Autor Tópico: Antena 2  (Lida 50455 vezes)

Memorias da Radio

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Re: Antena 2
« Responder #90 em: Julho 19, 2021, 10:35:09 pm »
Outro dia ouvia uma gravação da Antena 2 do início da década de 80, e é incrível como 41 anos depois o estilo de locução e apresentação de conteúdos segue exatamente... igual. Sim, igual. Convido-vos a pesquisar e refletir.

Atento

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Re: Antena 2
« Responder #91 em: Julho 19, 2021, 10:46:15 pm »
Outro dia ouvia uma gravação da Antena 2 do início da década de 80, e é incrível como 41 anos depois o estilo de locução e apresentação de conteúdos segue exatamente... igual. Sim, igual. Convido-vos a pesquisar e refletir.


Mas com uma agravante...Já não tem os nomes fortes como tinha nessa altura  - Maria Leonor, Maria Helena de Freitas, Gil Montalverne, Luís de Freitas Branco, João Paes, entre outros...

Curioso que na altura havia mais mulheres na locução do que hoje.

Atualmente não há nenhuma titular...

E por aquilo que ouvi hoje, no programa Vibrato, Mafalda Serrano tem tudo para ser titular, ou pelo menos para substituir o Costa Santos nos apontamentos culturais no programa Baile de Máscaras.


Exemplificando....


https://www.rtp.pt/play/p415/e416846/memoria

https://www.rtp.pt/play/p415/e360396/memoria


A Antena2 (Programa 2 da EN) tinha uma programação de excelência e grandes profissionais antes da Revolução dos Cravos.  Estava ao nível da BBC3 e era muito superior à Rádio Clássica que surgiu mais tarde. Aliás muitos espanhóis, mormente em Madrid, ouviam-na graças aos potententes emissores de Onda Média.

A partir de 1985/87 a Antena2 começa a definhar, coincidindo com a extinção da orquestra da RDP/Emissora Nacional.

Os politiqueiros do PS, PSD, PCP e outros paraquedistas e parasitas tudo fizeram para destruir a EN e o RCP.

E continuam...




« Última modificação: Julho 19, 2021, 11:17:09 pm por Atento »

Hélder Fialho

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Re: Antena 2
« Responder #92 em: Julho 30, 2021, 10:47:31 pm »
Do que tenho lido, ouvido e visto tenho de expressar total concordância com o participante “Atento”. São factos o que refere.

A ‘BBC’, como todos sabemos, é muito estimada pelo povo britânico, está presente no quotidiano dos cidadãos, promove a coesão nacional, e é um porta-estandarte do país para o mundo. Sim, é a imagem do país para o mundo. A importância da ‘BBC’ é vital para o Reino Unido e tem uma fortíssima adesão de toda a população, quase como se fosse da ‘família’.

Na Alemanha também os serviços públicos de radiodifusão têm muita adesão, mas seguem uma lógica diferente dos restantes países europeus. A Alemanha é uma República Federal de regiões (um modelo que faz lembrar os Estados Unidos) e são as estações regionais públicas que têm uma fortíssima fidelização do público, mesmo superior às estações nacionais (quer públicas, quer privadas). Talvez o participante Rui Cleto possa esclarecer se é assim, uma vez que conhece a realidade concreta.

Por exemplo, se analisarmos o meio televisivo da Alemanha, a estação nacional ‘ARD1’ resulta da colaboração e sinergias de todas as estações regionais, que em conjunto produzem um canal para todo o país. Já o operador público ‘ZDF’ foi criado de raiz como operador nacional e tem, também, as importantes finalidades de criar sinergias com os operadores públicos dos países vizinhos (coproduções, etc.) e de exportar a cultura alemã para o mundo (um pouco à semelhança da ‘BBC’).

No meio da radiodifusão, o mercado está com um dinamismo brutal. Há rádios para todos os gostos e feitios. Vejam aqui a gigantesca oferta de estações de rádio na Alemanha em DAB+ (em outubro de 2020 foi lançado um segundo multiplexador nacional em DAB+ para mais 16 estações de rádio privadas).

