estar a perder o fôlego com o início do Big Brother em Setembro de 2000).
O Preço Certo em Euros às 19h00 é outra marca do Rangel, na altura, apresentado pelo Jorge Gabriel, ganhando a importância que tem quando este migrou para a Praça da Alegria, substituindo o Manuel Luís Goucha, dando lugar ao Fernando Mendes... até hoje!
As privadas foram atrás, como o Atento referiu.
Com essa leva, veio também algo do «pior» que as televisões privadas faziam e aí foi um pecado mortal. Programas como o Gregos & Troianos não se podia coadunar com um serviço público.
Além de que já se notava que era necessário mais que telenovelas enlatadas da América Latina nas tardes e isso Rangel não conseguiu cortar.

Ainda me lembro disto passar nas tardes da RTP1, numa bela dobragem em português do Brasil, antes da repetição dos Riscos e dos desenhos animados. xD

https://www.youtube.com/watch?v=OrPlZDlD7mA&list=PLa5DLqsgytIY56wnpMqydgTMCF-3AjPaP&index=2

Era criança, mas lembro-me bem melhor da programação da televisão que da rádio nessa era.


Sobre o JRS, sim, foi lapso meu. Sabia que tinha havido uma celeuma no tempo do Sócrates a qual foi alvo da sátira dos Gato Fedorento, mas pensava que tinha sido nessa altura em que ele saiu da direcção de informação.


Sobre a RTP Informação, é difícil arranjar dados esquematizados das audiências no cabo, mas consegui arranjar isto.
https://www.atelevisao.com/geral/audiencias-de-6a-feira-02-03-2012/

A SIC Notícias era rainha e senhora, o canal mais visto no cabo, tendo quase o dobro da concorrência na informação. Mas a RTP Informação estava à frente da TVI24 que, com a quebra da estação pública mencionada pelo Atento, é que conseguiu chegar ao 2.º lugar nos canais de informação (não conto a CMTV nesses cálculos). Por fim, esta só conseguiu ser líder constante já como CNN Portugal, trono que duvido muito que o NewsNow ou a SIC Notícias consiga ocupar tão depressa.
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

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Re: Grupo RTP
« Responder #162 em: Junho 19, 2024, 05:20:18 pm »

Emídio Rangel em 2001 assumiu a RTP e foi afastado por Almerindo Marques por ingerência política, quando a RTP1 estava a morder os calcanhares à TVI em muitos horários, numa altura em que a estação de Queluz de Baixo vivia o apogeu do Big Brother.

Em 2007, Sócrates decide afastar José Rodrigues dos Santos da direcção de informação do canal. A RTP1 estava no 2.º lugar das audiências, muito bem consolidada (daí o ódio ao PS por parte do JRS).

O modelo actual da RTP3 foi adoptado pela reforma na RTPN levada a cabo pelo, na minha opinião, melhor director de televisão em Portugal, Nuno Santos.
Quando, em pleno Relvismo, a RTP Informação se estava a aproximar da SIC Notícias e tinha mais audiências que a TVI24, o Governo do Passos Coelho afastou o Nuno Santos da direcção, arranjando aquele bode expiatório das imagens não concedidas da manifestação.
Em 2002, tal como no período anterior a Emídio Rangel na direcção do canal, a RTP1 estava longíssima da TVI e da SIC, excepto nas manhãs e início de tardes. Nesse ano subiu ligeiramente de audiências.
Rangel foi afastado porque ganhava um salário proibitivo e por ter posto o canal numa cruzada desesperada anti-governo (a fazer lembrar o que fez a Balsemão no ano anterior na SIC), quando este tomou posse.

A questão do JRS já foi esclarecida pelo Atento. Foi no governo de Santana Lopes.

Julgo que a RTP Informação estava atrás da TVI24 na altura em que o Nuno Santos foi afastado no final do ano de 2012, mas de qualquer forma o afastamento não fez sentido. A informação da RTP precisava de estabilidade pois tinham sido três figuras muito importantes (JAC e Judite Sousa), e isso só desestabilizou. Acho mesmo que só em 2015 é que se notou uma melhoria na informação do canal com a entrada de Paulo Dentinho, que ao contrário da opinião do Atento, fez um bom trabalho na minha opinião.

