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Rádio Nostalgia (1999)

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AG:
Falando do Montez, saudades da Rádio Comercial Rock (que ele ergueu do nada, quer em termos de programação, quer mesmo nos emissores) e da Nostalgia "versão 1", no início deste século.

joao_s:

--- Citação de: AG em Agosto 18, 2016, 11:18:09 pm ---Falando do Montez, saudades da Rádio Comercial Rock (que ele ergueu do nada, quer em termos de programação, quer mesmo nos emissores) e da Nostalgia "versão 1", no início deste século.

--- Fim de Citação ---

Quem ler o seu texto e não ouviu a primeira versão da “Nostalgia”, RDS <NSTALGIA>, pode ficar com a ideia que havia locução nas emissões. Isso não foi assim numa primeira fase, as emissões eram automatizadas a 100%. Portanto, a rádio era de baixíssimo custo ao nível dos recursos humanos, limitados a técnicos que faziam a gestão dos sistemas informáticos e aquele(s) que escolhiam os temas que iam para o ar. Esta rádio foi notícia no jornal semanário “Expresso” por ser a primeira com emissões totalmente automatizadas em Portugal. Na era Montez, foi feita uma intervenção ao nível dos emissores da rede regional sul, com destaque para 96.4 Montejunto, que de um som “baço” e cobertura algo deficitária, passou a um som com qualidade Excelente e cobertura otimizada (hoje, 96.4 apresenta um som que se degradou relativamente a essa época. A gama média-alta e agudos perderam definição), e foi adicionado o novo emissor de Portalegre, 106.7. Fora do âmbito da rede regional sul, foram encetadas parcerias para retransmissão de sinal , como por exemplo em Aveiro, 94.4, a partir do ano 2000. A rádio “Nostalgia” dedicava-se à difusão de música popular das décadas de 50, 60, 70 e alguma coisa, pouca, da década de 80. Chegou a pontos de soar a produto esgotado e repetitivo, altura em que foi descontinuado para dar lugar ao “Rádio Clube Português”, RDS <R CLUB P>. Como não era feito o enquadramento dos temas, o ouvinte, muitas vezes, deduzia que determinada música era característica dos anos 60, e não era. Era da década de 50. A “Nostalgia” teve o mérito de reabilitar a memória coletiva, tendo atingido performances interessantes de audiência por esse fator. A “Nostalgia” deu destaque aos clássicos (oldies), de um dos períodos mais criativos da música contemporânea.
Alguns autores, compositores e músicos também são “estrelas de cartaz” na “Smooth”, são comuns, sendo esta última mais seleta nas escolhas musicais. Por exemplo, a “Nostalgia” de então, passou com relativa frequência versões das músicas de Glenn Miller, agora recuperadas pela “Smooth”. Finalmente consegui chegar ao CD que ando à procura há mais duas décadas, The Glenn Miller Orchestra In the Digital Mood:
https://www.youtube.com/watch?v=4Wodyh-UFHw
(Também é um género musical que aprecio - orquestra. Sou do tempo das discotecas e dos bailes com conjuntos a tocar ao vivo, que divertiam/divertem bastante. Este CD não está a venda em Portugal, pelo que terei de encomendar num site internacional de comércio eletrónico)

AG:
Não sabia que o emissor de Portalegre da Nostalgia não estava em funcionamento. A situação no ex-grupo Presslivre estava mesmo má. Se no caso da RC era um parque de emissores antigo, ainda do tempo do RCP "original", no caso da Rede Sul estamos a falar de uma rede atribuída em 1990, apenas 7 anos antes da venda.

De resto, eu tinha falado em "Nostalgia do início deste século" justamente por ter conhecimento dessa Nostalgia automatizada, que tinha surgido em 1993. Julgo que por volta de 98 ou 99 passou a ter locução, com António Macedo e Aurélio Gomes, por exemplo. Pelo menos eram eles que estavam na Nostalgia quando a passei a ouvir em Aveiro a meio no ano 2000. Também lá estava o Pedro Mourinho, que fazia programas temáticos, como um em que ele recorria a sons da BBC com os destaques noticiosos de um ano em específico.

joao_s:
Caro “AG”, a “Nostalgia” foi para o ar em 1993? Eventualmente nalgum pequeno emissor (pode confirmar isso?), porque na Rede Regional Sul foi lançada em 1996, quanto muito, 1997. Antes disso não havia. Aliás antes da “Nostalgia”, a Rede Regional Sul emitia uma rádio de… fado. Numa primeira fase, as emissões foram para o ar com recurso a automação 24 horas/dia, por vezes com brancas, provavelmente quando os sistemas bloqueavam, outras vezes com os sinais horários desfasados da horal real, por exemplo, o sinal horário das 23 horas surgir às 21 horas e 15 minutos. Numa fase posterior, finais de 1997, talvez, havia um locutor no horário noturno que não me lembro do nome. A julgar pelo timbre da voz, já com larga experiência. Posto isto, começaram a surgir nomes como os de António Macedo, Aurélio Gomes, etc. O António Macedo chegou a fazer uma emissão do seu programa matutino em direto a partir de Aveiro, já os 94.4 emitiam a estação. O programa conduzido pelo jornalista Pedro Mourinho (jornalista da SIC) chamava-se “BBC passagem para o milénio”, foi para o ar em 2000, 1 vez por semana (com direito a uma repetição). Foi um programa que, em retrospetiva, fez a cronologia dos principais acontecimentos que marcaram a segunda metade do século XX. Cada programa correspondia a 1 ano, tendo começado com o ano de 1950, ou seja, em cada semana eram abordados os factos históricos de um ano, narração acompanhada da música emblemática desse mesmo ano. Na semana seguinte, abordava-se o ano seguinte, e assim sucessivamente até ao ano 2000, ano em que o programa foi para o ar. Foi tão-somente um dos melhores programas de rádio que ouvi até hoje.

Luis Carvalho:
Do que me recordo,  em meados de 1998 a Rádio Comercial e a Nostalgia já operavam nos emissores de Portalegre e do Mendro. Disto tenho a certeza.  Creio que os então 92,3 MHz de Santiago do Cacém também já se encontravam novamente em funcionamento, transmitindo a Comercial - Rádio Rock. Creio que à época, o então emissor de Santiago do Cacém operava a Nostalgia nos 107,1. Naturalmente que, mais tarde, os emissores migraram para Grândola, irradiando a Comercial e a Nostalgia nos actuais 96,8 e 107,5 MHz, respectivamente.

João S:

Antes da Nostalgia, a rede regional sul emitia o então Correio da Manhã Rádio. Não sei,  contudo, como foi (em termos de emissão) a mudança de estação. Porventura, imagino, punham uns CDs de Fado a ocupar o tempo,  durante o processo de transição.

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