Termino, com o seguinte acontecimento que decorreu em França na década de 70.
Na década de 60, o governo francês propôs-se a fazer que canais de televisão e de rádio produzidos pelo operador público ‘RTF’ (Radiodiffusion-Télévision Française) figurassem entre os melhores do mundo (seguramente, também com o intuito de exportar a cultura e hábitos franceses). Construiu um edifício moderno, gigantesco, em forma circular no centro de Paris, próximo da Torre Eiffel, equipado com a mais recente tecnologia e composto com um número grande de estúdios, alguns com áreas assinaláveis (hoje, convertidos em salas de espetáculos de Paris).
Todos nos recordamos que na década de 70 a cultura francesa estava bem presente quer na rádio, quer na televisão, em Portugal (e, provavelmente, em muitos outros países).
Na década de 70, o governo de então, comete aquilo que os analistas franceses designam como um grande e irreversível erro, o maior no panorama audiovisual do país. Acabaram com a marca ‘RTF’ e privatizaram o primeiro canal da televisão pública francesa, que passou a chamar-se ‘TF1’, mantendo os restantes dois canais de TV na esfera pública, assim como canais de rádio. Resultado: na década de 80 a projeção da cultura francesa pelo mundo (ocidental, pelo menos) praticamente desapareceu, deixou-se de ouvir música francesa nas rádios, por exemplo, e a dinâmica cultural interna baixou significativamente. Deram um tiro no pé.

Concluindo, o que fazem os serviços públicos por essa Europa fora?

Fidelizam e captam público, criam dinâmicas culturais, sociais internas, exportam a cultura e hábitos do país (a imagem do país), filtram e trazem para o público nacional o que de melhor se faz no mundo ocidental, inovam, definem patamares de qualidade que são referência, criam identidade e ligação dos cidadãos com o seu país. Nenhum operador privado que dá primazia ao lucro se preocupa com estes objetivos, pelo menos desta forma.


Exactamente. Sei perfeitamente do que está a falar, sobretudo o caso da BBC, que é o que conheço melhor. Eu também defendo que devia ser assim no nosso serviço público de rádio mas, infelizmente, não é. Construir uma relação e uma ligação duradouras entre a rádio e o público é algo que necessariamente leva tempo, é demorado, tal como uma relação amorosa. Não são coisas que se fazem num horizonte de quatro anos nem de oito, que é o tempo de um e de dois mandatos. É preciso muito mais tempo e tem de haver coerência nessa construção. Mas isso ultrapassa os timings políticos. Nada do que refere, e bem, existe na Antena 2 porque, a meu ver, não tem havido interesse nem vontade da parte dos sucessivos governos e dos ministros da Cultura, que são quem detém também a pasta da Comunicação Social, e tem sido assim independentemente do partido no Poder. Não há uma política para a rádio, da mesma forma que não há uma política cultural. Creio que há também uma questão cultural muito portuguesa que também contribui muito. Nós, colectivamente, valorizamos pouco aquilo que é nosso. É verdade que, ao nível musical, o que é feito cá é quase tudo mau (na minha opinião, claro) mas isso tem a ver com outras coisas. Retomando a minha linha de pensamento: 48 anos de ditadura deixam marcas muito fortes e muitas delas ainda não desapareceram em vários aspectos da nossa vida colectiva e neste aspecto também. O País passou 48 anos a ser-lhe incutida diariamente por um regime ditatorial uma ideia errada e ilusória de que era o maior (o famoso mapa "Portugal é um País grande" é um exemplo disso), que tudo o que era português era bom e estava proibido de ter acesso ao que se passava no estrangeiro. Quando tudo isso acabou, o País viu-se subitamente "nu" e pequenino (como sempre foi, geograficamente) que ficou tudo um bocado farto do que era nosso. Havia uma "fome" muito grande de ver e saber o que se passava lá fora e o que se passa lá fora passou a poder vir para cá também. Gradualmente passou-se a valorizar muito mais o que é estrangeiro. Os britânicos foram bombardeados pelos Nazis e sofreram imenso durante a Blitz com os bombardeamentos e o racionamento de comida mas, felizmente, nunca chegaram a ficar sob domínio Nazi. A única ditadura que tiveram na sua História foi no séc. XVII e só durou 10 anos. Não deixou quaisquer marcas. Para além disso, os momentos de dificuldades e de privações são momentos em que as pessoas se unem (ou uniam...) mais em torno dos meios de comunicação e a BBC rádio foi fundamental na promoção da união de todo o País face à ameaça Nazi. Todo o período da II Guerra Mundial foi ainda muitíssimo marcado pela rádio enquanto meio de comunicação principal. Quando a II Guerra começou, a BBC One ainda era muito recente. Só tinha 3 anos de vida. Penso que esse terá sido mesmo efectivamente o ano 1 da BBC enquanto instituição britânica, que depois foi consolidada nos anos seguintes. E há que ver também que o nível de instrução e o nível cultural dos britânicos é imensamente superior ao nosso. Não é de espantar que a Radio 3 tenha muito mais audiência do que a nossa Antena 2. Mas isso não é necessariamente devido à BBC. É uma consequência, muito mais do que uma causa. O nível de habilitações literárias conta muito também. Não sei se existe algum estudo ou inquérito sobre a relação entre o tipo de rádios que são ouvidas em Portugal e o nível de escolaridade dos ouvintes mas não é difícil perceber que muito dificilmente uma pessoa que tenha o 9º ano ou o 12º ouve a Antena 2 e seja atraída para ouvir a Antena 2. A Antena 2 é ouvida sobretudo por pessoas que possuem sobretudo Licenciatura, Mestrado e Doutoramento e o número de pessoas com Ensino Superior, embora tenha vindo sempre a aumentar, sobretudo entre as mulheres, ainda é muito inferior ao número das pessoas com a escolaridade obrigatória.