Sobre o Emídio Rangel na RTP, creio que o «principal mal dele» foi ter sido uma escolha socialista, numa altura em que Portugal alegadamente «estava de tanga», além de acarretar o facto de, claramente, este ter um pendor político mais próximo do PS.
Agora, quer a nível gráfico, quer a nível de organização de grelha, o pouco tempo que teve na RTP foi uma autêntica pedrada no charco. A RTP, segundo leio, estava num estado calamitoso, não só em audiências, como em contas.
Exemplos como o Bom Dia Portugal, o qual foi uma marca que ele soube resgatar dos idos anos 80, tendo inovações que, à época, estavam em linha com o que melhor se fazia na Europa.
Era um espaço muito mais completo (e caro, é certo) que o actual.
Além disso, foi o primeiro jornal matutino no pós-início das privadas em Portugal. Também chegou com nomes de peso da ainda líder SIC (apesar desta estar a perder o fôlego com o início do Big Brother em Setembro de 2000).
O Preço Certo em Euros às 19h00 é outra marca do Rangel, na altura, apresentado pelo Jorge Gabriel, ganhando a importância que tem quando este migrou para a Praça da Alegria, substituindo o Manuel Luís Goucha, dando lugar ao Fernando Mendes... até hoje!
As privadas foram atrás, como o Atento referiu.
Com essa leva, veio também algo do «pior» que as televisões privadas faziam e aí foi um pecado mortal. Programas como o Gregos & Troianos não se podia coadunar com um serviço público.
Além de que já se notava que era necessário mais que telenovelas enlatadas da América Latina nas tardes e isso Rangel não conseguiu cortar.

Ainda me lembro disto passar nas tardes da RTP1, numa bela dobragem em português do Brasil, antes da repetição dos Riscos e dos desenhos animados. xD

https://www.youtube.com/watch?v=OrPlZDlD7mA&list=PLa5DLqsgytIY56wnpMqydgTMCF-3AjPaP&index=2

Era criança, mas lembro-me bem melhor da programação da televisão que da rádio nessa era.


Sobre o JRS, sim, foi lapso meu. Sabia que tinha havido uma celeuma no tempo do Sócrates a qual foi alvo da sátira dos Gato Fedorento, mas pensava que tinha sido nessa altura em que ele saiu da direcção de informação.


Sobre a RTP Informação, é difícil arranjar dados esquematizados das audiências no cabo, mas consegui arranjar isto.
https://www.atelevisao.com/geral/audiencias-de-6a-feira-02-03-2012/

A SIC Notícias era rainha e senhora, o canal mais visto no cabo, tendo quase o dobro da concorrência na informação. Mas a RTP Informação estava à frente da TVI24 que, com a quebra da estação pública mencionada pelo Atento, é que conseguiu chegar ao 2.º lugar nos canais de informação (não conto a CMTV nesses cálculos). Por fim, esta só conseguiu ser líder constante já como CNN Portugal, trono que duvido muito que o NewsNow ou a SIC Notícias consiga ocupar tão depressa.
Quando tiver mais tempo vou ver se obtenho mais dados da RTP Informação em 2012 para tirar isso a limpo.

Quanto à passagem do Emídio Rangel pela RTP até concordo contigo. De facto a renovação gráfica efectuada nos dois canais principais e também na informação foi uma boa pedrada no charco que os seus sucessores souberam manter até à mudança de sede da empresa em 2004.

Bom Dia Portugal foi uma aposta mais que justificada, mau grado alguns exageros (caros) como a utilização de helicópteros para o trânsito e uns 3 ou 4 pivots. Claro que isso teria mais cedo ou mais tarde que ser cortado porque a situação financeira da empresa - e aqui por grande responsabilidade do governo de Guterres - era calamitosa.

O Preço Certo Em Euros também foi uma boa aposta (assim como o concurso Elo Mais Fraco); ao contrário de outras apostas e que fugiam muito do que devia ser um serviço público (Gregos e Troianos, Fábrica de Anedotas). Apesar de tudo, a RTP1 estava num rumo mais ou menos certo como o futuro o iria demonstrar. Bastava reequilibrar o canal com uma maior aposta na informação e recuperar alguma sobriedade na restante grelha, o que foi feito com a dupla Luís Andrade e Nuno Santos na direção. Os resultados apareceram logo, de uns 20/21% em 2002 a RTP passado um ano está nos 23/24% share diário.

Quanto às novelas latinas, Rangel precisamente - e bem - acabou com a sua transmissão nas tardes da RTP1. Tanto assim que quando ele saiu, a novela Carita de Anjo que tinha sido interrompida por sua ordem, teve de voltar a ser transmitida para que a RTP cumprisse o contrato.
« Última modificação: Junho 19, 2024, 05:24:49 pm por AG »

Atento

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Re: Grupo RTP
« Responder #164 em: Junho 20, 2024, 01:24:29 am »


Ok.

Isso não invalida o estado comatoso do canal de notícias da RTP.

Até o Presidente da RTP admite com todas as letras que tais números são inaceitáveis.

