Esperem mais um tempo e depois verão até onde isto vai. Já está a começar com os avisos do centeno.
Certo. Não é à toa que em Bruxelas já se começa a discutir o novo PRR, mais próximo do plano Marshall que o inspirou, focado em Infraestruturas e Defesa. Há ventos de crise no horizonte. As crises económicas são cíclicas, é impossível existir crescimento em contínuo. Felizmente, parece-me que o país tem alguma capacidade, à data de hoje, de fazer alguma política contracíclica, imaginando que a crise não terá proporções bíblicas como teve a de 2009 ou a de 1929.
Numa coisa o Sócrates tinha razão: não foi culpa dele a crise, apenas errou na receita, ao exagerar abundantemente na política de aceleração da economia, que, paradoxalmente, só fez agravar mais o abrandamento da economia. Mal comparado, foi um antibiótico em que fazes 1 toma diária durante 10 dias, mas, em vez disso, decides tomar os 10 comprimidos de uma vez, e foste parar à UCI com uma hepatite medicamentosa.
Tal como não será culpa de Montenegro a crise que, tudo indica, se avizinha. A mesma, isso sim, vai ter de nos convocar, enquanto sociedade, a fazermos escolhas, porque não é razoável continuarmos a ter o Estado com o tamanho que temos, e a não fazer nada bem feito. A TAP não funciona como devia, a CP também não, a RTP idem aspas, as Escolas estão pelas ruas da amargura e o SNS, bom, esse só não é maior o desastre, principalmente nas situações de doença aguda (SU) porque nos privados ainda consegue ser pior.
Uma coisa me parece óbvia, com ou sem crise, não podemos continuar a ter os níveis de execução de Investimento Público que vimos apresentando desde 2011, o congelamento de carreiras, que não conseguem acompanhar o setor privado, ao mesmo tempo que começamos a ter problemas sérios em Infraestruturas Críticas.
Veremos o que nos reservam os próximos tempos...
E o Abreu Amorim não tem direito à sua opinião?
Ou é das tais figuras sinistras só porque não tem a opinião que interesssa aos estatistas?
Não o conheço pessoalmente, mas conheço quem o conhece bem. O que me dizem é que e um académico brilhante, homem culto e que adora política.
Tem direito a ter as suas opiniões, como qualquer pessoa.
Ter uma opinião é uma coisa, fazer parte do governo é outra.
O Carlos Abreu Amorim é um verme incapaz, um carreirista infecto que espalha mediocridade por onde passa.
Porquê?
Penso que defende a privatização da RTP.
O Abreu não tem voto nessa matéria. Esse assunto está completamente encerrado.
O importante é o PSD recuperar Gaia com Luís Filipe Menezes.
Também gostei da boa provocação de colocar no mesmo ministério a cultura, desporto e juventude.
Não vai acontecer. As pessoas ainda não se esqueceram de 2013 e do desaire duplo dessas fracas figuras.
Acabar com o ministério da cultura é o deleite da grunharia. A direita adora pardieiros incultos, é assim que abre terreno para governações desastrosas.
Em relação ao CAA, não indo ao ponto de chamar verme, porque, até ver, não é corrupto, nem fascista, não ignoro que é o resto é verdade. Perfis truculentos, como o dele, ou do Hugo Soares, dispenso que estejam no Governo, e mesmo no PSD, agradecia se se juntassem à seita dos ventos de Ventura.
O Menezes não vai ser candidatar, nem fazia sentido. Precisamos de sangue novo, não de um homem que vai pegar na CMG aos 72 anos, para terminar o mandato aos 84. Não é razoável, nem se coaduna com a energia necessária para liderar uma Autarquia. Não faço um mau balanço dos mandatos de Menezes, Gaia conheceu um grande desenvolvimento e ímpeto reformista, que nem o Porto conseguiu acompanhar. Rodeou-se, isso sim, de péssimas figuras, com destaque para o passa pelos pingos-da-chuva Marco António, Firmíno e, acabando no socialista de conveniência e atropelador de crianças Guilherme Aguiar.
Dito isto, acho que, dificilmente, alguém do PSD conseguirá tirar a Câmara ao João Paulo Correia e ao PS, que, no geral, é um nome forte, e que fez um bom trabalho enquanto Deputado, Secretário de Estado e Presidente de Junta. Podemos questionar os métodos com que encostou os Vieiristas, mas era um trabalho extremamente necessário. Até porque, a 2 meses das eleições (agosto não conta que está tudo a banhos no Algarve), não há sequer um nome. Vai acabar por ser o Cancela(r).
Em relação à Cultura, calma com a questão da morte do Ministério. Na realidade, o que aconteceu foi uma mudança de Ministra. A Margarida era Ministra da Modernização Administrativa, pasta que perdeu para o Gonçalo Matias, agora rebatizada de Reforma. Na prática, a Margarida substituiu a primadona que lá estava à espera que o Montenegro pudesse correr com ela sem escândalo. O Desporto e a Juventude, que ocupam 10% do tempo, se tanto, ficama gora apensados à cultura.
Dito isto, tenho alguma aversão a governos pequenos e a Mega ministérios, não acho que gastar mais 200k ou 300k seja exatamente deitar dinheiro pela janela.