Claro que podemos e devemos exigir mais enquanto ouvintes, mas há que ter em conta a realidade do nosso País. 

Relativamente ao DAB, não tenho posição tomada sobre isso. O DAB já foi experimentado na Antena 2 mas não correu bem, foi descontinuado e voltaram ao analógico. Os rádios que recebem DAB são caríssimos e, num País onde o salário mínimo é cada vez mais o salário médio, há prioridades e a esmagadora maioria das pessoas não tem disponibilidade financeira para fazer um investimento desses. Eu, seguramente, não tenho. Daí talvez o motivo para as rádios ainda não terem feito a passagem para o DAB. Muitas rádios dos países do Norte da Europa já o fizeram. Pudera, têm capacidade para suportar um investimento dessa magnitude e ganham muito mais do que nós. Portugal não tem meios nem capacidade para fazer isso. Os receptores DAB lá são caros também de certeza mas para eles são baratos, claro. Tudo tem a ver com o poder de compra. Eles estão à frente de nós em tudo. Na mentalidade, nos salários, no desenvolvimento, em tudo.
« Última modificação: Julho 30, 2021, 11:11:46 pm por Hélder Fialho »

Atento

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Re: Antena 2
« Responder #93 em: Julho 30, 2021, 11:47:39 pm »
Do que tenho lido, ouvido e visto tenho de expressar total concordância com o participante “Atento”. São factos o que refere.

A ‘BBC’, como todos sabemos, é muito estimada pelo povo britânico, está presente no quotidiano dos cidadãos, promove a coesão nacional, e é um porta-estandarte do país para o mundo. Sim, é a imagem do país para o mundo. A importância da ‘BBC’ é vital para o Reino Unido e tem uma fortíssima adesão de toda a população, quase como se fosse da ‘família’.

Na Alemanha também os serviços públicos de radiodifusão têm muita adesão, mas seguem uma lógica diferente dos restantes países europeus. A Alemanha é uma República Federal de regiões (um modelo que faz lembrar os Estados Unidos) e são as estações regionais públicas que têm uma fortíssima fidelização do público, mesmo superior às estações nacionais (quer públicas, quer privadas). Talvez o participante Rui Cleto possa esclarecer se é assim, uma vez que conhece a realidade concreta.

Por exemplo, se analisarmos o meio televisivo da Alemanha, a estação nacional ‘ARD1’ resulta da colaboração e sinergias de todas as estações regionais, que em conjunto produzem um canal para todo o país. Já o operador público ‘ZDF’ foi criado de raiz como operador nacional e tem, também, as importantes finalidades de criar sinergias com os operadores públicos dos países vizinhos (coproduções, etc.) e de exportar a cultura alemã para o mundo (um pouco à semelhança da ‘BBC’).