Eu diria que é mais ao menos irrelevante. A TDT representa 150k lares, é relativamente curto. Na análise do bife do lombo, perdeu. Se os demais tivessem acesso à TDT, o resultado seria diferente?

Quanto à passagem do Emídio Rangel pela RTP até concordo contigo. De facto a renovação gráfica efectuada nos dois canais principais e também na informação foi uma boa pedrada no charco que os seus sucessores souberam manter até à mudança de sede da empresa em 2004.

Bom Dia Portugal foi uma aposta mais que justificada, mau grado alguns exageros (caros) como a utilização de helicópteros para o trânsito e uns 3 ou 4 pivots. Claro que isso teria mais cedo ou mais tarde que ser cortado porque a situação financeira da empresa - e aqui por grande responsabilidade do governo de Guterres - era calamitosa.

O Preço Certo Em Euros também foi uma boa aposta (assim como o concurso Elo Mais Fraco); ao contrário de outras apostas e que fugiam muito do que devia ser um serviço público (Gregos e Troianos, Fábrica de Anedotas). Apesar de tudo, a RTP1 estava num rumo mais ou menos certo como o futuro o iria demonstrar. Bastava reequilibrar o canal com uma maior aposta na informação e recuperar alguma sobriedade na restante grelha, o que foi feito com a dupla Luís Andrade e Nuno Santos na direção. Os resultados apareceram logo, de uns 20/21% em 2002 a RTP passado um ano está nos 23/24% share diário.

Quanto às novelas latinas, Rangel precisamente - e bem - acabou com a sua transmissão nas tardes da RTP1. Tanto assim que quando ele saiu, a novela Carita de Anjo que tinha sido interrompida por sua ordem, teve de voltar a ser transmitida para que a RTP cumprisse o contrato.

Eu já não vejo TV portuguesa generalista há muitos anos, com exceção de um ou outro programa, mas, por essa altura, 2002/2003, nos tempos do governo Durão Barroso, comecei a despertar para dois gostos que mantenho até hoje: a política e o jornalismo. Foi nessa fase que pensei mesmo a sério em seguir a última profissão, tendo desistido dessa ideia quando, em 2006, tive de decidir que área seguir no secundário, e joguei por um futuro que não me levasse ao desemprego. Rasgo de luz! Devo, contudo, admitir que esse fascínio pela comunicação em muito se deveu ao formato de jornais que o Rangel implementou na RTP. Para mim, até hoje, devem ter sido dos melhores que passaram pela TV portuguesa, nomeadamente o Bom Dia Portugal. Lembro-me de chegar da escola e ver a repetição do Jornal da Tarde na RTP2, que era dobrada em língua gestual portuguesa, algures pelas 15H, uma pedrada no charco da inclusão, na época.

É engraçado porque dos poucos vídeos que há o YT com este genérico, me lembro perfeitamente de ter visto este jornal em direto, e do espanto com a decisão da demolição do Cidade do Porto, onde ia muitas vezes com a minha mãe. Recordo-me também por um pormenor, há uma falha na entrada no genérico e recomeça. Eu vi isto em direto às 13h, e depois, na repetição na RTP2, que nem sempre dava o teaser, pus a gravar no VHS, porque me permitia "brincar" às intros. Tempos em que achava que ia ser pivot, com a minha voz de cana rachada...  ;D ;D

https://www.youtube.com/watch?v=OhJxKGCQjYk

Aqui há uns anos, talvez já na pandemia, fiquei super surpreendido de ter encontrado este mesmo jornal no Youtube, entre centenas que houveram com esta intro. Coincidências da vida! Ainda por cima, com os míticos anúncios do Pingo Doce, que me lembram sempre a minha avó.

Eu e o meu VHS, com a rebobinadora que tocava a Fur Elise, a banda sonora dos anúncios da Charles que passavam nos topos de hora da TSF... acho que foi muito graças a eles que durante boa parte da minha adolescência a primeira posição do meu rádio era 92.5 MHz Antena 2, nos tempos em que ela era bem melhor do que o que é hoje.

Esse gregos e troianos, curiosamente não me lembro dele, mas a lista de episódios é hilária:
https://www.rtp.pt/programa/episodios/tv/p13041
Alguns deles, hoje, fariam rolar cabeças.

Quanto às novelas, só me lembro de uma, que via no ano em que só entrava às 14:45. Já não me lembrava do nome (Prova de Amor) só de uma frase, "Daniel Avelar, foragido da justiça". O episódio devia ser de 30 minutos, porque conseguia ver todo. Penso que foi a primeira a deixar de ser transmitida quando o Regiões passou para o horário das 18H:
https://www.youtube.com/watch?v=U_dYOwMLwfw

« Última modificação: Junho 20, 2024, 01:31:17 am por pdnf »
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.