No meio da radiodifusão, o mercado está com um dinamismo brutal. Há rádios para todos os gostos e feitios. Vejam aqui a gigantesca oferta de estações de rádio na Alemanha em DAB+ (em outubro de 2020 foi lançado um segundo multiplexador nacional em DAB+ para mais 16 estações de rádio privadas).

Termino, com o seguinte acontecimento que decorreu em França na década de 70.
Na década de 60, o governo francês propôs-se a fazer que canais de televisão e de rádio produzidos pelo operador público ‘RTF’ (Radiodiffusion-Télévision Française) figurassem entre os melhores do mundo (seguramente, também com o intuito de exportar a cultura e hábitos franceses). Construiu um edifício moderno, gigantesco, em forma circular no centro de Paris, próximo da Torre Eiffel, equipado com a mais recente tecnologia e composto com um número grande de estúdios, alguns com áreas assinaláveis (hoje, convertidos em salas de espetáculos de Paris).
Todos nos recordamos que na década de 70 a cultura francesa estava bem presente quer na rádio, quer na televisão, em Portugal (e, provavelmente, em muitos outros países).
Na década de 70, o governo de então, comete aquilo que os analistas franceses designam como um grande e irreversível erro, o maior no panorama audiovisual do país. Acabaram com a marca ‘RTF’ e privatizaram o primeiro canal da televisão pública francesa, que passou a chamar-se ‘TF1’, mantendo os restantes dois canais de TV na esfera pública, assim como canais de rádio. Resultado: na década de 80 a projeção da cultura francesa pelo mundo (ocidental, pelo menos) praticamente desapareceu, deixou-se de ouvir música francesa nas rádios, por exemplo, e a dinâmica cultural interna baixou significativamente. Deram um tiro no pé.

Concluindo, o que fazem os serviços públicos por essa Europa fora?

Fidelizam e captam público, criam dinâmicas culturais, sociais internas, exportam a cultura e hábitos do país (a imagem do país), filtram e trazem para o público nacional o que de melhor se faz no mundo ocidental, inovam, definem patamares de qualidade que são referência, criam identidade e ligação dos cidadãos com o seu país. Nenhum operador privado que dá primazia ao lucro se preocupa com estes objetivos, pelo menos desta forma.


Exactamente. Sei perfeitamente do que está a falar, sobretudo o caso da BBC, que é o que conheço melhor. Eu também defendo que devia ser assim no nosso serviço público de rádio mas, infelizmente, não é. Construir uma relação e uma ligação duradouras entre a rádio e o público é algo que necessariamente leva tempo, é demorado, tal como uma relação amorosa. Não são coisas que se fazem num horizonte de quatro anos nem de oito, que é o tempo de um e de dois mandatos. É preciso muito mais tempo e tem de haver coerência nessa construção. Mas isso ultrapassa os timings políticos. Nada do que refere, e bem, existe na Antena 2 porque, a meu ver, não tem havido interesse nem vontade da parte dos sucessivos governos e dos ministros da Cultura, que são quem detém também a pasta da Comunicação Social, e tem sido assim independentemente do partido no Poder. Não há uma política para a rádio, da mesma forma que não há uma política cultural. Creio que há também uma questão cultural muito portuguesa que também contribui muito. Nós, colectivamente, valorizamos pouco aquilo que é nosso. É verdade que, ao nível musical, o que é feito cá é quase tudo mau (na minha opinião, claro) mas isso tem a ver com outras coisas. Retomando a minha linha de pensamento: 48 anos de ditadura deixam marcas muito fortes e muitas delas ainda não desapareceram em vários aspectos da nossa vida colectiva e neste aspecto também. O País passou 48 anos a ser-lhe incutida diariamente por um regime ditatorial uma ideia errada e ilusória de que era o maior (o famoso mapa "Portugal é um País grande" é um exemplo disso), que tudo o que era português era bom e estava proibido de ter acesso ao que se passava no estrangeiro. Quando tudo isso acabou, o País viu-se subitamente "nu" e pequenino (como sempre foi, geograficamente) que ficou tudo um bocado farto do que era nosso. Havia uma "fome" muito grande de ver e saber o que se passava lá fora e o que se passa lá fora passou a poder vir para cá também. Gradualmente passou-se a valorizar muito mais o que é estrangeiro. Os britânicos foram bombardeados pelos Nazis e sofreram imenso durante a Blitz com os bombardeamentos e o racionamento de comida mas, felizmente, nunca chegaram a ficar sob domínio Nazi. A única ditadura que tiveram na sua História foi no séc. XVII e só durou 10 anos. Não deixou quaisquer marcas. Para além disso, os momentos de dificuldades e de privações são momentos em que as pessoas se unem (ou uniam...) mais em torno dos meios de comunicação e a BBC rádio foi fundamental na promoção da união de todo o País face à ameaça Nazi. Todo o período da II Guerra Mundial foi ainda muitíssimo marcado pela rádio enquanto meio de comunicação principal. Quando a II Guerra começou, a BBC One ainda era muito recente. Só tinha 3 anos de vida. Penso que esse terá sido mesmo efectivamente o ano 1 da BBC enquanto instituição britânica, que depois foi consolidada nos anos seguintes. E há que ver também que o nível de instrução e o nível cultural dos britânicos é imensamente superior ao nosso. Não é de espantar que a Radio 3 tenha muito mais audiência do que a nossa Antena 2. Mas isso não é necessariamente devido à BBC. É uma consequência, muito mais do que uma causa. O nível de habilitações literárias conta muito também. Não sei se existe algum estudo ou inquérito sobre a relação entre o tipo de rádios que são ouvidas em Portugal e o nível de escolaridade dos ouvintes mas não é difícil perceber que muito dificilmente uma pessoa que tenha o 9º ano ou o 12º ouve a Antena 2 e seja atraída para ouvir a Antena 2. A Antena 2 é ouvida sobretudo por pessoas que possuem sobretudo Licenciatura, Mestrado e Doutoramento e o número de pessoas com Ensino Superior, embora tenha vindo sempre a aumentar, sobretudo entre as mulheres, ainda é muito inferior ao número das pessoas com a escolaridade obrigatória.

Claro que podemos e devemos exigir mais enquanto ouvintes, mas há que ter em conta a realidade do nosso País. 

Relativamente ao DAB, não tenho posição tomada sobre isso. O DAB já foi experimentado na Antena 2 mas não correu bem, foi descontinuado e voltaram ao analógico. Os rádios que recebem DAB são caríssimos e, num País onde o salário mínimo é cada vez mais o salário médio, há prioridades e a esmagadora maioria das pessoas não tem disponibilidade financeira para fazer um investimento desses. Eu, seguramente, não tenho. Daí talvez o motivo para as rádios ainda não terem feito a passagem para o DAB. Muitas rádios dos países do Norte da Europa já o fizeram. Pudera, têm capacidade para suportar um investimento dessa magnitude e ganham muito mais do que nós. Portugal não tem meios nem capacidade para fazer isso. Os receptores DAB lá são caros também de certeza mas para eles são baratos, claro. Tudo tem a ver com o poder de compra. Eles estão à frente de nós em tudo. Na mentalidade, nos salários, no desenvolvimento, em tudo.


Atualmente, há mais licenciados em Portugal do que há vinte anos...

Como justifica que  perante tal facto  a Antena 2 não ganhe ouvintes e até tenha perdido alguns?

Porque é que as rádios públicas da RTP , estudo após  estudo, perdem ouvintes ou cristalizam?
« Última modificação: Julho 30, 2021, 11:57:47 pm por Atento »

pdnf

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Re: Antena 2
« Responder #94 em: Agosto 02, 2021, 02:15:25 am »
Atualmente, há mais licenciados em Portugal do que há vinte anos...

Como justifica que  perante tal facto  a Antena 2 não ganhe ouvintes e até tenha perdido alguns?

Porque é que as rádios públicas da RTP , estudo após  estudo, perdem ouvintes ou cristalizam?

Porque mais pessoas licenciadas não significa pessoas mais cultas! Deveria ser, mas essa relação causa-efeito deixa muito a desejar.

A quebra de espectadores prende-se com o facto de a A2 ter cristalizado no tempo. Não há ali inovação nenhuma. O problema é típico nas empresas públicas: faz-se tudo igual ao que se fazia há 50 anos.
Não é uma rádio de consumo diário, mas tem de existir no especto. Se numa rede nacional? Tenho dúvidas, confesso, mas inclino-me, por ora, a responder que sim. Agora tem de arriscar e entrar por outros terrenos, nomeadamente, a franja de audiência que a Smooth veio brilhantemente explorar.
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Atento

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Re: Antena 2
« Responder #95 em: Agosto 02, 2021, 10:54:29 pm »
Antena 2 sem noticiários durante agosto...

Realmente...

Será assim tão difícil ter um jornalista a fazer uma espécie de resumo dos noticiários da Antena1?

Pronto...ok...

A redação das rádios públicas está no limite...Não sei quê não sei que mais...

Há muita gente de férias...

AG

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Re: Antena 2
« Responder #96 em: Agosto 02, 2021, 11:18:43 pm »
Antena 2 sem noticiários durante agosto...

Realmente...

Será assim tão difícil ter um jornalista a fazer uma espécie de resumo dos noticiários da Antena1?

Pronto...ok...

A redação das rádios públicas está no limite...Não sei quê não sei que mais...

Há muita gente de férias...
Mau demais.

A rádio pública está cada vez mais decadente.

Podiam transmitir em cadeia o noticiário da Antena 1 ou parte dele, por exemplo.

tuscano

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Re: Antena 2
« Responder #97 em: Agosto 03, 2021, 01:23:31 am »
Como agora tem novamente os Proms, la desaparece o Jazz a 2, digam o que disseram, o Jazz, parece quase sempre frete nesta rádio e é pena.

pdnf

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Re: Antena 2
« Responder #98 em: Agosto 03, 2021, 01:37:55 am »
Como agora tem novamente os Proms, la desaparece o Jazz a 2, digam o que disseram, o Jazz, parece quase sempre frete nesta rádio e é pena.

Quando deveria ser um registo a atacar, caso haja dúvida veja-se o sucesso da Smooth com os miseros 5 emissores, por contraponto aos 38 da Antena 2, só em território Continental, a que acrescem 28 no território Insular. No conjunto destes 66 emissores, arriscar-me-ia a dizer que alguns deverão chegar os dedos de uma mão para contar os rádios que os sintonizam. O Serviço Público, para o ser, tem de chegar e ser para as pessoas. Não pode ficar cristalizado. A Clássica tem de ter lugar, mas o Jazz também, e quiçá até, estilos mais contemporâneos, algures pelo meio.

Quanto à vergonha do "fechamos para férias"...sem comentários! Mais valia, realmente, desligarem os emissores e voltarem a ligar em setembro!
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
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radiokilledtheMTVstar

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Re: Antena 2
« Responder #99 em: Agosto 03, 2021, 11:17:42 am »
Antena 2 sem noticiários durante agosto...

Realmente...

Será assim tão difícil ter um jornalista a fazer uma espécie de resumo dos noticiários da Antena1?

Pronto...ok...

A redação das rádios públicas está no limite...Não sei quê não sei que mais...

Há muita gente de férias...
Mau demais.

A rádio pública está cada vez mais decadente.

Podiam transmitir em cadeia o noticiário da Antena 1 ou parte dele, por exemplo.
E na 3, o mesmo deserto e apenas uma edição do Domínio Público...
É certo que o problema da falta de pessoal já é conhecido há muito, mas agora sem direção definitiva e provedor parece que é o "deixa andar" total.

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« Última modificação: Agosto 03, 2021, 11:19:44 am por radiokilledtheMTVstar »

Atento

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Re: Antena 2
« Responder #100 em: Agosto 03, 2021, 11:53:03 am »
Antena 2 sem noticiários durante agosto...

Realmente...

Será assim tão difícil ter um jornalista a fazer uma espécie de resumo dos noticiários da Antena1?

Pronto...ok...

A redação das rádios públicas está no limite...Não sei quê não sei que mais...

Há muita gente de férias...
Mau demais.

A rádio pública está cada vez mais decadente.

Podiam transmitir em cadeia o noticiário da Antena 1 ou parte dele, por exemplo.
E na 3, o mesmo deserto e apenas uma edição do Domínio Público...
É certo que o problema da falta de pessoal já é conhecido há muito, mas agora sem direção definitiva e provedor parece que é o "deixa andar" total.

Enviado do meu Redmi Note 7 através do Tapatalk

Na Antena 1 é melhor que a direção esteja indefinida do que esteja definida...

Vamos ver...

Mas o que pode vir aí para a Antena1 é absolutamente catastrófico...

FMstereo

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Re: Antena 2
« Responder #101 em: Agosto 03, 2021, 12:08:44 pm »
Antena 2 sem noticiários durante agosto...

Realmente...

Será assim tão difícil ter um jornalista a fazer uma espécie de resumo dos noticiários da Antena1?

Pronto...ok...

A redação das rádios públicas está no limite...Não sei quê não sei que mais...

Há muita gente de férias...
Mau demais.

A rádio pública está cada vez mais decadente.

Podiam transmitir em cadeia o noticiário da Antena 1 ou parte dele, por exemplo.
E na 3, o mesmo deserto e apenas uma edição do Domínio Público...
É certo que o problema da falta de pessoal já é conhecido há muito, mas agora sem direção definitiva e provedor parece que é o "deixa andar" total.

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Na Antena 1 é melhor que a direção esteja indefinida do que esteja definida...

Vamos ver...

Mas o que pode vir aí para a Antena1 é absolutamente catastrófico...

Na Antena 1 a direção de informação (se é disso que fala) está indefinida há 6 anos. Estão ali só a destruir o que se tentou construir durante anos... E estão a conseguir!
« Última modificação: Agosto 03, 2021, 12:15:15 pm por FMstereo »

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Re: Antena 2
« Responder #102 em: Agosto 03, 2021, 01:33:27 pm »
Antena 2 sem noticiários durante agosto...

Realmente...

Será assim tão difícil ter um jornalista a fazer uma espécie de resumo dos noticiários da Antena1?

Pronto...ok...

A redação das rádios públicas está no limite...Não sei quê não sei que mais...

Há muita gente de férias...
Mau demais.

A rádio pública está cada vez mais decadente.

Podiam transmitir em cadeia o noticiário da Antena 1 ou parte dele, por exemplo.
E na 3, o mesmo deserto e apenas uma edição do Domínio Público...
É certo que o problema da falta de pessoal já é conhecido há muito, mas agora sem direção definitiva e provedor parece que é o "deixa andar" total.

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Na Antena 1 é melhor que a direção esteja indefinida do que esteja definida...

Vamos ver...

Mas o que pode vir aí para a Antena1 é absolutamente catastrófico...

Na Antena 1 a direção de informação (se é disso que fala) está indefinida há 6 anos. Estão ali só a destruir o que se tentou construir durante anos... E estão a conseguir!


Na programação,  a 1 vai ficar um mimo se o nome se confirmar...

Se é para estourar com as rádios públicas de vez que tudo seja feito de forma célere e sem chavões...

joao_s

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Re: Antena 2
« Responder #103 em: Agosto 03, 2021, 07:39:44 pm »
(...)
Se é para estourar com as rádios públicas de vez que tudo seja feito de forma célere e sem chavões...
Tudo isto é deprimente, assim se deita fora os recursos dos contribuintes portugueses. Não existe “serviço público de radiodifusão” em Portugal, existem rádios do estado, nas quais se aplicam práticas indesejáveis e se verifica a maior inércia. Portugal não consegue fazer o “serviço público de rádio” que os países do continente europeu fazem, um atestado de menoridade nesta matéria. “Serviço público” sem público, que não suscita o menor interesse dos cidadãos, não existe. Uma vergonha! A nomenclatura está em total contradição com a realidade. Imagine-se o escândalo se outros serviços públicos portugueses apresentassem os mesmos resultados: escolas sem alunos, hospitais sem pacientes, transportes públicos sem utentes, etc. As rádios do estado estão neste patamar de insignificância e de absorção dos recursos financeiros do país (de todos).

Em suma: já estouraram com as rádios públicas, não há serviço público de radiodifusão em Portugal.

miguelalex23

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Re: Antena 2
« Responder #104 em: Agosto 03, 2021, 11:03:17 pm »
Como agora tem novamente os Proms, la desaparece o Jazz a 2, digam o que disseram, o Jazz, parece quase sempre frete nesta rádio e é pena.
O Jazz a 2 não "desaparece", uma vez que a transmissão dos BBC Proms não será diária.